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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Nov20

Moro tem “biografia manchada como juiz ladrão”

Talis Andrade

Motim no Ceará

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) criticou nesta segunda-feira (9) Sérgio Moro, após o jornal Folha de S. Paulo noticiar que o ex-ministro do governo Bolsonaro se reuniu com o apresentador Luciano Huck para tentar viabilizar uma aliança mirando a eleição presidencial de 2022.

 

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“O Sérgio Moro foi um juiz ladrão a serviço de um esquema ilegal e antidemocrático para fraudar processo político no Brasil. Ele é isso, apenas. Portanto uma biografia manchada de nódoa que não se apaga”, disse o parlamentar.

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Ainda no domingo, Moro gravou um vídeo declarando apoio ao líder extremista Capitão Wagner (Pros), candidato à prefeitura de Fortaleza, apontado como responsável por organizar um motim de policiais na capital cearense em fevereiro deste ano.

Em resposta, o governador Flávio Dino (PCdoB) comentou que Moro “começou muito mal a sua tentativa de se reinventar como referência do centro, após servir a Bolsonaro e dele se servir”.

Márcio Jerry 
@marciojerry
O foi um juiz ladrão a serviço de um esquema ilegal e antidemocrático para fraudar processo político no Brasil. Ele é isso, apenas. Portanto uma biografia manchada de nódoa que não se apaga.
 

 

09
Mai20

“Fusion Center” na Tríplice Fronteira

Talis Andrade

 

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Jason Smith no I Encontro dos Profissionais da Segurança da CSB em 29 de março de 2017

 

IV - No Ministério da Justiça, Sergio Moro abriu as portas para o FBI

por Natalia Viana

Agência Pública

- - -

O “Fusion Center” – ou Centro Integrado de Operações na Fronteira (Ciof) – é um escritório de inteligência na Tríplice Fronteira de Foz do Iguaçu que pretende reunir agentes de 16 instituições e unificar bancos de dados. O modelo é inspirado no centro comandado pela DEA, a agência antidrogas americana, na fronteira com o México, que Moro visitou em junho do ano passado – no auge da polêmica da Vaza Jato. Na época, especulou-se que a visita de Moro teria a ver com a publicação dos vazamentos no dia 9 de junho pelo The Intercept, uma vez que a agenda não foi divulgada à imprensa.

A agenda oficial de Moro começou no dia 24 de junho de 2019. Ele estava acompanhado por Maurício Valeixo, pelo diretor executivo da Polícia Rodoviária Federal, José Lopes Hott Júnior, e pelo assessor especial do ex-ministro, o agente da PF Marcos Koren.

O roteiro incluiu, no primeiro dia, uma visita ao Centro de Inteligência de El Paso, liderado pela DEA, que conta com uma dúzia de agentes do FBI para monitorar a fronteira americana com o México. Depois da visita, Moro anunciou que destacaria permanentemente um delegado da PF para operar no centro de inteligência norte-americano, ampliando a troca de informações.

A seguir, no dia 25 de junho, fez uma visita às Forças-Tarefa Conjuntas de Combate ao Terrorismo do FBI. Mas teve de reduzir o tempo de viagem para retornar ao Brasil. A visita estava sendo negociada desde maio com Brassanini, segundo documentos entregues em resposta a um pedido de informações do deputado federal Márcio Jerry, do PCdoB do Maranhão, ao qual a Pública teve acesso.

Desde o dia 2 de maio – antes portanto do vazamento dos diálogos pelo The Intercept –, Brassanini discutia reservas de hotéis para os brasileiros. Inicialmente, a visita ocorreria no começo do mês. O pedido oficial para a viagem foi feito por Moro três dias antes da publicação do vazamento, no dia 6 de junho.

Segundo o documento do ministério, a agenda foi conduzida pelo adido policial Jason Smith, o mesmo que estaria em agosto em reuniões na esplanada.

