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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Set21

Depois do blefe, só resta mesmo o impeachment

Talis Andrade

 

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Ele prometeu mais de um milhão na avenida Paulista, em São Paulo, foram só 125 mil. Fiasco. E um recado para os pastores Claudio Duarte, Silas Malafaia, Marco Feliciano e Magno Malta, que ficaram ao lado de Bolsonaro no palanque, na Paulista – não têm vergonha de usarem o nome de Deus e de Cristo para apoiarem esse presidente de discurso golpista e considerado nazifascista?

 
 
por Rui Martins

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Agora não há mais motivo para o presidente da Câmara, Arthur Lira, adiar a discussão do impeachment do ainda presidente Jair Bolsonaro. Além dos mais de 150 pedidos, desta vez é o governador de São Paulo, João Dória, quem decidiu também pedir o impeachment desse presidente de fancaria.

Nos seus dois discursos malfeitos, nas análises da comentarista da Band, Dora Kramer e do ex-ministro Aldo Rebelo, seja pela falta de uma estrutura seja pela falta de dados concretos e precisos, o presidente Bolsonaro repetiu a ladainha de sempre contra o voto eletrônico e contra dois dos membros do Supremo Tribunal Federal. Com uma novidade: ousou desafiar o Juiz Alexandre Moraes, dizendo que não acatará e nem cumprirá suas decisões.

Será mesmo capaz disso? Ninguém mais acredita naquele que, depois de ser chamado de coveiro, genocida e uma recente palavra ofensiva, corre o risco de acumular a alcunha de faroleiro, depois desse blefe do Sete de Setembro. Havia muitos seguidores fanáticos na Praça da Esplanada e na avenida Paulista, porém, muito aquém do alardeado por Bolsonaro. Apesar das ameaças proferidas pelas matilhas bolsonaristas pelas redes sociais, que faziam pensar no ocorrido no Capitólio depois da derrota de Donald Trump, não houve nenhuma invasão de prédios da praça dos Três Poderes, nenhuma briga, nenhum ferido e nenhum morto. Só ameaças.

Não havia ali, felizmente, entre o gado bolsonarista reunido nenhum Jacob Chansley, o arruaceiro mais conhecido como bisão ou xamã do QAnon, como bem lembrou nosso colega Celso Lungaretti, no seu blog. É verdade que alguns deles foram presos por antecipação, porém tanto o chefe como seus seguidores, no dizer do velho ditado, “latem, mas não mordem”. Os latidos foram tão fortes que acabaram atravessando o oceano, inquietando, em Genebra, a própria ONU. Os jornais europeus também publicaram ressonâncias dos latidos, chegando-se mesmo a se falar no risco de um golpe de extrema-direita no Brasil.

O colunista da Isto É, Marco Antônio Villa, ficou impressionado com as ameaças bolsonaristas a ponto de considerar ter sido declarado o golpe, mas um golpe por etapas, pedindo para Lira e Pacheco reagirem logo e também passarem para a ofensiva não deixando isolado o STF. Porém, o professor Paulo Ghiraldelli, com suas centenas de milhares de seguidores no YouTube, não se impressionou com o risco do golpe bolsonarista, mais acostumado em ironizar a fraqueza, a covardia e os blefes de quem para ele não passa de um bufão.

Governando e desgovernando o Brasil sem programa definido, resta ao presidente Bolsonaro a tática de cultivar o fanatismo de seus seguidores com ameaças, mas fica evidente não ser a melhor opção. O aumento do custo de vida, do preço do gás, da gasolina e a crise energética acabarão sendo mais importantes, mesmo para seus fiéis, do que a guerra declarada contra o juiz Alexandre de Moraes.

A crise econômica brasileira, o isolamento do Brasil, o próximo processo das rachadinhas, mais a acusação de prevaricação na crise sanitária do coronavírus pela CPI não permitirão a Bolsonaro governar até 31 de dezembro de 2022. A oportunidade de provocar um golpe já passou, seus delírios e a falta de competência para governar fizeram perder muitos seguidores. A própria ideia do Sete de Setembro acabou se transformando num tipo de suicídio político.

Sem poder oferecer o fechamento do STF e a tomada do poder para implantar uma ditadura militar, Bolsonaro precisava encontrar rapidamente um engodo, para seu gado não retornar frustrado às suas casas. Surgiu o recurso de anunciar uma reunião do Conselho da República, mas não tendo havido convocação prévia dos participantes, logo se percebe ser outra tapeação ou burla. Mesmo porque o Conselho é consultivo e não tem o poder de decisão.

Só restou aos bolsonaristas enrolar ou dobrar suas faixas pedindo golpe, ditadura ou fechamento do STF, e retornar às suas casas com a ilusão de que o Conselho da República poderá fechar o STF. Ninguém se lembrou dos quase 600 mil mortos e nem dos lotes de centenas de milhares de vacinas, no valor de centenas de milhões de reais, que não foram usadas e serão destruídos, nesta semana, por estarem com a data vencida.

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06
Jul20

Moro e Dallagnol, cônsules dos EUA

Talis Andrade

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“Nossa influência aqui é muito maior do que nossas pegadas”. 

Liliana Ayalde, Embaixadora dos EUA no Paraguai e depois no Brasil, em telegrama ao Departamento de Estado [2009] vazado pelo wikileaks.

 

por Jeferson Miola

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As provas documentais dos laços da Operação Lava Jato com o FBI trazidas a público pelo Intercept e Agência Pública [1/7] corroboram as suspeitas que veículos da imprensa independente aventavam pelo menos desde o final de 2014/início de 2015.

À época, Carta Maior, GGN, Brasil247, DCM, Viomundo e outras publicações lançavam suspeitas acerca da atuação de agências e órgãos do governo dos EUA por trás dos propósitos que moviam a Lava Jato e os movimentos de extrema-direita surgidos em 2013.

Na época, esta abordagem lamentavelmente foi recebida com desconfiança e incredulidade por autoridades do governo, dirigentes partidários e políticos da base de apoio do governo petista.

Em meio à catatonia reinante, na ocasião prevaleceu a crença – vê-se, agora, totalmente ingênua – de que tal hipótese não passava duma “exótica” teoria da conspiração. Como se percebe hoje, tratava-se não de teoria, mas de conspiração no sentido clássico do termo – inclusive com dispositivos de guerra híbrida dominados por militares.

