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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

19
Out19

Como a Lava Jato inventou uma segunda pena para prender Lula

Talis Andrade

No caso do triplex de Guarujá, a denúncia diz que a suposta corrupção se materializou pelo "branqueamento" via reforma do apartamento que seria destinado ao ex-presidente, que se viu condenado por ambos os fatos, o que gerou uma pena quase "dobrada"

 

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por Luis Nassif

A cada dia que passa, exposta à luz do sol, a Lava Jato vai se desmanchando.

Desde o começo da Lava Jato estava nítido que uma das formas mais usuais de manipulação era jogar com o fator tempo político.

A primeira lista de Rodrigo Janot tinha delações contra Aécio Neves. O próprio Janot não recomendou o seu indiciamento. A relação, do doleiro Yousseff, era sobre a lista de Furnas, e tinha apresentado as seguintes informações:

  • A quantia mensal destinada a Aécio.
  • A conta que recebia o valor, de Andrea Neves.
  • A forma como o dinheiro era lavado, através de uma empresa de Bauru.

Nada foi considerado. Ao mesmo tempo em que denunciava Lindbergh Faria e outros políticos do PT com indícios muito mais frágeis.

Agora, a revelação de que, desde o início do processo do impeachment, a Lava Jato dispunha da proposta de delação de Engevix, atingindo diretamente o vice-presidente Michel Temer. E aí, os mesmos procuradores que rejeitaram a delação da Engevix, “por não atender o interesse público”, lembram do “anexo-bomba”. Ou, ainda, as inúmeras provas contra Eduardo Cunha, só sacadas depois do impeachment consumado.

Não apenas isso. É estatisticamente  impossível que não tenha havido manipulação dos sorteios do STF e do Tribunal Superior Eleitoral, com todos os julgamentos-chave caindo em mãos de Ministros que, de antemão, já se sabia de posições contrárias ao reconhecimento de qualquer direito dos “inimigos”. Mesmo nas votações com placar apertado, os legalistas votavam, mas com a garantia de que os anticonstitucionalistas ainda detinham a maioria.

O fato mais relevante foi o voto de Rosa Weber na votação da prisão após 2º turno. Votou contra suas convicções, para “respeitar a colegialidade”. Respeitar a colegialidade significa acompanhar a maioria. Mas se o seu voto formaria uma nova maioria, respeitar o quê, afinal? O medo, habilmente manobrado pelo General Eduardo Villas Boas.

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Como alerta do leitor Paulo Calmon, o Informativo 955 do STF, disponibilizado no dia 18/10, traz uma decisão da 1a turma do STF que consagra o óbvio,  aquilo que sempre prevaleceu na jurisdição nacional: não há crime autônomo de lavagem de dinheiro (conduta posterior) quando se dá na fase final da corrupção. O caso se refere ao assessor de parlamentar flagrado com dinheiro escondido sob as vestes.

No caso do triplex de Guarujá, a denúncia diz que a suposta corrupção se materializou pelo “branqueamento” via reforma do apartamento que seria destinado ao ex-presidente, que se viu condenado por ambos os fatos, o que gerou uma pena quase “dobrada”.

Bastaria a correção dessa interpretação abusiva, para caber de imediato o regime aberto para Lula.

E toda essa manobra da 2ª Turma do TRF4, visou agravar a pena para evitar a prescrição, devido à idade de Lula.

O jogo foi escandaloso:

  1. Para poder enquadrar Lula em organização criminosa, Moro fixou 2009 como início da conduta criminosa.
  2. Só que se esqueceu que Lula faria 70 anos, e com isso haveria a redução pela metade da prescrição – calculada a partir do início dos supostos crimes até a sentença judicial.
  3. O que o TRF4 fez foi simplesmente somar o crime de lavagem ao da corrupção, atropelando a jurisprudência, para aumentar a pena a escapar da prescrição.

Foi essa manobra que definiu a prisão e o afastamento de Lula das eleições.

PRIMEIRA TURMA
DIREITO PENAL – LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL

Lavagem de dinheiro e exaurimento da infração antecedente

A Primeira Turma recebeu denúncia oferecida contra deputado federal pela suposta prática de crime de corrupção e a rejeitou quanto ao delito de lavagem de dinheiro.