Em Setembro, Moro voltou a falar do Fusion Center com uma delegação americana no Palácio da justiça em Brasília, dessa vez com o Diretor-Geral Adjunto do Departamento de Segurança Interna dos EUA, David Peter Pekoske. (Continua)

 

 

12
Mar20

Congresso Nacional derruba veto de Bolsonaro e promove justiça aos mais pobres

Talis Andrade

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Veto ao projeto que amplia limite da renda familiar per capita para idosos e pessoas com deficiência terem acesso ao benefício é derrubado por 45 votos de senadores e 302 de deputados

por Walter Félix

O Congresso Nacional derrubou, nesta quarta-feira (11), o veto total do presidente Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei 3055/97, do Senado, que aumenta de 1/4 de salário mínimo para meio salário mínimo o limite da renda familiar per capita para idosos e pessoas com deficiência terem acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Agora a matéria será promulgada como lei.

O veto foi derrubado por 45 votos de senadores e 302 de deputados. Houve 137 votos a favor do veto. Com a decisão, a renda per capita familiar para se ter acesso ao BPC sobe de R$ 261,25 para R$ 522,50 (em valores atuais).

O benefício, no valor de um salário mínimo, é pago a idosos e pessoas com deficiência que não podem se manter sozinhos nem ter o sustento garantido pela família. A elevação do limite permitirá que mais famílias sejam contempladas.

“Bolsonaro não queria que a gente botasse essas famílias dentro do BPC, e nós conseguimos”, comemorou a líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC).

A parlamentar lembrou que, em um momento de crise econômica, agravada pela pandemia do coronavírus, a tendência é que os preços de produtos básicos tenham aumento e “as famílias pobres vão precisar de um pouquinho mais de dinheiro para tocar as suas vidas”. “O veto foi contra os pobres e a gente tomou uma medida a favor dos pobres”, frisou.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) ressaltou que o veto ao projeto, que ampliava a base de incidência do benefício, visava exatamente restringir o número de famílias beneficiadas. “O Brasil sabe que Jair Bolsonaro não gosta de pobre, não gosta de gente pobre”, afirmou.

“Ganham os idosos e pessoas com deficiência”, observou Orlando, destacando que a postura do governo tem sido jogar o ônus da crise sobre a população carente. “Se a bolsa quebrou, não vai botar a culpa no povo pobre do Brasil. Não dá para usar como argumento impedir que o pobre tenha acesso ao benefício do BPC e ao Bolsa Família porque a bolsa quebrou”, disse.

A justificativa de Bolsonaro para vetar o texto foi de que a medida criaria despesas obrigatórias para o governo, sem indicar fonte de custeio e sem demonstrar os impactos orçamentários.

“É uma derrota do governo. É a demonstração de que o Congresso quer estar próximo do cidadão. Esse é o nosso papel”, assinalou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).

O parlamentar considerou que as alegações do presidente para vetar o projeto não se justificam, pois na visão de Bolsonaro e Guedes só não tem dinheiro para os pobres. “O sistema financeiro está levando bilhões e bilhões todo dia e Bolsonaro só se preocupa hoje em fazer cortina de fumaça”, afirmou.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a derrubada do veto “foi uma vitória enorme”. “Quero ver os que votaram contra o povo mais pobre, contra a população com deficiência, terem coragem de olhar na cara do povo e pedir votos na eleição municipal”, alfinetou.

“A votação foi uma grande vitória da sociedade, principalmente daqueles que não têm acesso a emprego, a salário e que ganham até um quarto de salário mínimo per capta. O projeto que foi vetado, cruelmente, pelo presidente Bolsonaro amplia esse limite. O Congresso agiu para derrubar uma injustiça cometida por Bolsonaro”, completou Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), foi outro integrante da Bancada a comemorar o resultado. “Votei pela derrubada do veto de Jair Bolsonaro para a ampliação do benefício de prestação continuada para meio salário mínimo. Votei em defesa dos mais pobres, contra a crueldade do governo que persegue os pobres”, afirmou.

