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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

02
Mai22

Termina nesta quarta 4 de maio prazo para tirar ou regularizar título de eleitor

Talis Andrade

 

 

 

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MeuPrimeiroVoto
As eleições estão chegando e muitas leitoras vão votar pela primeira vez. Quem tem entre 16 e 17 anos também pode votar, mesmo sendo facultativo, ou seja, o voto não é obrigatório. 

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Ao participar da abertura do 5º Congresso Nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores (ConJPT), nesta sexta-feira (17), em São Paulo, Lula conclamou os jovens brasileiros a se engajar mais e a chamar outros jovens para participar da política. “Nós temos que dizer para os jovens apenas uma frase: que o jovem só perde a luta que ele não faz”, afirmou o ex-presidente.

“Não adianta ficar em casa na internet, falando mal de político e da política. Não adianta ficar sendo rebelde na frente da tela do computador. Nós temos que dizer à juventude que ser rebelde é ter ação, é se movimentar. E se movimentar significa escolher pessoas que têm compromisso com o povo brasileiro para que a gente possa mudar definitivamente este país”, acrescentou.

Lula convocou a juventude petista, e todos os líderes e personalidades ligadas ao partido, a apoiar a campanha Meu Primeiro Voto (veja tuíte abaixo), que estimula jovens com mais de 16 anos a tirar o título de eleitor até 4 de maio, data em que se encerra o prazo para participar das eleições de 2022.

“Se a gente quer ganhar uma eleição, nós temos que ter mais eleitores do que eles. Vocês podem descansar, namorar bastante depois desse congresso, mas, quando começar o ano, a gente vai ter que estabelecer um trabalho em todas as cidades que a gente puder, em todos os estados que a gente puder, envolver a bancada federal do PT, o Senado, as personalidades, para que a gente possa utilizar a rede digital para filiar o maior número possível de jovens para as próximas eleições”, pediu Lula, minutos depois de assinar a ficha de filiação do estudante de 17 anos Carlinhos, que não só decidiu tirar seu título de eleitor com também ingressar no PT.

PT Brasil
 Você que tem 16 anos, ou ainda não tem o título eleitor, não perca a oportunidade de melhorar o Brasil.  Acesse tse.jus.br e tire o seu título, online, até 4 de maio. #MeuPrimeiroVoto

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Natália Bonavides

É hora de dar um basta a tudo que o bolsonarismo trouxe de desgraça para a vida da juventude. Cuida, tira o título de eleitor e vamos fazer parte da construção dessa luta em defesa dos nossos sonhos e dos nossos direitos. 

TRE-RR - Programa Meu Primeiro Voto — Portal da Justiça Eleitoral

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Liderança da Minoria na Câmara
@minorianacamara
As eleições de 2022 serão muito importantes e a participação dos jovens é fundamental para manter a democracia no Brasil!  O prazo para emissão e regularização do Título está acabando, é dia 04 de maio.Participe do tuitaço e use a tag: #tiraotitulohoje

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Os Comitês Populares de Luta do PT lançam a Campanha do Primeiro Voto para engajar jovens brasileiros sobre a importância de tirar o título de eleitor e ajudar a livrar o país de Bolsonaro.

Para tirar o título de eleitor, basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seguir as orientações. O prazo final para efetuar os procedimentos é até o dia 4 de maio, no seguinte endereço.

O objetivo da mobilização é promover encontros com a juventude para informar sobre como proceder para tirar o título e também esclarecer sobre a participação política dos jovens

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, convidou a juventude brasileira para aderir à campanha e mudar o rumo do Brasil (veja no vídeo abaixo).

Queremos que a juventude desse país tenha voz e possa influenciar nos destinos da nação”.

 
 

A secretária Nacional de Juventude do PT, Nádia Garcia, também dá o recado sobre a importância da participação dos jovens na luta para melhorar a vida dos brasileiros e brasileiras.

A campanha do meu 1º voto foi lançada no 5º Congresso Nacional da Juventude do PT para conscientizar a juventude sobre a importância da sua participação política. Mais de 5 milhões de jovens, entre 16 e 24 anos, podem votar neste ano no Brasil’.

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Ana Júlia
Hoje estive em Antonina, no Colégio Estadual Moyses Lupion, Curitiba, conversando com alunos do Ensino Médio sobre o envolvimento dos estudantes na política e a importância de tirar o título de eleitor. Agradeço muito à comunidade escolar pela acolhida!  Viva a escola pública!
 

Durante reunião da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores no Paraná, ponto importante de discussão foi a organização e estruturação da campanha do Meu Primeiro Voto, campanha organizada desde 1988 para que jovens que completam 16 anos até a data da eleição façam o título de eleitor para poder exercer o direito ao voto.

