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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

21
Abr19

Subiu para 22 o número de mortos no desabamento de dois prédios da milícia no Rio de Janeiro

Talis Andrade

Rio-das-Pedras.jpg

 

 

Subiu para 22 o número de mortos no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último dia 12. Os bombeiros retiraram dos escombros neste sábado, 20, os corpos de mais duas crianças. 

 

As obras dos dois edifícios que desabaram eram irregulares e estavam formalmente embargadas desde novembro, segundo a administração do prefeito Marcelo Crivella (PRB). No entanto, como a própria Prefeitura reconheceu em nota, Muzema é área “controlada por milícia”, os grupos paramilitares formados, em sua maioria, por ex-policiais militares que dirigem e exploram bairros inteiros da cidade.

 

Depois da tragédia do desabamento de dois prédios na Muzema, na Zona Oeste do Rio, 16 prédios do condomínio Figueiras do Itanhangá serão implodidos pela Prefeitura. Três imóveis que serão demolidos ficam próximos aos dois prédios que desabaram.

 

As demolições ocorrerão após terminarem as buscas pelos desaparecidos, que ainda estão sendo procurados pelo Corpo de Bombeiros.

 

Outras quatro liminares estão sendo analisadas, e mais prédios podem ser demolidos.

 

Depois da tragédia do desabamento de dois prédios na Muzema, na Zona Oeste do Rio, 16 prédios do condomínio Figueiras do Itanhangá serão implodidos pela Prefeitura. Três imóveis que serão demolidos ficam próximos aos dois prédios que desabaram.

 

As demolições ocorrerão após terminarem as buscas pelos oito desaparecidos que ainda estão sendo procurados pelo Corpo de Bombeiros.

 

Outras quatro liminares estão sendo analisadas, e mais prédios podem ser demolidos.

 

Os proprietários desses edifícios foram,  possivelmente, todos presos na Operação os Intocáveis, desencadeada no dia 21 de janeiro último. 

 

O objetivo da ação é desmantelar uma milícia que explora o ramo imobiliário ilegal em Rio das Pedras. Segundo informações da polícia, o grupo atuaria de forma violenta. Há indícios de que dois dos alvos comandem o chamado Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em assassinatos por encomenda. Os principais clientes do bando de matadores profissionais são contraventores e políticos.

 

Na ação, foi preso o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, 43 anos. O oficial da PM é investigado por integrar a cúpula do Escritório do Crime.

 

O major foi denunciado por comandar negócios ilegais, como grilagem de terra e agiotagem. É réu no processo de homicídio de cinco jovens na antiga boate Via Show – o crime aconteceu em 6 de dezembro 2003 – e vai a júri em abril deste ano.

 

Também foi preso Manuel de Brito Batista, o Cabelo, que atua na quadrilha como contador e gerente armado.

 

Para o general Richard Nunes, a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta porque milicianos acreditaram que ela podia atrapalhar os negócios ligados à grilagem de terras na Zona Oeste do Rio.

 

A Interpol deve receber um alerta da Polícia Federal, a pedido do MP-RJ (Ministério Público do Rio), a respeito dos sete milicianos foragidos, após a realização da Operação Os Intocáveis. A lista de procurados internacional deve incluir, principalmente, o policial Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), acusado de ser o chefe da milícia de Rio das Pedras, uma das mais antigas e perigosas do Estado.

 

Além de Adriano, são procurados Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba; Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico, Marcus Vinícius Reis dos Santos, o Fininho; Geraldo Alves Mascarenhas; Júlio Cesar Veloso Serra; e Daniel Alves de Souza. Todos foram denunciados pelo MP por organização criminosa armada, homicídio, grilagem de terras e agiotagem.

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Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba

 

 

 

 

 

20
Abr19

MULHER DE MILICIANO NOMEADA PARA GABINETE DE FLÁVIO BOLSONARO NUNCA TEVE CRACHÁ EM 8 ANOS

Talis Andrade

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Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe de milícia foragido 

 

247 - Mulher de Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe de milícia foragido da polícia, Danielle Mendonça da Nóbrega trabalhou até novembro passado como assessora do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro — sem crachá; Danielle nunca, nos oito anos em que esteve na folha de pagamento da Assembleia do Rio, recebeu o documento que autorizaria sua entrada no prédio e que todos os outros funcionários são obrigados a usar. A apuração é da Revista Veja.

 

O descuido se repetiu com a mãe do miliciano foragido, Raimunda Magalhães. Nomeada em 2015, ela, também segundo os registros da Alerj, só ganhou crachá em 2017. A revista procurou a assessoria do hoje senador Flávio Bolsonaro para esclarecimentos, mas não obteve resposta.

