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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

22
Jan22

Elza Soares morreu desejando que o Brasil recuperasse a dignidade e o respeito

Talis Andrade

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A rainha do samba Elza Soares, em um show nos anos 1970, em Roma. © AP/Gianni Foggia

 

A imensa sambista brasileira Elza Soares morreu nesta quinta-feira (20) em sua casa no Rio de Janeiro, anunciou sua assessoria. "É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15h45 em sua casa no Rio de Janeiro, por causas naturais", informa o comunicado divulgado na conta do Instagram da cantora.

"Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora, eleita como a Voz do Milênio, teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, força e determinação", destaca o comunicado.

Em junho de 2020, poucos dias antes de completar seu aniversário de 90 anos, Elza Soares deu uma entrevista exclusiva à RFI. Ela falou sobre temas como o racismo, o passar do tempo, o Brasil e sobre ser mulher num mundo machista.

Questionada sobre o que aprendeu na vida e que gostaria de transmitir aos mais jovens – aos seus sobrinhos e netos –, ela respondeu: educação, respeito e dignidade, acrescentando que o Brasil também precisava disso.

Clique aqui para ler e ouvir a entrevista.www.brasil247.com - { imgCaption }}

 

A imprensa brasileira se despede da artista com homenagens calorosas à "deusa de Padre Miguel" e recorda que ela morreu no mesmo dia do ex-jogador Manoel Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos. O craque do Botafogo também morreu no dia 20 de janeiro, mas quase 40 anos antes da musa, em 1983.

Com uma carreira eclética, que começou na década de 1960 e inclui mais de 30 álbuns, Elza Soares, uma diva negra de voz rouca e inconfundível, era considerada uma das maiores vozes da música brasileira.

A vida golpeou Elza Gomes da Conceição repetidas vezes, mas também fez dela um símbolo de resistência e coragem e, em seus últimos anos, uma figura de culto.

Filha de um operário e uma lavadeira, Elza nasceu em junho de 1930, no Rio de Janeiro, e cresceu na favela de Moça Bonita. Seu pai a obrigou a se casar aos 12 anos, e, um ano depois, nasceu seu primeiro filho. Com o primeiro marido, Elza teve sete filhos, mas os dois primeiros, prematuros e desnutridos, morreram muito pequenos. Ela confessou que chegou a roubar comida para alimentá-los. Aos 21 anos, já era viúva.

"A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e no dos milhares de fãs por todo o mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim", conclui o comunicado.

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19
Jan22

A luta travada no campo, debaixo de cada lona preta, até o mais alto morro e nas grandes fábricas das cidades representa o sonho

Talis Andrade
 
 

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Natália Bonavides no Twitter
 
Natália Bonavides
O #Tbt de hoje é pra dizer que o Moinho de Vento de Macau agora é Patrimônio Histórico e Cultural do RN! Já aproveito pra dizer que quero uma foto no moinho com nossa governadora @FatimaBezerra que sancionou o projeto e, claro, com nosso companheiro @LulaOficial tb.
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É de se esperar que o presidente que trabalha a favor do vírus comemore a chegada de mais uma variante. Ele celebra a morte, imita pessoas sem ar... Realmente não é coveiro, é genocida mesmo.

 Promover protesto contra a vacina só pode partir mesmo de quem celebra a morte. De quem apoia um governo que defende tortura. Toda solidariedade aos familiares e amigos das vítimas da covid. Além da dor da perda, são expostos a esse espetáculo grotesco.

O movimento antivacina continua a fazer campanha de desinformação. Enquanto as primeiras crianças se vacinavam contra a covid-19 no Rio Grande do Norte, um grupo criou o “Cemitério Pós-Vacina” na praia de Ponta Negra.Image

A inflação passou de 10% em 2021! A classe trabalhadora sentiu no bolso o aumento dos preços. Enqto isso, a política econômica de Bolsonaro, uma política de fome, segue ampliando a miséria e o desemprego. Sigamos na luta para acabar com esse governo agora em 2022!
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Em plena pandemia e enfrentando um dos cenários mais dramáticos do ponto de vista social, com aumento da fome e da miséria, o governo federal faz a opção pelo desemprego e joga famílias inteiras na rua. A inflação não gera apenas efeitos imediatos, como o que vemos diariamente, ela gera efeitos secundários extremamente danosos: a impossibilidade de comprar carne no mercado, por exemplo, fez crescer o mercado paralelo e, com isso, a proliferação de doenças como cisticercose e toxoplasmose, entre outras. É uma cadeia de abandono, miséria e desespero que vai muito além e dói muito mais do que um conceito vago buscado na internet.