Quando analisamos os dados dos eleitores, é possível constatar que 57% do jovens de 16 a 24 anos rejeitam o governo Bolsonaro. Na eleição que se aproxima, a juventude, cada vez mais revoltada com os abusos do presidente, terá papel decisivo para garantir a democracia.

Para Bolsonaro, os jovens são ameaçadores, trazem na alma o sentido da mudança e estão se afastando dele politicamente, por questões comportamentais. Ele quer agora, por exemplo, aprovar uma nova lei antiterrorismo genérica que permitiria ao governo cometer arbitrariedades e perseguir manifestantes por qualquer motivo, podendo transformar um simples incidente em um protesto em uma questão de Estado. Bolsonaro ficou incomodado com o termômetro político que foi o festival e percebeu que não tem o mínimo controle sobre esse grupo, como acontece entre as mulheres de todas as idades. São alas do eleitorado em que ele enfrenta ampla rejeiçãoMeu primeiro voto: aprenda como tirar seu título de eleitor - Meon

20
Abr22

Ciro reforça ataque contra a esquerda e mira Psol, PCdoB e CUT

Talis Andrade

Sinuca tática pode isolar Ciro Gomes

 

Ciro Gomes todo santo dia arranja um Cristo para bater. Bate mais que Bolsonaro, um extremista da direita.

A Terceira Via seria um opção entre estremistas.

Lula não vem batendo, conciliou com Alckmin, que representa a direita cristã, aguada, com gosto de chuchu. 

Ciro ora assume o discurso de Bolsonaro, ora o de Alckmin quando estava no PSDB de Fernando Henrique, de Serra, de Aécio. 

Pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro fez mais um ataque à esquerda na noite desta terça-feira (19). Ele classificou o Psol e PCdoB como "esquerda de goela" e disse que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) é formada por um "bando de pelegos".

Tanto o Psol e PCdoB quanto a CUT estão na base de apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula (PT), personagem que tem sido atacado recorrentemente por Ciro Gomes.

Lula é o favorito para vencer o pleito, liderando todas as pesquisas de intenções de voto. Ciro Gomes sequer alcança os dois dígitos nos levantamentos. Ciro perde para qualquer candidato da terceira via. Não tem rumo nem votos. O certo seria ir para o segundo turno contra Lula. Agora não. A estratégia única seria derrotar Bolsonaro no primeiro turno. O segundo turno é uma nova eleição. Os bolsonaristas derrotados no dia 2 jamais votariam em Lula no dia 30 de outubro próximo [A partir de uma notícia do Brasil 247]

Espalhadores de brasa
15
Abr22

9 anos, 19 mil posts: O Tijolaço vive do leitor, para o leitor

Talis Andrade

Retrato do jornalista quando jovem – marceu vieira

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por Fernando Brito

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Uma vez por ano, gasto o tempo e a paciência dos leitores e das leitoras com este registro que me é muito irritante fazer: que este blog, que já deveria se dar por satisfeito em, por tanto tempo, seguir sendo um exército de um homem só, precisa deles para sobreviver.

Agora, porém, é mais que isso, porque há uma grande batalha a aproximar-se e não é apenas preciso estar vivo, é preciso estar forte para travá-la.

Há nove anos, as contribuições – sempre espontâneas e generosas – estão e continuarão a ficar no mesmo valor. É que elas são – e serão – simbólicas e o site aberto a todos.

Mas não tenho contratos de publicidade senão os genéricos, do Google, que, desde o início da pandemia e do aumento de tráfego da internet, passaram a pagar substancialmente menos pela mesma visitação.

Igualmente não tenho propagandas de governos ou de empresas, abertas ou veladas, como os sites da direita muitas vezes têm.

Portanto, tenho de dar um nó na timidez – o que já venho fazendo, publicando número do Pix do Blog – 1943867400109 – e pedir que quem quiser e puder contribua para que eu possa fazer o que há 9 anos e com quase 19 mil posts venho fazendo: dar combate ao modelo político e econômico com que as elites do poder e do dinheiro vem submetendo nosso povo à pobreza e à miséria e nosso país à crise e a um saque quase colonial.

1,5, 10 reais ou um pouco mais para quem tiver folga, cada tostão se soma numa corrente de solidariedade que faz diferença.

Quem quiser fazer as assinaturas simbólicas via PayPal, com o cartão de crédito, pode usar os links da página “Eu quero ajudar” ou por depósito na conta bancária, singular ou programado, para a conta Banco do Brasil 50.629-X (ou algarismo 0, em lugar do X, se o seu banco pedir), da agência 1578-4.

Nada vou dar ao leitor e à leitora em troca senão o que tento dar com ou sem esta ajuda: análise política e econômica sincera e, tanto quanto puder, coerente com os nossos sentimentos de brasilidade e justiça social.

Só o que posso entregar é meu esforço e uma vida que jamais deixou de ter lado e princípios. E que só tem de devolver em gratidão a todos os que tem ajudado a renovar este milagre que são o nove anos este blog.

11
Abr22

Caso Adriano derramará mar de lama e sangue no pós-Bolsonaro

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Na minha participação no programa Bom para Todos, da TVT, falo do escândalo que é a inação do Ministério Público diante dos áudios revelados pela Folha de S. Paulo, onde uma irmã do ex-capitão Adriano da Nóbrega, ex-miliciano morto em um suposto confronto com a polícia diz que a sua excecução foi negociada com “cargos no Palácio do Planalto” e a reação, bem orquestrada, do rachadista Fabrício Queiroz e do próprio Bolsonaro.

Comento ainda a mudança de comando da Petrobras e o grande benefício para o país que foi a inviabilização de Adriano Pires para o cargo, em razão das denúncias de seus contratos com empresas que negociam com a estatal.

Também falo sobre inflação e a chapa Lula – Alckmin.

Do UOL

Políticos repercutiram hoje uma gravação revelada pela Folha de S Paulo, na qual a irmã de Adriano da Nóbrega acusa o Palácio do Planalto de trocar cargos comissionados pela morte do ex-policial militar, que foi apontado como chefe de uma milícia e suspeito de fazer parte do esquema de "rachadinha" no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL).

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No áudio, feito dois dias após a morte dele em fevereiro de 2020, Daniela Magalhães da Nóbrega diz que o irmão "era um arquivo morto". "Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele. Fizeram uma reunião com o nome do Adriano no Planalto. Entendeu, tia? Ele já sabia disso. Foi um complô mesmo", fala. 

Segundo a Folha de S Paulo, a gravação foi autorizada pela Justiça e Daniela não é acusada de envolvimento nos possíveis crimes do irmão.

"Bomba! Planalto ofereceu cargos pela morte de Adriano da Nóbrega. É o que revela áudio da irmã dele. É estarrecedor, um bando de milicianos usando de qualquer meio para eliminar que não interessa mais pra eles. Não é um governo, é uma quadrilha", disse o deputado federal Ivan Valente (PSOL). 

O pré-candidato à Câmara Guilherme Boulos (PSOL) disse que o caso poderia ser uma "queima de arquivo" e apontou envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PL). "Irmã de miliciano ligado a Bolsonaro fala que o governo ofereceu cargos em troca de seu assassinato! 'Já tinham dado cargos comissionados no Planalto pela vida dele'. O Presidente da República é acusado de ser mandante de homicídio!", escreveu.

"Um governo miliciano é capaz de tudo, até de queima de arquivo", comentou Carlos Zarattini, deputado federal (PT). 

"Adriano era amigo dos Bolsonaro e suspeito de participar de esquema no gabinete de Flávio. Investigação Já!", disse o deputado federal (PSB) Alessandro Molon. 

O senador Humberto Costa (PT) falou que a gravação "levanta suspeita de envolvimento de Bolsonaro e seus filhos na morte do ex-PM Adriano Nóbrega". 

"Grave! Polícia Civil/RJ revela denúncia de que Palácio do Planalto ofereceu cargos comissionados pela morte do miliciano Adriano Nóbrega. A que interessaria calar o miliciano, que tinha a mãe lotada no gabinete do filho do presidente?", questionou a deputada federal Natália Bonavides (PT). 

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09
Abr22

Ameaça de morte feita por nazistas contra Lula e petistas repercute na mídia internacional

Talis Andrade

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"As ameaças foram feitas através das redes sociais em um momento em que a tensão política se intensifica no gigante sul-americano", pontuou a agência EFE, que destaca Lula como favorito para vencer as eleições

 
 

Veículos da mídia internacional repercutiram, nesta quinta-feira (24), as ameaças de morte feitas por neonazistas contra ao ex-presidente Lula (PT), o vereador Leonel Radde (PT-RS) e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS)

As ameaças chegaram através de mensagens enviadas no número de WhatsApp do mandato de Radde. O vereador é constantemente alvo de intimidação pois coordena a Operação Bastardos Inglórios, um canal de denúncias, em parceria com a polícia, que visa identificar e combater a atuação de grupos neonazistas no Rio Grande do Sul.

"As ameaças foram feitas através das redes sociais em um momento em que a tensão política se intensifica no gigante sul-americano devido às eleições presidenciais de outubro, para as quais Lula é o grande favorito dos brasileiros", pontuou a agência de notícias espanhola EFE

O caso também foi notícia no jornal argentino Página 12. "As ameaças contra Lula não são as primeiras em um clima de campanha marcado por mensagens fascistas, incentivadas desde a chegada do ultradireitista Jair Bolsonaro à presidência. Há um ano, o PT já havia denunciado outra ameaça feita pelo empresário paulista José Sabatini, que postou um vídeo em que atirava em um alvo com o rosto do ex-presidente", escreve a publicação. 

O site Prensa Latina, por sua vez, afirma que "o PT anunciou em julho passado que está analisando sistemas para reforçar a segurança do ex-presidente durante a campanha eleitoral". 

 

Entenda

O vereador de Porto Alegre e policial civil Leonel Radde (PT-RS) foi alvo de novas ameaças de morte feitas por neonazistas através de mensagens enviadas no número de WhatsApp de seu mandato.

Radde coordena a Operação Bastardos Inglórios, um canal de denúncias, em parceria com a polícia, que visa identificar e combater a atuação de grupos neonazistas no Rio Grande do Sul. 

Nas novas mensagens recebidas, os extremistas chegaram a dar uma data para a morte do vereador: dia 31 de outubro deste ano. "Sua morte está planejada, será dia 31 de outubro de 2022, 21h, no Rio Grande do Sul", diz uma das mensagens. 

"Vamos te matar, seu lixo. Sua cara vai ficar cheia de balas", dizem os detratores, que prometem ainda matar o ex-presidente Lula (PT), a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) e também o ativista do movimento negro Antonio Isupério, que já vou alvo de ameaças de grupos neonazistas em outras ocasiões. 

"Se prepara, você, Lula e o Isupério estão ferrados, vamos acabar contigo, seus vermes, lixo, macacos de merda (...) Lula vai morrer", dizem, em meio a inúmeras mensagens do tipo. 

Em outra, deixam claro que pertencem a grupos nazistas. "Eu acabo com tua vida se mexer com o cara que vendeu objeto nacional socialista [referência ao Partido Nacional Socialista, de Adolf Hitler]. Se você continuar prendendo fascistas, acabo com tua raça e da Maria do Rosário", escrevem, junto a fotos e gifs de armas e um vídeo de uma mulher negra sendo enforcada e assassinada por supremacistas brancos. 

"Novamente avisamos aos nazifascistas: NÃO SEREMOS SILENCIADOS. A Operação Bastardos segue ativa e logo teremos novidades", escreveu Leonel Radde ao divulgar as ameaças. 

 

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05
Abr22

Eduardo Bolsonaro tortura Míriam Leitão

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também chamado de Dudu Bananinha, é realmente muito escroto. Pelo Twitter, ele voltou a ironizar a bárbara tortura sofrida por Míriam Leitão, da Rede Globo, durante a ditadura militar. Ele postou: “Ainda com pena da [emoji de cobra]”. O fascistoide conta com o cretinismo parlamentar para manter a sua imunidade! 

Quando tinha apenas 19 anos e estava grávida, a hoje conhecida jornalista foi presa e torturada por carrascos da ditadura dos generais (1964-1985). Em uma sessão de tortura, ela foi deixada nua em uma sala escura com uma cobra. O tuíte do filhote 03 do presidente gerou manifestações de repúdio até dos que discordam da colunista global. 

Lula presta solidariedade à jornalista global

 
O ex-presidente Lula, que sempre sofreu críticas ácidas da jornalista e da Rede Globo, foi um dos primeiros a repudiar o fascista. “Minha solidariedade à jornalista Míriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura. Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade”, postou nas redes sociais. 
 
A Federação Nacional dos Jornalistas divulgou nota em que lembra que “não foi a primeira vez que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, tratou a tortura como uma prática banal e defensável. Também não foi a primeira vez que a jornalista Míriam Leitão foi desrespeitada pela família Bolsonaro, em sua história de militante e presa política”. 

O texto da Fenaj também enfatiza que “passa da hora de os demais poderes constituídos da República brasileira agirem para garantir o Estado de Direito, com a punição cabível para autoridades que insistem em agir fora dos preceitos legais e democráticos”. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também afirma que a “apologia à tortura é crime e quem a pratica deve se submeter aos rigores da legislação”. 

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Cadê o Conselho de Ética?


PSOL e PCdoB já protocolaram representações no Conselho de Ética da Câmara Federal em que pedem a cassação do mandato do parlamentar. Para a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim, a postagem dele sobre a tortura é “desumana”. “Quando ele faz piada com essa situação, reafirma, mais uma vez, que é um criminoso inimigo da democracia”. 

No mesmo rumo, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirma que é urgente punir Eduardo Bolsonaro “por respeito à democracia, à sociedade e às mulheres. A publicação dele é repugnante. Se isso não é quebra de decoro, o que será? A leniência da Câmara em outros tempos normalizou barbaridades como o elogio a tortura”. 

O deputado Alexandre Molon (PSB-RJ) também reagiu indignado. “Que tipo de monstro é capaz de debochar da tortura de uma mulher grávida?”, perguntou pelo Twitter. Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que o comentário é “nojento, covarde e asqueroso”. E a deputada Natália Bonavides (PT-RN) exigiu uma postura dura da Câmara Federal.
 
04
Abr22

O que um Will Smith faria com Eduardo Bolsonaro?

Talis Andrade

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por Fernando Brito

- - -

Ainda bem (será?) que o ator Will Smith não é brasileiro nem deputado federal.

Porque o deboche de Eduardo Bolsonaro às torturas que a jornalista Miriam Leitão sofreu na ditadura (“boazinha”, segundo o general Braga Netto), sendo colocada dentro de uma cela, nua, com uma cobra jibóia para aterrorizá-la, não é uma piada de mau gosto e ofensiva de um idota, como a que aconteceu no Oscar, é a adesão tardia a uma agressão indigna de qualquer ser humano.

Míriam é uma adversária política da esquerda, hoje e há muito tempo, mas isso não é ser de esquerda ou de direita, é ser um monstro de vileza

E pior, desperta, como se pode observar no Twitter, a boçalidade das hordas bolsonaristas, que elogiam e naturalizam a tortura, um crime hediondo pela covardia e pelo sadismo.

Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso é crime, diz o Código Penal, e não há razão para que o Ministério Público permaneça inerte, porque a tipicidade, segundo pacífico entre os juristas, quando dá em relação a fato concreto, que tenha ocorrido e não a um possível crime futuro, como é o caso.

Não se está sugerindo que se dê uma bofetada em Eduardo Bolsonaro, mas que se dê a devida resposta legal, até pelo exemplo de que não se pode fazer isso com a dignidade de um ser humano.

Mas Augusto Aras, com certeza, não é “A lenda”. É é só um daqueles zumbis do filme de terror que estamos vivendo.

 

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18
Mar22

Livro lançado na França reúne cartas enviadas a Lula na prisão

Talis Andrade

Livre: Mon cher Lula - Lettres à un président en détention, Maud Chirio,  Anamosa, 9791095772897 - Leslibraires.fr

"Mon cher Lula, Lettres à un président en détension". Em tradução livre, o livro “Meu caro Lula, cartas a um presidente em detenção” foi lançado nesta quinta-feira (17) em Paris. Organizado pela historiadora francesa Maud Chirio e publicado pela editora Anamosa, o livro reúne parte das mais de 25.000 cartas que Lula recebeu durante os 580 dias que passou na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

O material foi todo digitalizado e analisado por um grupo de autores que reúne, ainda, Benito Schmidt, Ernesto Bohoslavsky, Luciana Heymann, Ana Lagüéns, Angela Moreira e Adrianna Setemy.  

A obra, que deverá ser traduzida para português, apresenta 47 cartas escritas por brasileiros em apoio ao ex-presidente. “O objetivo é dar acesso a um público maior - e não só brasileiro - a uma parte desse material para mostrar como a correspondência de pessoas comuns, anônimas e muitas vezes humildes apresenta um retrato da sociedade brasileira, suas lutas e sua transformação nos últimos 20 anos”, explica Maud Chirio.Jean Wyllys on Twitter: "Chega às livrarias francesas, organizado pela  professora Maud Chirio, “Mon Cher Lula: lettres à un président en détention”  (“Meu querido, @LulaOficial : cartas a um presiente na prisão”).

 

Evento em Paris

 

Parte do conteúdo já havia sido apresentada em Paris, em um evento aberto ao público ocorrido em junho de 2019 e que mobilizou dezenas de artistas franceses e brasileiros, entre eles o cantor Chico Buarque e a filósofa Márcia Tiburi.

“Desde que tomamos conhecimento da riqueza do material, estamos elaborando diversos produtos como o site ‘Linhas de Luta’, depois veio o espetáculo com a leitura de algumas cartas, um podcast na Argentina e agora o livro. E nós queremos continuar divulgando e analisando este material”, explica Benito Schmidt.

De acordo com os autores, o livro mostra “uma voz popular dentro dos acontecimentos históricos e políticos do Brasil”. Empregadas domésticas, professores, estudantes, agricultores, trabalhadores Sem Terra, enfermeiros e metalúrgicos estão entre os remetentes dessas cartas.

“Nós tentamos primar pela diversidade”, explica Benito Schmidt sobre o processo de seleção das cartas. “Elas são de diferentes regiões do Brasil, de vários meios sociais, desde o intelectual até aqueles que nem sabem assinar o nome, há cartas coletivas, de crianças, uma variedade de vozes”, cita o historiador.

 

Gente como a gente

 

Muitas das pessoas que escreveram para o petista contam as próprias histórias de vida, recheadas de episódios de racismo, desigualdade e estigmatização. “Lula não os representa apenas pela postura política, mas porque suas vidas são comuns”, observa Maud Chirio. “Uma coisa central é o desejo dos remetentes de dizer ao Lula que ele os representa e vice-versa”, acrescenta.

Para os autores, as cartas ainda são uma prova da consciência política das classes populares no Brasil. “Essas cartas são cheias de sentimento, mas também de consciência política e de uma compreensão da história do país”, afirma Schmidt. “Nós acompanhamos o período eleitoral de 2018 e o medo que as pessoas estavam do que vinha pela frente”, completa o historiador.  

“Há pessoas que falam que se sentiram reconhecidas como negras, LGBTs, é um projeto de inclusão, não só econômico, mas também de gênero”, analisa.

 

Solidariedade

 

Diferentes de cartas enviadas “aos reis, aos juízes, deputados e presidentes, um chefe da máfia, um prefeito ou um bispo, que são apelos, baseados no desequilíbrio de prestígio e poder entre autor e destinatário, as cartas a Lula desenham outras subjetividades populares”, diz o texto do livro, que segue: “Não orientadas por uma necessidade, uma súplica, mas, ao contrário, pelo desejo de confortar, de ser solidário, de demonstrar amor, raiva e esperança ao preso; são a manifestação de outras formas de olhar para si mesmo e uma forma de narrar a própria existência”, lê-se.

“Ao contarem a própria trajetória, as pessoas contam uma história coletiva que também é a história do Lula; ou seja, a história de como essas pessoas, pais e avós saíram da pobreza e atravessaram o país e conseguiram ter novos horizontes”, analisa Chirio.  

O ex-presidente e agora potencial candidato à presidência em 2022 leu apenas uma parte dessas cartas. “Mas elas são uma mostra física do apoio da população. O Lula sabe que essas cartas contam uma história maior do que ele mesmo, a história do país”, completa a organizadora do livro.

 

Eleições de 2022

 

Lula se tornou elegível novamente porque seu processo voltou à estaca zero, deixando de ser enquadrado pela lei da Ficha Limpa. Os processos foram anulados na 13ª Vara Federal de Curitiba, numa decisão monocrática do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu que a vara não tinha competência para julgar os fatos. De acordo com Fachin, os fatos pelos quais Lula fora julgado “não envolviam diretamente apenas a Petrobras, mas ainda outros órgãos da administração pública".

Lula havia sido condenado nos casos do tríplex e do sítio em Atibaia, condenações depois confirmadas pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, que, inclusive, aumentaram a pena de prisão para 12 aos e 1 mês em regime fechado. A decisão foi ratificada, posteriormente, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Perguntada se o livro terá impacto na campanha presidencial deste ano, a organizadora explica que “ele foi publicado na França e em francês e que não deve ter impacto nas eleições brasileiras porque os franceses não votam”. Entretanto, “o livro é uma maneira de mostrar o que o Brasil atravessou nos últimos anos e ver como as pessoas viveram isso”, afirma Maud Chirio.

O livro ainda trata de “uma crise democrática brasileira e a criação de um estado providência”. “Grande parte das cartas falam das políticas sociais do governo Lula, como ‘Luz para todos’, ‘Minha Casa minha Vida’ ou ‘Bolsa Família’”, observa Schmidt. ”Esses programas são mencionados como aqueles que mudaram vidas e, mais do que isso, um país”, completa. “Ao contrário das políticas neoliberais, esse ‘estado providência’ intervém no sentido de promover a igualdade social. E isso nós vemos nos relatos pessoais”, acrescenta o historiador.

“Atualmente, o país está destroçado em termos de políticas sociais, há um sentimento de falta de possibilidades. O livro fala de um outro momento, mas traz uma vivacidade para a política e para a campanha e uma reflexão sobre o país, de que há outras escolhas além do projeto neoliberal”, afirma. “Isso ficou muito obscurecido pela campanha contra o Lula e contra a esquerda e as alternativas progressistas”, finaliza.  

“Todos nós somos historiadores, intelectuais, não somos militantes políticos, somos democratas e não temos um papel na campanha”, destaca Maud Chirio. “Mas esse livro e as cartas são importantes para que a memória daquilo que mudou na vida das pessoas, durante a primeira década do PT no poder, e que foi apagada nos últimos anos pela crise democrática e social e pela pandemia; essa memória de que dá para esperar algo de um Estado social, das lutas coletivas e mobilizações, da democracia, enfim, essa memória tem que existir no espaço público porque é a memória do progressismo, e não da esquerda, no âmbito democrático”, conclui.   

 

“Judiciário instrumentalizado”

 

A decisão do ministro do STF Edson Fachin não julgou o mérito dos processos contra o ex-presidente Lula, ou seja, não disse se ele era inocente ou culpado, mas sim que eles deveria ser julgados pelo juízo do Distrito Federal e não pela vara que analisou os casos da Operação Lava Jato. De acordo com o ministro, o julgamento do caso em Curitiba, pelo juiz Sérgio Moro, contrariou o princípio do juiz natural, segundo o qual um caso é remetido à vara do local onde os crimes são investigados. Para Lula se tornar réu outra vez a Justiça teria que aceitar uma nova denúncia do Ministério Público Federal.

“É muito difícil saber se o Judiciário brasileiro vai voltar a ser instrumentalizado. Não é uma questão de Direto e de leis, mas de uma interação entre diversas instâncias do Judiciário e as necessidades políticas dos campos que estavam querendo se manter ou conquistar o poder”, analisa Chirio. “A justiça foi uma ferramenta das lutas políticas desde 2016”, completa.

“Para saber se Lula voltará a ser julgado temos de saber qual o acordo dentro do sistema judiciário para saber se é possível que a democracia e o sufrágio universal sejam respeitados”, diz. Porém, ficou difícil analisar o sistema político brasileiro porque não temos mais os recursos da leitura da lei, assim como aconteceu em outros períodos autoritários, em que julgamentos podem esconder equilíbrios políticos e relações de forças”, analisa.

“O que vai determinar o futuro judiciário do Lula é como ele vai construir alianças nas elites brasileiras para que a volta do campo progressista no poder seja aceita, apesar da campanha contra que foi feita nos últimos anos”.      

12
Mar22

O preço da gasolina e a corrida eleitoral

Talis Andrade

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"A verdade é que as privatizações, a diminuição de carga de processamento e a redução dos investimentos em refino levadas a cabo pela Petrobrás tornaram o Brasil dependente da importação de cerca de 30% da gasolina, do diesel e do gás. Da mesma forma, o cancelamento de projetos, o arrendamento de unidades e a redução de investimentos fazem com que  importemos mais de 80% dos fertilizantes que utilizamos", escreveu Aloizio Mercadante, que acrescentou:

- Como, desde o golpe contra a presidente Dilma, e como consequência da Lava Jato, a Petrobrás passa por um processo de completo esquartejamento, a empresa não tem mais capacidade de cumprir o papel estratégico de contenção do impacto da variação do preço internacional do petróleo no mercado interno. A Lava Jato e o projeto Temer-Bolsonaro subordinaram a Petrobras aos interesses das 392 empresas importadoras de petróleo e dos acionistas minoritários. 

Além de receberem dividendos bilionários da Petrobrás, os acionistas privados da empresa, boa parte estrangeiros, votarão para premiar com R$ 13,1 milhões a cúpula da estatal. Nesta semana, a Petrobrás anunciou novo reajuste no preço dos combustíveis. Enquanto os brasileiros gastam valores exorbitantes para abastecerem o carro, a elite da Petrobrás recebe cada vez mais dinheiro

O presidente da empresa, general Silva e Luna, e a diretoria receberão pelo menos R$ 1,45 milhão.

A denúncia foi feita pela presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), no Twitter. "Depois de receberem dividendos bilionários, acionistas vão votar distribuição de R$ 13,1 milhões para a cúpula da Petrobrás em prêmio por performance. Chocante! Presidente da empresa, general Silva e Luna, e diretoria vão receber no mínimo R$1,45 milhão! Se isso não é crime, é o quê?", questionou.

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Antonio Cappellari ACIONISTAS DA BR AGRADECEM
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Humberto Costa
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Quando a gente compara, a gente entende porque o Brasil rejeita Bolsonaro e quer
de novo
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O lucro da Petrbrás dividido aos acionistas foi de 101 bilhões - Lucro de mais de 1000% ao acionista - A bolsa ganha e seu bolso perde.ImageImage
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15
Fev22

Isentão, não

Talis Andrade

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por Mirian Guaraciaba

Deu um prazer danado ler a entrevista do cantor e compositor Martinho da Vila, em O Globo desse domingo. Aos 84 anos, Martinho não se esconde. Nem na vida, nem na política. Mesma alegria ao ler declarações de Andrea Beltrão e Marieta Severo, divas do teatro brasileiro. Elas e ele são diretos, posição cristalina, pensam de fato num Brasil de esperança.

“Você vai participar da campanha do Lula?”, perguntou o repórter a Martinho. “Se ele quiser, claro. Para os amigos, faço qualquer coisa”.

Tem Chico, Wagner Moura, Caetano, Gil, Pablo Vittar, Marcelo Serrado, Bruno Gagliasso, Popozuda, José de Abreu … Juliette, Gil do Vigor… e outros mais. A magnitude do respeitável apoio desses artistas não está, certamente, na soma de votos que trarão a Lula, mas na volta por cima da democracia, soterrando anos de sufoco na mão de golpistas, família Bolsonaro e radicais extremistas.

A herança do bolsonarismo é ruinosa. Inflação de dois dígitos, o pior flagelo. Acumulada desde dezembro de 2014 a outubro de 2021, bateu 47,5%. Empobrece o trabalhador, e aumenta ferozmente a miséria extrema. Hoje, segundo a FGV, já são cerca de 30 milhões de brasileiros passando fome no Brasil.

O desemprego, em 2022, baterá recorde com Bolsonaro. Serão 13,5 milhões em dezembro, e o pior índice num ano eleitoral – contabilizadas as sete últimas campanhas presidenciais. Saúde? Bem estar? Educação? Segurança? Cultura? O espólio é catastrófico em todas as áreas. O atraso social é incontestável.

Bolsonaro bateu recorde de desmatamento da Amazônia. Garimpos ilegais proliferam na região. Há pouco tempo, O BNDES, banco de fomento para o desenvolvimento do País, emprestou quase R$ 30 milhões a fazendeiros punidos pelo Ibama por estarem desmatando. Apesar do histórico de infrações, receberam dinheiro publico com juros subsidiados. As informações são da Rede Brasil Atual.

O que esperar, num segundo mandato, de um sujeito que nega a ciência? Dizimar a população que não reza pela sua cartilha? Bolsonaro levou o País a ser o segundo em óbitos pelo coronavirus em todo o mundo, e o terceiro com mais casos confirmados, dados recentes. Somos o sexto país mais populoso e só estamos atrás dos Estados Unidos nessa macabra estatística.

É trágico na área cultural. Regina Duarte e Mário Frias, perversos. Perigosos. Que outro candidato teriam os artistas bem intencionados e que preferem não estar em cima do muro? Ciro Gomes, para Fabio Porchat, e outros tantos. Ok. Primeiro passo. Primeiro turno. Ciro é destemperado, para dizer o mínimo, fugiu do combate em 2018, não tem estratégia política, mas não se pode dizer que não se preocupa com o País.

Em numero menor, talvez, e de menor importância, certamente, é o apoio declarado de alguns artistas ao Capitão. Votos garantidos desse grupo? Há os que se dizem arrependidos. Hoje, Bolsonaro patina nos 22% da preferência nas pesquisas eleitorais, mas é cedo para dizer que o panorama está posto.

A mesma luz que ilumina Lula não alcança o Capitão. Mas é bom lembrar que ele tem a caneta e a chave do cofre. Dá sinais claros de que avançará sobre o orçamento para beneficiar grupos de interesse, e fará tudo e mais alguma coisa para tentar se reeleger. Manchete desta segunda, 14, da Folha de SPaulo diz que pressão da base no Congresso pode fazer explodir bomba fiscal de R$ 230 bilhões. Só a PEC dos combustíveis terá impacto fiscal de R$ 100 bilhões.

Com o País pegando fogo, o Capitão sem noção foi a Rússia, ignorando advertência sobre o péssimo momento de visitar um país literalmente em pé de guerra. Alegou interesses econômicos. De fato, relações desequilibradas. Enquanto o Brasil exportou, em 2021, U$ 1,6 bilhões para a Russia, os russos exportaram para o Brasil nada menos que U$ 5,7 bilhões. A conta não favorece Bolsonaro.

A conjuntura é cada vez mais favorável a Lula. Dificilmente, o governador (dizem bem avaliado em SP) Doria vai decolar na disputa pela Presidência. Moro virou piada, terá enorme trabalho para convencer o eleitorado de que a fala pró-nazismo de seu apoiador Kataguiri foi apenas “uma gafe”. Simone Tebet? Pode surpreender, mas não deve superar Lula.

Ainda é cedo para dizer que estão todos fora do páreo. Mas nunca é cedo para se ter esperança de um Brasil feliz de novo. Isenção, não. Bora fazer campanha. Bora declarar voto.

É hora de se posicionar. O bolsonarismo, senhores, veio para ficar. Assim como Trump, nos Estados Unidos, será ameaça constante a nossa democracia.

O risco de reeleição de Bolsonaro – distante, mas possível – tem que ser afastado no exercício pleno da democracia: quando a pandemia permitir, campanha nas ruas. Agora, hora de ir para as redes declarar voto. Seja Lula, Ciro, Simone. Até Doria. Só não dá para enfiar a cabeça na areia. Ou ficar em cima do muro.

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