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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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22
Out21

Gilmar Mendes: 'a Lava Jato despontou como se fosse um esquadrão da morte'

Talis Andrade

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOMarco Aurélio da Silva Canal era bem visto entre seus paresWILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes bateu duro na organização criminosa autodenominada Lava Jato, ao dizer que a operação "despontou em Curitiba como se fosse um esquadrão da morte". O magistrado destacou que "o esquadrão da morte tinha funções decantadas de repressão ao crime, mas se aproveitava disso e fazia dinheiro".

"Vimos que o Moro, quando veio para o Ministério da Justiça, trouxe como chefe do Coaf o Roberto Leonel, que era o chefe da Receita em Curitiba e que, aparentemente, fazia essas investigações irregulares", complementou em entrevista à revista Isto É

"Havia um conluio com a Receita Federal, com a PF e coisas do tipo que foram amplamente reveladas. O meu caso é irrelevante. Eles decidiram instaurar um procedimento de investigação junto à Receita. O chefe dessa operação era um consultor da Lava Jato do Rio, Marco Aurélio Canal, que foi preso por corrupção e que estava achacando".

"Quando a procuradora-geral, Raquel Dodge, quis encerrar a tal Fundação Dallagnol, ela sabia o que estava fazendo. Agora, ao encerrar a força-tarefa, o procurador Aras certamente organizou uma fuga para frente. Não quis fazer essa investigação. É melhor que isso se encerre".

Auditor preso deu palestra sobre combate à corrupção

Ele era supervisor da Equipe de Programação da Operação Lava Jato

 

Um dos presos na Operação Armadeira - desdobramento da Lava Jato que mira em servidores da Receita Federal -, o auditor Marco Aurélio da Silva Canal era bem visto entre seus pares, ministrando inclusive palestras envolvendo sua atuação junto à Lava Jato e o enfrentamento da corrupção.

Em dezembro de 2016, Canal foi o último a falar no seminário "Dia Internacional do Combate à Corrupção", realizado no Rio de Janeiro e promovido pela regional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco-RJ).

À época já destacado como supervisor da Equipe de Programação da Operação Lava Jato, Marco Aurélio Canal palestrou sobre a operação, a CPI dos Fundos de Pensão e a Divisão de Fiscalização da Receita.

O auditor também mereceu nota de desagravo de seus pares em agosto deste ano. O Sindifisco publicou texto em que manifestava sua preocupação "com a instabilidade institucional suscitada com a decisão monocrática do STF de afastar dois auditores fiscais", após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de suspender investigação contra 133 contribuintes. Canal não era um dos afastados, mas havia sido citado.

"Os auditores fiscais das Equipes de Combate a Fraudes Fiscais (Efrau) manifestam expresso apoio (...) ao colega Marco Aurélio da Silva Canal, que, em que pese sua legítima atuação como AFRFB responsável pela seleção e programação de contribuintes a serem fiscalizados, está sendo indevidamente acusado de ação abusiva e policialesca contra ministro do STF", dizia o texto.

A referência era ao ministro Gilmar Mendes, que em fevereiro teria tido seus dados fiscais e o de sua mulher, Guiomar Feitosa, acessados de forma indevida pela equipe de Canal.

 

04
Out19

Auditor da Lava Jato preso por extorsão quase foi nomeado secretário da Receita de Bolsonaro

Talis Andrade

auditor criminoso.jpg

 

 

247 - O auditor fiscal Marco Aurélio Canal, preso por extorquir investigados da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, foi cotado para ocupar o cargo de secretário-geral da Receita Federal Ele chefiou uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, para uma devassa nas contas do Instituto Lula, que resultaram em penalidades que ultrapassam os R$ 18 milhões. O instituto informou que o valor é quase 50 vezes maior do que o valor que os próprios auditores consideraram desalinhado ao propósito da entidade.

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, o nome dele foi apresentado ao ministro Paulo Guedes (Economia), que escolheu o economista Marcos Cintra para o cargo.

Em delação premiada, o empresário Lelis Marcos Teixeira afirmou que teriam sido pagos R$ 4 milhões de propinas a Marco Aurélio Canal para barrar uma fiscalização que estava sendo conduzida contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). 

Canal era supervisor de Programação da Receita no Rio que tinha acesso a informações sensíveis da Operação Lava Jato. A ordem de prisão do auditor foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal no Rio.

O auditor também teve atrito com o Gilmar Mendes. De acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Canal foi a pessoa que  “coordenou a operação” em que seus dados e de sua mulher, Guiomar Feitosa, foram acessados. Um dos dossiês elaborados pela equipe de auditores que investigou o Gilmar e outros 133 agentes públicos foi enviado para Canal, apontaram documentos enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela própria Receita.

 

02
Out19

A ‘extorsão premiada’ na Lava Jato do Rio

Talis Andrade

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por Fernando Brito

Extensa e detalhada reportagem de Chico Otávio e e Juliana Castro, em O Globo, acompanha a ação da Polícia Federal que está tentando cumprir 14 mandados de prisão contra funcionários da Receita Federal que faziam extorsões conta pessoas que eram investigadas pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

O chefe do esquema, segundo o texto, era o auditor fiscal Marco Aurélio Canal, supervisor de programação da Receita na operação do Rio, que já havia sido apontado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, como o o autor da invasão e divulgação de suas informações fiscais.

A extorsão começou há três anos e se valia das devassas fiscais ordenadas pela Lava Jato para obrigar os alvos da investigação a pagarem propinas a auditores para que se livrassem das intimações e autuações que eles próprios faziam abrir contra os investigados.

Com o terror da Lava Jato, todos, claro, pagavam.

O esquema, dizem, só foi descoberto porque um dos extorquidos, que fizera um acordo de delação, resolveu contar que foi vítima do golpe, embora seja difícil que a menção pública ao nome de Marco Aurélio Canal, feita por Gilmar em um entrevista, não tenha influído no caso.

Ou que tenha sido este o único episódio onde o terror do lavajatismo não tenha aberto espaço para que os “homens do bem” não tenham feito algum dinheiro com o “combate à corrupção”.

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