 

Informa Veja: Em janeiro, quando o Ministério Público deflagrou a operação contra a milícia de Rio das Pedras e o nome de Nóbrega ficou em evidência, Flávio, em nota, afirmou que a indicação de Raimunda fora feita por seu ex-assessor e ex-policial Fabricio Queiroz — aquele enrolado em movimentações financeiras suspeitas, que foi submetido a tratamento contra um câncer de intestino em janeiro e, desde então, sumiu. Flávio não citou Danielle, mas Queiroz, sim: em nota posterior, confirmou que “facilitou” a nomeação das duas porque a família do ex-colega de polícia passava por “grande dificuldade”. Aliás, por falar em Queiroz, o ex-marido da sua mulher, Márcio Gerbatim, foi motorista do gabinete de outro Bolsonaro, o vereador Carlos, por dois anos. De lá foi transferido, em 2010, para a Alerj. Para qual gabinete? Para o de Flávio Bolsonaro.

PRESOS MILICIANOS DA GRILAGEM

E ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

 

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) desencadeou na manhã de hoje (22) a Operação Os Intocáveis, para prender 13 integrantes de organização criminosa que atua em Rio das Pedras, Muzema e adjacências, todas no Rio de Janeiro. Ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes foram presos. Eles são integrantes da milícia mais antiga e perigosa do estado. Os principais alvos da operação são o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras; e o subtenente reformado da PM Maurício Silvada Costa, o Maurição.
 
 
O objetivo da ação do MP-RJ seja atacar a milícia que explora o ramo imobiliário ilegal em Rio das Pedras com ações violentas e assassinatos, há indícios de que dois dos alvos de prisão comandem o Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em assassinatos por encomenda. 
 
 
Os principais clientes do grupo de matadores profissionais são contraventores e políticos. O major Ronald Paulo Alves Pereira, de 43 anos, é investigado por integrar a cúpula do Escritório do Crime. Foi denunciado por comandar os negócios ilegais como grilagem de terra e agiotagem. É réu no processo de homicídio de jovens na antiga boate Via Show, em 6 de dezembro 2003, e vai a júri em abril deste ano. O oficial foi preso no condomínio fechado Essence, perto do Parque Olímpico, na Zona Oeste. Segundo moradores, os apartamentos mais caros valem mais de R$ 1 milhão. Maurição, de 56 anos, é uma espécie de capataz dentro de Rio das Pedras. Dá também ordens sobre as cobranças dos imóveis da facção e controla as vans. Também foi preso Manuel de Brito Batista, o Cabelo – que atua na quadrilha como contador e gerente armado. Os agentes encontraram Cabelo dormindo em seu quarto, em uma casa no condomínio de luxo Floresta Country Club, na Estrada do Bouganville 442, bloco C1. Ele deu diversas informações contraditórias aos agentes. Indagado se tinha carro, ele negou. Mas os policiais encontraram chaves de dois veículos, um Corolla e um HB20 preto placa LTA-9321. O Corolla não foi encontrado, mas o HB20 foi revistado e nada foi encontrado em seu interior. Os policiais acharam um cofre cuja a chave não foi encontrada. Os agentes ainda cumprem o mandado de busca e apreensão. Os outros presos na operação são Benedito Aurélio Ferreira Carvalho e Laerte Silva de Lima. Benedito é apontado como “laranja” da organização criminosa. Ele empresta o nome para a abertura de uma empresa de construção civil na Junta Comercial do Rio. Já Laerte é o braço armado da quadrilha. É um dos responsáveis pelo recolhimento e repasse das taxas cobradas aos moradores e comerciantes, além da parte de agiotagem. Investigação Segundo nota do MPRJ, as investigações, realizadas por meio de escutas telefônicas e notícias de crimes, recebidas pelo canal Disque Denúncia, “evidenciam que os denunciados estão envolvidos em atividades de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis; receptação de carga roubada; posse e porte ilegal de arma; e extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados. Eles são acusados, ainda, de ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’; falsificação de documentos; pagamento de propina a agentes públicos; agiotagem; utilização de ligações clandestinas de água e energia; uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial na região de Jacarepaguá. Na denúncia, o MPRJ requer a condenação dos denunciados, incursos, com variações conforme a atuação de cada um, em penas que vão desde acusações de promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa, com pena de reclusão de três a oito anos, e multa; até acusações de assassinatos.

 

Galeria de fotos da milícia Escritório do Crime aqui . 

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