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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

06
Jan22

Vacinação das crianças é esperança para 2022

Talis Andrade

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Por Vanessa Grazziotin /Brasil de Fato


O ano se inicia e temos esperanças de que ele seja melhor. A aprovação da vacina para crianças de 5 a 11 anos, após pedido da Pfizer, é uma grande notícia. Tivéssemos um governante sério, as crianças já estariam sendo vacinadas. Mas a irresponsabilidade com a saúde da população continua sendo marca desse governo.

Além de retardar a imunização das crianças, o Ministério da Saúde não tem nenhum controle sobre o número de infectados pela variante ômicron. As plataformas que consolidam as informações dos estados foram hackeadas e o governo não consegue resolver o problema. Com isso, o diagnóstico sobre a circulação da variante no Brasil está prejudicado pela subnotificação de casos.

O que sabemos são as informações da imprensa que identificou aumento expressivo de contaminados nos testes realizados em farmácias, por livre e espontânea procura das pessoas que estão com sintomas. São tantos que os testes já estão faltando.

O governo não faz testagem para isolar os casos positivos, possibilitando a livre e acelerada circulação do vírus. A expectativa, infelizmente, é que o número de casos exploda após as festas de fim de ano, com a possibilidade de um novo colapso no sistema de saúde.

Motivo de comemoração, a vacina para as crianças virou preocupação, pois o negacionismo do presidente da República foi além do imaginável. Expôs os técnicos da Anvisa, ameaçou divulgar os nomes dos que aprovaram, insuflando a orda de bolsonaristas, que passaram a ameaçar de morte os profissionais da Agência de saúde.

Outra medida absurda Ministério da Saúde é a exigência de atestado médico, ainda não descartada, que dificultaria muito o acesso da população mais pobre ao imunizante. E também um termo de responsabilização dos pais. São tantas declarações e medidas inapropriadas que o STF (Supremo Tribunal Federal) exigiu do governo uma explicação.
 
Respaldada pelos cientistas e pelas sociedades de medicina, a Anvisa mantém sua decisão, e Bolsonaro, cada dia mais isolado, sofre derrotas de todos os lados. Governadores e prefeitos, respaldados pelo STF (Supremo Tribuna fl Federal), declararam que vão iniciar a vacinação independente do que faça o Ministério da Saúde.

Com a vacinação das crianças, o reforço para os adultos, a testagem em massa, a manutenção dos cuidados sanitários, já poderíamos ter vencido a pandemia, não fossem as atitudes criminosas desse governo.

Felizmente, teremos eleição nesse ano e, com a mobilização da sociedade, vamos derrotar o negacionismo, elegendo um governo sério, comprometido com o povo, que apoie o desenvolvimento da ciência e a formação dos cientistas. Afinal, se não fossem esses cientistas, não conseguiríamos vencer a pandemia. Graças a eles temos
esperança de um 2022 mais feliz.
 

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04
Jan22

E da outra obstrução, ninguém diz nada?

Talis Andrade

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Por Eric Nepomuceno /Jornalistas pela Democracia

No primeiro dia útil de 2022 o inútil Jair Messias acordou internado num hospital de luxo em São Paulo. Desta vez, como a situação parece mais séria, nada de hospital militar.

Aliás, me apresso para corrigir a tremenda injustiça que acabo de cometer: Jair Messias é de insuperável utilidade. Mas apenas para destroçar o país, atentar contra as instituições e proteger cúmplices, filhos e outros quetais que giram à sua volta.

Pois bem, voltando ao assunto: até o final da tarde não havia notícias concretas sobre seu estado de saúde. Sabia-se apenas que se trata de uma obstrução intestinal. E que tais obstruções podem, como tudo aliás nesta vida, ser menos ou mais grave. 

Enquanto seu médico preferido, o doutor Antônio Luiz Macedo, vinha do Caribe onde passava férias supostamente em avião da FAB – portanto, voando às custas do erário – corriam rumores de diversos tipos. 

Já o doutor em questão disse que o avião não era da FAB coisa nenhuma: tinha sido enviado pelo hospital paulistano. 

Leio que o jornal Folha de S.Paulo levantou orçamento em duas empresas de voos fretados. Resultado: um mínimo de 340 mil e um máximo de 680 mil reais. 

Resta saber se o hospital vai pagar do próprio bolso, digo, do próprio cofre, ou se o voo será pago pelo bolso de cada um de nós. Do senhor doutor, nem pensar. Do de Jair Messias, menos ainda. 