O plano original da Lava Jato, fracassado no primeiro momento, era eleger o tucano Aécio Neves na eleição de outubro de 2014 ajudado por graves imputações de corrupção a petistas. Com a reeleição da presidente Dilma, a Operação chefiada por Moro e Dallagnol então passou a incendiar e desestabilizar o ambiente político para, junto com Globo, Eduardo Cunha, Temer, Aécio, Serra, FHC e malta, criarem o clima irresistível do impeachment.

O vazamento criminoso, para a Rede Globo, das conversas telefônicas entre Dilma e Lula, gravadas ilegalmente pelo então juiz Sérgio Moro [16/3/2016], foi o clímax do engajamento da Lava Jato na consecução do golpe. Com o sistema de justiça já corrompido pela Lava Jato, o STF, na figura de Gilmar Mendes, estuprou a Constituição para impedir a posse do Lula na Casa Civil, fato que poderia ter interrompido o prosseguimento do golpe.

A prisão ilegal do Lula [7/4/2018], fruto da farsa jurídica que envolveu desde a 1ª instância do judiciário até a Suprema Corte, passando pelo TRF4 e STJ, foi a contribuição transcendental dada pela Lava Jato para a manutenção do golpe e o aprofundamento do Estado de Exceção.

Somente com a prisão do Lula, associada a fraudes eleitorais gritantes acobertadas pelo TSE [fake news, WhatsApp, financiamento empresarial], a extrema-direita conseguiu tomar de assalto o poder para executar o catastrófico plano anti-soberania, anti-nação e anti-povo de que o país padece hoje.

Superada a surpresa inicial com as ações espalhafatosas e midiáticas da Operação, se pôde perceber com clareza a associação da Lava Jato com a conspiração. A investida golpista, coordenada com notável inteligência estratégica com participação estrangeira, não enfrentou maiores resistências para golpear um governo desprovido de sistemas de informações, de inteligência e contra-inteligência minimamente confiáveis.

Procuradores, policiais federais, juízes, empresários, políticos e grupos de mídia tiveram papel central no empreendimento golpista que derrubou a presidente Dilma Rousseff com o objetivo de reverter a inserção soberana e altiva do Brasil no sistema mundial que afrontava os interesses geopolíticos dos EUA.

Além de fortalecer a integração regional via MERCOSUL, durante os governos petistas o Brasil foi artífice da criação da UNASUL e da CELAC, esta última uma comunidade que congrega todos países latinos do hemisférico americano – ou seja, uma espécie de OEA latino-americana, sem EUA e Canadá.

Ao lado disso, em termos geopolíticos, o Brasil conquistou respeito e protagonismo em fóruns centrais de poder como G7, G20, OMC, FAO etc e, de sobra, fundou os BRICS e se tornou sócio de iniciativas relevantes deste bloco de competidores dos EUA [China e Rússia], como o Novo Banco de Desenvolvimento.

Thomas Shannon foi embaixador dos EUA no Brasil de 2010 a 2013. A estadia dele no país coincide com a eclosão de movimentos de rua de direita e extrema-direita e, também, com os episódios de espionagem da presidente Dilma e da PETROBRÁS por órgãos do governo dos EUA.

Em entrevista alguns anos depois da passagem pelo Brasil, já em 2019, Shannon confessou a contrariedade dos EUA com a proeminência do Brasil no cenário regional e mundial [aqui]. Segundo reportagem do Poder360, que entrevistou Shannon, “para os americanos, o projeto petista se opunha à ideia americana de eventualmente reavivar uma integração comercial do Alasca à Patagônia, nos moldes da Alca [Área de Livre Comércio das Américas]”.

Na visão de Shannon, era inaceitável para os EUA o projeto brasileiro de “construção de uma grande e coesa América do Sul”. Para ele, a unidade regional apregoada por Lula visava a formação de um bloco político “que compartilharia a mesma mentalidade progressista do Foro de São Paulo” [sic].

A reportagem ainda explicita que “os Estados Unidos eram o segundo parceiro estratégico mais importante para a Lava Jato — o primeiro era a Suíça, que já apurava o uso do sistema bancário daquele país por funcionários públicos e empreiteiras corruptas do Brasil”.

Esta interação e intercâmbio da Lava Jato com órgãos suíços e norte-americanos deu-se ilegalmente, sem amparo no ordenamento jurídico brasileiro e/ou em tratados de cooperação internacional e caracteriza um ato de grave violação à soberania do Brasil.

A matéria com Thomas Shannon cita que “as conversas da Lava Jato com autoridades estrangeiras ocorriam em Curitiba, mas contavam com o aval do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot”, que “poucos meses após a prisão dos primeiros executivos de construtoras, viajou ao Estados Unidos para encontros com representantes do Departamento de Justiça, do FBI e com o órgão que investigava se a corrupção na Petrobras tinha causado prejuízos a investidores americanos, a Securities and Exchange Comission”.

A sucessora de Shannon na embaixada dos EUA no Brasil foi Liliana Ayaled. Ela aterrissou em Brasília em 2013, no “rescaldo” das controvertidas jornadas de rua. E permaneceu no país até 2017, já com o processo do golpe consolidado.

Antes de servir no Brasil, Liliana Ayaled havia sido embaixadora dos EUA no Paraguai, onde fez test drive em neo-golpismos do século 21. Liliana supervisionou a farsa do impeachment sumaríssimo que golpeou o presidente Fernando Lugo em menos de 48 horas.

Em telegrama de 2009 vazado pelo wikileaks, Liliana Ayaled reportava ao Departamento de Estado dos EUA que “nossa influência [dos EUA] aqui é muito maior que nossas pegadas” [sic].

modus operandi dos EUA em conspirações e atentados contra a soberania de países e o direito à autodeterminação dos povos é amplamente documentado. Só contra Fidel Castro, os EUA realizaram 638 tentativas de assassinato. Uma média superior a 1 atentado terrorista em cada mês que Fidel esteve no comando da revolução cubana.

A história comprovou, mais cedo que se imaginava, que a Lava Jato fraudou a bandeira do combate à corrupção e corrompeu o sistema de justiça para materializar um projeto de poder ultraliberal, anti-soberania, anti-povo, anti-nação e subjugado aos EUA.

As novas provas divulgadas pelo Intercept/Agência Pública, que surgem depois de um “período de estiagem”, são altamente incriminadoras. Nas mensagens observa-se não só a promiscuidade dos elementos da força-tarefa com agentes do governo dos EUA; mas, sobretudo, uma relação de subordinação e obediência funcional a um governo estrangeiro.

