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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

23
Out19

“Judiciário virou partido político no continente", diz Milagro Sala, presa política argentina

Talis Andrade

Em entrevista exclusiva concedida desde sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, a líder social fala sobre perseguição midiática e judicial a lideranças progressistas

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Buenos Aires (Argentina)

De sua casa, em Jujuy, no Norte argentino, onde cumpre prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, a líder comunitária avalia que a semelhança entre casos como o dela não é mera casualidade. Rafael Correa, no Equador; Cristina Kirchner, na Argentina; Lula, no Brasil; mais dezenas de lideranças e ativistas têm sido vítima de processos judiciais que, insuflados pela pressão dos grandes meios de comunicação, já começam com suas sentenças decididas.

O que acontece em seu país, diz é similar ao que se passa no Brasil. “O juiz Claudio Bonadio, que sempre esteve na linha de frente dos inúmeros processos contra a ex-presidenta Cristina Kirchner, hoje quer se aposentar, descansar”, ironiza.

Protagonista da luta por moradia e contra as desigualdades sociais em Jujuy, uma província muito menor que Buenos Aires, Sala argumenta: “Há 16 processos contra você. De repente, quatro juízes se juntam e te condenam, praticamente sem direito à defesa. É difícil acreditar que não há fins políticos nesse tipo de prática. Eu venho falando desde que Gerardo Morales foi eleito, em 2015: o governador de Jujuy quer me ver presa. Ponto”.

O conluio entre grandes meios de comunicação e setores do Judiciário para produzir condenações a partir de denúncias vitaminadas pelo martelo da mídia, e com fins quase sempre políticos, tem a ver com o conceito de lawfare, bastante utilizado para explicar, por exemplo, como Sergio Moro se converteu em herói nacional e prendeu Lula sem provas. Milagro Sala, pelo menos por enquanto, não teve a oportunidade de contar com vazamentos como os revelados pelo site The Intercept Brasil, conhecidos como Vaza Jato. As entranhas de sua condenação por “associação ilícita”, “fraude contra o Estado” e “extorsão” permanecem ocultas nos bastidores.

“O papel dos meios de comunicação no meu processo foi nefasto. Eles seguem uma pauta quase publicitária sobre seus interesses”, opina. “Não há democracia nos meios de comunicação. O que há, de fato, é um setor corporativo que responde a todos os caprichos do governo de turno. Isso quando estão alinhados aos seus interesses, é claro”.

Entenda o caso de Milagro Sala. Continue lendo

 

31
Ago18

O Brasil da miséria, do ódio e da violência: o que a mídia tem a ver com isso?

Talis Andrade

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Em sua 33ª edição, o Criança Esperança revela um pseudo-altruísmo da emissora

 

por Jeana Laura da Cunha Santos

___

Feminicídio, latrocínio, analfabetismo, miséria, subemprego, informalidade, degradação do mercado de trabalho, doenças antes erradicadas e que voltam a assombrar. Prisões e morte de líderes políticos, silenciamento em universidades públicas, espancamento de estrangeiros em fronteiras outrora amigáveis… Manchetes alarmantes sobre um Brasil que retrocede a olhos vistos após o estopim de um golpe jurídico-parlamentar-midiático, cuja consolidação no país nos lembra a cada manhã o quanto a democracia se fragiliza e o Estado de Direito se torna uma tênue quimera.

 

Os números são contundentes: segundo o anuário estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou novo recorde com 63.880 mortes violentas intencionais em 2017, uma média de 30,08 mortes por 100 mil habitantes, um morticínio superior ao de países em conflitos armados; a mortalidade materna voltou a crescer no Brasil, registrando, em 2016, 64,4 óbitos de mulheres para cada 100 mil nascidos vivos; os subocupados e desempregados no país somam 26 milhões de pessoas, um quarto da força de trabalho de 104 milhões; 84% dos trabalhadores estão com problemas financeiros e 32% dos brasileiros que pedem empréstimo pessoal o fazem para pagar dívidas.

 

Tal situação deplorável avançou aceleradamente nos últimos anos desde que um governo ilegítimo vem implantando sua política nefasta e neoliberal de cortes em áreas estratégicas e vitais, levando o país a uma situação econômico-social das mais graves de que se tem notícia nos últimos tempos.

 

O problema é que a denominada grande mídia anuncia tais manchetes como se nada tivesse a ver com isso.

 

O “Criança Esperança” da Globo e o fim da esperança

 

Atrelada até a medula às oligarquias financeiras da qual faz parte, a mídia hegemônica, patrocinadora do golpe, até hoje não fez mea-culpa sobre o papel preponderante que teve no cenário aterrador em que o Brasil se encontra. Nunca estabeleceu uma relação direta entre o golpe disfarçado de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, e que acabou levando à prisão de Lula, e o fim melancólico das políticas sociais que ela procurou implementar com o objetivo de diminuir as desigualdades sociais e assim evitar o que a sucessão de dados estatísticos aterradores mais acima evidencia. No cenário de hoje, os grupos empresariais jornalísticos apenas matraqueiam notícias sobre um País em crise, mas sem jamais reconhecerem seu protagonismo deletério neste processo. Quando muito, procuram trazer matérias inócuas sobre indivíduos empreendedores que driblam a crise ou campanhas “altruístas” para se sair da miséria.

 

Um exemplo simples deste cinismo é a campanha da Rede Globo “Criança Esperança”, em parceria com a UNICEF e UNESCO, no ar agora em sua 33ª edição. Enquanto a emissora lança mão de seu casting de atores famosos para passar o chapéu, milhares de crianças voltam ao estado de miséria e abismo perpetrado por esta mesma mídia que sempre combateu e conspirou contra projetos de esquerda que, doce ironia, esses sim poderiam minimizar as desigualdades sociais e, portanto, melhorar as condições de vida de muitas crianças. Um paliativo com ares de pseudo-altruísmo. A Globo finge se importar, mas não é capaz de minimamente mencionar políticas públicas transformadoras ou ações coletivas efetivamente contundentes. Suas pautas cotidianas não tratam sobre concentração de renda e a necessidade de pagamento de mais impostos por parte da elite econômica. E pior: conspira deliberadamente contra qualquer presidenciável que ostente tal agenda em sua plataforma política, ajudando a fundar ou perpetuar o que o filósofo francês Alain Badiou definiu, em entrevista à Carta Capital de 22 de agosto, como “uma ditadura política dos grandes grupos financeiros e industriais nacionais, e também midiáticos”. Falava ele da França, mas poderia perfeitamente estar falando do Brasil.

 

Contra a mídia hegemônica, a mídia plural

 

Contra tal ditadura midiática de que fala Alain Badiou só há uma difícil, porém essencial, saída: a democratização dos meios de comunicação no Brasil. Uma solução óbvia, mas que não foi enfrentada por quem se tornaria vítima da falta de isenção e pluralismo com que futuramente seria tratado.

 

Se nem o ex-presidente Lula nem a ex-presidenta Dilma enfrentaram a questão no passado, pagando um alto preço pela conduta, hoje essa é uma questão imperativa na pauta do atual candidato petista Fernando Haddad, que pretende investir fortemente na garantia da universalização da banda larga, desconcentrar os investimentos publicitários estatais, além de distribuir concessões também para universidades, sindicatos e organizações da sociedade civil. Um marco regulatório essencial e estratégico para restabelecer a democracia no Brasil e para que as notícias ruins apontadas no começo deste comentário sejam veiculadas pelo que contêm de exceção e não pelo que possuem de regra.

 

31
Ago18

As ditaduras começam manipulando a comunicação

Talis Andrade

O primeiro passo de cada ditadura é a manipulação sem escrúpulos da comunicação livre, através da sedução dos escândalos e das calúnias, para enfraquecer a vida democrática e condenar pessoas e instituições. Um sistema – afirmou o Papa na missa celebrada na segunda-feira, 18 de junho, em Santa Marta – que foi aplicado também pelas ditaduras do século passado, como confirma o horror da perseguição contra os judeus. Mas que encontramos também hoje em muitos países, assim como no dia a dia.

Para a sua reflexão Francisco inspirou-se na primeira leitura, tirada do primeiro Livro dos Reis (21, 1-16), constatando a sua atualidade e convidando todos a lê-la novamente a fim de a fazer própria: «A história de Nabot é comovedora: é a história de um mártir, mártir da fidelidade à herança que tinha recebido dos seus pais». E «a herança não se vende: esta era a convicção de Nabot». Porque, explicou o Pontífice, «a herança ia além da vinha», era «uma herança do coração: isto não se vende».

 

«Eu preservo a herança» insistiu o Papa. Mas o trecho bíblico, prosseguiu, narra-nos «o desejo, digamos assim, deste rei – pobrezinho, não sabia o que queria, não sabia governar – que, como uma criança, se torna caprichosa: “Eu quero isto, eu sou o rei”». E «dado que não sabe como agir, faz como as crianças quando não conseguem ter o que desejam: choram, tornam-se tristes». Mas eis que «a esposa – uma mulher decidida, cruel, que acabará por ser comida pelos cães – o repreende: “Levanta-te, ensinar-te-ei como se governa”». E «deste modo nasce esta história» apresentada pela liturgia.

 

«A história de Nabot é paradigmática de tantos mártires da história», afirmou Francisco: «É paradigmática do martírio de Jesus; é paradigmática do martírio de Estêvão; é paradigmática também do Antigo Testamento, de Susana; é paradigmática de numerosos mártires que são condenados por causa de uma encenação caluniosa». Mas «esta história – explicou ainda o Pontífice – é também paradigmática da maneira de proceder na sociedade de tanta gente, de muitos chefes de Estado ou de governo: comunicam uma mentira, uma calúnia e, depois de ter destruído quer uma pessoa quer uma situação com esta calúnia, julgam aquela destruição e condenam».

«Ainda hoje, em numerosos países – observou o Papa – usa-se este método: destruir a comunicação livre». E continuou: «Por exemplo, pensamos, às vezes há uma lei da mídia, da comunicação, e cancela-se aquela lei; entrega-se todo o conjunto da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que calunia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática». Depois «chegam os juízes para julgar estas instituições enfraquecidas, estas pessoas destruídas, condenam, e a ditadura avança deste modo». Aliás, acrescentou Francisco, «as ditaduras, todas, começaram assim, deturpando a comunicação, para a colocar nas mãos de uma pessoa sem escrúpulos, de um governo sem escrúpulos».

 

Mas «também na vida diária é assim» realçou o Papa. A ponto que «se eu quiser destruir uma pessoa, começo com a comunicação: mexericar, caluniar, anunciar escândalos». Além disso, acrescentou, «anunciar escândalos é um facto que exerce uma sedução enorme, uma grande sedução». Com efeito, «seduz-se com escândalos, as boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que coisa boa que ele fez!”». E a notícia «passa» imediatamente. Ao contrário, diante de «um escândalo», a reação é: «Mas, já viste! Deste conta! Viste aquele outro o que fez? Esta situação não está bem, não é possível continuar assim!».

 

Deste modo, prosseguiu o Pontífice, «a comunicação cresce e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína». Agindo desta maneira, «não se julgam afinal as pessoas, julgam-se as desgraças das pessoas ou das instituições, porque não podem defender-se». Nesta perspetiva, Francisco sugeriu que pensemos «em Susana, por exemplo, quando diz: «mas eu estou num canto, se eu ceder à sedução e pecar, serei condenada pelo Senhor; se permanecer na minha fé, serei condenada pelo povo”».

 

«A sedução do escândalo na comunicação – insistiu o Papa – leva precisamente à margem, destrói». E foi isto «o que aconteceu com Acab, na história de Acab. Aconteceu com Nabot, o justo, que queria apenas uma coisa: ser fiel à herança dos seus antepassados, não vender o legado, não vender a história, não vender a verdade».

 

«Comove-me muito – confidenciou o Pontífice – ver como Estêvão profere aquele longo discurso a quantos o acusam: não escutavam e, paralelamente, escolhiam as pedras para o lapidar». Com efeito, para eles «era mais importante apedrejar Estêvão do que ouvir a verdade». Precisamente «este é o drama da avidez humana: que inclusive a avidez é débil, porque este rei deseja tantas coisas, mas é um débil, e quando vê que não consegue vai para cama». Mas eis que «há a crueldade» de «quem lhe fala ao ouvido, dizendo-lhe o que deve fazer: destruir».

 

E «assim vimos tantas pessoas destruídas por uma comunicação malvada como esta que fez a rainha Jezabel» reconheceu Francisco, sublinhando: «Muitas pessoas, numerosos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas: pensemos, por exemplo, nas ditaduras do século passado». Em particular, disse o Papa, «pensemos na perseguição dos judeus: bastava uma comunicação caluniosa contra os judeus e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver». E isto «é um horror, mas um horror que se verifica ainda hoje: nas pequenas sociedades, contra as pessoas e em vários países». O primeiro passo, reafirmou o Pontífice, consiste «em apropriar-se da comunicação e, depois chegam a destruição, o julgamento e a morte». Por conseguinte, «não era uma ideia peregrina a do apóstolo Tiago, quando falou da língua e da capacidade destruidora da comunicação malvada: ele sabia do que estava a falar».

 

Na conclusão, Francisco convidou a encontrar «um pouco de tempo, pois todos vós sois também pessoas atarefadas», para pegar «no primeiro livro dos Reis, capítulo 21, e reler esta história de Nabot». E pensar «nas numerosas pessoas destruídas, nos muitos países destruídos, nas tantas ditaduras de «luvas brancas» que aniquilaram vários países». E «isto devido à força da comunicação caluniosa que encoraja esta destruição». Portanto, repetiu o Papa, «retomemos hoje o primeiro livro dos reis, capítulo vinte e um – não vos esqueçais – e leiamos este injustiça que acontece ainda hoje entre nós». Transcrito do L'Osservatore Romano.

26
Jul18

PROPRIETÁRIOS DA MÍDIA Quem controla a notícia no Brasil?

Talis Andrade

Uma mídia com alta concentração de propriedade e audiência, sob crescente controle religioso, com influentes afiliações políticas e guiada por interesses econômicos de grandes grupos. Falta de transparência na propriedade e na distribuição da publicidade oficial, concentrada nos meios simpáticos às reformas do governo. Tudo isso possibilitado por um marco regulatório antigo, permissivo e ineficaz. Esses são alguns dos apontamentos deste especial, que traz resultados do Monitoramento da Propriedade da Mídia, realizado pelo Intervozes, em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras.

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Os veículos de grande circulação costumam declarar em suas linhas editorais que buscam informar de modo isento, apartidário e plural. Alguns de seus manuais ainda advogam a necessidade de independência dos interesses de grupos econômicos e políticos e de separação entre conteúdo jornalístico e publicitário, notícia e opinião. No entanto, como apurou a pesquisa Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil (Media Ownership Monitor – MOM),1 publicada pelo Intervozes e pela Repórteres Sem Fronteiras, muitos veículos de maior audiência no país são também parte de grupos econômicos – além de políticos e religiosos – que possuem interesses específicos.

 

O objetivo do MOM-Brasil é deixar visível quem controla a mídia brasileira. O projeto mapeou os cinquenta veículos ou redes de comunicação de maior audiência no país em quatro segmentos: mídia impressa, on-line, TV e rádio. Esses cinquenta veículos pertencem a 26 grupos de comunicação, e metade deles está sob o controle de apenas cinco grupos: Globo, Bandeirantes, Record, Folha e o grupo de escala regional RBS. Tal quadro indica uma alta concentração das maiores audiências nas mãos de poucos proprietários. Além disso, os 26 grupos pesquisados possuem negócios em mais de um tipo de mídia, o que configura a propriedade cruzada dos meios de comunicação, uma das formas mais graves de controle monopólico do setor.

 

A pesquisa revela, porém, um quadro menos conhecido: 21 dos 26 grupos ou seus principais acionistas possuem atividades em outros setores econômicos, como educacional, financeiro, imobiliário, agropecuário, energético, de transportes, infraestrutura e saúde. Somam-se a esses os interesses dos grupos de mídia de escalas regional e local que, por meio do sistema de afiliadas, permitem que as grandes redes de TV e de rádio cheguem a todo o território nacional e que os grandes portais de internet atraiam audiência pela produção de conteúdo local. Leia mais e confira que está tudo dominado. 

 

 

23
Jul18

Lula presidente vai democratizar os meios de comunicação de massa

Talis Andrade

 

televisão tv teleaditos indignados.jpg

 

Trechos de entrevista de Fernando Haddad ao Valor:

 

Vamos propor uma regulamentação que aumente o pluralismo e a diversidade dos meios. Apesar de serem concessões públicas, rádios e TVs sequer têm contrato de concessão com caderno de encargos. Toda concessão pública no Brasil – rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão, distribuidoras, telefonia – todas têm cadernos de encargos.

 

Valor: Tem parâmetros. Cumprir tantas horas de jornalismo, um percentual de produção própria…

Haddad: A maioria dos quais nem cumprido é. Não tem nem agência para aferir o compromisso das emissoras com diversidade. Sobretudo não permitir que os poderes político e econômico se imiscuam na comunicação, deixando-a a mais livre possível. Compromisso com diversidade, com o contraditório, com liberdade de expressão de camadas vulneráveis, com representatividade étnica. Nada disso tem previsão nas concessões. Mesmo do ponto de vista regional, é tênue o compromisso com temas locais.

 

Valor: Quem auxiliou a equipe na elaboração desse capítulo?

Haddad: Quem coordenou foi o João Brant [pesquisador, ex-secretário executivo do Ministério da Cultura], mas muita gente participou, inclusive o [jornalista e ex-ministro] Franklin Martins. É uma proposta liberal. Entendemos que isso faz parte do patrimonialismo brasileiro, a maneira como está regulado o setor é parte de um problema, digamos, quase que genético do país. Queremos dar um choque liberal.

 

Valor: Defende criar uma agência da comunicação, é isso?

Haddad: Estou dizendo a linha geral. Inaugurar esse debate sobre um choque liberal anti-patrimonialista no setor. Toda concessão exige um órgão regulador que monitore o cumprimento de compromissos que toda concessão tem. O foco é evitar concentração da propriedade, sobretudo propriedade cruzada.

 

 

 

07
Out17

O Brasil sem males pela eterna vigilância dos tribunais eleitorais que promovem a censura do bem

Talis Andrade

A internet é um meio de comunicação internacional mais censurado que os jornais impressos, as rádios, as televisões brasileiras, pelas proibições e restrições dos principais portais de propriedade de governos e/ou empresas de países estrangeiros. 

 

É uma máxima antiga: o poder vai até onde chega a comunicação.

 

Mais que deseje acrescentar proibições e restrições, qualquer nova lei de controle do Congresso coisa de cão hidrófobo que ladra e não morde. Vale para o pequeno ditador Michel Temer que alardeia a farsa. 

 

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Que pressão sofreu Temer?

Do povo nas ruas?

Dos partidos da farsa da oposição?

 

 

O Brasil, para os costumeiros golpes e campanhas eleitorais nos anos pares, o teatro das mesmas censuradas campanhas de comunicação de massa:

 

Contra a corrupção.

Contra a violência.

 

Que são efeitos. Não existe corrupção sem violência, e vice-versa. Uma cruzada eterna, o combate prometido do vereador ao senador. Do prefeito ao presidente da República Federativa do Brasil. 

 

No mais, a doçura demagógica das promessas de sempre: mais polícia, mais escolas, mais hospitais, mais estradas. Tão somente. 

 

As causas dos males são bem escondidas, pelas meias-verdades, boatos e mentiras que exaltam as qualidades do vivos, que possuem como guardiães de suas santidades os tribunais eleitorais. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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