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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Mar21

“Essa frase da Lava Jato de ‘fazer mijar sangue’ era dita pelos torturadores da ditadura”, diz Dilma

Talis Andrade

Tortura do método. Inspirado na peça Pedro e o Capitão, do… | by Alex  Xavier | Discórdia | Medium

 

Por Pedro Zambarda de Araujo
 
Em conversas hackeadas e apreendidas pela Operação Spoofing da PF, procuradores da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba discutiram em chats de mensagens de WhatsApp a necessidade de endurecer com a empreiteira OAS antes que ela voltasse à mesa de negociação de uma delação premiada.
 

No dia 27 de agosto, logo depois de Janot suspender a delação, o procurador Diogo Castor de Mattos escreve em um grupo de WhatsApp: “Tão querendo jogar a sociedade contra a Lava Jato. E distorcendo tudo”. Um colega dele então responde: “Essa reportagem só me convence que a OAS tem que mijar sangue para voltar para mesa”. E acrescenta: “Pelo menos fica claro que não fomos nós [a fonte da informação da revista Veja]”. De quem foi o vazamento? De Sérgio Moro? Da Polícia Federal? O vazamento era para emparedar ministros do STF contrários ao Código Penal de Curitiba - CP-CU, inventado por Moro.Dias Toffoli na capa da VEJA | VEJA

Na entrevista para a Fundação Perseu Abramo, do PT, de Dilma Rousseff para os editores dos sites Diário do Centro do Mundo (Kiko Nogueira), Brasil247 (Leonardo Attuch) e Revista Fórum (Renato Rovai), a ex-presidente comparou essa coação dos procuradores com nosso passado obscuro.

“Essa frase da Lava Jato de ‘fazer mijar sangue’ era dita pelos torturadores da ditadura”, frisou. Ela respondeu uma pergunta do editor Kiko Nogueira.  

Marcelo Freixo på Twitter: "“Os torturadores sabiam que ele tinha um grave  problema nos rins e após os golpes, ele passou a mijar sangue. Ele pediu  socorro, mas não foi atendido. Depois,

24
Fev21

“Fachin foi coisa de Deus”, disse Deltan Dallagnol subchefe da lava jato

Talis Andrade

Deltan Dallagnol: "Aha, Uhu, o Fachin é nosso" - O CORRESPONDENTE

 

Por Kiko Nogueira

Novas mensagens entre procuradores da República mostram que a Lava Jato confiava no ministro Edson Fachin para resolver seus problemas.

Os diálogos foram apreendidos pela PF na Operação Spoofing e enviados pela defesa de Lula ao ministro Ricardo Lewandowski nesta segunda-feira, dia 22.

No dia 2 de fevereiro de 2017, um dos integrantes da força faz um alerta a Dallagnol.

“Te liguei mais pra te preparar sobre a morte da Marisa Letícia: acredito que o PT está planejando como capitalizar sobre a morte dela e também acredito que eles irão colocar a culpa em vocês e principalmente em você”, escreve.

“Vão com certeza rsrsrs”, responde Deltan. “Fachin foi coisa de Deus”.

A mulher do ex-presidente tinha 66 anos e estava internada depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral hemorrágico provocado pelo rompimento de um aneurisma.

Matéria do Intercept já registrava o deboche lavajatista sobre a morte de Marisa. “Um amigo de um amigo de uma prima disse que Marisa chegou ao atendimento sem resposta, como vegetal”, afirmava Deltan.

Também já se conhecia, através do Intercept, o teor de uma manifestação de Deltan no grupo do Telegram depois de um encontro com o magistrado no Supremo em 13 de julho de 2015.

“Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”, vibrou.

Edson Fachin substituiu Teori Zavascki como relator da Lava Jato no Supremo.

Na última edicação da Veja, deixou clara sua posição — absurda para um juiz, acrescente-se — pró-Moro e cia.

“O contexto é preocupante: forma-se uma frente ampla contra a democracia e a favor da não apuração nem punição a quem se imputa, no devido processo, a prática de delitos como corrupção, lavagem de direito e organização criminosa”, declarou.

Publicado no DCM /PRERRÔ

23
Fev21

O vale tudo da Lava Jato: Utilizou delação de empresário com Alzheimer

Talis Andrade

É mal de Alzheimer ou não é? - 10/04/2018 - Suzana Herculano-Houzel - Folha

 

Por Kiko Nogueira

Na nova leva de mensagens apreendidas pela PF na Operação Spoofing, aparecem diálogos indicando que os procuradores da Lava Jato de Curitiba fizeram delação premiada firmada com um empresário que tinha Alzheimer.

O nome dele é Pedro Novis, presidente da Odebrecht até 2008, peixe graúdo para os cruzados de Curitiba.

Na petição enviada ao STF, a defesa de Lula questiona os motivos de essa informação não ter sido levada aos autos junto com o depoimento de Novis.

