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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Abr21

Marina cobra autocrítica de Lula e leva invertida de Hildegard Angel

Talis Andrade

Simch

 

247 - A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, em entrevista concedida ao portal Metrópoles, cobrou do ex-presidente Lula o reconhecimento dos erros cometidos durante o período em que o partido esteve no poder e tomou uma invertida da jornalista Hildegard Angel.

“Proponho um ‘Jogo da verdade’. Começando por Marina explicar por que, durante a sua campanha, circulava com um séquito de empresários britânicos”, disse  Hildegard em suas redes sociais nesta sexta-feira (3). 

A candidata da Rede em 2018 mantém a postura crítica em relação à antiga legenda, apesar da anulação dos processos da Lava Jato contra o ex-presidente, que recuperou seus direitos políticos. “Se não fizer a autocrítica, fica muito difícil dialogar, como se nada de errado tivesse acontecido nos governos do PT”, disse Marina.

Dilma Aécio nova políitca

15
Mar21

Projeto político e financeiro uniu a Lava Jato e a Transparência Internacional

Talis Andrade

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Por Ana Flávia Gussen /Carta Capital /Prerrô

“O maior escândalo judicial da história”, segundo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, está longe de ser completamente desvendado. O que se sabe até agora, a partir do vazamento das mensagens dos procuradores da força-tarefa do Ministério Público e do ex-juiz Sérgio Moro, é suficiente para chocar os cidadãos de bom senso, mas constitui uma parte ínfima do esquema político-partidário e econômico montado na “República de Curitiba”. Há muito mais. As ambições pessoais e os interesses pecuniários, revelam novos diálogos, uniram procuradores da República e diretores da Transparência Internacional, organização que, em tese, nasceu para denunciar a corrupção mundo afora.

Juntas, a força-tarefa e a ONG pretendiam gerenciar 5 bilhões de reais recuperados dos desvios na Petrobras em prol de um projeto eleitoral: consolidar o “Partido da Lava Jato” e pavimentar as ambições de poder de Moro e companhia.

Nessa parceria nada transparente, a Transparência Internacional e o Ministério Publico celebraram contratos que transferiam à ONG poderes de decisão e interferência sobre cerca de 5 bilhões de reais oriundos de acordos de leniência assinados por empresas acusadas de corrupção. O acerto, como outros do gênero firmados pela força-tarefa, passam ao largo dos órgãos de controle brasileiros.

Os negócios obscuros terão consequências. A direção mundial da organização, sediada em Berlim, decidiu abrir uma investigação a respeito da conduta de seus representantes no Brasil e de uma possível interferência na política do País, comportamento vedado pelas regras internas. Um grupo de advogados brasileiros se prepara para viajar à Alemanha e entregar ao board da Transparência os documentos, memorandos e acordos que comprovam a denúncia.

Em paralelo, o deputado federal Rui Falcão, do PT, solicitou ao Superior Tribunal de Justiça que investigue os possíveis crimes de improbidade administrativa, infrações penais, faltas disciplinares e funcionais e graves prejuízos aos cofres públicos cometidos nesses acordos. Falcão também acionou o Tribunal de Contas da União a respeito de possíveis danos ao erário. Quem cuida do caso no STJ é o ministro Luis Felipe Salomão. Integrantes do Supremo Tribunal Federal apoiam a investigação. “Aguardamos a primeira manifestação do STJ. Todos os encaminhamentos estão prontos e os primeiros contatos com as autoridades alemãs foram feitos”, declarou o advogado Marco Aurelio Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas e um dos responsáveis pela denúncia protocolada no tribunal superior junto ao advogado Fernando Hideo.

Diálogos entre Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, e Deltan Dallagnol, então chefe da força-tarefa, revelam que a ONG era convocada a defender a Lava Jato, em artigos e entrevistas, sempre que a operação era posta em dúvida. Ao mesmo tempo, as declarações dos representantes da Transparência se convertiam em libelos dos procuradores para pressionar as autoridades.

As conversas também indicam a intenção de influenciar, inclusive, os rumos da política. Em maio de 2018, Dallagnol procura Brandão e solicita uma defesa pública do procurador Fernando Santos Lima, alvo de uma investigação por quebra de decoro no Conselho Nacional do Ministério Público.

“(…) Se a TI fizesse uma nota falando sobre a importância da liberdade de expressão dos membros do MP, atendidos os limites legais”, escreve Dallagnol.

Alguns dias depois, Brandão responde:

“Conseguimos. Vou tentar escrever algo amanhã”. Em 22 de maio, a ONG publicou um texto em sua rede social: “Ante a iminência da decisão do CNMP sobre pena disciplinar ao procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, a Transparência Internacional Brasil expressa sua preocupação com a ameaça ao direito de liberdade de expressão de procuradores e promotores de Justiça”. A reação do procurador não tarda: “Não precisa ter repercussão. (…) Faremos chegar a quem importa”.

