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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Mai21

"Quem ordenou a chacina no Jacarezinho foi o Bolsonaro"

Talis Andrade

André Barros

André Barros

Josias de Souza: Bolsonaro associa polícia à milícia.

Reinaldo Azevedo: Bolsonaro derramou estupidez

 

247 - O advogado André Barros em entrevista à TV 247 nesta segunda-feira (10), afirmou categoricamente que a ordem para a realização da chacina na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, partiu de Jair Bolsonaro.

O governador do estado, Cláudio Castro (PSC), não teria nem credibilidade suficiente para ordenar algo do tipo, segundo Barros. "Quem ordenou a chacina obviamente foi o Bolsonaro. O governador do Rio de Janeiro é o famoso ninguém. Ninguém sabe quem é o governador atual. Ele não tem a menor importância política. Não dá nem entrevista. É óbvio que quem deu a ordem foi o Bolsonaro".

O advogado destacou que a ação policial trata-se de um genocídio, visto que a suposta "guerra às drogas" sempre tem como foco os territórios de favela, ainda que o tráfico aconteça nos mais diversos locais, desde os mais pobres até os de elite. "É um genocídio porque a maconha e a cocaína são vendidas em toda a cidade do Rio de Janeiro, por todas as classes, e eles só ficam na favela. Isso é bom registrar".

A chacina, segundo Barros, foi também um meio utilizado por Bolsonaro para afrontar o Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs limites às ações policiais durante a pandemia. "Ele veio 12 horas antes, encontrou o governador e a polícia que foi mandada para fazer isso atacou o Supremo Tribunal Federal porque o Bolsonaro quer implantar uma ditadura no Brasil e não respeita sequer a Suprema Corte do país. A ditadura cassou três ministros do STF. O Bolsonaro quer cassar o STF inteiro".

Caso Bolsonaro seja questionado sobre a ordem para efetuar as execuções no Jacarezinho, responderá afirmativamente, porque ele não esconde quem de fato é, afirmou o advogado. "Ele é isso, todo mundo sabe quem é o Bolsonaro, há 500 anos. Um homem que apoia a tortura, que tem como ídolo um facínora que colocava as pessoas de cabeça para baixo, amarradas da cabeça aos pés, enquanto dez pessoas quebravam essa pessoa com choques, paus e barras de ferro, que era o coronel Brilhante Ustra".

 

 

24
Abr21

Moro termina na lata de lixo da História, diz Cristina Serra

Talis Andrade

Cristina Serra, Deltan Dallagnol e Sergio Moro

247 – A jornalista Cristina Serra, uma das principais articulistas da Folha de S. Paulo, afirma que o ex-juiz Sergio Moro, condenado por parcialidade e suspeição pelo Supremo Tribunal Federal, e apontado por reportagem do Le Monde como um personagem que traiu o Brasil atuou a serviço dos Estados Unidos, terminará seus dias na lata de lixo da história, em artigo publicado neste sábado.

"A Vaza Jato mostrou que o ex-juiz Sergio Moro sugeriu pistas, informantes e estratégias aos procuradores da Lava Jato, ou seja, tramou fora dos autos como chefe da investigação. Violou o direito básico do réu a um juiz imparcial e desprezou o código de ética da magistratura", escreve Cristina.

"O ex-presidente Lula, impedido por Moro de concorrer em 2018, está livre para disputar em 2022. E Moro irá para o lugar reservado aos canalhas: a lata de lixo da história", finaliza.

23
Abr21

Existe corrupção maior do que a do juiz ladrão?

Talis Andrade

imperdoaveis bolsonaristas .jpg

 

 

"Moro não foi apenas parcial ou suspeito. Foi também corrupto"

por Leonardo Attuch

- - -

Coube ao deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) traduzir para o povo brasileiro a real condição do ex-juiz Sergio Moro, declarado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal há algumas semanas, numa decisão que foi confirmada ontem pelo plenário da corte. "Juiz ladrão", resumiu o parlamentar.

Ladrão? Não seria a palavra forte demais? Pretendo demonstrar neste artigo que não. Na mídia amiga, o ex-juiz de Curitiba ainda será tratado por muitas de suas viúvas como herói ou, no máximo, como "suspeito" e "parcial". Mas tais palavras são leves demais para qualificar a relação de compra e venda que o magistrado manteve com seus principais aliados políticos e econômicos.

