Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

09
Nov21

Facada em Bolsonaro volta ao jogo em clima eleitoral

Talis Andrade

facada por ral lima.jpg

 

 

Estranho que justo agora, quando a reeleição do presidente parece cada vez mais complicada, tenha sido tomada a decisão de reabrir o caso

 
por Juan Arias /El País
 
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, acaba de reabrir, de surpresa, o processo sobre a facada contra Jair Bolsonaro, algo que já tinha sido encerrado duas vezes. Antes, decidiu-se que o agressor, Adélio Bispo, deveria ser absolvido por se tratar de uma pessoa com problemas psicológicos e que havia agido sozinho —ou seja, sem mandantes. Hoje, é consenso entre os analistas políticos que foi a facada desferida em Bolsonaro durante a campanha eleitoral que o ajudou em sua eleição, por dois motivos: primeiro, porque o transformou em um mártir, um mito protegido por um Deus que o salvou; também, porque o impediu de participar dos debates eleitorais com os demais candidatos. Algo decisivo, já que são conhecidas as dificuldades naturais do capitão.
 

O caso parecia encerrado, embora Bolsonaro e sua família nunca tivessem aceitado as investigações e continuassem com o sonho de poder provar que um terceiro —que seria um político e de esquerda— teria participado do atentado.

Não é difícil entender por que justo agora, já em plena campanha pela reeleição, voltem a ressuscitar a misteriosa facada sobre a qual se criou até a fantasia de que seria um falso ataque criado pelos seguidores do então candidato Bolsonaro. Tudo para criar a imagem do mártir, que teria, depois, milhões de votos dos evangélicos.

E não deixa de causar estranheza que, justo agora, quando a reeleição de Bolsonaro parece cada vez mais complicada, tenha sido tomada a decisão de reabrir o caso para tentar investigar se havia ou não um mandante e se era alguém de esquerda. Ao mesmo tempo, o recente documentário do jornalista Joaquim de Carvalho, Uma facada no coração do Brasil, desenterrou a inusitada hipótese de que o atentado foi apenas uma ficção criada pelos seguidores de Bolsonaro para mitificá-lo. E para provar isso difundiu-se a teoria de que não existe uma única foto de sua barriga ensanguentada depois do esfaqueamento e de que houve uma suposta cumplicidade entre os médicos que o atenderam e operaram.

Agora, segundo o jornal O Globo, o que se deseja com a investigação é saber se, além do veredicto dos que conduziram o caso (que insistiram que Adélio agiu sem cúmplices), houve algum mandante que forjou o atentado, usando uma pessoa que aparentemente havia pertencido ao PSOL. Agora que já se respiram ares eleitorais, Bolsonaro e seus filhos insistem que a família precisa saber se houve ou não alguém que planejou tudo. E o sonho dos Bolsonaros e seus seguidores sempre foi tentar provar que o mandante foi algum militante de esquerda para mudar o rumo das eleições.

O último gesto de mau gosto de Bolsonaro sobre o atentado ocorreu dias atrás, por ocasião da morte da jovem cantora Marília Mendonça, amada por todo o Brasil. O presidente, sem nomear a morte da artista, referindo-se apenas à dor de um filho que ficava órfão, aproveitou para relembrar seu atentado, algo que desencadeou uma lista de críticas nas redes sociais, condenando sua já conhecida falta de sensibilidade.

Quem também apareceu foi o polêmico advogado de Bolsonaro e de sua família, Frederick Wassef. Ele voltou ao jogo nos últimos dias para defender a tese de que houve um mandante do atentado. Segundo ele, “há fortes indícios e um conjunto robusto de provas de que a esquerda brasileira ordenou a morte do presidente”. Para ele e para a família Bolsonaro, as duas investigações realizadas pela polícia, que convergiam para a tese de que o agressor agiu sozinho, não teriam mais valor.

Parece não haver dúvida de que há um interesse especial em tentar provar neste momento que o agressor agiu instigado por um político de esquerda, já que, segundo todas as pesquisas, Lula poderia derrotar Bolsonaro ainda no primeiro turno. Seria, portanto, um sonho para o presidente que antes da data da reeleição a polícia descobrisse que o verdadeiro mandante era alguém à esquerda, o que se tornaria o tema central de todas as discussões eleitorais. Como escreveu o jornalista Ricardo Noblat em seu blog, se alguém está interessado hoje em desenterrar a já desmentida hipótese de que o atentado foi organizado pela esquerda, esse alguém é Bolsonaro.