“Ora, é evidente que tal afirmação é sobremaneira relevante para que a defesa técnica do reclamante possa verificar a credibilidade desses depoimentos – e até a capacidade civil para que fosse firmado um acordo de delação. É espantoso, mas a informação também foi ocultada pela Lava Jato”, aponta Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente.

Novis revelou, por exemplo, que pagou Palocci com dinheiro de caixa 2 para as campanhas presidenciais de 2002 e de 2006.

Marcelo Odrebecht relatou que a ligação direta com as lideranças do PT e do governo se dava principalmente por meio Pedro Novis.

Em 26 de novembro de 2016, os integrantes da força-tarefa fazem piada com a saúde mental dele, identificado também como “fulano”.

“Já consegui neuro lá em sampa para indicarmos pro fulano se consultar. Lá do Einstem. Competente e isento. Agora vamos ver se o velhinho tem alzheimer mesmo rs”, escreve Deltan Dallagnol.

“Carol vai trazer um novo fulano”, festeja Roberson Pozzobon, o “Robito”.

“Se o médico for bom, poderíamos até recomendar que outros colaboradores se consultem com ele, pra ver se refrescam a memória rs”, diz Laura Tessler.

No dia seguinte, um procurador conta que Novis realizara o teste.

“Se o diagnóstico sair igual ao que apresentaram porque em 2010 o cara esquecia uns nomes. Vamos ter que marcar consulta para mais gente”, diverte-se Julio Noronha.

Segue-se a troça: “Aceita Unimed?”, pergunta Antonio Carlos Welter.

No dia 16 de dezembro, Carol PGR — a procuradora da República Anna Carolina Resende, então na equipe do PGR Rodrigo Janot — dá uma notícia para os amigos.

“Pessoal, do FULANO, eu tiro a questão da manutenção da doença? O médico de SP me ligou ontem e disse que de fato ele com alzeimer”.

Publicado no DCM /PRERRÔBLOG DE TESTE: Interpretando a charge 3 - Mal de Alzheimer

 

13
Jul20

Preso por lavagem de dinheiro é 'oráculo' do MBL e sócio de fundador do grupo

Talis Andrade

luciano-ayan mamae falei.jpg

Deputado Youtuber ‘Arthur Mamãe Falei’ ao lado de Luciano Ayan (Carlos Afonso)

 

Preso Luciano Ayan, uma espécie de 'oráculo' do MBL e considerado um dos grandes disseminadores de fake news no Brasil. Ele espalhou boatos sobre Marielle Franco e também ajudou Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, mas deixou de apoiar o presidente e se tornou um crítico da atual gestão

por Kiko Nogueira/ DCM

Dois integrantes do MBL foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em operação realizada pela Polícia Civil, Ministério Público Estadual e Receita Federal.

Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso são investigados pelo desvio de mais de R$ 400 milhões de empresas. De acordo com o MP, praticaram lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

São cumpridos seis mandados de buscas e apreensão, um deles na sede do Movimento Brasil Livre na Vila Mariana, em São Paulo.

Em nota, o MBL afirma que os dois “não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento.”

A verdade é que a ligação é umbilical. Carlos Augusto de Moraes Afonso ficou famoso sob o pseudônimo de Luciano Ayan.

No início de 2018, ele admitiu ser o dono da página Ceticismo Político, que disseminou fake news sobre a morte de Marielle Franco. Detalhou como operava a Arthur do Val, o Mamãe Falei, hoje deputado estadual.

A conta foi retirada do ar pelo Facebook após ter sido apontada como grande impulsionadora das calúnias contra Marielle, agindo em conluio com o MBL.

Afonso/Ayan é sócio de Pedro D’Eyrot (veja aqui), líder e um dos fundadores do grupelho em uma consultoria. Até o início deste mês, ele também era sócio, em outro negócio, de Rafael Rizzo, coordenador de comunicação do MBL.

Na Receita Federal, consta que a Yey Inteigência tem sede no Centro de São Paulo e capital social de R$ 30 mil, sendo que o dirigente do MBL possui 75% das cotas.

Outra empresa do consultor ligada a lideranças do MBL é a Itframing Serviços de TI que foi criada em 12 de julho de 2016, três meses depois do golpe em Dilma.

O sócio de Afonso era Rafael Almeida Rizzo, coordenador de comunicação do MBL.

Afonso ratifica que o MBL desde sempre compartilhou o material publicado no site Ceticismo Político por concordar com as análises feitas por ele.

“Existe uma relação de parceria, porque o movimento desde o início compartilhou o meu material, concordou com as minhas análises de guerra política e muitas das estratégias que publiquei foram adotadas”, falou.

Ex-olavista, Afonso/Ayan tornou-se crítico de Bolsonaro após fazer campanha para o sujeito.

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