No caso, o inquérito foi instaurado para apurar o cometimento, por parlamentar federal e seu assessor, dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ante a apreensão de vultosa quantia em espécie, na posse do último, quando tentava embarcar em avião, utilizando passagens custeadas pelo primeiro.

A procuradora-geral da República apresentou denúncia em desfavor do deputado, imputando-lhe o cometimento dos delitos tipificados nos arts. 317, § 1º (corrupção passiva com causa de aumento em razão de infringir dever funcional), do Código Penal (CP) e 1º, V (lavagem de dinheiro proveniente de crime contra a Administração Pública), da Lei 9.613/1998, com redação anterior à Lei 12.683/2012, na forma do 69 (concurso material) do CP.

Segundo a denúncia, o parlamentar, na condição de líder de partido, teria recebido, por intermédio de assessor, vantagem indevida visando obter apoio para manter determinada pessoa na Presidência da Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU. A denúncia assevera ter o parlamentar deixado de praticar ato de ofício consistente na fiscalização das atividades do Poder Executivo e da Administração Pública indireta, infringindo deveres funcionais atinentes ao mandato de deputado federal. Além disso, o investigado, com a finalidade de ocultar a natureza, a origem, a disposição e a propriedade da quantia ilícita recebida, teria ordenado que o assessor movimentasse o dinheiro, camuflando as notas pelo corpo, sob as vestes, nos bolsos do paletó, junto à cintura e dentro das meias, de modo a dissimular a natureza, a origem e a propriedade dos valores, caso fosse surpreendido, o que veio a acontecer.

A Turma, inicialmente, afastou as preliminares suscitadas.

No mérito, quanto ao delito previsto no art. 317, § 1º, do CP, reputou que a denúncia atendeu às exigências versadas no art. 41 do Código de Processo Penal (CPP): conter descrição do cometimento, em tese, de fato criminoso e das circunstâncias, estando individualizada a conduta imputada ao acusado.

Afirmou haver indícios de participação do denunciado no suposto fornecimento de sustentação política com a finalidade de obter vantagens ilícitas oriundas da aquisição de bens e serviços no âmbito da mencionada sociedade de economia mista. Ficou demonstrada, nos autos, a intensa troca de mensagens e de ligações efetuadas entre o assessor do deputado e o beneficiário que pretendia se manter na presidência da mencionada companhia no dia da apreensão do numerário.

Ressaltou que cumpre viabilizar, sob o crivo do contraditório, a instrução processual, para que o tema de fundo da imputação, atinente à omissão de ato de ofício com vistas à obtenção de vantagem ilícita, seja analisado.

No que se refere ao delito de lavagem de dinheiro, no entanto, não vislumbrou narrativa fática a ensejar a configuração típica da infração, surgindo relevante o articulado pela defesa acerca da ausência de justa causa.

Esclareceu que o crime de branqueamento de capitais corresponde a conduta delituosa adicional, a qual se caracteriza mediante nova ação dolosa, distinta daquela que é própria do exaurimento da infração antecedente. Entretanto, a procuradoria-geral da República limitou-se a expor, a título de conduta reveladora de lavagem de dinheiro, a obtenção da vantagem indevida proveniente do delito de corrupção passiva.

Asseverou que o ato de receber valores ilícitos integra o tipo previsto no art. 317 do CP, de modo que a conduta de esconder as notas pelo corpo, sob as vestes, nos bolsos do paletó, junto à cintura e dentro das meias, não se reveste da indispensável autonomia em relação ao crime antecedente, não se ajustando à infração versada no art. 1º, V, da Lei 9.613/1998.

Também se mostram atípicas as condutas apontadas como configuradoras do delito de lavagem de dinheiro na modalidade de dissimulação da origem de valores, visto que ausente ato voltado ao ciclo de branqueamento. A falta de justificativa a respeito da origem da quantia ou a apresentação de motivação inverossímil estão inseridas no direito do investigado de não produzir prova contra si, sem implicar qualquer modificação na aparência de ilicitude do dinheiro.

Inq 3515/SP, julgamento em 8.10.2019. (Inq-3515)

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14
Out18

12 provas de que Bolsonaro não é patriota, nem honesto, muito menos cristão Está longe de ser o candidato da família. Só se for a dele

Talis Andrade

Jair Bolsonaro ex-capitão retirado do Exército. São 27 anos só como deputado. Neste primeiro turno o filho mais velho pulou de deputado estadual para senador mais votado pelo Rio de Janeiro. Reelegeu o segundo filho deputado federal por São Paulo. O terceiro filho já é vereador e foi lançado candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Isso tem nome. É desregrado nepotismo eleitoral.