Moro, Dallagnol e os integrantes da Lava Jato atuaram como agentes dos interesses econômicos, estratégicos e geopolíticos dos EUA no Brasil; atuaram como cônsules “representantes do governo romano nas províncias anexadas”.

Um simples levantamento das viagens e diárias pagas a policiais federais, procuradores e juízes da Lava Jato aos EUA entre 2005 e 2020 leva a achados surpreendentes. No cargo de ministro bolsonarista, Moro fez raríssimas viagens ao exterior, mas pelo menos 4 dessas raras viagens internacionais tiveram os EUA como destino, incluindo visitas ao Pentágono e ao Centro de inteligência e espionagem de El Paso.

São claríssimas, portanto, as evidências de que Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, embora pagos com dinheiro público, na realidade atuam como cônsules dos EUA no Brasil e servem a interesses estrangeiros, em detrimento dos interesses brasileiros.

 

 

 
22
Jul19

Damares trepa na goiabeira para suicidar Glenn Grenwald

Talis Andrade

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Tem gente que acha Damara Alves abestalhada e despreparada. Para laçar os tolos, Damares vende essa imagem. Quando é doutora em safadezas da velha política, formada na escola do senador Magno Malta. Informa a Wikipédia:

Nascida no Paraná, Damares, mudou-se com a família, para o Nordeste. Ainda criança, viveu na Bahia, em Alagoas e Sergipe. Também morou em São Carlos, no interior paulista. Essas mudanças estão ligadas à profissão do pai, o pastor Henrique Alves Sobrinho, da Igreja Quadrangular, fundador de quase uma centena de templos em todo o Brasil. Damares também tornou-se pastora.

Graduou-se em Direito pela extinta FADISC (Faculdades Integradas de São Carlos), instituição descredenciada pelo MEC em 2011 e proibida de realizar exames vestibulares desde 2012.

Em São Carlos, trabalhou na Secretaria Municipal de Turismo, atuando na antiga COMTUR (Comissão Municipal de Turismo), durante o governo do prefeito Vadinho de GuzziEm 1999, pouco antes de obter seu registro na OAB-SP (subseção São Carlos), tornou-se auxiliar parlamentar júnior, em Brasília. 

Foi pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular e da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Foi coordenadora do projeto educacional do Programa Proteger, organização criada por Guilherme Zanina Schelb, procurador regional da República no Distrito Federal e membro da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (organização da qual Damares foi Diretora de Assuntos Parlamentares), conhecido por defender o projeto apelidado "Escola Sem Partido".

Em 1999, Damares mudou-se para Brasília, para trabalhar como auxiliar parlamentar, no gabinete do deputado Josué Bengtson (PTB-PA), também pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular. Trabalhou também para o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD), senador eleito pelo Rio de Janeiro, em 2018, e cujo sucesso nas urnas em outubro se deveu, em grande parte, ao suporte do chamado “clã Bolsonaro”. Exerceu também a função de auxiliar parlamentar no gabinete do senador Magno Maltaanterior ao vínculo com o senador pelo Espírito Santo. Foi chefe de gabinete de outro expoente da bancada neopentecostal na Câmara dos Deputados, o deputado federal goiano João Campos (PRB).

Da mares, dos rios, é cobra criada por muito parlamentares, e nas intrigas evangélicas de posse de igrejas e conquista dos dízimos de fiéis. Assessora, foi escolhida por Magno Malta para trabalhar junto ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, o cargo de ministro. Trabalhou tão bem, que Magno foi por estaleiro, e Damares virou ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) considerou uma provocação a escolha de Damares Alves ministra. "Se antes parecia uma ingratidão, agora fica claro que há uma intenção de afrontar o Magno Malta", disse o parlamentar que é membro do núcleo duro da frente evangélica na Câmara.

Preterido, o senador Magno Malta (PR-ES) divulgou vídeo em que afirma que não é o responsável pela indicação de sua assessora Damares Alves para o Ministério para o qual ele mesmo já foi cotado. "Esclareço que ela não é uma indicação minha. É uma escolha pessoal do presidente". 

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Damares vem fazendo seu papel de santinha em meio as feras na arena política olaviana. Após a posse de Jair Bolsonaro, um vídeo em que Damares comemora a vitória, proclamando que "a nova era começou, e que agora menino veste azul e menina veste rosa", tornou-se popular nas redes sociais. O vídeo levou ao movimento "cor não tem gênero".

Damares também aparece pregando noutro vídeo, em que relata os frequentes abusos que teria sofrido quando criança. Diz que pegou o veneno e subiu em uma goiabeira, onde pretendia se matar. Empoleirada na árvore, teria visto a figura de Jesus, que a teria convencido a desistir do suicídio.

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Damares vem sendo escalada para, via algum besterol, afastar a imprensa de assuntos desinteressantes para a clã Bolsonaro. Faz o papel de palhaço da corte, e de serpente cujo veneno o senador Malta experimentou. 

É bom lembrar a estória da adoção da filha de Damares, Kajutiti ("Lulu") Kamayurá, uma indígena Kamayurá, nascida em 20 de maio de 1998. Segundo os Kamayurá, Lulu foi tirada irregularmente da aldeia, aos seis anos de idade. Levada pela missionária Márcia Suzuki, amiga de Damares, a garota teria deixado a aldeia para, supostamente, fazer um tratamento ortodôntico em Brasília, mas nunca foi trazida de volta.

Dizem que Damares ostenta títulos universitários que não possui, de mestre em Educação, mestre em Direito Constitucional e mestre em Direito de Família. Equivalem ao mentiroso doutorado do procurador Deltan Dallagnol, do governador do Rio Wilson Witzel, e dos ministros do Exterior Ernesto Araújo e da Educação Abraham  Weintraub.

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O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept Brasil, afirmou que deu risada, após um site paranaense afirmar ter descoberto um suposto "manuel do crime" dele na chamada "deep web", uma parte da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca como o Google. A notícia foi compartilhada pela ministra de Direitos Humanos, Damares Alves.

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"Ainda tô rindo sobre isso. É difícil escolher, mas acho que Damares é minha ministra favorita de Bolsonaro", escreveu Glenn Greenwald no Twitter.