Voltando aos rumores, eles indicavam que seu quadro poderia ser bem mais grave do que aparece no boletim do hospital, ou apenas preocupante. Resumindo: de concreto, ninguém sabia nada ao certo, a não ser, claro, os médicos que atendem o obstruído.  

Como não poderia deixar de ser, os bolsonaristas, os sabujos do governo e o mais desequilibrado do quarteto de filhotes, Carluxo, o vereador do Rio que mora em Brasília, logo associaram a obstrução intestinal à famosa facada de 2018.

Mas sabe-se que há anos Jair Messias padece de doenças abdominais, especialmente nos intestinos. Nisso, ninguém fala. 

Pois há uma reportagem redonda aqui no 247, de autoria de Joaquim de Carvalho, rigorosa e imperdível, revelando essa questão.

Mestre soberano na arte de manipular, Jair Messias, a senhora primeira-dama, filhotes e cúmplices sempre trataram de esconder este fato.

Bem: a exemplo de milhões e milhões de brasileiros minimamente lúcidos, espero com todas as minhas forças que Jair Messias se recupere o mais rápido possível, e que essa recuperação seja sólida. 

Só assim ele poderá ser defenestrado nas urnas de outubro, perder a impunidade e ser levado para os tribunais onde responderá por um robusto rosário de crimes.

O que me espanta, em meio ao caos em que o Brasil naufraga e diante das cenas dantescas protagonizadas por Jair Messias nos últimos dias no belíssimo litoral de Santa Catarina, é que ninguém fale de outra obstrução padecida pelo senhor presidente, menos grave para ele, mas mortal para todo o país.

Estou me referindo à sua cada vez mais bestial e evidente e concreta obstrução cerebral. Do cérebro de Jair Messias só sai maldade, crueldade e desejo incontrolável de destruição.

Pensando bem, uma obstrução até pode ser resultado do efeito colateral da outra.

Como o conteúdo de seu cérebro dá, a cada dia, mais e mais claros e sólidos indícios de ser exatamente o mesmo de seu intestino, essa é uma hipótese bastante consistente.

De tudo isso, ao menos uma certeza é clara de toda claridade: caso ocorra – e reitero meu mais forte desejo de que ocorra, e o mais rápido e firme possível –, a recuperação de Jair Messias será infinitas vezes mais fácil e menos dolorosa que a recuperação do país que ele destroça cada vez mais dia a dia, hora a hora, com persistência insuperável.

E isso sim, dói na alma.Image

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23
Dez21

Véio da Havan censura chargista Nando Motta

Talis Andrade

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Dono da Havan quer calar o chargista Nando Motta

 

De autoria do Grupo de Chargistas

 

Mais uma vez a imprensa e, destacadamente, os cartunistas brasileiros, são vítimas de um ataque antidemocrático e contrário à liberdade de expressão. Desta vez o autor da violência é o empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, que abriu junto à Justiça de Santa Catarina processo contra o ilustrador Nando Motta por conta de uma charge publicada pelo artista no site Brasil 247. A ação cobra indenização de R$ 50 mil por danos morais e a retirada do desenho do ar. A charge criticava a postura pública de Luciano Hang mostrado como um personagem do cinema de terror.

Em 2020 o cartunista Renato Aroeira foi vítima de igual tentativa de intimidação por parte do Ministério da Justiça que pediu a abertura de inquérito para investigar uma de suas charges onde associava a atitude do presidente Jair Bolsonaro ao nazismo. Na ocasião o cartunista recebeu a solidariedade de centenas de desenhistas que, incentivado pelo grupo da Revista Pirralha organizou o movimento Charge Continuada que foi, inclusive, agraciado com o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos com uma categoria criada exclusivamente, o “Prêmio Destaque Vladimir Herzog Continuado”, que homenageou Aroeira e o movimento “Charge Continuada” com 109 chargistas que também inscreveram trabalhos relacionados ao movimento. (veja mais informações AQUI).