Voltemos, pois, à analogia do futebol. O que leva um juiz a marcar, de forma dolosa, um pênalti inexistente? Se fosse apenas a sua torcida pessoal pelo time beneficiado, o que seria análogo à ideologia no mundo da política, isso já seria grave e provaria a desqualificação do árbitro para o ofício do apito. Mas e se ele estivesse vendido para a diretoria do clube que levou o campeonato com um gol roubado? Neste caso, a "ideologia" deveria ser chamada de corrupção, pura e simplesmente.

O caso de Moro é emblemático. Sua relação com os patrocinadores de suas ações não foi meramente ideológica. Foi também de compra e venda, ainda que o pagamento não tenha sido realizado em espécie ou à vista. Comecemos pela Globo, que deu a ele o prêmio "Faz Diferença". A empresa da família Marinho entregou ao ex-juiz condenado capital simbólico, que é uma das mais valiosas formas de capital. Fez de um obscuro magistrado de Maringá um personagem famoso nacionalmente e por muitos tolos admirado. Esta fama foi depois convertida em dinheiro, seja por meio de palestras, pareceres ou contratos de trabalho. E não se pode alegar legitimidade na relação entre um monopólio de comunicação privado, que tem gigantescos interesses econômicos e políticos, com um juiz, que, pela própria natureza do cargo, deveria se manter distante de todo tipo de interesse particular.

Da mesma forma, Moro também recebeu capital simbólico dos Estados Unidos, um país que não vê necessariamente com bons olhos a ascensão econômica e geopolítica do Brasil. Ganhou capas de revistas, recebeu prêmios internacionais, foi herói de série da Netflix e, finalmente, terminou contratado por uma firma americana especializada em recuperação judicial, a Alvarez & Marsal, que lucrou com empresas quebradas pelo próprio Moro, como a OAS e a Odebrecht. Graças a essa parceria informal mantida pelo juiz paranaense com um outro país, o Brasil ficou mais pobre. Perdeu suas empresas de engenharia, sua influência internacional e 4,4 milhões de empregos. Moro, no entanto, ficou mais rico. Muito mais rico.

Passemos agora à relação do ex-juiz "suspeito" e "parcial" com seus aliados políticos. Quem não se lembra de seus sorrisos dóceis e amáveis para Aécio Neves, José Serra e Michel Temer? O que dizer da decisão de não investigar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que pediu dinheiro para a Odebrecht e recebeu doações para seu instituto, alegando que não poderia molestar um potencial aliado, mesmo depois de ser alertado por um procurador que se estava diante de "batom na cueca"? Moro fechou os olhos porque tinha uma agenda política própria e que atendia aos interesses econômicos das petroleiras internacionais, assim como aos interesses políticos do PSDB e de todos os golpistas. Era tudo tão escancarado que eu nem precisei lembrar, até este ponto deste artigo, que ele aceitou ser ministro de Jair Bolsonaro, personagem que só se tornou presidente, para desgraça do Brasil e dos brasileiros, porque Moro roubou uma eleição, depois de ter atentado contra o princípio maior da Constituição brasileira, que é a soberania do voto popular.

Recapitulemos. Moro primeiro vazou para o Jornal Nacional, da Globo, um grampo ilegal da ex-presidente Dilma Rousseff, contribuindo para criar o clima para o golpe de 2016. Em 2018, prendeu "a jato" o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a tempo de impedi-lo de disputar uma eleição presidencial. Depois, interrompeu suas férias para impedir que ele fosse solto num fim de semana e pudesse simplesmente dizer que apoiava Fernando Haddad. E, se tudo isso não fosse suficiente, também vazou uma delação inconsistente contra o Partido dos Trabalhadores, a de Antônio Palocci, às vésperas da eleição presidencial, quando já negociava com Jair Bolsonaro.

Com suas ações, Moro destruiu a democracia, o sistema de justiça, a economia e a imagem do Brasil. E mesmo aqueles que se tornaram fãs do herói de barro foram prejudicados por suas atitudes. Todos os brasileiros hoje valem menos. São alvos de piadas, por vezes de compaixão e em muitas oportunidades de preconceito. "Como vocês foram capazes de eleger um fascista? Como e por que decidiram se autodestruir como nação? Por que escorregaram da sexta para o posto de décima-segunda economia do mundo?", questionam-nos. 