As forças democráticas precisam estar atentas para que esse sonho de Bolsonaro e sua família seja abortado o mais rápido possível para que não obscureça uma eleição já carregada de ameaças. A última é a chegada de Sérgio Moro, considerado uma esfinge difícil de decifrar e que continua a acrescentar ambiguidade e confusão extra às eleições.

O fantasma que Bolsonaro deseja desenterrar justo neste momento de tensão pré-eleitoral pode ser, sem dúvida, um elemento novo e perigoso que acrescenta dramaticidade e intriga à já complexa eleição que ocupa o interesse de toda a vida política, enquanto se agrava a crise econômica, que, como sempre, afeta os mais desfavorecidos, que os políticos usam somente na hora de tentar comprar voto.

deus acima facada.jpg

 

 

 

10
Jul21

Empresa da ex-mulher de Wassef recebeu R$ 41 milhões no governo Bolsonaro

Talis Andrade

ConJur - Cristina Boner é absolvida pelo TJ-DFT de condenação por  improbidade

Cristina Boner

 

por Constança Rezende e Eduardo Militão /UOL

 

Uma empresa ligada à ex-mulher e sócia do advogado Frederick Wassef, que defende o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), recebeu R$ 41,6 milhões durante a gestão de Jair Bolsonaro.

O valor se refere a pagamentos efetuados entre janeiro de 2019 e junho de 2020 pelo governo federal para a Globalweb Outsourcing — empresa fundada por Cristina Boner Leo.

Os valores pagos à Globalweb em menos de um ano e meio da gestão Bolsonaro, R$ 41 milhões, já chegam aos pagos à empresa nos quatro anos de gestão compartilhada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), R$ 42 milhões.

A empresa presta serviços de informática e tecnologia da informação a diferentes órgãos da administração federal, como o Ministério da Educação e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

Segundo levantamento feito pelo UOL no portal da Transparência e Diário Oficial, os contratos que a empresa tinha negociado com governos anteriores foram prorrogados e receberam aditivos de R$ 165 milhões pela gestão de Bolsonaro.

Além disso, o novo governo fechou novos contratos com a Globalweb Outsourcing no valor de R$ 53 milhões — totalizando um compromisso de R$ 218 milhões a serem pagos pelos cofres públicos nos próximos anos.

Questionado, Wassef disse que os negócios da empresa não têm relação alguma com ele, acusou um ex-marido de Cristina de persegui-la e defendeu Jair Bolsonaro. A Globalweb e Cristina negaram "qualquer tentativa de vinculação de seus resultados ou das contratações como fruto de influência política". O Palácio do Planalto não se manifestou. 

Empresa da ex-mulher de Wassef recebeu R$ 41 milhões no governo Bolsonaro -  21/06/2020 - UOL Notícias

Foi em um imóvel do Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo, que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, foi preso pela polícia na última quinta-feira (18) sob acusação de lavagem de dinheiro. O advogado não quis comentar esse assunto com o UOL.

Cristina representa a empresa em eventos

Aberta em 2010, a Globalweb é hoje administrada por Bruna Boner Leo Silva, filha de Cristina, ex-mulher de Wassef.Bruna Boner Léo Silva e Cristina Boner falam sobre Formação de Liderança

Bruna Boner Leo Silva 

 

Além de ter criado a empresa, Cristina foi apresentada como CEO e presidente do Conselho de Administração da Globalweb, durante fórum do Instituto de Formação de Líderes (IFL), em 2017. Em agosto de 2019, ela também representou a empresa num evento da Rede Nacional de Pesquisas (RNP).

Em junho do ano passado, a empresária foi condenada por improbidade administrativa no chamado "mensalão do DEM" e proibida de fechar contratos com a administração pública até 2022, de acordo com sentença do juiz Mário Henrique Silveira, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal. 