Ao tomar conhecimento da atitude de Luciano Hang o cartunista Aroeira se manifestou junto à revista PIRRALHA e propôs uma ação semelhante a da Charge Continuada para defender Nando Reis. A seguir seu depoimento:

Eles não aprendem. Não entendem.www.brasil247.com - { imgCaption }}

O Véio da Havan (aliás, mais novo que eu), o Luciano Hang, está processando o chargista Nando Motta. Por causa de uma piada… O que passa na cabeça de alguém que quer processar uma piada? Que quer proibir uma charge? Sim, passa exatamente isso que todo mundo pensou. O Nando não cometeu nenhum crime: apenas desenhou  – de maneira brilhante, como sempre –   o que ele viu. E o que ele viu foi o óbvio: Luciano Hang é um monstro. Um monstro terrível, um dos vários que estão aí à solta… Mas é ridículo. Um monstro muito ridículo. Tão ridículo que processa chargistas. Bem, Lulu… A má notícia é que somos muuuuuuitos. E a charge continuada… Continua. Agora pra assombrar você, Véi…

Renato Aroeira

Portanto, prestamos nossa solidariedade a Nando Motta, protestando contra a atitude arbitrária e intimidatória do empresário Luciano Hang e apoiando a proposta apresentada por Aroeira, Desta forma, conclamamos desenhistas a participarem de mais uma Charge Continuada.

A ideia por trás da chargeImage

A inspiração para a charge de Nando Motta veio de informações amplamente divulgadas pela imprensa e redes sociais onde ficava claro a postura negacionista de Luciano Hang diante da gravidade da pandemia da Covid-19. Além disso, Hang foi convocado a depor na CPI do Senado sobre a pandemia onde fez afirmações que deram margem a colocar em dúvida a seriedade do tratamento à que foi submetida sua própria mãe – vítima da Covid que veio a falecer (veja um resumo das declarações AQUI).

Luciano Hang é um dos maiores e prósperos empresários brasileiros. Frequentador assíduo do noticiário, sabidamente defende ideias conservadoras e é um dos maiores aliados e propagandistas do atual governo Bolsonaro. Como figura pública personalidade de destaque, suas ações estão sujeitas a questionamentos e críticas por parte de diversos agentes sociais – sejam jornalistas, políticos ou… cartunistas. Tal é a natureza de uma sociedade organizada democraticamente.

 

Ataques a liberdade de imprensa

 

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A Federação Nacional dos Jornalistas em seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2020 (último publicado) demonstra que em plena pandemia provocada pelo novo coronavírus foi registrada uma explosão de casos de violência que atingem a imprensa e os jornalistas. Foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019. (Veja o relatório AQUI).

 
 
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21
Dez21

Protesto cobra demissão de professor que se fantasiou com roupas da Ku Klux Klan em escola

Talis Andrade

 

Coletivos e estudantes convocaram ato em frente à escola pública na região do ABC nesta quarta-feira (22)

 
por Paulo Motoryn /Brasil de Fato 
 
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Uma manifestação convocada para quarta-feira (22) cobra a demissão de um professor que foi à uma escola pública em Santo André (SP) fantasiado com roupas que fazem referência à Ku Klux Klan, organização racista, antissemita, anticatólica e anticomunista fundada no século 19 no Sul dos Estados Unidos.

O ato reunirá estudantes e professores da Escola Estadual Amaral Vagner, no ABC, às 15 horas, além de coletivos e movimentos negros que atuam na região. "Não podemos permitir que a apologia à violência e ao racismo seja naturalizada e banalizada", dizem os organizadores.

Uma das pautas do protesto é a demissão do professor, que não foi identificado pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Em nota, a pasta afirmou "que iniciou os trâmites para afastamento imediato do professor envolvido, que é efetivo, até o término da apuração".

A Diretoria de Ensino de Santo André formou uma comissão interracial para averiguar os fatos. O caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Um vídeo mostra o professor caminhando pela escola, chamando a atenção dos alunos, que aparentemente estão em período de intervalo entre aulas.

::: Em Porto Alegre, manifestante se veste como Ku Klux Klan e é denunciado na polícia

O governo estadual afirmou ainda que "não admite qualquer forma de discriminação e injúria racial" e que "trabalha veemente na formação de toda a rede com a Trilha Antirracista, bem como atua na promoção de um ambiente solidário, colaborativo, acolhedor e seguro nas escolas".

Em reação, o deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL-SP) acionou a Secretaria de Educação para cobrar providências contra o que definiu como uma "cena racista e deplorável de um professor fantasiado com a roupa da Ku Klux Klan, dentro da EE Amaral Vagner".

A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP), presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), e outros congressistas também se manifestaram nas redes sociais para cobrar providências contra o episódio.

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::: Artigo | Ku Klux Klan, Brilhante Ustra e Adolf Hitler: referências do bolsonarismo :::

 

Coletivos e movimentos ligados à pauta racial também se posicionaram sobre o caso. O Quilombo Dandara, coletivo que atua na região do Grande ABC, é um dos grupos que estão mobilizando apoio à manifestação desta quarta-feira.