Porque aqui houve um ex-juiz que teve força para trair os interesses nacionais, corromper o sistema de justiça e ganhar muito dinheiro enquanto quase todos ao seu redor empobreciam. Este ex-juiz não foi apenas "parcial" e "suspeito". Foi também corrupto e ladrão, como definiu Glauber Braga. 

03
Mar21

“Essa frase da Lava Jato de ‘fazer mijar sangue’ era dita pelos torturadores da ditadura”, diz Dilma

Talis Andrade

Tortura do método. Inspirado na peça Pedro e o Capitão, do… | by Alex  Xavier | Discórdia | Medium

 

Por Pedro Zambarda de Araujo
 
Em conversas hackeadas e apreendidas pela Operação Spoofing da PF, procuradores da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba discutiram em chats de mensagens de WhatsApp a necessidade de endurecer com a empreiteira OAS antes que ela voltasse à mesa de negociação de uma delação premiada.
 

No dia 27 de agosto, logo depois de Janot suspender a delação, o procurador Diogo Castor de Mattos escreve em um grupo de WhatsApp: “Tão querendo jogar a sociedade contra a Lava Jato. E distorcendo tudo”. Um colega dele então responde: “Essa reportagem só me convence que a OAS tem que mijar sangue para voltar para mesa”. E acrescenta: “Pelo menos fica claro que não fomos nós [a fonte da informação da revista Veja]”. De quem foi o vazamento? De Sérgio Moro? Da Polícia Federal? O vazamento era para emparedar ministros do STF contrários ao Código Penal de Curitiba - CP-CU, inventado por Moro.Dias Toffoli na capa da VEJA | VEJA

Na entrevista para a Fundação Perseu Abramo, do PT, de Dilma Rousseff para os editores dos sites Diário do Centro do Mundo (Kiko Nogueira), Brasil247 (Leonardo Attuch) e Revista Fórum (Renato Rovai), a ex-presidente comparou essa coação dos procuradores com nosso passado obscuro.

“Essa frase da Lava Jato de ‘fazer mijar sangue’ era dita pelos torturadores da ditadura”, frisou. Ela respondeu uma pergunta do editor Kiko Nogueira.  

Marcelo Freixo på Twitter: "“Os torturadores sabiam que ele tinha um grave  problema nos rins e após os golpes, ele passou a mijar sangue. Ele pediu  socorro, mas não foi atendido. Depois,

26
Fev21

“Dê a sua contribuição, contribui com a sua vida pra que a gente salve a economia de Porto Alegre”. Sebastião Melo prefeito

Talis Andrade

Comitê Suprapartidário se forma em apoio à candidatura de | Política

Num vídeo de apenas 10 segundos, o prefeito de Porto Alegre, o bolsonarista Sebastião Melo (MDB) conclamou as pessoas nesta quinta-feira (25) a morrerem para salvar a economia na pandemia. A retórica de Melo é a condensação de toda a lógica bolsonarista na pandemia de Covid-19:

Dê a sua contribuição, contribui com a sua família, com a sua cidade, com a sua vida …. [pausa teatral] pra que a gente salve a economia do município de Porto Alegre”.

