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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

O CORRESPONDENTE

04
Jan23

A guerra já começou

Talis Andrade
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por Fernando Brito

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Embora naturalmente dominado pelo adeus a Pelé e pela posse de novos ministros, a mais interessante publicação de hoje é a longa e detalhada entrevista do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a Leonardo Attuch e Marcelo Auler, no site Brasil 247.

Nela, Haddad procura minimizar o ataque especulativo do “mercado” ao governo Lula, atribuindo o fato a, supostamente, estarem-se “abrindo os olhos” para a realidade do tamanho do rombo nas conta públicas deixado por Bolsonaro, ao despertar-se para a realidade de que o final de seu período foi de desaceleração e não de retomada do crescimento econômico.

Atribua-se à candura com que se expressa o novo ministro a criativa explicação sobre as razões da reação feroz do capital às medidas econômicas que nem existem, mas que já são apontadas como desastrosas por não se ajoelharem no milho do fiscalismo que proclama, sem qualquer pudor, que o sofrimento social é a receita milagrosa para a economia pública, uma espécie de “óleo de fígado de bacalhau” que se devia fazer descer goela abaixo das crianças para evitar-lhes o raquitismo.

Haddad anuncia – ainda sem muitos detalhes e muito cuidado para não ser marcado com o anátema de “desenvolvimentista”, convertido em pecado mortal pelo pensamento mercadista – as linhas do que chamou de “plano de voo” da política econômica, que disse que vai levar a Lula nos próximos dias, com algumas medidas que terão impacto real sobre o consumo e os negócios no país.

A primeira delas é a execução, em curto prazo, das medidas para combater a inadimplência das famílias (e também das miro e pequenas empresas) que atinge 30,3% em novembro. O ministro deixou claro que o Banco do Brasil e a Caixa vão dar a partida neste processo que, espera ele, será seguido por bancos privados e concessionárias de serviço públicos.

Isso é tratado quase que como uma política de “caridade” e não como o fator essencial para destravar, além da vida real de milhões de brasileiros, o consumo das famílias que se provou essencial para o enfrentamento de crises recessivas que a globalização econômica seguidamente “importa” para o país. Nos cânones neoliberais, consumo tem uma relação direta com inflação, porque havendo procura haveria, necessariamente, aumento de preços.

Poderia ser verdade, se a inflação, por estas bandas, fosse de demanda, mas não o é. A inflação é financeira, porque os preços tendem a subir por sua ligação por vasos comunicantes com o preço do dinheiro no mercado, que atende pelo nome de “juros”.

O que remete ao segundo conceito emitido por Haddad que desagrada o rentismo: chamar a situação brasileira de “anômata”, por ter uma taxa de juros públicos – isto é, o preço que é pago pelo Estado brasileiro – que é quase o dobro da taxa de inflação.

“Dependendo da conta, o juro real está de 6% a 8%. Qual é a atividade econômica que rende isso? Vocês conseguem imaginar um investimento que tenha essa taxa de retorno real? “. Sim, ministro, a intermediação financeira tem, porque há pequenos agentes econômicos que não têm como obter recursos senão a estas taxas, porque não conseguem se financiar por captações diretas de dinheiro, interno ou externo, a taxas duas vezes menores. ou até menores que isso.

Haddad parece estar confiante – talvez até demais – que não há fôlego no mercado financeiro para sustentar uma queda de braço, como a dos últimos dias, para forçar o governo a abjurar de seu programa econômico e contentar-se em seu apenas o gestor da escassez.

Se está sendo ingênuo ou realista, veremos em poucos dias.

30
Dez22

"Bolsonaro corre risco de cadeia e de ser eliminado"

Talis Andrade

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Jornalista Leonardo Soppa diz que ex-presidente cometeu muitos crimes, em associação com pessoas perigosas

 

Ex presidente porque abandonou o cargo. 

O jornalista Leonardo Stoppa afirmou, no programa Leo ao Quadrado, em parceria com o jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que Jair Bolsonaro corre riscos maiores do que o da simples prisão. "Bolsonaro corre risco de cadeia e de ser eliminado", diz ele. "Cometeu muitos crimes e sabe de muita coisa, sobre muita gente".