Em abril deste ano, em Porto Alegre (RS), um manifestante também se vestiu como os integrantes da Ku Klux Klan em um ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na campanha eleitoral de 2018,  o historiador norte-americano David Duke, tido como porta-voz oficioso da Ku Klux Klan, manifestou sua simpatia pela candidatura de Bolsonaro, dizendo que “ele soa como nós”. 

A fala aconteceu no programa de rádio que Duke comanda e foi reproduzida pelo site da BBC. O então candidato do PSL, porém, rejeitou o apoio, argumentando curiosamente que Duke deveria apoiar “a esquerda” que “segrega”.

24
Nov21

Chacina do Salgueiro RJ: "Pegaram eles vivos, mataram na facada. Todos estão sem a parte genital, fora quem está sem olho, sem perna, sem braço”

Talis Andrade

 

 

 

Por Eliane Santos, g1 Rio

Segundo moradores, as mortes que aconteceram dentro da comunidade e os corpos que foram deixados em uma região de mangue seriam uma retaliação da polícia à morte do sargento Leandro Rumbelsperger da Silva . Eles contam que policiais pegaram pessoas que estavam na rua - muitos sem envolvimento com o crime -, torturavam e matavam.Leandro Rumbelsperger: ele morreu durante ação no Salgueiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Leandro Rumbelsperger: ele morreu durante ação no Salgueiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

 
A situação lá era de cenário de terror. Tem gente que não tem como reconhecer, porque está com o rosto todo desfigurado por faca. Como alguém pode dizer que essa pessoa foi morta em trocando tiro, se está com o rosto todo desfigurado? ”, questionou o parente de um dos mortos, que disse ainda que recebeu orientação no IML de fazer o reconhecimento de seu familiar do tórax para baixo devido às más condições do rosto.
Veja quem são os nove mortos do Salgueiro

1.Kauã Brenner Gonçalves Miranda – 17 anos

Menor de idade e sem passagens pela polícia, Kauã era o mais velho de cinco irmãos e, segundo a família, estava com amigos quando foi pego. A polícia, no entanto, afirma que ele estava com roupa camuflada, o que indicaria que ele fazia parte da facção criminosa que age no local.

 

A mãe de Kauã, Amanda Gonçalves, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, e afirmou que o filho teve um dedo da mão cortado.

Ele foi sepultado na tarde da terça-feira (23), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo.

2. Rafael Menezes Alves – 28 anos

Rafael Menezes — Foto: Reprodução

Rafael Menezes 

Rafael não tinha anotação criminal, mas seu nome constava em um registro de ocorrência relacionado aos crimes de tráfico de drogas e associação em concurso com corrupção de menores.

A irmã de Rafael, Milena Menezes, também denunciou sinais de tortura no corpo do irmão. Segundo ela, além de marcas de tiro no tórax e na perna, ele tinha uma perfuração por faca no glúteo.

Já sabiam que iriam matar, então por que fazer isso? Por que torturar? Parece que estão matando bicho, matando rato. Meu irmão não fazia mal para ninguém. Fizeram muita maldade com ele. Tem adolescente aí que tiveram os dedos arrancados. Para que fazer isso?", disse Milena.

Ela contou ainda Rafael trabalhava como ajudante de pedreiro e estava na rua bebendo com os amigos quando teria sido pego pelos policiais.

3. Carlos Eduardo Curado De Almeida – 31 anos

Carlos Eduardo — Foto: ReproduçãoCarlos Eduardo 

Carlos possuía três anotações criminais: tráfico de drogas e condutas afins, receptação, falsa Identidade; além de seis registros de ocorrência como autor de crimes de desobediência, desacato, ameaça, falsa identidade, receptação e tráfico de drogas.

Era casado e deixa três filhos. Carlos foi sepultado na tarde da terça-feira (23), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo.

4. Jhonata Klando Pacheco Sodré – 28 anos

Jhonata — Foto: Reprodução

Jhonata 

Nascido e criado no Pará, Jhonata aparece em processos naquele estado por roubo majorado, tráfico de drogas e condutas afins. Ao jornal Extra, a esposa de Jhonata disse que o marido, com quem era casada há 9 anos, foi retirado de dentro de casa.

Ela também denunciou sinais de tortura no corpo do companheiro.

"Pegaram eles vivos, mataram na facada. Todos estão sem a parte genital, fora quem está sem olho, sem perna, sem braço”, disse a esposa de Jhonatha, que não quis se identificar.