Em fevereiro último, a Transparência criticou o Superior Tribunal de Justiça pela abertura de um inquérito para apurar se a Lava Jato investigou ministros ilegalmente. “A abertura de inquérito por ato de ofício do presidente do STJ contribui para a franca deterioração das instituições democráticas brasileiras. Contraria a Constituição Federal e tratados internacionais dos quais o país é signatário”, diz uma curta mensagem no Twitter postada no dia 19.

Em 15 de fevereiro de 2017, Dallagnol fala de uma parceria com a ONG para criar um “selo” para candidatos às eleições de 2018 que “se comprometam com as 10 medidas de combate à corrupção” e “não tenham sido acusados criminalmente”. “O objetivo é buscar algum grau de renovação política e levar ao Congresso pessoas comprometidas com as mudanças”, escreveu o procurador.

Brandão, Dallagnol e outros procuradores mantinham um grupo no aplicativo Telegram no qual se discutiam estratégia de agenciamento político e eleitoral. Nas conversas, eles chegam a traçar o perfil de lideranças e movimentos sociais que poderiam fazer parte do projeto. Houve trocas de mensagem com Rogério Chequer, ativista do Vem Pra Rua, um dos movimentos que fomentou as manifestações contra Dilma Rousseff. Buscavam-se nomes capazes de promover uma renovação política alinhada à agenda ultraliberal. Em 22 de fevereiro, Brandão avisa no grupo que conversou com Guilherme Leal, candidato a vice da Marina Silva em 2010 e co-presidente da Natura Brasil, “sobre o nosso plano”. “Ele saiu decepcionado da experiência eleitoral e está apostando na renovação política e, por isto, está financiando a RAPS – que é uma iniciativa que seleciona candidatos de melhor perfil pra apoiar com ações de capacitação e apoio direto às campanhas, além de selecionar jovens líderes e apoiar que entrem na política”. Em resposta, Dallagnol descreve uma conversa com Chequer: “Eles têm 2 iniciativas: 1) uma “lista negra” (nome politicamente correto: “tchau, queridos”) de políticos em quem não votar. Vão usar instrumentos de mídias sociais para fazer divulgação geolocalizada (raio de 100km das cidades que são seus redutos eleitorais). 2) uma frente por renovação, sem protagonista, que aglutinará entidades da sociedade civil que concordem com uma agenda liberal, de promoção do mercado e anticorrupção”.

Em outro diálogo, em 8 de fevereiro de 2018, Brandão sugere que iniciem um diálogo com influenciadores da esquerda. “Se ganharmos a CNBB (esquerda religiosa), Pedro Abramovay (financia quase todas as ONGs do campo progressista), João Moreira Salles (publisher mais influente da intelectualidade de esquerda), Sakamoto (articulista pop da esquerda) e mais alguns professores da USP, criamos um campo de influência pra baixar a resistência da esquerda”. Dallagnol alerta: “Observo ainda que o tempo até as eleições é curto. (…)”. E finaliza: “Nada do tipo ‘vem pra piscina de Curitiba q a água tá quentinha’ kkkk”.

A relação entre a ONG e a força-tarefa se estreitou durante o mandato de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, em 2014. À época, a PGR e a Transparência Internacional assinaram um memorando que garantia a participação e a colaboração em acordos do Ministério Público. Em 2017, uma troca de mensagens retifica o primeiro acerto e inclui cláusulas curiosas solicitadas pela Transparência Internacional. Assinada por Brandão, a carta anuncia que a organização “está em processo de reestabelecimento de uma presença permanente no país e terá como um de seus eixos prioritários de ação o apoio aos ativistas e às organizações sociais brasileiras que se dedicam à luta contra a corrupção”.

Também propõe a participação da entidade na designação dos recursos oriundos de acordos de leniência. Por conta desta proposta, a Transparência, apesar de atuar 20 anos no Brasil, decidiu registrar um CNPJ e se tornar oficialmente uma empresa privada estrangeira a operar no País. Em junho de 2017, a procuradoria do Distrito Federal assinou um acordo de leniência com a J&F no valor de 10,4 bilhões de reais. Desse montante, 2,3 bilhões seriam destinados a projetos de combate à corrupção administrados pela ONG. Como mostraram diálogos posteriores, a força-tarefa buscava meios de firmar as parcerias sem ter de prestar contas ao TCU.

No momento em que Deltan expõe claramente a intenção de burlar as regras para retirar da esfera do TCU a apreciação desses acordos, fica claro que ele não está atuando como agente público, como quem deve obediência às leis, mas sim buscando interesses privados políticos e ideológicos”, afirma o advogado Fernando Hideo, que também assina a petição protocolada no STJ.

Três anos depois, em 2020, a relação espúria teve seu fim decretado pelo atual procurador-geral da República, Augusto Aras: “A TI é uma ONG sediada em Berlim. Cuida-se de instituição de natureza privada cuja fiscalização escapa da atuação do Ministério Público Federal”, sacramentou Aras.

