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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

19
Set22

Frente evangélica declara apoio a Lula e alerta para ‘armadilhas bolsonaristas’

Talis Andrade

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“A gente vem alertando desde o golpe contra Dilma que precisamos ter uma estratégia para lidar com os evangélicos”, afirma Nilza Valéria, coordenadora da frente

 

Por Eduardo Maretti /RBA

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – que atua em 20 Estados do Brasil –  formalizou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto. O movimento dos evangélicos é apartidário, mas diz que o apoio é necessário diante “das ameaças diuturnas das forças reacionárias sustentadas pelo governo federal e pelo próprio Bolsonaro”.

A entidade afirma que o Estado de direito (como a democracia) existe “para deter as forças destruidoras do Anti-Messias”. “Se não detivermos essa situação de modo imediato, muito mais vidas serão ceifadas. E todo o futuro, não só do Brasil, mas de todo o planeta, estará ameaçado”, diz a frente.

O crescimento de Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto entre o eleitorado evangélico tem sido apontado por pesquisas. No mais recente estudo Genial/Quaest, o presidente cresceu de 48% para 52% no segmento. Enquanto Lula oscilou para baixo, de 29% para 28%. No Datafolha do final de julho, esse dado já aparecia com força: a diferença a favor do atual mandatário passou de 5 para 10 pontos percentuais em um mês.

É importante observar, no entanto, que o segmento evangélico, por si só, não dará a vitória a Bolsonaro. Isso porque ele teria de crescer entre as mulheres, os mais pobres, os jovens, os nordestinos e outros grupos – inclusive os católicos. Portanto, crescer só entre evangélicos não basta para Bolsonaro. Mesmo assim, nessa frente é preciso que o combate eleitoral seja eficiente, porque o crescimento entre os protestantes se espraia para as mulheres desse grupo, assim como para os mais pobres etc.

O caso Damares

 

“O crescimento de Bolsonaro nas igrejas é real e tem preocupado os setores progressistas”, diz Nilza Valéria, coordenadora nacional da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Ela destaca ações da ex-ministra Damares Alves e de um pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus em Botucatu (SP), Rúben Oliveira Lima, que afirmou durante um culto que os crentes que declaram voto em Lula não merecem a Santa Ceia. “Sistema que prega que vai ajudar aos pobres, mas no casamento dele não teve um pobre”.

Valéria diferencia duas personagens dos cultos evangélicos. Uma coisa são os líderes midiático-políticos poderosos, que disseminam falsas informações, fake news e mentiras que se espalham nas redes. Esse trabalho é consciente e deliberadamente insidioso. Damares, por exemplo, não surgiu do nada antes de ser ministra. Desde 2015 ela era assessora parlamentar do senador Magno Malta, liderança importante da bancada evangélica.

É a partir de pastores “de cima”, como Damares, que as informações chegam aos cultos. Os pequenos pastores de comunidades, por exemplo, muitas vezes acreditam nas informações que repassam aos fiéis, que chegam a eles pela pregação dos poderosos e influentes.

 

É preciso que crentes falem com crentes

 

Para Nilza Valéria, é importante que candidatos progressistas e, principalmente, a campanha de Lula, ouçam as vozes progressistas dos evangélicos. “É preciso de alguma forma incluir-nos na estratégia de campanha, para permitir que crentes falem com crentes”, diz. “O que não se pode de forma alguma é emular um discurso em que Lula e aliados façam falas religiosas caindo na armadilha bolsonarista”, defende.

O que Bolsonaro faz é criar um discurso de guerra religiosa. Ele sabe que esta é uma nação essencialmente cristã, evangélica ou não, e que tem um segmento religioso crescente no país, o evangélico. Ele usa o discurso moral dirigido a esse enorme eleitorado e seus aliados, como Damares e pastores líderes, fazem o discurso religioso nas redes sociais e para o interior dos templos.

Nesse cenário, é preciso evitar armadilhas que deem a Bolsonaro a chance de pautar as campanhas progressistas. E, portanto, saber o que dizer aos evangélicos. Sobretudo, não discriminá-los como uma população à parte. São pessoas comuns que tomam ônibus, pagam aluguel, vão ao supermercado, têm as mesmas carências de todos, e não podem ser tratadas como uma classe à parte da sociedade.

“Ninguém é só evangélico. Eu, por exemplo, estou superfeliz que o meu Fluminense passou à semifinal da Copa do Brasil”, diz Valéria. “Eu não sou apenas evangélica, eu sou tricolor também”, avisa. “A gente vem alertando desde o golpe contra Dilma que a precisamos ter uma estratégia para lidar com os evangélicos.”

 

O exemplo de Macron

 

Ela dá um exemplo de fora do Brasil. O presidente francês, Emmanuel Macron, foi reeleito em abril, derrotando a representante da extrema-direita Marine Le Pen com apoio de ampla aliança. “Vamos imaginar que a mulher do presidente, Brigitte Macron, tivesse postado um tuíte celebrando um filme muçulmano. Para mim é certo que Macron não seria reeleito se ela postasse algo que soasse como elogio à cultura islâmica, a qualquer aspecto do mundo islâmico”, diz Valéria, em referência à xenofobia de parte dos franceses.

