Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

09
Ago21

Parece que nem leu: Procurador lavajatista confunde denúncias contra Lula e ratifica nomes errados

Talis Andrade

 

por José Higídio / Conjur / Combate

Em parecer assinado pelo procurador da República Frederico de Carvalho Paiva, o Ministério Público Federal ratificou a denúncia contra o ex-presidente Lula sobre o caso do sítio da Atibaia (SP), e pediu que ela seja recebida pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal. Mas Paiva parece não ter lido a própria denúncia que indicava, já que o documento cita os acusados em outro processo: o caso da sede do Instituto Lula.

A intenção de Paiva era reaproveitar a denúncia pela qual o ex-presidente foi condenado em primeira e segunda instâncias, após a declaração de incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e o envio dos autos ao Distrito Federal. O procurador argumentava que a denúncia poderia ser ratificada mesmo após a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, já que tal decisão não se estenderia ao órgão acusatório. [Daí a necessidade de declarar a suspeição, e punir os crimes dos procuradores da autodenominada Liga da Justiça da autodenominada República de Curitiba, que fundaram bilionária fundação com dinheiro depositada pela Petrobras]

ong procurador lava jato .png

fundacao_lava_jato.jpg

fundacao lava.png

Os nomes apontados no parecer são os de Lula; o ex-ministro Antonio Palocci; Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci; Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht; Paulo Melo, ex-diretor da construtora; Demerval Gusmão, dono de empresa ligada à Odebrecht; o engenheiro Glaucos Da Costamarques; e o advogado Roberto Teixeira.

Todos eles foram denunciados em 2016 no caso da suposta compra de um terreno da Odebrecht para construção de uma nova sede do Instituto Lula. O único nome daquela denúncia que não consta no recente parecer é o da já falecida esposa do ex-presidente Marisa Letícia.

Apesar de alguns também terem sido acusados no caso do sítio de Atibaia, como o próprio Lula e Marcelo Odebrecht, vários nomes daquela denúncia não são citados no parecer. Dentre eles, José Adelmário Pinheiro Filho, ex-comandante da construtora OAS, e o pecuarista José Carlos Bumlai.

O documento do MPF deixa claro, desde o começo — inclusive com indicação do número —, que se refere ao processo no qual Lula foi acusado de ter sido presenteado com reformas e móveis em um sítio de Atibaia, como forma de pagamento de fraudes em contratos da Petrobras. Mas, na tentativa de incriminar Lula a qualquer custo, o procurador confundiu os casos.

Paiva já havia atuado como um dos autores de outra denúncia contra Lula, sobre supostas  irregularidades na compra de caças suecos para a Força Aérea Brasileira. Em maio deste ano, a defesa do ex-presidente argumentou que ele e seu parceiro Herbert Reis Mesquita seriam  suspeitos para atuar no processo. Ambos aparecerem em diálogos trocados pelo consórcio da “lava jato”, revelados pela interceptação de um hacker.

Segundo os advogados do petista, os procuradores sabiam que Lula e seu filho Luís Cláudio não teriam praticado irregularidades, mas decidiram levar adiante o plano da “lava jato”, segundo consta em diálogos revelado para liquidar Lula por meio de “acusações frívolas, apresentadas em número elevado e repetidas”.

Leia a íntegra do parecer do MPF-DF
1032252-24.2021.4.01.3400
5021365-32.2017.4.04.7000 (sítio de Atibaia)

5063130-17.2016.4.04.7000 (sede do Instituto Lula)

Bosch: fragmento do Jardim das Delícias

ONG .jpg

ONG dos procuradores da autodenominada Lava Jato 

12
Fev21

Tribunais e MP atuando como ONG e banco? Moraes põe fim à maluquice ilegal

Talis Andrade

Resultado de imagem para fundação lava jato charges

 

por Reinaldo Azevedo

- - -

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, em decisão impecável, concedeu liminar (íntegra aqui) no âmbito de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), impetrada pelo PT e pelo PDT, que proíbe o Ministério Público e a Justiça de usar como lhes dá na telha os recursos oriundos de condenações criminais, delações e outros acordos.