Empresa da ex-mulher de Wassef recebeu R$ 41 milhões no governo Bolsonaro

Advogado e ex são sócios em terreno

A empresária e Wassef mantêm amizade até hoje, apesar de estarem separados. Até o ano passado, o advogado era representante legal de Cristina em processos judiciais.

Eles também são sócios em um terreno comprado com 339 mil metros quadrados, em São Francisco do Sul (SC). Em maio de 2013, a Justiça de São Paulo chamou Wassef de "companheiro" de Cristina, em processo criminal envolvendo outro ex-marido da empresária.

Wassef se apresenta como advogado de Bolsonaro e diz que tem procurações assinadas pelo presidente que comprovam isso. Ele também costuma dar entrevistas em nome do presidente e frequentar o Palácio do Planalto.

Na quinta-feira (18), a advogada Karina Kufa, que também frequenta o Palácio, enviou nota afirmando que estão com o seu escritório todas as ações do presidente, "sejam elas cíveis, criminais ou eleitorais, em curso no poder Judiciário, exceto aquelas de competência da Advocacia Geral da União - AGU".

"O advogado Frederick Wassef não presta qualquer serviço advocatício em nenhuma ação em que seja parte o senhor Jair Messias Bolsonaro e não faz parte do referido escritório, não constando seu nome em qualquer processo", declarou.

Presidente comprou Land Rover

A empresária também ganhou destaque na imprensa após a revista Veja revelar, em abril do ano passado, que Bolsonaro havia comprado, anos antes, uma Land Rover blindada de uma outra firma dela, a Compusoftware, na época comandada por Cristina. O presidente adquiriu um veículo preto modelo 2009/2010.

À revista, a empresária disse que uma agência de veículos intermediou o negócio e que Bolsonaro quitou a compra por meio de uma transferência eletrônica de R$ 50 mil, embora o veículo, fosse avaliado em cerca de R$ 77 mil à época. Texto atualizado em 21.06.2020. 

Uživatel Humor Político na Twitteru: „“Wassef a metamorfose ambulante..''  https://t.co/ePasHyjfLD… “

 

16
Jun20

PF faz buscas na casa de Luís Felipe Belmonte, nº 2 do Aliança pelo Brasil

Talis Andrade

Luis Felipe Belmonte

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ele é vice-presidente do novo partido do chefe do Executivo e suplente do senador Izalci Lucas (PSDB)

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

 

Alvo de operação da Polícia Federal (PF) contra atos antidemocráticos, o empresário Luís Felipe Belmonte tem patrimônio milionário. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ele é vice-presidente do novo partido do chefe do Executivo, o Aliança pelo Brasil.

Casado com a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), o advogado atualmente atua como suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), nome cotado para assumir o Ministério da Educação, após fritura do ministro Abraham Weintraub.

Belmonte é uma figura conhecida no meio jurídico brasilense. Com escritórios em Brasília e São Paulo, ele atua no ramo do direito empresarial.

Nas últimas eleições, ocupou o segundo lugar na lista dos maiores doadores para campanhas de candidatos no Distrito Federal, e distribuiu quase R$ 3,3 milhões para 30 concorrentes. Somente para a campanha de Izalci, o advogado doou R$ 1,5 milhão, sendo R$ 430 mil em setembro, quando Izalci despontou nas pesquisas, segundo o TSE.

Enquanto suplente de senador pelo PSDB em 2018, seu patrimônio beirava os R$ 66 milhares de reais, de acordo com o Tribunal de Contas Eleitoral. Entre os bens, acumulam-se fazendas e carros de luxo.

247 - Alvo de uma Operação da Polícia Federal contra atos pró-golpe, o empresário Luís Felipe Belmonte foi denunciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro em 2017, pelo pagamento de propina em troca de decisões judiciais favoráveis ao seu escritório de advocacia. Na ação, ele teria pago R$ 800 mil ao ex-desembargador Vulmar de Araújo Coelho Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, em Rondônia.

