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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Abr18

Por que a polícia esconde as imagens do terrorista da direita que atirou contra o acampamento de Lula para matar?

Talis Andrade

 

polícia ainda não liberou imagens do terrorista.

 

A polícia política da república do Paraná ainda não liberou as imagens do terrorista da extrema direita que atirou contra o acampamento Lula Livre em Curitiba. 

 

O vídeo que capturou o crime mostra uma pessoa andando em direção ao local e, em seguida, se afastando de costas, enquanto continua a efetuar disparos. Este foi o segundo ataque com armas de fogo contra simpatizantes do ex-presidente em um mês: em março, com Lula ainda em liberdade, um ônibus com integrantes de sua caravana foi alvejado também no Paraná. Leia mais no jornal El País, da Espanha 

 

Em nota oficial divulgada pelo partido, integrantes da vigília e de outras organizações repudiaram "o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia [...] que resultou em duas pessoas feridas, uma delas de forma grave, com um tiro no pescoço".

 

No relato das pessoas que estavam no acampamento no momento do ataque, a informação é a de que a ação aconteceu por volta das 4h. O ferido, identificado como Jeferson Lima de Menezes, é do estado de São Paulo e ficou em estado grave.

 

A autoria do ataque ainda não foi identificada, mas segundo o que disseram os integrantes do acampamento, havia movimentação de pessoas passando em frente ao local e gritando palavras de ordem a Jair Bolsonaro, candidato à presidência. 

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 Pobreza de hospital, o HT

 

Além de Jeferson, que está internado, entubado e instável no HT, uma mulher que estava no banheiro no momento do tiroteio também se machucou. Os tiros perfuraram três banheiros e ela não foi atingida pela bala, mas sim por estilhaços provocados pelos disparos. Segundo o pessoal do acampamento, o estado de saúde dessa vítima não é grave.

 

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Balas atingiram o banheiro do acampamento 

 

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou também que foram coletados cartuchos 9 mm no local.

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Após o incidente deste sábado, a Prefeitura de Curitiba oficializou na justiça regional um novo pedido para que Lula seja tranferido. O ex-presidente está em uma cela especial de 15 m2 no quatro piso da sede da Polícia Federal. Leia mais na AFP - Agence France-Press

 

O prefeito de Curitiba, o gorducho cujo cheiro de pobre causa vômito, é primo de Rosângela Wolff, mulher de Sergio Moro.  

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 Rosângela Wolff Moro na sua luxuosa residência

 

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Por outro lado, a Justiça proibiu qualquer tipo de acampamento perto da sede da Polícia Federal, estabelecendo uma multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da determinação. Leia mais na Agencia EFE - Espanha 

 

Por Bajonas Teixeira: Desde duas semanas, vem sendo pedido pela PF e pela prefeitura de Curitiba, a transferência de Lula da sede da Polícia Federal. O atentado a tiros contra o acampamento em que se encontram os manifestantes pro-Lula é uma manobra ridícula e criminosa para forçar essa decisão. E que, justamente por ser ridícula e criminosa, tem tudo para dar certo. Como ocorreu em todos os estados fascistas, atos programados de terrorismo para justificar decisões políticas (como o incêndio do Reichstag logo após a ascensão de Hitler na Alemanha) nunca são punidos. Há, é verdade, uma lei antiterror no país, mas ela não será usada. De todo modo, o pior terrorismo é a insistência, sem qualquer motivo a não ser o desejo de degradar as condições de aprisionamento de Lula, em sua transferência da sede da PF.

 

Sobre o clima geral de violência política instalado no país, a Globo tem muito a nos explicar. Ao retratar o que ocorreu em Curitiba, o jornalismo da Globo do Paraná deixa muito claro como funciona o sistema de manipulação dos fatos pela emissora. (Veja o vídeo da Globo do Paraná)

 

Que o papel da Globo tanto para criar o clima de divisão e ódio, quanto para desfigurar os acontecimentos e, com isso, em última instância, ocultar os agentes imediatos dos atos terroristas, não seja perdido de vista nem esquecido. Leia mais

 

O Paraná é governado por Cida Borghetti, casada com o deputado federal Ricardo Barros, ministro da Saúde golpista, com quem tem uma filha, Maria Victoria Borghetti Barros, deputada estadual. Esse nepotismo eleitoral tem como cural eleitoral a cidade Maringá, berço de Sergio Moro.

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 FAMÍLIA BORGHETTI. A esposa governadora da república do Paraná, o marido ministro de Temer, a filha deputada

 

 

 

18
Jul17

A sina de Maringá, de Sergio Moro ao clã da deputada Maria Victoria

Talis Andrade

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 Polícia armada afasta povo do casamento ostentação da deputada Maria Victoria.Foto Lineu Filho

 

por Marcos Danhoni

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Moro em Maringá, cidade outrora famosa pela sua extrema arborização, qualidade de vida e tranquilidade.

 

Infelizmente, Maringá também é conhecida pelo seu lado sombrio ao engendrar criaturas diretamente responsáveis pelo ocaso da democracia no país. Relatarei aqui as principais:

 

. Sergio Moro;
. Ricardo Barros;
. Cida Borghetti;
. Maria Victoria Barros.

 

Existem outros menos famosos, mas que ajudaram a criar uma sociedade extremamente conservadora, além de ávida em sonegar toda forma de imposto.

 

Sobre Sergio Moro, nem me deterei muito, pois já escrevi a respeito dele. Vale a pena repetir somente que era muito ligado ao pai já falecido e arquiteto da direita local.

 

Lecionava no Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Maringá: era histriônico, ultra-direitista e vivia sob o medo do domínio soviético no mundo.

 

Muitos dizem que Sergio Moro herdou todo o conservadorismo do pai e se programou a se tornar juiz. Teria prometido, em seu leito de morte, como muitos dizem por aqui, que liquidaria a esquerda no Brasil, realizando o desejo paterno.

 

Sobre os outros três personagens, pertencentes ao clã dos Barros (o Paraná é vítima de “famílias” que fatiaram o Estado em capitanias hereditárias: Barros, Richas, Carlis, Buenos, Belinattis, Lerners, Ratos, sênior e junior):

 

A triste aventura dos Barros começa com o patriarca, Silvio Barros, que foi prefeito de Maringá pela Arena, aliada do regime militar. Ricardo Barros herdou-lhe a veia política, assim como seu irmão Silvio Barros II (isso mesmo, a coisa é tão ridícula que o ultimo sobrenome é o algarismo “II” romano…).

 

Foi prefeito. Aliás, um desastrado prefeito. Seu último dia de governo terminou com a prefeitura de Maringá cercada por funcionários irados em greve. Ricardo Barros escapou do cerco com uma “tereza” (corda feita de lençóis como aquelas usadas por presidiários em fuga).

 

Após uma interrupção de dois mandatos, seu irmão, Silvio Barros II, tornou-se o terceiro do clã a eleger-se prefeito (sendo reeleito e fazendo seu sucessor). Assim, os Barros tomaram a cidade por longos 20 anos.

 

Sua esposa, Cida Borghetti, uma curitibana importada, fez toda sua plataforma política baseada em campanhas contra o câncer feminino, o que lhe angariou votos para toda a vida … O mesmo ocorreu com sua filha Maria Victoria Barros, formada em “banqueteria” (a “arte” de servir banquetes) na Suíça (believe it not).

 

Cida tornou-se vice-governadora ao lado do desastrado e multi-investigado governador Beto Richa. Ricardo Barros, que fez toda a campanha de Richa no norte e noroeste do Estado, foi brindado como Secretário de Indústria e Comércio do Paraná.

 

Ricardo sempre trabalhou no sentido de priorizar o privado sobre o público e notabilizou-se no setor de planos privados de saúde, o que o guindou à condição de escolha do usurpador Temer em nomeá-lo como Ministro da Saúde, desconstruindo toda a estrutura pública de saúde, implantando o caos e a barbárie no SUS, na Fiocruz, na saúde indígena, na produção de medicamentos, etc.

 

O clã locupletou-se nessa trajetória política de conservadorismo, e nenhum senso público, o que transpareceu de forma dramática na festa nababesca de casamento da filha banqueteira Maria Victoria Barros.