Ratinho recusou o nosso direito de resposta! Depois de falar em sua emissora de rádio que pessoas como eu deveriam ser eliminadas, sugerindo que se pegue em metralhadoras, o apresentador Ratinho recusou a divulgação do nosso direito de resposta. Já recorremos ao judiciário. Nosso direito de resposta evidencia as mentiras contadas no programa e mostra a necessidade urgente de enfrentar a intolerância e o preconceito. A recusa em divulgá-la é uma confirmação daquilo que foi dito. E não esqueçamos: foram crimes!
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Presente em cada canto imenso desse país, da luta travada no campo, debaixo de cada lona preta, até o mais alto morro e as grandes fábricas das cidades, o
@ptbrasil representa o sonho de uma vida melhor e mais justa. Simbora se filiar e ajudar a construir o país que a gente quer?

17
Jan22

Indígena de 8 anos é a primeira criança a receber dose de vacina infantil contra Covid-19 em SP

Talis Andrade

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O indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos, foi a primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil. Ele recebeu a dose por volta das 12h desta sexta-feira (14), em um evento simbólico organizado pelo governo de São Paulo para inaugurar a imunização de crianças de 5 a 11 anos.Image

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Da etnia Xavante, Davi é morador de Piracicaba, no interior de São Paulo, mas está na capital paulista para realizar um tratamento médico. O governador João Doria (PSDB) acompanhou o ato no Hospital das Clínicas, na Zona Oeste da capital.

O pai do menino Davi, o cacique Xavante Jurandir Seremramiwe, participou da cerimônia de forma virtual.

“Agradeço a compreensão, visibilidade e diálogo com a questão indígena no estado de SP. Que sejam tomadas as vacinas para os guaranis que moram no litoral. Nós temos que tomar a vacina e não esquecer o uso da máscara, o distanciamento. Com certeza a nova geração estará segura quando as aulas voltarem. Elas estarão com saúde e brincando", disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disparou contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), acusando o tucano de "fazer palanque" com a vacinação de crianças.Image

"O político João Doria subestima a população. Está com as vacinas do governo federal e do povo brasileiro em mãos fazendo palanque. Acha que isso vai tirá-lo dos 3%. Desista! Seu marketing não vai mudar a face da sua gestão. Os paulistas merecem alguém melhor", escreveu Queiroga nas redes sociais, fazendo referência às pesquisas que mostram as intenções de voto em Doria para a Presidência em 2022.

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12
Jan22

Ministério da Liquidação das Estatais

Talis Andrade

 

 

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Rui Falcão no Twitter
 
Rui Falcão
ATENÇÃO Entrei com representação na PGE contra Bolsonaro por PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA. Há 10 meses do primeiro turno da eleição, foram identificados outdoors em fazendas do Mato Grosso do Sul, com promoção pessoal do atual presidente.
A Mídia Eletrônica mais completa de Mato Grosso do Sul - Jovem Sul
Juíz venal que foi, responsável por injustiças e enormes prejuízos ao País, Moro faz demagogia prometendo reformar que ele desmoralizou.
Reformar o Judiciário que ele desmoralizou

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Moro, safado,confessa o crime de perseguir o PT e nem se arrepende!
GRAVÍSSIMO!!! Na mesma semana em que Bolsonaro e Queiroga atacam o passaporte sanitário, o Conecte SUS é hackeado, sai do ar e os comprovantes de vacinação somem. A quem isso interessa?Charge - Subnotificação coronavirus brasil - Blog do Gilmar - UOLCharge - Subnotificação coronavirus brasil - Blog do Gilmar - UOL
 
Guedes quer criar um ministério para vender o que resta do patrimônio público. Deveria chamar Ministério da Liquidação das Estatais.

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VITÓRIA DA DEMOCRACIA! Câmara REJEITA pedido de urgência do “PL antiterrorismo” que na prática cria uma polícia política a serviço de Bolsonaro, para perseguir opositores, líderes de movimentos sociais e NÃO PASSARÃO!
DITADURA NUNCA MAIS!
 

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Carlos Latuff ar Twitter: "O golpe militar de 1964 mergulhou o #Brasil nas  trevas das torturas, desaparecimentos e assassinatos. Os militares que hoje  comemoram a ditadura deveríam responder por crime de lesa

 
 
10
Jan22

Peça 5 – o laboratório Blau

Talis Andrade

 

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Xadrez do mais escabroso crime de corrupção

04
Jan22

Quanto dinheiro Sérgio Moro ganhou para entrar na Alvarez & Marsal? 

Talis Andrade

 

 

 
 

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
 
Reinaldo Azevedo
Moro diz q “lava jato combateu PT de modo eficaz”. É??? NEM EFICAZES os MERDAS são. Não fosse a condenação sem prova, com prisão arbitrária, Lula teria sido eleito em 18. A “eficácia”, no caso, chama ilegalidade. Não sou petista. Como sabem petistas. Nem de esquerda sou. E daí?
Alvarez & Marsal Instagram posts - Picuki.com
Ah, sim: 1: quanto dinheiro Sérgio Moro ganhou para entrar na Alvarez & Marsal?            2: quanto dinheiro Moro ganhou para, em tese, sair da Alvarez & Marsal? Queremos saber. Temos o direito de saber. E é melhor dizer a verdade. Tentar esconder é pior…Veja os memes da saída de Sergio Moro do governo
Empresa privada o CARVALHO! A tal pagou salário a um ex-juiz q ajudou a quebrar uma empreiteira de q seus novos patrões são “recuperadores judiciais”. Vc é BURRO MESMO ou finge? Ñ sei o q é pior. Moralmente, é a 2ª hipótese. Eticamente, é a 1ª. Ñ explico. Não entendeu? Estude!Altamiro Borges: Moro agora cobra Bolsonaro. Haja cinismo! - PCdoB
Moristas, xinguem à vontade. Vocês são um lixo tão — ou mais — abominável como o bolsonarismo. De resto, eram todos bolsonaristas. E agora dizem: “Ah, não sabia q ele era assim”. Existem, com efeito, essas pessoas. Mas serão vcs? Têm certeza?Novo emprego de Moro coloca 'processos que ele julgou em suspeição' |  Jornal Alto Vale Online
“P q Bolsonaro sempre ignora os q sofrem e ainda tripudia?” Resposta: 1: pq ele é assim. Tal conformação psíquica ñ tem cura; 2: pq seu eleitorado-raiz quer isso. Eis p q Moro, outro extremista de direita, ñ lhe rouba eleitores. O ex-juiz precisa da imprensa e ñ pode ir tão longe
26
Dez21

O jornalismo e o terrivelmente cristão

Talis Andrade

 

 

 

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Por Juliana Rosas /objETHOS

“A palavra é problemática. Existem dois tipos de ‘deus’ no mundo e as pessoas tendem a misturá-los. Há um tipo de deus, o deus misterioso, sobre o qual nada sabemos. A principal característica desse deus é justamente que ele é misterioso e nós humanos não conseguimos compreendê-lo. Como começou o Big Bang ou como a vida começou, todas as coisas que a ciência não sabe. Estou perfeitamente satisfeito com este deus misterioso. Mas, há um tipo completamente oposto de deus, que se concretiza como deus legislador e sobre este deus se conhece muito. Sabe-se exatamente o que este deus pensa sobre a moda feminina, sobre a sexualidade, em quem você deve votar. De alguma forma, as pessoas trocam de deus e por causa disso as mulheres deveriam se cobrir, dois homens não deveriam fazer sexo um com o outro e você deveria votar neste ou naquele partido. Se há uma força responsável pelo grande mistério da vida no universo, pelos buracos negros e galáxias, não acho realmente que ele se preocupa com o código de vestimenta das mulheres.”

Este é um trecho de uma fala do historiador Yuval Noah Harari, autor do best seller “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”, entre outros livros. O “terrivelmente evangélico” indicado a ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) usa este segundo tipo de deus em várias de suas declarações. “Os verdadeiros cristãos não estão dispostos jamais a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”, disse André Mendonça em abril deste ano. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, também teve sua cota extrapolada de decisões baseadas exclusivamente em sua religião e quando questionada sobre a laicidade do Estado, proferiu uma das suas mais famosas frases: “O Estado é laico, mas a ministra é terrivelmente cristã”.

Se as pessoas tendem a considerar sua fé como algo bom, usar o advérbio “terrivelmente” seguido de qualquer adjetivo deveria ser questionável. Mas como sempre foi comum no jornalismo, declarações são repetidas sem questionamento. Coloca-se aspas, cita-se o autor e tudo bem. A imprensa acredita que está sendo objetiva e imparcial. Frente à extrema polarização política que tomou o país há alguns anos, resvalando para outras áreas, como religião e comportamento, muitos se esquecem da história.

Numa época não tão longínqua assim, não havia Estado ou este era a Igreja. Não havia leis e pessoas inocentes foram queimadas vivas. A fogueira foi apenas uma das consequências de ter poderes religiosos governando a vida da população. Indivíduos mataram e morreram em nome de seu deus, fé ou religião. Esta nem sempre foi boa e pura. Foi corrompida pela humanidade por questões pessoais e mesquinhas. O jornalismo estaria sendo informativo, e também – por que não? – objetivo ao contextualizar declarações e notícias. De cunho religioso ou não.

Mas não é só do atual governo que o jornalismo extrai suas citações religiosas. Cristãs, para ser mais exata. Com a morte de mais de 600 mil brasileiros por covid-19 desde o início da pandemia, boa parte da população recorreu à fé para explicar a tragédia. Quando ela chegou a famosos, o jornalismo reverberou. Há quem tenha dito que a morte de Paulo Gustavo foi castigo ou “porque deus quis”. Outras prontamente esclareceram que o que o matou foi a doença, agravada pela falta de vacina e pelas inações governamentais.

Não ouvimos dos céus se alguém desceu para buscar o ator e comediante ou algum dos mais de 600 mil mortos, mas as ações desumanas do governo puderam ser vistas no dia a dia e compuseram o relatório da CPI da Covid. Os mais sensíveis certamente estarão esbravejando sobre a liberdade religiosa ou de expressão, citando até um dos mais ridículos conceitos que se ousou usar no país: cristofobia. Entretanto, em nome da democracia e dos valores jornalísticos, é um debate que necessita ser travado seriamente.

O jornalismo tradicional afirma ser plural, objetivo, apartidário. Sempre ouvindo todos os lados da história, não assumindo ideologias ou partidos. Se é uma terrível ofensa ao jornalismo dizer que ele estaria defendendo esta ou aquela ideologia, partido x ou y, por que não podemos dizer que sua tendência de comportamento e cobertura é cristã e que nesse campo deveria também ser objetivo e plural? Somente porque o cristianismo é a religião majoritária no país? Cristãos são maioria no Brasil mas maioria, ao contrário do que muitos pensam, não é sinônimo de democracia. É, entre outras definições, respeito às minorias. Mais do que antes, atualmente procura-se mais aceitação por diversos movimentos, minoritários ou não, como o negro, feminino, indígena, LGBTQIA+, etc. E tem se buscado também mais consideração pelas religiões de matriz africana.

Para quem também não sabe, o Brasil é um Estado laico, independentemente da religião da população. A Constituição assegura a liberdade de crença, mas também que alguém não pode justificar um crime pela religião e há leis e ações que coíbem a intolerância religiosa. A justiça é “cega” não para deixar de ver malfeitos, mas para que todos sejam iguais perante ela. A laicidade da justiça existe para que as leis estejam acima de fés individuais e garantir a equidade de todos perante a legislação. Religiões têm suas crenças e ações, individuais ou coletivas e o Estado não pode se guiar por algo que pode beneficiar uns e prejudicar outros.

Em uma tragédia e caso tornado midiático mais recente, a morte de Marília Mendonça, a religião no jornalismo esteve presente especialmente nas falas de amigos e familiares. Sobre discursos políticos, estudos e críticas jornalísticas afirmam que somente reproduzir tais falas, sem contexto e acriticamente, pode propagar notícias falsas e espalhar desinformação. Inúmeros casos aconteceram com atual presidente do Brasil e o ex-presidente americano. O presidente brasileiro se diz aliado da comunidade judaica, mas tem ações e aliados que exaltam a supremacia branca. Comporta-se em visitas a países árabes e muçulmanos, mas faz declarações islamofóbicas.

