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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

08
Nov21

O mentiroso Carlos Bolsonaro posta fake news contra Lula e Instagram apaga mensagens

Talis Andrade

 

Episódio demonstra que esquema de informações falsas utilizado pelo clã Bolsonaro segue a todo vapor

 

247 - O Instagram marcou como falsas duas postagens feitas neste domingo (7) pelo vereador errante do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro sobre o ex-presidente Lula.

“Informação falsa - A mesma informação foi analisada por verificadores de fatos independentes em outras publicações”, dizia o recado, a reparação da rede social, que ocultou as publicações mentirosas do filho de Jair Bolsonaro.

O pai da mentira é o diabo e o... Aline Ladvocat - Pensador

O texto de Carlos que acompanhava a primeira postagem dizia: “Acho que o ex-presidiário e seus comparsas esqueceram de apagar isso aqui. O gás de cozinha está caro, assim como outras coisas? Nada é um fato isolado e qualquer inocente sabe disso, além do ‘fique em casa a economia a gente vê depois’, as consequências são vistas no mundo todo”.

Tratava-se de um vídeo de 2015 em que o ex-presidente aparece em um evento do Instituto Lula falando sobre a decisão da Bolívia de nacionalizar o gás e o petróleo do país.

Lula afirma no vídeo que, se não fosse seu governo, o ex-presidente “Evo Morales teria tido muito mais dificuldade na Bolívia”. E conta que ao ser informado sobre a intenção da Bolívia de nacionalizar o petróleo e o gás contrariando interesses da Petrobrás, respondeu: “faça o que vocês quiserem”.

Após a ocultação da postagem pelo Instagram, Carlos postou o vídeo pela segunda vez com a seguinte legenda: “Vídeo sem edições, do ex-presidiário por suas próprias palavras sem qualquer comentário de ninguém! Será falso também, ‘checadores’? Aguardemos e tirem suas conclusões!”. O segundo vídeo também foi ocultado.

 

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Mentirinhas” contadas pelos pais tornam filhos mais mentirosos | Curtinhos  - YouTube

Carlos Bolsonaro, o Carluxo, pretende esconder o entreguismo, o privatismo do pai.

Jair Bolsonaro voltou a usar os aumentos do preço da gasolina para falar em privatizar a Petrobrás neste sábado (6), durante um evento com apoiadores no Centro de Eventos de Ponta Grossa, no Paraná.

“A economia sofreu um golpe no mundo todo. Sabemos da inflação e do aumento de combustíveis, sabemos que a Petrobras é, infelizmente, independente”, mentiu.

“Nós estamos buscando uma maneira de, da nossa parte, ficar livre da Petrobrás, fatiá-la bastante e, quem sabe, partir para a privatização”, disse ainda, repetindo o discurso que fez recentemente.

Na mesma fala, o mito(maníaco) atacou o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), chamando-o de “cara de capivara”, e afirmou que a única acusação relevante da Comissão teria sido classificá-lo de motoqueiro.

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01
Nov21

Com agenda "à margem" da cúpula, Bolsonaro fica isolado no G20

Talis Andrade

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Presidente evita compromissos oficiais no domingo e deixa evento sem reunião bilateral com chefes de Estado. Ao acompanhar o chefe do Executivo em Roma, jornalistas são agredidos e hostilizados

 
por Fernanda Strickland /Correio Braziliense
 
O presidente Jair Bolsonaro encerrou ontem sua participação na Cúpula de Líderes do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, na Itália, com uma agenda “à margem” da reunião. Ele não participou do passeio de autoridades — que incluiu uma visita à Fontana de Trevi —, mas se reuniu com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Enquanto a passagem do chefe do Executivo por Roma chegava ao fim sem qualquer reunião bilateral com líderes globais na agenda, jornalistas brasileiros que acompanhavam o presidente na cidade relataram agressões por parte de sua equipe de segurança.
 

Como evitou compromissos oficiais, o presidente foi visto por diversas vezes passeando pela cidade italiana. Ele compartilhou nas redes sociais vídeos em que cumprimenta apoiadores em Roma. Aparece acenando pela janela e, logo em seguida, vai ao encontro do grupo, que gritava palavras de apoio ao presidente. “Agradeço imensamente a todos pela consideração”, escreveu o presidente na publicação.