Fundador da Igreja Batista do Caminho, em Niterói (RJ), Henrique Vieira fala com a #CartaCapital sobre sua formação religiosa, sua interpretação bíblica e dos ensinamentos de Jesus e do uso do nome de Deus na política. De acordo com o pastor, Cristo está além de interpretações de esquerda e direita, e colocar sua própria visão da Bíblia como definitiva, como faz Jair Bolsonaro, é fascista e violento.

Jair Bolsonaro já não é mais unanimidade entre os evangélicos brasileiros, cada vez mais divididos em relação ao presidente em quem votaram maciçamente em 2018. Segundo pesquisa recente do Instituto Ipec, 59% dos evangélicos disseram 'não confiar em Bolsonaro'.

16
Set22

“Bolsonaro é um pesadelo”, diz correspondente do Le Monde que lança livro na França

Talis Andrade
O jornalista Bruno Meyerfeld, correspondente do jornal Le Monde no Brasil.
O jornalista Bruno Meyerfeld, correspondente do jornal Le Monde no Brasil. © RFI

 

O correspondente do jornal francês Le Monde no Brasil, Bruno Meyerfeld, lança nesta segunda-feira (12), em Paris, o livro “Cauchemar brésilien” (Pesadelo brasileiro, em tradução livre) pela Editora Grasset. Baseada em reportagens pelo país, entrevistas e pesquisas sobre a história política do Brasil, a obra expõe a visão do jornalista sobre a personalidade e a trajetória do presidente brasileiro Jair Bolsonaro e as ações de seu governo.  

“O Bolsonaro é uma figura diversa e muito complicada. Foi difícil atribuir um título só para esse personagem. Ele é um produto do interior do Brasil, do Rio de Janeiro, onde foi deputado durante muitos anos, e um produto da política de Brasília”, diz Meyerfeld sobre o processo que o levou a escolher o título da obra.

“Alguns dizem que ele é um doente, um louco, outros dizem que ele é um grande estrategista, que conseguiu criar uma configuração perfeita para chegar ao poder. Ao mesmo tempo, outros dizem que é um ditador, um fascista. Mas os que gostam dele dizem que ele é um democrata e que o STF o impede de governar”.  

Finalmente o título do livro foi definido em uma conversa de bar no Rio, quando uma prima do jornalista expressou seu sentimento de que sob Bolsonaro os brasileiros vivem um verdadeiro pesadelo.

“Pesadelo é interessante porque é apavorante, parece surreal, mas fala muito sobre você e seu inconsciente. Acho isso uma característica muito forte do Bolsonaro e tão louco que pareça o bolsonarismo hoje, e especificamente o presidente, ele fala muito sobre a história do Brasil, a sociedade brasileira e suas raízes. Para mim, de certa forma, ele é um pesadelo”, diz o jornalista franco-brasileiro.

Sob o ponto de vista francês, a política do governo Bolsonaro para o meio ambiente é um dos pontos que justifica qualificar sua gestão de pesadelo. “Para os franceses, esse processo de destruição incrível que acontece na Amazônia é apavorante”, afirma.  Mas, segundo Meyerfeld, para os brasileiros, as maiores críticas podem vir da gestão da Covid-19 e da crise econômica, agravada pela inflação alta, a taxa de desemprego e a fome que atinge 33 milhões de cidadãos.

No entanto, para o correspondente do Le Monde, que chegou ao Brasil em 2019, quando Bolsonaro assumiu o governo, o mais grave diz respeito à crise relacionada à democracia do país. “Os ataques do Bolsonaro, dos bolsonaristas e de seu governo contra as instituições e contra as urnas eleitorais e o sistema de votação brasileiro, que era um motivo de orgulho dos brasileiros até hoje, vão ter consequências no longo prazo”, avalia. 

O grande número de armas em circulação no Brasil, estimado em 1 milhão, também são motivo de preocupação. “Essas armas vão ficar e poderão ter um impacto bastante grande nas relações sociais e no clima de violência que existe no Brasil”.

No texto, o autor alerta que o Brasil se transformou em uma espécie de “laboratório sobre os riscos do extremismo” e Bolsonaro é uma demonstração concreta do que o populismo de extrema direita é capaz de fazer, como a propagação da desconfiança na democracia e a utilização das redes sociais em um país que se encontra, segundo Bruno, em uma “bolha”. “Nessa bolha você pode fazer e falar o que quiser, exprimir qualquer tipo de opinião e está tudo bem. Tudo é muito extremo no Brasil porque às vezes você não tem o autocontrole, uma parte da sociedade brasileira se sente legítima para falar o que quiser”, afirma.

Bruno Meyerfeld refuta qualquer atribuição de Bolsonaro como “Trump Tropical”, em referência ao ex-presidente americano Donald Trump, ou de comparações com outros políticos populistas, como o húngaro Viktor Orban e a francesa Marine Le Pen, líder da extrema direita no país. “Isso é ignorar as especificidades do Brasil e do Bolsonaro. Ele é produto de uma história do Brasil moderno, da ditadura militar, da época da construção de Brasília também dos anos 1950 e 60, e de 30 anos de democracia. Ele tem características próprias”, garante.

