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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

07
Nov22

"Greve geral" fracassa e bolsonarismo terá de achar onde se acomodar

Talis Andrade

ImageImageImageMP apura saudação nazista feita por bolsonaristas em ato em Santa Catarina  | Santa Catarina | G1Image

 

por Thaís Oyama /UOL

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A essa altura, sem qualquer registro de paralisação relevante no país, é possível dizer que a tal "greve geral" convocada por bolsonaristas fracassou.

Também os bloqueios nas rodovias federais neste momento são eventos raros, registrados em não mais do que alguns poucos estados, como Rondônia, Roraima e Pará, além de algumas rodovias estaduais em Santa Catarina.

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São sinais de que os bolsonaristas que nos últimos dias vociferaram nas estradas e sacudiram bandeiras diante de quartéis pedindo intervenção militar devem em breve voltar a cuidar da vida. A transição está em curso, a vida segue e até golpistas têm boletos para pagar.

Assim, daqui a pouco, quando tudo decantar, o bolsonarismo terá de procurar seu líder.

Bolsonaro se candidatou a permanecer nesse posto no discurso relâmpago de terça-feira, mirando 2026 —mas querer é uma coisa e poder é outra.

O ainda presidente tem desde já dois nomes posicionados na mesma pista: seu cada vez mais distante apadrinhado, o governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, hoje o principal projeto de poder do Republicanos; e o governador reeleito de Minas pelo Novo, Romeu Zema, que não esconde seus sonhos ambiciosos e que Valdemar negocia trazer para o PL com propósitos facilmente presumíveis.

O cacique do PL já traça um plano B para o caso de ter problemas incontornáveis com o bolsonarismo instalado em suas fileiras.

Amanhã, ele anunciará que o ainda presidente Bolsonaro ocupará um cargo no partido, de onde "liderará a oposição" ao governo Lula.

Ocorre que, tendo o PL duas bancadas, a bolsonarista e a valdemarista, tem também duas interpretações para o significado da palavra oposição.

Para a ala de parlamentares que apoia o ex-capitão, ela significa ser contra tudo o que daqui por diante venha a ser proposto pelo novo governo.

Já para o cacique do centrão, fazer oposição significa exercitar um estágio anterior à negociação, cujo final será sempre favorável a ele.

Integrantes do PL têm poucas esperanças de que expoentes do bolsonarismo furioso tenham a disciplina que tal dinâmica exige. Carla Zambelli e Ricardo Salles, por exemplo, por conta própria já brigam pela candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2024.

Só que, como diz um aliado de Valdemar, o cacique do PL "não é o Luciano Bivar", que teve o seu partido, o PSL, implodido em 2019 por Bolsonaro e seus aliados.

Valdemar conduz seu PL com mão-de-ferro e tanto Bolsonaro quanto os bolsonaristas são, para ele, visitantes de ocasião. Em caso de rebelião, diz esse aliado, a janela partidária se abre em abril — ocasião em que a porta da rua será a serventia da casa.

 

07
Abr22

Merval, chamado de ‘Moro’ na CBN, diz já não crer em 3ª Via’

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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A coisa está tão difícil para o “bolsonarismo sem Bolsonaro’ da 3a. Via que até os “fortes” vão cedendo.

Hoje, na CBN – curiosamente chamado de “Moro”, num ato falho do apresentador Carlos Alberto Sardenberg – Merval Pereira admite que “seria uma boa oportunidade” formar-se uma chama com Ciro Gomes e Simone Tebet, apoiada pelo União Brasil, mas que não crê que isso se consume, porque o partido de Bivar quer ficar longe das polêmicas com Lula e Bolsonaro na campanha presidencial e que o partido de ACM Netto e Luciano Bivar não aceitaria Ciro como seu candidato a presidência.

O decano do jornalismo lavajatista já jogou a toalha para seu tonteado herói e também não vê possibilidades de Eduardo Leite “derrubar Doria”e não está otimista com sua última alternativa, Ciro Gomes:

—É uma manobra complicada, assim como foi a do Moro, que não deu certo. É preciso ter uma liderança natural, que esse grupo não tem. Os únicos que se impõem são Moro e Ciro Gomes. Nenhum partido quer Moro, os políticos não querem dar força a ele. E Ciro seria uma solução, se eles quisessem realmente apresentar candidato competitivo. Mas não acredito.

Merval está num mato sem cachorro. E sem marreco, coitado.

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03
Abr22

Moro pode ser candidato a deputado estadual, jamais à Presidência, diz União Brasil

Talis Andrade

 

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Sergio Moro é apontado por lideranças do Phodemos como traidor. Tem dois domicílios eleitorais? 