A parceria não se limitou ao acordo de leniência da J&F. A ONG participou, segundo a representação dos advogados, da elaboração do “Fundão da Lava Jato”, que administraria 2,5 bilhões de reais do dinheiro recuperado da Petrobras. Em dezembro de 2018, Dallagnol enviou a Brandão a minuta do fundo e pediu uma revisão. “Caros, tenho a versão preliminar do acordo com a Petrobras. Vocês podem olhar e dar sugestões, de acordo com sua experiência?”, escreveu no chat 10M + A Vingança. O diretor da Transparência alerta: o melhor seria excluir integrantes do Ministério Público do conselho gestor para evitar críticas ao projeto. Neste caso, coube ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, desfazer o sonho da turma. Moraes vetou a criação do fundo e determinou que os recursos fossem usados no combate à pandemia do coronavírus.

[O dinheiro da 'vítima' Petrobras foi depositado em uma conta gráfica, autorizada pela juíza Gabriela Hardt, no dia 30 de janeiro de 2019, na Caixa Econômica Federal. Dinheiro depositado pela presidência de Roberto Castelo Branco.

O veto do ministro Alexandre de Moraes aconteceu quase um ano depois do dinheiro ao deus-dará. Dinheiro que jamais passou por uma auditoria. Que na lava jato se gritar pega ladrão não fica um meu irmão!

Por que Dallagnol chamava a Petrobras de 'vítima'? Por que Moro recusou criar a conta gráfica cobiçada por seis procuradores da lava jato de Curitiba? Além da botija da Petrobras, que dinheirama entrou na fundação secreta, criada por Dallagnol?

Isto é, bufunfa desviada de acordos de leniência e delação.

Qual o nome dessa fundação fantasma, e em que caixa de Pandora & cartórios se encontram as atas de criação, de eleição da diretoria e demais documentos?

Auditoria já nesses bilhões!]

Em nota, a direção da ONG nega as acusações e se diz vítima de perseguição. “As alegações já foram desmentidas pela Transparência Internacional – em seu Secretariado na Alemanha e Capítulo Brasileiro – e pelo próprio Ministério Público Federal, reiterando que a TI jamais recebeu recursos e jamais pleiteou receber ou gerir recursos de acordos de colaboração”. Segundo o texto, as denúncias se baseiam em informações equivocadas. “O próprio pedido de investigação do Dep. Rui Falcão, citado pela CartaCapital, reproduz o ofício do Procurador-Geral da República com informações distorcidas, mas omite o detalhado relatório produzido pela Comissão Permanente de Assessoramento para Acordos de Leniência e Colaboração Premiada do MPF, que corrigiu todas as informações inverídicas. Além disso, a petição ignora o produto final dos estudos e recomendações publicadas no relatório “Governança de Recursos Compensatórios em Casos de Corrupção”.

“Precisamos repensar o sistema de justiça: o simples fato de um Ministro sozinho anular a sentença mais impactante da história recente do país revela a importância de que apenas decisões transitadas em julgado possam autorizar o início da pena de prisão e impedir a candidatura de alguém. Por isso, é fundamental sepultarmos de uma vez por todas a prisão em segunda instância e reconhecer a inconstitucionalidade da lei da ficha limpa”, afirma Hideo.

O que mais preocupa nessa história, ressalta Carvalho, é a subversão dos interesses da Transparência Internacional, que deveria agir sem seletividade. “É muito grave um organismo internacional entrar na disputa política de um país”. O ministro Mendes foi mais incisivo: “Nos últimos anos, a TI atuou como verdadeira cúmplice da força-tarefa da Lava Jato nos abusos perpetrados no sistema judicial brasileiro”.

Leia o restante da nota enviada pela TI:

Recentemente, a Transparência Internacional passou a sofrer graves ataques retaliatórios e tentativas de intimidação no Brasil. Campanhas difamatórias vêm se amparando, principalmente, em informações distorcidas proferidas por autoridades estatais brasileiras, como o próprio Procurador-Geral da República – o que confere ainda maior gravidade aos fatos e os insere em contexto mais amplo de deterioração do espaço cívico e criminalização das ONGs no país.  

Passaram a ser difundidas informações falsas de que a TI estaria recebendo ou gerindo recursos de acordos de leniência no Brasil – e até mesmo de que teria reinstalado sua presença no país com o intuito de se beneficiar destes recursos.

Há anos e em diversas partes do mundo, a TI defende normas e mecanismos que garantam a destinação justa, transparente e eficiente dos recursos recuperados da corrupção para a compensação de direitos violados, o avanço da luta anticorrupção e o fortalecimento do estado democrático de direito. No Brasil, a Transparência Internacional produziu estudo e apresentou recomendações de princípios e melhores práticas de transparência, governança e integridade na aplicação destes recursos. Resultou no relatório público “Governança de Recursos Compensatórios em Casos de Corrupção”, realizado através de amplo processo consultivo com especialistas brasileiros e internacionais, organizações da sociedade civil e entidades filantrópicas.

Entre as diversas recomendações, o princípio de que o Ministério Público não deveria ter qualquer papel na gestão dos recursos. O trabalho foi desenvolvido no marco de colaborações formalizadas com o Ministério Público Federal, em documentos públicos e amplamente divulgados, que vedavam qualquer transferência de recursos para a TI. Qualquer insinuação sobre “acordos ainda sigilosos” é inverídica e infundada. 

A Transparência Internacional tem capítulos nacionais em mais de uma dezena de países impactados pelos esquemas de corrupção revelados pela Operação Lava Jato. A TI acompanha, diretamente, estes casos. Por esta razão, a Lava Jato sempre teve grande importância para o trabalho da organização na luta contra a corrupção.  

A despeito de seus resultados, a Lava Jato, como qualquer operação investigativa no mundo, deve ter seus atos sob escrutínio da sociedade e, principalmente, das instituições. Qualquer indício de malfeitos deve ser examinado de maneira exaustiva, isenta e transparente. Qualquer irregularidade constatada deve ser corrigida. É fundamental ainda que os questionamentos e correções aos processos da Lava Jato não impeçam a responsabilização devida e legítima de gravíssimos esquemas de corrupção. 

No cumprimento de sua missão, a TI dialoga e coopera com agentes públicos, sociedade civil e jornalistas investigativos no Brasil e no mundo. Neste sentido, é natural que tenha estabelecido cooperação institucional com o MPF e diálogo com as Forças-Tarefa da Lava Jato, Greenfield, Amazônia e outras. Todas as comunicações realizadas pelos membros da TI Brasil ocorreram em estrita observância de seu código de ética e conduta e de sua missão institucional. 

27
Nov20

Sem feminismo não há democracia

Talis Andrade

Ataques a candidatas se estedem a apoiadoras no segundo turno

Manuela D’Avila (PCdoB), que disputa a prefeitura de Porto Alegre, continua sendo a candidata mais atacada, revela monitoramento de violência política de gênero nas redes

por Jamile Santana 

ATENÇÃO: A reportagem mostra trechos explícitos de conteúdo misógino e racista. Optamos por não censurá-los porque achamos importante exemplificar como o debate é violento nas redes, como a violência política contra mulheres se espalha pelas redes e é sexista em suas formas, quais termos são frequentemente utilizados e como podemos identificá-la.

Ao chegar no segundo turno na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PCdoB) assumiu a liderança de um ranking lamentável: é, de longe, a candidata no País que mais recebeu ofensas no Twitter e no Instagram durante os últimos dias da campanha eleitoral. E no segundo turno, além de ser alvo de xingamentos que fazem alusões a sua intelectualidade, ideologia política, saúde mental ou aos aspectos morais de sua vida, a  violência política de gênero se estendeu também às suas apoiadoras.  

Ao declarar publicamente seu apoio à Manuela no dia 17 de novembro, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (REDE) recebeu, em dois dias, ao menos 150 comentários ofensivos, uma média de 3 tuítes com xingamento por hora. Foi chamada de “velha” com termos pejorativos como “múmia” e “tartaruga”, e também de “feia” e “hipócrita”.

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Os tuítes ofensivos foram identificados na segunda etapa do MonitorA, projeto da Revista AzMina junto ao InternetLab, que coleta e analisa comentários direcionados a candidatas de todos os espectros políticos para compreender as dinâmicas da violência política de gênero durante as eleições. Entre os dias 15 e 18 de novembro, foram coletados 347,4 mil tuítes que citam 58 candidatas e candidatos que disputam o segundo turno em municípios de 13 estados do País. Foram monitoradas 20 candidatas a prefeita e seus opositores, além de 15 vice-prefeitas e três candidatos à prefeitura. Desses, 109,4 mil tuítes eram direcionados às candidatas, e 8 mil tinham algum termo ofensivo. Entre 2.390 tuítes com termos ofensivos que tinham uma ou mais curtidas ou retweets, 17,3% (415) eram ofensas diretas às candidatas. Manuela D’Ávila é alvo em 90% dos ataques realizados no período analisado.

Leia Mais: “Gorda”, “porca”, “burra”: candidatas recebem mais de 40 xingamentos por dia no Twitter durante campanha eleitoral

 

Sebastião Melo mela a campanha

de Manuela com baixarias

Tem foto de Manuela com tatuagens que ela não possui.

Para Fernanda Mallak, doutoranda em sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e consultora na Tewá 225, trata-se de uma resposta machista ao ingresso de mulheres de forma ativa na política: Manuela D’Avila, por exemplo, não só chegou ao segundo turno como derrotou nas urnas o atual prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Júnior (PSDB). 

Sua presença política também foi construída ao longo do tempo. Foi a vereadora mais jovem da história de Porto Alegre, eleita em 2004 e eleita deputada federal em 2006 e reeleita em 2010, alcançando recordes de votação. Mas nas ofensas identificadas pelo MonitorA não há qualquer menção ou crítica sobre sua atuação nestes cargos. 

“A sociedade moderna, de uma forma geral, tem prerrogativas do controle dos corpos, por vários instrumentos e técnicas, que definem onde nós podemos acessar, e onde somos bloqueados, enquanto indivíduos. E quando se trata de corpos de mulheres, o espaço público, historicamente foi bloqueado”, diz a socióloga. “Estamos vivendo um  momento interessante  em que as mulheres passam a ocupar esses espaços que historicamente foram ocupados pelos homens. E aí, fazendo uma análise a partir deste prisma, a violência e o assédio têm sido utilizados como uma forma de tentar bloquear esse acesso”. 

No segundo turno, além dos tuítes que usam o termo “comunista” de forma pejorativa, para tentar  descredibilizar intelectualmente a candidata, os xingamentos passaram a ser ainda mais ofensivos: “lixo”, “bandida” e “vagabunda” estão entre as palavras mais usadas nos xingamentos. Há muitas citações também ao termo “abortista”, como se defender a legalização do aborto desqualificasse Manuela.

Manuela 65
@ManuelaDavila
O machismo, a violência política e a mentira não vão vencer! Nós mulheres seguiremos na luta para ocupar todos os espaços

12
Jun20

Frente Ampla, por Luis Fernando Veríssimo

Talis Andrade

 

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Foi bom ver a Marina Silva, o Fernando Henrique e o Ciro Gomes, entrevistados pela Miriam Leitão, falando na TV sobre uma frente ampla para enfrentar o Caos, que é como estão chamando o governo do Brasil lá fora. Também foi bom ver manifestantes na rua desfilando pela democracia e contra a ameaça fascista – uma ameaça que aumentou alguns pontos depois que o último general de fatiota moderado, o Mourão, deixou cair a máscara, ou pelo menos deixou de ser moderado.

Não se sabe bem o que representam hoje, em matéria de poder de mobilização, os entrevistados da Miriam. Se não representam muito, politicamente, pelo menos representam a resistência que muita gente já julgava natimorta, e que mostrou que não apenas existe como se manifesta, ou começa a se manifestar.

“Frentes amplas” não têm uma história muito inspiradora, no Brasil. A última em que prestei atenção reuniria, veja só, o Juscelino, o Lacerda e outros descontentes com os rumos da “Revolução” de 64, alguns frustrados por terem ficado de fora, outros por sincero desencanto com o golpe. A frente, se me lembro bem, não chegou a se criar e terminou com a morte do Juscelino num acidente de carro. Até hoje tem gente que diz que o acidente não foi tão acidental assim.

A Marina, o Fernando Henrique e o Ciro Gomes merecem todos os elogios por se recusarem a aceitar o abismo para o qual estão querendo nos arrastar, esperneando, e por darem o exemplo, atraindo mais manifestantes para uma frente ampla e viável. Não querendo ser chato: lembremo-nos que na eleição do Bolsonaro & Filhos, gente que sabia o que viria preferiu se omitir a resistir. Não faria muita diferença, o impensável aconteceria de qualquer maneira, mas quem se omitiu deveria ter pensado melhor na sua própria biografia. Pode-se dizer tudo de Bolsonaro & Filhos, menos que alguma vez esconderam o que pensam e o que pretendem.

Uma frente ampla, unida por uma indignação comum pelo que estão fazendo com a terra da gente, é possível. O abismo está aí.

 

03
Jan19

O homem mediano assume o poder

Talis Andrade

O que significa transformar o ordinário em “mito” e dar a ele o Governo do país?

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14
Ago18

Álvaro Dias, candidato de Moro ministro da Justiça tem 83,4 milhões, e Alckmin 824,4 milhões de reais

Talis Andrade

DINHEIRO PÚBLICO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 

 

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 Álvaro Dias anunciou que eleito nomeará Sérgio Moro ministro da Justiça

 

Tem candidato sem nenhuma chance de ser eleito. O senador Álvaro Dias é um deles, que a lava jato da corriola de Curitiba não rende mais votos. Eleitoralmente desmoralizada. Porque tem lado, tanto que jamais prendeu um tucano. Álvaro Dias um candidato para aventurar, ou porque conta com dinheiro fácil para gastar. Mais de 83 milhões de reais. Dinheiro da viúva. Dinheiro dos cofres da União, liberado pelo TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Dinheiro que sai do bolso do povo em geral, que paga impostos indiretos.

 
O jornal “Gazeta do Povo” elencou, dentre os principais presidenciáveis, quem tem mais poder de fogo nas quatro principais armas eleitorais: popularidade, dinheiro para fazer campanha, tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV e seguidores nas redes sociais. A disputa acirrada mostra Lula (PT) como o candidato mais forte.