 

França virou obstáculo

 

No livro de 361 páginas, Meyerfeld busca fornecer pistas de reflexão para os franceses que, na sua opinião, estão com uma certa dificuldade em acompanhar as mudanças que ocorreram no Brasil desde a ascensão de Jair Bolsonaro ao poder.  

“Estou percebendo uma forma de incompreensão muito forte. O Brasil de alguns anos atrás era visto como um símbolo de desenvolvimento, progresso de uma democracia mais alegre e progressista, com um líder operário que conseguiu tirar milhões de pessoas da pobreza e de diminuir a taxa de desmatamento em 80%, era algo forte. Era uma democracia nova que estava dando certo. Hoje, com o Bolsonaro, que é visto aqui como o extremo do extremismo, um símbolo de desespero e retrocesso, as pessoas não entenderam muito bem a transição”, avalia.  

Durante o processo da produção do livro, Bruno Meyerfeld tentou várias vezes entrevistar o presidente, mas sem sucesso. Segundo ele, Bolsonaro não tem uma relação difícil apenas com a imprensa brasileira, mas também com os jornalistas estrangeiros e particularmente franceses. O obstáculo é reflexo também de uma crise diplomática entre os dois países depois dos embates de Jair Bolsonaro com o francês Emmanuel Macron, um recorrente crítico das políticas ambientais em vigor no Brasil. “Há pessoas inclusive do primeiro escalão do governo [brasileiro] que têm bastante respeito, até são francófilas, mas tem uma certa dificuldade em demonstrar afinidade por causa dessa briga do presidente com Emmanuel Macron”, explica.

“Fui a Brasília várias vezes, falei com vários assessores e entendi muito rapidamente que Bolsonaro não iria dar uma entrevista a um jornalista francês”. O pior, segundo Bruno Meyerfeld, é que o presidente conseguiu expandir sua visão hostil sobre a França para diferentes regiões. “Muitos setores favoráveis ao presidente Bolsonaro têm uma antipatia e até uma certa raiva contra a França. Isso dificulta muito mais o meu trabalho”, explica.

O livro “Cauchemar Brésilien” é lançado às vésperas do 1° turno da eleição presidencial no Brasil, ocasião para os franceses entenderem melhor o clima político instaurado no país e que pode se tornar imprevisível. “Lula é favorito e tem grandes chances de ganhar, mas o Bolsonaro tem uma dinâmica muito forte e ninguém pode menosprezar as chances do atual presidente se reeleger. Oito meses atrás ele tinha perdido cerca de metade dos eleitores dele. Atualmente, a perda é entre 20% e 25% . Hoje ninguém ganha com 70% no segundo turno e a sociedade vai continuar bastante dividida no futuro, com certeza”, opina.

O jornalista Bruno Meyerfeld lançou o livro Cauchemar brésilien, nesta quarta-feira, 7 de setembro.
O jornalista Bruno Meyerfeld lançou o livro Cauchemar brésilien, em 7 de setembro. © RFI


05
Mai20

Ameaça à integridade do território brasileiro

Talis Andrade

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III - Porque Moro é mais perigoso até do que Bolsonaro

por Carlos Tautz

Córtex Político

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Comparando as relações de classe que sustentam Bolsonaro e Moro, vê-se que o Presidente representa a ascensão de um amplo e difuso consórcio de golpistas de ocasião sem projeto definido misturados aos baixos cleros da política e dos negócios de varejo, apoiados por massas de abobados portadores dos mais abjetos valores morais e religiosos. E, claro, tudo sob o suporte tanto individual quanto coletivo das Forças Armadas tolerantes com as milícias mafiosas vinculadas à família do Presidente.

            No cenário internacional, Bolsonaro não demonstrou até agora qualquer ligação orgânica com governos estrangeiros nem com movimentos internacionais consolidados, como aquele com que o publicista estadunidense Steve Bannon tentou seduzir Trump, Bolsonaro, Le Pen, Salvini et caterva. Nada há de articulação consequente entre essa gente para além de ridículos espasmos verbais de senso comum a respeito de qualquer coisa.

            Mesmo a aproximação atávica do Brasil aos EUA se deve à índole submissa e à bajulação asquerosa de Bolsonaro por Trump. Para se eleger, Bolsonaro apenas surfou na onda internacional da direita e da extrema-direita, em venceu à custa da coleta ilegal de dados online. Tratados com os mais avançados programas de inteligência artificial, a tradução dessas informações em estratégia de intervenção políto-eleitoral foi utilizada na conquista sentimental do eleitorado através de propostas de moralidade tacanha aliadas ao pavor que uma certa classe média global de qualquer proposta minimamente mudancista. (Continua)

 

19
Out18

Eleição de Bolsonaro “representa um fator adicional de desestabilização de uma ordem mundial"

Talis Andrade

“Vigilância internacional, atenta à violação dos princípios democráticos e dos direitos humanos”

 

Parlamentares e intelectuais franceses lançam manifesto contra Bolsonaro

mediaParlamentares eleitos pelo partido de Jair Bolsonaro (PSL) fazem sinal de arma com as mãos em 11 de outubro de 2018. REUTERS/Ricardo Moraes/File Photo
 
 
 

Entre os quase 250 nomes que assinaram até esta sexta-feira (19) o documento, constam nomes como o economista Thomas Piketty; Olivier Compagnon, diretor do Instituto de Altos Estudos da América Latina na França, e Olivier Faure, deputado e primeiro secretário do Partido Socialista (PS) francês, além de diversos senadores e parlamentares de praticamente todos os partidos franceses, como o A República em Marcha, do presidente francês, Emmanuel Macron. Apenas a Frente Nacional (FN) de Marine Le Pen não assina o manifesto.

