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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Mai21

Mourão defende execução de negros no Rio de Janeiro: “tudo bandido”

Talis Andrade

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão

ONU condena chacina de Jacarezinho e quer investigação imparcial

 

247 - O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos condenou a chacina que deixou 25 mortos durante uma ação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (6). O porta-voz da ONU, Ruppert Colville, cobrou para que “o Ministério Público realize uma investigação imparcial, completa e independente sobre o caso, seguindo os padrões internacionais”.

De acordo com reportagem da coluna do jornalista Jamil Chade, no UOL, a ONU disse considerar o caso como "especialmente perturbador”, uma vez que existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo que operações do gênero sejam realizadas nas favelas durante a pandemia de Covid-19. 

Colville também afirmou que o massacre confirma o uso excessivo de força por parte das forças de segurança e que o modelo de policiamento nas comunidades deve ser repensado. "Relembramos às autoridades brasileiras que o uso da violência deve ser usado apenas quando estritamente necessário e que deve sempre respeitar o princípio da legalidade, precaução e proporcionalidade", disse.

"Também pedimos que haja uma discussão ampla e inclusiva no Brasil sobre o modelo atual de policiamento das favelas, que estão presas num ciclo vicioso de violência letal com dramático impacto em uma situação já difícil para a população", completou. 

Em 2019, a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, já havia criticado a violência policial e as violações dos direitos humanos no Brasil. No ano passado, o Comitê sobre Desaparecimentos Forçados cobrou do governo de Jair Bolsonaro explicações sobre a violência policial e o desmonte dos mecanismos de monitoramento e prevenção da tortura. Em 2020, parlamentares brasileiros denunciaram à ONU 69 casos de suspeita de execuções sumárias no país e pediu que as mortes fossem investigadas.

 

Mourão defende execução de negros no Rio de Janeiro: “tudo bandido”

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, (PRTB) afirmou, na manhã desta sexta-feira (7), que os 25 mortos em consequência de uma operação policial na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, são "todos bandidos". Foi considerada a maior chacina da história da capital fluminense
 

"Tudo bandido! Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça de cima de uma laje. Lamentavelmente, essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sob determinadas áreas e é um problema da cidade do Rio de Janeiro", disse. "É um problema sério da cidade do Rio de Janeiro que vamos ter que resolver um dia ou outro", acrescentou. Seu relato foi publicado pelo site Metrópoles

De acordo com a diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, as ações no Jacarezinho não deveria ser chamada de "resultado de operação policial" ou de "tiroteio", mas frutos de uma "chacina" ou um "massacre".

A operação desrespeitou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a realização de operações policiais nas favelas durante a pandemia do coronavírus.

A ação gerou protestos no Jacarezinho.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) anunciou uma ação de seu partido junto com o PT, da deputada federal Benedita da Silva (RJ), e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), contra o governo do Rio de Janeiro pela chacina.

O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou um levantamento apontando que, entre janeiro de 1998 e março deste ano, 20,9 mil pessoas morreram em confronto com a polícia no estado do Rio. O número representa uma morte a cada dez horas, em média, nestes 23 anos.

 

Gleisi: Mourão acha que todo morador de comunidade é bandido

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, usou suas redes sociais para rebater fala preconceituosa do vice-presidente, Hamilton Mourão, que defendeu execução de negros no Rio de Janeiro.  “tudo bandido”, disse ele ao comentar a chacina na comunidade do jacarezinho (RJ) que matou 24 civis e um policial.

Gleisi Hoffmann
@gleisi
Mourão acha que todo morador de comunidade é bandido. É a cara da política de ódio de Bolsonaro, a criminalização da pobreza e racismo. O caminho da humanização é longo. Não é só nas periferias que se combate tráfico de drogas. Vidas pobres e negras importam, e muito!
Image

Moradores e ativistas protestam contra a chacina de Jacarezinho

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Manifestantes foram às ruas protestam contra a chacina do Jacarezinho, que aconteceu nessa quinta-feira (6) durante uma operação policial para desmantelar um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para ações criminosas, como assassinatos, roubos e sequestros de trens da Supervia.

 

08
Set19

Bolsonaro levou os filhos para desfilar no 7 de Setembro e esqueceu a enteada

Talis Andrade

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O casal Bolsonaro e a caçula Laurinha, 8 anos

 

O primeiro desfile de Sete de Setembro da gestão do presidente Jair Bolsonaro, começou às 9h deste sábado. O presidente acompanhou a apresentação ao lado da primeira-dama Michelle, dos filhos, além de diversos ministros e autoridades, entre elas o empresário Silvio Santos e o bispo Edir Macedo, proprietários das emissoras de TV SBT e Record, respectivamente.

Bolsonaro, com a faixa presidencial em comemoração à Independência do Brasil, chegou à tribuna de honra, montada na Esplanada dos Ministérios, no Rolls Royce presidencial, com o filho Carlos.

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A primeira-dama, Michelle, e a filha Laura chegarem antes e acompanharam a aproximação do presidente da tribuna. Outros dois filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro também estão na tribuna de honra. 

