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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

21
Nov23

A lógica da empresa pública e da privada

Talis Andrade
 
Image
 

A regra é simples: serviços essenciais, em setores sem competição, tem que ser entregues a empresas públicas

08
Fev23

Lula pegou leve no tema Eletrobrás: foi bandidagem completa

Talis Andrade
www.brasil247.com -


Presidente deve reverter a entrega da maior empresa de energia brasileira aos tubarões envolvidos na quebra das Americanas

 

por Leonardo Attuch /Portal Brasil 247

- - -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi excessivamente moderado, na entrevista coletiva concedida nesta terça-feira 7 a vários veículos de comunicação da mídia independente, entre os quais o Brasil 247 e a TV 247. Ao falar sobre a privatização da Eletrobrás, ele afirmou que o processo de venda, realizado por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, foi "errático" e "quase uma bandidagem".

Lula pegou leve. O que aconteceu foi uma bandidagem completa, que, em países que zelam pelo patrimônio público, já teria terminado em cadeia e confisco do patrimônio dos envolvidos. Para refrescar, a maior empresa de energia do Brasil foi entregue de bandeja aos seus acionistas minoritários, na calada da noite, em junho de 2022.

Um mês antes da negociata, a Procuradora Geral da Fazenda Nacional alertou o Ministério da Fazenda que a venda significava dano ao erário público e parecia doação aos sócios privados.

De fato, foi isso o que aconteceu. De acordo com a modelagem feita por Paulo Guedes, as ações ordinárias da Eletrobrás, com direito a voto, foram convertidas em preferenciais. Assim, o governo federal abriu mão do prêmio de controle da companhia, causando danos econômicos ao povo brasileiro, que era controlador da empresa e deixou de ser, numa simples tacada financeira. Além disso, mesmo ficando com 40% das ações da empresa, o governo federal só pode votar nas assembleias como se tivesse apenas 10%. E uma "pílula do veneno" praticamente impossibilita a recompra da empresa pelo governo federal, ao tornar excessivamente onerosas as ações para o antigo controlador.

Com isso, o controle passou a ser diluído entre seus minoritários, entre os quais o grupo 3G, controlado pelos bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, que acabam de protagonizar a maior fraude corporativa da história do Brasil, no calote de R$ 43 bilhões das Americanas. Uma fraude que abala a confiança no mercado de capitais, no sistema de crédito e causa prejuízos generalizados aos gestores da Faria Lima, como aconteceu como o Fundo Verde.

O risco de entregar uma empresa estratégica como a Eletrobrás a tubarões do mercado financeiro, que agora são publicamente conhecidos como caloteiros, não poderia ser mais evidente. No dia de ontem, a Light, que foi privatizada da mesma forma e também tem entre seus acionistas Beto Sicupira, comunicou a Agência Nacional de Energia Elétrica que não terá recursos para manter a concessão. Ou seja: depois de sucatear a empresa, os acionistas privados da Light entregarão o bagaço ao estado.

Por isso mesmo, vem em boa hora a iniciativa do governo Lula de questionar a privatização da Eletrobrás. Mas não basta que a Advocacia-Geral da União conteste algumas cláusulas da negociata. É preciso seguir o caminho apontado pelo professor Gilberto Bercovici, da Universidade de São Pauloo, que defende a anulação completa do crime contra o povo brasileiro cometido por Guedes e Bolsonaro, em favor de personagens como Lemann, Sicupira, Telles e companhia. Antes que a empresa seja sucateada e o Brasil fique no escuro, como ficou no fatídico apagão de 2002.

 

07
Jul18

Museu da Imagem e do Som elefante branco dos irmãos Marinho e governo do Rio

Talis Andrade

 

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museu parceria globo governo rio.jpg

 

Televisões, rádios, revistas e jornais dos irmãos Marinho escondem o elefante branco do Museu da Imagem e do Som em Copacabana, Rio de Janeiro, ex-Cidade Maravilhosa sob intervenção militar.

