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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

07
Abr22

Pastor deputado Otoni de Paula usa o plenário da Câmara para ameaçar Lula: ‘Vai ser na bala’

Talis Andrade

Vereador Otoni de Paula ridiculariza colega de oposição após defender Crivella em discurso — Foto: Willian Corrêa/GlobonewsCom gestos considerados homofóbicos, Otoni de Paula, cristãmente, imita um gay, para debochar de David Miranda (PSOL) assumidamente homossexual

 

Deputado bolsonarista diz que usará ‘método do Rio’ para receber Lula: ‘Na bala’

 

O deputado federal pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) é mais um a fazer ameaças ao ex-presidente Lula. Em discurso no plenário da Câmara nesta quarta-feira 6, o bolsonarista se dirigiu a “vagabundos igual a Lula” e afirmou que “lá no Rio a gente tem um método de tratar bandido, e é na bala”. É isso aí: lá no Rio impera a lei da bala da milícia Escritório do Crime do Rio das Pedras, que já foi comandada pelo capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, e das chacinas da polícia do governador Cláudio Castro. 

O pastor esquece o mandamento "não matarás". Também entrega ao malígno o lema do partido dele e Bolsonaro: "Deus acima de tudo", que também era slogan de Hitler e do nazismo genocida, do holocausto de judeus, de ciganos, de homossexuais. Idem dos cegos, dos aleijados, quando Jesus curava. 

O uso do nome de Deus em vão é outro pecado. Otoni de Paula, além do dízimo, pede votos nos sermões. 

Pastor bolsonarista ameaça matar Lula

 
 
19
Dez21

A espetacularização do estado

Talis Andrade

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À fragilidade do Estado provedor do bem-estar contrapõe-se o Estado-Espetáculo, com seu teatro de formas lúdicas e elementos ficcionais

 

 

por Guadêncio Torquato

Mais que consolidar a imagem de um Estado-Policial, a Polícia Federal, com suas operações teatralizadas, transmite a sensação de que o Brasil passou a ser um dos mais representativos entes do chamado Estado-Espetáculo.

Trata-se do Estado das aparências, da visibilidade, das ações teatrais e cinematográficas, que vem sombreando o terreno da política desde os tempos de Luis XIV, o rei Sol. Assim chamado pelo espalhafato que fazia em torno de si, com suas vestes ornamentadas e adornadas com pedras preciosas, incluindo, até, seu cavalo cravejado de diamantes, em desfiles exuberantes no Palácio de Versailles.

O Estado-Espetáculo é um fenômeno que ganhou corpo na contemporaneidade, considerando que esta era tem início com a revolução francesa. A política deixa de ser missão, como pregava Aristóteles, para se transformar em profissão, à qual ascenderam protagonistas de todas as classes e grupos, particularmente em tempos mais recentes, estes com a marca da organicidade social, que divide a sociedade em núcleos e alas, cada qual com sua teia de demandas.

Os representantes dessa sociedade se fazem presentes nos Executivos, no Parlamento e no Judiciário, alguns carimbados com o selo do conservadorismo, outros com a marca de liberais e progressistas e uma turma que defende a chamada social-democracia, um modelo que prega um Estado com foco em programas sociais, sob o escudo de um Estado de tamanho adequado, nem paquidérmico nem anão.

Vivemos a plena Era do Estado-Espetáculo, onde os atores políticos desempenham os mais variados papéis: heróis, Pais ou Salvadores da Pátria, estrelas da constelação política. Estamos em plena Era da Imagem. Que se sobrepõe à verbalização das opções políticas. Vivenciamos a Era do cinema do poder. O ciclo do vedetismo, o ciclo das ilusões, das promessas mirabolantes. Em nossa frente, divisamos uma larga avenida de spotspublicitários, de fosforescência televisiva, dos media consultants, ou seja, modeladores de imagem.

Quê fundamentos explicam o Estado-espetáculo? O interesse humano pelo espetáculo, pela diversão, pela distração. A hipótese que explica certos fenômenos que mexem com o estado d’alma da população se ancora na sobrecarga das demandas sociais, nas frustrações com o desempenho do poder público, nas expectativas que conduzem grupos a procurar mecanismos de recompensa psicológica.