Como resta óbvio, esse dinheiro pertence à União, a menos que haja alguma vinculação expressa ou que se estabeleça, como no caso do combate à Covid-19 e ao desmatamento, uma destinação especial — nesses dois casos, no entanto, a autorização judicial se deu com a participação dos Poderes da República.

A decisão de Moraes, que ainda será submetida ao plenário, também impede a vinculação do dinheiro a qualquer acordo que os membros do Ministério Público intentem fazer sem ter competência constitucional para tanto.

Informa o site do STF:

Segundo a decisão, que será submetida a referendo pelo Plenário, os valores ou bens provenientes dos efeitos da condenação criminal ou de acordos devem observar os estritos termos do Código Penal (artigo 91, inciso II, letra b), da Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013, artigo 4º, inciso IV) e da Lei da Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998, artigo 7º, inciso I).

O ministro observa que os pedidos feitos na ADPF, ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), se baseiam na alegada extrapolação, pelo Ministério Público, de suas atribuições legais no tocante à destinação dos recursos provenientes de condenações judiciais. Segundo ele, informações trazidas aos autos, em especial pela Advocacia-Geral da União (AGU), autorizam e recomendam o implemento de medida que coíba a destinação ou a vinculação indevida de recursos públicos por órgãos ou autoridades sem competência constitucional para tanto.

De acordo com o relator, as condutas de órgãos e autoridades públicas noticiadas na ação, como a definição da alocação de recursos públicos por vontade própria e sem autorização legal ou o condicionamento da transferência desses recursos ao erário à posterior vinculação em ações governamentais específicas, estão em flagrante desrespeito aos preceitos fundamentais da separação de Poderes, às garantias institucionais do Ministério Público e às normas constitucionais e legais de Direito Orçamentário e Financeiro. Segundo o ministro, apesar das boas intenções de magistrados e membros do Ministério Público ao pretender destinar os recursos a projetos sociais e comunitários e ao enfrentamento da pandemia do coronavírus, é necessário respeitar os limites estabelecidos pela Constituição Federal (artigo 129) e a expressa atribuição ao Congresso Nacional para deliberar sobre a destinação das receitas públicas (artigo 48, inciso II).

VIROU BAGUNÇA

A coisa virou bagunça. Na liminar concedida, Moraes cita vários casos de destinação arbitrária, já que amparada em lei nenhuma. Os textos se parecem. Acompanhem:

1 - Petição 20892/2019 (eDoc 110) - Subseção Judiciária de Viçosa/MG:

"o saldo será destinado à entidade pública ou privada com finalidade social, previamente conveniada, ou para atividades de caráter essencial à segurança pública, educação e saúde";

2 - Petição 21682/2019 (eDoc 115) - Tribunal de Justiça da Bahia:

"Os valores (...) serão preferencialmente destinados à entidade pública ou privada com finalidade social, previamente conveniada, ou para atividades de caráter essencial à segurança pública, educação e saúde, desde que estas atendam às áreas vitais de relevante cunho social"

3 - Petição 20550/2019 (eDoc 104) - Subseção Judiciária de Varginha/MG:

"os valores decorrentes de condenações criminais, de propostas de suspensão condicional do processo ou de transação penal são destinados a entidades beneficentes cadastradas perante esta 1ª Vara Federal e 1º Juizado Especial Federal Adjunto de Varginha/MG".

4 - Petição 22388/2019 (eDoc 128) - Manifestação da Diretoria do Foro da Seção Judiciária de São Paulo:

"para custeio de projetos subscritos por instituições públicas ou privadas com finalidade social e sem fins lucrativos nas áreas de assistência social, educação, cultura, esportes, saúde e segurança pública dos municípios que fazem parte da jurisdição desta Subseção Judiciária".

5 - Petição 28644/2019 - Diretoria do Foro da Seção Judiciária de Roraima: 1ª Vara:

"Os valores decorrentes de condenações criminais sursis (prestação pecuniária)estavam sendo doados para instituições sociais/caridade como casa do Vovó, Abrigo Pedra Pintada, Associação Beneficente ao Portador do Câncer, Fazenda Esperança (programa voltado a recuperação de dependentes químicos) etc."