A fé acima de outros valores acaba fazendo com que pessoas tratem mal seu semelhante e justifiquem doenças ou desastres, algo que, por princípio moral, não deveriam fazê-lo. Por preconceito e comentários maldosos, muitos evitam declarar sua religião ou falta desta no ambiente de trabalho. O objETHOS observa a ética jornalística e nada mais antiético do que a intolerância religiosa. Quando esta resvala no fanatismo, já se torna criminosa.  O jornalismo pode, em vez de normalizar comportamentos antiéticos em nome da religião, expô-los, criticá-los e contextualizá-los à luz da democracia. Quando não o faz, deixa de cumprir seu dever ético, democrático e de serviço público.

Por séculos, religião e política andaram juntas e não foi fácil a separação. Nem na prática nem nas mentes. “O cristianismo na política deixou de ser sinônimo de justiça social e igualdade, nos anos 1970 e 1980, para ser agora sinônimo de aversão a direitos e liberdades. E a Bíblia deixou de ser sinônimo de libertação, para ser um chicote que se estala no lombo de minorias e meio de opressão”, afirmou o professor e pesquisador Wilson Gomes.

Muitas vezes, a cruz vira espada e políticos apelam “à radicalização religiosa para dividir o país e corroer ainda mais a democracia”. Muitos brasileiros são terrivelmente cristãos e não conseguem perceber que o Estado é melhor laico e certos tipos de fé fazem mal e não bem. Mas a sociedade brasileira não está preparada para esta discussão. E o jornalismo do país é receoso em iniciá-la.

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25
Dez21

Sociedade Brasileira de Pediatria defende em manifesto vacinação de crianças

Talis Andrade

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A entidade afirma ainda que as mortes da população pediátrica por covid-19 não estão "em patamares aceitáveis. Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”

 

Por Julinho Bittencourt /Revista Forum

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) defendeu, em manifesto divulgado nesta sexta-feira (24), a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Além disso, a entidade disse que as mortes da população pediátrica por covid-19 não estão “em patamares aceitáveis”

No texto, a SBP pede pela “urgente implementação de estratégias” para reduzir risco de complicações, hospitalizações e mortes do público infantojuvenil pela doença.    

“Ao contrário do que afirmou recentemente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o número de hospitalizações e de mortes motivadas pela covid-19 na população pediátrica, de forma geral, incluindo o grupo de crianças de 5-11 anos, não está em patamares aceitáveis”, diz o manifesto da SBP. “Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”, diz o texto.

 

Alto número de mortes

A instituição destacou ainda que, desde o início da pandemia, 2.500 pessoas de zero a 19 anos morreram por conta da doença, mais de 300 delas confirmadas no grupo de 5 a 11 anos. 

A sociedade também cita as sequelas do quadro. A SBP apontou que há mais de 1.400 casos confirmados de Síndrome Inflamatória Multissistêmica (quadro grave de tratamento hospitalar, que se manifesta semanas após a infecção) em crianças, com mediana de idade de 5 anos. Ao menos 85 morreram por complicações neurológicas, cardiovasculares e respiratórias da síndrome, indicou.

A vacinação se apresenta como alternativa, de acordo com a entidade, para “controle e prevenção destes desfechos da doença e que está ao alcance dos responsáveis pelas políticas públicas de saúde do nosso País”. O imunizante, continua o manifesto, apresentou “elevada eficácia” nos estudos clínicos e nos testes no mundo real. 

“O Brasil se encontra diante de hospitalizações, sequelas e mortes que são passíveis de prevenção em sua grande maioria”, destacou. “Ignorar este fato, minimizar sua importância e afirmar que elas são aceitáveis não são atitudes esperadas das autoridades. A sociedade espera e merece outro tipo de postura e de compromisso com a saúde das crianças e adolescentes do Brasil”, finalizou.

Com informações do Estadão

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08
Dez21

De onde vem a língua estranha falada por Michelle Bolsonaro para comemorar a nomeação do “terrivelmente evangélico”? (vídeo)

Talis Andrade

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Michelle Bolsonaro chora e pula ao comemorar aprovação de André Mendonça no  STF: 'Glória a Deus' | Brasil | O Dia

Para os católicos, o dom de línguas é um fenômeno bastante normal para as pessoas envolvidas na Renovação Carismática. Mas as pessoas que têm contato com este tipo de oração pela primeira vez podem sentir-se desapontadas, já que algo como a glossolalia parece estranho para eles. São Paulo advertiu os Coríntios que isto poderia acontecer.

“Se, pois, numa assembleia da igreja inteira todos falarem em línguas, e se entrarem homens simples ou infiéis, não dirão que estais loucos?” (I Coríntos 14, 23).

