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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

20
Nov22

Lula diz que 'sabe ouvir conselhos' e foi a Lisboa para 'aprender com o sucesso' do governo português

Talis Andrade

Blog do Noblat
@BlogdoNoblat
O bom filho (por Mary Zaidan) Lula diz que vai seguir o conselho da mãe analfabeta e só gastar o que tem ou ganha
Lula discursa para a militância petista no Instituto Universitário de Lisboa, ao lado de Fernando Haddad e Janja (sentados).

Lula discursa para a militância petista no Instituto Universitário de Lisboa, ao lado de Fernando Haddad e Janja (sentados). © RFI/Adriana Niemeyer


Texto por Adriana Niemeyer /RFI

O petista Luiz Inácio Lula da Silva foi aclamado por uma plateia de brasileiros residentes em Portugal que participou de um encontro com o presidente eleito, na manhã deste sábado (19), no Instituto Universitário de Lisboa. Na noite de sexta, Lula e sua esposa, Rosângela da Silva, foram recepcionados com um jantar oferecido pelo primeiro-ministro português, António Costa. O socialista acolheu Lula com um grande abraço e declarou “que Portugal estava com saudades do Brasil”.

Depois de uma reunião de uma hora e meia com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, Lula chegou ao Palácio de São Bento para um jantar, acompanhado por Janja, e agradeceu o apoio de Costa a sua candidatura.

Com humildade, o petista afirmou que veio a Portugal para "aprender" com o "sucesso" alcançado pelo primeiro-ministro e o presidente da República, saudando a "esperteza política" de Marcelo e os feitos políticos de Costa. “Vim aqui para ver se a gente consegue fazer o mesmo no Brasil e dar certo", declarou.

Na entrevista coletiva em Lisboa, Lula comentou a carta publicada pelos economistas Armínio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan endereçada a ele, na qual demonstraram preocupação em relação à política fiscal que irá adotar no seu governo.

"Ainda não li, mas fiquei feliz ao saber de uma carta de pessoas importantes me alertando sobre problemas econômicos e dando sugestões. Eu sei ouvir conselhos e, se fizer sentido, seguir", afirmou o presidente eleito. A mensagem também foi publicada em uma postagem no Twitter. Lula repetiu que sempre agiu de modo responsável quando era presidente, e que conseguiu baixar a inflação, o desemprego e o percentual da dívida interna do país.

 
Ao lado da esposa, o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, faz o "L" de Lula ao acolher o presidente eleito do Brasil e Janja no Palácio de São Bento, em Lisboa, na noite de sexta-feira, 18 de novembro de 2022.
Ao lado da esposa, o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, faz o "L" de Lula ao acolher o presidente eleito do Brasil e Janja no Palácio de São Bento, em Lisboa, na noite de sexta-feira, 18 de novembro de 2022. © RFI/Adriana Niemeyer

 

Ele anunciou ainda que a concretização do acordo Mercosul com a União Europeia “é um compromisso de campanha”, ao comentar declarações do primeiro-ministro de Portugal sobre a importância das relações comerciais entre os países da América Latina e da Europa.

Lula, Janja e Haddad são ovacionados por brasileiros de Lisboa

O último compromisso do presidente eleito antes de embarcar de volta para o Brasil, a fim de trabalhar na formação do governo, era se encontrar com a militância petista que o apoiou durante a campanha e brasileiros residentes em Lisboa, onde teve uma grande votação.

Ele chegou ao Instituto Universitário da capital portuguesa acompanhado por Janja e Fernando Haddad, derrotado nas eleições para o governo de São Paulo, mas cotado para o futuro ministério, inclusive para a pasta da Economia. Quando Lula pediu a Janja para ela tomar a palavra, a plateia gritou "Janja nos representa", em alusão à polêmica criada pela jornalista Eliane Cantanhêde, que criticou o protagonismo político da futura primeira-dama. 

A viagem de retorno ao Brasil será feita no jato que o levou à COP 27 no Egito e tem sido motivo de muitas críticas por se tratar de uma aeronave do empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, ex-dono da Qualicorp. Ele foi um dos alvos da operação Lava Jato.

“Sou grato ao meu amigo, que foi comigo para a COP e me emprestou o avião. Espero que ele esteja disposto, em outra oportunidade, (a me emprestar), antes de eu assumir a Presidência, porque, a partir daí, de fato, eu não posso”, comentou Lula.

Ele afirmou ainda que precisa cuidar da sua segurança diante de "bolsonaristas raivosos se espalhando pelo mundo afora". E indicou que poderá usar a aeronave emprestada mais vezes antes de assumir a Presidência.

20
Nov22

“País irmão”: Lula se reúne com presidente de Portugal em Lisboa e encontra comunidade brasileira

Talis Andrade

ImageO presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu em Lisboa o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu em Lisboa o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu em Lisboa o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu em Lisboa o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. AP - Armando Franca

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, desembarcou em Lisboa nesta sexta-feira (18), após ter participado da COP27 no Egito. Além de se reunir com o chefe de Estado português, o petista se encontra no sábado com representantes da numerosa comunidade brasileira que vive no país. Ele foi recebido na porta do palácio presidencial de Belém por grupos de apoiadores, mas também por bolsonaristas.

Lula chegou em Lisboa minutos antes das 13 horas (pelo horário local), a bordo do mesmo jatinho privado que o levou para o Egito, onde participou da COP27, justamente no momento em que a seleção portuguesa de futebol partia para a Copa do Mundo no Qatar. Por essa coincidência de horários, ele teve de sair do aeroporto por uma área privada, dedicada somente aos chefes de Estado. Uma comitiva de 10 carros esperava por ele e Fernando Haddad.

Depois de almoçar camarões vermelhos e robalo ao leite de coco e dendê no badalado restaurante Cícero – onde na saída foi cercado por muitos brasileiros – Lula foi diretamente ao palácio presidencial de Belém para o encontro com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Na porta de Belém, grupos de bolsonaristas e apoiadores de Lula manifestavam, cantavam e trocavam insultos. O presidente eleito obteve em Portugal 65,7% dos votos no segundo turno.

A agenda em Lisboa, ainda não fechada e mantida em grande segredo por razões de segurança, acabou por agregar o presidente moçambicano Filipe Nyusi, que estava momentos antes no palácio e acabou ficando para receber Lula. O líder brasileiro não escondeu sua alegria ao encontrar os dois chefes de Estado e disse nas redes sociais que foi uma “grata surpresa” ver o presidente africano.

Lula ao chegar em Lisboa, entre os presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi, e de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (d).
Lula ao chegar em Lisboa, entre os presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi, e de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (d). AP - Armando Franca

 

"Importante parceiro do Brasil na Europa"

Às 20 horas de Lisboa (17h em Brasília), Lula participa de um jantar com o primeiro-ministro português Antonio Costa e uma restrita lista de convidados. A imprensa não tem acesso ao jantar.

Além de agradecer o apoio a sua candidatura, Lula deverá discutir com ambas autoridades as questões relacionadas com o retorno das negociações entre União Europeia e Mercosul, que ficaram paralisadas durante o governo Bolsonaro. A questão da facilitação dos vistos para os brasileiros também deve entrar na pauta das conversas.

Antes de desembarcar, Lula escreveu em seu twitter: “Hoje vou para Lisboa, onde me encontro com o presidente de Portugal e o primeiro-ministro. Portugal é um país irmão e importante parceiro do Brasil na Europa. Vamos retomar diálogos para o melhor de nossos povos”.

Para este sábado (19), Lula deve se reunir com a comunidade brasileira que reside em Portugal, em um encontro organizado pelo núcleo do PT no país e a Casa do Brasil, onde irá ouvir as questões que preocupam os 210 mil imigrantes que estão no país. O tema da xenofobia, sofrida por muitos brasileiros que vivem em Portugal, também deverá ser discutido neste sábado.

 
07
Set22

Bolsonaro puxa coro de ‘imbrochável’ em ato dos 200 anos da independência e faz alusão ao golpe de 64

Talis Andrade

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Bolsonaro fez um discurso com ares de campanha na comemoração do bicentenário da independência do Brasil. Pela manhã o chefe de Estado fez alusão ao golpe militar de 1964 e disse que “a história pode se repetir”.  