ABSURDO

Não dá para saber se o Ministério Público, em associação com os juízes, resolveu se transformar em banco social, ONG ou, às vezes, prefeitura. Mais: no caso da destinação a entidades privadas, pergunta-se: quem faz a escolha, segundo quais critérios, obedecendo a quais requisitos de transparência?

Escreve o ministro:

"As condutas de órgãos e autoridades públicas noticiadas na presente ação, consistentes em (a) definir a alocação de recursos públicos sponte propria e sem autorização legal, ou (b) condicionar a transferência desses recursos ao erário à posterior vinculação em ações governamentais específicas, estão em flagrante desrespeito aos preceitos fundamentais da separação de poderes, às garantias institucionais do Ministério Público e às normas constitucionais e legais de Direito Orçamentário e Financeiro."

COMO ESQUECER?

Lembrem-se: a Lava Jato de Curitiba, por conta própria, resolveu fazer um acordo com autoridades americanas para que a Petrobras pagasse no Brasil uma multa devida naquele país correspondente a R$ 2,5 bilhões. Os valentes queriam metade da grana para criar uma fundação de combate à corrupção, de direito privado. A outra seria destinada a ressarcir eventuais acionistas minoritários. Em todo caso, o dinheiro não iria para os cofres da União, que é o seu lugar. O próprio Moraes suspendeu o acordo, que tinha sido homologado pela juíza Gabriela Hardt -- aquela da sentença copia-e-cola do sítio de Atibaia...

ong procurador lava jato .png

Deltan DD fundão.png

 

Há muitos outros exemplos listados na liminar.

Olhem aqui: ainda que eu parta do princípio de que não há nem ação entre amigos nem roubalheira nessa destinação de recursos que são públicos e que não passam pelo crivo de ninguém, é evidente que estamos diante de um despropósito.

A tarefa da Justiça e do Ministério Público não é distribuir recursos, por melhores que sejam seus propósitos. Não podem chamar para si atribuições que são dos Poderes Legislativo e Executivo. E tudo ao arrepio da lei e de qualquer controle.

Mais um pouco, criam um banco e começam a emprestar dinheiro...

07
Dez20

Gula sem fim: PGR descobre R$ 270 mi da JBS para “ONG da Lava-Jato”

Talis Andrade

bunda de fora mora dallagnol.png

 

 

Moro tem R$ 8,5 da Odebrecht, sendo R$ 6,8 bilhões para seis procuradores

por Fernando Brito

- - -

Conjur publica que o Procurador Geral da República, Augusto Aras, pediu a anulação de cláusula do acordo de leniência da JBS que previa a entrega, pela empresa de R$ 270 milhões para uma “ONG” criada pela Força Tarefa da lava Jato com a Transparência Internacional para a fundação de uma entidade “para atender a imposição de investimentos sociais” das obrigações impostas ao frigorífico.

É uma espécie de “replay” do que a Lava Jato tentou fazer com os recursos que a Petrobras pagou nos EUA por um acordo de leniência com o Departamento de Justiça daquele país, num acordo bem mais “gordo”, que daria aos procuradores poderes sobre e como destinar R$ 2,5 bilhões.

O dinheiro da JBS – que não tem sequer nada a ver com a Lava Jato – ia servir para uma “campanha educativa contra a corrupção”, certamente desenvolvida pelos “reizinhos” de Curitiba, em parceria com o diretor-executivo da filial brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão, destinatário de pedidos de Deltan Dallagnol para produzir manifestações de apoio à Lava-Jato, como revelaram as mensagens publicadas pelo The Intercept e pela Agência Pública.

É espantoso que continue a existir este cancro que é a Força Tarefa da Lava Jato. Usar a função de fiscal da lei, paga pelo dinheiro do contribuinte, para arquitetar negócios escusos só é menos escandaloso do que o escãndalo de continuarem impunes nos seus cargos.

