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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Jun20

Será que Augusto Aras vai enfrentar o corporativismo que acoberta os crimes da Lava Jato?

Talis Andrade

 

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, retomou a negociação de um acordo de delação premiada com o advogado Rodrigo Tacla Duran, que foi recusado pelo corporativismo que esconde, apadrinha, os abusos da Lava Jato, compreendendo o recebimento de propinas, notadamente de doleiros, inclusive bilionários acordos com serviços de espionagem, de inteligência, de informações estratégicas estrangeiros. 

Juízes e procuradores, safadamente, fizeram vista grosa para a denúncia apresentada no Congresso, e publicada pela imprensa:

Acusado de lavar mais de R$ 50 milhões, o ex-advogado da Odebrecht e da UTC Rodrigo Tacla Durán, exilado em Madri, revelou os bastidores corruptos da Operação Lava Jato, quando Sergio Moro era juiz federal na chamada República de Curitiba. 

Em depoimento no fim de novembro à CPI da JBS, Durán incrimina o advogado Carlos Zucolotto Jr, ex-sócio da advogada Rosangela Moro, esposa do ex-juiz, e padrinho de casamento do casal, de oferecer delação premiada com pagamento de caixa 2. O acordo reduziria a multa de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões, com a condição de Durán pagar US$ 5 milhões "por fora", a título de honorários, porque "havia o pessoal que ajudaria nessa tarefa". Nesse pacote constaria ainda a prisão domiciliar em lugar do regime fechado

Os procuradores Júlio Noronha e Roberson Pozzobon teriam lhe enviado o esboço da colaboração, conforme os termos propostos por Zucolotto. O réu apresentou à CPI imagens periciadas da conversa com o advogado.

Por considerar que estava sendo extorquido, além do risco de ser preso preventivamente, Durán decidiu não aceitar o negócio, e se mudou para a Espanha, onde tem cidadania, com a família.

Os fatos relatados por Tacla sobre o advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, foram investigados pela PGR e arquivados em 2018, sob o argumento de que faltou a comprovação de crimes. Duran afirmou ter pago US$ 5 milhões a Zucolotto para obter vantagens em seu acordo de delação premiada com a Lava Jato em 2016, como a diminuição do valor de sua multa, acordada inicialmente em R$ 55 milhões, o que não aconteceu. 

De acordo com informações publicadas pelos jornalistas Aguirre Talento e Bela Megale, no jornal O Globo, um integrante do gabinete de Aras afirmou que as tratativas para as negociações da colaboração premiada começaram por iniciativa da defesa de Tacla Duran há aproximadamente três meses.

Fontes próximas a Duran disseram que ele procurou Aras para uma nova tentativa de acordo, por acreditar que o novo PGR não está alinhado com os procuradores da Lava Jato.

Rodrigo Tacla Duran
@TaclaDuran
 
“Russo” Como ministro, interferiu na PF e tentou destruir as provas contra seus interesses.-“Moro avisa autoridades que mensagens apreendidas com hacker serão destruídas”- 25/07/2019 - Poder - Folha
“Russo” O omisso desconfortável, confesso e covarde, que não para de tentar se explicar. O tempo é implacável, e o traidor teve que mostrar a cara.
 
⁦Bolsonaro, sobre Moro: "Ele queria o cofre."
 “Sabotava o governo e “graças a Deus, saiu” O Antagonista
 

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27
Mai20

Sérgio Moro, o canastrão da Globo, se embanana no Fantástico

Talis Andrade

moro olavo tv globo pato fiesp bolsonaro TUTUBARAO

 

 

por Osvaldo Bertolino

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A persistência do Grupo Globo nas derivações da fatídica reunião ministerial do governo do presidente Jair Bolsoanro impressiona pela contundência. O vídeo liberado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello vem sendo decomposto, minuto a minuto, para alimentar a pauta que passa longe do dever jornalístico.

Os crimes de Bolsonaro e sua turma não são novidade. Assim como os das turmas de Paulo Guedes – o ministro da Economia – e de Sérgio Moro, o capo da Operação Lava Jato. Eles existem, estão lá provados nas falas da reunião obscena e se repetem amiúde desde que as gangues bolsonaristas, lavajatistas e guedistas entraram no Palácio do Planalto como governo eleito em 2018.

Quem disser que não sabia deles vive no mundo da lua. Até a mais desinformada e o mais desinformado telespectadores do Jornal Nacional e da novela das nove da Globo sabem que por trás dessas turmas há aquilo que Willian Shakespeare disse, na peça Hamlet, existir no reino da Dinamarca. O que os fanáticos da Globo não sabiam, possivelmente, é que as facções golpistas criaram um mundo movido a síndrome de Poliana com a fantasia de que o Brasil estava mergulhado no mar de corrupção lulopestista.

Para o bolosnarismo, esse mundo não existe mais. O Grupo Globo tirou seu representante do governo, o capo Sérgio Moro, que agora se apresenta devidamente vestido para matar politicamente Jair Bolsonaro. Sua performance na reunião dos gritos, xingamentos e ameaças que vieram a público com o vídeo da Globo foi omitida num primeiro momento e finalmente explorada no programa Fantástico do domingo (24).

Em entrevista a Poliana Abritta, Moro foi apertado sobre questões que qualquer estagiário com um mínimo de percepção jornalística e alguma autonomia profissional teria levantado já na entrevista coletiva em que ele anunciou a sua saída do Ministério da Justiça. Mesmo sendo uma entrevista combinada, ele se embananou para responder perguntas óbvias da jornalista do Fantástico.

Suas evasivas e omissões foram absolutamente previsíveis. A entrevista não fora para esclarecer pontos elementares, mas para dar veracidade às denúncias que ele fez na sua calculada saída do governo. O mais relevante das suas respostas foi a reiteração na chamada “agenda anticorrupção”, seu samba de uma nota só que não vale uma moeda furada. No governo, a tal “agenda” se limitou à tentativa de aprovar o seu farsesco “pacote anticrime”, de caráter fascista e ilegal.

A encenação na entrevista do Fantástico foi tão grotesca que chegou ao detalhe de uma olhada de Bolsonaro em direção ao ainda ministro da Justiça, na reunião de 22 de abril, quando o presidente disse que interferiria em todos os ministérios, cena do vídeo mil vezes repetida pela Globo. “Acho que o vídeo fala por si. Quando ele olha na minha direção, isso evidencia que ele estava falando desse assunto da Polícia Federal”, respondeu o capo da Lava Jato.

Moro disse ainda que Bolsonaro não se empenhou no combate à corrupção, esvaziando a sua “agenda”. “E, recentemente, vimos essas alianças, que são realizadas com políticos que não têm um histórico, assim, totalmente positivo dentro da história da administração pública”, atacou, recuperando seu velho recurso de criminalizar a política, sentado em seu extenso histórico de corrupção desde antes de comandar a facção criminosa que lhe deu projeção política como capanga dos interesses representados pelo Grupo Globo.

Ele não foi para o governo para cumprir agenda nenhuma. Foi para representar politicamente uma das facções do arranjo de poder eleito em 2018 – o lavajatismo –, também composto pelo bolsonarismo e pelo guedismo. Sua conduta corrupta prosseguiu, se omitindo criminosamente diante da corrupção desbragada do bolsonarismo, sempre a postos para agir de acordo com o molde fascista do lavajatismo.

 

20
Mai20

PREVARICAÇÃO. Dallagnol se esquivou de investigar Flavio Bolsonaro na Furna da Onça

Talis Andrade

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II - Além da PF, procuradores da Lava Jato também devem ser investigados pela blindagem de Flávio Bolsonaro

 

por Jeferson Miola

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Paulo Marinho denunciou, a partir do relato do Flávio Bolsonaro a ele, que:

  1. uma semana depois do 1º turno da eleição de 2018, Flávio foi avisado por um delegado da PF sobre a deflagração da Furna da Onça, que atingiria Queiroz e a filha Nathalia, lotada no gabinete do Bolsonaro na Câmara dos Deputados;
  2. o delegado, que se declarou “eleitor, adepto, simpatizante da campanha” de Bolsonaro, teria dito que “nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição”;
  3. Flávio comunicou o episódio ao pai [Bolsonaro], que então mandou desligar Queiroz e a filha Nathália dos gabinetes do clã em 15 de outubro de 2018.

Em 8 de novembro de 2018, 11 dias depois do 2º turno da eleição, a ação da Furna da Onça foi finalmente deflagada com a participação de 200 policiais federais, 35 membros do Ministério Público Federal e 10 auditores da Receita Federal.

Nela, foram presos 10 deputados estaduais e 16 assessores parlamentares e agentes políticos. O incrível é que, apesar de apontados no relatório do COAF, nem Flávio Bolsonaro nem Fabrício Queiroz foram alvos de mandados de prisão.

Somente em 6 de dezembro de 2018, depois de longo tempo abafada, a informação sobre o relatório do COAF que incrimina Fabrício Queiroz vazou para a imprensa.

Com a repercussão do escândalo no noticiário, o chefe da Lava Jato Deltan Dallagnol se esquivou do caso [e prevaricou]: “Relatório do COAF apontou que 9 ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o seu motorista. Toda movimentação suspeita envolvendo políticos e pessoas a eles vinculadas precisa ser apurada com agilidade. É o papel do MP no RJ investigar” [tweet de 12 de dezembro de 2018].

 

Uma investigação séria e isenta deve investigar toda a operação lavajatista Furna da Onça. A investigação deve abarcar, além de policiais federais, procuradores da Lava Jato que eventualmente agiram para proteger os interesses do clã miliciano. (Continua)

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14
Mai20

Doleira provocou paixões no xilindró do lava jato em Curitiba

Talis Andrade

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Crimes da Lava Jato (II): falsa delação “por um prato de comida”

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O envolvimento de Nelma com a história dos “Dissidentes da PF” foi involuntário. Na custódia ela caiu nas graças de um agente federal que sofria problemas psiquiátricos, Rogério Knoblauch, de 47 anos. Em vez de afastá-lo para tratamento, a superintendência o removeu para o serviço de dia. Passou então a visitar a presa, inclusive levando bombons e doces. Também, como dissemos, ia nos fins de semana. Mas foi impedido de entrar no dia em que levou flores.

Seu envolvimento com Nelma gerou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), de cuja comissão Herrera fez parte. Foi durante o depoimento da doleira nesse PAD que Herrera conheceu o advogado Maués, ainda defensor dela. Ali, trocaram as primeiras informações sobre irregularidades na Lava Jato. Quanto a Knoblauch, em 6 de abril de 2014, um domingo, quando estava em casa apenas com sua filha, enforcou-se.

Oficialmente, a delação de Nelma à Polícia Federal nunca foi homologada. Nem aprovada pelo Ministério Público Federal. Mas serviu não apenas para que ela voltasse à custódia da SR/DPF/PR. Também a ajudou junto ao então juiz Moro. Em junho de 2016, por conta desta “colaboração”, ele antecipou a progressão do regime de sua pena. Autorizou sua prisão domiciliar, com tornozeleira. Apesar de tudo não ter passado de um falso testemunho. Não apenas porque o dossiê jamais existiu. Mas nem tudo o que falou depois foi confirmado. A tornozeleira foi posteriormente retirada quando um indulto natalino assinado por Michel Temer a beneficiou.

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Nota deste correspondente: Transcrevo: O jornalista Marcelo Auler começa esta série de reportagens com estes dois parágrafos:

"Em janeiro de 2015, a doleira Nelma Kodama estranhou ao ser levada da Penitenciária Feminina de Piraquara (PR) à Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR), no bairro Santa Cândida, em Curitiba.
 
Afinal, àquela altura já se encontrava presa pela Operação Lava Jato há 10 meses, sete dos quais recolhida na penitenciária e há dois condenada em primeira instância pelo então juiz Sérgio Moro a uma pena de 18 anos. Não havia motivos para um novo depoimento".
 
Assim de graça, com uma delação assinada nas coxas lisas, Nelma ganha a liberdade, e esquece o rico dinheiro que ligeira tropa da PF sequestrou.

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Reportou Marcelo Auler: "Recordando-se. Nelma foi presa ao tentar embarcar para Milão, na Itália, no aeroporto internacional de Guarulhos. Transportava ilegalmente 200 mil euros. Segundo o flagrante, na calcinha. Informação que ela nega. Sua prisão ocorreu, portanto, antes mesmo de a Operação Lava Jato ser deflagrada, o que aconteceu" dois dias depois.
 
Os outros presos da lava jato antes de ser lava jato eram traficantes de drogas, de pedras preciosas, membros da máfia libanesa chefiada por Alberto Youssef, que foi preso por ser amante de Nelma.
 
Youssef era o banco. Traficante de moedas desde o assalto ao Banco do Estado do Paraná. BanEstado. Assalto que enriqueceu muita gente, e os paranaenses perderam seu banco estatal. Que de podre foi doado por Fernando Henrique, para tirar o sofá da sala.
 
Youssef respondia inquérito porque pego por policiais europeus, por ter financiado o tráfico internacional de cocaína. Coca para Espanha. Coca para a Itália. Moro e Dallagnol inocentaram Youssef deste crime. Nelma fez parte desta onda. 
 

 

13
Mai20

O vale tudo na lava jato: Chantagem por delação

Talis Andrade

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Crimes da Lava Jato (II): falsa delação “por um prato de comida”

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Chantagem por delação

Não foi a única denúncia contra a Força Tarefa da Lava Jato que Nelma relatou no depoimento a Fanton. Contou a pressão junto a um dos doleiros que estava preso – cujo nome o BLOG, em respeito ao próprio, reserva-se ao direito de não divulgar. Ele foi coagido a colaborar. Para “convencê-lo”, recorreram à chantagem. Apresentaram um vídeo, extraído do seu computador pessoal, ameaçando divulgarem-no. Ao que consta, o doleiro aparecia em “cenas de sexo explícito com um homem negro”. Trata-se de outra história comentada dentro da superintendência e que foi relatada ao BLOG antes de conhecermos o depoimento de Nelma no IPL 737/2015.

Nada disso, porém, chegou a ser investigado.  Seja pelo DPF, através da sua Corregedoria Geral, pela Procuradoria da República de Curitiba, a quem cabe o papel de  controle externo da polícia, ou mesmo a mando do juiz da 14ª Vara Federal de Curitiba, Márcio Josegrei da Silva, nas mãos de quem tramitou o IPL, que jamais virou Ação Penal. Ou seja, houve denúncia de pretensos crimes sem que nada fosse feito para responsabilizar os responsáveis. Ao que parece falou mais alto o interesse de não permitir qualquer nulidade na operação. Já as acusações infundadas aos chamados “Dissidentes da PF” perdurou por quase três anos. (continua)

24
Abr20

"Moro confessa mais uma ilegalidade: pediu uma pensão" escondida para Bolsonaro

Talis Andrade

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Sergio Moro deu entrevista, e recordou a negociação com Bolsonaro, para abandonar o cargo de juiz de primeira instância em Curitiba, e assumir o cargo de superministro.

“Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive dos órgãos policiais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal”. 

Moro negou que tivesse exigido um cargo no Supremo Tribunal Federal. Moro parece que acha pouco ser nomeado para comandar dois ministérios. O Ministério da Justiça. E o Ministério da Segurança Pública. Disse que a única condição que pediu foi um auxílio para sua família em caso de “algo acontecesse”, pois havia aberto mão de seu benefício da Previdência ao deixar o Judiciário. “Uma única condição eu coloquei, não ia revelar, mas agora não faz mais sentido esconder. Como eu estava abandonando 22 anos de magistratura, perdia a previdência. Pedi apenas que, se algo me acontecesse, a minha família não ficasse desamparada, sem uma pensão”, afirmou.
 
Bem, do acordo que levou Lula à prisão, e fez Bolsonaro presidente, apareceu a primeira cousa escondida. 
 
Comentou Flávio Dino: 
 
Fico impressionado com a ingratidão de Bolsonaro. Ele jamais seria eleito presidente da República sem as ações do então juiz Moro.
 
E acrescentou o governador do Maranhão, que também foi juiz, tirou o primeiro lugar no mesmo concurso que Moro participou:
 
Moro, infelizmente, confessa mais uma ilegalidade: pediu pensão ou algo similar pra aceitar um cargo em comissão. Algo nunca antes visto na história. E tal condição foi aceita? Não posso deixar de registrar o espanto.
 
 
 
 
 
11
Abr20

LAVA JATO ARMA DE ABATE. Empresas garantem até 15 anos de salários para que seus subalternos delatem políticos, salvaguardando os patrões

Talis Andrade

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V - Lava Jato pariu Bolsonaro e deveria ter a obrigação de embalá-lo, diz Celso Três procurador federal

Delações veiculadas

A principal arma de abate ao mundo político foi a ilegal e irresponsável veiculação das delações. Sempre houve imposição de sigilo até o recebimento da denúncia (art. 7º, §3º, da Lei nº 12.850/13). Sequer o juiz pode afastar a reserva.

Dupla razão fundamenta a lei: a) sigilo oportuniza a produção de prova que corrobore a delação; tivemos casos de delatados, após mais de ano da divulgação, com mandados de busca domiciliar; b) sigilo protege a honra, o direito de defesa do delatado, indefeso na divulgação sem  acusação formalizada.

Exemplo mais aberrante foi a Odebrecht, transtornando o país no alvorecer de 2017, Lava Jato decantando 415 autoridades mencionadas, fora particulares, empresas, doleiros, laranjas e outros.