5. Élio Da Silva Araújo – 52 anos

Elio — Foto: Reprodução

Elio 

Possui uma anotação de 2013, já arquivada, por esbulho possessório, que é quando alguém toma um bem de outrem de forma injusta, seja de forma clandestina ou irregular, mas sem o uso de força. Trabalhava como eletricista e morava no Salgueiro há 10 anos.

A irmã de Élio, Cleonice da Silva Araújo, contou ao jornal “Extra” que o irmão foi degolado.

“Se fosse um tiro, eu até aceitava. Mas eles degolaram o meu irmão. Infelizmente, a justiça funciona assim. Ele morava aqui há 10 anos. Enquanto continuarem assim, muitas vítimas serão mortas desse jeito”, disse.

6. Ítalo George Barbosa de Souza Gouvêa Rossi – 33 anos

Ítalo — Foto: Reprodução

Ítalo 

Ítalo, também conhecido como Sombra, possuía seis anotações criminais: porte ilegal de arma, homicídio qualificado (2), tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção ativa e sete registros de ocorrência.

Ele foi sepultado na tarde da terça-feira (23), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo.

7.David Wilson Oliveira Antunes – 23 anos

David Wilson — Foto: Reprodução

David Wilson 

 

Sem passagens ou anotações criminais, também estava entre os mortos do Complexo do Salgueiro.Ele foi sepultado na tarde da terça-feira (23), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo.

8. Douglas Vinícius Medeiros De Souza – 27 anos

Douglas — Foto: Reprodução

Douglas 

Também não possuía anotações criminais ou passagens pela polícia. Foi o primeiro a ser sepultado na terça-feira (23), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo.

9. Igor da Costa Coutinho – 24 anos

Igor — Foto: Reprodução

Igor 

 

Sem anotações criminais ou passagens pela polícia, mas apontado pela Polícia Militar como suspeito de ter matado o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva. Segundo a PM, Igor teria sido ferido em um confronto no domingo (21), socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Seu corpo não estava no mangue.

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23
Nov21

Guerra sem regras, sem fim e sem vitória (vídeo)

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Há mais de meio século glorificam-se as ações policiais de vingança contra bandidos.

A morte do detetive Milton Le Coq que levou a execução do seu suposto assassino, Manoel Moreira, o “Cara de Cavalo”, alvejado por mais de 100 tiros de revolveres, metralhadoras e espingardas, teve, afinal, a mesma mecânica que o fuzilamento de oito anônimos na comunidade de Salgueiro, num mangue às margens da Baía da Guanabara, em São Gonçalo.

De outubro de 1964 até ontem, passaram-se quase 60 anos e a fuzilaria de então à de domingo, manteve-se a brutal inutilidade deste tipo de ação.

Apenas podemos mudar o nome do que se criou então – o “Esquadrão da Morte” – para o se se tem hoje: os “Batalhões da Morte”.

Repete-se, no mais, o que vimos em Vigário Geral, em Manguinhos, e em tantos outros aos quais se acrescenta agora o Salgueiro: mata-se um policial, morrem cinco, oito, 15, 20 outros.

Quem eram, pouco importa, se eram diretamente culpados, muito menos. São pobres, são pardos, são pretos, é o que basta para serem mais que suspeitos, serem condenados à pena de morte.

Não foi ao pelotão de fuzilamento que se condenou o músico Evaldo Rosa, pelo fato de ser negro e ter um carro da mesma cor de outro que teria sido roubado?

As milícias estão por aí, as quadrilhas de traficantes também seguirão, como os milicianos, imperando nas comunidades pobres.

E, alimentados pela mídia “mundo cão”, seguirão sendo aos milhares os que gritam: “é isso mesmo, tem de sentar o dedo”.

A classe média acha bonito o Black Lives Matter, mas não se traduzido em português.

A marcha genocida da PM do Rio de Janeiro

 
 

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08
Nov21

Vinte e um cientistas rejeitam medalha oferecida por Bolsonaro

Talis Andrade

bolsonaro autocondecorado cientista curandeiro cha

 

 

Vinte e um cientistas, dos 30 homenageados, rejeitaram a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, deferência do presidente Bolsonaro

 
Um dos nove cientistas que aceitaram a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico está ele mesmo, o tudo, o Messias, o mito, o Jair Bolsonaro falso cientista e falso médico, charlatão que receitou medicamentos para Covid - 19, curandeiro que divulgou falsas curas em país que o governo federal, notadamente quando da militarização do Ministério da Saúde matou milhares e milhares de pessoas. No Brasil passam dos 600 mil mortos as vítimas do genocídio bolsonarista. 
 

O jornalista Alex Solnik escreveu:

O mais esquisito não foi Jair Bolsonaro ter concedido a Jair Bolsonaro a Medalha de Ordem Nacional do Mérito Científico, na categoria grão-mestre, a mais alta honraria atribuída a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil. O mais esquisito foi Jair Bolsonaro ter aceito"

 

O repúdio de vinte e um cientistasImage

Vinte e um cientistas brasileiros renunciaram à medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em decreto assinado nessa quinta-feira (4/11). No texto, ministros do governo e diversos cientistas foram condecorados com a honraria, que reconhece contribuições científicas e técnicas para o desenvolvimento da ciência no Brasil.

A recusa ocorre em repúdio ao chefe do Palácio do Planalto que, ao longo da pandemia de Covid-19, duvidou da eficácia de vacinas, induziu a tratamentos sem efeito e minimizou medidas de isolamento.

02
Nov21

Questões sobre o fascismo, ontem e hoje

Talis Andrade

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Imagem Thiago Kai

 

por Vladimir Puzone /A Terra É Redonda

As discussões sobre o fascismo têm ganhado nova importância nos últimos anos, tanto em debates de movimentos e organizações de esquerda quanto em meios universitários. O motivo é evidente para quem acompanha minimamente o cenário das crises mundial e brasileira. A ascensão de grupos e de governos de extrema-direita em países com diferentes condições políticas e econômicas fez com que o termo fascismo voltasse a ser amplamente utilizado.

No entanto, apesar da retomada do termo, restam muitas questões sobre sua pertinência para compreender e combater aqueles grupos e governos. Entre essas questões, é possível destacar as seguintes: quais as semelhanças e diferenças entre seus usos atuais e as discussões que atravessaram o século XX, período que assistiu ao florescimento de movimentos e regimes mais ou menos próximos ao modelo italiano, a origem de todos eles? Será que esse é mesmo um termo adequado para se compreender o que está acontecendo? Seria o fascismo um movimento e uma ideologia datados no tempo, isto é, vinculados à primeira metade do século XX? Ou estaríamos diante de formas renovadas de suas manifestações?

Também é possível afirmar com alguma dose de certeza que o termo “fascismo” não é consensual. Se não há muitas dúvidas em caracterizar os movimentos e regimes liderados por Mussolini e Hitler com a expressão, não se pode dizer o mesmo a respeito dos acontecimentos em diferentes lugares e períodos. A Espanha de Franco entre os anos 1930 e 1970 pode ser considerada um caso exemplar do fascismo tanto quanto o Japão das décadas de 1930? Seria possível caracterizar as ditaduras militares da América do Sul em meados do século XX da mesma forma que o regime grego da mesma época?

Além dessas questões, muito se discute a respeito de um neofascismo, levando-se em conta sobretudo as semelhanças com as formas de mobilização de grupos em sua maioria pequeno-burgueses e os atuais protestos contra a corrupção nos governos petistas e, mais recentemente, a favor de Jair Bolsonaro. Assim como seus antecessores, os manifestantes brasileiros apontam para a eliminação política e física de seus opositores de esquerda. Apesar dessa semelhança, também é possível se contrapor à caracterização da mais recente onda de direita no Brasil como neofascista. Afinal, grande parte dos apoiadores do atual presidente não reivindicam a herança fascista e não usam símbolos como os fascios ou suásticas. Ao contrário, em afirmações revisionistas e que beiram o delírio, alegam que o nazismo seria de esquerda.

Ainda sobre o paralelo entre a situação histórica das primeiras décadas do século anterior e o presente cenário político brasileiro, o sentido da expressão “fascismo” também é disputado se levarmos em conta uma análise da forma de governo e do estado, bem como sua relação com a forma pela qual a acumulação de capital ocorre em distintos períodos históricos. Por um lado, o caso alemão foi considerado por muitos observadores da época como um exemplo da intervenção ativa do Estado sobre os processos de acumulação e organização da força de trabalho nas plantas fabris, ao mesmo tempo em que o partido nazista se associava a grandes conglomerados capitalistas.

Por outro lado, é difícil dizer que o governo Bolsonaro preze por uma intervenção ativa na atual crise econômica, haja vista a política de preços dos combustíveis que favorece exclusivamente os acionistas da Petrobrás e procura levar à força sua privatização completa. É claro, o horizonte da acumulação alterou as atribuições do estado, que agora atua mais fortemente para garantir que as condições da financeirização possam continuar, reforçando ao mesmo tempo a precarização dos trabalhadores e sua transformação em empresários de si mesmos. O vínculo entre o Estado e o governo brasileiro e os grupos ligados a bancos e instituições financeiras não deixa de apresentar um traço em comum com o caso nazista. Contudo, alguns veem nos eventos nacionais um caso de aprofundamento de tendências autoritárias da política brasileira, ou, em chave distinta, um simples regime de destruição dos arranjos institucionais do Brasil firmados na Constituição de 1988 – que tentou, com passos muito tímidos, a construção de um estado de bem-estar por aqui.

Mais recentemente, nos últimos anos, o retorno da expressão “fascismo” ao vocabulário teórico e político não deixou de ser atravessado por polêmicas. Entre as mais significativas está a oposição com outro termo caro ao debate contemporâneo, “populismo”. Mais do que um simples adjetivo que descreve formas de regime político distintas das democracias representativas liberais, a palavra populismo procura, para muitos, captar as transformações das direitas contemporâneas. Assim, “fascismo” seria um termo adequado para descrever o que aconteceu entre as duas primeiras guerras mundiais, mas muito pouco preciso para se entender uma gama de organizações e governos que vão desde Donald Trump até Rodrigo Duterte, passando por nomes como Recep Erdogan e Viktor Orbán.

Tamanhas seriam as novidades representadas por movimentos como o Tea Party, o MBL e o movimento 5 Stelle que muitas autoras preferem utilizar um termo ainda mais abrangente do que populismo e fascismo. É comum encontrarmos a expressão “novas direitas” para enfatizar ideários e práticas que não seriam encontrados no século XX. Seguindo uma trilha aberta por estudos sobre processos de (des)democratização, aqueles governos e movimentos seriam descritos também como “iliberais” – embora essa caracterização deixe escapar as possíveis afinidades entre os liberalismos e os fascismos. Estão em questão, portanto, as próprias promessas da democracia liberal e representativa e seus contínuos fracassos em fazer justiça a um processo real de democratização da vida da maioria das pessoas.

Sem dúvida, um dos terrenos de difusão das “novas direitas” e de movimentos neofascistas são as redes sociais. A divulgação de fake news e de páginas com teorias conspiratórias, que alimentam as paranoias e síndromes persecutórias de muitos aderentes das extremas-direitas, encontrou não apenas um refúgio em plataformas como FacebookYouTube e Whatsapp. Estas também fomentaram a própria forma de organização de grupos de intolerância e que glorificam a violência e o uso de armas de fogo. No entanto, podemos dizer que a relação entre tais grupos e os meios contemporâneos de comunicação e divulgação de informações não deixa de apresentar algumas semelhanças com a mobilização do rádio e do cinema operada pelos fascismos. Em particular, podemos ver como em ambos os momentos históricos o conteúdo das mensagens divulgadas pelas lideranças autoritárias apresentam distorções da realidade muitas vezes toscas, além da clara mobilização de sentimentos de frustração e ressentimento com uma ordem social marcada pela irracionalidade.

Ao contrário do que alguns círculos de esquerda e anticapitalistas propagam, discutir o fascismo é, sim, importante. Não se trata de um debate puramente intelectual, como se saber quais os traços dos movimentos fascistas e sua relação com a sociedade capitalista consistisse apenas numa lista de aspectos universais a serem aplicados aos casos particulares. O combate aos grupos e regimes que buscam o extermínio de lutadores e organizações de trabalhadores e subalternos não pode ser feito sem que se conheça o adversário. Em especial, simples palavras de ordem contra os fascistas e seus assemelhados não levam a formas de organização de trabalhadores e subalternos que se coloquem como alternativa à rebelião a favor da ordem burguesa. O anti-intelectualismo não é somente um beco para a transformação radical de nossa forma de organização social. Ele é o próprio solo fértil em que germinam e florescem os fascismos e seus movimentos congêneres.

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25
Out21

Bolsonaro mentiroso compulsivo continua a espalhar fake news sobre vacina

Talis Andrade

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Definem os dicionários. 

Mitomaníaco, indivíduo que sofre de mitomania, hábito patológico de mentir.
mitomania, também conhecida como mentira patológica e pseudologia fantástica, é a tendência duradoura e incontrolável para a mentira.
Mitomania, ou Speed, compulsão em mentir, um transtorno psicológico caracterizado por contar mentiras. 
 
Associado no relatório final da CPI da Covid à prática de nove crimes durante a pandemia, Bolsonaro revela-se um delinquente incorrigível. Em sua penúltima infração penal, utilizou a estrutura presidencial para propagar a mentira segundo a qual a vacina contra covid submete os vacinados ao risco de contrair a Aids. De uma tacada, o sujeito que deveria zelar pela saúde dos brasileiros conspirou novamente contra o único remédio eficaz no combate ao coronavírus e ainda propagou o vírus do preconceito contra quem tem que lidar com o HIV.
 
Facebook e Instagram derrubaram a live do presidente por propagação de fakenews. Essa é a hora em que é preciso perguntar ao dr Augusto Aras: até quando?
Relatório de Renan ainda ñ está concluído. Há tempo p/ incluir absurdo dito por Bolsonaro na live “Al Qaeda/Zorra Total” de 5ª: associou vacina a AIDS.
- Art. 267 do Cod. Penal: causar pandemia;
- Art. 268 do CP: sabotar medida contra a pandemia;
- crime contra a humanidade, sim
pq, afinal, ao dizer o q diz, ele faz uma recomendação e uma aposta; - e, sim, HOMICÍDIO, imputação q foi retirada do relatório. Fala reforça relatório original de Renan. Mas as 9 imputações restantes já rendem 38 anos de cana
 

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24
Out21

Aids, The Economist e o presidente antivacina

Talis Andrade

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por Altamiro Borges

Na quinta-feira (21), em mais uma de suas lives asquerosas, Jair Bolsonaro obrou que pessoas vacinadas contra a Covid-19 desenvolvem Aids. A mentira teve como base um “relatório oficial” já desmentido pelo Departamento de Saúde do Reino Unido. Mesmo assim, o presidente-fake usou o documento falso para enganar seus seguidores mais fanáticos e otários. 

“Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (aids) muito mais rápido do que o previsto... Recomendo que leiam a matéria. Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha 'live'", afirmou o genocida e canalha. 

Reação indignada de cientistas e políticos

 
Essa nova investida criminosa contra a imunização e a saúde pública gerou revolta em vários setores da sociedade. O site Terra coletou algumas das reações indignadas. “A microbiologista Natalia Pasternak usou o Twitter para ressaltar que nenhuma vacina, não apenas que protege contra a Covid-19, faz com que as pessoas desenvolvam Aids”. Já o médico e pesquisador de saúde Daniel Dourado postou que “não existe nenhuma possibilidade da vacina causar aids, zero. Qualquer que seja a vacina. É isso que precisa ser divulgado de forma clara e direta". 

No meio político, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), coordenador da Frente de Enfrentamento ao HIV/Aids, informou que tomará “medidas jurídicas” contra o presidente. O deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) disparou: "Bolsonaro mais uma vez usou documento falso para atacar as vacinas e associá-las a Aids. Lamentável que essa seja a prioridade do presidente de um país com mais de 600 mil mortos, 20 milhões de famintos e 14 milhões de desempregados. Mais um crime na ficha de Bolsonaro". 
 
Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), que disputou a prefeitura de Porto Alegre em 2020 e foi vice na chapa de Fernando Haddad em 2018, não poupou o genocida. Em seu Twitter, ela manifestou sua indignação. “Nojento! Acusado de cometer crimes contra humanidade, Bolsonaro segue com seu projeto de morte, espalhando a absurda fake news de que quem está tomando as duas doses da vacina está adquirindo HIV/AIDS”. 

Prestígio no esgoto no mundo inteiro

Antes do piriri verborrágico sobre vacina e Aids, a revista The Economist já havia postado mais um petardo contra o pária brasileiro. A publicação britânica batizou Jair Bolsonaro de “presidente antivacina”. Acertou em cheio! A matéria abordou o relatório da CPI do Genocídio no Senado, afirmando que ele foi “muito mais condenatório do que se esperava”. 

Mesmo avaliando que “o presidente provavelmente vai escapar de consequências legais”, The Economist registra que a investigação “vai machucar Bolsonaro. Desde que [a CPI] começou em abril, a aprovação do presidente caiu de 33% para 22%... Mesmo que as últimas acusações não persistam, no ano que vem Bolsonaro pode estar lutando tanto nas eleições quanto na prisão”, completa a revista. O “presidente antivacina” está com seu prestígio definitivamente no esgoto.
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Quem são os militares que escaparam da CPI

 
 

Bolsonaro espalha fake news sobre vacinas

 
 

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