Para Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, cientista político e advogado, a ausência de Bolsonaro nos compromissos do evento, em suma, demonstra isolamento por parte do governo brasileiro, algo péssimo no atual contexto. “Nestes espaços, há oportunidades para conversas e estabelecimento de acordos, aproximações, criação de situações e oportunidades que podem ser benéficas a todos os países. Esse isolamento é muito ruim para o Brasil, cuja economia vem claudicante mesmo com o avanço da vacinação, fruto do descompasso político vivido no país. Estar afastado dos demais países, sobretudo daqueles que trazem consigo capacidade de consumo de produtos brasileiros, é bem ruim”, criticou.

As hostilidades a jornalistas aconteceram, conforme os relatos, antes e durante uma caminhada improvisada de Bolsonaro com apoiadores que se reuniram frente à Embaixada do Brasil. No local, o presidente acenou, da sacada, para os simpatizantes que carregavam cartazes de apoio ao governo. Depois, desceu para falar com o grupo. Durante a espera pelo presidente, uma jornalista da Folha de S.Paulo foi empurrada por seguranças e uma produtora da GloboNews foi hostilizada pelos manifestantes.

Ao indicar que faria uma caminhada pelo bairro, Bolsonaro foi seguido por equipes de reportagem. Neste momento, jornalistas passaram a ser empurrados pelos seguranças e houve agressões. Um profissional da TV Globo disse ter recebido um soco no estômago. Os veículos que presenciaram o momento foram impedidos de gravar. O celular de um jornalista do UOL foi jogado na via.

Repórteres do jornal O Globo e da BBC Brasil relataram agressões verbais. De acordo com o UOL, nenhum dos policiais disse se fazia parte da embaixada brasileira ou italiana ou se era de uma empresa privada. Segundo relatos de presentes, havia tanto italianos quanto brasileiros no grupo responsável pela proteção do presidente. Com a confusão, a caminhada durou pouco menos de 10 minutos e Bolsonaro voltou à embaixada. Os jornalistas estavam com credenciais e identificações no momento das agressões.

Repercussão

Em nota, a TV Globo condenou a agressão e cobrou “apuração completa de responsabilidades”. A Folha de S.Paulo e o UOL também repudiaram o episódio. “Mais um inaceitável ataque da Presidência à imprensa profissional”, registrou o jornal. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou comunicado no qual “repudia com indignação as agressões”. “A violência é consequência da postura do próprio presidente, que estimula a intolerância diante da atividade jornalística. É inadmissível que o presidente e seus agentes de segurança se voltem contra o trabalho dos jornalistas.”Capa do jornal Folha de S.Paulo 01/11/2021

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que, “ao não condenar atos violentos de seus seguranças e apoiadores, o presidente incentiva mais ataques do gênero, em uma escalada perigosa e que pode se revelar fatal”. O Palácio do Planalto não se manifestou.
Homenagem

Antes, em seu primeiro compromisso de domingo, Bolsonaro concedeu entrevista [mentirosa] a uma TV italiana, na qual criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o petista foi financiado pelo “narcotráfico da Venezuela”. Afirmou, ainda, que a Amazônia “não pega fogo”. O presidente embarcou para a capital italiana na última quinta-feira. Como não participará da 26ª Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima, a COP 26, a previsão é de que o presidente vá hoje para a cidade Anguillara Veneta receber um título de cidadão local. O projeto para homenagear o presidente é de autoria da prefeita Alessandra Buoso, da Liga — partido de extrema-direita.

A decisão desagradou a políticos italianos, religiosos católicos e brasileiros que vivem na Itália. Na sexta, ativistas jogaram esterco e fizeram pichação na sede da prefeitura. O protesto foi organizado pelos ambientalistas do Rise Up 4 Climate Justice. (Com Agências)

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25
Out21

Bolsonaro mentiroso compulsivo continua a espalhar fake news sobre vacina

Talis Andrade

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Definem os dicionários. 

Mitomaníaco, indivíduo que sofre de mitomania, hábito patológico de mentir.
mitomania, também conhecida como mentira patológica e pseudologia fantástica, é a tendência duradoura e incontrolável para a mentira.
Mitomania, ou Speed, compulsão em mentir, um transtorno psicológico caracterizado por contar mentiras. 
 