 

Redação 247 Brasil

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O União Brasil combinou com ex-juiz Sergio Moro, julgado parcial e suspeito e incompetente pelo STF: poderá ser candidato até a deputado estadual em São Paulo, mas jamais a presidente.

A decisão foi publicada depois de um encontro do ex-juiz com a senadora Simone Tebet, cotada para ser candidata a presidente pelo MDB.Image

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Sergio Moro foi praticamente expulso do Phodemos, porque articulou sair candidato a senador pelo Paraná, onde reside, no lugar do seu principal protetor senador Álvaro Dias, que tenta a reeleição. 

Sergio Moro candidato a deputado estadual em São Paulo será uma enganação. Uma empulhação. Uma burla. Para ser candidato necessita apresentar ao Tribunal Regional Eleitoral documento falso de residência. De residente no Estado de São Paulo. Talvez algum recibo de salário da Alvarez & Marsal, empresa dos Estados Unidos que faturou e fatura rios de dinheiro com as empresas quebradas pela Lava Jato, braço dos serviços de inteligência e espionagem do Tio Sam. Ou recibo de moradia em hotel ou condomínio de luxo em São Paulo capital.  

Escreve Bruna Oliveira: De acordo com o artigo 304 do CP, constitui delito o fato de “fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os artigos 297 a 302” do CP (falsificação de documento público, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, falso reconhecimento de firma ou letra, falsidade ideológica de certidão ou atestado, falsidade material de atestado ou certidão e falsidade de atestado médico). O objeto da tutela penal é a fé pública, proibindo o tipo penal o uso de documentação falsa.

No documentário, que prova o enriquecimento de Moro, o jornalista Joaquim de Carvalho mostra a rica e luxuosa moradia, em Curitiba, do ex-chefe da autodenominada Liga da Justiça do Paraná. A escandalosa demonstração de riqueza de um juiz federal, considerado suspeito, incompetente e parcial pelo Supremo Tribunal Federal - STF, e ladrão, pela imprensa livre e adversários políticos.

Sergio Moro é apontado por lideranças do Phodemos como traidor. Depois de ser recebido como pré-candidato a presidente e ter usado verba pública para se promover, Moro assinou na quinta-feira, 31/03, ficha de filiação ao União Brasil.Sergio Moro assina filiação ao partido União Brasil em evento em São Paulo ao lado do vice-presidente do partido, Junior Bozzella — Foto: Reprodução/GloboNews

Em nota publicada nas redes sociais pouco depois, Moro declarou que abriu mão da candidatura à presidência ao mudar de sigla.

"Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor", disse Moro, em nota oficial.
 

No comunicado, Moro declarou ainda que a mudança de partido ocorre para "facilitar as negociações das forças políticas de centro democráticoem busca de uma candidatura presidencial única".Segundo o deputado e vice-presidente do União Brasil, Junior Bozzella (foto), Moro mudou o domicílio eleitoral para São Paulo e se colocou à disposição do partido, que vai definir o “lugar pertinente onde ele possa se encaixar”.

“Ele estava habilitado a concorrer a diversos cargos, trouxe o domicílio eleitoral pra São Paulo. Ele vem pra somar, tem 10% nas pesquisas”, disse Bozzella.

 

 

27
Jan22

Moro vai ficando só

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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A adesão do MBL à candidatura Moro, marcada para hoje, tem o peso que o decadente movimento dos rapazes do Kim Kataguiri conserva: nada.

É, claro, alguma coisa para quem, desde que se lançou candidato conseguiu, nas pesquisas e nas alianças, crescimento zero.

Tanto que seu porta-voz informal no site que lhe serve de órgão oficial de campanha, diz que os rapazes são sua “única chance”:

Sabotado pelos partidos, Moro tem a chance, com o MBL, de dar uma guinada em sua candidatura. Ele já entendeu que não poderá contar com Podemos ou com União Brasil, a não ser que consiga, sozinho, subir nas pesquisas.MBL

No UOL, também hoje, reportagem diz que “o baixo rendimento do pré-candidato à Presidência Sergio Moro nas pesquisas eleitorais tem preocupado seu partido, o Podemos, que tenta evitar uma debandada de seus filiados”, segundo deputados do partido.

Até o “não desista, não desista” que Moro disse ser o que mais ouvia de seus apoiadores é mau sinal: ninguém daria este conselho a que está subindo, de vento em pôpa.