O dinheiro teria sido repassado por meio da compra de um imóvel do desembargador por R$ 1,2 milhão. Deste valor, R$ 800 mil seriam referentes à liberação de precatórios que beneficiariam clientes de Belmonte. A diferença do valor da casa, orçada em R$ 400 mil, seria retribuição à decisão do magistrado, segundo informações publicadas pelo site Metrópoles

Gazeta do Povo - O site de Felipe Belmonte o descreve como um músico por vocação que entrou para o mundo jurídico por acreditar no princípio da justiça. Apesar de ter perfil que destoa do bolsonarismo clássico, Belmonte, de 66 anos, conquistou em pouco tempo um lugar no restrito circulo íntimo do clã e assumiu o papel que um dia foi do também advogado Gustavo Bebianno, hoje desafeto da família. No organograma do partido em formação, ele é o terceiro nome, abaixo apenas do presidente e do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).

Desconhecido dos bolsonaristas, Belmonte se encontrou pessoalmente com o presidente em fevereiro, no almoço de aniversário do cantor Amado Batista. Na ocasião, o contato foi protocolar. O primeiro encontro de fato entre os dois se deu apenas no dia 19 de novembro, no Palácio do Planalto, e teve a participação dos advogados Karina Kufa e Admar Gonzaga, que assumiram a missão de definir o destino do presidente após ele deixar o PSL.

"Ele conhecia alguns dirigentes de partidos pequenos e tinha algumas opções", disse Karina. Depois, quando se constatou que o melhor caminho para o presidente era criar a própria agremiação, Belmonte seguiu ajudando. "Ele acabou ficando envolvido com o projeto e realmente se jogou", afirmou a advogada, que foi quem "descobriu" o novo aliado.

Belmonte desembarcou em Brasília em janeiro do ano passado, após um período sabático de oito anos na Inglaterra – onde aprendeu inglês e foi a shows de rock –, disposto a gastar parte de sua fortuna de R$ 65,8 milhões para entrar na política com a mulher, Paula Belmonte.

DCM - Escreve Mauro Donato: Até cerca de 2 anos atrás, Luís Felipe Belmonte vivia sua vida de milionário com a esposa e filhos na Inglaterra.

De lá, gerenciava seus negócios no Brasil, entre eles um time de futebol, o Real Brasíllia.

Ao perceber as nuvens do bolsonarismo formando-se sobre o céu do Brasil e sentindo aquele aroma de oportunidades no ar, em 2018 Felipe Belmonte pegou as malas e a esposa e voltou.

Projeto: entrarem, ambos, na política. Já de cara conseguiram eleger Paula, a esposa Belmonte, como deputada federal. Ele filiou-se ao PSDB e bancou a campanha de Izalci Lucas, o gênio do Escola Sem Partido.

Felipe Belmonte então aproximou-se ainda mais dos Bolsonaro e desde o ano passado é um dos principais nomes por trás da criação do Aliança pelo Brasil.

Ele hoje é o número três na hierarquia do Aliança, atrás apenas de Bolsonaro e do filho Flavio, o homem das rachadinhas de chocolate. Como é advogado, Belmonte ocupa hoje um papel que já foi de Gustavo Bebianno. Que sirva de aviso.

Mas voltemos ao que interessa. O que faz um milionário que vivia na Inglaterra nos últimos anos decidir retornar e exercer a ‘vida pública’? Um surto de patriotismo?

As atitudes do empresário Belmonte e seus posicionamentos em relação a alguns aspectos da política, do Aliança, e regras eleitorais ajudam o leitor a formular a resposta.

 

Felipe Belmonte é a favor da volta do financiamento privado em campanhas eleitorais. Caso clássico de quem tem dinheiro para comprar a tudo e a todos (patrimônio declarado de R$ 65,8 milhões), ele contorna essa questão com um discurso revestido de retidão.

“É preciso estabelecer que cada doador só pode doar para um candidato, de mesma base eleitoral. Não dá para apostar em dez e, quem ganhar, é com aquele estou, entende?”, declarou ele em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira.

Curioso é que o próprio Belmonte não segue seus preceitos.  No ano passado ele injetou quase R$ 4 milhões em candidatos os mais variados. Até do PCdoB!! Ele foi o segundo maior doador na campanha em Brasília.

Bolsonarismo explícito é isso, vende uma imagem e pratica o oposto.

Como empresário/advogado Belmonte também tem esqueletos no armário a serem explicados. O Ministério Público Federal o denunciou sob acusação de pagar propina a um ex-desembargador do Tribunal Regional do Trabalho em Rondônia.