Associado no relatório final da CPI da Covid à prática de nove crimes durante a pandemia, Bolsonaro revela-se um delinquente incorrigível. Em sua penúltima infração penal, utilizou a estrutura presidencial para propagar a mentira segundo a qual a vacina contra covid submete os vacinados ao risco de contrair a Aids. De uma tacada, o sujeito que deveria zelar pela saúde dos brasileiros conspirou novamente contra o único remédio eficaz no combate ao coronavírus e ainda propagou o vírus do preconceito contra quem tem que lidar com o HIV.
 
Facebook e Instagram derrubaram a live do presidente por propagação de fakenews. Essa é a hora em que é preciso perguntar ao dr Augusto Aras: até quando?
Relatório de Renan ainda ñ está concluído. Há tempo p/ incluir absurdo dito por Bolsonaro na live “Al Qaeda/Zorra Total” de 5ª: associou vacina a AIDS.
- Art. 267 do Cod. Penal: causar pandemia;
- Art. 268 do CP: sabotar medida contra a pandemia;
- crime contra a humanidade, sim
pq, afinal, ao dizer o q diz, ele faz uma recomendação e uma aposta; - e, sim, HOMICÍDIO, imputação q foi retirada do relatório. Fala reforça relatório original de Renan. Mas as 9 imputações restantes já rendem 38 anos de cana
 

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25
Out21

Facebook e Instagram derrubam live mentirosa em que Bolsonaro associa Aids à vacina da Covid

Talis Andrade

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Informação falsa apresentada por Bolsonaro foi refutada por entidades médicas e agências de checagem

 

por Tácio Lorran

O Facebook e o Instagram derrubaram a live da última quinta-feira (21/10) do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que associou o desenvolvimento da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) com a vacina contra o novo coronavírus.

Em nota, o porta-voz do Facebook afirmou que: “Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”. A empresa também é responsável pelo Instagram.

“Outra coisa grave aqui: só vou dar notícia, não vou comentar: ‘Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados […] estão desenvolvendo a síndrome imunodeficiência adquirida muito mais rápido que o previsto’. Recomendo que leiam a matéria. Talvez eu tenha sido o único chefe de Estado do mundo que teve a coragem de colocar a cara a tapa nessa questão”, disse Bolsonaro, ao ler uma suposta notícia, na transmissão ao vivo.

A informação apresentada pelo chefe do Executivo federal, contudo, é falsa.

Em nota, o Comitê Científico de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirmou não existir nenhuma relação entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento de síndrome da imunodeficiência adquirida.

“Pessoas que vivem com HIV/Aids devem ser completamente vacinados para Covid-19. Destacamos inclusive a liberação da dose de reforço (terceira dose) para todos que receberam a segunda dose há mais de 28 dias”, prosseguiu a entidade, ao repudiar toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente.

 

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Bolsonaro mentiroso compulsivo
 

 

25
Out21

É #FAKE de Bolsonaro que relatórios do governo do Reino Unido sugerem que vacinados contra Covid têm desenvolvido Aids

Talis Andrade

 

 
19
Set21

Eu mi(n)to

Talis Andrade

por Gustavo Krause

- - -

 

A mentira é um pecado que cometemos diariamente. A exceção é o líder político elevado à categoria de mito: mente autenticamente porque no imaginário do fanáticos seguidores é a encarnação da verdade absoluta.

Golpista confesso, Bolsonaro afirmou que só largaria o poder “morto, preso ou vitorioso”. Eliminou uma das regras de ouro democracia: a alternância pacífica do poder.

“Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente /Mentem de corpo e alma, completamente /E mentem de maneira tão pungente /que acho que mentem sinceramente”. Poema de Affonso Romano de Sant’Anna, A implosão da Mentira (Ed. Global, 2007).

Atualíssimo. A mentira é um pecado que cometemos diariamente. Pequenas, grandes, convenientes, analógicas, digitais. Segundo Otto von Bismarck, “Nunca se mente tanto como na véspera das eleições, durante a guerra e depois da caça”.

Há uma exceção à regra: o líder político elevado à categoria de mito. Ele mente autenticamente; diz o que pensa; no imaginário dos fanáticos seguidores é a encarnação da verdade absoluta.