A esta altura, até no União Brasil, o partido fictício que se montou sob a presidência de Luciano Bivar, que alugou a Jair Bolsonaro, em 2018, a legenda do PSL e recebeu agora o fruto deste negócio com a dotação imensa do fundo eleitoral, conseguida à custa da bancada bolsonarista eleita naquele ano, Moro tem dificuldades.

Mesmo entregando a vice a Bivar e perdendo qualquer autonomia, há muitos que lhes fecham as portas por lá.

Como já se disse aqui, há tempos, tudo o que Moro faz na política, agora, é desmentir – e sem fatos – as suspeitas cada vez maiores sobre sua atuação.

É o única ribalta que tem e, sem este, é provável que recue mais alguns passos, para o fundo obscuro do palco.

Talvez, até, para fora dele.

21
Jan22

As malas de Moro

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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A revelação de que a empresa Álvarez & Marsal, que responde pela administração da recuperação judicial da Odebrecht, da OAS e de outras empresas atingidas pela Lava Jato, e que admitiu Sergio Moro como “managing director” (no dicionário Cambridge, “o responsável por uma empresa , quem é responsável pelo que faz e como é gerida”) recebeu das “vítimas” do ex-juiz nada menos que R$ 42,5 milhões está repercutindo com tanta força que até a Veja, “ninho do marreco”, está se vacinando contra um imiente escândalo.

A revista, preventivamente já menciona um dossiê que estaria correndo entre os políticos onde registros do Coaf conteriam a informação de que os ganhos de Moro em seu passeio multinacional teriam lhe proporcionado ganhos de US$ 5 milhões (quase R$ 30 milhões).

Os defensores de Moro, diante da covardia do ex-juiz em dar informações concretas sobre quanto recebia da multinacional prefere agarrar-se ao argumento de que ele, a esta altura, não era mais servidor público e, portanto, seus recebimentos eram privados e sigilosos.

Obviamente errado, pois os pagamentos feitos por empresas submetidas a recuperação judicial são públicos e aprovados pelo juiz que a supervisiona.

Não é, porém, a única área onde a fome de dinheiro está colocando Moro em problemas.

Lauro Jardim, em O Globo, diz que Moro está negociando com Luciano Bivar, o homem que alugou o então PSL a Jair Bolsonaro e que agora preside o “União Brasil” de R$ 1 bilhão de Fundo Eleitoral sua mudança de partido. Diz o colunista que “Moro tem dado sinais de que quer (ou precisa) de um partido com maior densidade — e mais verbas para sustentar uma campanha presidencial”.

Assim mesmo, troco o partido que foi montado para esperá-lo, em apenas dois meses, por outro com maiores dotes. Embora, eu e qualquer um duvide que Bivar vá dar, grátis, seu rico dinheirinho sem cobrar muito em troca.

De que, mesmo, Lula chamou Moro outro dia?

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20
Nov19

Novo projeto de poder de Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil é o primeiro partido neofascista do país

Talis Andrade

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por João Filho

BOLSONARO ALUGOU um partido nanico, ajudou a transformá-lo em um dos maiores partidos do Brasil e agora o abandona após uma tentativa fracassada de golpe para tomar o seu controle e abocanhar o fundo partidário. Pela ótica da dinâmica política tradicional, esse jogo é uma loucura que levaria ao enfraquecimento e isolamento do governo. Mas não é assim que pensa quem tem como objetivo destruir a democracia como a conhecemos.

O presidente da República já mostrou que não tem nenhum interesse em formar uma maioria no Congresso que o ajude a governar. É um governo que renega as mediações democráticas e busca a radicalização para atingir seus objetivos.

Desde a posse, a família Bolsonaro vem implodindo grandes aliados construídos durante a campanha. Bebianno, Alexandre Frota, Joice Hasselmann, Witzel, João Doria e Luciano Bivar são alguns nomes que foram expurgados de maneira desleal. A tropa de choque bolsonarista vai ficando cada vez mais reduzida e isso não parece ser um problema para a família Bolsonaro. Ao que tudo indica, a intenção é ir empurrando o governo com a barriga, rezar para a economia sair do buraco e continuar apostando na fidelização da sua militância alucinada nas redes sociais. Não é novidade que este é um governo preocupado exclusivamente em agradar um séquito de reacionários e lunáticos catequizados por Olavo de Carvalho.

O presidente anunciou essa semana a criação da Aliança pelo Brasil, a futura nova casa da extrema-direita governista brasileira. Mais que isso: será uma sigla controlada pela família Bolsonaro e formada apenas por devotos fiéis do presidente.

Não se sabe ainda se a Aliança pelo Brasil será criada a tempo de disputar as eleições municipais do ano que vem. Se tudo for feito como manda a lei, será quase impossível. Mas estamos no Brasil 2019 e sabemos que as leis não têm sido garantia de muita coisa.