Grandes contingentes são atraídos por conteúdos diversionistas que funcionam como contrapontos compensatórios em momentos de crise. E quanto maior a crise, maior será o sucesso dos olimpianos da Cultura de Massa – atores, atrizes, reis, rainhas, celebridades de todos os calibres, incluindo os políticos, agentes evangélicos, padres carismáticos, figuras que tentam fazer uma ponte entre o divino e o humano.

 

À fragilidade do Estado provedor do bem-estar contrapõe-se o Estado-Espetáculo, com seu teatro de formas lúdicas e elementos ficcionais. Trata-se de um território deteriorado, com instituições frágeis, conteúdos sociais amorfos, descrença geral na política, carente de cidadania, aberto à pirotecnia da mídia e à banalização dos costumes.

Vejamos, por exemplo, o caso de uma instituição de Estado, a Polícia Federal. Qual o motivo de substituição de 20 delegados que atuavam em importantes espaços? Melhorar a eficiência administrativa ou ser extensões dos interesses do Poder Executivo, a quem se subordina? Por quê ações tão espetacularizadas, como essa mais recente que culminou com a busca e apreensão nas casas dos irmãos Gomes (Ciro e Cid Gomes), no Ceará, abrigando até fotos do diário da esposa do pré-candidato à presidência da República.

Essa moldura explica os casos escatológicos exibidos em programas populares, além de mecanismos catárticos para diversionismo das massas. Ícones de um momento de descrença geral, porta-vozes religiosos e místicos usam a esteira da aeróbica do Senhor para comover multidões, vestindo a liturgia religiosa com um manto moralista, banalizando a doutrina e o dogma ao nível do universo tecnetrônico (mistura de tecnologia e eletrônica) e dando sentido ao conceito mcluhaniano de que o meio é a mensagem.

O processo de estandardização litúrgica dos credos, infelizmente, é o retrato mais que acabado de um tempo em que o principal dá lugar ao acessório. O Estado-espetáculo mexe com a cabeça, fazendo adormecer a cidadania.

 

31
Jul20

O Brasil do genocídio naturalizado

Talis Andrade

militar general bolsonaro.jpg

 

 

por Arnóbio Rocha

 - - -

A pandemia foi a melhor notícia para BolsoNERO e sua trupe mambembe.

Afinal toda sua a incompetência e incapacidade para administrar o país foi apagada. Por exemplo, o abutre Guedes pode mentir falando de que o Brasil estava em pleno voo, mas a pandemia o abateu, portanto, encontrou desculpa ideal para não ser responsabilizado pelo caos.

Guedes, com apoio midiático, se aproveitou do momento terrível para aprofundar a pilhagem contra os trabalhadores, contra a população, acabando os direitos e impondo mais castigos ao Brasil, sob aplausos da mídia e conivência de Maia e Alcolumbre.

Outros medíocres, como Sales e Araújo, aprontaram nos seus lugares, impondo mais destruição da natureza e da imagem pálida do Brasil mundo afora, tudo conspira para o pior do país e de seu povo.

As quase 90 mil mortes oficiais, nesse 28.07, parecem vistas como uma mera fatalidade, e não sendo vista como de responsabilidade do governo de BolsoNERO, de mãos livres, ele continua rindo à toa, oferecendo cloroquina para Ema, entre outras presepadas.

O Auxílio Emergencial é o grande amortecedor de uma revolta, por enquanto. A proposta aprovada pelo congresso, por enorme esforço da oposição, com valor maior do que desejado por Guedes-BolsoNERO-Globo. Imediatamente a ideia foi apropriada como sendo de BolsoNERO, o pai dos pobres e virou o estabilizador do apoio ao nefasto projeto destruidor. Escondendo os trilhões dados aos banqueiros sem nenhum repasse à economia.

Depois de meses de falas tresloucadas, BolsoNERO foi convencido a ficar em silêncio, para faturar suas conquistas, e continuar a atentar contra a Democracia, sem exposição pública. Até a sua suposta contaminação é uma forma de ganho para sua imagem.

O fosso social e econômico se refletem nos ganhos dos bilionários nessa Pandemia, ao mesmo tempo em que explodiu o desemprego e a miséria, mitigada pelo Auxílio Emergencial, nunca o país esteve tão próximo da barbárie.

Os governos estaduais que cumpriram importante papel no combate ao coronavírus, na maioria cedeu às pressões, liberando o isolamento, num momento prematuro e só aumentou o número de mortos, acabarão “sócios” de BolsoNERO, nessa conta impagável.

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