Na entrevista, Stoppa também falou sobre os rumores da separação entre Jair e Michelle Bolsonaro. "Michelle não vai soltar nada sobre o Bolsonaro. Ela não pode matar a galinha dos ovos de ouro". Mas ele lembra que Bolsonaro perdeu a coroa e deixou de ser intocável.

Stoppa também afirmou que a autoria do brutal assassinato de Marielle Franco já deve estar desvendada. E disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter todo cuidado antes de se mudar para o Palácio da Alvorada.
 

26
Dez22

"PF e MPF estão prevaricando ao não investigar terrorismo bolsonarista no DF"

Talis Andrade

 

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"O crime de terrorismo é federal e deveria estar sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Estão prevaricando", diz Pedro Serrano

20
Nov22

"Por trás do golpismo estrutural, há um ódio de classe", afirma Marcia Tiburi

Talis Andrade

www.brasil247.com - Marcia Tiburi, Lula e Janja

 

247 – A professora e filósofa Marcia Tiburi afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que houve uma mudança radical de ambiente no Brasil, após a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil voltou das trevas e ressuscitou. É um pesadelo que vem desde o golpe de 2016. Lula está colocando o Brasil no lugar que merece e Jair Bolsonaro se entocou com os ratos", afirmou.

Marcia disse que há um golpismo estrutural no Brasil, mas ressaltou que dificilmente os ataques da mídia brasileira contra o presidente eleito serão bem-sucedidos. "Atacar a Dilma era o que mais dava dinheiro em 2016. Atacar o Lula não vai dar dinheiro. Em Paris, há uma verdadeira adoração ao Lula", disse ela. "O golpismo estrutural é parte de um sistema de preconceitos da sociedade brasileira. Por trás desse golpismo estrutural, há um ódio de classe. Quem não gosta de ver pobre no aeroporto, não gosta de ver Janja com uma blusa de seda", acrescentou, lembrando que Janja não vai viver à margem do Lula. "É importante que Janja defenda as mulheres, combata o feminicídio, e lute pela cultura, pela educação e pela ecologia", apontou.

Integrante do conselho editorial do Brasil 247, ela afirmou que caminho do 247 neste novo ciclo político é o da crítica determinada, da comunicação democrática e da comunicação não violenta. "A imprensa deve ser democratizada no Brasil", destacou.

 

 

15
Set22

Bolsonaro, coveiro da rainha e do povo brasileiro

Talis Andrade

Bolsonaro erra ortografia ao homenagear rainha Elizabeth 2ª: 'Estabelidade'. Michelle quebra jejum 

 

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, assinaram livro de condolências pela morte da rainha Elizabeth 2ª - Divulgação: Palácio do Planalto

Leonardo Attuch
@AttuchLeonardo
A bestialidade presidencial atinge também a língua portuguesa. Abaixo, a “estabelidade” no livro de condolências para a rainha.Image

 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou, na manhã de segunda-feira (12), o livro de condolências da morte da rainha Elizabeth II, do Reino Unido. Mas errou ao escrever a palavra “estabilidade”, e colocou “estabelidade" no lugar.

Confira o texto de Bolsonaro:

“Em nome do governo e do povo brasileiro, expresso as mais profundas condolências ao povo do Reino Unido bem como à família Real e ao rei Charles III, pelo falecimento da Rainha Elizabeth II. Manifesto minha profunda admiração por uma mulher de grande personalidade cujo senso de dever e devoção deixaram, ao longo de mais de sete décadas de reinado, um legado de liderança e estabelidade [o correto é estabilidade] para o povo britânico e para o mundo."

 
Leninha 
@LeninhaBovary
685 MIL MORTOS PELA COVID EU NUNCA VI ESSA MULHER DE LUTO PELO NOSSO POVO. (Micheque, Michele, Escândalo, JAIR NA CADEIA)Image
Avó de Michelle, que vivia na maior favela da América Latina Sol Poente, jamais foi visitada pela poderosa neta primeira-dama. Foi encontrada desmaiada na rua, e internada como indigente em um hospitall de Brasília.
Maria Aparecida Firmo Ferreira, rainha do Sol Poente (foto Cristiano Mariz)

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A primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou uma campanha de 30 dias de jejum e orações pelo Brasil até 2 de outubro, data em que é realizado o primeiro turno das eleições. Madeleine Lacsko comenta.

Ela teria iniciado o jejum no dia 2 último. Ninguém sabe se desistiu, ou vai quebrar os dias de abstinência na viagem para Londres, dia 19 próximo, enterro da rainha Elizabeth, e Nova Iorque, abertura da 77ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, dia 21 de setembro. 

A mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rosângela Silva, conhecida como Janja, criticou a propaganda da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) em que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fala sobre a transposição do Rio São Francisco. “Vamos para as redes sociais compartilhar verdade. A gente sabe que aquele lado de lá sabe falar mentira. Eles estão compartilhando muita mentira. Eles são tão caras de pau que têm coragem de ir para a televisão e dizer que foram eles que levaram água para as mulheres do sertão nordestino. É muita cara de pau. Então a gente precisa compartilhar verdades. Isso que eu queria pedir para vocês”, falou Janja em ato de campanha do Lula em São Luís (MA), em 2 de setembro, primeiro dia de jejum de Michelle. 

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07
Set22

Carlos foi pivô de início de brigas entre Bolsonaro e a segunda mulher, Ana Cristina Valle

Talis Andrade

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Em carta, ela expõe a desconfiança de Jair sobre a relação dela com Carlos, de quem era madrasta; “eu o amei e em troca tive o título de sedutora de menor”

 

247 - Cartas escritas por Ana Cristina Valle, a segunda mulher de Jair Bolsonaro, endereçadas ao ex-marido revelam alguns motivos para desentendimentos do casal. O mais esperado e presente: dinheiro. Mas o mais inusitado: Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e chamado de 02 pelo pai. Trechos dos textos foram divulgados no UOL pela jornalista Juliana Dal Piva, que investiga o patrimônio da família, e a íntegra foi lida no podcast UOL Investiga.

Em uma das cartas, ela deixa clara a desconfiança de Jair sobre a relação dela com Carlos, de quem era madrasta. “Foram muitas as injustiças e ingratidões de sua parte. Nunca fiz nada que pudesse desabonar a minha conduta com você e nossa família. O primeiro ponto onde tudo começou: Carlos”, começa Ana Cristina.www.brasil247.com - { imgCaption }}

 

“Por 2 anos, eu o amei, amparei e socorri todos os seus medos e em troca tive o título de sedutora de menor. Ah, como dói, dói muito, fala para ele que meu amor era sincero e puro. Não pornográfico e nunca foi e, se eu desabafei, foi porque ele me passou confiança para me ajudar com você, Jair. Mas nada adiantou”, escreveu.

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Segundo a reportagem de Dal Piva, “Bolsonaro mantinha enorme desconfiança em relação à ex-mulher”. Ana Cristina, que é mãe de Jair Renan, trabalhou como chefe de gabinete de Carlos entre 2001 e 2008. É a partir desse período que vários integrantes de sua família foram indicados para cargos públicos durante os mandatos dos enteados e do, agora, ex-marido. Ao todo, 18 parentes dela estiveram nomeados em algum momento.

 

 

29
Ago22

Marcia Tiburi: Lula foi uma apoteose no Jornal Nacional

Talis Andrade

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"Lula voltará a dar dignidade ao cargo. Bolsonaro não ama o povo, não ama ninguém. Lula ama o povo"

 

 

247 – A professora e filósofa Marcia Tiburi avaliou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, a performance dos candidatos à presidência da República. "Entrevistas são performances dos candidatos no teatro da política", disse ela. "No caso de Jair Bolsonaro, William Bonner mudou de tom como se falasse com uma pessoa infantil. Eles foram muito amenos com Bolsonaro, cujo objetivo maior é mais não ser preso do que se manter no poder. Por isso, a Globo foi tchutchuca com Bolsonaro", afirmou.

Marcia também afirmou que Lula acertou ao chamar Bolsonaro de bobo da corte. "É um espantalho, que está ali para provocar medo e desviar a atenção. E ele faz um trabalho fenomenal nesse sentido. Isso faz parte da estratégia neoliberal", afirmou. Sobre Ciro Gomes, ela afirmou que o candidato também tem a síndrome de Peter Pan, com alto índice de narcisismo. "Ele tenta criar a mistificação do mais preparado, mas é um coronel", destacou. "Ciro pode se reconciliar com o Brasil, se deixar sua candidatura, votar no Lula e quem sabe entrar no PT. Pode até vir a ser presidente", acrescentou. Em relação à candidata dos bilionários, ela afirmou que Simone Tebet não deve crescer e que a direita não é território para mulheres. "A direita gosta mais de criaturas fascistas", afirmou.