Segundo a acusação, Belmonte conseguiu liberar um pagamento de R$ 107 milhões de um processo trabalhista, relacionado a um precatório da União.

Em poucas palavras o caso é o seguinte: o desembargador Vulmar de Araújo Coelho Junior havia suspendido o pagamento do precatório. Estranhamente, após atuação do escritório de advocacia de Belmonte, o desembargador reviu a própria decisão e liberou que a União pagasse. O escritório de Belmonte faturou R$ 11 milhões do precatório e logo depois, ainda segundo a denúncia, Belmonte usou um laranja para comprar um imóvel do desembargador.

A denúncia foi apresentada em maio de 2017 pela Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público Federal ratificou os termos da denúncia, mas ainda não houve abertura de ação penal. Portanto, até agora Belmonte não é réu no caso.

A relação advocacia/imóveis/União faz parte do universo nababesco de Belmonte.

O escritório Luís Felipe Belmonte e Advogados Associados é especializado em processos contra a União que chegam ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, seu combatente habitual é a Advocacia-Geral da União (AGU).

Como proprietário de imóveis, Belmonte possui, entre outros, os prédios da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em Brasília. Só com os aluguéis desses dois bens, o empresário tem uma renda mensal de R$ 769 mil (segundo reportagem da Veja). Dá pra viver tranquilamente na Inglaterra ou em qualquer lugar do planeta.

E onde entra a esposa, Paula Belmonte, nisso tudo?

Ela entrou para a política em 2018 e já se elegeu deputada federal em sua primeira participação. O que o dinheiro não faz, não é mesmo?

Paula passou o ano de 2018 envolvida com a CPI do BNDES. Chegou a viajar para Washington para fazer ruído com a suposta ‘utilização do banco de desenvolvimento para comprar companhias americanas durante os governos Lula e Dilma’.

Como a auditoria já revelou que não houve irregularidade nenhuma no BNDES, Paula agora volta a se submeter aos americanos e está à disposição para oferecer informações sobre o programa Mais Médicos e também investimentos que o Brasil tenha feito em Cuba.

Seu comportamento em Brasília é digno de uma dondoca.

Ainda no ano passado, Paula chegou atrasada em uma cerimônia do governo do DF e do Ministério da Cidadania. Por ter perdido um lugar entre as autoridades presentes, fez um barraco à la Big Brother, chegando a puxar pelo braço – e aos berros – a primeira-dama, Mayara Noronha.

O governador Ibaneis Rocha interveio: “Não aceito meninice de dondoca”.

Paula é do Cidadania e Felipe Belmonte é ex-PSDB. Os planos do casal são grandes. Pra já, a estratégia é tornar governador um dos dois em 2022. Mesmo que na cédula o nome conste como Izalci Lucas, não se engane.

Até lá saberemos se o partido que terá como número de legenda o 38 estará de pé. Depois disso, segura o casal.

 
 
 

 

16
Mar20

"Até quando Bolsonaro abusará da nossa paciência?", questiona Reinaldo Azevedo

Talis Andrade

mor coronavirus contagio.jpg

247 – O colunista Reinaldo Azevedo criticou Jair Bolsonaro por contribuir para a expansão do coronavírus no Brasil. "Internautas, pensem aí com seus botões: um político assim reúne as condições políticas, morais, éticas e mentais para ser presidente da República? É o mesmo líder que, na terça, atribuiu a exagero da "grande mídia" os receios provocados pelo coronavírus. Na quarta-feira, três membros de sua comitiva desembarcavam no país com a Covid-19 — Fábio Wajngarten, senador Nelsinho Trad e advogada Karina Kufa. Um quarto, Nestor Forster, futuro embaixador do Brasil em Washington, permaneceu, doente, nos EUA", escreveu ele, em sua coluna.

 

"Enquanto o mundo se organiza para enfrentar a pandemia, o irresponsável que ocupa a cadeira de presidente da República incentiva, na prática, a expansão do vírus. A pergunta que tem de ser feita: até quando um arruaceiro dessa espécie vai abusar da paciência da democracia?", questionou.

ribs corovírus gado bolsonaro.jpg

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub