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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Out21

Jair, o ‘tadinho’, chora escondido e esbraveja em público

Talis Andrade

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por Fernando Brito

A declaração feita ontem por Jair Bolsonaro, em um ato evangélico, em Brasília, nada tem de sincera, porque é a nova linha de marketing que ele adotou depois de chegar à beira do golpe de Estado em setembro e ter percebido que não teria forças para desfechá-lo.

Mas é reveladora e, por isso, merece comentários.

Agora, Jair Bolsonaro é o “tadinho”, o homem que, por determinação de Deus, tem de enfrentar desafios terríveis:

“Quantas vezes eu choro sozinho no banheiro em casa. Minha esposa nunca viu, ela acha que eu sou o machão dos machões. Em parte acho que ela tem razão até”…

Notem como ele se vale de uma autocomiseração – típica, aliás, das pessoas depressivas – sem deixar de lado os elogios à sua virilidade tóxica, que o faria “o maior”, o “ machão dos machões”.

O que, para Bolsonaro, como outras vezes se disse aqui é mais ou menos a figura do valentão de porta de botequim. O personagem que grita, xinga, ameaça, se vangloria mas, à primeira reação, faz-se de vítima.

Não se afirma pelas suas qualidades, mas pelo que aponta como defeito alheio: diz que seu grande feito na cadeira de presidente é que não esteja sentado ali “um comunista” imaginário, que estaria tolhendo toda a liberdade dos brasileiros e estabelecendo o paraíso dos homossexuais, contra o que chamou de “heteronormatividade”.

Para gente obtusa ao ponto de acreditar nisso, “vende-se” como milagreiro fajuto: anuncia que Deus lhe mandou a chuva e, agora, vai mandar o Ministro das Minas e Energia abaixar a tarifa da luz, vai vender a Petrobras porque “não manda” e não quer ficar com a culpa dos reajustes dos combustíveis.

Importa menos o desequilíbrio mental – frequentemente falso, aliás – de Jair Bolsonaro que o fato de termos desenvolvido um distúrbio social que faz , embora minoria, serem tantos a encantar-se com este beato farsesco.

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25
Jul21

O Mito do Macho Autoritário

Talis Andrade

Explique qual o seu entendimento da charge acima:​ - Brainly.com.br

 

Não é um conjunto de ideias. É um funcionamento mental obcecado pela Grande Mentira

 

por Gustavo Krause /Metrópoles

- - -

A crise global por que passa a democracia liberal será sempre uma possibilidade de ambições ditatoriais? Uma construção racional, apoiada na firmeza lógica, pode ser destruída pela sociedade que respirou o ar saudável das democracias?

Pode. Com mais tempo e frequência maior do que se pode imaginar. Tudo depende das contingências que cercam e influenciam os comportamentos coletivos. Como não há uma resposta simples, basta observar recente história da Humanidade. Houve épocas do primado da escolha divina e, em escala social, o princípio da primogenitura e a força dos exércitos que definiam a relação entre dominadores e dominados, senhores e escravos.

Nem mesmo as ideias libertárias, a evolução da organização da sociedade e as revoluções redentoras evitaram que o mundo vivesse “ondas” democráticas e regressões autoritárias. Vivemos nos dias atuais a mais perigosa agonia dos regimes democráticos.

Neste sentido, cabe mencionar o crescimento das autocracias de direita e de esquerda, asfixiando a centralidade democrática. A recente literatura revela que os ritos democráticos são o conduto dos projetos tirânicos: basta citar uma vitória e um governo: Trump, um momento liberticida que a vacina institucional evitou a tragédia.

São apetites vorazes e distúrbios psicológicos que mobilizam a raiva, o ressentimento, o falso moralismo, a difusão de apelos populistas e o discurso salvacionista que enfurecem nossas emoções negativas.

Quem não se situa nos polos odiosos, formam um exército, a sociedade civil, sem armas, senão Instituições sob o fogo cerrado da obra satânica das notícias falsas difundidas pelas “redes sociais”.

O líder é “genética” e culturalmente o macho autoritário que tudo pode e nada respeita: escravo dos delírios conspiratórios e senhor dos fanáticos.

Todos são obcecados pela ideia da Grande Mentira, constructos ideológicos do comunismo e do fascismo, mencionada por Anne Applebaum no seu livro O Crepúsculo da Democracia, jornalista americana, casada com um ex-ministro polonês e profunda conhecedora da transição do regime comunista no Leste Europeu, especialmente, na Polônia e Hungria.

O subtítulo do livro é assustador e verdadeiro; como o autoritarismo seduz e as amizades são desfeitas em nome da política. Explica: “O autoritarismo atrai pessoas que não conseguem tolerar a complexidade: não há nada ´de esquerda´ ou ´´de direita´ neste instinto. É antipluralista. Suspeita de pessoas com ideias diferentes[…] Se aqueles que o possuem derivam sua política do marxismo ou do nacionalismo é irrelevante. Trata-se de um funcionamento mental, não de um conjunto de ideias”.

É o Mito do Macho Autoritário.

Humor Político on Twitter: "Gestão curupira! por Marcio Vaccari #Humor  #Mito #charge #GovernoBolsonaro #curupira #cartoon… "

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