Assim é o Presidente Bolsonaro. Um golpista confesso. Não mentiu para os brasileiros nem botou a máscara de democrata. Delimitou o quadrado de três lados quando definiu o espaço de sua relação com o poder: só largaria “morto, preso e com a vitória”. Eliminou uma das regras de ouro da democracia: a alternância pacífica do poder para os que perdem a eleição.

Tentou liquidar a eleição, outra regra de ouro da democracia, quando, em manobra diversionista, ocupou o espaço do debate político, ao arguir preventivamente a fraude das urnas eletrônicas. Seguiu o fracassado exemplo de do seu inspirador, Donald Trump.

Enquanto os brasileiros sofrem com a agonia de cada dia, o Presidente continua sua marcha obsessiva em continuar no poder, ultrapassando limites das regras do jogo e apostando no ambiente da radicalização e fragmentação das oposições.

O campo das oposições busca uma forma de se livrar de Bolsonaro. A solução é simples: a democracia aponta o caminho das eleições de 2022. O governo tem data marcada para acabar. As lideranças e grande parte da sociedade brasileira, espremidas pelo barulho das extremas, não discutem nem se articulam para construir um projeto estratégico capaz de enfrentar os problemas concretos das pessoas e, ao mesmo tempo, encarar os grandes desafios de um mundo em acelerada transformação.

Se, ao longo do percurso, houver um agravamento da crise institucional e se caracterizarem pressupostos jurídicos e políticos, a democracia, também, aponta a solução: o impedimento de Sua Excelência.

Os prejuízos do desgoverno afetam a sociedade. Para não ser repetitivo quanto à gravidade da situação, basta atentar para o que disse, em recente entrevista, o competente economista Pérsio Arida: “Os investidores veem o Brasil como um pária”.

Parafraseando Manuel Bandeira: “Cavalinhos andando. Cavalões comendo. O Brasil politicando”. O povo empobrecendo e muita gente morrendo.

 

 

 
19
Set21

Por que o documentário fakeada incomoda tanta gente?

Talis Andrade

Bolsonaro foi vítima da banalidade do mal que tanto defende

 

por Emir Sader

- - -

O documentário de Joaquim de Carvalho presta um serviço excepcional ao Brasil, ao revelar tantas coisas de que desconfiávamos muito. Muita coisa é simplesmente fundamentar com provas concretas o que imaginávamos e que agora deixam de ser desconfianças, para ser conhecimento real da realidade.

Outras são coisas que são revelações realmente novas, que tornam o caso ainda mais escandaloso.

Mas uma das perguntas que já nos colocávamos e que se tornaram ainda mais agudas é: por que a mídia deixou passar batida aquela facada? Por que ninguém da mídia tradicional se debruçou sobre aquilo?

Porque era funcional à vitória do seu candidato. E ninguém se atreveu a romper aquele silêncio criminoso. Como não é possível que não tivessem se colocado interrogações sobre um episodio tao esquisito e tao funcional à vitória de um candidato, evitaram investigar, porque era útil para a eleição do candidato que tinham escolhido.

Como aceitaram que o candidato não participasse dos debates? Só porque deixaram passar batida a balela da facada, sem sequer se dedicarem a investigá-la.

Agora várias pessoas, para minha surpresa, se incomodam muito com o documentário. Não tem argumentos para discutir a veracidade do documentário.

Mas acusam a culpabilidade de não ter abordado o tema da facada, se sentem envergonhados por terem deixado passar um caso que qualquer jornalista com um mínimo de sensibilidade, teria se dedicado a investigar. Pelo menos, a se perguntar se tinha sido realmente um atentado ou uma farsa.

Para encobrir essa vergonha, se dedicam a atacar a Joaquim de Carvalho, um dos melhores e mais competentes jornalistas brasileiros. Ataques para os que pretendem desviar a atenção tanto da quantidade de argumentos do documentário, que fazem dele uma peça fundamental para desvendar tudo o que passa no Brasil de hoje, quanto da responsabilidade da mídia e dos jornalistas, que se calaram sobre aquela farsa.