Manuela
@ManuelaDavila
Cheguei a pensar q o negacionismo de Melo era eleitoreiro. Imaginava que ele tinha vestido essa roupa de bolsonarismo/ medo do comunismo/ abre tudo/ vai liberar carne de cachorro só pra nos derrotar. Dois meses depois ele diz para as pessoas darem a vida para salvar a economia
Manuela
Se alguém tem dúvidas sobre o que significa essa política de morte: contribua com sua vida para que a gente salve a economia
Pedro Abramovay
@pedroabramovay
“Dê a sua vida para que a gente salve a economia de Porto Alegre.” Eles querem nossas vidas. E nem disfarçam.
Observatório Internacional
Para vocês terem uma noção da figura execrável que é o prefeito de Porto Alegre: ele literalmente diz "contribua com a sua vida para que a gente salve a economia do município de Porto Alegre." O sentimento da grande maioria dos governantes do Brasil é esse
Image
Veloz e Furiosa
@_laurabarreras
Gente, vamo chegar num consenso aqui, Porto Alegre está na bandeira preta pq o recém eleito prefeito Sebastião Melo >retirou TODAS as restrições do comércio no início de janeiro< seja de lotação ou horário de fechamento etc
Manuela
O prefeito de Porto Alegre é tão negacionista com relação à covid-19 que quer aplicar as medidas de bandeira vermelha em uma cidade que acaba de entrar em bandeira preta e está com superlotações de até 375% nas unidades de saúde. Quantas vidas ainda iremos perder para o vírus?
Fernanda Melchionna
É alarmante a situação da pandemia no RS: 11 regiões em bandeira preta, incluindo Porto Alegre. O projeto genocida e negacionista de Bolsonaro e Melo, com atraso das vacinas e sem auxílio emergencial para pessoas poderem comer e ficar em casa, não pode seguir matando nosso povo!
Fernando Oliveira
@fernao_berthold
Rua Sete de Setembro Bandeira Preta
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Fernando Oliveira
Porto Alegre:
24°C. Bandeira Preta Retorno das aulas na Educação Infantil.
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Leandro Demori
“Contribua com a sua vida para que a gente salve a economia de Porto Alegre”, disse o prefeito sobre a crise gerada pela covid. Não vou comentar o que eu gostaria.
Natalia Pasternak, PhD 
@TaschnerNatalia
Reconhecimento de um bom trabalho! e o melhor foi receber a notícia do próprio juiz ! Parabéns Eugenio pelo trabalho e pela coragem. que outros sigam seu exemplo.
Justiça determina a suspensão do "kit covid" em Porto Alegre | Brasil de Fato
Conforme destaca a decisão, até o momento o tratamento precoce não tem suporte em evidências científicas robustas e assentadas em pesquisas clínicas conclusivas sobre a sua eficácia
brasildefators.com.br
Leonardo Attuch
E pensar que Porto Alegre poderia ter tido
Bolsonarista, prefeito de Porto Alegre conclama pessoas a morrerem pela economia.
Sebastião Melo lançou um vídeo chocante dizendo que as pessoas devem contribuir “com a sua vida” para “que a gente salve a economia”
brasil247.com
 
10
Fev21

"Ou esses diálogos são ficcionais e merecem o Prêmio Nobel de literatura, ou é o maior escândalo judicial do mundo"

Talis Andrade

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DEU NO TWITTER
 
José Simão
“Após mensagens comprometedoras, Moro diz não ss lembrar de ter sido juiz no caso Lula” A LAVAJATO SUJÔ!
thicico
Eu não achava que o tombo de Moro seria tão rápido. Em dois anos o Marreco foi de super ministro a super bandido. As vestes talares que o espera não é a toga do STF, é o macacão de presidiário.
Marcelo Freixo
Moro e Dallagnol agiram em conluio p/ fraudar e corromper a Justiça. Essa delinquência jurídica interferiu nas eleições e ajudou a lançar o país no buraco. Ambos tem que ser responsabilizados em nome da defesa da Constituição e do combate à corrupção. Ninguém está acima da lei.
Historiadora sem fronteiras
Vivi para ver o Moro, ser tratado de corrupto no New York Times!
xico sá
Moro pediu ajuda à Lava Jato quando já era ministro, indicam mensagens - 10/02/2021 - UOL Notícias
UOL Notícias
Opinião: Que legado deixa Moro, anti-herói justiceiro, agora sem máscara?
Leonardo Sakamoto
O lavajatismo deixou um legado não apenas de desrespeito ao devido processo legal ...
noticias.uol.com.br
noticias.uol.com.br/politica/ultim
18
Jan21

Derrotado na vacina, Bolsonaro ameaça com ditadura e reconhece que Liberdade temos com Democracia

Talis Andrade

capim democracia gado governo .jpg

247 - Após ser derrotado politicamente, com o início da vacinação no estado de São Paulo, governador por João Doria (PSDB), seu desafeto, Jair Bolsonaro voltou ao discurso mais ideológico, nesta segunda-feira (18). Em fala a apoiadores, ele enalteceu as Forças Armadas e afirmou que delas depende a democracia ou a ditatura em um país.

"Por que sucatearam as Forças Armadas ao longo de 20 anos? Porque nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo. Quem decide se um povo vai viver na democracia ou na ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não apoiam", disse no jardim do Palácio da Alvorada.

