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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

21
Jul19

Promotor da justiça PPV tenta ligar movimentos de luta por moradia em São Paulo ao PCC

Talis Andrade

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A denúncia ocorre quase um mês depois que líderes de movimentos de moradia tiveram sua prisão preventiva decretada. Conforme a Ponte Jornalismo apurou, Conserino baseia sua denúncia e implica as lideranças desses movimentos a partir de Ananias Pereira dos Santos, apontado como líder do MLSM (Movimento de Luta Social por Moradia), que ocupava o edifício Wilton Paes de Almeida, cujo incêndio e desabamento, em 2018, matou sete pessoas.

Partindo da investigação da Polícia Civil sobre o aluguel que muitas famílias pagavam para morar na ocupação do MLSM – e que no caso de inadimplência seriam expulsas até com a ajuda do PCC -, o promotor estende a denúncia para as lideranças de movimentos sem individualizar suas condutas e atuações.

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02
Mai18

Prédio que desabou foi sede da PF em São Paulo e já deteve o Nobel da Paz Pérez Esquivel

Talis Andrade

Na madrugada desta terça-feira (01/05) um prédio de 24 andares localizado no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, desabou após um incêndio. A antiga sede da Polícia Federal (PF), localizada na esquina da rua Antônio Godoy com a Avenida Rio Branco, já deteve o Nobel da Paz Pérez Esquivel e atualmente era ocupada pelo Movimento de Luta Social por Moradia. Veja alguns fatos sobre o edifício:

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Detenção do Nobel da Paz Pérez Esquivel

O argentino Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, foi detido em 1981 no edifício da Antônio Godoy, então sede da Polícia Federal, após criticar a Lei de Anistia, criada em 1979.

A PF, então dirigida pelo delegado Nélson Marabuto, foi cercada por centenas de pessoas que protestavam contra a detenção. Preocupado com a repercussão que o caso poderia gerar, Paulo Maluf, então governador do estado, ligou para a PF pedindo que Esquivel fosse solto.  Dom Paulo Evaristo Arns, que na época ocupava o posto de cardeal arcebispo de São Paulo, também exigiu a soltura do argentino, que foi libertado horas depois. In Opera Mundi

 

Noutro golpe, o de Temer que derrubou Dilma Roussef, na farsa de um impeachment comandado na Câmara dos Deputados por Eduardo Cunha, e no Senado Federal, por Renan Calheiros, em sessão presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski , com o alarido das farsas da república do Paraná de combate à corrupção, Esquivel voltou a ser confrontado pela Polícia Federal a mando de uma juíza teleguiada por Sergio Moro. 

 

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01
Mai18

Antiga sede da Polícia Federal pegou fogo e desabou

Talis Andrade

Prédio de 20 andares era ocupado por 150 famílias do MLSM 

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Um prédio de mais de 20 andares desabou após pegar fogo nas proximidades do Largo do Paissandu, centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, dia 1º de maio. O edifício, que já foi sede da Polícia Federal e pertence à União, estava ocupado, há seis anos, por cerca de 150 famílias do MLSM - Movimento de Luta Social por Moradia.

 

Apesar da reação de apoio, as críticas ao imobilismo do Estado, com o empurra empurra de responsabilidades – culpa da prefeitura ou da União – já começaram.

 

Também as famílias que ocupam edifícios para pressionar por moradias sofrem com o estigma de estarem vinculados a movimentos sociais, que estariam se aproveitando de limbos jurídicos para se estabelecer em espaços que oferecem risco de morte, como mostrou a tragédia desta terça.

 

Algumas notícias que circularam ao longo do dia criticavam o que era chamado de “indústria de ocupação”. Nas redes sociais, não faltavam os xingamentos às famílias, chamadas de “vagabundos”. E a acusação de que se tratava de uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), liderado pelo pré candidato a presidente Guilherme Boulous, que concorre pelo PSOL.

 

Boulous tratou de esclarecer os fatos, e prestar solidariedade às famílias. “Nossa solidariedade às famílias ocupantes que sofreram com incêndio e desabamento do edifício em São Paulo. Querer culpar os sem-teto pelas condições precárias do imóvel é de uma perversidade inacreditável. Ninguém ocupa porque quer, mas por falta de alternativa”, afirmou. Leia mais 

 

 

 


Nota de esclarecimento do MTST sobre o incêndio e desmoronamento de prédio ocupado no centro de SP


O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) tem mais de 20 anos de história de luta por moradia no Brasil. Nesse período colaborou para que milhares de pessoas tivessem acesso à moradia digna, um direito constitucional negado a mais de 6 milhões de famílias no país.

 

Nos últimos dois anos, estivemos na linha de frente das lutas e denúncias contra os cortes no orçamento da habitação. No ano de 2017, o governo Temer destinou apenas 9% dos valores previstos com moradia no orçamento. A faixa mais afetada foi a de baixa renda, que compreende famílias que recebem até 1.800 reais. Enquanto isso a Caixa Econômica ampliou o limite de financiamento para imóveis de luxo, uma completa inversão de prioridades.

 

A ocupação vítima do incêndio não era organizada pelo MTST e sim por outro movimento de moradia, o MLSM – Movimento de Luta Social por Moradia

 

O MTST não tem ocupações no centro deSão Paulo e não pratica a cobrança de nenhum valor das famílias organizadas em nossas ocupações.

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