 

Transcrevo da imprensa inglesa, que a brasileira, solidária, censura: 

 

O arrojado projeto do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, começou a se erguer em 2010 - para até hoje não terminar.

 

"É um elefante branco na praia mais famosa do Brasil". Da vizinhança a queixande ratos e baratas vindos do canteiro de obras, e de moradores de rua que passaram a dormir ao lado dos tapumes que avançam pela calçada da avenida à beira-mar.


Moradores e comerciantes de Copacabana ouvidos pela BBC News Brasil reagem entre frustração, desconfiança e ironia ao falar sobre o prédio inacabado do MIS, que tinha sua conclusão prevista primeiro para a Copa do Mundo de 2014, depois para a Olimpíada, mas está parada desde fevereiro de 2016 - e ainda não tem data para acabar.
Com tanto atraso, alguns moradores e lojistas até dizem sentir falta da Help, a boate frequentada por turistas e garotas de programa que foi demolida para dar lugar ao museu.

 

"Pelo menos a Help trazia movimento para todo mundo", diz o chaveiro Antonio Leitão. "Fazia o dinheiro circular."
A nova sede do MIS ganhou um projeto arrojado do escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro, autores da famosa High Line em Manhattan, o parque suspenso em uma linha férrea, para abrigar um dos principais acervos de música e cinema brasileiros.

 

"Copacabana merecia ter um museu bacana, com uma grife internacional. O Rio está perdendo uma oportunidade. O dinheiro está em caixa, já carimbado. É uma situação kafkiana", diz a fonte, referindo-se às dificuldades de ter acesso aos recursos existentes para terminar a obra - e confiante de que a nova ofensiva vá fazer o processo andar.


Falta um ano de obras


Questionado pela BBC News Brasil, o Governo do Estado afirma, por meio de nota, que a construção está "70% pronta". Sua conclusão custará R$ 39 milhões e demandará um ano de obras físicas e quatro meses para implantar equipamentos expositivos. Com isso, a previsão é que o novo MIS seja inaugurado em 2020.
Atualmente orçado em R$ 216 milhões - o que inclui compra do terreno, projetos, demolição, fundação, construção e acabamentos - o empreendimento é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio, realizado e concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho (FRM).


A fundação também está à frente de outros dois museus construídos na esteira dos grandes eventos do Rio, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, ambos na Praça Mauá, na região portuária.
Ironicamente, o MIS foi o primeiro que começou a ser tocado. Tem recursos públicos e privados, recebendo recursos do BID, do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) e de empresas.

 

Os sucessivos escândalos da Lava Jato no governo Cabral levam muitos a achar que o obra está parada por causa de desvios de recursos ou corrupção.


O ministro Sérgio Sá Leitão rebate a ideia.


"Não conseguimos identificar irregularidades em todo o processo do MIS, nem nada que pudesse ligar o projeto a esses escândalos (de corrupção) que estamos vendo aí", afirma Sá Leitão. Transcrevi trechos do texto de Júlia Dias Carneiro.

 

Se existe o dinheiro, por que pararam as obras sem um pio da justiça, da Globo e do Governo do Rio? Pergunta pro Mis aqui

 

O dinheiro que era muito sumiu 

 

O projeto conta com investimento direto do Governo do Rio de Janeiro, por meio de recursos próprios e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, além do financiamento dos Programas de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR) e de Apoio ao Investimento dos Estados (PROINVEST). O projeto conta ainda com a TV Globo, o Itaú e a Natura como patronos e com o patrocínio da Vale, da IBM, da AMBEV e da Light, o apoio do Grupo Votorantim, da NHJ do Brasil e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Só empresas da pesada. Empresas que patrocinam golpes em todos os sentidos do termo. Que financiam as campanhas dos candidatos a presidente da República, governador, prefeito e senadores do Rock in Rio.

 

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Para onde foi o dinheiro dessas empresas desviados dos impostos? 

 

 

 

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