 

Sempre com espírito arrogante, Ricardo Barros escolheu ele próprio os lugares do regabofe matrimonial: uma Igreja histórica, a do Rosário, construída pelos escravos e o Palácio Garibaldi, construído sob a égide dos ideais de Garibaldi.

 

Ricardo Barros quis para mostrar que ele pode submeter tudo e todos ao seu projeto megalomaníaco de dominar politicamente o Estado, que considera um feudo de sua família e que se sobreporá às demais famílias das capitanias hereditárias. Uma espécie de Game of Thrones tupiniquim! Leia mais. Veja vídeo

 

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15
Jul17

Casamento ostentação da deputada filha do ministro da Saúde

Talis Andrade

A deputada estadual Maria Victória Barros (PP), filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros, e da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, foi alvo de protestos no dia de seu casamento em Curitiba (PR). Veja vídeos 

 

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A deputada noiva ...

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 ... A plebe rude não convidada 

 

 

O escracho no casamento foi um protesto contra as reformas do governo Temer, apoiadas pela família Barros, e uma forma de escancarar a “ostentação” da cerimônia, feita em uma igreja de escravos e com festa em estrutura considerada ilegal.

 

A ação começou por volta das 18h30, com batucada, faixas, como a com a frase “Deputada do camburão tem casamento ostentação”, “Viemos brindar a sua boa vida”, e palavras de ordem como “Golpistas”, “Fora Beto Richa” e “Chega de deboche, eu quero o meu brioche”.

 

 

Pelo menos 15 viaturas da polícia militar e integrantes da Tropa de Choque foram ao local para garantir a “segurança” da cerimônia e atacaram os manifestantes com balas de borracha, spray de pimenta e cassetetes. Ao menos uma pessoa ficou ferida e o protesto, após a intervenção policial, foi dispersado. Veja fotos 

 

Maria Victoria é mais um zero à esquerda que vive do dinheiro da família, ou seja, público. Ficou conhecida ao defender o pai no Facebook quando este pediu o corte de bilhões destinados ao Bolsa-Família.

 

“É triste ver o governo federal dando o peixe, ao invés de ensinar a pescar”, escreveu na época a filha, neta, irmã e sobrinha de políticos. Um triunfo da meritocracia.

 

Eles são donos de Maringá, terra de Sergio Moro. Maria Victoria precisa saber que é odiada pela população que finge representar. Odiada e desprezada. Leia mais 

 

 

 

 

 

15
Jul17

A revolta de Garibaldi e o pesadelo dos Barros

Talis Andrade

por Manolo Ramires

Fotos Théa Tavares

Pinga Fogo e Crônicas Curitibanas

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É quase certo, por outro lado, que muitos repudiam a manifestação em momento tão sagrado. Principalmente os escribas e suas penas digitais.

 

Era uma vez, uma bela jovem, cujo sonho era se casar de princesa em um lindo palácio. Seu sonho se concretizaria quando sua mãe fosse alçada ao cargo de duquesa das Araucárias, tornando-se parte do ducato dos Richas, e seu pai conquistasse o título de Dom Ministro da Saúde, patrono das empresas privadas, na Era Temer, um monarca voltado para agradar a aristocracia Cisnes Amarelos.

 

Como se fosse o seriado “Once Upon a Time”, o passado e o presente se confundem belamente. A noiva aluga sua pequena catedral no centro da República de Curitiba, terra das Araucárias imperiais, e em seguida recebe os convidados no Palácio Garibaldi, no nostálgico Largo da Ordem.

 

Na adaptação, a carruagem movida a puros sangues cede lugar a um elegante modelo branco clássico da marca Rolls Royce Silver Wraith 1955. Uma limusine que passou a ser produzida após a II Guerra Mundial para transportar chefes de estado. As taças e talheres são do mais fino cristal e fina prata com toques dourados. Os fraques são substituídos por belos ternos cortados e camisas e gravatas de seda. Já as damas trocam os vestidos de grandes frisas por peças justas e decotadas que possam evidenciar corpos esculpidos em salas de tonificação dos músculos contemporaneamente conhecidas como academias.

 

No centro disso tudo, a noiva, linda, jovial, com a face mais branca do que a carne de uma maçã gala. Seu longo vestido branco é bem comportado, como se recomenda a uma dama da sociedade. As transparências dão lugar a delicado bordado em volta do dorso que disputa atenção apenas com os lábios discretamente delineados. A sobriedade se completa com o véu que remete a uma coroa cristã pintada pelos mais zelosos florentinos. É a imagem da santa vitoriosa, como o nome da noiva indica, sobre todos os percalços que a vida impõe nessa matilha que é a Ilha de Vera Cruz.

 

Contudo, os fantasmas dos Garibaldis não gostaram de tanto ostentação da nobre corte paranaense em um momento de sacrifícios e dores para o povo. A celebração ocorreu na semana em que direitos trabalhistas foram retirados em massa, devolvendo os labutadores quase cem anos no tempo. Na semana em que o grande monarca Michel Temer, que usurpou o poder da presidente Dilma Rousseff, uma espécie de princesa Merida tupiniquim, era salvo de denúncia de corrupção por vassalos parlamentares em troca de moedas e emendas de ouro. Na semana em que o proletário Lula, o presidente libertador da fome do povo, era condenado sem provas por um inquisidor Moro. Tudo isso reunido fez com que os Garibaldis lançassem uma maldição: “Seu casamento será lembrado na história como a ‘noite das ovadas’ e a desforra aos Barros”. Eis a data: 14 de julho de 2017.

 

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Pobre noiva, pensaram uns. Que males podem cair sobre seus ombros para merecer tal infortúnio e reprovação dos plebeus? Desavisados desconhecem que a noiva pertence a um clã cujas riquezas aumentam na medida que o pão e o circo faltam aos populares

 

Ela é filha da duquesa que chancela o governo dos Richas quando esse toma a aposentadoria dos servidores, aumenta impostos e distribui os lucros entre os ricos do condado paranaense. Já seu pai traiu o governo que participava apenas para ganhar um novo título e mais poder. Dom Barros – o doente – é capaz de cortar recursos do sistema de saúde que atende a população e ainda falar que os médicos têm preguiça de trabalhar. Para ele, se cogita, uma peste negra seria um importante aliado na redução da demanda por atendimento público.

 

A própria princesa noiva também tem seus devaneios. Ela, cujo primeiro labor já foi na corte dos deputados, votou por tirar benefícios dos mais pobres no programa conhecido como Bolsa Família. Contrariando seu santo nome e toda a proximidade que carrega com os mais humildes, Maria Victória disse que ao povo não se pode dar nada, mas ele deve lutar para conquistar, como se a pobreza fosse uma punição divina.Contra auxílios moradias de togados, evidentemente, sua cândida voz não se levanta. Foram insanas palavras ditas por uma dama que é transportada por carruagens brancas, mas também por veículos grandes e pretos, conhecidos como caveirões, para votar pela retirada de direitos daqueles que jurou servir.

 

A reação da plebe a corte é quase natural. É a resposta à dama que pesquisava vestido de noiva em abril de 2015 enquanto ao povo a polícia distribuía bombas e gás de pimenta para impedir que eles impedissem a votação que lhes tomara R$ 2 bilhões de seus cofres. Dessa vez, no entanto, as bombas deram lugar ao véu de ovos e a opulência da data está marcada pela vulgaridade de quem escolhe governar zombando de seu povo. Pobre é a elite que acredita poder se fechar em castelos e distante da ralé.

 

É quase certo, por outro lado, que muitos repudiam a manifestação em momento tão sagrado. Principalmente os escribas e suas penas digitais. Mas também é quase certo que se dependesse desses, Dom Pedro I não teria dado seu grito às margens do Ipiranga, a República não teria sido instalada em 1889 e tampouco teria sido abolida a escravidão que agora retorna – once upon a time – transvestida de modernização das leis trabalhistas e pejotização. Enfim, tudo ao seu tempo e com sua história de uma estória que não tem nada de conto de fadas.

 

 

 

 

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