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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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24
Mar21

Instalação ‘imediata’ de CPI para investigar atuação caótica do governo na pandemia

Talis Andrade

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A senadora Leila Barros (PSB-DF) defendeu, em suas redes sociais, a instalação da CPI da Covid-19, que conta com assinaturas suficientes para funcionamento, mas segue engavetada no Senado.

Para Leila Barros, embora a moção aprovada nesta semana para pedir ajuda internacional na aquisição de vacinas estocadas nos EUA tenha sido importante, é necessário que a Casa estabeleça um processo de cobrança e fiscalização das ações do governo em relação à pandemia.

Enquanto a doença segue descontrolada, a vacinação caminha em ritmo lento e o Brasil vive a trágica situação de ter dois ministros da Saúde, sem que nenhum deles demonstre ter autoridade para adotar as medidas que o país necessita para salvar vidas, escreveu a senadora.

“Por sua vez, o presidente da República continua promovendo aglomerações e ‘receitando’ medicamentos que a ciência já concluiu serem ineficazes. Diante desse quadro desastroso, o Senado Federal precisa reagir”, defendeu.

Depois de mais de um ano de pandemia de covid-19, não faltam motivos para apurar a atuação do Palácio do Planalto. Nesse período, o País teve nada mais nada menos que quatro ministros da Saúde.

Atualmente, há na mesa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), um pedido de abertura de CPI relativo à condução da pandemia pelo governo federal que cumpre todos os requisitos constitucionais, assinado por 31 senadores de 11 partidos políticos.

Deixá-lo na gaveta, como se fosse algo politicamente turbulento demais para o momento atual, como alega Pacheco, não é apenas ignorar a Constituição, mas é ser cúmplice com o descaso de Bolsonaro com a saúde e a vida da população, considera a socialista.

“Temos que compreender como chegamos à tragédia atual e prestar satisfações à sociedade. Desde o dia 4 de fevereiro, foi protocolado um pedido de instalação de CPI para investigar as causas que levaram nosso país a esse estado de calamidade. Precisamos adotar as providências necessárias para que ela seja instalada, pois a situação continua se agravando. Não podemos mais esperar!”, protestou Leila Barros.

Para a senadora, a CPI representa também uma esperança de que, sendo pressionadas, as autoridades federais passem a agir com “maior responsabilidade e presteza”.

“Chega de tentar minimizar a intensidade dramática dessa tragédia. Nossos parentes e amigos estão morrendo. Provavelmente, muitos deles poderiam ter sobrevivido se o país não tivesse assumido a postura de menosprezar vacinas e até desqualificar a eficácia do uso das máscaras e do distanciamento social. A CPI da Pandemia tem que ser instalada imediatamente!”, disse.

Leia: Covid, o que Brasil pode aprender com países que reaagiram bem à pandemia

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06
Ago20

Apenas sete senadores acusam Augusto Aras e defendem a continuação da dispendiosa lava jato

Talis Andrade

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O consórcio apelidado de lava-jato pela delegada Erika Marena, famosa por prender o reitor  Cancellier, na derrocada das operações que beneficiaram as grandes multinacionais da construção pesada e petroleiras estrangeiras, vem realizando campanha para conseguir o sétimo ano de funcionamento, que depende de uma autorização do procurador-geral Augusto Aras, cujo comando não aceitam.

Para pressionar Aras, senadores da campanha de Sergio Moro presidente, encaminharam ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) um pedido para que o procurador-geral seja investigado por sua conduta à frente do MP, de acordo com Bela Megale, do jornal O Globo, que faz propaganda lavajatista.

O pedido tem as assinaturas de apenas sete senadores, que acusam Aras de proferir ofensas a colegas em uma reunião do conselho. Isto é, o chefe da PGR ousou criticar seus subordinados funcionários públicos da lava-jato, e acessar documentos ocultos da força-tarefa. Idem cobrar os onerosos e nababescos custos do consórcio, que funciona em prédio separado do ministério público de Curitiba. Para os senadores, Aras colocou em risco a autonomia marginal e absolutista dos procuradores. 

Os parlamentares que assinam a solicitação de investigação são: Alessandro Vieira (cidadania-SE), Eduardo Girão (Podemos-RN), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Lasier Martins (Podemos - RS), Leila Barros (PSB-DF) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

 

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