É muito incômodo para quem diz que a eleição do Bolsonaro foi legítima e que vivemos numa democracia, ver e aceitar as provas incontestáveis do documentário. Se a facada tivesse sido desmascarada naquele momento, ainda antes do primeiro turno, o que teria acontecido com a candidatura do Bolsonaro?

Os que deixaram passar batido aquela farsa, tem que se incomodar muito com o documentário. Porque ali se mostra que tudo foi uma farsa. Que a facada foi forjada. Essas provas, somadas às declarações do Bolsonaro a dois dos seus comparsas de então de que a partir da facada, ele não perderia mais as eleições e outras afins, conformam o quadro da farsa que foi a eleição do Bolsonaro.

Já não bastassem o golpe inconstitucional contra Dilma Rousseff e a prisão e impedimento do Lula de ser eleito no primeiro turno em 2018, o documentário complementa o cenário de absoluta ilegitimidade da eleição de Bolsonaro. Tudo sob o olhar passivo e complacente do Judiciário e da mídia.

Vejam, se ainda não viram, o documento de Joaquim Carvalho sobre a fakeada e entendam, de forma cabal, como foi forjada a eleição do Bolsonaro. E como o que o país sofre, desde então, é resultado também da farsa da fakeada.

Nota deste correspondente: A mídia deu espaço para diferentes mentiras sobre Adélio: Veja esta de um tal Renato Cunha, "Advogado Criminalista e Militar Licenciado pelo exercício das funções, Chefe de Gabinete da 2ª Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Estado de Alagoas (...)

3. Há rumores que circulam na internet de que houve um depósito efetuado na conta do agressor, salvo engano no dia do ato cometido, no montante de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais). Investigue-se;

4. Três outras pessoas estão sendo investigadas por, no mínimo, serem partícipes do crime. Pergunta-se: Seria uma organização criminosa ou uma ramificação de outra?"

Nunca existiram essas "três outras pessoas".

Ramificações criminosas existem várias no Rio das Pedras no Rio de Janeiro. Uma delas, o Escritório do Crime. 

Várias outras aberrações encontraram espaço no jornalismo marrom, para servir de prova, dar veracidade aos boatos infames espalhados por figuras bolsonaristas, notadamente, pastores e militares.

Verificamos: Atentado contra Jair Bolsonaro com checagens em tempo real |  Agência Lupa

Outro pastor que espalhou boatos foi Marco Feliciano. Publicado

Por Sérgio Rodas/ ConJur

O deputado federal Marco Feliciano (Republicanos-SP) não provou sua acusação de que o ex-deputado Jean Wyllys (PT-RJ) teve participação na facada recebida pelo presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018 e teve a intenção de caluniar Wyllys ao publicar tal afirmativa.

Com esse entendimento, o 5º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro condenou o pastor a pagar indenização por danos morais de R$ 41,8 mil ao petista. 

Além disso, o deputado deverá fazer retratação pública em seu perfil no Twitter. Se descumprir a medida, terá que pagar multa de R$ 20 mil.

Em abril de 2020, Feliciano publicou em suas redes sociais mensagem associando Wyllys a Adélio Bispo, autor da facada contra Bolsonaro.

“Segundo @oswaldojunior, EM DEPOIMENTO À PF, TESTEMUNGA (sic) REVELA QUE ADÉLIO BISPO ESTEVE NO GABINETE DE JEAN WYLLYS. No dia do atentado alguém deu entrada na Câmara dos Deputados c/a identidade de Adélio. Jean renunciou mandato e saiu do país após eleição...", declarou Feliciano, compartilhando link do site Renews.

Jean Wyllys foi à Justiça, afirmando que a notícia era falsa, uma vez que a Polícia Federal, em dois inquéritos, concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho e sem mandantes.

O 5º Juizado Especial Cível do Rio entendeu que Feliciano extrapolou o direito à liberdade de expressão. Isso porque não comprovou sua acusação de que Bispo esteve no gabinete de Wyllys.

Além disso, o juízo declarou que o pastor teve a intenção de caluniar o petista, sugerindo que ele estava associado à tentativa de homicídio de Bolsonaro.

Processo 0121680-46.2020.8.19.0001

Também apareceram vaquinhas virtuais. O Diário do Poder propaga:

"Em uma dessas campanhas o pedido é feito pelo 'nosso guerreiro Adelio"

E acrescenta o Diário do Poder, por Francine Marquez:

"Em menos de 24 horas, Adelio Bispo de Oliveira, que agrediu com uma facada o deputado federal e candidato a Presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), ganhou quatro campanhas de financiamento, para custear as despesas judiciais.

As 'vakinhas' foram criadas por Marlon Costa, de São João de Meriti/RJ, Hudson Alves, de Brasília, Talles de Peruibe, interior do estado de  São Paulo e Genival Da Costa Bentes de Santarém/PA. O Diário do Poder tentou entrar em contato com Hudson Alves, por meio de mensagem, para saber qual o motivo para criar uma campanha em prol de Adelio, porém não recebeu nenhuma resposta até o momento.

Nas campanhas os 'solidários' autores pedem ajuda para Adelio, a quem consideram um herói. 'Vamos ajudar a tirar esse herói da cadeia', ou 'Vamos ajudar o nosso guerreiro Adelio, esse homem que por um descuido acabou sendo preso'.

Descuido foi treinar tiro ao alvo com o filho 02 de Bolsonaro, vereador Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro, e praticar o atentado com uma faca. 

A mais safada e abusiva notícia foi publicar uma foto de um inexistente irmão de Adélio com Lula. Usaram a foto do médico ortopedista Marcos Heridijanio. Veja aqui

Bolsonaro é mitomaníaco. Seus propagandistas tinham que ser inimigos da claridade. 

20
Ago21

Alexandre ordena buscas contra deputado bolsonarista e Sérgio Reis

Talis Andrade

 

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DITADURA NUNCA MAIS

FORA GENOCIDA

 

ConJur - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão para apurar o cometimento do crime de incitar a população a ameaçar a Democracia.

Segundo a Polícia Federal, os mandados são cumpridos no Distrito Federal, além dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará e Paraná.

"O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes", afirma a PF em nota. Um deputado federal é um dos alvos.

A imprensa informa que trata-se de Otoni de Paula (PSC-RJ), e que entre os alvos está o cantor Sérgio Reis. O deputado já foi até condenado a pagar indenização por atacar o ministro Alexandre.

Sérgio Reis, por sua vez, afirmou em um áudio gravado que, se o Senado não afastasse os ministros do Supremo, "nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria".

Os investigadores fizeram buscas no gabinete do deputado na Câmara. O foco das apurações são os atos antidemocráticos e contra o Supremo marcados para o feriado de 7 de setembro. A PF também investiga, segundo a colunista Bela Megale, de O Globo, se empresários do agronegócio apoiam esses movimentos antidemocráticos.

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carteiratrabalho reforma trabalhista emprego apose

MITOMANÍACO

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30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

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247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

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26
Jan21

Bolsonaro não é só mentiroso, ele despreza a vida

Talis Andrade

Jair Bolsonaro tem a compulsão da mentira e a frieza da insensibilidade.

Hoje disse “já somos o sexto país que mais vacinou no mundo” e que “brevemente estaremos nos primeiros lugares, para dar mais conforto à população e segurança a todos, de modo que a nossa economia não deixe de funcionar”.

Além da mentira (porque somos apenas o 50° país em percentagem da população vacinada. como você vê na tabela interativa do site Our World in Data, aqui), há, mesta frase, crueldade.

Então a importância da vacina que pode impedir a morte de mais de mil brasileiros por dia é “que a nossa economia não deixe de funcionar”?

As quase 220 mil mortes, para ele, não são dramáticas, não emocionam, não precisam ser as últimas que vão ceifar pais, mães, irmãos, companheiros, mas apenas um prejuízo dos negócios?

Um homem assim não tem a menor condição de liderar um país, menos ainda numa situação de guerra sanitária como a que nos encontramos.

Os generais brasileiros estão tendo todos os avisos possíveis de que passaram a servir a um genocida, a um organizador de milícias fundamentalistas, a quem é desperdício pedir moderação e foco na saúde da população, pois tudo o que concede dizer – “lamento, mas fiz o que era possível” – é mero cinismo e hipocrisia.

Sangue frio, uma virtude, não é o mesmo que alma fria, uma abominação que retirar a humanidade do comando, para o qual a vida dos comandados é apenas um mero detalhe, desprezível, em seus objetivos.

 

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