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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

11
Nov22

Parlamentar europeu cobra governo italiano sobre risco de fuga da família Bolsonaro

Talis Andrade

Angelo Bonelli

 

O parlamentar Angelo Bonelli fez referência ao pedido de cidadania italiana feito pelo clã presidencial. O europeu citou a corrupção no governo Bolsonaro

 

247 - O parlamentar Angelo Bonelli, um dos líderes do movimento Europa Verde e parlamentar da Aliança Verde e de Esquerda, cobrou respostas do Ministério de Relações Exteriores da Itália após o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pedirem cidadania italiana, em Brasília (DF). "Fiz uma pergunta ao Ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani para saber se a cidadania italiana solicitada pelos filhos do presidente brasileiro Jair Bolsonaro será ou não concedida", disse. A informação foi publicada nesta quinta-feira (10) pela coluna de Jamil Chade.

O parlamentar lembrou que "o senador Flávio Bolsonaro foi acusado de usar funcionários fictícios para inflar sua renda quando era deputado estadual no Rio de Janeiro". "Uma prática generalizada na família, segundo os investigadores: de 1990 até hoje, os Bolsonaros compraram 107 apartamentos, metade dos quais em dinheiro. O terceiro filho, Eduardo Bolsonaro, agora deputado, está envolvido no caso da "milícia digital", escreveu o deputado.
 
Segundo o europeu, o embaixador italiano no Brasil, Francesco Azzarello, também foi questionado se Jair Bolsonaro (PL) pediu cidadania italiana. "Na pergunta lembrei que, apesar da proximidade de Bolsonaro, tanto à primeira-ministra Georgia Meloni quanto ao Vice-Primeiro Ministro, Matteo Salvini, que reafirmaram seu apoio a ele nas eleições de quinze dias atrás, ele e seu partido foram responsáveis pela devastação da Floresta Amazônica e pela violação dos direitos humanos e, por isso, ele está em julgamento por crimes contra a humanidade, com o Senado brasileiro iniciando um 'estado de acusação'", disse.
 
"Se Bolsonaro também tivesse pedido a cidadania italiana, haveria um sério risco de que a família, em relação aos julgamentos envolvendo o presidente, quisesse usá-la para evitar ser julgada pelos tribunais. Isso seria inaceitável", acrescentou.
 

Acusações

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No Brasil, Jair Bolsonaro foi alvo de mais de 140 pedidos de impeachment, ao sofrer acusações como interferência na Polícia Federal, estímulos a golpe de Estado e crimes relacionados à pandemia do coronavírus.

O senador Flávio Bolsonaro foi denunciado pelo Ministério Público (MP-RJ) em 2020 por conta do esquema de corrupção conhecido como rachadinha (desvio de salários de assessores) quando o parlamentar ocupava um cargo na Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz chegou a ser preso, em junho de 2020. De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz fez movimentações financeiras atípicas. Foram R$ 7 milhões de 2014 a 2017, apontaram cálculos do órgão.

Extratos bancários de Queiroz apontaram que ele depositou 21 cheques na conta de Michelle, entre 2011 a 2016, totalizando R$ 72 mil. Márcia Aguiar depositou outros seis, totalizando R$ 17 mil.

Queiroz é o elo da família Bolsonaro com as milíicias, sendo um dos chefes Adriano Magalhães da Nóbrega, que foi assassinado - queima de arquivo - pela polícia da Bahia.

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07
Nov22

Ex-mulher de Bolsonaro fugiu para a Noruega e Carla Zambelli para os EUA

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges

Está muito estranha essa história de Ana Cristina Valle, segunda esposa de Jair Bolsonaro e mãe do filhote 04, Jair Renan. Na semana do segundo turno das eleições presidenciais, ela viajou às pressas para a Noruega. Agora, a candidata derrotada do PP a deputada no Distrito Federal é acusada de não prestar contas à Justiça Eleitoral. 

Segundo reportagem do site Metrópoles, “a última entrega de relatório financeiro da ex-mulher de Bolsonaro foi feita no dia 23 de setembro. Àquela altura, a campanha de Ana Cristina Valle informou ter arrecadado R$ 303 mil. As despesas registradas até o momento somavam pouco mais de R$ 26 mil. Ou seja: ela ainda precisaria informar à Justiça Eleitoral se – e como – foram gastos os R$ 276 mil restantes”. Mas essa informação não foi prestada e pode caracterizar crime eleitoral! 

Poucos dias antes do segundo turno, em 30 de outubro, ela viajou para a Noruega, onde residiu – ou se escondeu – por longos anos após se separar do “capetão”. Muitos encararam a viagem como uma nova fuga. Afinal, a sinistra figura está envolvida em vários rolos – das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro à compra suspeita de uma mansão em Brasília. A própria candidatura era vista como tentativa de conseguir imunidade e impunidade. 

Mansão no Lago Sul e outros rolos

Como lembra o site Metrópoles, “recentemente, a Polícia Federal pediu à Justiça a abertura de uma investigação para apurar se a mãe de Jair Renan cometeu crime de lavagem de dinheiro na compra de uma casa de luxo no Lago Sul... Embora dissesse que morava na casa de aluguel, ao registrar a sua candidatura a ex de Bolsonaro incluiu a propriedade em sua lista de bens. Após a PF propor a abertura da investigação sobre a compra da propriedade, o filho 04 de Jair Bolsonaro deixou a casa”. 

Ana Cristina Valle obteve apenas 1.485 votos na disputa para uma vaga de deputada distrital do DF. Sua derrota, segundo as colunas de fofocas da mídia, foi festejada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, a vingativa Micheque. Segundo Juliana Dal Piva, do site UOL, “Ana Cristina decidiu viajar sem uma data definida para voltar. Ela é investigada pela PF devido a compra de uma mansão de R$ 3 milhões em Brasília com o uso de uma laranja... Interlocutores de Cristina também contaram que ela está pensando em vender o imóvel e teme o aprofundamento das investigações” após a derrota do seu ex-marido. 

“Além dessa investigação, Cristina está com o seu sigilo bancário quebrado junto com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) no procedimento que apura a nomeação de funcionários fantasmas e da prática ilegal de rachadinha no gabinete de Carlos. Ela foi chefe de gabinete do ex-enteado de 2001 até 2008. Nesse período, ao menos sete familiares dela foram nomeados no gabinete de Carlos. Todos também funcionários fantasmas e agora investigados pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio)”.

 

Carla Zambelli foge para os EUA

 
 
25
Out22

Bolsonaro e a campanha do terror

Talis Andrade

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por Cristina Serra

- - -

A cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro, entrou no mapa do terrorismo e da violência política. Um criminoso, com ordem de prisão expedida pela Justiça, resistiu e atirou contra agentes do Estado, ferindo dois deles.

É muito claro o roteiro da insanidade, traçado para desafiar as autoridades e inflamar extremistas. Enquanto Roberto Jefferson, o bandido, atiçava cães raivosos, montado sobre arsenal de guerra, o jornalista Rogério de Paula era agredido e hospitalizado.

Com o bandido decidido a se entregar, deu-se conversa amistosa entre ele e o policial encarregado de prendê-lo, quase a pedir desculpas pelo incômodo. O policial ainda fez pilhéria dos colegas feridos horas atrás pelo bandido. “São burocráticos, (…) não são operacionais”, disse, entre sorrisos.

Apenas imagine como o policial agiria se tivesse que prender alguém na favela (seja ou não criminoso) e não na mansão de Levy Gasparian. No mesmo dia, no Rio Grande do Norte, um motociclista atacou a tiros manifestação de apoio a Lula com a presença da governadora Fátima Bezerra.

A violência como método é cenário anunciado há meses por Bolsonaro, o candidato com histórico terrorista. Nos anos 1980, respondeu a processo por planejar atentados a bomba em unidades militares como forma de pressão por aumento de salário.

