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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Mai21

A cremação de Paulo Guedes

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

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Não fosse a inapetência de Jair Bolsonaro para governar, a esta altura Paulo Guedes seria o ex-ministro da Economia e não apenas o ex-superministro que se tornou.

A sucessão de absurdos que vem dizendo nos últimos dias – aliás, só assim consegue alguma manchete em jornais, porque medidas econômicas não consegue adotar – são, certamente, guinchos de desespero.

Guedes perdeu a proteção do “ruim com ele, pior sem ele” que vinha sendo a razão maior de sua permanência no cargo.

Agora, o traço mais evidente do “apoio” empresarial largou mão do atacado – medidas de política econômica de superausteridade – e passou para o varejo das “oportunidades de negócio”, de curto prazo, à espreita do que possam abocanhar nas maluquices privatizantes e tributárias com que Guedes pretende agarrar-se ao cargo.

O arranjo feito com o atrabiliário Artur Lira para “tocar” às pressas uma reforma tributária que ninguém sabe o que é vai abrir uma crise – está aí o exemplo da vizinha Colômbia – ou, e mais provável, vai ser uma corrida ao pote: mexer com tributos quando o governo está desesperado por migalhas e os contribuintes – exceto os grandes e poderosos – está asfixiado pela crise não pode dar boa coisa.

Mas Paulo Guedes segue com a sua suavidade de hipopótamo na loja de louças já aos cacos.

Só não é pior porque está no fim, a caminho de uma cremação na qual ele próprio se incendeia.

cartas testamento.jpg

 

02
Dez20

TCU investiga destinação de quantia bilionária dos acordos de leniência

Talis Andrade

fundacao_lava_jato.jpg

 

Fora da planilha.

Ao deus-dará

 

O Tribunal de Contas da União quer esclarecimentos sobre quase R$ 4 bilhões pagos por empresas que fecharam acordos de leniência com o governo federal. A informação é do jornal Valor Econômico.

Segundo o periódico, o ministro Raimundo Carreiro acredita que as informações prestadas até o momento não permitem que se identifique o quanto foi realmente recuperado.

O ministro tem como base as peças orçamentárias dos anos de 2019 e 2020, que não fazem nenhuma menção à quantia. Ele encaminhou questionamentos tanto ao Ministério da Economia quanto à Controladoria-Geral da União.

Conforme o portal da CGU, R$ 3,84 bilhões já haviam sido recuperados. Em ofício enviado ao TCU, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) explicou que apenas as áreas diretamente envolvidas nos acordos podem fornecer uma projeção confiável.

A CGU, por sua vez, informa que parte importante dos valores vai diretamente para Petrobras e, por isso, não entra na conta do Tesouro. Outra parte desses valores estaria parada em contas judiciais até que se decida a sua destinação correta. A CGU, no entanto, ainda não apresentou nenhum balanço consolidado sobre quanto estaria parado nas contas judiciais.

Poder judiciário não presta. Não presta contas. No dia 30 de janeiro de 2019, em uma conta gráfica no nome de uma fundação misteriosa, ou no nome da autodenominada Operação Lava Jato, ou no nome de algum procurador da autodenominada República de Curitiba ou Liga da Justiça, a Petrobras depositou na Caixa Econômica Federal 2 bilhões e 500 milhões. Dinheiro que precisa ser auditado. 

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29
Ago20

GGN censurado pelo Banco BTG Pactual fundado por Paulo Guedes e beneficiado pelo Banco do Brasil

Talis Andrade

A imagem pode conter: ‎texto que diz "‎STEÉ OBILIONARIO PAULO GUEDES MINİSTRO ECONOMIA DONO DO BANCO BTG-PACTUAL... ELE OBRI6OU BANCO DO BRASİL ALHE "VENDER" SUA CARTEIRA CREDITOS QUE VALE R$3BiLHOES POR MEROS R$ MILHOES Oi,TROUXAS! PASSE CARTEIRA! R$ 3BI BB QUE NOME VOCÊ PARA ESTA "TRANSAÇÃO"? ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO PÚBLICO AUTO-FAVORECIMENTO ROUBO NA CARA DURA TODAS AS ANTERIORES 0000 RA RA RA OAL BB ל‎"‎

Como acontecia na ditadura militar, os jornais nos espaços censurados publicavam poesias, receitas de comida. O jornal GGN prefiriu divulgar a decisão ditatorial do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível da cidade do Rio de Janeiro, escondendo a negociata do Banco do Brasil, veiculado ao ministério da Fazenda de Paulo Guedes, com o banco BTG Pactual fundado pelo mesmo Paulo Guedes. Por pura coincidência há uma debandada da equipe de Paulo Guedes para o banco BTG Pactual, nem sequer os executivos dos bancos oficiais e Ministério da Economia pedem quarentena remunerada. 