“Vitória! O Senado derrubou o veto 55 que restringia o BPC, que atende as pessoas mais pobres. Isso pode garantir que o acesso ao BPC seja de 1/2 salário mínimo, e não mais 1/4. Passo importante na valorização dessa política essencial para redução da pobreza no país”, comemorou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) considerou uma vitória do povo brasileiro. “Derrubamos o veto 55 de Bolsonaro que tentava restringir o acesso ao BPC. O Benefício assegura proteção aos idosos e pessoas com deficiência. Com a derrubada do veto, mais pessoas serão atendidas. Mais do que uma derrota do governo, é uma vitória do povo”, disse.

Para a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), a derrubada do veto corrigi uma injustiça. “Jair Bolsonaro vetou que famílias pobres que recebem até meio salário mínimo per capta possam receber o BPC. O presidente queria o BPC fosse pago apenas para famílias que ganham 1/4 do mínimo”.

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04
Mar20

“Ligação de Eduardo à conta de ataques é criminosa”

Talis Andrade

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Deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) defende que filho de Jair Bolsonaro seja levado ao Conselho de Ética da Câmara por ligação com estrutura de disseminação de ódio contra desafetos do pai.

por Christiane Peres

No dia em que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News foi tomada por discursos da base do governo contra o trabalho realizado pelo colegiado, uma reportagem publicada pelo portal UOL botou por água abaixo a retórica dos aliados de Bolsonaro. A matéria aponta que uma das páginas utilizadas para ataques virtuais e para estimular o ódio contra supostos adversários do presidente Jair Bolsonaro foi criada a partir de um computador localizado na Câmara dos Deputados, mais precisamente, no gabinete do filho 03, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

De acordo com a publicação, a página, chamada Bolsofeios, foi registrada a partir de um telefone utilizado pelo secretário parlamentar de Eduardo Bolsonaro, Eduardo Guimarães.

A quebra sigilo foi feita a partir de um pedido do deputado Túlio Gadelha (PDT-PE), com base em denúncias feitas pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), durante seu depoimento ao colegiado. Segundo informações enviadas pelo Facebook à CPMI, a conta bolso_feios foi feita no IP de um computador localizado dentro na Câmara e utiliza um e-mail de registro utilizado pela assessoria do filho do presidente da República para a compra de passagens e reserva de hotéis, por meio da cota parlamentar.

Para o vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), o fato revelado pelo UOL é de “extrema gravidade” e deve ser levado ao Conselho de Ética da Câmara.

“Enquanto os deputados da base dizem que essa CPMI não tem razão de ser, que a Oposição está calada, ao contrário, hoje temos fatos concretos. O fato revelado hoje pelo UOL é de extrema gravidade. Foi instalada na Câmara dos Deputados uma central de operação de fake news. Isso não é algo de menor importância. A gente chega num ponto de envolvimento direto do deputado Bolsonaro, utilizando indevidamente o espaço da Câmara dos Deputados. Isso é uma atitude criminosa. Algo que precisa ser levado ao Conselho de Ética da Câmara e que tem que ser apurado pela própria Corregedoria da Casa”, afirmou.

Em depoimento à CPMI no final de 2019, Joice Hasselmann afirmou que a página Bolsofeios pertencia ao assessor do 03, Eduardo Guimarães. Ela também apresentou um grupo secreto que reunia páginas ligadas ao “gabinete do ódio”, com a presença de Guimarães e o perfil bolsofeios. O grupo organizava um cronograma de ataques a pessoas consideradas inimigas da família.

Assim como Jerry, a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), considerou gravíssima a revelação feita pelo portal. Para ela, é inadmissível o uso de dinheiro público e da estrutura da Câmara para “criar uma conta em rede social que ataca inúmeras pessoas, inclusive o presidente da Câmara, jornalistas, Supremo Tribunal Federal e adversários políticos da família Bolsonaro”.