- - -

Nota deste correspondente: Por um manjado acordo de leniência, assinado por Sergio Moro, a Odebrecht ficou de pagar uma botija mais gorda. Para a fundação de Dallagnol e mais cinco procuradores associados: 6,8 bilhões de uma multa de 8,5 bilhões. Isso aconteceu em 2016. Foi denunciado em 2019. A imprensa aplaudiu. A oposição ficou calada. Os três poderes nem aí.  Confira reportagem de Pedro Canário aqui

ong procurador lava jato .png

 

Sergio Moro, agora sócio diretor da Alvarez & Marsal, que administra a Odebrecht em recuperação judicial, vai ordenar o quê? 

Ordem de pagamento é dinheiro no bolso de Moro (Para isso ele é sócio. Acima o documento com as assinaturas dos seis procuradores do fundo de 2,5 bilhões da Petrobras)

Ordem de não pagar bem que ajuda a Odebrecht.

Oito bilhões e quinhentos milhões ... será que Moro, quando conversou essa bufunfa, já pensava ir para a A&M, ou estava apenas de olho na fundação da Lava Jato, que aparece sem nome como fundo, como ong, como uma sociedade para fazer caridade a torto e a direito & as campanhas Moro presidente e procuradores governadores e senadores no Brasil lavajatista. Acontece que deu Bolsonaro em 2018. E da criminalização da política surgiram vários senadores e governadores. Principalmente no Sul e Sudeste. 

 

18
Mar20

Deltan e Pozzobon se prepararam para colher os frutos: O entreguismo garantiu R$ 2,5 bi para a fundação da Lava Jato

Talis Andrade

 

dinheiro torneira aberta .gif

 

 

X - Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

por Luis Nassif

 

Em dezembro de 2018, Deltan e Pozzobon decidiram montar uma ONG para organizar palestras contra a corrupção.

Os dois criaram um grupo no Telegram naquele mês com suas esposas para cogitar a abertura de uma empresa de eventos, congressos e palestras. “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok?”, escreveu Dallagnol em um bate-papo com a esposa. Para evitar questionamentos legais e críticas, os dois procuradores decidiram não aparecer como sócios, mas abrir a empresa no nome das esposas. “Só vamos ter que separar as tratativas de coordenação pedagógica do curso que podem ser minhas e do Robito e as tratativas gerenciais que precisam ser de Vcs duas, por questão legal”, afirmou Dallagnol no grupo de Telegram em 14 de fevereiro de 2019. Administrar empresas é ilegal para procuradores.

Em duas ocasiões, Dallagnol sugeriu que criassem um instituto em vez de uma empresa. Em 3 de março, ao comentar um evento organizado por um instituto, ele escreveu: “Deu o nome de instituto, que dá uma ideia de conhecimento… não me surpreenderia se não tiver fins lucrativos e pagar seu administrador via valor da palestra. Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”, escreveu no chat.

A reportagem do GGN, denunciando a Fundação, acabou com a festa.

Aqui, os alertas do GGN, sobre os acordos dos procuradores com o DoJ e, depois, sobre a criação da fundação que lhes conferiria o direito de administrar o dinheiro das multas.

08/02/2015 – O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral do Brasil? Acusar a Petrobras? (https://tinyurl.com/qnmluu6)

09/02/2015 – PGR explica ida de equipe de procuradores aos Estados Unidos (https://tinyurl.com/ueqdtth)

01/08/2015 – PGR encontrou-se nos EUA com ex-sócia de concorrentes da Eletronuclear (https://tinyurl.com/rgxxxh2),

05/10/2015 – Procuradores preparam-se para entregar a Petrobras aos EUA, por André Araújo (https://tinyurl.com/wb6ukgb)

05/03/2019 – Com 2,5 bi em caixa, a Lava Jato se prepara para substituir o bolsonarismo (https://tinyurl.com/yyv2qsn2)

08/03/2019 – Fundação Lava Jato: Confira a íntegra dos acordos entre Petrobras, EUA e MPF (https://tinyurl.com/y5hu4ezd).

10/03/2019 – Confira o que o GGN publicou sobre o fundo bilionário da Lava Jato na última semana (https://tinyurl.com/rdq79ft)

12/05/2019 – Xadrez do pacto que garantiu R$ 2,5 bi para a fundação da Lava Jato (https://tinyurl.com/s2v95f4)

Restou, parado no ar, o desabafo de André Araujo:

Pergunta-se: O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral da República do Brasil? Vai ajudar os americanos na acusação contra a Petrobras? Mas a Petrobras é parte do Estado que lhes paga os salários, está sendo atacada no estrangeiro, eles vão lá ajudar os autores das ações?