Vale ressaltar que o Gazeta do Povo incluiu Fernando Haddad (PT) como um dos principais presidenciáveis porque, embora seja vice de Lula, existe uma grande possibilidade de que o ex-prefeito de São Paulo venha a substituir o ex-presidente na cabeça de chapa por causa da questão judicial de Lula. Acontece que o jornal, porta-voz do juiz Sérgio Moro, não avisou aos entrevistados que Haddad era o candidato de Lula a presidente.

 

Primeiro quesito: popularidade
A popularidade é o principal capital de um candidato por ser a forma mais direta de trazer votos. Assim como o boca a boca com amigos e parentes que faz com que as pessoas espalhem as ideias do candidato preferido. A forma tradicional de se medir popularidade durante uma campanha são as pesquisas eleitorais. O levantamento mais recente desta corrida presidencial, da XP/Ipespe, divulgado no última sexta-feira (3), mostra que o ex-presidente Lula (PT) é o mais popular, seguido por Jair Bolsonaro (PSL). 1. Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 31% 2. Jair Bolsonaro (PSL): 19%-22% 3. Marina Silva (Rede): 8%-11%; e Geraldo Alckmin (PSDB): 9%-10% 5. Ciro Gomes (PDT): 7%-10% 6. Alvaro Dias (Podemos): 4%-5% 7. Fernando Haddad (PT) e Henrique Meirelles (MDB): 2%. A Gazeta do Povo optou por assinalar um empate entre Marina e Alckmin porque o resultado médio dos candidatos nos dois cenários foi igual. Metodologia: a pesquisa, realizada pelo Instituto Ipespe, foi encomendada pela corretora de investimentos XP. O levantamento foi feito por telefone, entre os dias 30 de julho e 1.º de agosto, e ouviu 1 mil pessoas em todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95,45%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem de erro estabelecida. O levantamento está registrado no TSE pelo código BR-06820/2018. A pesquisa foi encomendada pela XP e realizada pelo Ipespe.

 

Segundo: dinheiro para campanha
O dinheiro custea a propaganda eleitoral, paga cabos eleitorais, banca viagens do candidato, encomenda pesquisas que indicam qual a melhor estratégia a seguir. Candidatos mais ricos, portanto, têm mais condições de conquistar um número maior de votos. Ainda é prematuro estimar exatamente quanto cada presidenciável terá no bolso para gastar. Mas uma coisa é certa: a campanha terá de ser custeada basicamente com dinheiro público depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu doações de empresas para campanhas. E, nesse caso, é possível saber quais são os candidatos que estão nas coligações mais poderosas de acordo com a divisão do Fundo Eleitoral público – que será a principal fonte de financiamento eleitoral em 2018. Nesse caso, há um seleto clube das centenas de milhões de reais: são os partidos que integram as chapas de Alckmin, Lula (ou Haddad) e Meirelles. O que chama atenção nessa lista é o abismo financeiro que separa essas candidaturas das dos demais concorrentes. 1. Coligação de Alckmin: R$ 824,4 milhões 2. Coligação de Lula e Haddad: R$ 273,4 milhões 4. Coligação de Meirelles: R$ 252,2 milhões 5. Coligação de Alvaro Dias: R$ 83,4 milhões 6. Coligação de Ciro: R$ 73,8 milhões 7. Coligação de Marina: R$ 35,2 milhões 8. Coligação de Bolsonaro: R$ 12,3 milhões Obs.: A verba do Fundo Eleitoral é destinada a cada partido de acordo com sua representatividade no Congresso. Os montantes descritos acima se destinam a todos os candidatos a todos os cargos dos partidos que compõem a coligação. Desse modo, nenhum dos presidenciáveis, sozinho, terá a sua disposição os valores elencados nesta reportagem. De qualquer modo, os números indicam o poder econômico dessas coligações.

 

Terceiro: tempo de rádio e TV
O rádio e a tv são as mídias mais importantes da campanha, afinal, assim como mostram diferentes estudos, algo entre 33% e 42% dos brasileiros ainda não têm acesso à web. Nesse sentido, ter mais tempo de propaganda eleitoral é uma arma eleitoral poderosa, seja no programa eleitoral em bloco (exibido duas vezes ao dia) ou nos comerciais de 30 segundos inseridos no meio da programação das emissoras. Alckmin, nesse quesito, está muito à frente dos demais. 1. Alckmin: 62,03 inserções diárias; 5 minutos e 32 segundos em cada bloco do programa eleitoral 2. Lula e Haddad: 26,57 inserções diárias; 2 minutos e 22 segundos no bloco 4. Meirelles: 21,59 inserções diárias; 1 minuto e 55 segundos no bloco 5. Alvaro e Ciro: 7,52 inserções diárias; 40 segundos no bloco 7. Marina: 4,01 inserções diárias; 21 segundos no bloco 8. Bolsonaro 1,66 inserção diária; 9 segundos no bloco Obs.: o cálculo do tempo de rádio e TV foi feito pela Gazeta do Povo com base nos critérios usados pela Justiça Eleitoral, que ainda não oficializou a divisão da propaganda eleitoral. Os números das inserções são a média que o candidato terá por dia de campanha; por isso estão quebrados.