Depois da transa bilionária, o presidente do Banco do Brasil, nomeado por Paulo Guedes, caiu fora. Deixar a presidência do Banco do Brasil assim de graça é cousa santa. Nenhum ateu grande maçom teria tal altruísmo.

Veja aqui a retirada das matéria sobre o banco de Paulo Guedes, e a intimidação ao jornalista Luis Nassif, que honra a profissão. Faz um jornalismo patriótico, exemplar, investigativo, verdadeiro. Nassif escreve a História do Brasil. 

O jornalismo não pode ser atemorizado para não informar as safadezas de Paulo Guedes. Os grandes negócios. 

Ilustração: Charge publicada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo 

07
Mai20

Bolsonaro sabota os pobres para criar caos

Talis Andrade

o devorador de gente.jpg

 

 

por Tereza Cruvinel

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Esta semana a lei que declarou a pandemia no país (Lei no. 13.979) completa 90 dias. 

Passado este tempo, com os imensos castigos infligidos à população e principalmente aos mais pobres, o governo Bolsonaro continua retendo recursos orçamentários para saúde, assistência social, empresas/emprego, estados e municípios. 

Não é só crueldade, é também uma aposta no caos, para turbinar o projeto golpista e ditatorial.

A assessoria técnica do PCdoB na Câmara constatou uma baixíssima execução orçamentária dos recursos autorizados por medidas provisórias aprovadas ou em vigor, concluindo que, além do atraso na proposição das medidas, o governo joga deliberadamente com a não liberação dos recursos que já poderiam estar sendo liberados com mais celeridade para socorrer a população, seja na frente social ou sanitária.

É a política perversa da asfixia financeira que leva os sem emprego a buscar algum ganho nas ruas, os empresários a pressionar governos pela reabertura da economia e os próprios estados e municípios, diante da perda de receitas, a afrouxar o isolamento. 

O resultado é mais gente nas ruas e o aumento crescente dos casos e das mortes. E depois virá o caos, o pesadelo social com que Bolsonaro conta para seu projeto autoritário.

Ironicamente, o ministério que menos gasta os recursos disponíveis é o da Cidadania, de Onyx Lorenzoni. 

Dos R$ 123,9 bilhões autorizados para socorro social com as três parcelas do auxílio R$ 600,00 (podendo chegar a R$ 1.200,00 para mães chefes de família), até agora foram gastos apenas R$ 35,7 bilhões, ou 28,9% do previsto. 

Enquanto isso, milhares de pessoas se aglomeram na porta de agências da CEF em busca deste caraminguá, outros são obrigados a refazer a solicitação e milhares, ao consultar a situação do pedido, encontram no site a resposta “sua solicitação continua em análise”. 

Mais de 13 milhões estão na última situação.

O ministério da Economia de Guedes gastou apenas 0,6% dos 51,6 bilhões destinados ao Programa de Manutenção do Emprego e Renda. 

Dele devem sair os pagamentos para quem teve o contrato suspenso, por exemplo, e passará a receber um salário-mínimo do governo, mas muita gente ainda não recebeu, e o patrão já deixou de pagar. 

O programa também deve pagar a compensação a trabalhadores que, para preservarem o emprego, fizeram acordo com o empregador para terem a jornada e o salário reduzidos (em 25%, 50% ou 70%), recebendo do governo um pequeno adicional, lastreado no valor a que teriam direito se recebessem o seguro-desemprego, proporcional à redução negociada. 

O pagamento destes adicionais também em sofrido atrasos.

Para o ministério da Saúde aplicar na Emergência em Saúde Pública, vale dizer, para ações de enfrentamento à Covid19, com aquisição de testes, respiradores e reforço da rede SUS, foram autorizados gastos adicionais de R$ 18,9 bilhões. 

Até agora só foram executados 30,2% deste total, ou R$ 6,7 bilhões. 

Enquanto isso acontece a tragédia de Manaus e em outras cidades. 

Pacientes de Covid morreram no Rio por falta de medicamentos necessários ao uso de respirador artificial.

Uma das maiores execuções é a do Itamaraty (76,9%), que recebeu adicional de R$ 62 milhões. Mas o que a pasta fez na pandemia foi repatriar brasileiros que estavam no exterior, e estes não estão entre os mais pobres. Estavam viajando.

Outra execução orçamentária mais avançada beneficia os bancos, que já receberam 50% dos R$ 34 bilhões disponibilizados para empréstimos a empresas, financiando a folha de pagamento das pequena e médias que perderam faturamento pelo encerramento de atividades durante a pandemia.

Do total de R$ 16 bilhões previsto para transferências a estados e municípios (previsão que não se confunde que o projeto que o Congresso está votando para compensar as perdas de arrecadação), o governo transferiu efetivamente apenas R$ 1 bilhão, ou 6,4%.

Estamos vivendo um pesadelo. A pandemia de um vírus letal e um governo que não tem limites em sua crueldade para atingir seus desígnios políticos.
 

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