É de assustar! Leiam e compartilhem! Eu conheço pessoalmente o Jornalista Otávio, é um profissional sério e muito ético

Ei gente, na postagem anterior digitei o nome do jornalista errado, é Oswaldo Eutasquio e não Otávio. Desculpas.

 

Em resposta a 

Que coisa feia Damares. Mostrando indignação e a fake news veio de dentro do seu gabinete. Você não é doida, é desonesta.

02
Jul19

Moro se bolsonariza

Talis Andrade

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Por Alex Solnik

Jornalistas pela Democracia 

 

No início, Bolsonaro dependia de Sérgio Moro.

  Moro era o avalista de seu governo.

  Era o símbolo do combate à corrupção, a sua principal falsa bandeira.

  Depois das revelações do The Intercept a questão se inverteu. Agora é Moro quem depende de Bolsonaro.

  Bolsonaro é o avalista de Moro.

E depender de Bolsonaro não é bom negócio, como temos visto. Apoiar alguém não é a sua especialidade. Ele não é leal a ninguém. Não foi leal a Magno Malta, Paulo Marinho, Gustavo Bebbiano, general Santos Cruz... e o próximo da lista é Ônix Lorenzoni.

  Depender de Bolsonaro significa ficar refém de um universo que tem Queiróz, Adriano da Nóbrega, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, companhias que não são recomendáveis a um ministro da Justiça, dado o nível de envolvimento com o Judiciário.

  O ato de domingo foi a conversão de Moro. Ele se converteu ao bolsonarismo.

 O que não quer dizer que teria apoio do fuhrer se quisesse disputar o Planalto.

  Bolsonaro já avisou que vai mandá-lo ao STF logo na primeira vaga que abrir, para não haver risco de ele querer disputar a presidência da República e atrapalhar a sua reeleição.

  Moro se bolsonariza para garantir a sua vaga no Supremo.

  Mas só a terá se conseguir se segurar na cadeira de ministro.

 
 
 

 

 
12
Dez18

Jovem acusa nova ministra dos Direitos Humanos de querer ocultar estupro cometido por Marcos Feliciano

Talis Andrade

 

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Patrícia Lélis publicou no Facebook conversa via Whatsapp entre ela e Damares Alves, a chefe do novo Ministério da Mulher, Família e DH de Bolsonaro, além de um vídeo de outra pastora da igreja de Feliciano, que confirma ser amante dele e cúmplice no caso

 

A jovem jornalista Patrícia Lélis, 23, que denunciou em agosto de 2016 o deputado federal Marco Feliciano (ex-PSC, atual Podemos) por estupro, cárcere privado, sequestro e danos morais, publicou no último 1º de dezembro em seu Facebook que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos escolhida por Jair Bolsonaro, Damares Alves, sempre soube destes supostos crimes, anexando, ao post, prints de uma conversa entre as duas por Whastapp. A jovem a acusa de querer esconder o estupro e todos os crimes supostamente cometidos por Feliciano, assim como os do senador Magno Malta (Partido da República), a quem Damares prestou assessoria parlamentar durante os seus mandatos, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), ex-namorado de Patrícia, que a ameaçaram para se calar sobre o caso.

 

De acordo com a postagem, por diversas vezes, a agora ministra, que também é pastora e advogada, pediu para que Patrícia não contasse a ninguém sobre o estupro. “Na Polícia Federal, falei sobre todos que sabiam do meu caso, e também deixei o celular para perícia. E digo mais: Ela não sabe apenas do meu caso, sabe de muitos, mas como sempre tenta silenciar as vítimas. Esses são os cidadãos de bem do governo Bolsonaro. Aos pais que frequentam a igreja e colocam pastores acima de tudo, eu só peço que tenham cuidado e escutem mais seus filhos, eles podem estar sofrendo assédio, estupro e ameaças para ficarem calados”, alertou.

 

Patrícia Lelis acrescentou: Eu conheci a Damares dentro do PSC e sempre tive um bom relacionamento com ela. Quando parei de ir trabalhar na câmara por conta do estupro, logo nos primeiros dias ela me procurou, porque a Marisa Lobo, então psicóloga do Feliciano, já sabia do caso e pediu a ela para que conversasse comigo.

 

Jornalistas Livres: E qual a sua relação com a outra pastora, Dani Alexandria, do vídeo que você publicou no Facebook no último dia 2? Como se conheceram? Eram da mesma igreja?

Patrícia Lélis: A pastora Dani era da mesma igreja do Feliciano, em São Paulo. Ela me procurou via mensagem no Instagram, disse que tinha várias provas contra o Feliciano e que queria denunciar. Inicialmente eu achei que se tratava de outra vítima de estupro.

 

Jornalistas Livres: Mas, de acordo com o vídeo, a pastora Dani era amante dele e recebia dinheiro para manter segredo sobre o caso deles e ainda oferecia dinheiro a mando de Feliciano para meninas que eram estupradas se calarem… Por quem essas meninas eram estupradas? Por membros da igreja ou por ele mesmo?
Patrícia Lélis: Exato. Eles eram amantes, Feliciano dava uma “mesada” a ela….e quando ele queria ter relações sexuais com outras mulheres, ela o ajudava a chegar nessas mulheres e, quando elas recusavam, o Feliciano abusava, estuprava. E a pastora Dani vinha logo depois oferecendo dinheiro para essas meninas não contarem o que ocorreu, e sempre com o mesmo papo de “não foi estupro, ele é um homem de Deus…”.

 

Jornalistas Livres: Quantos processos você move contra Feliciano e por quais razões?
Patrícia Lélis: Um processo criminal, que é sobre o estupro, cárcere privado e sequestro, e um de danos morais.

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Jornalistas Livres: Você também move processo contra Eduardo Bolsonaro, não é? Vi matéria sobre ameaças que ele teria lhe feito pelo whatsapp…

Patrícia Lélis: O processo de ameaça do Eduardo Bolsonaro foi aberto pela própria PGR logo após perícia no meu celular. Desde o dia em que o Eduardo, assim como outras pessoas do PSC ficaram sabendo do estupro do Feliciano, todos, sem exceção, tentaram me coagir a receber dinheiro em troca do silêncio, e quando viram que eu não aceitaria dinheiro, começaram as ameaças. Leia mais  

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Na campanha eleitoral Lélis foi ameaçada pelos eleitores de Eduardo Bolsonaro. Veja aqui.