Além dos ataques, a página conta ainda publicações convocando para as manifestações de março a favor do presidente e contra o Congresso e o STF.

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11
Dez19

Parlamentares criticam novo ataque de Bolsonaro contra a ativista Greta Thunberg

Talis Andrade

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Parlamentares usaram as redes sociais e o microfone do Congresso para enviar um recado ao presidente Jair Bolsonaro após o ex-capitão chamar a ativista Greta Thunbergde “pirralha” nesta terça-feira (10) ao ser questionado sobre o assassinato de indígenas no Maranhão. O ataque fez Greta incluir a expressão na sua descrição do Twitter.

“Uma ‘pirralha’ digna; um presidente estúpido, imbecil e indigno”, declarou o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), em seu perfil no Twitter.

Célio Moura (PT-TO) foi à tribuna da Câmara criticar a fala do presidente, dizendo que Bolsonaro tem que respeitar os indígenas do Brasil. “Os índios Guajajara estão sendo atacados há muito tempo. Lá no Maranhão os indígenas tem que ser protegidos. O presidente Bolsonaro agora, com o ataque à jovem Greta Thunberg que denunciou o massacre contra os indígenas fez com que esse assunto se tornasse notícia no mundo inteiro”, declarou. “Bolsonaro envergonha o mundo ao tentar calar uma jovem de 16 anos. A juventude brasileira tem que assumir a bandeira do meio ambiente”, completou.

Érika Kokay (PT-DF) também criticou a postura do presidente, dizendo que isso apenas reforça a imagem negativa do país no exterior. “Bolsonaro, reconhecido no mundo inteiro como inimigo do meio ambiente, acha que pode ofender Greta Thunberg? Ao chamá-la de ‘pirralha’ por criticar morte de indígenas no Maranhão, presidente reforça sua insignificância global nas questões do meio ambiente e das mudanças climáticas”, tuitou.

O líder da Oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) aproveitou para criticar a ausência de medidas para conter o desmatamento e a atuação de grileiros. “Bolsonaro fomenta desmatamento, contribui com as mortes dos indígenas, destrói a Amazônia. Pirralho é quem entrega nossas riquezas e não é capaz de gerir fundos para proteção do Meio Ambiente. A covardia do presidente é do tamanho da sua incompetência!”, afirmou.

@CelioMouraTO

Jovem ativista sueca, Greta Thunberg, afirmou que os índios morreram por defender a Amazônia e segue firme criticando com veemência o desmonte do governo Bolsonaro com as políticas ambientais. Isso irritou o destemperado presidente.

Respeite @GretaThunberg!#PovosIndigenas

Vídeo incorporado

“Uma ‘pirralha’ digna; um presidente estúpido, imbecil e indigno”, declarou o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA).

Referindo-se a Bolsonaro como ‘covarde’, a deputada Margarida Salomão (PT-MG) aproveitou a ocasião para criticar a postura do governo brasileiro diante de Donald Trump. “Fala grosso com uma adolescente mulher. Fala fino com o presidente dos EUA. Não se trata apenas de um sujeito asqueroso. É um asqueroso covarde”, disse.

Já o líder da Oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), lamentou a ausência de medidas para conter o desmatamento e a atuação de grileiros. “Bolsonaro fomenta desmatamento, contribui com as mortes dos indígenas, destrói a Amazônia. Pirralho é quem entrega nossas riquezas e não é capaz de gerir fundos para proteção do Meio Ambiente. A covardia do presidente é do tamanho da sua incompetência!”.

Deputada eleita pelo PSOL-RS, Fernanda Melchionna aproveitou a nova gafe para censurar a postura do atual presidente. “Uma Greta incomoda o Presidente. Duas Gretas incomodam, incomodam muito mais. O nível de presidente que temos é de quem chama aquela que se tornou símbolo mundial de luta em defesa do meio ambiente de ‘pirralha’. Que tenhamos mais e mais Gretas e bem menos Bolsonaro!”, escreveu.

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