 

 
 

iniciativa, liderada por membros da Associação de Pesquisa sobre o Brasil na Europa e da Autres Brésils, nasceu no dia seguinte ao primeiro turno das eleições brasileiras, em 8 de outubro. Segundo a historiadora Juliette Dumont, o manifesto “Não a Bolsonaro, pela defesa da democracia no Brasil” expressa “nosso apoio àqueles que defendem a democracia brasileira contra a violência e o autoritarismo representados pelo candidato”.

 

manifesto reuniu assinaturas da França e da Europa, de acadêmicos e intelectuais, mas também de franceses da esfera política. “Isso demonstra que existe uma consciência interpartidária sobre as ameaças que pesam sobre o Brasil”, disse Dumont.

 

O documento enfatiza ainda o perigo da eleição do candidato do PSL no cenário internacional, especialmente no que diz respeito à luta contra as mudanças climáticas. “Em nossa opinião”, diz a historiadora, uma possível eleição de Bolsonaro “representa um fator adicional de desestabilização de uma ordem mundial, que já é muito complexa”.  

 

Juliette Dumont acredita que a iniciativa mostra que há uma “vigilância internacional, atenta à violação dos princípios democráticos e dos direitos humanos”. “Existe um sentimento comunitário solidário, na Europa e no Canadá, com os brasileiros cujo compromisso com a democracia (político e social) poderia expô-los a retaliação, se Bolsonaro for eleito”, finaliza a historiadora.

 
 

Veja quem assinou o manifesto francês “Não a Bolsonaro, pela defesa da democracia no Brasil” até esta sexta-feira:

  1. Acker, Antoine, maître assistant en histoire à l’Université de Zurich (Switzerland)
  2. Alija Fernandéz, Rosa Ana, Reader in Public International Law/Profesora de Derecho Internacional Público - Universidad de Barcelona (Spain).
  3. Allen, Irma, doctoral researcher, KTH Royal Institute of Technology, Stockholm, (Sweden)
  4. Andersen, John, Professor Roskilde University (Denmark)
  5. Apourceau-Poly, Cathy, Sénatrice du Pas-de-Calais (PCF) (France)
  6. Armiero, Marco, Director, Environmental Humanities Laboratory, KTH Royal Institute of Technology, Stockholm (Sweden)
  7. Asara, Viviana, Assistant Professor at the Vienna University of Economics and Business
  8. Aouillé, Sophie, Psychanalyste (France)
  9. Assassi, Eliane, Sénatrice Seine-Saint-Denis (PCF) et présidente du groupe CRCE au Sénat (France)
  10. Aubry, Martine, Maire de Lille, ancienne ministre (PS), (France)
  11. Autain, Clémentine, députée de Seine-Saint-Denis (LFI)
  12. Aviragnet, Joël, Député de la Haute-Garonne (PS), (France)
  13. Backhouse, Maria, Assistant Professor, Department of Sociology, Friedrich Schiller University of Jena (Germany
  14. Bagayoko, Bally, maire adjoint de Saint-Denis (LFI) (France)
  15. Balibar, Étienne, Professeur émérite (philosophie), Université de Paris-Ouest (France)
  16. Batho, Delphine, Députée des Deux-Sèvres, ancienne ministre de l’écologie, du développement durable et de l’énergie (France)
  17. Bechtum, Alexandra, research associate, University of Kassel (Germany)
  18. Bello, Huguette, députée de la Réunion (PLR), (France)
  19. Benbassa, Esther, sénatrice de Paris (EELV)Benbassa, Esther, sénatrice de Paris (EELV)
  20. Bidard, Hélène, maire-adjointe de Paris (PCF), (France)
  21. Bleil, Susana, maîtresse de conférences en Portugais et civilisation du Brésil à l’Université du Havre (France)
  22. Boccara, Frédéric, économiste, membre du Conseil économique, social et environnemental (France)
  23. Boissière, Anne, professeure de philosophie à l’Université Lille (France)
  24. Boltanski, Luc, Professor in moral and political sociology, EHESS (France)
  25. Bocquet, Eric, Sénateur du Nord (PCF), (France)
  26. Braouezec, Patrick, président de Plaine Commune, président du Conseil de surveillance de la Société du Grand Paris, membre honoraire du parlement français (France)
  27. Brossat, Ian, maire-adjoint de Paris (France)
  28. Brotherson, Moetai, député de la Polynésie française (GDR), (France)
  29. Brulin, Céline, sénatrice de Seine-Maritime (PCF) (France)
  30. Bruneel, Alain, député du Nord (PCF) (France)
  31. Buffet, Marie-George, Députée de la Seine-Saint-Denis (PCF), ex-ministre de la jeunesse et des sports (France)
  32. Buerk, Thomas, professor, social work |diversity - integration- Inclusion IB Hochschule Berlin (Germany)
  33. Burke, Peter, Historien, Professeur émérite à l’Université de Cambridge (United Kingdom)
  34. Cahen, Michel, directeur de recherche au CNRS à Sciences Po Bordeaux (France)
  35. Caloz-Tschopp, Marie-Claire, professeure de philosophie à l’Université de Lausanne, ancienne directrice du Programme Collège International de Philosophie (Suisse)
  36. Calvão, Filipe, Assistant professor of anthropology and sociology, IHEID Geneva (Switzerland)
  37. Cambadelis, Jean-Christophe, Premier vice-président du Parti socialiste européen, député honoraire de Paris, ancien Premier secrétaire du Parti socialiste (France)
  38. Campelo, Erika, Responsable de projet associatif et co-présidente d’Autres Brésils (France)
  39. Capanema, Silvia, maîtresse de conférences en Portugais et civilisation du Brésil à l’Université Paris 13, conseillère départementale vice-présidente de Seine-Saint-Denis (France)
  40. Chartier, Roger, directeur d’étude EHESS/Collège de France
  41. Chassaigne, André, député du Puy-De-Dôme (PCF), (France)
  42. Chiodi, Vera, Maîtresse de conférences en économie à l’IHEAL/ Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (France)
  43. Chirio, Maud, maîtresse de conférences en histoire contemporaine à l’Université Paris-Est Marne-la-Vallée (France)
  44. Clapot, Mireille, députée de la Drôme, Députée de la Drôme, Vice-Présidente de la commission des Affaires étrangères (LREM), (France)
  45. Cohen, Laurence, sénatrice du Val du Marne (PCF), (France)
  46. Compagnon, Olivier, Professeur d’histoire contemporaine, directeur de l’Institut des Hautes Etudes d’Amérique Latine (France)
  47. Conway, Janet, Canada Research Chair in Social Justice (2013-18), Professor of Sociology, Brock University (Canada)
  48. Conway-Mouret, Hélène, sénatrice des Français de l’étranger (PS) et ancienne ministre (France)
  49. Coquerel, Eric, député de la Seine-Saint-Denis (LFI), (France)
  50. Cordebard, Alexandra, Maire du 10e arrondissement de Paris (PS), (France)
  51. Cukierman, Cécile, Sénatrice de la Loire (PCF) (France)
  52. Dabène, Olivier, professeur de politique à l'Institut d’Études Politiques de Paris (Sciences Po), chercheur au Centre d’Étude et de Recherches Internationales, FNSP. Président de l’Observatoire Politique de l’Amérique Latine et de la Caraïbe (OPALC), (France)
  53. D’Aoust, Marie-Alice, avocate au barreau du Québec, Montréal (Canada)
  54. Daudigny, Yves, sénateur de l’Aisne (PS)
  55. Davisse, Françoise, réalisatrice (France)
  56. Delcourt, Laurent, chercheur au Centre tricontinental - CETRI (Belgique)
  57. De Temmerman, Jennifer, Députée du Nord (LREM), secrétaire de la commission Développement durable et aménagement du territoire (France)
  58. Dharreville, Pierre, député des Bouches du Rhône (PCF), (France)
  59. Domínguez, Pablo, Senior Researcher at CNRS, Laboratoire Géographie de l'Environnement (GEODE), CNRS / Université de Toulouse 2 (France)
  60. Dorlin, Elsa, Professeure de Philosophie à l'Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis (France)
  61. Douville, Olivier, professeur psychanalyste Université Paris Diderot (France)
  62. Duarte-Plon, Leneide, journaliste correspondante France-Brésil (France)
  63. Duffles Aldon, Luc, administrateur d’Autres Brésils (France)
  64. Dufrègne, Jean-Paul, député de l’Allier (PCF), (France)
  65. Dumont, Juliette, maîtresse de conférences en histoire contemporaine à l’IHEAL/ Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, présidente de l’Association pour la Recherche sur le Brésil en Europe (France)
  66. Dumoulin, David, maître de conférences en sociologie à l’IHEAL/ Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (France)
  67. Enders, Armelle, professeure d’histoire contemporaine à l’Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis (France)
  68. Espelt-Bombin, Silvia, Lecturer in History of the Americas, University of Exeter (United Kingdom)
  69. Estrada, Gaspard, directeur exécutif de l’Observatoire Politique de l’Amérique Latine et de la Caraïbe (Sciences Po Paris)
  70. Falquet, Jules, Maîtresse de conférence en sociologie à l'Université Paris Diderot (France)
  71. Fassin, Didier, Professeur de Sciences Sociales, Institute for Advanced Study, Princeton (US)
  72. Faucillon, Elsa, députée de Hauts-de-Seine (PCF), (France)
  73. Faure, Olivier, Député de Seine-et-Marne, Premier secrétaire du Parti Socialiste (France)
  74. Féraud, Rémi, Sénateur de Paris et président du groupe socialistes et apparentés au Conseil de Paris, (France)
  75. Fernández-Molina, Irene, Lecturer in International Relations, University of Exeter (United Kingdom)
  76. Fischer, Georg, Associate Professor of Global Studies, Aarhus University (Denmark)
  77. Fléchet, Anaïs, maîtresse de conférences en histoire contemporaine à l’Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines
  78. Frank, Robert, Professeur émérite d’histoire des relations internationales, Université Paris 1 - Panthéon Sorbonne (France)
  79. Furukawa Marques, Dan, Professeur de sociologie, Université Laval, Québec (Canada)
  80. Galvon, Filipe, réalisateur (France)
  81. García-Precedo, Juan, Senior Lecturer in Hispanic Studies, University of Exeter (United Kingdom)
  82. Gay, Fabien, sénateur de Seine-Saint-Denis (PCF) (France)
  83. Gerits, Frank, Lecturer in the history of international relations, Utrecht University (The Netherlands)
  84. Ginzburg, Carlo, Professeur émerite à UCLA et à l'Ecole Normale Supérieure de Pise (Italy)
  85. Giudicelli, Christophe, maître de conférences en histoire à l’Université Paris Sorbonne - Sorbonne Université, chercheur au Centre de Recherche et de Documentation sur les Amériques (France)
  86. Gnabaly, Mohamed, maire de l’Ile Saint-Denis (écologiste), (France)
  87. Goirand, Camille, professeure de science politique à l’IHEAL/ Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (France)
  88. Gontard, Guillaume, sénateur de l’Isère (EELV), (France)
  89. Gough, Anne, researcher at KTH Stockholm (Sweden)
  90. Greaume, Michelle, sénatrice du Nord (PCF) (France)
  91. Guétat, Hélène, professeure des universités, Institut français de Pondichéry et LISST-Université Toulouse Jean Jaurès (France)
  92. Gutiérrez Zamora, Violeta, Early Stage Researcher (University of Eastern Finland)
  93. Haalboom, Floor, postdoctoral researcher, Erasmus Medical Center and Utrecht University (Netherlands)
  94. Hammerer, Véronique, Députée de Gironde (LREM), (France)
  95. Hardy, Dominic, Professeur au Département d'Histoire de l'Art de l'Université du Québec à Montréal (Canada)
  96. Harris, Mark, professor of historical anthropology and Head of the School of Philosophical, Anthropological and Film Studies, University of St Andrews (United Kingdom)
  97. Hébrard, Véronique, professeur d’histoire et civilisation de l’Amérique latine à l’Université de Lille (France)
  98. Hecht, Susanna, professor of International History, Graduate Institute Geneva (Switzerland)
  99. Hiribarren, Vincent, Senior Lecturer in Modern Africa History, King’s College (United Kingdom)
  100. Iovino, Serenella, Professeure de philosophie environnementale, University of Turin (Italy)
  101. Jaumain, Serge, Professeur à l’Université Libre de Bruxelles, AmericaS, centre interdisciplinaire d’études des Amériques (Belgium)

102. Joly, Eva, députée européenne (Groupe Verts-ALE), (France)

103. Juanico, Régis, Député de la Loire (PS), (France)

104. Jumel, Sébastien, député de la Seine-Maritime (GDR), (France)

105. Kalmbach, Karena, Assistant Professor in History at Eindhoven University of Technology, (The Netherlands)

106. Karam, Antoine, sénateur de la Guyane (LREM), (France)

107. Keclard-Mondésir, Manuela, députée de la Martinique (GDR), (France)

108. Kaltmeier, Olaf, Professor of InterAmerican history, University of Bielefeld (Germany)

109. Kern, Fabian, coordinator at the ONG Kooperation Brasilien e.V. (Germany)

110. Kotsila, Panagiota, postdoctoral researcher, ICTA, Universitat Autonoma de Barcelona (Spain)

111. Kraus-Polk, Alejo, alumni of the Degrowth and Environmental Justice summer school 2016, ICTA, UAB Barcelona (2016)

112. Kanuty, Pierre, Conseiller régional Ile-de-France (PS), (France)

113. Kisukidi, Yala, Maîtresse de Conférences en philosophie à l’Université de Paris 8 Vincennes Saint-Denis (France)

114. Klugman, Patrick, Adjoint à la maire de Paris

115. Laglèze, Jean-Luc, Député de la Haute-Garonne (MoDem), (France)

116. Lagier, Claire, Chercheuse au Rachel Carson center for environment and society, LMU Munich (Germany)

117. Lakhani, Vikas, Researcher at the Rachel Carson Center for environment and society, LMU Munich (Germany)

118. Laporte, Pierre, Conseiller départemental de Seine-Saint-Denis, maire adjoint de Tremblay (PCF), (France)

119. Laurent, Pierre, Sénateur de Paris (PCF), (France)

120. Lecoq, Jean-Paul, député de Seine-Maritime (PCF), (France)

121. Lehmann, Rosa, Junior Researcher, Institute of Sociology, University of Jena (Germany)

122. Leinius, Johanna, researcher, Kassel University (Germany)

123. Lipietz, Alain, économiste et ancien député européen (France)

124. Lorenzen, Kristina, researcher, Friedrich Schiller University Jena (Germany)

125. Louault, Frédéric, professeur de science politique (Université Libre de Bruxelles), Vice-président de l’Observatoire Politique de l'Amérique Latine et des Caraïbes (Sciences Po), (Belgium)

126. Louault, Pierre, Sénateur d’Indre-et-Loire (UDI), (France)

127. Magnette, Paul, bourgmestre de Charleroi, ex-Ministre Président de la Wallonie, ex-président du Parti Socialiste belge (Belgium)

128. Malay, Olivier, Researcher in economics, Université Catholique de Louvain (Belgium)

129. Marcella, Valentina, Assistant Professor, L'Orientale University of Naples (Italy)

130. Marin, Richard, Professeur émérite d’histoire contemporaine du Brésil, Université Toulouse Jean Jaurès (France)

131. Marques-Pereira, Bérengère, Professeure au département de Science politique de l'Université libre de Bruxelles (Belgium)

132. Mauch, Christoph, Professor and Director of the Rachel Carson center for environment and society, LMU Munich (Germany)

133. Mello e Souza, Laura de, professeure, titulaire de la chaire d’histoire du Brésil à l’Université Paris Sorbonne- Sorbonne Université (France)

134. Merklen, Denis, Professeur de sociologie à l’IHEAL/ Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (France)

135. Mira Delli-Zotti, Guillermo, Professeur d’histoire, Instituto de Iberoamerica/Université de Salamanque (Spain)

136. Nagels, Nora, professeure au Département de science politique de l’Université du Québec à Montréal ; chercheuse, Réseau d’études latino-américaines de Montréal (RELAM), (Canada)

137. Neumann, Alexander, professeur en sciences de l'information et de la communication, Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis (France)

138. Nilor, Jean-Philippe, député de la Martinique (GDR), (France)

139. Oomen, Jeroen, Researcher, Deutsches Museum and Rachel Carson Center, Munich (Germany)

140. Ouzoulias, Pierre, Sénateur des Hauts-de-Seine (PCF) (France)

141. Pallares-Burke, Maria Lucia, Historienne, chercheur à l’Université de Cambridge (United Kingdom)

142. Palmblad, Jonatan, PhD Candidate and Research Associate at the Rachel Carson Center, LMU Munich (Germany)

143. Panerai, Philippe, architecte-urbaniste, grand prix d’urbanisme (France)

144. Pardue, Derek, Associate Professor of Brazilian Studies, Aarhus University (Denmark)

145. Patel, Kiran Klaus, professor of history, Maastricht University (The Netherlands)

146. Patient, Georges, sénateur de Guyane (LREM) (France)

147. Peralva, Angelina, Sociologue, Chercheure au LISST/Université Toulouse (France)

148. Picard, François, professeur d’ethnomusicologie Sorbonne Université (France)

149. Pinatel, Laurent, Porte Parole de la Confédération Paysanne (France)

150. Plon, Michel, Psychanalyste (France)

151. Prunaud, Christine, Sénatrice des Côtes d’Armor (PCF) (France)

152. Pye, Oliver, lecturer, Department of Southeast Asian Studies, University of Bonn (Germany)

153. Ogilvie, Bertrand, Professeur de philosophie à l’Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis (France)

154. Oliveira, Eduardo Jorge, Assistant Professor in Brazilian Studies, University of Zurich (Switzerland)

155. Peña, Alejandra, Drama teacher (The Netherlands)

156. Peu, Stéphane, député de Seine-Saint-Denis (PCF), (France)

157. Pérez-Moneo, Miguel, Professeur de droit constitutionnel, Université de Barcelone (Espagne)

158. Piketty, Thomas, directeur d’études à l’Ecole des Hautes Etudes en sciences sociales (France)

159. Pitti, Raphaël, Médecin humanitaire, conseiller municipal de la ville de Metz (France)

160. Pleyers, Geoffrey, professeur de sociologie à l'Université de Louvain, FNRS (Belgium)

161. Pompeu, João, Basque Center for Climate Change (Spain)

162. Prevost, Heloïse, sociologue et co-réalisatrice de "Femmes rurales en mouvement", Université Toulouse Jean Jaurès (France)

163. Prutsch, Ursula, Professor of Brazilian cultural history, Amerika Institut, LMU Munich (Germany)

164. Räthzel, Nora, Professor, Department of Sociology, UMEÅ University (Sweden)

165. Rey, Matthieu, Chargé de recherche au CNRS, Institut de recherches et d’études sur le monde arabe et musulman d’Aix-en-Provence (France)

166. Richard, Nicolas, Chargé de recherche en histoire et anthropologie au CNRS, Centre de Recherche et de Documentation sur les Amériques (France)

167. Rodríguez, Fabricio, Research Fellow at the Institute of Sociology, Friedrich Schiller University of Jena (Germany)

168. Roth, Julia, Professor of literature, University of Bielefeld (Germany)

169. Rothbart, Samantha, editor, Rachel Carson Center (Munich, Germany)

170. Roxo, Valentina, PhD student at the Rachel Carson Center, LMU Munich (Germany)

171. Roxo, Eduardo Raul, Senior operations manager Siemens Financial Services, Munich (Germany)

172. Roudinesco, Elisabeth, Historienne, Chercheur Université Paris Diderot (France)

173. Roussel, Fabien, député du Nord (PCF), (France)

174. Ruiz Cayuela, Sergio, Early Stage Researcher, Centre for Agroecology, Water and Resilience, Coventry University (United Kingdom)

175. Rupprecht, Tobias, Lecturer and Director of the Exeter Centre for Latin American Studies, University of Exeter (United Kingdom)

176. Russier, Laurent, maire de Saint-Denis (PCF), (France)

177. Salemink, Oscar, Professor of Anthropology, University of Copenhagen (Denmark)

178. Salord, Tristan, Ingénieur d’études Digital Humanities, IRIT, Université Paul Sabatier & Université de Toulouse 2 Jean-Jaurès (France)

179. Santos, Rui, PhD Student, Sheffield School of Architecture (United Kingdom)

180. Savoldelli, Pascal, sénateur du Val de Marne (PCF) (France)

181. Scheerer, Sebastian, Professor of criminology, University of Hamburg (Germany)

182. Senault, Alban, Représentant du Bureau National de France Amérique Latine (France)

183. Shepard, Todd, Professeur d’histoire contemporaine, The John Hopkins University (Baltimore, USA)

184. Schneider, Nina, Senior Research Fellow et the Global South Studies Center (GSSC), Cologne (Germany)

185. Schmidt, René, urbaniste (France)

186. Schmitt, Tobias, Institute of Geography, University of Hamburg (Germany)

187. Serville, Gabriel, député de la Guyane (GDR), (France)

188. Sezerino, Glauber, sociologue, co-président d’Autres Brésils (France)

189. Sfeir, Jihane, Professeure associée à l’Université Libre de Bruxelles, Membre de l’Observatoire des Mondes arabes t musulmans (Belgique)

190. Simondon, Paul, Conseiller de Paris (PS), (France)

191. Smith, Thomas, Postdoctoral researcher, Masaryk University (Czech Republic)

192. Soriano, Michelle, Professeure des universités, Département d’études hispaniques et hispano-américaines, Université Toulouse Jean Jaurès (France)

193. Sorman, Alevgul H., Researcher, Basque Centre for Climate Change (Spain)

194. Souchaud, Sylvain, Chargé de recherche en géographie à l’Institut de Recherche pour le Développement – IRD (France)

195. Taibi, Azzédine, maire de Stains (PCF), (France)

196. Théry, Hervé, chercheur au Centre de Recherche et de Documentation sur les Amériques, professeur invité à l'Université de São Paulo, chercheur invité à l'Université de Brasilia (CDS), Directeur du OHM (Observatoire Hommes-milieux) CNRS-INEE Oyapock (France)

197. Tischler, Julia, Assistant Professor of African History, University of Basel (Switzerland)

198. Tissot, Jean-Claude, Sénateur de la Loire (PS), (France)

199. Tittor, Anne, Post-doctoral Researcher at the Institute of Sociology, Jena (Germany)

200. Töpfer, Tobias, Senior Lecturer, Department of Geography, University of Innsbruck (Austria)

201. Toribio, Mary-Renée, professeure de français (France)

202. Troussel, Stéphane, Président du Conseil Départemental de Seine-Saint-Denis (PS), (France)

203. Vallaud, Boris, Député des Landes (PS), (France)

204. Velicu, Irina, Post-Doctoral Researcher at the Center for Social Studies of the University of Coimbra (Portugal)

205. Venturini, Federico, independent activist-researcher (Italy)

206. Vergiat, Marie-Christine, euro-députée (Groupe confédéral de la Gauche unitaire européenne/Gauche verte nordique), (France)

207. Verschuur, Christine, anthropologue, IHEID Genève (Switzerland)

208. Vidal, Laurent, Professeur d’histoire contemporaine, Université de La Rochelle (France)

209. Vieu, Marie-Pierre, euro-députée (PCF-GUE), (France)

210. Virchow, Fabian, Professor of Political Sciences, Hochschule Düsseldorf (Germany)

211. Volk, Christian, professor at the Otto-Suhr-Institute for political sciences, Freie Universität Berlin (Germany)

212. Weisfred, José Eduardo, Directeur de recherche au CNRS (France)

213. Weiss, Tony, Associate Professor, Department of Geography, The University of Western Ontario, London (Canada)

214. Wink, Georg, Associate Professor of Brazilian Studies, University of Copenhagen (Denmark)

215. Winterfeld, Uta v., Wuppertal Institute and Kassel University (Germany)

216. Wissen, Markus, Professor for Social Sciences, Berlin School of Economics and Law (Germany)

217. Wolikow, Serge, professeur émérite d’histoire contemporaine, Université de Bourgogne Franche Comté - Maison des Sciences de l’Homme (France)

218. Wulfranc, Hubert, député de la Seine-Maritime (PCF), (France)

219. Zambeaux, Edouard, journaliste, créateur de l’émission Périphéries(France)

220. Zagefka, Polymnia, maîtresse de conférences en sociologie à la retraite de l’IHEAL/ Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (France)

221. Zografos, Christos, chercheur à Pompeu Fabra University, Barcelona (Spain)

 

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