 

18
Set18

Quem conhece a trupe de Bolsonaro não vota nele para presidente nem no filho para senador

Talis Andrade

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por João Filho

 

 

SÓ NÃO VAMOS FAZER pacto com o diabo”, afirmou Bolsonaro em julho, enquanto costurava uma aliança com o clã dos Barbalho no Pará. O candidato do PSL tentou se coligar com diversos partidos de direita, mas não teve sucesso. Apesar de vender a imagem de que não formou uma coalizão ampla por ser alérgico a conchavos, Bolsonaro não está isolado porque quer, mas por incapacidade política. Mesmo estando muito bem colocado nas pesquisas, não teve habilidade para formar uma base de apoio fora do seu clubinho reacionário.

 

Em um contexto de demonização da política, em que lamentavelmente as alianças políticas são confundidas com práticas criminosas, o isolamento de Bolsonaro vira virtude aos olhos dos eleitores mais incautos.

 

Onyx Lorenzoni, coordenador da campanha, garante haver 110 deputados eleitos que apoiam a candidatura e que apoiariam um governo Bolsonaro. Como em um programa de auditório, Lorenzoni exibiu para os jornalistas um envelope que conteria os nomes dos deputados, mas, claro, não os revelou. O fato é que o PRTB, do caricato Levy Fidelix, é o único partido que apoia a candidatura de Bolsonaro.

 

Outro responsável pela articulação política de Bolsonaro é o advogado Gustavo Bebianno, um cara que até dez anos atrás estava nos EUA, lutando jiu-jitsu e trabalhando como sócio de um integrante da família Gracie em uma academia. Apesar de ser um neófito na política, foi escolhido para ser o presidente do PSL e um dos comandantes da campanha. Bebianno tem um perfil bastante similar ao do candidato e já está implantando no partido o jeito Bolsonaro de fazer política. Quando surgem divergências com apoiadores, grita e os chama de “viadinho”.

 

Muito religioso, Bebianno acredita piamente que Bolsonaro representa o Bem na luta contra o Mal. Assim como nós, ele também não sabe muito bem como foi parar na presidência do PSL: “Eu não sei o que eu tô fazendo aqui, nunca me envolvi em política, não entendo nada de política, não tenho perfil político, sou um cara impaciente. Não era para estar aqui, não era para estar aqui. É inexplicável”. Este é o homem que está à frente de uma candidatura presidencial que lidera as pesquisas.

 

O PSL é um partido essencialmente formado por militares da reserva e da ativa. Setenta e quatro candidatos a deputado federal do partido se apresentam com patentes militares em seus nomes oficiais de campanha. Três candidatos a governador e três a senador também aparecerão nas urnas com seus nomes acompanhados de cargos militares. Há muitos pastores também. Em comum, todos eles compartilham das mesmas obsessões: aborto, armas, homossexualidade, comunismo e crime. Não há nada muito além dessas esferas.

 

Apesar de tantos militares, a campanha de Bolsonaro tem sido marcada não pela ordem e disciplina, mas pela bagunça. Isso ficou mais evidente após o ataque em Minas Gerais. Após a segunda cirurgia, Bolsonaro segue bastante debilitado e não poderá fazer campanha, inclusive no segundo turno. A ausência expôs ainda mais a fragilidade de suas alianças. O vice, General Mourão, sem o aval de Bolsonaro e do PSL, honrou seu DNA golpista e entrou com um pedido no TSE para poder participar dos debates em seu lugar. Aproveitou também para propor uma nova Constituição que não seja feita por uma Assembléia Constituinte, mas por “notáveis” escolhidos sabe-se lá por quem.

 

Tudo o que cerca a candidatura da extrema-direita parece ser caricato. Pincei alguns expoentes do bolsonarismo que disputarão vagas no Congresso e que têm grandes chances de se elegerem. Tracei um mini-perfil de cada um para termos ideia do quão surreal será a base de apoio de um governo Bolsonaro, que mais parece um circo de horrores.

 

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Joice Hasselmann (PSL) – famosa por ter plagiado mais de 60 textos escritos por 42 jornalistas, a jornalista é candidata a deputada federal pelo partido de Bolsonaro. Depois que deixou a TVEJA (canal do Youtube da revista Veja), onde era apresentadora, Joice se tornou influenciadora digital das redes de direita e ativista bolsonarista das mais empolgadas. Sem combinar com ninguém do PSL, a paranaense chegou a anunciar sua candidatura ao governo de São Paulo, o que foi negado prontamente pelo presidente do partido em São Paulo, que afirmou que ela “atravessou o samba para querer aparecer”.

 

Nesta semana, Joyce causou novamente dentro do PSL. Gravou um vídeo em que diz ser a única candidata do PSL (além de Janaína Paschoal e Eduardo Bolsonaro) que é de fato apoiada por Jair. Seus correligionários ficaram revoltados. O candidato Alexandre Frota xingou muito no Twitter. Além de chamá-la de “biscate” e “ratazana que anda pelos bastidores”, afirmou que ela recebeu R$ 100 mil do fundo eleitoral da direção nacional do partido. A jornalista pretende representar Frota criminalmente e na Justiça Eleitoral. É esse o nível do debate interno do PSL.

 

A candidatura de Joice está sub judice, já que o TRE-SP indeferiu sua candidatura esta semana. A paranaense teria perdido o prazo para mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo.

 

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Magno Malta (PR-ES)  – o senador-pastor era o “vice dos sonhos” de Bolsonaro e quase topou o convite, mas preferiu garantir a vaga no Senado, onde está desde 2002. Sua principal bandeira na política, para não dizer a única, é o combate à pedofilia. Sempre foi um político fisiológico e chegou a prestar apoio aos governos Lula e Dilma. Foi indiciado por participar da Máfia dos Sanguessugas. Na semana passada, The Intercept Brasil revelou que o gabinete do senador comprava gasolina em apenas dois postos, cujo dono é seu aliado político e já foi condenado por roubo. No intervalo do debate da Rede TV, o Senador Magno Malta afirmou que o filho de Lula comprou uma lancha de R$ 32 milhões, um famoso boato compartilhado em grupos de WhatsApp.

 

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Alexandre Frota (PSL-SP) o ex-ator é candidato a deputado federal e chegou no PSL com a benção de Bolsonaro, que chegou a convidá-lo publicamente para ser seu ministro da Cultura. Depois de ganhar fama nas novelas da Globo e antes de virar ativista político, Frota trabalhou como DJ, ator pornô, cantor de funk, modelo, comediante, jogador de futebol americano e por aí vai. Agora tentará a sorte na carreira de política. A sua repentina tomada de consciência política se deu durante os protestos pelo impeachment de Dilma. Como líder dos Revoltados Online — grupo reacionário famoso por espalhar fake news —, chegou a ser recebido em Brasília pelo ministro da Educação de Temer, que quis ouvir suas propostas para área.

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Onyx Lorenzoni (DEM-RS)  – apesar do seu partido apoiar Alckmin, é um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro. Sempre com discurso moralizador, o gaúcho foi o relator das “10 medidas contra a corrupção” e se tornou um aliado de Deltan Dallagnol — um dos autores da proposta feita pelo Ministério Público. Logo após a revelação do áudio que registrou a famosa conversa entre Temer e Joesley, Onyx bradou contra a elite política do país, dizendo que ela “apodreceu, perdeu credibilidade, perdeu o respeito do eleitor, da eleitora, do cidadão, do trabalhador”. Um dia após essa declaração moralizadora, Onyx apareceu como recebedor de caixa 2 nos documentos apresentados pela JBS em sua delação. Depois que rodou bonito, o deputado se viu obrigado a admitir o crime. Continua usando, porém, o figurino de paladino da moral e dos bons costumes. Em junho deste ano, porém, o STF arquivou o inquérito que investigava o crime do qual Onyx é réu confesso.

 

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Major Olimpo (PSL-SP)  –  é um ex-policial militar que gosta de resolver as coisas no grito e, apesar de recentemente ter se consolidado como um quadro de direita ideológico, já foi do PDT e chegou a ser cogitado para ser candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Mercadante (PT). Em 2015, saiu do PDT e se filiou ao PMB, o partido da Mulher Brasileira, mas ficou pouquíssimo tempo e logo pulou para o Solidariedade. Com a candidatura de Bolsonaro na praça, foi para o PSL e imediatamente virou presidente do partido em São Paulo. Quando Joice Hasselmann “atravessou o samba” e se lançou candidata ao governo do estado, Major não resolveu a questão internamente. Preferiu publicar um vídeo repudiando a colega de partido, com tom agressivo, afirmando que o PSL “não é casa da mãe Joana”.  

 

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Delegado Éder Mauro (PSL-PA) – o deputado federal mais votado pelo Pará na última eleição, que teve a Odebrecht como maior doadora de campanha, o delegado Éder Mauro vem fazendo campanha para Bolsonaro desde o ano passado, quando gastou  R$ 14 mil para espalhar 400 outdoors por Belém em sua homenagem. Mauro já foi alvo de um inquérito no STF (arquivado por Gilmar Mendes) por prática de tortura e é investigado por outros crimes, como extorsão e ameaça. Integrante da bancada da bala, ele também defende abertamente um golpe militar no país. Éder Mauro já se envolveu em confusões na Câmara e, por muito pouco, não trocou socos com o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) durante uma audiência na Câmara no ano passado.

 

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Delegado Waldir (PSL-GO) – foi o deputado federal mais votado da história de Goiás. Eleito pelo PSDB, seu número de campanha era 4500 e o slogan era “45 é o calibre e 00 é da algema”. O delegado pulou para o PR e, logo em seguida, foi para o PSL para ficar pertinho de Bolsonaro. “Tivemos uma presidente terrorista. Um presidente sociólogo, que defende a liberação da maconha. Agora, chega! Tá na hora de mudar e colocar um presidente disciplinador e que entenda de hierarquia. E é o Bolsonaro”.

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Capitão Augusto (PR-SP) –  é aquele deputado federal conhecido por desfilar com a farda militar pela Câmara. O policial tentou fundar o Partido Militar Brasileiro, mas não conseguiu o número de assinaturas necessárias. Seu desejo era que o número da nova legenda fosse 38, “por causa do famoso três oitão, revólver mais usado pelas corporações militares”, ou 64, “em homenagem a nossa revolução democrática”. Com atuação parlamentar irrelevante, o capitão apresentou neste ano um inacreditável projeto de lei que obriga árbitros de futebol e seus auxiliares a declararem por escrito o time que torce. Dessa forma, eles seriam impedidos de apitar os jogos dos times do coração.

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Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) –  descendente de Dom Pedro, o príncipe do Brasil saiu do Novo e se filiou ao PSL para poder apoiar Bolsonaro. Para ele, o verdadeiro golpe militar no Brasil se deu com a proclamação da República, e não em 1964. O príncipe sempre foi muito amigo do MBL e é autor do livro cujo título é involuntariamente irônico: “Por que o Brasil é um país atrasado?”.

 

A turma do Bolsonaro não é apenas conservadora e reacionária. São extremistas amalucados movidos por fanatismo religioso, boatos de WhatsApp ou qualquer coisa que lhes dê na telha. Assim como Jair Bolsonaro, são saudosos do regime militar, mas jamais prestaram nenhum serviço relevante ao país em seus mandatos concedidos democraticamente pelo povo. Entre pastores, delegados, majores, capitães e um príncipe, todos ali têm um quê de Cabo Daciolo. Como disse Ciro Gomes em um dos debates, “a democracia é uma delícia, uma beleza, mas tem certos custos”.

 

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13
Set18

General Mourão sobre atentado a Bolsonaro: "Esse troço já deu o que tinha que dar"

Talis Andrade

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O PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro (PSL), entrou no Tribunal Superior Eleitoral para o militar substituir o presidenciável nos debates televisivos. Isso foi feito sem consultar o PSL, segundo reportagem do Valor Econômico.

 

Ainda de acordo com o jornal, a decisão foi tomada numa reunião nessa terça-feira (11) com a presença de Mourão, militares do programa de governo e Levy Fidelix, presidente do PRTB – sem aliados do PSL. “Neste momento o Mourão pode ficar como [candidato] a presidente. O Bolsonaro pode ficar 40 dias no hospital, não vamos perder esse tempo todo”, disse Fidelix.

 

Procurado pela reportagem do Nocaute, o presidente do PRTB afirmou, por meio de sua assessoria, que não falará com a imprensa nesta semana e que está com todos os seus esforços voltados na recuperação de Bolsonaro e na reta final de sua campanha. Fidelix é candidato a deputado federal.

 

De acordo com o general Augusto Heleno, um dos coordenadores do programa de governo de Bolsonaro, os filhos do candidato concordam que Mourão assuma um papel mais importante na campanha. “Eles serão participantes da campanha do pai. Mas, é óbvio, isso não é ação em família, não é quermesse da igreja”.

 

 

Mourão disse que Bolsonaro só deve voltar à campanha na metade de outubro então ele e o economista Paulo Guedes gravarão vídeos para divulgar as propostas nas redes sociais e o vice irá a reuniões pelo país com empresários e produtores rurais.

 

Sobre o ataque a Bolsonaro, o general disse ontem que “esse troço já deu o que tinha que dar” e que era preciso “acabar com a vitimização”. “É uma exposição que eu julgo que já cumpriu sua tarefa. Bolsonaro vai gravar vídeo do hospital, mas não naquela situação, não propaganda”.

 

Mourão também criticou o “oba oba” no hospital após o senador Magno Malta (PR) visitar o quarto do presidenciável e transmitir ao vivo, nas redes sociais, falas do candidato.

 

“Exageraram, exageraram totalmente. Totalmente fora de propósito”, disse o general. “Não pode, senão vira carnaval. É uma área de isolamento, qualquer resfriado que ele pegue ali ele morre”.

 

Declarações controversas de Mourão já tinham chamado atenção e sido noticiadas em agosto, quando disse que o povo brasileiro tem uma herança de “indolência”, vindo dos indígenas, e de “malandragem”, oriunda da população africana.

 

 

08
Set18

A facada dos Bolsonaro no eleitor

Talis Andrade

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Flávio Bolsonaro, filho mais velho do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, publicou nesta manhã na rede social Twitter uma foto de seu pai na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

 

Na foto, Bolsonaro aparece sentado em uma poltrona e fazendo um gesto característico de sua campanha: cada mão imita uma arma de fogo, usando o dedão e o polegar.

 

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Aproveitando o atentado, Flávio Bolsonaro, candidato a senador pelo Rio, marca um comício para amanhã. Veja o descarado oportunismo eleitoreiro: "Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia. Muito obrigado a todos pela força e pelas orações! Pessoal do Rio de Janeiro, amanhã (domingo), às 11:00, no posto 6, tem ato pela vida de Bolsonaro, em Copacabana. Em breve mais detalhes, tá ok?!"

 

O senador Magno Malta (PR-ES) disse que o atentado a faca contra o presidenciável transformou “um limão em uma limonada”. Segundo Malta, a grande exposição que Bolsonaro passou a ter na imprensa depois do atentado serve para compensar o pouco tempo do candidato no horário eleitoral da TV, apenas seis segundos. “Vocês (imprensa) estão fazendo a campanha dele. Não eram seis segundos? Agora é 24 horas. Vocês estão fazendo”, disse Malta, que também defendeu que a imagem do ataque a faca seja usada na divulgação do candidato.

 

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Coronel Ustra torturador e assassino

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Vão explorar ao máximo a facada.

 

É isso aí: A facada agora é no eleitor. 

 

A apologia da violência política sobe o tom com o general José Hamilton Mourão, imitando seu chefe e líder Bolsonaro. Durante entrevista na Globo News, Mourão reafirmou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi um herói.

 

O falso e macabro heroísmo do torturador coronel Ustra é um insulto aos que foram covarde e cruelmente torturados e mortos nos porões da ditadura militar. 

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Memória dos porões da ditadura militar no Rio 

 

Livro mapeia 101 lugares onde aconteceram torturas e mortes 

 

Coordenado por José María Gómez, o livro "Lugares de memória – Ditadura Militar e resistências no estado do Rio de Janeiro" apresenta 101 lugares que foram cenários tanto de tortura, censura, como também de luta e resistência durante o período da Ditadura Militar. No último domingo, 22/7, o livro foi pauta do Segundo Caderno do jornal O Globo, nas versões impresso e online. A matéria é de autoria de Frei Betto, escritor e autor do livro "Diário de Fernando — Nos cárceres da ditadura militar brasileira".

 

 

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Jornal O Globo de domingo, 22 de julho, destaca livro da Editora PUC-Rio

 

Livro mapeia 101 lugares onde aconteceram torturas, mortes, atentados e censura
'Lugares de memória' reúne crimes cometidos pelo regime militar em terras fluminenses

 

por FREI BETTO


RIO — "Lugares de memória — Ditadura militar e resistências no estado do Rio de Janeiro” reúne detalhada pesquisa, coordenada por José María Gómez, sobre os crimes hediondos cometidos pelo regime militar em terras fluminenses.

 

O livro cita 101 lugares de memória, do Dops ao jornal “Correio da Manhã”, todos identificados por levantamentos topográficos, mapas e fotos, como a “Casa da Morte”, em Petrópolis, e a Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, onde muitas pessoas foram torturadas, esquartejadas e incineradas.

 

Embasada em farta documentação, a obra resgata a história e o contexto de cada lugar de memória, como a Editora Civilização Brasileira, dirigida por Ênio Silveira, e as universidades fluminenses. Suas páginas dão voz às vítimas, deitando por terra a versão dos que negam ou tentam amenizar o caráter desumano e deletério de um sistema repressivo que não apenas atingiu pessoas, muitas delas assassinadas, mas também a cultura, mediante censura, apreensão de livros e obras de arte, e atentados terroristas, como o do Riocentro, que vitimou os próprios algozes.

 

Passados mais de 70 anos das atrocidades nazistas, a memória não se apaga. O mesmo ocorre e ocorrerá com a ditadura militar brasileira, ainda mais agora que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro pelo assassinato de Vladimir Herzog, frisando que crimes de lesa-humanidade jamais prescrevem.

 

“Lugares de memória” é um importante documento que revela, no presente, as atrocidades do passado, de modo a se evitar qualquer intento de reproduzi-lo no futuro, como se valesse a pena trocar a liberdade democrática pela suposta segurança de um Estado terrorista.

 

 

 

08
Set18

A dolorosa consequência da facada

Talis Andrade

por Joaquim de Carvalho

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Na última foto tirada na Santa Casa de Juiz de Fora, antes da transferência para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro parece sorrir. Há um outro registro fotográfico em que ele aparece fazendo sinal de positivo.

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Três horas depois de chegar ao hospital, o Twitter do candidato informou: “Estou bem e me recuperando!”

 

Quem não soubesse o que ocorreu - Bolsonaro foi esfaqueado e correu risco de morrer - poderia até imaginar que o candidato do PSL estivesse feliz.