Raquel Miura /RFI 

A cerimônia dos 200 anos da independência do Brasil virou um palanque para o presidente Jair Bolsonaro. Mal terminou o desfile, o presidente tirou a faixa presidencial e se dirigiu a um trio elétrico de apoiadores para atacar adversários, defender uma pauta conservadora, falar de economia e corrupção.

“O mal que perdurou por quase 14 anos agora deseja voltar. O povo está do nosso lado. O povo está do lado bem. A vontade do povo se fará presente no dia 2 de outubro”, disse Bolsonaro (PL) se referindo ao PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário. “Somos uma pátria majoritariamente cristã, que não quer a liberação das drogas, que não quer legalização do aborto, que não admite a ideologia de gênero”, falou também o presidente.

Ignorando suspeitas de corrupção que atingem o clã Bolsonaro e seu governo, de rachadinhas a compra de imóveis com dinheiro vivo, o presidente tentou de novo resgatar uma de suas bandeiras na eleição passada. “Vocês sabem a beira do abismo em que o Brasil se encontrava há poucos anos, atolado em corrupção, desmando. Demos uma nova vida a essa Esplanada dos Ministérios, com pessoas competentes, honradas e patriotas”.

O ponto que mais chamou a atenção, no entanto, não foi a corrupção nem as críticas aos concorrentes, mas o tratamento dispensado pelo presidente às mulheres, justamente um nicho em que ele não conseguiu avançar na intenção de votos.

“Podemos fazer várias comparações até entre as primeiras-damas. O que discutir? Tenho uma mulher de Deus e ativa na minha vida. Eu tenho falado para os homens solteiros, procurem uma mulher, uma princesa, se casem com ela, para serem mais felizes ainda”. E para coroar o discurso, Bolsonaro puxou gritos de “imbrochável, imbrochável, imbrochável”, ao que a multidão respondeu repetindo o adjetivo, enquanto o presidente ria ao lado da primeira-dama Michelle.

Orientado, ele foi mais controlado ao atacar outros poderes, falando que “vocês conhecem hoje o que é o Supremo Tribunal Federal”, seguida por vaias da plateia. “Pode ter certeza, é obrigação de todos jogarem dentro das quatro linhas da Constituição. Traremos para dentro das quatro linhas todos que ousam ficar fora dela”, discursou Bolsonaro.

 

Pastores e latifundiários juntos

 

Além de tanques, militares e estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, sempre presentes no evento da independência, o desfile de 7 de setembro este ano contou com um carro com representantes do agronegócio e outro referente à religião cristã, dois setores importantes ao presidente Jair Bolsonaro na eleição, deixando clara a marca de campanha da cerimônia.

Mas o que chamou a atenção desta vez foram as ausências.

Autoridades civis e militares, muitas vezes com familiares, costumam acompanhar a marcha de quem passa em frente das arquibancadas montadas na Esplanada dos Ministérios. Mas como Bolsonaro convocou apoiadores a irem às ruas e demonstrar força política nesta data, já marcada ano passado por declarações golpistas do presidente, os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, da Câmara, Arthur Lira (PP/AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), não compareceram ao desfile, o primeiro após dois anos de suspensão por conta da pandemia de Covid-19. Lira tem sido um grande apoiador do presidente numa aliança parlamentar regada a muitas emendas parlamentares. Porém, mesmo o centrão tem se mostrado distante do discurso mais radical do presidente.

Na Esplanada, uma multidão vestida de verde e amarelo acompanhou o discurso do presidente, muitos levantado faixas pedindo intervenção militar, voto impresso e atacando instituições como o judiciário. Nos últimos dias gerou polêmica uma operação de busca e apreensão de material contra milionários empresários que expressaram, num grupo privado de WhatsApp, apoio a uma ditadura militar se isso significasse impedir um novo governo petista. Um desses empresários, Luciano Hang, estava ao lado do presidente assistindo ao desfile nesta quarta-feira.

O presidente de Portugal acabou sendo peça de destaque de um evento oficial que virou peça de campanha. Apoiadores polêmicos do presidente ficaram lado a lado de Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanhou o desfile em Brasília, depois de um desencontro entre ele e Bolsonaro. O brasileiro chegou a cancelar um encontro que teria com o líder português em julho depois de saber que Sousa se reuniria também com Lula.

 

Ameaça de golpe?

 

Mais cedo, no café da manhã no Palácio do Alvorada, o tom foi mais antidemocrático, com Bolsonaro citando várias situações de tensão, inclusive algumas em que houve ruptura institucional, como no golpe militar de 1964, quando então soltou um “quero dizer que o brasileiro passou por momentos difíceis, 1922, 45, 64, 16, 18 e agora de novo. A história pode se repetir. O bem sempre venceu mal”. Pelas redes sociais ele já havia lembrado os 150 anos da independência comemorado em 1972 pelo governo militar de Garrastazu Médici.

Bolsonaro voltou a culpar a pandemia e a guerra na Ucrânia pelos problemas econômicos que assolam o país, e a dizer que o Brasil está numa nova fase, com gasolina mais barata e inflação despencando.

 

“Essa bandeira é de todos”

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Outros candidatos à presidência fizeram publicações nas redes sociais sobre o bicentenário da independência. "200 anos de independência hoje. 7 de setembro deveria ser um dia de amor e união pelo Brasil. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Tenho fé que o Brasil irá reconquistar sua bandeira, soberania e democracia”, escreveu Lula (PT).

Ciro Gomes (PDT), afirmou em vídeo na internet que “O Brasil e os brasileiros merecíamos comemorar os 200 anos de nossa Independência vivendo dias bem melhores. Porém, mesmo com os dramas e ameaças que nos cercam, não podemos perder a fé e a esperança neste nosso país tão lindo. O Brasil é muito maior do que qualquer problema. E tem solução para qualquer tipo de dificuldade”.

A candidata Simone Tebet (MDB) também comentou a data. "Esta bandeira não tem partido. Esta bandeira não tem dono. Ela é de todos nós. O Brasil precisa de uma nova independência. Um projeto de futuro e esperança, com educação de qualidade e proteção do meio ambiente. Uma vida melhor para nossas crianças e jovens. Um novo Brasil, mais justo, respeitado no mundo todo. Com amor e coragem, a gente muda o Brasil de verdade."

18
Jul22

Bolsonaro cria o Dia da Chacota Diplomática para atacar a democracia brasileira

Talis Andrade

Charge do Zé Dassilva: a urna eletrônica em debate | NSC Total

 

247 - Embaixadores convidados por Jair Bolsonaro (PL) para participarem de uma reunião nesta segunda-feira (18) no Palácio da Alvorada - evento que será usado pelo brasileiro para atacar as urnas eletrônicas - foram alertados por seus países a não embarcarem na tese bolsonarista, informa Valdo Cruz, do g1.

Os diplomatas foram lembrados que seus países já têm definida uma posição de apoio ao processo eleitoral brasileiro. De acordo com representantes de embaixadas em Brasília, os embaixadores participarão da reunião para poderem transmitir a seus governos o que foi dito.

Segundo um diplomata ouvido pelo colunista, Bolsonaro vai acabar “pregando no deserto” e será ouvido apenas por aqueles que têm posições semelhantes à do brasileiro.

Bolsonaro afirmou no domingo (17) que 40 embaixadores confirmaram presença. O Palácio do Planalto teme que países importantes deixem de participar. Os Estados Unidos devem enviar o encarregado de negócios, Douglas Koneff, e o Reino Unido também deve enviar representantes. 

Assessores do chefe do Executivo têm medo de que o evento acaba se tornando uma agenda negativa para Bolsonaro.
 
A convocação dos embaixadores foi considerada pela jornalista Helena Chagas como Dia da Chacota Diplomática.   
 
 

31
Jul21

Lula se encontra com presidente de Portugal, que está no Brasil

Talis Andrade

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, encontrou-se nesta sexta-feira (30) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Rebelo está no Brasil para participar da reabertura do Museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, será reaberto ao público no próximo domingo (1º) após passar 6 anos fechados depois de ter sido atingido por um incêndio. 

"Conversamos muito sobre as relações Brasil-Portugal e União Europeia. Um agradável encontro", disse Lula pelo Twitter. 

 

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