 

O desempenho de Lula

 

Sobre o ex-presidente Lula, ela fez grandes elogios. "Lula é verdadeiro, Ciro tenta imitá-lo. Lula consegue falar com cada um e com todo mundo ao mesmo tempo", disse ela. "Lula foi uma apoteose no Jornal Nacional e voltará a dar dignidade ao cargo. Bolsonaro não ama o povo, não ama ninguém. Lula ama o povo. O mundo vai ficar feliz com a vitória de Lula", finalizou.

 
18
Ago22

TSE manda Damares retirar vídeos que acusam governo Lula de incentivo ao crack

Talis Andrade

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Raul Araújo, do TSE, considerou que ex-ministra de Jair Bolsonaro disseminou fake news.

Damares esqueceu a cocaína no avião presidencial

 

 

por Julia Chaib /Folha S. Paulo

 

O ministro Raul Araújo, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a retirada do ar de quatro vídeos em que a ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF) propagava que os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) haviam criado uma cartilha para incentivar jovens a usar crack.

O magistrado deu 24 horas para que as plataformas removam o conteúdo, por "propaganda eleitoral antecipada negativa".

Damares publicou vídeos no Facebook, no YouTube e no Instagram em 2 de agosto com a legenda "Cartilha do governo Lula ensinava jovens a usar crack", em referência a um documento lançado em uma das gestões do petista sobre medidas de redução de danos a quem pretendia deixar o uso de drogas.

A ex-ministra voltou ao tema nos dias 9 e 12 de agosto. Em um dos vídeos, afirmou que a cartilha "ensinava os jovens a usar crack".

A defesa de Lula, então, foi à Justiça pedir a remoção do conteúdo, alegando se tratar de estratégia de desinformação, o que foi acatado pelo ministro da corte eleitoral.

Crack é o nome dado a uma droga ilícita produzida a partir de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água. A droga foi inventada na década de 1980 e se espalhou por várias partes do mundo, devido, dentre outros fatores, ao seu baixo custo de produção e comercialização. Trata-se de uma droga sólida e insolúvel em água que pode ser fumada em cachimbos ou misturada com maconha ou tabaco.

A droga provoca euforia, aumento da autoconfiança, redução de apetite, ansiedade, aumento da temperatura do corpo e do trabalho cardíaco, dentre outros efeitos agudos. O crack pode levar ainda ao desenvolvimento de problemas cardíacos, pulmonares, desnutrição e exposição a situações de risco.

 

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Cocaína no avião da comitiva de Bolsonaro

 

por Joaquim de Carvalho

Bolsonaro pode usar a desculpa que quiser, mas um fato é inafastável: no seu governo, um avião presidencial foi usado para traficar 39 quilos de cocaína.

 

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Segundo a polícia espanhola, a droga foi encontrada em 37 pacotes na mala de um segundo sargento da Aeronáutica, de 38 anos, identificado pela iniciais “M.S.R.”

Chama a atenção a manifestação de Bolsonaro no Twitter. O texto sobre o episódio é evasivo e, ao contrário das demais postagens, está em uma imagem. É a fotografia de um texto previamente escrito.

Provavelmente, não foi ele quem escreveu.

No texto que assina, Bolsonaro fala sobre a formação militar dento dos “mais íntegros princípios da ética e moralidade” e não cobra explicações sobre como houve essa falha na segurança.

Na hipótese de que tenha havido mesmo falha, esta deve ser debitada na conta do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Imagine-se se um evento desse tipo tivesse ocorrido no governo da Dilma Rousseff ou do Lula. Como a imprensa estaria tratando o caso?

No texto, Bolsonaro também coloca em dúvida se o militar preso era mesmo o portador da droga, ao dizer:

“Caso seja comprovado o envolvimento do militar nesse crime, o mesmo será julgado e condenado na forma da lei”.

Sim, poderá ser. Mas não pelo Brasil, que não tem jurisdição sobre o que acontece em território espanhol.