Resultado em termos de denúncias, processos foi ínfimo. “Delação da Odebrecht gera poucos resultados em um ano” (Folha, 29.jan.2018). Adiante, constatada a inexorável previsão: “Procurador previu há dois anos insucesso de delações da Odebrecht” (Blog Interesse Público, 30.1.2019).

Emblemático do abuso foi a acusação generalizada de embaraçar a investigação (art. 2º da Lei 12.850/13).

A conduta da lei não é contrariar o interesse das autoridades na incriminação de seus alvos. O ‘embaraço’ exige conduta de per si ilícita e não diz com o interesse da acusação e sim com o devido processo legal da devida justiça.

As revelações do The Intercept Brasil, atuação do juiz Sergio Moro comandando a investigação, caracteriza obstrução da justiça.

Exemplo pitoresco foi a repetida imputação por instar investigados a não delatarem.

Em 28 de agosto de 2016, a Folha revela a “bolsa delação”, ou seja, as corruptoras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez garantem até 15 anos de salários para que seus subalternos delatem políticos, salvaguardando os patrões. Apenas da Odebrecht, foram 78 delatores.

Oposto do tratamento aos políticos, foi o dispensado pela lava jato aos banqueiros. Mensagens analisadas mostram que força-tarefa de Curitiba preferiu buscar acordos a investigar acusações contra as instituições financeiras. Enquanto desenhava estratégia, Dallagnol fez palestra na Febraban (The Intercept Brasil, 22/8/2019) Continua

10
Abr20

Homiziou-se da luz às suas entranhas.

Talis Andrade

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IV - Lava Jato pariu Bolsonaro e deveria ter a obrigação de embalá-lo, diz Celso Três procurador federal

Medidas contra corrupção

Usurpando da iniciativa popular em legislar, instituto da sociedade civil – jamais órgão de Estado! –, Lava Jato colheu assinaturas de adesão ao seu projeto das “10 medidas contra corrupção”.

Irresignado com a rejeição parcial, Juliano Baiocchi, subprocurador, escreve artigo tachando o parlamento de organização criminosa (“A Operação Cavalo de Troia da Orcrim” – blog de Fausto Macedo, 1.dez.2016). Coerente com a linguagem da Lava Jato usada na mídia e em juízo, “quadrilhão do PT, quadrilhão do MDB, quadrilhão do PSDB, quadrilhão do PP …”

O ápice foi a solenidade, reunindo todas as unidades da Lava Jato no país, quando emitida a Carta do Rio de Janeiro, todos sob a palavra de ordem de Deltan: “2018 é batalha final para Lava Jato”, pregando que nenhum dos parlamentares fossem reeleitos (Folha, 27.nov.2017). Nisso, a campanha da Lava Jato foi exitosa, extraordinária não reeleição no parlamento e executivo.

Isso tudo no contexto de autoempoderamento absolutista da Lava Jato, cujos órgãos de correição, procurador-geral Rodrigo Janot, corregedores do Ministério Público Federal e o Conselho Nacional do Ministério Público, todos converteram-se em seus admiradores.

Carlos Fernando Lima postara na internet foto com camiseta, estampando imagens dele, Deltan e Moro, intitulado “Liga da Justiça” (Uol, 19.abr.2016).

Tudo em sintonia com a chefia, à saída da procuradoria-geral em Brasília, posando com o cartaz: “Janot você é a esperança do Brasil!” (noite de 2.mar.2015).

Tivemos, próximo ao aeroporto, duplo outdoor estampando imagem dos procuradores, “Bem-vindo à República de Curitiba … Aqui a lei se cumpre”, resultando em ação popular contra os personagens (Folha, 13.fev.2020)

Confundindo escracho com publicidade, ‘ab initio’, sob a demagógica justificativa da sociedade controlar a justiça, a Lava Jato lançou ao linchamento moral, muro da vergonha todos, não apenas os investigados, assim também testemunhas, advogados, empresas e pessoas sem qualquer relação com ilícito, jornalistas, juízes, enfim, quem opusesse embaraços aos desígnios da operação.

“… sem exposição, é impossível avançar contra poderosos, afirma Dallagnol” (Folha, 24.nov.2017). Em face de habeas corpus deferido pelo ministro Dias Toffoli, Carlos Fernando e Diogo Castor, título “Medalha de ouro para o habeas corpus … twist carpado”, é exemplo (Folha, 2.jul.2016).

Promoveram investigação clandestina contra o ministro Gilmar Mendes (The Intercept Brasil). MBL/Vem pra rua, sabidamente entusiastas da operação, na praça pública mais simbólica de Porto Alegre (RS), ao som da voz de Lula vazada pela Lava Jato, cena sinistra, trevas próprias dos fascistas, queimou 11 bonecos, cada qual representando um dos ministros do STF (vide YouTube).

O jornalista Reinaldo Azevedo, Folha, crítico dos desvios, teve conversa pessoal sua com a irmã de Aécio Neves divulgada com claro intento de retaliação. Eram vazadas informações para intimidar investigados (The Intercept Brasil, 29.ago.2019).

Paradoxalmente, quando surgiram as revelações do Intercept Brasil, alegou-se violação de privacidade, ilícito na  devassa. Privacidade é do cidadão contra o estado, jamais do estado – autoridade no exercício de seu múnus.

Na função de sua competência, autoridade pode manter sigilo, sempre temporário, como condição de efetividade, a exemplo da prisão e  interceptação telefônica. Devido processo legal exige que agentes públicos despidos estejam de segredos. Lava jato que pregava fiscalização da justiça para escrachar seus alvos, homiziou-se da luz às suas entranhas. (Continua)

 

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29
Mar20

Onde foi parar a grana bilionária depositada em um indecente fundo da gangue dos procuradores da lava tato?

Talis Andrade

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Ministro do STF Alexandre de Moraes enviou ofício à 13ª Vara Federal de Curitiba para saber se 2,5 bilhões desviados da Petrobras foram indevidamente utilizados por Deltan Dallagnol e mais cinco procuradores "donos" de imoral "fundo" da lava jato?

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anda desconfiado do destino do dinheirame desviado pela Operação Lava Jato, e que fez Deltan Dallagnol salivar com a possibilidade de utilizá-lo fecundando uma secreta 'fundação' bilionária – mutreta para receber multas de acordos de leniência de grandes empresas assinados nas coxas, e de delações premiadas de traficantes, doleiros e empresários corruptos.  

Alexandre de Moraes também responsável por suspender a criação da misteriosa 'fundação', criada por seis procuradores. Criada para receber, inicialmente: 2,5 bilhões desviados da Petrobras. Istoé dinheiro: 2 bilhões, 567 milhões, 756 mil reais.  

Eis os seis procuradores, os ernestos, os sabidos e espertos fundadores da ong ou fundação:  

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A 'fundação', ou grupelho, tem apenas seis procuradores como proprietários do "fundo" mágico. Importante não esquecer os nomes dos malandros: Deltan Martinazzo Dallagnol, Januário Paludo, Felipe Délla Camargo, Orlando Martello, Diogo Castor de Mattos, Athayde Ribeiro Costa.

Existe ata de criação dessa fundação ou ONG? Uma ONG é uma organização não governamental. São organizações privadas sem fins lucrativos, legalmente instituídas com o objetivo de promover o desenvolvimento social.

Após estabelecida, deve-se seguir o passo a passo abaixo para oficializar sua formação:

  • Elaborar a proposta de Estatuto;
  • Fazer uma assembleia com os associados para aprovação do Estatuto;
  • Registrar o Estatuto em Cartório;
  • Realizar inscrição na Receita Federal para obtenção do CNPJ;
  • Registrar no INSS;
  • Registrar na CEF para FGTS;
  • Registrar na Prefeitura;
  • Registrar na Secretaria da Receita Estadual, obtendo a Inscrição Estadual;
  • Registrar os funcionários, se houver, junto à Delegacia Regional do Trabalho. 

A fundação ou ong ou fundo da lava jato é um trem fantasma. Uma caverna de Ali Babá. Uma galinha de ovos de ouro. Uma botija . Um tesouro encantado. Já pensou 2,5 bilhões para gastança em eventos, em propaganda enganosa, em institutos tipo Mude, em escritórios criados por esposas de procuradores e juízes (as empresas das "meninas")? Nas eleições de 2022, no partido da lava jato, nas campanhas de Dallagnol a senador ou governador do Paraná, de Sergio Moro presidente?

É muita safadeza, muita corrupção, complacência, anistia antecipada, que mais de um ano que esse dinheiral foi depositado, mofa sabe o diabo onde.

Eis o comprovante dos 2,5 bilhões depositados pela Petrobras, no dia 30 de janeiro de 2019, em uma conta gráfica autorizada pela juíza  Gabriela Hardt, na Caixa Econômica Federal de Curitiba.

A bolada de 2,5 bilhões ficou esperando a saída de Sergio Moro (a esposa do ex-juiz, criou uma empresa de eventos), o começo do governo de Bolsonaro presidente, eleito com o apoio da lava jato, para virar uma conta gráfica.

Por que uma conta gráfica?

Ministério Público Federal com uma conta gráfica?

Onde já se viu? 

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A DANÇA DO DINHEIRO

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O ministro Alexandre de Moraes fez doação de parte desse dinheiro primeiro para o Ministério do Meio Ambiente (e da Amazônia Legal), depois para o Ministério da Educação e, agora, para o Ministério da Saúde.  Ou esse dinheiro não mais existe, ou está bichado, mal-afamado, que ninguém quer tocar nele. Quando foi destinado para apagar incêndios na Amazônia, consideraram uma decisão equivocada e ilegal.

Quase um ano depois do depósito, a Folha de S. Paulo deu a seguinte manchete: "MEC recebe e não usa um R$ 1 bi recuperado na lava jato. Verba para educação básica vai acabar no limbo".  

Nas contas de Moraes, a doação de um bilhão, e fica faltando um bilhão e meio.

Ou a doação de um bilhão e meio, e fica faltando um bilhão.

FUNDO DO POÇO

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A criação do fundo bilionário veio a público no início de 2019 e nem precisou sair do papel para gerar indignação – sob controle total do Ministério Público, sua existência violaria a legislação brasileira que impede o uso de dinheiro público sem o aval do Congresso ou do próprio presidente. Em suma, procuradores do MP jamais poderiam decidir sobre o destino dos recursos amealhados pela lava jato.

Na época, o então Líder do PT Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, apresentou documentos que comprovavam a ilegalidade da Força-Tarefa da Lava Jato, os Estados Unidos e a Petrobras na criação da fundação privada para gerir US$ 2,5 bilhões, oriundos de uma multa (?) da justiça dos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, o fundo “é um procedimento totalmente ilegal” e os procuradores envolvidos “cometeram crimes contra os interesses nacionais”. 

Em resumo: procuradores receberam, secreta e ilegalmente, dinheiro de governo estrangeiro. A troco de quê as trinta moedas? 

Pimenta lembrou ainda que a criação do fundo fere a Constituição Federal. “Essa República de Curitiba acha que está acima da lei, acha que não precisa cumprir a Constituição e resolveu abocanhar R$ 2,5 bilhões de maneira criminosa. Vamos levar às últimas consequências essa responsabilização do Dallagnol e de todos os procuradores envolvidos”, apontou.

A partir de um texto da Agência PT de Notícias com informações do Conjur

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25
Mar20

Deltan captava recursos de empresários para Instituto Mude

Talis Andrade

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Caixinha, obrigado! 

 

Investigação da Pública em parceria com o Intercept analisou diálogos em que procurador pede recursos para empresários e indica doadores para o instituto contra corrupção


por Alice Maciel, Bruna de Lara

Agência Pública/The Intercept Brasil
ESPECIAL: VAZA JATO


Sócia de acusados pela Lava Jato, investidora anjo do Mude não foi alvo da denúncia de procuradores
Ligação de empresária com Eike Batista e Esteves era conhecida
Deltan se reuniu com empresários a portas fechadas na Procuradoria


O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, captou investimentos de grandes empresários para financiar o Instituto Mude – Chega de Corrupção, criado para promover, além da própria operação, as dez medidas de combate à corrupção e suas opiniões políticas. Mensagens trocadas entre o procurador e membros do Instituto Mude no Telegram, recebidas pelo Intercept Brasil e analisadas em conjunto com a Agência Pública, revelam que ele se reuniu com empresários, às vezes a portas fechadas, na sede da Procuradoria, para arrecadar verbas para a entidade. Uma empresária que foi “investidora anjo” da organização: a advogada Patrícia Tendrich Pires Coelho seria depois investigada pela Lava Jato, mas não foi denunciada pela operação.

Apesar de saber que a empresa de Patrícia, a Asgaard Navegação S. A., fornecia navios para a Petrobras e ter conhecimento de sua proximidade com o empresário Eike Batista e com o banqueiro André Esteves, fundador do BTG Pactual – dois alvos da força-tarefa coordenada por Dallagnol –, o procurador não só aceitou a sua ajuda financeira como fez a ponte da empresária com os membros oficiais do instituto e se reuniu com ela para tratar da doação.

Em um diálogo com a integrante do Mude, Patrícia Fehrmann, em 29 de junho de 2016, Deltan diz que conheceu Patrícia Coelho em uma viagem – ele não diz para onde – no dia anterior à conversa: “Caramba. Essa viagem de ontem foi de Deus. Além dela, estava um deputado federal que se comprometeu a apoiar rs”, escreveu, não revelando quem seria o parlamentar a apoiar a entidade que se define como “apartidária”.

Enquanto discutiam a formalização do Mude no chat #Mude Delta,Fáb,Pat,Had,Mar, (formado por membros da organização, incluindo Deltan Dallagnol), um dos fundadores do instituto, Hadler Martines, escreveu em 29 de agosto de 2016: “Talvez vocês já tenham feito isso mas sobre nossa investidora anjo, dei uma boa pesquisada sobre seu histórico e realmente ela parece ser uma grande empresária multimilionária e com grande trânsito com grandes empresários nacionais. Hoje ela é sócia de empresa de frotas de navios (Aasgard) e de mineração e portos (Mlog). Algumas coisas que me chamaram atenção: – sua empresa fornece navios para a Petrobras; – ela é ex-banco Opportunity (famoso Daniel Dantas) – ela foi ou é muito próxima do Eike Batista e também do André Esteves (BTG)”.

Dallagnol não respondeu ao comentário. Ele e os integrantes do Mude que participavam do chat – Fábio Oliveira, Patrícia Fehrmann, Hadler Martines e o pastor Marcos Ferreira – se encontraram com Patrícia Coelho dia 8 de setembro daquele ano no Rio de Janeiro, de acordo com os diálogos no Telegram.

No dia 11, Hadler voltou a levantar suspeitas sobre a “investidora anjo”: “Sobre nossa reunião com o Anjo, ainda estou com uma pulga atrás da orelha tentando entender a razão do apoio financeiro tão generoso (sendo cético no momento)”, escreveu. “Me pergunto se ela quer ‘ficar bem’ com o MPF por alguma razão… Ela já foi conselheira do Eike e pelo que li dela, ela o representava em algumas negociações. Sugestão: fiquemos atentos. Desculpem o provérbio católico, mas quando a esmola é demais, o santo desconfia…”.

Ele enviou no grupo um link com a reportagem da revista Exame: “Eike tenta sacar uns US$ 100 milhões, mas André Esteves barra”. A matéria informa que Patrícia Coelho era apresentada por Eike Batista como sua consultora. A reportagem também diz que Patrícia é egressa do banco Opportunity e sócia da companhia de navegação Asgaard.

Dessa vez, Deltan respondeu ao colega: “Boa Hadler. Mais cedo ou mais tarde descobriremos isso”. Minutos depois, Deltan enviou uma mensagem para o procurador Roberson Pozzobon questionando se o nome de Patrícia havia aparecido nas investigações.

O nome da consultora de Eike Batista e “investidora anjo” do Instituto Mude, Patrícia Coelho, apareceu nas investigações da Operação Lava Jato, e foi Deltan Dallagnol quem deu a notícia para os colegas, no dia 25 de outubro de 2017: “Caros, uma notícia ruim agora, mas que não quero que desanime Vcs. A Patricia Coelho apareceu numa petição nossa e me ligou. Ela disse que tinha sociedade com o grego Kotronakis (um grego que apareceu num equema de afretamentos da petrobras e que foi alvo de operação nossa), mas ele tinha só 1% e ela alega que jamais teria transferido valores pra ele… Falei que somos 13, cada um cuida de certos casos, que desconheço o caso e que a orientação geral que damos para todos que procuram é: se não tem nada de errado, não tem com o que se preocupar; se tem, melhor procurar um advogado rs. Ouvindo sobre o caso superficialmente, não posso afirmar que ela esteve envolvida ou que será alvo, mas há sinais ruins. É possível que ela não tenha feito nada de errado, mas talvez seja melhor evitar novas relações com ela ou a empresa dela, por cautela”, escreveu, e concluiu: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas”.

Hadler lembrou ao procurador das suas desconfianças: “Delta, sobre essa questão, lembro bem como apesar de estarmos felizes com o apoio que estávamos recebendo à época, ficamos com um pé atrás. Especialmente por prestar serviços à petro e por ter sido sócia do Eike. Essa notícia não chega a nos surpreender e também não nos desanima. Obrigado por compartilhar!”.

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