 

Quarto e último: seguidores nas redes sociais
Nesse ponto, Bolsonaro é, disparado, o campeão no número de seguidores nas duas principais redes sociais usadas pelos políticos: o Facebook e o Twitter. 1. Bolsonaro: 5,5 milhões de seguidores no Facebook e 1,23 milhão no Twitter 2. Marina: 2,2 milhões seguidores no Facebook e 1,87 milhão no Twitter 3. Lula: 3,5 milhões de seguidores no Facebook e 377 mil no Twitter 4. Alckmin: 910 mil seguidores no Facebook e 967 mil no Twitter 5. Alvaro: 1,1 milhão de seguidores no Facebook e 351 mil no Twitter 6. Haddad: 344 mil seguidores no Facebook e 599 mil no Twitter 7. Ciro: 315 mil seguidores no Facebook e 186 mil no Twitter 8. Meirelles: 193,8 mil seguidores no Facebook e 51,7 mil no Twitter Obs.: a posição dos candidatos no ranking foi elaborada de acordo com a soma dos seguidores nas duas redes sociais. Acontece que falta alertar: 33% dos perfis que seguem o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) são perfis falsos controlados por computadores. É o que aponta um recente levantamento realizado pelo instituto InternetLab que analisou os seguidores dos presidenciáveis no Twitter para descobrir quantos deles são, na verdade, robôs.

 

Resultado:
É difícil estabelecer exatamente qual é o peso de cada arma numa campanha eleitoral. Mas é possível especular usando, por exemplo, a média da posição de cada candidato nos quatro critérios estabelecidos. Nesse caso, o concorrente cuja média estiver mais próximo de 1 é o mais poderoso. E, por meio desse critério, Lula é o concorrente mais forte, seguido de Alckmin e Haddad. 1. Lula: média de 2,00 2. Alckmin: média de 2,25 3. Haddad: média de 4,25 4. Bolsonaro e Marina: média de 4,75 6. Alvaro Dias: média de 5,25 7. Ciro e Meirelles: média de 5,75. [A partir de um texto assinado por Danilo M Yoshioka/Futura Press. Transcrito do Yahoo Notícias]

 

26
Jun18

O povo brasileiro enterrou de vez a ambição de Moro ser candidato a presidente

Talis Andrade

A taxa de desaprovação do juiz subiu oito pontos porcentuais, de 47 para 55%, enquanto a aprovação caiu de 44 para 37%.

 

 

A ambição de Sergio Moro de ser presidente do Brasil levou à contratação de uma agência de publicidade - nunca revelou quem pagava - que produziu filmes e outdoors e posters, chegando a esposa, Roseana Moro, a manter uma página na internete com o título "Eu Moro Com Ele". 

 

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Rosangela Wolff Moro usa máscara com rosto do marido em foto divulgada em página do Facebook

 

“Diante das inúmeras manifestações que temos recebido, criei esta página para agradecer, na medida do possível, a cada uma das pessoas que encaminharam mensagens de apoio e congratulações. Sou grata a todos”, escreveu Rosangela.


As publicações da página divulgavam cartas, mensagens, fotos e cartazes em homenagem ao juiz. Na foto de capa, por exemplo, um homem segura um cartaz onde se lê “‘Moro’ de amor por você”.

 

Bastou uma denúncia de Tacla Durán, doleiro do esquema de corrupção do governo tucano de Beto Richa, para tirar a página do ar. Tacla afirmou, por duas vezes, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, que a corriola do Paraná lhe cobrou cinco milhões de dólares por uma delação premiada. Rosangela era sócia do escritório de advocacia correspondente de Tacla Durán em Curitiba. 

 

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 Peças da propaganda e contrapropaganda de Moro espalhadas nos meses que antecederam o golpe de 2016 

 

Tudo caminha conforme o planejado: Lula preso, impedido de ir para as ruas para o arrasta povo - caminhadas pelas ruas, passeatas pelas avenidas e comícios nas praças das multidões. 

 

A campanha de Moro o palanque televisivo da justiça espetáculo. Um juiz vendido pela TV Globo, e pelo mecanismo dos filmes patrocinados pelas multinacionais: Moro e sua cruzada contra a corrupção. A farsa da lava jato já não engana ninguém. A lava jato, com presos de menos, já assinou 164 acordos de delação mais do que premiada. Os corruptos de estimação de Moro estão todos soltos, e gozam uma vida de luxo e luxúria.  

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IPSOS MOSTROU LULA MAIS APROVADO E MENOS REJEITADO DO QUE MORO

 

O dado mais relevante da pesquisa Ipsos, apresentada neste sábado 23, é que mesmo com todo o bombardeio dos meios de comunicação, o ex-presidente Lula é mais aprovado e menos rejeitado do que seu algoz, que vem sendo blindado por essa mesma mídia: Sergio Moro.

 

De acordo com os dados do levantamento, divulgado pelo Estadão, enquanto Lula tem aprovação de 45% e desaprovação de 54%, Moro registra aprovação de 37% e desaprovação de 55%. Desde março, a taxa de desaprovação do juiz subiu oito pontos porcentuais, de 47% para 55%, enquanto a aprovação passou de 44% para 37%.

 

Na mesma pesquisa, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com o pior índice de rejeição: 70%. O tucano é seguido por Ciro Gomes, com 65%, Jair Bolsonaro, com 64%, e Marina Silva, com 63%.

 

Bolsonaro foi o pré-candidato que sofreu maior variação em relação à última pesquisa, divulgada no mês passado: a rejeição subiu de 60% para 64%, enquanto a aprovação caiu de 23% para 20%.

 

 

 

 

 

 

04
Dez17

Escravistas, terroristas, autocratas, anti-semitas e colonialistas da França e Brasil

Talis Andrade

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Henrique Meirelles, ministro da Fazenda de Temer, um escravista. Inspirou, ajudou a redigir a reforma trabalhista de Michel Temer, que estabelece uma jornada de oito horas mais quatro extras de trabalho gratuito, e sempre defendeu o mínimo do mínimo como salário, aposentadoria e pensão para o povo em geral. Dupla nacionalidade, invertido colonialista considera o Brasil quintal do império. Capaz de dar que nem vaca nova. De oferecer, a preço de banana, as riquezas do Brasil. Por ser de sua natureza, de adestrado empregado de banco estadunidense, adepto da política de entregar as empresas estatais em leilões quermesses à Fernando Henrique. Coluna do meio, eleito deputado federal pelo PSDB renunciou o mandato para servir ao PT, como presidente do Branco Central. Presidente do conselho da JBS articulou o golpe de todo o poder ao PMDB. O impeachment de Dilma Rousseff foi tramado pelo presidente do diretório nacional do PMDB Romero Jucá, pelo presidente de honra do partido José Sarney, e votado pelo presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

Ciro ajudou a eleger o patrão governador, e Tasso Jereissati (PSDB), eleito em 1986, indicou Ciro como sucessor, em 1990. Em 1998, Ciro reelegeu Tasso para o segundo mandato. Esse troca-troca, vendido como combate ao coronelismo no Ceará. A dupla continuou com o jogo. Beni Veras (PSDB) foi governador de 2002 a 2003, Lúcio Alcântara (PSDB) de 2003 a 2007. O jogo não terminou, Ciro elegeu a esposa Patrícia Saboya e Tasso senadores, e o irmão CId governador desde 2007. Faz o mesmo nepotismo eleitoral de Bolsonaro, de Sérgio Cabral, de Sarney, de Fernando Bezerra Coelho, de Lobão, de César Maia & outros que elegem os filhos. Principalmente os senadores que indicam parentes como suplentes.

 

Bolsonaro, racista, homofóbico, anti-semita quando faz a apologia da ditadura nazi-fascista de 64, defensor de cruéis torturadores. Para lavar tanto sangue escolheu as águas do Rio Jordão para se batizar evangélico. Rancoroso antisemita foi Lutero. Protestantes e papas queimaram judeus e árabes como heréticos.O conceito de anti-semita equivale ao de anti-árabe. Para apagar a ascendência árabe de pai e mãe, Temer foi a Israel buscar um anônimo judeu para presidir o Banco Central, cargo tradicionalmente entregue a estrangeiros e dupla-nacionalidades.

 

Huck mexe seu caldeirão para fazer dinheiro para ele e os patrões irmãos Marinho. De Sérgio Cabral ganhou um pedaço de ilha para construir um afastado palácio, que o povo para ir lá tem que ser de navio ou helicóptero. É uma mistura de Doria com Faustão, outros dois candidatos a presidente de um Brasil acéfalo, com um slogan de um gerente para governar que elegeu, nas últimas eleições de 2016, várias nulidades como prefeito, legalizando e consolidando o golpe de Temer.

 

Marina Silva uma das três mal-amadas de Lula junto com Heloísa Helena, candidata derrotada à presidente, e Marta Suplicy, outra que ambiciona o cargo. Todas três só conseguiram ser vitoriosas pelo PT. Marina uma farsa. Jamais foi seringueira, empregada doméstica, nem teve todas as doenças das curas milagrosas que propaga. Embora seja verdade que desistiu de embarcar no avião que explodiu com Eduardo Campos. Para cada eleição que se candidata à presidenta funda um partido político. Sempre com a bandeira de madrinha da Amazônia bancada pelos exploradores de imensos latifúndios, inclusive o marido denunciado como traficante de madeira nobre.

 

Lula foi preso como terrorista pela ditadura militar de 64. Também acusado de anti-semita por ter dito, em uma entrevista quando operário, que admirava Hitler.

 

 

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