 

O Portal Jornalistas Livres apresenta doze provas de que Bolsonaro continua o mesmo, conforme relatórios do Exército:  Canalha, covarde, intrigante.

 

1. Bolsonaro quer vender a Amazônia

O candidato que não cansa de dizer “Brasil acima de tudo” quer vender a Amazônia!

Bolsonaro já afirmou que vai buscar “parcerias” com países como os Estados Unidos para explorar as riquezas minerais da floresta.

E, sempre que pode, o deputado critica o “uso” da Amazônia pelos indígenas.

2. Votou pela entrega do pré-sal

Bolsonaro foi um dos deputados que votou favoravelmente à exploração do NOSSO pré-sal por petroleiras estrangeiras.

A gente sabe que quem defende o país não entrega suas riquezas. Cadê o patriotismo?

3. Já passou pelo partido mais investigado por corrupção

Bolsonaro, ao longo de sua carreira, foi filiado a nove partidos políticos, entre eles o PP, partido mais investigado pela Operação Lava Jato.

E, ao ser questionado sobre isso afirmou: “O partido recebeu propina sim, mas qual partido não recebe propina?”.

4. Foi expulso do exército por ato terrorista

O deputado apareceu na lista da JBS por ter recebido R$ 200 mil para sua campanha de 2014. Bolsonaro disse ter

5. Presta continência à bandeira dos Estados Unidos

 

6. Admitiu que seu partido recebeu propina

 

O deputado apareceu na lista da JBS por ter recebido R$ 200 mil para sua campanha de 2014.

Mas fez questão de esclarecer: “Em 2014, ninguém falava em propina ilegal”.

7. Citado na Lista de Furnas

Bolsonaro aparece na “Lista de Furnas” por ter recebido R$ 50 mil em propina.

Ele foi acusado e nunca conseguiu explicar o que seu nome fazia ali. Mas de uma coisa temos certeza: a lista é autêntica e a Polícia Federal já atestou isso.

8. Conversa suspeita flagrada no WhatsApp

A foto de uma conversa do parlamentar com seu filho Eduardo Bolsonaro pelo WhatsApp causou certa “estranheza”.

Revelada pelo fotógrafo Lula Marques, a foto mostra Jair dizendo para o filho comprar “merdas por aí”. Mas deixa claro: “não vou te visitar na Papuda”.

E termina: “Se a imprensa te descobrir aí, o que está fazendo, vão comer meu fígado”.

9. Quer distribuir armas, menos para fiscais ambientais

Bolsonaro é autor de um decreto legislativo para proibir o uso de armas por fiscais ambientais.

Sim, esse candidato que tanto quer que todo cidadão saia armado não quer que aqueles que exploram ilegalmente madeira, criam gado em áreas de proteção ambiental ou caçam animais silvestres corram perigo nas mãos de um fiscal ambiental armado.

Deu para entender?

10. Já foi flagrado em ato ilegal

Bolsonaro já foi pego praticando pesca ilegal em Angra dos Reis (RJ). Até enfrentou processo no STF.

11. Gosta de empregar parentes

Em 1999 Bolsonaro contratou para trabalhar em seu gabinete e de seus filhos uma de suas ex-mulheres, um de seus ex-sogros e uma de suas ex-cunhadas.

É claro que adora o nepotismo e votou contra o projeto que proibia a prática.

Sem dúvida, Bolsonaro é o candidato da família. A dele!

12. É contrário aos valores cristãos

O padre Julio Lancellotti, em uma de suas pregações, criticou Bolsonaro, pois ele “propõe a violência, o assassinato e o extermínio de seres humanos, […] [propõe] que o homem é melhor do que a mulher e que a mulher tem que ser submissa ao homem, isso é inaceitável no tempo em que nós vivemos”. Já defendeu a tortura inúmeras vezes e não tem vergonha de pregar violência e ódio.

O MITO É, NA VERDADE, UM GRANDE FARSANTE POPULISTA

Mídia democrática, plural, em rede, pela diversidade e defesa implacável dos direitos humanos.

 

 

 

 

 

 

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