Um recuo na linha do tempo posiciona Bolsonaro como herdeiro direto de uma facção terrorista nas Forças Armadas brasileiras. Um de seus expoentes foi um golpista celerado, o brigadeiro João Paulo Burnier, autor do plano de explodir o gasômetro e matar 100 mil pessoas no Rio de Janeiro, em 1968. Na mesma galeria de terroristas fardados, estão os envolvidos no atentado do Riocentro, em 1981.

O plano da extrema direita é, e sempre foi, a banalização da brutalidade e da truculência, o banho de sangue. A explosão de violência abre as portas para o imprevisível na última semana de campanha.

 

16
Out22

Após choro fingido e péssima atuação como atriz, Michelle Bolsonaro recebe conselho de Noblat: treine mais

Talis Andrade

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Atuação de Michelle Bolsonaro como atriz de quinta categoria virou meme nas redes sociais

 

247 – A péssima atuação de Michelle Bolsonaro como atriz no púlpito de uma igreja, em que ela chora e fala de luta do bem contra o mal, virou meme nas redes sociais. Ela também recebeu um conselho do jornalista Ricardo Noblat para suas próximas aparições no palco: a de que receba melhor treinamento. 

"Michelle precisa ser mais bem treinada", aconselhou Noblat. 

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09
Out22

O presidiário "mau militar" que virou líder supremo das forças armadas e presidente do Brasil

Talis Andrade

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Bolsonaro foi preso pelo Exército por planejar terrorismo dentro dos quartéis. O capitão Bolsonaro tramava a continuação da ditadura militar.

Expulso do Exército ensinou corrupção a primeira esposa, que ele elegeu vereadora do Rio de Janeiro.

Ensinou corrupção ao filho Zero 1, que ele elegeu vereador no lugar da mãe, que traiu para entregar os negócios da corrupção da família - a grana dos funcionários fantasmas, dos laranjas - a segunda esposa. 

Para aumentar as rachadinhas, elegeu os filhos Zero 2 e Zero 3 parlamentares. 

Também desconfiou da segunda esposa, e casou com uma terceira, que recebia dinheiro vivo e cheques do miliciano Fabrício José Carlos de Queiroz, sócio do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime no Rio das Pedras, na ex-Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, hoje zona de guerra. 

Adriano da Nóbrega, com atuação e mando nos territórios eleitorais que elegiam Jair Bolsonaro deputado federal, Flávio Bolsonaro deputado estadual, e Carlos Bolsonaro vereador, foi morto na Bahia em uma queima de arquivo. 

Eis que chegou a grande empreitada: o golpe eleitoral que derrubou Dilma Rousseff, prendeu Lula, fez Michel Temer presidente, que colocou o Rio de Janeiro sob a intervenção militar do general Braga Neto, o judiciário domado pela Lava Jato, e elegeu o sucessor com o apoio dos partidos da milícia e militar, da direita e extrema direita. Um mando que, pelas urnas ou na marra, pretende continuar mais quatro anos no mínimo, pela ocupação dos marechais de contracheque e pensões vitalícias de suas filhas parasitas que se casam, malandramente, apenas no religioso.

Marcelo Pimentel JS
Enquanto esteve na ativa do Exército Brasileiro (EB), de 1978 a 1988, o Cap Bolsonaro foi um oficial indisciplinado, desleal e mentiroso.
Todos nós, oficiais da geração AMAN 70 (a dele) e 80 (a minha), sabíamos disso.
O próprio comando EB o disse em 1988 

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Marcelo Pimentel JS
O cap Bolsonaro foi “mau oficial”, como disse o Gen Geisel.
Em 1987/88, Tribunal de Honra do Exército o condenou, unanimemente, por deslealdade, indisciplina crônica e mentira contumaz.
Todos nós, oficiais do Exército (AMAN 70 e 80), sabíamos disso.
Em 2018, não me calei +

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08
Out22

Conheça 17 escândalos de corrupção de Bolsonaro

Talis Andrade
 
Charge do site Brazilian Report

 

Legado de destruição vai desde o superfaturamento de ônibus escolares a interferência na Polícia Federal com o intuito de frear investigações contra os filhos.

 

24
Set22

Caso Queiroz joga luz sobre o passado oculto de Jair Bolsonaro

Talis Andrade

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O escândalo das rachadinhas, nome popular para a prática criminosa do peculato, revela o passado oculto do presidente Jair Bolsonaro. Este é o tema do podcast "UOL Investiga - A vida Secreta de Jair": você pode ouvir o primeiro episódio completo, intitulado "Passado Oculto", e ler na íntegra o roteiro do programa.

Em formato narrativo, o podcast apresentado pela jornalista Juliana Dal Piva, com ajuda da equipe do núcleo investigativo do UOL, foca em aspectos não revelados do envolvimento direto do presidente da República no esquema ilegal de entrega de salários de assessores na época em que ele exerceu seguidos mandatos de deputado federal (entre os anos de 1991 e 2018).

O primeiro episódio do podcast apresenta o início do escândalo da movimentação financeira do policial Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. Mais que atingir o filho, o caso faz eclodir vários aspectos do passado do presidente Jair Bolsonaro e de sua família.

 

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"A VIDA SECRETA DE JAIR"

EPISÓDIO 1: "PASSADO OCULTO"

JAIR BOLSONARO, em sessão na Câmara dos Deputados, em 2013: "Senhor presidente, semana passada, no programa da TV Globo, o repórter perguntou pro médico cubano quanto ele ganhava. Senhor presidente, ele respondeu: 'Mil reais'. Ou seja, a dupla dos irmãos Castro pega 90% do salário dos cubanos. Nem um rufião faz isso. Com mil reais por mês, esse médico?

JULIANA DAL PIVA: O programa Mais Médicos sempre foi um alvo do presidente Jair Bolsonaro.

Só não sei se ele lembra lá em 2013 de quando ele subiu na tribuna da Câmara em 2013 para reclamar do governo cubano.

A fúria do Bolsonaro era que os irmãos Castro iam ficar com 90% dos salários dos médicos que estavam chegando pro Brasil pra trabalhar naquele programa.

JAIR BOLSONARO, em sessão na Câmara dos Deputados, em 2013: "Com mil reais por mês, esse médico não pode sequer comprar um Fusca. E mais ainda, Sr. Presidente, pelo Partidão e no regime cubano, já que falaram aqui, nem aquela deputada do PSOL do Rio de Janeiro pegava tanto dos seus funcionários. Pegava parece 50%. A família Castro pega 90%. Então, Sr. Presidente, o médico?"

JULIANA DAL PIVA: Parece até ironia do destino. Agora, falar em devolução de salário é um problema para o presidente Jair Bolsonaro.

Tudo por conta de uma história que envolve ele, o filho mais velho, Flávio, e um amigo de longa data, o Fabrício Queiroz. Ele sai do sério.

Você já deve ter ouvido.

JAIR BOLSONARO: "O senhor tem algum comprovante? Pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu pro teu pai? Pelo amor de Deus, fica quieto, tô respondendo."O chefe de Queiroz era Jair | bloglimpinhoecheiroso

 

JAIR BOLSONARO, em entrevista a José Luiz Datena, em dezembro de 2020: "E a pressão em cima do meu filho é pra me atingir. Não só meu filho. É em cima de esposa, de ex-mulher, outros filhos, parentes meus, amigos que estão do meu lado?"

JAIR BOLSONARO, em transmissão ao vivo nos Emirados Árabes, em 2019: "É o tempo todo isso. Na questão do Flávio, por exemplo, eu não quero discutir? A revista Época publica uma materiazinha fajuta lá qualquer, inventa alguma historinha qualquer, às vezes com algum fundo de verdade também, e o que o MP faz? Investiga todo mundo do gabinete. E aí tenta construir uma narrativa para tentar constranger a minha família."

JULIANA DAL PIVA: Constrangimento, pressão, presidente reclama o tempo todo. É provável que você já saiba um pouco dessa história.

De um relatório que mostrou uma movimentação financeira milionária do Queiroz, quando trabalhava pro Flávio, na Assembleia Legislativa do Rio.

E dá para notar que o presidente também se preocupa.

E ele tem motivo pra isso.

Até porque, se tudo isso veio à tona num enredo que envolve o Queiroz e o Flávio, agora, dois anos depois, a gente tem certeza que está tudo muito longe de acabar só com eles.

Quem acompanhou desde o início, notou que o tal relatório iluminava um caminho de dinheiro.

Uma trilha entre pessoas da família do presidente e da família do Queiroz.

E a cada passo dado depois disso, surgiam mais e mais pessoas ligadas ao sobrenome Bolsonaro.

Apareceram dúvidas sobre a existência de funcionários fantasmas nos gabinetes da família e, no mínimo, ficou uma pulga atrás da orelha com a compra de tantos imóveis com dinheiro vivo. Cash.

JAIR BOLSONARO, em entrevista à Folha de S.Paulo: "Peraí, você tem que divulgar é o meu patrimônio. Você vai pegar da minha mãe daqui a pouco, meu pai já morreu. Meus irmãos? Tem que pegar é o meu, esquece os meus filhos."

JULIANA DAL PIVA: Se eu tivesse que resumir para você, eu diria que é como se o Bolsonaro tivesse uma caixa onde ele guardava vários segredos super íntimos. Para mim, lembrou até aquele mito grego da caixa de Pandora. Que quando foi aberta deixou escapar vários males contra a humanidade.

No caso do Bolsonaro, que também é chamado de mito pelos apoiadores, foi como se o Queiroz tivesse aberto a caixa dele. E de lá saiu tudo de ruim que o presidente escondia: explodiram problemas envolvendo os três casamentos, diferentes filhos e até o patrimônio dele.

Tudo em cima do homem que se elegeu defendendo o combate à corrupção, a Lava Jato e escolheu o ex-juiz Sergio Moro para ministro da Justiça.

O que eu quero contar para você não é o "caso Queiroz", mas como essa história tornou público o passado oculto dos 30 anos da vida pública do presidente Jair Bolsonaro.

Nesse podcast, vou te convidar a mergulhar na trajetória do Bolsonaro antes e depois da Presidência.

Mas primeiro, deixa eu me apresentar. Eu sou Juliana Dal Piva, sou colunista do UOL, e fiz poucas coisas nesses últimos dois anos além de investigar essa história.

Muito do que eu descobrir vou compartilhar com você nessa primeira temporada do podcast UOL Investiga, sobre A Vida Secreta de Jair Bolsonaro.

Vou tentar te ajudar a entender essa novela com as minhas andanças pelo Brasil. Tenho muitas histórias dos casamentos, bastidores, reviravoltas e gravações inéditas de familiares do presidente Jair Bolsonaro.

ANDREA SIQUEIRA VALLE, áudio de 2018/2019: "Na hora que eu estava aí fornecendo também e ele também estava me ajudando porque eu ficava com mil e pouco e ele ficava com sete mil reais, então assim, certo ou errado agora já foi, não tem jeito de voltar atrás."

JULIANA DAL PIVA: Os principais personagens dessa história vão ter voz aqui. Inclusive aqueles que nunca quiseram me dar uma entrevista. Fica comigo até o final que você não vai se arrepender.

[VINHETA]

JULIANA DAL PIVA: Tava chovendo no Rio de Janeiro naquela sexta-feira, 6 de dezembro. Nenhum temporal, mas o suficiente para baixar um pouco o calor daquele verão.

Seria o início de um fim de semana qualquer.

Mas o jornal O Estado de São Paulo publicou uma matéria mostrando a movimentação de um milhão e duzentos mil reais de um policial que era assessor do senador Flávio Bolsonaro.

Essa notícia acabou formando um outro tipo de tempestade lá na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O assunto logo pautou a imprensa inteira, que acompanhava a vida do presidente Jair Bolsonaro, dias antes da posse.

E um batalhão de jornalistas estava na frente do condomínio Vivendas das Barra, quando o senador Flávio Bolsonaro chegou em um Toyota preto no fim daquela tarde.

JULIANA DAL PIVA: A calçada na frente da casinha dos porteiros tinha virado uma espécie de acampamento desde o fim da eleição, um mês antes.

Os funcionários tinham colocado até umas grades para controlar o movimento de pessoas por ali.

O condomínio tem uma porção de casas de alto padrão, mas não chega a ser de luxo.

Ele fica bem de frente para a praia da Barra da Tijuca.

Quando o Bolsonaro quer dar um mergulho no mar, ele só precisa atravessar a rua.

Você talvez tenha visto na televisão. Muita gente vinha na frente daquela portaria só para tirar uma foto e gritar "mito".

JULIANA DAL PIVA: E como o presidente eleito não despachava em nenhum escritório, a imprensa teve que fazer plantão na frente da casa dele

Era o único jeito de a gente acompanhar a escolha de ministros.

Os vizinhos não gostavam muito, mas a gente não tinha outra escolha.

Naquele dia, o Flávio saiu do carro e caminhou em direção à portaria, olhando para os lados, tentando mostrar alguma tranquilidade.

Ele estava bem informal. De calça jeans, camisa polo cinza, e na mão esquerda, carregava o celular o tempo todo.

Atrás dele, caminhava um homem de camisa branca e calça preta, com um olhar meio envergonhado.

Ele tinha cara de quem não queria aparecer nas imagens, embora não tenha conseguido evitar.

Ninguém prestou atenção, mas era o advogado Victor Granado.

Como essa história é cheia de gente, eu vou ter ajuda de uma colega do UOL, a Gabi Pessoa.

É ela que vai ajudar a entender quem é quem nesse enredo. Então conta pra gente, Gabi, quem é o Victor?

GABRIELA SÁ PESSOA: O Victor Granado é um amigo da faculdade do Flávio. Eles se conhecem há muitos e muitos anos. Aquele dia, além de amigo, ele estava ali também como um assessor, um advogado do senador eleito. Ele, inclusive, é o primeiro advogado que tenta ajudar o Flávio no caso do Queiroz.

JULIANA DAL PIVA: Como eu estava contando, os dois chegaram juntos e entraram no condomínio. Foram lá na casa do presidente, e voltaram algum tempo depois.

Na volta, o Flávio não conseguiu fugir dos jornalistas, e deu a primeira declaração dele sobre esse assunto.

Alguém perguntou se o Queiroz explicou como movimentou 1 milhão e duzentos mil reais em um ano. E o Flávio fez questão de deixar claro que a resposta quem tinha que dar era o assessor, e não tinha nada a ver com ele.

FLÁVIO BOLSONARO, em entrevista a jornalistas em frente ao condomínio Vivendas da Barra: "Não posso dar detalhes aqui. Porque é o que ele vai falar ao Ministério Público. É o Ministério Público que vai ter que ouvir e se convencer ou não."

JULIANA DAL PIVA: O Flávio falou, falou, mas não explicou a origem do dinheiro do Queiroz. E a verdade é que o Queiroz não foi ao Ministério Público tão cedo.

Nem essas explicações parecem plausíveis até hoje.

Dois anos depois, quando o Queiroz foi preso por causa desses repasses, ele teve que prestar um depoimento e falou sobre essa conversa entre ele e o Flávio lá em dezembro de 2018.

FABRÍCIO QUEIROZ, em depoimento ao Ministério Público: "Eu tive um contato com o senador? ele não era senador, era deputado, mas já estava eleito, eu dei satisfação a ele do que aconteceu. Ele estava muito chateado,revoltado eu não acredito que tu tenha feito isso. Não acredito."

PROMOTOR: "O senador disse ao senhor isso, dessa forma?"

FABRÍCIO QUEIROZ: "Todo mundo falando, eu tinha que dar satisfação pra ele. Meu encontro com ele durou 5 minutos, eu estava com muita vergonha. Porque aconteceu isso, um fato isolado meu. E ele falou: 'O que você fez? Não acredito!'. Eu resumi pra ele, e nunca mais tive com ele."