Será necessário coletar quase 500 mil assinaturas em pouco mais de quatro meses, o que seria um feito inédito. Mas os bolsonaristas contam que isso será possível com assinaturas digitais, feitas através das redes sociais e de um aplicativo que será lançado pelo partido. Acontece que a lei não prevê a possibilidade das assinaturas digitais, apenas em papel. Como será impossível juntar quase meio milhão de assinaturas em papel em quatro meses, o bolsonarismo vai conseguir as assinaturas digitais e tentar jogar essa disputa pro campo jurídico. Diante da escalada dos discursos autoritários do governo, alguém duvida que haverá radicalização e incitação do povo contra os tribunais quando esse caso for julgado? Ou será que os Bolsonaro vão mandar logo um cabo e um soldado ao TSE? Me parece bastante claro que o bolsonarismo não irá retroceder nem aceitar qualquer decisão que não seja a criação do partido do presidente. Eles não entraram nessa empreitada para depois ficarem sem partido.

É possível que haja, como houve nas eleições, uma grande mobilização das igrejas evangélicas pela criação do partido. Será que teremos pastores na porta da igreja trocando assinatura por um pedacinho no céu? O bispo e prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella já colocou a máquina da Igreja Universal à disposição para a coleta de assinaturas.

O manifesto de fundação do partido é um ajuntamento de chavões fascistoides. Não há nada ali que lembre um projeto de país, que pregue a conciliação, que apresente propostas para a economia e para o desenvolvimento social. É só um panfleto rancoroso que aposta no maniqueísmo e no confronto como método de governo, tendo Jair Bolsonaro como um líder messiânico. “Muito mais que um partido, é o sonho e a inspiração de pessoas leais ao Presidente Jair Bolsonaro, de unirmos o país com aliados em ideais e intenções patrióticas”, diz o manifesto. A palavra democracia não é citada em nenhum momento do texto. O partido se apresenta oficialmente como um grupo político formado por pessoas leais a um único político. É essa lealdade incondicional ao Messias que motivou o rompimento dos bolsonaristas com o PSL. Não havia divergências ideológicas ou programáticas entre eles. A separação se deu porque o núcleo bolsonarista queria o controle do partido e não admitia conviver com correligionários que não demonstrem lealdade cega e absoluta ao seu grande líder.

Em outro trecho, o manifesto diz que “a Aliança pelo Brasil é o caminho que escolhemos e queremos para o futuro e para o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes”. As “boas práticas” e os “bons costumes” certamente não se referem às rachadinhas no gabinete do Flávio Bolsonaro nem ao conteúdo pornográfico que o presidente publicou no Twitter. É só a velha ladainha moralista que os moralistas gostam de pregar, mas não de cumprir.

Nos perfis do projeto de apresentação do novo partido de Bolsonaro, as palavras “Deus”, “pátria” e “família” são exibidas. Não parece coincidência o fato de esse ser o lema dos integralistas.

 

Inspirados no fascismo italiano, os integralistas são um movimento ultrarreacionário, criado há oito décadas no Brasil para abrigar o ideário fascista. A Ação Integralista Brasileira teve papel fundamental no golpe militar de 64 e hoje apóia o governo Bolsonaro. Durante as eleições, o grupo formalizou apoio à candidatura do ex-capitão e chegou a participar de um ato de campanha na avenida Paulista. Muitos integralistas são filiados ao PRTB de Levy Fidelix, cujo lema da campanha para deputado federal também era “Deus, pátria, família”.

Mas não é só o lema. Tudo na Aliança pelo Brasil lembra os integralistas, desde a estética à ideologia. A defesa dos valores cristãos, a rejeição à democracia liberal, o nacionalismo autoritário — tudo parece ser uma cópia dos integralistas. Não dá nem para chamar de versão moderna do integralismo, porque tudo no bolsonarismo cheira a mofo.

A Aliança pelo Brasil pode ser classificada com tranquilidade como o primeiro partido neofascista do Brasil. Sim, neofascista. Todos os elementos estão ali: o ultranacionalismo, o anticomunismo, a contestação permanente da democracia liberal, a veneração por um líder populista, o discurso autoritário. Será um partido neofascista de cunho religioso e que já nascerá com alguma relevância no jogo político partidário, já que foi criado pelo presidente da República e tem como uma de suas principais bandeiras a exaltação de sua figura. É uma pena que a grande imprensa nacional, que até hoje evita chamar o governo Bolsonaro de extrema-direita, jamais chamará o neofascismo pelo nome.

A democracia brasileira está prestes a fornecer espaço para um partido cujos fundadores ameaçam constantemente a democracia, atacam princípios constitucionais e exaltam os criminosos do regime militar. É um partido que resgatará oficialmente o legado do fascismo brasileiro. O Partido Social Liberal, que foi temporariamente ocupado para a extrema-direita poder entrar na democracia, ficou pequeno. Faltava um partido genuíno, criado para unir todos as tribos neofascistas que desejam exaltar Bolsonaro e o Deus cristão. Não falta mais.

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01
Nov19

É repulsivo ouvir um deputado falar de um repugnante AI-5

Talis Andrade

Fala de deputado Eduardo Bolsonaro é um dos pontos mais baixos do seu mandato e revela a falta de confiança do parlamentar na capacidade do Governo do seu pai de driblar dificuldades

18
Out19

PSL X Bolsonaro e a linguagem de bandidos

Talis Andrade

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por Wevergton Brito Lima

Para decifrar o que está acontecendo na briga do Clã Bolsonaro contra parte do PSL é preciso, fazendo uma analogia, entender a linguagem de bandidos. Bandido, pra começo de conversa, em público, nega ser bandido. E se um bandido poderoso decide matar algum antigo aliado no crime ele, em primeiro lugar, para evitar suspeitas e pegar o novo inimigo de surpresa, vai se desdobrar em gentilezas para com a futura vítima.

Não é segredo para ninguém em Brasília que Bolsonaro foi avisado sobre (ou ele mesmo orientou) a investida da Polícia Federal contra o presidente do seu partido, PSL. Investida que aconteceu no dia 15/10.

Corresse tudo de forma sigilosa, poderia ser um “assassinato político” perfeito. Quem iria chorar pelo Bivar?

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Sempre ressalvando que faço aqui apenas uma analogia para facilitar o entendimento do leitor já que ninguém mencionado neste texto pode ser diretamente acusado de bandido ou miliciano, pelo menos até que provas sejam apresentadas neste sentido. Voltando à analogia: Acontece que Bolsonaro é o que seria chamado nos morros do Rio de “bandido que dá mole pra Kojak”.

E assim, dias antes do planejado “assassinado político” o boquirroto deixa escapar para um aliado: “afaste-se do Bivar pois ele está queimado”. Pronto, entornou o caldo.

Em uma quadrilha funciona assim: se o chefe número um manda eliminar um outro líder e a operação é bem-sucedida, todo o restante do bando, inclusive ex-aliados do falecido, conformam-se com a situação pois, na linguagem deles, “quem morre é que tá errado”.

Mas se o plano é descoberto previamente, a quadrilha entra em guerra, com uma parte acusando a outra de traição.

E a guerra foi deflagrada. Nesta quinta-feira (17), gravado por um infiltrado do presidente, um aliado do Bivar, “delegado” Waldir, líder do partido do presidente na Câmara (!) disse, pensando que falava a portas fechadas, que Bolsonaro era “vagabundo” e que tinha em seu poder uma gravação que iria “implodir” o presidente.

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Era uma declaração com endereço certo: “delegado” Waldir, experiente em guerra de quadrilhas, sabia que havia infiltrado (ou infiltrados) de Bolsonaro na reunião e seu objetivo era revelar ao “inimigo” que iria morrer atirando, talvez até com uma bala de prata.

Não contava o “delegado” Waldir que estava sendo gravado e o vazamento do que disse - que pode diminuir um pouco o efeito do que porventura tenha realmente em mãos mas não anula um possível poder destrutivo - só lhe deixou uma alternativa, colocar panos quentes “não tenho nada contra o presidente”, “falei de cabeça quente”, etc. Este apaziguamento vai ser o tom a partir de agora. Tudo que o que o setor mais poderoso da quadrilha queria era um “assassinato limpo”, e para os dois lados não interessa uma guerra sem quartel onde todos podem terminar mortos. Mas o conflito existe, não está totalmente sobre controle e vai continuar com lances na surdina, tentativas de acordo ou golpes públicos. Nesta guerra não temos em jogo ideologia ou interesses nacionais, são apenas negócios e poder. Em um combate deste tipo tudo pode acontecer. Lembrem-se que Tommaso Buscetta, o famoso líder da Cosa Nostra siciliana, só decidiu romper a omertà depois que o rival, Salvatore Riina, matou dois filhos seus, além do irmão, sobrinho e cunhado. O que lhe restou foi a vingança de entregar o algoz de seus familiares.

Sem algo do tipo, podemos nutrir pouca esperança de que a lei alcance a quadrilha. Lembremos, para recordar apenas um aspecto da blindagem, que o Ministro da Justiça atende pelo nome de Sergio Moro e este fato - gravíssimo - infelizmente, ao contrário do restante do texto, não é uma analogia.

Na verdade, só uma rebelião cívica, dos que nutrem algum amor pelo Brasil, por seu povo e por seu futuro, pode impedir que prospere tal descalabro que assombra o mundo. Rebelião que deve ter, como principal ator, a mobilização popular.

 

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16
Out19

Em foto de capa, Estadão mostra Bolsonaro executando Moro, para impressionante espanto de Paulo Guedes

Talis Andrade

A foto de Gabriela Biló, feita durante a cerimônia de hasteamento da bandeira nesta terça-feira (15), ilustra a reportagem sobre a nova crise instaurada por Bolsonaro após a ação da Polícia Federal, comandada por Moro, contra o presidente do PSL, Luciano Bivar

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Mônica Bergamo, no Folha, tasca a seguinte chamada: Bivar divulga gastos de R$ 340 mil do PSL com advogada de Bolsonaro.

Karina Kufa diz que valores 'são totalmente correspondentes aos praticados no mercado de Brasília'

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Revista FórumDe forma metafórica, a imagem mostra um Moro rendido às ordens de Bolsonaro, a quem teria antecipado as informações sobre a operação da PF contra o presidente da sigla que levou o capitão ao poder.

Em 2011, o mesmo Estadão divulgou em sua edição impressa uma foto da então presidenta Dilma Rousseff (PT) levemente arqueada com a espada de um cadete parecendo trespassar seu corpo. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.

Bem representativa a imagem passiva e submissa de Moro, de cabeça baixa, conformado com seu novo papel de pau-mandado de Bolsonaro. 

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PAU-MANDADO.
(Dibob)

Como é que eu posso entender.
Se o que escolheu na vida foi sofrer.
(isso bem antes da hora)
Se o que eu falei nunca valeu.
E nunca quis, foi um conselho meu.

Ela mandou, voçê cumpriu.
Onde já se viu?
Ainda ter que aceitar.

Só sai se ela deixar.
Tem hora pra voltar.
Se é asim que voçê quer viver.
Os outros vão falar.
Melhor deixar pra lá.
Se não voçê vai se arrepender.
Disfarça.
Pra não deixar ninguem te ver sem graça.
Vergonha de não perceber.

Bolsonaro usou PF para intimidar Bivar

 

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A reconstituição dos fatos ajuda a entender os motivos para a Polícia Federal ter efetuado operação de busca e apreensão em endereços do deputado federal e presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, em Pernambuco, na manhã de hoje.

Há dez dias, a Folha de S. Paulo revelou que a PF havia encontrado indícios, em notas fiscais, de que dinheiro público de verbas eleitorais do PSL de Minas, de candidatas-laranja, havia sido desviado não só para a campanha do atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, mas também para a de Jair Bolsonaro, o que foi confirmado por um assessor e coordenador de campanha do então deputado.

Dias depois, Bolsonaro falou, à saída do Palácio da Alvorada para esquecer o PSL e que Bivar estava queimado – mas preservou seu ministro no cargo.

Em seguida, exigiu que Bivar mostrasse as contas do partido.

Bivar reagiu pedindo auditoria na campanha de Bolsonaro.

Na sequência, o presidente reuniu-se com o ministro da Justiça e com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Aleixo, em encontro sigiloso.

Hoje, a PF realizou o que chamou de Operação Guinhol, mas que poderia ser chamada de Operação Delenda Bivar.

Se fosse para de fato investigar o laranjal, e não para queimar Bivar, a PF deveria ter feito busca e apreensão numa pequena gráfica de Amaraji, interior de Pernambuco, chamada Vidal, na qual sete candidatos do PSL – dentre os quais a candidata laranja Érica Santos, assessora de Gustavo Bebbiano - declararam ter gasto mais de R$ 1 milhão e 200 mil de suas verbas de campanha e cujo dono, Luis Alfredo Vidal Nunes da Silva, presidente do partido na cidade, exibe orgulhosamente uma foto na qual aparece ao lado de um Bolsonaro sorridente, os dois com o polegar direito para cima.

Só não fez para não correr o risco de encontrar planilhas comprometedoras.

Ficou muito claro que Bolsonaro usou a máquina do estado em proveito próprio, para intimidar um desafeto político, no que contou com a conivência do ministro da Justiça e do diretor-geral da PF, como acontecia no tempo dos coronéis.

Estado policial começa assim.  

 

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12
Dez18

Coaf, os Bolsonaro e o estado policial

Talis Andrade

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por Luis Nassif
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Peça 1 – cronologia do fator Flávio Bolsonaro

14/11/2017 – deflagrada a Operação Cadeia Velha, que manda para a prisão vários deputados estaduais do Rio de Janeiro, entre eles Jorge Picciani.

16/11/2017 – manutenção da prisão de Jacob Barata, o todo-poderoso presidente da Fetransporte, a associação das empresas de transporte público do Rio de Janeiro, alvo da operação.

17/01/2018 – o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concede habeas corpus e há uma manifestação da Procuradora Geral da República Raquel Dodge solicitando a manutenção da prisão dos deputados Jorge Picciani e Paulo Cesar de Mello junto ao STF (https://goo.gl/tu7pL1). Ou seja, o caso chegou ao comando do MPF (Ministério Público Federal).

08/10/2018 – termina o primeiro turno das eleições e o deputado estadual Flávio Bolsonaro é eleito senador. Pelo Twitter, recebe os cumprimentos piedosos do juiz Marcelo Bretas, titular da Operação Cadeia Velha. “Parabenizo os novos Senadores, ora eleitos para representar o Rio de Janeiro a partir de 2019, Flavio Bolsonaro e Andrade de Oliveira. Que Deus os abençoes!” Ao que responde o piedoso Flávio: “Obrigado, Dr. Bretas e que Deus nos dê muita sabedoria, todos os dias, para fazermos a Sua vontade!”.

15/10/2018 – treze dias antes do segundo turno, são exonerados Fabricio de Queiroz, o militar que servia o gabinete de Flavio Bolsonaro, e sua filha Natália, contratada pelo gabinete do pai Jair (clique aqui).

28/10/2018 – encerra-se o segundo turno das eleições, com Jair eleito.

08/11/2018 – prisão preventiva de diversos deputados e assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Furna da Onça, tocada pelo MPF do Rio e pelo juiz Bretas (clique aqui)

14/11/2018 – o MPF justifica as prisões alegando suspeitas de vazamento de informações da operação (clique aqui). As demissões dos assessores dos Bolsonaro ocorreram no período em que já se suspeitava dos vazamentos.

23/11/2018 – Flávio Bolsonaro se encontra por duas horas com o juiz Bretas. O encontro foi a pedido de Flávio. A troco de quê um senador eleito vai visitar o juiz que comanda o processo que envolve a Assembleia? Mais que isso. “Interlocutores próximos a Jair” informam O Globo ser intenção do novo presidente indicar Bretas para um tribunal superior (clique aqui).“Essa indicação pode acontecer tanto para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), como para o Supremo Tribunal Federal (STF)”, diz o jornal. Quase certamente a tal “fonte próxima a Bolsonaro” era o próprio filho Flávio, falando em off.

Modestamente, o juiz minimiza o encontro, mas não rejeita um possível convite:

- Não tem nada disso, foi apenas um encontro amistoso. Já ouvi essas especulações (sobre as indicações). Mas, não tratamos sobre o tema.

Qual a intenção desse afago a Bretas?

06/12/2018 – a denúncia do Estadão em cima do relatório da COAF.

A narrativa mais óbvia:

1- Bem antes das eleições, as investigações sobre os esquemas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro tinham identificado as principais operações suspeitas. E o nome dos assessores de Flávio Bolsonaro já constavam da relação do COAF.

2- Treze dias antes do segundo turno, são exonerados o militar Fabrício Queiroz – que trabalhava com Flávio há mais de dez anos – e sua filha Natália. É a indicação mais evidente de que Flávio foi informado das descobertas do COAF. Ao segurar a informação, os órgãos de segurança garantem a eleição de Jair Bolsonaro.

3- As peripécias dos filhos de Bolsonaro já eram bastante difundidas. Fotógrafos do Congresso flagraram uma troca de mensagem de Jair com o filho Eduardo, alertando-o para as consequências de seus atos (clique aqui). Dizia um dos trechos da mensagem: “Jair: “Se a imprensa te descobrir ai, e o que está fazendo, vão comer seu fígado e o meu. Retorne imediatamente”.

Peça 2 – o jogo político da segurança

Na fase inicial, de formação do governo, o general Hamilton Mourão tinha dossiês prontos para torpedear grande parte das indicações bancadas pelos financiadores de campanha - o advogado Gustavo Bebiano, o dono do PSL, Luciano Bivar, e o lobista carioca Paulo Marinho – e pelos olavetes.

Em “Xadrez da nova corte e a fragilidade de Bolsonaro” há uma descrição dos grupos que se digladiam.

A desenvoltura e as trapalhadas da família Bolsonaro ganharam uma dimensão tal, a ponto de comprometer até a base aliada. Encrencaram-se com todos e, hoje em dia, são minoritários dentro do PSL. Há informações de que a maioria dos parlamentares eleitos planeja transferir-se para o DEM.

As declarações estapafúrdias dos Ministros das Relações Exteriores, Educação, Direitos Humanos, bancados pelos irmãos, estão sendo fontes de desmoralização internacional do Brasil. E tinha-se um dilema. De um lado, filhos insaciáveis ; do outro, um pai incapaz de qualquer atitude para enquadrá-los.

Mal terminaram as eleições, Flávio Bolsonaro combinou com Wilson Witzel, governador eleito do Rio de Janeiro, uma ida a Israel para compras milionárias mal explicadas de equipamentos de segurança. Witzel acabou indo sem Flávio. Aliás, é questão de tempo para se revelar sua verdadeira dimensão.

Os Bolsonaro se tornaram, portanto, uma ameaça à estabilidade do novo governo. E seria impossível que as estripulias da família Bolsonaro passassem despercebidas dos serviços de informação do Exército.

Até agora, nesse relatório do COAF, apareceu apenas a ponta do iceberg. Rompida a blindagem, certamente haverá uma enxurrada de novas acusações. Os Bolsonaro nunca tiveram envergadura para jogadas dos políticos do alto clero, bancados por empresas. No baixo clero, as jogadas são com esquemas de Detran, caixinhas de prestadores de serviço e, no caso do Rio de Janeiro, alianças com milícias, de muito mais fácil identificação. Em muitos casos, se misturam crimes de colarinho branco com crimes de sangue, como se viu no episódio Marielle.

Peça 3 – o COAF e estado policial

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O relatório da COAF teve duas funções. Enquanto oculto, não comprometeu a eleição de Jair. Depois de eleito, ajudará a excluir a família presidencial do processo decisório. O jogo político-jurídico extrapolou o combate ao PT e entrou de cabeça nas disputas pelo poder. O bate-pronto do general Mourão, exigindo explicações do motorista e do filho, não deixam espaço para dúvidas.

A única dúvida é se, o fato de ter vindo à tona antes da posse de Bolsonaro, foi fruto de um vazamento não planejado ou se foi necessário antecipar a denúncia para conter a fome dos rapazes.

Haverá uma de duas possíveis consequências.

1- Depois de empossado, um processo rápido de impeachment de Jair Bolsonaro, assumindo o vice-presidente Mourão.

2- Mais provável, ter-se-á um Jair sem os filhos. E, sem os filhos, Jair Bolsonaro é apenas uma figura frágil, facilmente controlável por patentes superiores. Terá papel meramente decorativo, e com as rédeas do governo transferidas definitivamente para os ministros militares.

Consolida-se, de forma nítida agora, a aliança entre os setores militares e o juiz Sérgio Moro. E, nesse ponto, torna-se inexplicável a falta de reação da Febraban, da OAB e das instituições em geral ao projeto de transferir o COAF do Ministério da Fazenda para o da Justiça. Não se trata de uma mera movimentação burocrática, mas do capítulo mais grave de transformação do país em um estado policial.
 

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A Lei que criou o COAF (Lei 9613/98) colocou o Conselho no "âmbito do Ministério da Fazenda". Em todos os grandes países, são os Ministérios das Finanças que abrigam órgãos tipo COAF. O órgão recebe dados de todas as transações acima de R$ 10 mil.

É uma função da área financeira dos governos, porque é essa área que tem acesso aos dados. O Ministério da Fazenda tem a rede conectada ao sistema bancário para extrair esses dados.

Os auditores têm acesso a todas as transações, mas selecionam para análise apenas as operações suspeitas. Estima-se que, de cada mil transações, 998 são regulares e apenas 2 são consideradas suspeitas. Mas todas elas são acessíveis aos técnicos do COAF. Seu pessoal é concursado do Ministério da Fazenda. São quadros diferentes da Justiça. Os auditores fiscais têm status superior ao pessoal da Justiça e cultivam a cultura da proteção do sigilo bancário e fiscal, que não existe no Ministério da Justiça.

No COAF, nunca houve vazamento. E na Justiça? Até agora, essa transferência é o principal instrumento de suspeita sobre a criação de um estado policial. Ficarão à mercê de Moro dados fiscais de congressistas, políticos, empresários, jornalistas, líderes da oposição.

O que se tem de concreto é que, nesses tempos de estado de exceção, o relatório ajudou a eleger um presidente, levando junto um vice-presidente militar. E ajudará a entregar ao vice o comando do governo.
 

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