De acordo com Bolsonaro, "no Brasil, temos liberdade ainda". "Se nós não reconhecermos o valor destes homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar. Imagine o Haddad no meu lugar. Como estariam as Forças Armadas com o Haddad em meu lugar?", questionou Bolsonaro em referência ao seu adversário na eleição de 2018, Fernando Haddad (PT).

Leonardo Attuch
Se você achava que a constituição brasileira definia nosso regime político como uma democracia, o coiso pensa diferente. A democracia, na visão dele, é uma concessão militar aos civis. Ou seja: mais um crime de responsabilidade.
Folha de S.Paulo
Quem decide se um povo vai viver democracia ou ditadura são as Forças Armadas, diz Bolsonaro www1.folha.uol.com.br/poder/2021/01/
David Miranda
Bolsonaro afirma que quem decide sobre ditadura ou democracia são os militares. Ele disse que o Brasil ainda tem liberdade, mas que 'tudo pode mudar' se a população não reconhecer o valor dos militares. É grave demais! É o anúncio de golpe militar.
Helder Salomão
É sempre assim: toda vez que Bolsonaro se sente acuado, ele fala em volta da ditadura. Mais um motivo votarmos com urgência o seu impeachment! #ImpeachmentBolsonaro
Carlos Latuff
Os militares da "ditabranda" de Bolsonaro conseguem ser ainda mais obtusos e retrógrados do que seus antecessores na ditadura militar de 1964.
Erika Kokay
Derrotado e acuado na guerra da vacina, Bolsonaro volta a flertar com o o golpismo e o autoritarismo ao dizer que quem decide se o povo vai viver democracia ou ditadura são as forças armadas. O povo quer a democracia e o seu impeachment!
O Globo Brasil
Líderes criticam declaração de
@jairbolsonaro
Newton Messias
Esse negócio de vacina não interessa a Bolsonaro. Ele tem tesão mesmo é por cloroquina, arma, tortura, extermínio, milícia, ditadura, Ustra, guerra cultural, teorias da conspiração, garimpo, queimada, grilagem, agrotóxico, desmatamento, rachadinha, fakenews, racismo, homofobia...
que vincula eventual ditadura a decisão das Forças Armadas
 
02
Set20

"Dallagnol foi um instrumento do entreguismo no Brasil"

Talis Andrade

lava jato república de curitiba.jpg

 

Leonardo Attuch entrevista Roberto Requião

O ex-senador Roberto Requião comentou na TV 247 a saída do procurador da República Deltan Dallagnol da chefia da força-tarefa da Lava Jato. Para o senador, o adeus de Dallagnol foi um acordo para que o procurador não fosse punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e, por outro lado, aliviasse a pressão sobre a operação.

"Ele não foi punido, arquivaram aquelas denúncias seríssimas contra ele, mas ele voltou à Curitiba e disse que vai sair do comando da Lava Jato para cuidar da filha. É um típico acordo para não ser escrachado, humilhado com uma punição. Eu acho até que é uma boa solução", afirmou.

Para o ex-parlamentar, não é possível comparar Dallagnol ao ex-juiz Sergio Moro. Moro, segundo Requião, foi um instrumento do entreguismo ligado aos interesses dos Estados Unidos, enquanto Dallagnol viu na lava Jato uma oportunidade para enriquecer e ganhar notoriedade às custas do País. "O Deltan foi um instrumento do entreguismo no Brasil, de direita ele é, agora aquela moralidade que ele estampa não existe. Acho que a gente percebeu isso quando ele comprou residências, apartamentinhos do Minha Casa Minha Vida para vender no mercado, tirando a oportunidade de uma pessoa pobre poder, pelo baixo valor inicial, ter acesso à sua moradia. Eu não comparo o Deltan ao Sergio [Moro], o Sergio foi um instrumento do entreguismo, instrumento ligado à CIA, aos Estados Unidos. O Deltan não, o Deltan se fascinou com as possibilidades econômicas, mas ele é de direita, só que não é entreguista".

 

27
Mai20

Alexandre de Moraes atingiu o coração do bolsonarismo: fake news e discurso de ódio

Talis Andrade

mentiraaa rico negocio.jpg

 

 

por Leonardo Attuch

247

Não haveria fascismo no Brasil sem fake news. Não haveria fascismo no Brasil sem discurso de ódio. Essas duas pontas do bolsonarismo foram duramente atingidas, nesta manhã, com a ação deflagrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que tem se destacado como uma das figuras centrais no combate ao autoritarismo.