O presidente chegou a quebrar o protocolo: desceu do palanque e, junto com o ministro Sergio Moro e seguranças, se aproximou das arquibancadas e acenou para o público. Bolsonaro pretendia fazer do evento uma grande demonstração de apoio e, assim, tentar driblar sua queda de popularidade: o Planalto esperava reunir 20 mil e o presidente chegou a conclamar as pessoas a participarem do desfile. A PM não divulgou a estimativa de público presente. A imprensa conta 2 mil pessoas. 

Segundo a Agência Brasil, a previsão de custos para o desfile do 7 de setembro este ano é de R$ 971,5 mil, segundo a licitação pública realizada pelo Palácio do Planalto, e incluiu ampliação do número de banheiros químicos e telões. O valor é 19% mais alto do que o desfile do ano passado.

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Letícia Firmo, 16 anos, filha de Michelle Bolsonaro, revelou para a imprensa: a melhor parte de estar morando no Palácio da Alvorada é não ter mais que lavar louça. Porém, a jovem conta que preferia morar com o pai biológico (ela chama Bolsonaro de ‘Papi 2’), mas explicou por que está com sua mãe: “Porque ele (o pai biológico) é praticamente um irmão, temos a mesma mente (risos). Porque gosto de ter uma referência feminina em casa... e lá eu não teria”.

 

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Michelle e a linda filha Letícia Firmo

05
Set19

#BolsonaroMiserable: brasileiros se unem para pedir desculpas à ex-presidente do Chile

Talis Andrade

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#BolsonaroMiserable

 
Por Pablo Rodrigues
 

Ataques de Jair Bolsonaro à ex-presidente do Chile e alta comissária da ONU para direitos humanos, Michelle Bachelet, ocasionaram um pedido de desculpas de brasileiros, que não se sentem representados pelo presidente do Brasil.

Na quarta-feira (4), em entrevista coletiva em Genebra, a alta comissária da ONU para direitos humanos acentuou que é observada "uma redução do espaço cívico e democrático, caracterizado contra defensores dos direitos humanos", lamentou a proposta brasileira de facilitar o porte de armas e criticou o discurso de autoridades brasileiras que colocaria "agentes do Estado acima da lei".

O presidente do Brasil não deixou de revidar e disse que "se não fosse o pessoal de Pinochet derrotar a esquerda em 1973, entre eles o pai [de Bachelet], hoje o Chile seria uma Cuba". Jair Bolsonaro ainda disse que Bachelet "está defendendo direitos humanos de vagabundos".

O posicionamento do presidente do Brasil desagradou muitos conterrâneos, que decidiram pedir desculpas à ex-presidente do Chile com uma hashtag: #BolsonaroMiserable, que significa Bolsonaro miserável.

Internauta não consegue entender por que Bolsonaro "tem que meter pai no meio" de discussões.

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27
Jul18

Seis juízes vão cassar 60% dos votos?

Talis Andrade

 

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por Leonardo Attuch 

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A mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada nesta quinta-feira, deixou claro que a imensa maioria do povo brasileiro só enxerga uma saída para que o país saia da maior crise de sua história: Luiz Inácio Lula da Silva. Com 41% das intenções de voto, contra 29% de todos os demais candidatos, Lula tem praticamente 60% dos votos válidos e será eleito presidente da República pela terceira vez se o Poder Judiciário não ousar agredir a soberania popular. A pesquisa também aponta que os brasileiros veem Lula como o melhor presidente da história – e também o mais perseguido.

 

É com esses números que Lula, que vem sendo mantido como preso político justamente para não participar das eleições, se mantém em firme na posição de reafirmar sua candidatura, que será registrada em 15 de agosto. Já se sabe o que virá depois. O Ministério Público Eleitoral ou algum partido político associado ao golpe de 2016 pedirá a impugnação de seu registro em razão da Lei da Ficha Limpa, muito embora os precedentes apontem que Lula pode, sim, disputar as eleições, enquanto houver recursos disponíveis. A discussão fatalmente chegará ao Supremo Tribunal Federal, em que uma maioria de seis ministros decidirá se Lula pode ser ou não ser candidato.

 

A decisão será tomada no momento em que o Brasil vive o momento de maior humilhação histórica. Com a democracia suspensa, líderes internacionais como François Hollande, Jose Luis Zapatero, Pepe Mujica e Michelle Bachelet têm denunciado ao mundo a natureza da perseguição a Lula – um sequestro estatal que visa cassar seus direitos políticos. A eles se somaram, também na semana que passou, 29 parlamentares norte-americanos. Entre eles, o senador Bernie Sanders, do Partido Democrata, que é hoje a maior liderança progressista nos Estados Unidos. "A luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições", diz o texto.

 

Ao lado da restauração democrática, estão 60% dos votos no Brasil, as maiores lideranças do mundo, os maiores juristas do Brasil e os artistas que representam a alma nacional e participarão do festival Lula Livre. Nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Martinho da Vila e Gilberto Gil. Contra Lula, estão as petroleiras internacionais, bilionários que se beneficiam com o desmonte do Estado, monopólios de comunicação, setores do Poder Judiciário, os que se alimentaram com o discurso de ódio e também os que apostam na desintegração do Brasil como nação. Em agosto, saberemos como os ministros do Supremo Tribunal Federal entrarão para a história. Existem apenas duas alternativas: coveiros da democracia ou restauradores da ordem constitucional.

 

 

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