JULIANA DAL PIVA: Só que esse "fato isolado" não foi explicado naquela época.

Nem o Queiroz apresentou qualquer justificativa para a movimentação milionária de alguém que não ganhava o suficiente.

Os dias foram passando e o silêncio do Queiroz gerou um suspense.

E criou uma pergunta que rodou o Brasil por muito tempo. Você sabe qual é, né?

Sentindo o clima pesado, o próprio Bolsonaro se adiantou.

Já no dia seguinte à explosão do escândalo, ele falou da relação dele com o Queiroz.

Ele foi em uma formatura na Marinha, no Rio de Janeiro, e confrontado pelos jornalistas tentou se explicar.

JAIR BOLSONARO, em entrevista: "Eu conheço o senhor Queiroz desde 1984. Vamos aí 34 anos. Depois, nos encontramos novamente, eu deputado federal e ele sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Somos paraquedistas. Nasceu ali... Continuou uma amizade? Em muitos momentos estivemos juntos, em festas... Até porque me interessava, tinha uma segurança pessoal ao meu lado. Um tempo depois foi trabalhar com meu filho. Em outras oportunidades, eu já o socorri financeiramente. Nessa última agora, houve um acúmulo de dívida. E resolveu pagar com cheques. Não foram cheques de 24 mil reais, nem seis cheques de 4 mil reais. Na verdade, 10 cheques de 4 mil reais. E assim foi feito. E eu não botei na minha conta, porque eu tenho dificuldade pra ir em banco, andar na rua. Eu deixei pra minha esposa. Eu lamento o constrangimento que ela está passando, com sua família, no tocante a isso. Mas ninguém dá dinheiro sujo por cheque nominal, meu Deus do céu."

JULIANA DAL PIVA: Vamos recapitular. O Bolsonaro falou sobre um conjunto de cheques do Queiroz para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. (Continua)

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04
Set22

TSE suspende Micheque em propaganda na TV

Talis Andrade

Pergunta a Bolsonaro dos R$ 89 mil bomba na web; veja posts mais criativos  - UOL TILT

 

por Altamiro Borges

Atendendo ao pedido da coligação de Simone Tebet (MDB), a ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta quinta-feira (1) a exibição de propaganda eleitoral de tevê e rádio de Jair Bolsonaro (PL) que tem como protagonista a primeira-dama Michelle Bolsonaro – também conhecida como Micheque. 

“Sua participação, embora claramente legítima, não poderia ter ultrapassado os 25% do tempo da propaganda na modalidade inserção, que foi ao ar no dia 30.08.2022, considerado o limite objetivo previsto na legislação", afirmou a ministra ao conceder a decisão liminar. A relatora ainda fixou multa de R$ 10 mil caso a decisão seja descumprida. 

Ela considerou que a primeira-dama não foi apenas apresentadora da peça publicitária, alegando que a sua presença “possui potencialidade de proporcionar inequívocos benefícios ao candidato representado, agregando-lhe valores inquestionáveis”. Como “apoiadora”, a participação de Micheque não poderia superar 25% do tempo total da peça. 

Extrapolação do limite de tempo

O mesmo questionamento já tinha sido feito pela campanha de Lula (PT). Na representação junto ao Tribunal, os advogados da coligação também alegaram que houve extrapolação do limite de 25% para “aparição de apoiador em propaganda eleitoral gratuita”. A ministra optou, porém, por acatar a solicitação da campanha de Simone Tebet. 

Pela resolução do TSE (23.610/2019), que trata dos programas eleitorais de rádio e TV, apoiadores de cada candidato podem dispor de até 25% do tempo de cada programa ou inserção. Na peça agora suspensa, a primeira-dama é a única que aparece e ultrapassa em muito o tempo previsto na norma da Justiça Eleitoral. 