O chamado “gabinete do ódio”, alvo dos mandados desta quarta-feira, reproduz um método desenvolvido pela extrema-direita nos Estados Unidos por dois inimigos da democracia: Roger Stone, ex-marqueteiro de Donald Trump, e Steve Bannon, que foi assessor do presidente estadunidense e fundador do site Breitbart.

Protagonista do documentário “Get me Roger Stone”, disponível na Netflix, o marqueteiro diz no filme que jamais se deve subestimar o poder da mentira e da ignorância. A mentira, quando atinge espíritos menos críticos, molda percepções equivocadas e alimenta o sentimento de ódio. E foi exatamente o ódio à política que abriu caminho para a ascensão de Trump, que prometia “drenar o pântano”, nos Estados Unidos, e de Jair Bolsonaro, o “mito” que supostamente estaria lutando contra o sistema no Brasil.

Sem a mentira que alimenta o ódio, Bolsonaro jamais teria se tornado presidente da República. E esse processo já era evidente quando o alvo prioritário do extremismo nas redes era o chamado campo progressista. Foi necessário que as ameaças se voltassem contra as instituições republicanas e as forças de centro-direita para que houvesse reação, mas antes tarde do que nunca.

O ponto fundamental do dia de hoje foi também a ação contra os prováveis financiadores do esquema de fake news na internet, que seriam empresários bolsonaristas, como os donos da Havan e da rede de academias Smart Fit. Se a investigação avançar, será possível encontrar provas cabais de manipulação eleitoral, abrindo espaço para a única saída democrática para o Brasil: a anulação da eleição presidencial de 2018, com a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

 

 

18
Mai20

Bolsonaro só chegou ao poder por conta de uma sucessão de trapaças

Talis Andrade

vaza eleições.jpg

 

 

por Leonardo Attuch

A reportagem deste domingo da jornalista Mônica Bergamo, em que o empresário Paulo Marinho, coordenador de campanha de Jair Bolsonaro, diz que a Polícia Federal vazou para Flávio Bolsonaro que investigava Fabrício Queiroz e o esquema das rachadinhas, revela mais uma faceta do jogo sujo usado na disputa presidencial de 2018, mas não surpreende. Foi apenas mais uma entre a coleção de trapaças que permitiu a chegada de Jair Bolsonaro ao poder. E todas essas manipulações, de um modo ou de outro, contaram com a participação das instituições que, segundo nos relatam os golpistas, "estão funcionando" a contento no Brasil.

A mais grave delas, como todos sabem, foi a inabilitação eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obtida graças a um processo forçado de lawfare, que contou com a participação da justiça federal de Curitiba, do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral e do próprio Supremo Tribunal Federal. O golpe, como profetizou Romero Jucá, foi "com Supremo, com tudo".

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No entanto, prender Lula e silenciá-lo durante a campanha eleitoral não seria suficiente para garantir a vitória da direita tradicional ou da extrema-direita. Foi também necessário vazar, antes do segundo turno da disputa presidencial, a delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci para prejudicar Fernando Haddad e reforçar a intoxicação da opinião pública com o discurso fake do combate à corrupção. Discurso que cairia por terra se os eleitores soubessem, também antes do segundo turno, que Jair Bolsonaro e sua família estavam envolvidos no esquema das rachadinhas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Por isso mesmo, foi necessário adiar a Operação Furna da Onça e avisar Flávio Bolsonaro de que Fabrício Queiroz, tesoureiro do clã, vinha sendo investigado. Não por acaso, Queiroz e sua filha Nathalia foram providencialmente demitidos antes do segundo turno.

É evidente que esta trapaça não foi obra apenas de um delegado. Ele teria a capacidade de vazar a investigação, mas não de segurar a operação. Quais foram os outros responsáveis? Por que as ações só foram deflagradas depois que Johnny Bravo já estava eleito? Tudo isso poderia ser esclarecido por uma CPI já proposta pelo deputado Alessandro Molon, mas é óbvio que a eleição de 2018 deveria ser anulada pela sucessão de fraudes já conhecidas. E isso sem falar no esquema de fake news, na "facada de Juiz de Fora", na mamadeira de piroca e em tantas outras trapaças. A ascensão da extrema-direita no Brasil foi o maior assalto à democracia na história da humanidade.

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