Quem deveria ir para os EUA é a Advocacia-Geral da União, orgão que funciona como defensora dos interesses do Estado brasileiro. A AGU poderia ir aos EUA para ser auxiliar da defesa dos advogados da Petrobras porque, salvo melhor juizo, um Estado não vai ao estrangeiro acusar a si mesmo ou ajudar outro Estado a lhe fazer acusações. Quem processa a Petrobras indiretamente está processando o Estado brasileiro.

DD doido por dinheiro .jpg

 

18
Mar20

A Lava Jato trabalha para o governo dos Estados Unidos. A entrega de presos e das provas obtidas no Brasil

Talis Andrade

jefferson vaza jato .jpg

 

 

VI - Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

por Luis Nassif

 

Em 30 de novembro de 2015, às 21:09:52, Dallagnol avisa a Aras que os americanos já “estão ouvindo colaboradores”. Aras reage com surpresa e Deltan responde: “Não temos controle sobre as oitivas porque são uns 10 colaboradores que já estão em tratativas de acordos, ou acordos feitos. EUA estão com faca e queijo na mão para ouvirem”.

Aras pergunta se os colaboradores estão sendo ouvidos nos Estados Unidos. “Onde estão ouvindo? Informaram ao DRCI?” Dallagnol responde que, por serem nos EUA, as oitivas ocorreriam “à revelia do DRCI”. E prossegue, referindo-se à visita dos americanos no mês anterior: “Nós estamos com pressa, porque o DOJ já veio e teve encontro formal com os advogados dos colaboradores, e a partir daí os advogados vão resolver a situação dos clientes lá… Isso atende o que os americanos precisam e não dependerão mais de nós. A partir daí, perderemos força para negociar divisão do dinheiro que recuperarem. Daí nossa pressa”.

“Mas eles só conseguirão isso se colaborarmos, não? Eles não têm provas. Ou têm?”, retruca Vladimir.

(…) “Eles podem pegar e usar tudo que está na web”, argumenta Dallagnol. Aras pergunta: “Quando eles farão pedido formal de oitivas?”.

“Não precisam fazer. Ouvirão nos EUA os que estão soltos e podem viajar.”

A resposta surpreende Aras: “Os advogados concordaram? Eles vão viajar sem salvo-conduto????? Loucura”.

(…) Dallagnol admite, então, que a força-tarefa pode ter errado ao não avaliar as consequências da parceria com os americanos durante a visita secreta a Curitiba. “Quando estavam aqui, e não tínhamos ainda restrições, mas estávamos operando no automático, sem conhecimento da dimensão das consequências e pensando em aplicar o tratado diretamente (o que ainda não está fora de cogitação, estamos todos refletindo, creio), dissemos que não haveria problema em os colaboradores, que pudessem, ir aos EUA para prestar as declarações.” (Continua) 

 
06
Fev20

Ministro do STF questiona: onde foi parar o dinheiro do fundo da Lava Jato?

Talis Andrade

Alexandre de Moraes enviou ofício à 13ª Vara Federal de Curitiba para saber se recursos recuperados foram utilizados. Dallagnol queria usar dinheiro público. Auditoria já nos 2,5 bilhões desviados da Petrobras

fundacao_lava_jato.jpg

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anda desconfiado sobre o destino do dinheiro desviado da Petrobras, 2,5 bilhões, e depositados em uma conta gráfica na Caixa Econômica Federal de Curitiba, no dia 30 de janeiro de 2019. Essa conta gráfica, não se sabe se está no nome de Deltan Dallaganol, ou da Operação Lava Jato, ou de um fundo, ou de uma fundação sem nome.  Que sabido movimenta essa conta? Dos 12 procuradores da Lava Jato de Curitiba apenas seis assinaram essa estrovenga:

ong procurador lava jato .png

Dallagnol acusou o recebimento do bilionário depósito da Petrobas: 

fundacao lava.png

Falta saber o destino da grana da Odebrecht e doutras empresas multadas pela Lava Jato.

Alexandre de Moraes também suspendeu a criação dessa misteriosa e esdrúxula fundação. Agora quer saber se parte desse dinheiro recuperado pela força-tarefa “teve destinação diferente do previsto”, conforme notícia do site Consultório Jurídico. O pedido de informações veio por meio de documento assinado nesta terça (4) e enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba.

Moraes havia autorizado o uso de parte dos recursos – cerca de R$ 1 bilhão – para combater incêndios florestais na Amazônia e outros R$ 1,6 bilhão para investimentos na área de educação. Mas ainda não há nada que comprove que o dinheiro foi de fato destinado a estas benfeitorias. Auditória já. 

dallagnol DD fundação odebrecht .jpg

Fundo do Poço

A criação do fundo bilionário veio a público no início de 2019 e nem precisou sair do papel para gerar indignação – sob controle total do Ministério Público, sua existência violaria a legislação brasileira que impede o uso de dinheiro público sem o aval do Congresso ou do próprio presidente. Em suma, procuradores do MP jamais poderiam decidir sobre o destino dos recursos recuperados pela Lava Jato.

Na época, o então Líder do PT Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, apresentou documentos que comprovavam a ilegalidade da Força-Tarefa da Lava Jato, os Estados Unidos e a Petrobras na criação da fundação privada para gerir US$ 2,5 bilhões, oriundos de uma multa. Segundo o parlamentear, o fundo “é um procedimento totalmente ilegal” e os procuradores envolvidos “cometeram crimes contra o interesse nacional”.

Pimenta lembrou ainda que a criação do fundo fere a Constituição Federal. “Essa República de Curitiba acha que está acima da lei, acha que não precisa cumprir a Constituição e resolveram abocanhar R$ 2,5 bilhões de maneira criminosa e nós vamos levar às últimas consequências essa responsabilização do Dallagnol e de todos os procuradores envolvidos”, apontou.

dd fundação .jpg

 

 

 

 

09
Abr19

Lava Jato de Curitiba: recebimento oculto da vantagem bilionária

Talis Andrade

-dallagnol-por-aroeira.jpg

 

 

Cada vez mais, com a politização da Justiça, principalmente depois da prisão de Lula, para que não participasse das eleições presidenciais de 2018, os colunistas políticos perdem espaço para os juriconsultos. 

Vejamos o caso juiz Sergio Moro, considerado candidato a presidente - ambição herdada do ministro Joaquim Barbosa, que escondia processos e torcia leis, em busca de aplausos das castas togadas e fardadas, e popularidade.

Só com a justiça espetáculo, a possibilidade de um negro ser presidente, feito considerado imprevisível também para um operário, antes de Lula quebrar o tabu no Brasil da casa grande & senzala.

Transcrevo um artigo sobre o recebimento oculto da vantagem. 

E assim indagar quanto a Lava Jato de Curitiba já cobrou de multas, em acordos de leniência principalmente, e acordos de colaboração mais do que premiada? A Lava Jato do Rio de Janeiro faz o mesmo? Idem a Lava Jato de Brasília, de São Paulo? 

Não falo do dinheiro que corre por fora, conforme denúncia de Tacla Durán. A Lava Jato jamais quis afastar a suspeita de que cobrou 5 milhões de propina de um doleiro. Denúncia realizada, por duas vezes, no Congresso Nacional. E os deputados e os senadores, por medo, por rabo preso, temem investigar. 

Se a Lava Jato veio para ficar: o paradoxo de duas justiças federais, paralelas e conflitantes. 

Uma justiça constitucional, outra que é tudo: um juiz de primeira instância, que investiga, acusa, julga e prende. E que, quando deseja peitar, está acima de qualquer poder do executivo, do legislativo e, principalmente, do judiciário.

Escrevo sobre a Lava Jato bilionária da república do Paraná. Começo com a informação dada por Deltan Dallagnol, que a Petrobras depositou, no dia 30 de janeiro último, sob sigilo de justiça, mais de 2 bilhões  e 500 milhões em uma conta da Caixa Econômica Federal de Curitiba. Uma conta gráfica, de nome desconhecido, ora seria de um fundo, ora de uma fundação, ou o disparate de uma ONG.

