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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Nov21

Miguel Rossetto denuncia Moro por plágio: "marca e slogan são cópia descarada"

Talis Andrade

247 - O ex-deputado e ex-ministro Miguel Rossetto acusou nesta sexta-feira (26) o ex-juiz Sérgio Moro, condenado por parcialidade contra o ex-presidente Lula pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de plagiar a marca e o slogan de sua campanha eleitoral para governador em 2018

Miguel Rossetto
@MiguelSRossetto
Me deparei surpreso com os materiais de campanha do agora candidato Moro. A marca e o slogan são uma cópia descarada da nossa campanha ao governo do Estado em 2018.
 

Image

Miguel Rossetto
@MiguelSRossetto
Replying to
Que Moro não tem nada de novo a dizer sobre o Brasil, já se sabia. Que sequer uma marca de campanha consiga fazer de forma original, não deixa de ser revelador de quem nunca teve brilho ou ideias próprias. Tenta tirar ambos de outros.
Estevam Sampaio Rebouças
@EstevamReboucas
Replying to
Sérgio Moro, o maior responsável pela destruição de riqueza ocorrida no Brasil nos últimos anos. Um estudo do Dieese que revela, destruiu 4,4 milhões de empregos e paralisou R$ 172 bilhões em investimentos na economia brasileira. Ficha suja, portanto inelegível.
Claudio Otavio Vieira
@ClaudioOtavioV1
Estes 4,4 milhões já devem saber em quem votar, foram
Gilberto Figueiredo
@KarlCascatinha
A BOA DO DIA III.
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29
Nov20

Eleição em Porto Alegre lembra vitória épica do Olívio no RS em 1998

Talis Andrade

Manuela D’Ávila

 

por Jeferson Miola

- - -

A eleição à Prefeitura de Porto Alegre deste ano lembra, em muitos aspectos, a duríssima disputa ao governo do Rio Grande do Sul em 1998, quando a chapa petista Olívio Dutra/Miguel Rossetto derrotou o candidato à reeleição Antonio Britto, do PMDB.

Bitto terminou o 1º turno com 46,39% contra 45,92% de Olívio, que no 2º turno venceu por uma margem de 83 mil votos num universo de quase 6 milhões de eleitores. Olívio fez 50,78% dos votos, contra 49,22% do candidato do então presidente FHC.

O equilíbrio nos números não traduz, entretanto, o brutal desequilíbrio de poder econômico, poder empresarial e poder midiático da máquina poderosa montada pelo conservadorismo gaúcho para impedir aquela que foi a 1ª vitória do PT ao governo do Estado.

Durante seu 1º mandato de governador, de 1995 a 1998, Britto executou a mais selvagem agenda neoliberal em escala subnacional. Fez a privatização das empresas de telefonia e energia elétrica, sucateou as políticas sociais, transferiu mais de meio bilhão de dólares do orçamento público a empresas multinacionais [GM e FORD], fechou órgãos públicos e fechou o lesivo acordo da dívida com o governo FHC que compromete até hoje a capacidade de financiamento do Estado.

Britto era, por isso, o candidato do FHC, do capital financeiro, do patronato, do latifúndio, da direita regional e internacional e do grupo RBS/Globo, que se beneficiou da privatização da CRT [companhia telefônica] durante o governo dele.

O poder abundante e hipertrofiado da candidatura da direita gaúcha se refletiu, também, na mobilização ampla de recursos materiais, financeiros e militantes pagos, e na abundância de práticas vis, criminosas, e de terrorismo político durante toda campanha, em especial entre o 1º e o 2º turnos [de 4 a 25 de outubro de 1998].

A RBS/Globo publicava regularmente, até 2 dias antes da eleição, pesquisas enganosas dando vitória folgada do Britto por pelo menos 10 pontos percentuais.

Na 6ª feira antevéspera da eleição [23/10/98], para ilustrar o clima de terror reinante, patrões e empreiteiros anteciparam a entrega de contracheques nos canteiros de obras e nas empresas e ameaçaram demissões em massa na 2ª feira caso Olívio fosse eleito no domingo [25/10], porque ele “quebraria os contratos com as empresas”, que então se veriam obrigadas a demitir todos funcionários.

A eleição deste ano em Porto Alegre lembra muito o contexto daquela eleição, que acabou tendo como resultado a vitória épica do Olívio Dutra.

Além de ter como seu vice Miguel Rossetto, como Olívio o teve, Manuela também enfrenta toda sorte de violência e vilania política, como Olívio enfrentou. Uma violência até mais ignominiosa pelo fato dela ser uma mulher e, ainda por cima, feminista, antirracista e de esquerda.

sordidez da campanha de Sebastião Melo/MDB, que tem como vice o fundador do golpista MBL [Ricardo Gomes/DEM], não tem limites. É uma campanha suja, que irriga as redes sociais com imundícies e ataques pessoais à Manuela. Neste período, mais de 530 mil publicações deste gênero contra ela foram removidas do facebook por decisão judicial.

Em áudio de reunião de empresários do sindicato patronal da construção civil [SINDUSCON] com o vice Ricardo Gomes/MBL-DEM, tratam Manuela como “essa vadia” que, se eleita, “vai ser um problema muito sério para a cidade”.

Nos últimos dias do 2º turno, carros de som da campanha do Melo circulam pelos bairros da cidade e vocalizam a ameaça de que se Manuela for eleita, os portoalegrenses passarão a comer carne de cachorro e as igrejas serão destruídas!

Na noite de sábado, 28/11/, a menos de 12 horas da eleição, a campanha do Melo, em conluio com o grupo BAND de comunicação divulgou criminosamente pesquisa falsa para esconder levantamento do IBOPE que mostra a virada da Manuela.

Nesta eleição, como na de Olívio/Rossetto em 1998, além da superioridade programática, política e moral e do preparo robusto da Manuela, uma extraordinária força militante tomou conta de Porto Alegre.

Desta vez, também como na eleição ao governo estadual em 1998, outra vez a mudança poderá vencer a vilania, a pistolagem política e o terrorismo da direita representado na candidatura apoiada por Mourão e Bolsonaro e o que há de mais baixo e podre na política.

29
Nov20

Manuela vota pela manhã: ‘A gente encerra uma campanha marcada por muita violência política’

Talis Andrade

manu filha vota.jpeg

Manuela votou acompanhada da filha, Laura

 

Após café da manhã com apoiadores no hotel Embaixador, no Centro, Manuela D’Ávila (PCdoB) foi a primeira candidata à Prefeitura de Porto Alegre a votar neste domingo (29). Por volta das 10h15, Manuela chegou ao colégio Santa Inês, no bairro Petrópolis, acompanhada do marido, Duca Leindecker, da filha Laura e de apoiadores.

Em breve fala aos jornalistas depois de votar, Manuela comentou a disputa deste ano em Porto Alegre: “Hoje, a gente encerra uma campanha que foi marcada por muita violência política, por muita mentira. Mentira distribuída, primeiro, no submundo da internet e, depois, no mundo oficial, como vocês viram nos caminhões de som e, mesmo ontem, com a distribuição de uma pesquisa falsa, até por parte da própria imprensa”.

Publicou o portal Vermelho: 

datafolha-fake melo.jpg

Na noite de sábado (28), véspera do segundo turno, Manuela e sua campanha voltaram a ser vítimas de nova fake news, desta vez envolvendo falsa pesquisa Datafolha que indicaria vantagem de seu oponente, Sebastião Melo (MDB). A falsa pesquisa foi usada pela campanha do adversário e chegou a ser publicada no site da Band.

“O Datafolha não fez pesquisas eleitorais em Porto Alegre em 2020”, explicou o Alessandro Janoni, diretor de Pesquisas do instituto ao jornal Folha de S.Paulo.

A última pesquisa do segundo turno, feita pelo Ibope, mostra Manuela na frente com 51% dos votos válidos contra 49% de Melo.

Sul 21informou:

Logo após, às 10h40, a candidata acompanhou o voto do vice, Miguel Rossetto (PT), na Escola Professora Dinah Néri Pereira, na Avenida José Bonifácio. Em seguida foi para casa, onde permanecerá a tarde toda e acompanhará a apuração dos votos.

 

16
Nov20

Manuela: "Vamos ter um debate sobre o caminho para a cidade"

Talis Andrade

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por Débora Fogliatto /Sul 21

Em entrevista coletiva por volta das 23h, após o atraso na apuração das eleições para as prefeituras neste domingo (15), Manuela D’Ávila (PCdoB) comemorou o resultado que a colocou no segundo turno das eleições de Porto Alegre. A candidata alcançou, no primeiro turno, 29% dos votos válidos, e irá enfrentar o ex-vice-prefeito Sebastião Melo (MDB), que registrou 31% nas urnas.

“Para nós, é algo muito importante, tivemos uma grande vitória na noite de hoje. Há muitos anos nossos sonhos, nosso projeto político não chegavam ao segundo turno da eleição. Para nós, é uma responsabilidade tremenda”, destacou a candidata. A entrevista coletiva foi rápida, devido ao avançado da hora, mas Manuela, acompanhada do vice Miguel Rossetto (PT), demonstrou animação com o resultado das urnas.

Ela também destacou, porém, o alto número de abstenções em Porto Alegre, o que colocou como uma das principais pautas a serem debatidas no segundo turno. “A maior escolha dos porto-alegrenses nessa noite foi não votar, mais de 34% não compareceu às urnas. Então se por um lado vamos ter um debate sobre o caminho para a cidade, outro debate importante é entender por qual razão a maior escolha da cidade foi não optar por um prefeito”, apontou a candidata.

Ela fez uma relação entre o baixo comparecimento às urnas e o fato de ter havido, no primeiro turno das eleições, muitos ataques pessoais aos candidatos, com um “baixo nível” no debate. “Com essa quantidade de violência, de ataques que houve no primeiro turno, a escolha das pessoas é de não se envolver na política. Queremos debater projetos, programas, para que mais pessoas queiram participar do processo eleitoral. Confesso que me impressiona e me traz um recado muito alto as pessoas que desejaram não escolher, e eu acho que precisamos pensar sobre isso. Eu me proponho a debater com Sebastião Melo os problemas da cidade”, convidou.

Questionada a respeito do fato de não ter ficado como primeira colocada dentre os candidatos, ao contrário do que indicavam as pesquisas, que apontaram seu favoritismo, Manuela afirmou que tem a intenção de dialogar com o percentual de votantes das outras candidaturas, mas também com as que não se sentiram estimuladas a sair de casa, voltando a frisar a questão das abstenções. “Essa, para nós, será a grande batalha do segundo turno”, indicou.

A candidata também destacou que, no segundo turno, não há nos debates e nas propagandas eleitorais diversos candidatos a atacando, mas sim uma disputa mais igualitária entre os dois concorrentes. “Agora a bola foi pro centro, e essa bola reequilibra o jogo, e a nosso favor. Não vai ter ninguém pra dar recado pelos outros, sem poder usar terceiros para me atacar”, disse.

Sobre possíveis apoios para o segundo turno, Manuela afirmou que irá imediatamente conversar com as coligações das candidatas Juliana Brizola (PDT) e Fernanda Melchionna (PSOL), que ficaram em quarto e quinto lugar nas eleições, e Montserrat Martins (PV). “Mas também vamos trabalhar para conversar com as pessoas. Queremos que as pessoas saibam que vale a pena, que o voto delas faz diferença”, reforçou.

Manuela
@ManuelaDavila
Agora é força total no 2º turno
 
Vem com a gente! #AgoraÉManuela

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