 

São manifestações que alimentam a teoria delirante de que o atentado a Bolsonaro não passou de armação.

 

Os adeptos dessa teoria, que faz lembrar lendas criadas, por exemplo, com a doença de Tancredo Neves, em 1985, são capazes de apontar evidências de que não estão errados.

 

Desde ontem, compartilham a foto tirada no centro cirúrgico da Santa Casa de Juiz de Fora que mostra Bolsonaro na maca e médicos cuidando dele, sem luvas e um dos profissionais com calçado impróprio para esse tipo de procedimento, um croc.

 

A foto em si não é armação. Tanto que o hospital informou que a Polícia Federal tentou apurar quem fez o registro e vazou a imagem, já que se trata de uma violação do direito de privacidade do paciente.

 

No centro cirúrgico, imagina-se que os profissionais usem proteção esterilizada para calçados e luvas, cuidados para evitar contaminação.

 

O leigo que já teve oportunidade de entrar num centro cirúrgico sabe que tem de vestir roupas próprias e encapar os sapatos com uma espécie de meia de tecido esterilizado.

 

Sem proteção, o risco de infecção em quem está passando por uma cirurgia existe.

 

Ainda mais no caso de Bolsonaro, que teve o seu abdômen aberto por um grande corte vertical, feito para que os médicos pudessem estancar a hemorragia e suturar o intestino, atingido pelo golpe de faca.

 

A favor da tese da armação, invocam ainda as imagens do atentado e das cenas que se seguiram: nelas, não há sangue.

 

A faca aparece sendo tirada do estômago de Bolsonaro sem nenhum pingo de sangue.

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A anatomia certamente explica por que isso ocorreu, mas em casos de grande repercussão todos se tornam especialistas em medicina.

 

Quando Tancredo adoeceu, na véspera de tomar posse como presidente, havia gente que assegurava que a doença do então presidente eleito era, na verdade, fruto de uma infecção causada pelo tiro de bala dundum, calibre 22.

 

Tiro que teria sido disparado por um anão na saída de uma missa em Brasília.

 

A jornalista Glória Maria esteve ausente da TV Globo durante esse tempo e contaria mais tarde que foi um período de férias normal, mas muitas pessoas associaram sua ausência do vídeo a um suposto testemunho do suposto atentado.

 

Foi uma lenda urbana.

 

No caso de Bolsonaro, o que dá aparência de verdade a essas teorias delirantes é que, afastado o risco de morte, constata-se que o maior beneficiário do atentado foi o próprio candidato do PSL.

 

Isto é fato.

 

O chamado mercado, que se manifesta pelos índices da bolsa e a cotação do dólar, reagiu com otimismo à facada: o dólar caiu e as ações das empresas subiram.

 

Desde que Geraldo Alckmin deu mostras de que está politicamente em estado de coma, a tendência do tal mercado foi o de apoiar o candidato do PSL.

 

Certamente, não foi por acaso o encontro de Bolsonaro com um dos donos da Globo, João Roberto Marinho, na véspera do atentado.

 

Marinho o recebeu na sede da emissora, para um encontro reservado, sem registro jornalístico.

 

A conversa foi intermediada pelo economista Paulo Guedes, uma estrela do mercado, que foi recentemente capa da revista Veja como se fosse, ele próprio, o candidato a presidente.

 

Antes do atentado, a chance de Bolsonaro se eleger presidente era praticamente nula, dado seu elevado índice de rejeição: acima de 60%.

 

A expectativa é que, Bolsonaro internado, a rejeição diminua.

 

Os adversários, numa situação assim, devem poupá-lo de ataques.

 

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que hoje disputa com Bolsonaro uma vaga no segundo turno, já retirou do ar as propagandas que mostravam Bolsonaro ofendendo mulheres.

 

Seus aliados não escondem o entusiasmo.

 

Os pastores Magno Malta e Silas Malafaia já falam na vitória dele no primeiro turno das eleições.

 

Magno gravou um vídeo na própria UTI, com duas cenas editadas. Em uma, ele aparece orando com os filhos de Bolsonaro. Na outra, Bolsonaro dá declarações, como se a oração já tivesse produzido resultado.

 

Quem apostar que Bolsonaro armou o atentado vai errar. Conspirações não resistem ao envolvimento de tantas pessoas.

 

É lenda.

 

Mas negar que o potencial positivo da facada no desempenho de Bolsonaro é ingenuidade.

 

Para Silas Malafaia, cabo eleitoral dele, foi um “sinal” (seria divino?) de que “Bolsonaro deve ser o próximo presidente do Brasil”.

 

Para os players do mercado, que buscam lucros altos e rápidos, a facada parece ter sido vista como uma bênção.

 

Sinistro esse mercado.

 

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Flavio Bolsonaro publicou esta foto de Jair Bolsonaro imitando armas de fogo com as mãos: "Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia. Muito obrigado a todos pela força e pelas orações! Pessoal do Rio de Janeiro, amanhã (domingo), às 11:00, no posto 6, tem ato pela vida de Bolsonaro, em Copacabana. Em breve mais detalhes, tá ok?!". Flavio Bolsonaro é candidato a senador pelo Rio de Janeiro. Fica explicada a convocação T.A.

 

 

 

07
Set18

BAIXARIA POLÍTICA DE UM FALSÁRIO Magno Malta publica fotografias falsas do agressor de Bolsonaro

Talis Andrade

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"O senador Magno Malta (PR) publicou fake news nas redes sociais. Uma montagem grosseira mostra Adélio Bispo de Oliveira, preso por esfaquear Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, num ato com Lula", diz texto publicado no Diario do Centro do Mundo.

 

"A foto original, de Ricardo Stuckert, é de 10 de maio de 2017, quando o ex-presidente prestou depoimento ao juiz Sergio Moro em Curitiba. O tuíte fraudado de Magno Malta recebeu mais de 5 mil curtidas e compartilhamentos. Ele escreveu um recado copiando a arroba de sua mulher, a cantora Lauriete Rodrigues, candidata à Câmara dos Deputados".

 

Magno Malta sempre esteve envolvido no tiroteio de notícias mentirosas, no espalha fatos inverídicos. 

 

Magno Malta desmente informação de que teria dito que ex marido de Lauriete era gay e por isso se divorciaram 

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Leia aqui. Vide links 

 

magno senador mulher deputada nepotismo religioso

 

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