Deltan DD fundão.png

A (des)caracterização da lavagem de ativos no caso de recebimento oculto da vantagem

Por Pedro Ivo Velloso, Ticiano Figueiredo e Célio Rabelo

In ConJur

 

 

 

04
Abr19

LAVA JATO FICOU BILIONÁRIA COM O COMBATE A CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS E NA ODEBRECHT!

Talis Andrade

pode roubar.jpg

 

 

por Emanuel Cancella

___

 

A Lava Jato quebrou a economia em poucos meses, como mostra o vídeo anexo (5).

 

Assim como a lava Jato destruiu a indústria naval, navios e plataformas agora são construídos no exterior, gerando emprego e renda aos gringos (3).

 

A  Lava Jato produziu 7 milhões de desempregados no Brasil (2).

 

A lava Jato foi criada em 17 de março de 2014 para investigar a Petrobrás (6). Prendeu diretores e gerentes da Petrobrás; confiscou bens e dinheiro roubado, entretanto somente na gestão do PT na Petrobrás.

 

A Lava Jato prendeu o governador do Rio Sérgio Cabral, o presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Pinheiro e outras pessoas poderosas. Mas estranhamente, os principais ladrões da Petrobrás estão em suas casas, verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira (8).

 

E o ex-presidente Lula foi preso pela lava Jato somente através de delação premiada, sem nenhuma comprovação. Isto porque a Operação nunca apresentou, no processo, registro de imóvel ou qualquer documento hábil comprovando a propriedade de Lula para o tríplex de Guarujá e o sítio em Atibaia que, segundo a Lava Jato, seriam frutos da corrupção na Petrobrás (14,15).

 

Já o tucano, FHC foi denunciado na Java Jato por corrupção, e, em algumas, envolvendo o próprio filho; e mais, FHC tem indícios fortíssimos de enriquecimento ilícito com apartamento em Paris e Nova York e fazenda com aeroporto no Brasil (9,10,11). Mesmo com isso, FHC nunca teve vazamento de delação na mídia, muito menos prisão, nem quando o tucano reconheceu em seu livro, Diário da Presidência, que havia corrupção na Petrobrás em seu governo (12).

 

Os EUA sempre estiveram por trás, ou à frente, das operações da Lava Jato. Por exemplo, a Operação convocou os procuradores americanos para investigar a Petrobrás (13).

 

Porém, a Lava Jato não mandou nossos procuradores investigarem a petroleira americana Chevron, denunciada pelo Wikleaks, na troca de informações com a petroleira americana Chevron, através do então candidato derrotado, o tucano José Serra, em 2009, quando Serra prometia favores à Chevron em prejuízo da Petrobrás (7).

 

E com a omissão criminosa da Lava Jato, o senador tucano Jose Serra, depois do impeachment de Dilma, articulou e aprovou, no Senado, a lei 4567/16 com tudo que prometera criminosamente à Chevron.

 

Lava Jato destruiu a imagem das principais empresas nacionais e reduziu seus negócios. A Odebrecht, uma das maiores multinacionais do mundo, reduziu de 240 mil funcionários para 60 mil. A direção da Petrobrás, abandonou e entregou aos gringos as áreas mais estratégicas, empregatícias e lucrativas, como a indústria naval, a petroquímica, fertilizantes, gás e biocombustíveis (16).

 

Enquanto as principais empresas brasileiras como a Petrobrás e a Odebrecht, em nome do combate à corrupção, encolheram, a Lava Jato, pasmem! Ficou bilionária! Acordo Odebrecht-MPF: procuradores da Lava Jato vão gerir fundo de R$ 6,8 bi. Na verdade, a Lava Jato teria, sob sua administração, também a bilionária Fundação Lava Jato Petrobrás, porém a PGR e o STF suspenderam a Fundação Petrobrás.

 

Ambas as fundações têm forte ligação com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) (17,18,19).

 

Os EUA aplicaram, na Lava Jato, o famoso “Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço!