Para superar sua alta rejeição junto ao eleitorado feminino, o presidente misógino tem apostado todas suas fichas em Micheque Bolsonaro. Após um período de rusgas do casal, com a primeira-dama rejeitando participar de alguns eventos de campanha, agora ela tem sido a protagonista em marchas religiosas, comícios e também na rádio e TV. 



Novos ataques misóginos do fascista

 

A decisão liminar do TSE inibe a exploração abusiva e ilegal da sua imagem. Afora isso, todo o esforço para esconder o machismo do marido não está dando muitos resultados. Jair Bolsonaro é compulsivamente misógino e repulsivo. No debate da Band no domingo (28), ele se desmoralizou ao agredir a jornalista Vera Magalhães, afirmando que ela “dorme pensando” nele. Ele também desrespeitou a senadora Simone Tebet, rosnando que ela era “uma vergonha”. 

Charge do Zé Dassilva: primeira-dama indignada | NSC Total
O fascista deve ter levado uma bronca da primeira-dama, mas não adiantou. Nesta quinta-feira (1), ele voltou a fazer piadas machistas. Em sua live semanal, ele afirmou, em tom de ironia, que notícia boa para mulher é “beijinho, rosa, presente, férias... Isso que vocês gostam, né? Eu também gosto”.

11
Ago22

Michelle Bolsonaro é massacrada por fãs de Gloria Perez: 'Deixa de fingimento'. Entenda a polêmica!

Talis Andrade

 

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por Matheus Queiroz /Purepeople

Gloria Perez publicou, nesta quinta-feira (11), uma homenagem emocionante para a filha, Daniella, que completaria 52 anos, e celebrou, também, o impacto da série "Pacto Brutal" para preservar a memória da atriz. No entanto, a caixa de comentários da postagem se transformou em uma guerra política por conta de Michelle Bolsonaro, a primeira-dama do país.

 

+ 'Pacto Brutal': por que as fotos chocantes de Daniella Perez morta são exibidas?

 

Michelle comentou a publicação com emojis de choro e coração, mas muitos internautas acusaram a primeira-dama de ser hipócrita. O motivo? Ela e Jair Bolsonaro, que participará da sabatina do "Jornal Nacional", marcaram presença recentemente na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, a mesma em que Guilherme de Pádua, assassino de Daniella, se consagrou pastor há cerca de 5 anos. De acordo com o portal Na Telinha, o ex-ator também compareceu ao culto que contou com a presença do presidente e da esposa.

 

ATITUDE DE MICHELLE BOLSONARO ACENDE DISCUSSÕES EM PUBLICAÇÃO DE GLORIA PEREZ

 

Nos comentários da publicação de Gloria, o público se dividiu quanto à atitude de Michelle Bolsonaro. "O assassino é apoiador do teu marido, mulher, deixa de fingimento", disse uma seguidora. "Esse emoji de choro é por quem? Por Guilherme, o 'pastorpata', ter sido autor dessa desgraça ou por você ter ido à igreja dele e agora tá arrependida?", provocou outra pessoa. "A senhora e o senhor seu marido não foram na igreja do pastor psicopata?", questionou mais uma internautas.

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10
Ago22

Trevas é Bolsonaro

Talis Andrade

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O racismo religioso de Michelle Bolsonaro lembra os tempos da escravidão, quando os cultos afro-brasileiros eram proibidos, e a polícia prendia e fichava pais e mães santo. 

Nada mais parecido com uma pomba-gira que uma evangélica em transe, falando a língua dos anjos. 

Escreve Mariliz Pereira que Michele Bolsonaro "relacionou um ritual de candomblé a trevas".

Que Deus é esse? Trevas é rachadinha, amizade com miliciano, gente com fome, briga que acaba em morte, orçamento secreto, quase 700 mil mortos pela Covid, exaltação ao jet ski, motociata, ataques ao sistema eleitoral, piada homofóbica. Trevas é ter que escrever carta contra golpista em 2022. Trevas é o delinquente do Bolsonaro como presidente. Que a democracia nos ilumine"

 
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