O caso será julgado pela Justiça espanhola. Se o flagrante tivesse ocorrido na Indonésia, o militar seria condenado à morte.

Na Espanha, a pena não será esta.

Também chama a atenção que, depois desse flagrante, o governo tenha alterado a rota do voo que levaria Bolsonaro. A aeronave faria o reabastecimento no aeroporto de Sevilha, o mesmo onde a cocaína foi apreendida, mas mudou a escala para Lisboa.

Não houve explicação para essa mudança, o que só faz aumentar o vexame.

O avião com cocaína é o da frota presidencial usado na missão precedente. No caso de defeito no avião principal, é usado para transportar o próprio presidente.

As autoridades espanholas não liberaram outras informações sobre esse caso de tráfico internacional.

Em 25 de junho de 2019, o sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues foi preso em flagrante, após denúncia anônima, com 37 kg de cocaína no aeroporto de Sevilha, na Espanha. A viagem fazia parte de uma missão oficial do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e comitiva, rumo ao Japão, para reuniões com a cúpula do G20; Manoel estava em uma aeronave de apoio. No entanto, essa não foi a única vez. Segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Militar (MPM) obtida pelo UOL, o sargento traficou cocaína em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) em mais sete viagens naquele ano.

31
Jul22

Marcia Tiburi: oligarquias já perceberam que Lula vai vencer

Talis Andrade

www.brasil247.com - Marcia Tiburi e Lula

 

"Não haverá lugar para fascistas na sociedade do futuro", diz ainda a professora e filósofa

 

 

247 – A professora e filósofa Marcia Tiburi afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que as oligarquias brasileiras já perceberam que Lula vai vencer e agora recuam.

"Bolsonaro se tornou inútil e só resta a ele exibir sua personalidade autoritária", diz ela. "O 7 de setembro será um ato extremista, como convém ao terrorismo. Mas como todo sádico é também um masoquista, ele pode colocar o rabo entre as pernas", aponta.

Marcia Tiburi, no entanto, ressalta que é preciso ter certa cautela com a classe dominante. "Lula é a salvação das elites, mas as elites são muito canalhas e precisamos estar sempre atentos", afirma. "Chegamos no limite da suportabilidade da figura de Bolsonaro. A Direita brasileira tem a síndrome da falta de candidato porque eles não se parecem com o povo brasileiro", acrescenta a professora. 

A professora também diz que não haverá lugar para fascistas na sociedade do futuro. "Espero que Bolsonaro seja julgado e preso. E será fundamental um projeto de educação e cultura para desnazificar o Brasil", afirma. "Será preciso tomar muito cuidado com a mídia golpista a partir de 2023 e evitar novas lavagens cerebrais", finaliza.

 

16
Jul22

"Todos estamos ameaçados pelo terrorismo bolsonarista", diz Marcia Tiburi (vídeo)

Talis Andrade

www.brasil247.com - Marcia Tiburi, Marcelo Arruda, Jorge Guaranho e Bolsonaro

 

Exilada na França, a professora e filósofa diz que o Brasil pode ter novos crimes motivados pelo ódio político, como foi o assassinato de Marcelo Arruda por Jorge Guaranho

 

247 – A professora e filósofa Marcia Tiburi afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, que todos os brasileiros estão ameaçados pelo terrorismo bolsonarista, depois do assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge Guaranho, em Foz do Iguaçu. "O objetivo da retórica do ódio é gerar ação violenta. Bolsonarismo é fascismo", diz ela. "A arma é o ícone do bolsonarismo. Enquanto Marcelo Arruda tinha como ícone o sorriso de Lula, no bolsonarismo, a arma é que dá significado à festa", acrescentou.

Marcia Tiburi disse ainda que o medo paralisa e que "todos estamos ameaçados pelo terrorismo". Mas ela acrescentou que os brasileiros não podem entrar na guerra civil incitada por Bolsonaro. "Precisamos nos preservar. E Bolsonaro também abandona seus otários úteis. O miliciano Adriano da Nóbrega foi condecorado e depois foi assassinado", lembrou.

Segundo ela, o assassino não vai sair sozinho do seu fanatismo. "Fascismo jamais vai morrer de morte natural. Os fascistas devem ser denunciados e punidos":

 

 

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