E esta advertência vem a partir da experiência. Os apóstolos falando em línguas no dia de Pentecostes foram objetos de gozação. “Outros, porém, escarnecendo, diziam: “Estão todos embriagados de vinho doce” (Atos 2, 13).

Aqueles que falam em línguas podem ser acusados de serem fanáticos ou mentalmente desequilibrados. Tal acusação pode atingir todas as pessoas que estejam profundamente envolvidas em oração, o que é notável a partir da imaginação convencional de oração. E o exemplo do Rei Davi prova isto. A filha de Saul, que olhava-o pela janela, viu que o Rei saltava e dançava em frente à Arca da Aliança, e desprezou-o em seu coração (I Crônicas 15, 29).

No entanto, é necessário declarar que o falar em línguas foi prometido por Jesus antes de Sua Ascensão.

“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas”. (Marcos 16, 17).

Portanto, não há nada estranho em usar este carisma. O problema parece surgir entre as pessoas que não conhecem o ensinamento bíblico sobre este dom. Leia mais

Brasil 247 - Entre os evangélicos as palavras proferidas pela primeira dama Michelle Bolsonaro, aos pulos e gritos, na última quarta-feira (1) para comemorar a aprovação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), chama-se língua dos anjos.

A língua incompreensível, que não tem nenhuma associação com o português ou qualquer outro idioma conhecido, é tida entre os evangélicos pentecostais como “o dom de línguas”, dado somente àqueles batizados no Espírito Santo, e faz referência à festa de Pentecostes, quando o Espírito Santo teria outorgado aos discípulos de Cristo poderes de cura e glossolalia (falar línguas).

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) disse que "seriam línguas com as quais a gente se comunica com Deus e com o que cremos. Somente Deus, através do Espírito Santo, entende aquela língua, não é uma língua natural", completou. 

No entanto,  após a circulação do vídeo na internet onde Michelle Bolsonaro aparece gritando e pulando euforicamente para comemorar a aprovação do amigo e pastor André Mendonça ao STF, o “dom” foi questionado.ImageImage

O jornalista e comentarista da TV 247 Joaquim de Carvalho, por exemplo,  disse que “o que a Michelle fez é fraude espiritual, engana trouxas”. Carvalho também questionou o posicionamento dos senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Omar Aziz (PSD-AM) que votaram a favor de Mendonça.

Joaquim de Carvalho
Ao ver o vídeo da Michelle Bolsonaro pulando de alegria e supostamente falando a língua dos anjos, senti raiva de senadores como Eliziane Gama e Omar Aziz, que publicamente apoiaram André Mendonça. Atiraram o país ao inferno. O q Michelle fez é fraude espiritual, engana trouxas.
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Michelle Bolsonaro entra em êxtase com aprovação de Mendonça: "Deus quem te  escolheu" - Revista FórumImage
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05
Dez21

Latuff: ‘existe um esforço para calar vozes que discutem a violência policial’

Talis Andrade
ImagemDeputado federal Heitor Freire (PSL-CE) acusou escola de apologia ao nazismo por causa de charge de Latuff

 

Trabalhos do chargista usados em escolas e em exposição no Congresso foram alvo de tentativas de censura, a mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra. Artista afirma que violência do Estado não pode ser tratada como caso isolado

 

por Jeniffer Mendonça

O chargista e o ativista político Carlos Latuff coleciona situações em que seus trabalhos foram alvos de críticas e tentativas de censura ao serem aplicados em escolas. A mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra, quando estudantes do Colégio Cívico-Militar Ced 1 da Estrutural do Distrito Federal produziram uma exposição sobre a data. Nos murais estavam charges de diversos artistas com críticas à violência policial.

A vice-diretora da escola disse ao site Metrópoles que o diretor de disciplina, um tenente da PM, pediu a retirada das obras, o que foi negado. Dias depois, o deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) entrou na escola acusando os profissionais de corrupção de menores e apologia ao nazismo, já que uma das charges, de autoria de Latuff, mostra um policial com uma braçadeira com a suástica nazista assoprando uma vela com o número 20 num bolo escrito “novembro” e com um corpo de um jovem negro em cima.

Alunos do colégio cívico militar fizeram murais com obras de artistas como Carlos Latuff e Antonio Junião, diretor de arte da Ponte, para o Dia da Consciência Negra; deputado do PSL acusou professores de corrupção de menores e apologia ao nazismo.

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