 

Isto por quê? Na maior quebradeira dos EUA, em 2008, nenhum dirigente de empresas foi preso, nenhuma empresa quebrou, embora 10 milhões de trabalhadores ficaram sem emprego, até porque o banco central americano aportou bilhões de dólares para resguardar a imagem e suas empresas e assim facilitando a retomada da economia e da empregabilidade (20).

 

Aqui, no Brasil, só em saiu beneficiado com a Lava Jato, a própria Operação e os gringos, que estão solapando nosso petróleo e nossas empresas.

 

Fonte:

1https://www.viomundo.com.br/denuncias/acordo-odebrecht-mpf-procuradores-da-lava-jato-em-curitiba-vao-gerir-fundo-de-r-68-bi.html

2https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/307270/Belluzzo-Lava-Jato-produziu-7-milh%C3%B5es-de-desempregados.htm 

3https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

4https://jornalggn.com.br/crise/documentario-mostra-como-a-lava-jato-destruiu-a-economia-brasileira-em-poucos-meses/

5https://www.youtube.com/watch?v=o_c_-9uso4c

6https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato

7https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/02/senadores-lembram-denuncia-do-wikileaks-dos-interesses-multinacionais-defendidos-por-serra-3891.html

8https://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

9https://www.cartacapital.com.br/revista/895/negocios-de-familia

10https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/fhc-tem-apartamento-em-nova-york-e-em-paris-diz-mirian-dutra/

11http://www.tijolaco.net/blog/a-historia-da-incrivel-fazenda-de-20-dolares-de-fhc-e-seu-aeroporto-de-empreiteira/

12https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/10/fhc-sabia-de-esquema-de-corrupcao-na-petrobras-e-nada-fez-9146.html

13https://www.bbc.com/portuguese/brasil-38172725

14http://www.justificando.com/2017/07/13/muita-conviccao-nenhuma-prova-o-raio-x-da-sentenca-de-moro-no-caso-triplex/

15https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/377670/Lula-detalha-seis-pontos-que-desmontam-a-farsa-do-processo-do-s%C3%ADtio.htm

16http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes

17https://www.viomundo.com.br/denuncias/acordo-odebrecht-mpf-procuradores-da-lava-jato-em-curitiba-vao-gerir-fundo-de-r-68-bi.html

18https://oglobo.globo.com/brasil/ministro-do-stf-suspende-fundacao-da-lava-jato-para-gerir-ate-25-bilhoes-da-petrobras-23525950

19https://www.poder360.com.br/lava-jato/pgr-apresenta-acao-contra-decisao-que-autorizou-acordo-entre-mp-e-petrobras/

20https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/09/14/nenhum-dirigente-respondeu-na-justica-por-crise-de-2008-nos-eua.ghtml

03
Abr19

Moro terá que explicar fundo bilionário da Lava Jato na Câmara

Talis Andrade

Por requerimento de Rogério Correia (PT-MG), ministro terá que dar esclarecimentos sobre a ‘Fundação Lava Jato’, que desviou mais de R$2,5 bilhões da Petrobras. O dinheiro foi depositado no dia 30 de janeiro último, em uma conta gráfica, na Caixa Econômica Federal, em Curitiba

Deltan DD fundão.png

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou na manhã desta quarta-feira (27) requerimento do deputado Rogério Correia (PT-MG), para que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, venha à Câmara dar explicação sobre o “misterioso” acordo firmado entre a Força-Tarefa da Lava Jato com o governo dos Estados Unidos e a Petrobras. O acordo, suspenso na última semana por liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prevê a criação de uma fundação privada – apelidada de Fundação Lava Jato – destinada a gerir US$ 2,5 bilhões oriundos de multa da Petrobras.

“A gravidade do ato, no qual promotores, ao arrepio da ordem constitucional, alocaram recursos da Petrobras sem autorização legislativa, deve ser esclarecida pelo ministro da Justiça, a quem cabe dizer qual a participação do ministério nas negociações e o que fazer para recompor a ordem institucional”, justiçou Rogério Correia.

schroder fundação lava jato.jpg

 

03
Abr19

Lava Jato: do ativismo social ao alpinismo político

Talis Andrade

vitor teixeira power point lula mpf lava jato.jpg

 

Avatar

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub