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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Jan21

EMPREGO Solução e Seleção por Karina Lima

Talis Andrade
A imagem pode conter: texto que diz "O SEU CURRÍCULO nos sites de emprego ESTÁ ATUALIZADO? KARINA LIMA SOLUÇÃO SELEÇÃO Ψ"
 
O ano começou, e é muito importante atualizar o seu currículo nos sites de emprego.
Geralmente, há algo para alterar. Pode ser o contato, a morada, um curso novo, a conclusão de um projeto... Mesmo que não tenha de facto nada, acrescente uma frase ou mude uma palavra nas atividades.
 
👉🏼 Sabia que alguns recrutadores quando estão a procurar candidatos, buscam por currículos atualizados recentemente?
👉🏼Quer saber quais são os melhores sites de emprego em Portugal?
 
 
 
 
15
Mar20

Desabafo de uma profissional de saúde em Portugal

Talis Andrade

coronavirus.jpg

 



Até quando?

por Paula Fuste

Ontem à noite, de volta para casa e depois de trabalhar no hospital horas a fio, deparo-me com grupos de pessoas ADULTAS no café sem as mínimas precauções, ADULTOS no campo de futebol a jogar com os amiguinhos, ADULTOS a publicarem fotos no ginásio, etc...
Hoje, saio do hospital, e no caminho para casa, deparo-me com o Cais do Sodré CHEIO DE GENTEEEE! 
Deixo aqui a NOSSA pergunta (como profissionais de saúde): "ATÉ QUANDO?..."

Até quando... vão aguentar todas as instalações e todos os equipamentos disponíveis no SNS para termos as condições MÍNIMAS de trabalho?
O nosso SNS já estava MUITO fragilizado ANTES de receber a pandemia... Quanto mais agora... 

Até quando... vamos nós de ter de "dar o litro" sem hora para picar o ponto? É preciso entenderem que NÓS NÃO TEMOS MEDO DE TRABALHAR! Nós temos é muito medo de um sistema de saúde que chegue ao ponto da RUPTURA!

Até quando... vamos ter de ABDICAR das nossas folgas, férias e fins de semana por INCONSCIENTES COMO VOCÊS?
Que propagam o vírus porque vos apetece andar a passear... 

Até quando... vamos nós ficar sem poder abraçar a nossa família?

Até quando... vou trabalhar ao lado dos meus colegas (médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, auxiliares, administrativos...) ao ponto de chegarmos até à EXAUSTÃO? 

Se nós escolhemos estas profissões porque quisemos?... Claro que sim! E fazemos TUDO o que podemos, todos os dias sem parar, com um sorriso no rosto...
Mas precisamos URGENTEMENTE da vossa ajuda. 
Nós também somos humanos! E corremos o risco de ficar infectados, todos os dias!!! Mas à hora de entrada de turno, estamos lá... E estamos prontos para mais um dia de luta!!! 

Minha gente,...
- "Nós não temos escolha, mas vocês têm! FIQUEM EM CASA!" 

Por vocês, pelas vossas famílias, pelos profissionais de saúde... Só peço que haja consciência e respeito...

Até quando?...

Acordem para a vida... Abram os olhos para o que se passa no Mundo! De uma vez por todas...

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Seleta de Karina Andrade

09
Mar19

Onyx atribuiu a Obama louvação ao soldado que ele não fez

Talis Andrade

AROEIRA: APÓS BOLSONARO, MILITARES TAMBÉM ENQUADRAM ONYX

aroeira camisa de força .jpgO chargista Aroeira, um dos maiores do País e membro do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); pelo Twitter, Onyx atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem

 

247 - O chargista Aroeira, um dos maiores do País e membros do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

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Pelo Twitter, o ministro Onyx Lorenzoni atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem. "É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar. A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio", escreveu Lorenzoni. Ocorre que Obama nunca disse tal frase (leia mais). 

 

Em charge anterior para o Jornalistas pela Democracia, Aroeira já havia retratado Bolsonaro numa camisa de força, em sátira à transmissão pelas redes sociais em que Bolsonaro não apresenta propostas para gerar mais emprego e reclama da repercussão da declaração que deu de que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem (veja aqui). 

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"É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar”, escreveu Lorenzoni. 

O ministro afirmou que fez uma citação de frase supostamente dita pelo ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. "A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio. Aí não teve polêmica. Mas com o presidente Bolsonaro vcs viram que aconteceu", disse Onyx. 

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Pouco depois, desmentido pela Imprensa, e enquadrado pelos generais, o ministro corrigiu a autoria das frases, atribuindo-as a "um pensador chamado Charles Province".   

Este Correspondente considera: "Que discuso infeliz.
Soldados crucificaram Jesus.
Soldados martirizaram os Apóstolos.
Ghandi lutou pela independência da Índia sem usar armas.
O amor muda qualquer pessoa.
A paz muda uma nação.
Apesar dos países invadidos, e das guerras nas estrelas, jamais haverá uma Terceira Guerra Mundial.

 

Comentou Karina Cerqueira Andrade Lima, mestra em Psicologia: "Concordo totalmente contigo. A primeira coisa que me veio à mente foram os soldados torturando Jesus. Graças ao povo que se lutou contra as tiranias dos governos. Graças aos poetas, escritores, artistas que arriscaram suas vidas pela liberdade. Só me lembro de um lugar onde os militares lutaram a favor da democracia e não à ditadura, em Portugal. Onde um jornalista deu a senha na rádio e alguns militares saíram para lutar contra outros a favor da ditadura, e sem disparar nenhuma bala, o diretor Salazar foi deposto.
Graças também ao povo que foi às ruas". 

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28
Fev19

PM sufoca homem negro em ação racista na Caixa de Salvador

Talis Andrade

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Crispim Terral denunciou em suas redes sociais o ato de racismo, filmado pela própria filha de 15 anos.

 

Crispim Terral, de 34 anos, foi vítima de racismo e violência em uma agência da Caixa Federal em Salvador. Imobilizado com um mata leão, ele foi filmado pela própria filha de 15 anos, que acompanhou toda a cena. Foi publicado em suas próprias redes sociais um vídeo que mostra o momento e um relato sobre o ocorrido. Confira um trecho do relato de Crispim:


“Pela oitava vez, desta vez na companhia de minha filha menor fui surpreendido Mais Uma Vez pelo Sr. Mauro gerente responsável pela minha conta naquele momento que me atendeu de forma indiferente enquanto me deixou esperando na sua mesa por quatro horas e quarenta e sete minutos e foi atender outras pessoas em outra mesa, Indignado com a situação me dirigir a mesa do gerente general o Sr. João Paulo que da mesma forma e ainda mais ríspida me atendeu com mais indiferença. Quando Pensei que não poderia piorar foi surpreendido pelo senhor João Paulo com a seguinte fala ‘se o senhor não se retirar da minha mesa vou chamar uma guarnição’ e assim o fez chamou a guarnição, dois policiais me pediram no primeiro momento de forma educada para que pudéssemos nos dirigir juntamente com gerente até a delegacia para prestar esclarecimentos, até aí tudo bem. O problema foi que ao descer ao térreo da agência o gerente o senhor João Paulo falou que só iria à Delegacia se os policiais me algemassem, e que ele ‘não faz acordos com esse tipo de gente’ eu tenho um vídeo desse momento terrível e absurdo, está disponível para vocês verem em pleno século 21 fui tratado de forma ríspida e claramente fui vítima de preconceito racial”.

racismo xenofobia .jpg

 

Escreve Karina Cerqueira Andrade Lima ( mestre em psicologia): Quando você fala de alguém e descreve a cor, escolha sexual ou nacionalidade, já está mostrando seu preconceito.
Para que falar que o brasileiro estava cheirando mal? Não basta dizer que o cliente cheira mal?
Quando diz aquele meu amigo negro é muito legal... Se fosse branco, não descreveria a cor dele...
O candidato gay foi muito bom...
Aqui em Portugal, ouço todos os dias a nacionalidade “brasileira / brasileiro” nas frases... 😰
Reflita e policie-se quando for se referir a alguém que não seja branco, hétero ou da mesma nacionalidade que a sua.

27
Jul17

Doenças Sexualmente Transmissíveis na Adultez Tardia

Talis Andrade

THINKSTOCK.jpg

                                                                           THINKSTOCK

 

 

por Karina Cerqueira de Aranha Marinho de Andrade Lima

 

 

Os avanços nas ciências, principalmente na medicina, e tecnologias proporcionam melhor qualidade de vida e aumento da longevidade. A população acima dos 60 anos tem crescido. Segundo Harper (2014), o número de pessoas com idade acima de 65 anos irá aumentar de 23.7 milhões (em 2010) para 152.6 milhões em 2050. Os idosos maiores de 80 anos constituirão cerca de 12% da população. Triplicando a sua dimensão em 40 anos, no período de 2010 e 2050. Esta faixa da população está descobrindo novas experiências, inclusive pelo prolongamento da vida sexual possibilitado pela reposição hormonal, medicamentos para impotência e outros.

 

O que antes era um enorme tabu e desconhecido, hoje, as informações estão acessíveis a qualquer pessoa de qualquer idade. Cada vez mais estuda-se os benefícios que a sexualidade, nessa etapa da vida, traz para a saúde, para o bem--estar e para a satisfação geral.

 

Os idosos estão cada vez mais conscientes de seus direitos e necessidades. A sexualidade deixou de ser apenas uma forma de reprodução para torna-se uma forma de encontro, relação, comunicação ou expressão dos afetos (BUTLER; LEWIS, 1985).

 

Mesmo com o aumento da informação, ainda existe muito preconceito e pressão cultural. A sociedade, os profissionais de saúde, inclusive o próprio idoso, negam que exista vida sexual na velhice. Até pouco tempo atrás, nem se cogitava falar sobre sexo abertamente. Por isso, existe, ainda, muito receio e vergonha em se falar de preservativos, e principalmente, em comprá-los. A ocorrência de práticas sexuais inseguras contribui para que essa população se torne mais vulnerável às infecções pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), como a sífilis e a clamídia.

 

Em todo o mundo tem crescido os casos de DST e VIH nos idosos. Devido a escassez de estudos epidemiológicos, e de campanhas de prevenção exclusivas para maiores de 60 anos, somados à ampliação do período sexual ativo, processos fisiológicos do envelhecimento e aspectos comportamentais.

 

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (VIH)

 

 

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Não se conhece a origem do vírus. Sabe-se que existe semelhança com a família de retrovírus relacionada a primatas não-humanos (macacos verdes africanos), que vivem na África sub-Sahariana, chamada de vírus da imunodeficiência símia (SIV). Esta hipótese de introdução do SIV em humanos foi proposta por um antropologista que estudou a tribo Igjiwi oriunda do Zaire. Que observou, em rituais religiosos, o homem sacrificava o animal, fazendo a ingestão do seu sangue. Assim, o vírus SIV pode ter sido transmitido ao homem, sofrido mutação e atacado a espécie humana. Por isso, supõe-se que o VIH tenha origem no continente africano (Kuby, 2003).

 

VIH é a sigla do Vírus da Imunodeficiência Humana. Causador da SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), atacando as células linfócitas T CD4+ responsáveis, em parte, pelo controlo do sistema imunológico. O vírus altera o DNA destes linfócitos fazendo cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, o VIH rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção. Como todo paradita, o VIH se replica dentro das células hospedeiras (Weiss, 2001). Existe o VIH-1 e o VIH-2.

 

Ter o VIH não é o mesmo que ter SIDA. A pessoa pode ter o VIH incubado e não apresentar os sintomas. Já a SIDA é o estágio mais avançado da doença por atacar as defesas do organismo, deixa-o mais vulnerável a diversas doenças. Quer seja um simples resfriado, e infecções mais graves como tuberculose ou cancro.

 

Não existe cura. Mas, possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida, tomando os medicamentos indicados, e seguir corretamente as recomendações médicas.

 

O VIH é transmitido por várias formas, e principalmente, pelas relações sexuais desprotegidas, inclusive a anal e oral.

 

O primeiro caso de VIH foi identificado, em 1981, nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, rapidamente, a doença tornou-se uma epidemia. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNAIDS (Joint United Nations Program on HIV/SIDA), cerca de 40 milhões de pessoas no mundo vivem com VIH/SIDA, dentre as quais 2,8 milhões têm 50 anos ou mais.

 

Segundo Maschio, Mottin, Balbino, Souza, Ribeiro, & Puchalski (2011), no Brasil, de 1980 até junho de 2009, foram diagnosticados 13.665 casos de VIH em pessoas com 60 anos ou mais. Destes, 8.959 em homens, e 4.696 em mulheres. O Ministério da Saúde do Brasil contabilizou 18.712 casos na faixa etária de 60 anos ou mais, no período de 1980 a junho de 2012.

 

No Reino Unido, a incidência dobrou no período compreendido entre os anos de 1996 e 2003, sendo que 11% dos casos de SIDA foram diagnosticados em pessoas com mais de 50 anos.

 

Nos Estados Unidos, embora em 1982 somente 7,5% dos diagnósticos de SIDA eram em pessoas com mais de 50 anos, em 2006, essa população representou 15,5% dos novos diagnósticos de VIH, 25% das pessoas vivendo com VIH, 20,5% dos diagnósticos de SIDA, 32% das pessoas vivendo com SIDA e 39% de todas as mortes provocadas pelo VIH/SIDA.

 

Na Austrália, o National Notifiable DiseasesSurveillance System revelou que de um total de 30.486 casos diagnosticados de infecção por VIH até 2011, 10% foram de pessoas com mais de 50 anos.

 

As estatísticas comprovam que o adulto tardio não tem prevenido ou não tem prevenido corretamente. No Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, onde criaram um ambulatório exclusivo para pacientes da 3ª idade com VIH, foi realizada uma pesquisa com os pacientes do sexo masculino, e segundo o Dr Gorinchteyn (2011), 100% dos pacientes sabidamente soropositivos usavam preservativo. Num segundo momento, foi dada uma prótese peniana para que colocassem um preservativo, e 80% dos participantes erraram.

 

No caso das mulheres, nesta faixa etária, por estarem na menopausa e não poderem engravidar, têm a falsa impressão da inutilidade do preservativo.

 

Questões sociais e políticas também agravam a incidência. A sexualidade na adultez tardia é negada pela sociedade. Até nas consultas médicas este assunto muitas vezes é ignorado ou evitado. Há uma falta de identificação do idoso com as campanhas de prevenção do VIH e DSTs que, nos anos 80, tinha como “grupo de risco” quem fosse usuário de droga, homossexual e/ou tivesse muitos parceiros sexuais. Atualmente, as campanhas têm sempre como foco o jovem. E por isto, muitos idosos, ainda hoje, não se consideram como um doente em potencial.

 

Diagnosticar pacientes soropositivos nessa faixa etária um desafio, por apresentarem, muitas vezes, mais de um diagnóstico para um grupo já exposto a múltiplas patologias, o que reflete em diagnósticos tardios. [Continua]

 

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                                             Preservativo gigante colocado em um obelisco em Hyde Park, centro de Sydney

15
Jul17

Como proteger o cérebro

Talis Andrade

 

Síntese sobre Longetividade Cerebral

 

por Karina Cerqueira de Andrade Lima 

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Ilustração Ranses Morales Izquierdo 

 

Estima-se que o ser humano tenha um ciclo de vida, a nível celular, programado para viver entre 110 e 120 anos.

 

 

Há uma deterioração genética, um envelhecimento celular. As células deixam de dividir-se e regenerar-se. Há perda das capacidades e de suas potencialidades. É inevitável. Isto ocorre devido às regras biológicas. Como os processos primários (Como e quando começa o envelhecimento) e secundários (qualidade de vida, dieta calórica, atividades físicas), vinculados ao aumento da idade e ao controle pessoal (Palácios, 2004, como referido em Santos et al., 2009).

 

 

Défices físicos, cognitivos e comportamentais, observados no envelhecimento, ocasionam a apoptose (tipo de morte celular programada), mudanças proteicas e outros danos secundários. Um outro prejuízo, devido ao envelhecimento, a redução do tamanho e do peso cerebral.

 

 

Fatores neuropsiquiátricos como depressão e demência estão entre os transtornos médicos que mais comprometem a qualidade de vida dos idosos.

 

 

Estudos realizados identificaram que são preservadas habilidades na memória de procedimento e a pré-ativação, expressas pela capacidade de dirigir, ler, executar tarefas de completar palavras e leitura de palavras invertidas, assim como a memória semântica (lembrar-se do sabor de uma fruta) e a alça fonológica, medida pela recordação imediata de uma sequência de dígitos ou letras. Por outro lado, encontram-se comprometidas as memórias: episódica (lembrar-se de um evento pessoal e suas circunstâncias), prospectiva (lembrar-se de desligar o forno em meia hora) e operacional, caracterizada pela capacidade de reter e manipular informações por um curto período de tempo (Bueno e Oliveira, 2004, como referido em Santos et al., 2009).

 

 

Crescente a busca de fatores de proteção, como o desenvolvimento de atividades físicas, para amenizar e prevenir os distúrbios emocionais, e uma dieta balanceada para promover melhora na circulação sanguínea cerebral, e aumentar a produção de neurotransmissores. Consequentemente melhora na longevidade cerebral.

 

 

Fatores de Proteção ao Envelhecimento

 

 

É notório que indivíduos, que tenham tido um cuidado com a saúde ao longo de sua vida, tenham um envelhecimento mais saudável que os que não tenham tido a preocupação em fazer uma dieta adequada, exercício físico, não se tornar dependente químico ou ter alto nível de estresse físico e mental. A qualidade de vida é primordial para um bom envelhecimento normativo.

 

Não só atividades físicas, como ser independente, gerir uma casa e as finanças também trazem benefícios cognitivos. Um estudo canadense, com 5.874 pessoas acima de 65 anos, demonstrou que o comprometimento cognitivo progressivo está associado a um padrão específico de perdas em tarefas funcionais hierárquicas, o que revela uma associação entre o limiar cognitivo e a autonomia. As escalas de qualidade de vida e de atividades diárias mostram idosos ativos, independentes e capazes (e.g., fazer compras, pagamento de contas em bancos, cozinhar, cuidar das finanças) com menor comprometimento nas funções cognitivas. Diferente dos idosos dependentes que responderam que eram capazes de comer, vestir-se e caminhar. Para cada item funcional, o escore de pessoas que perderam a autonomia foi maior do que para o grupo que permaneceu independente (Njegovan et al., 2001).

 

A recuperação de funções cognitivas depende tanto da plasticidade neural, que é a habilidade do cérebro em recuperar uma função através de proliferação neural, migração e interações sinápticas, quanto de plasticidade funcional, que é o grau de recuperação possível de uma função por meio de estratégias de comportamento alteradas (McCoy et al., 1997, como referido em Santos et al., 2009). Tal recuperação é primeiramente determinada pela idade, localização neural e função envolvida, mas também por fatores como comprometimento cerebral bilateral, funcionamento cognitivo, entre outros. Igualmente importantes são os fatores sociais, econômicos e culturais. Entretanto, exercícios de aprendizagem evidenciaram aumento de matéria cinzenta e mudanças estruturais relacionadas ao desempenho do cérebro adulto e nas áreas motoras. Um estudo realizado com 25 participantes, onde tinham que realizar malabares com três bolas durante 60 segundos. Durante três meses, através de imagem cerebral, percebeu aumento de massa cinzenta. Os participantes que deixaram de realizar os treinos e exercícios com as bolas, tiveram redução da massa cinzenta, enquanto os participantes que continuaram a realizar os malabares não. (Draganski et al., 2004).

 

A terapia nutricional também é um fator para regeneração do cérebro (Khalsa, 1997). E de forma mais rápida de execução, podendo iniciar imediatamente na próxima refeição. Uma dieta balanceada e equilibrada ajuda a reparar os danos causados pelo cortisol (e.g., prejudica o suprimento de glicose ao cérebro, interfere na função dosneurotransmissores e provoca a morte subsequente de neurónios). Uma dieta funcional também ajuda a reparar a má circulação sanguínea. Assim, o cérebro pode produzir novos dendritos e formar novas conexões sinápticas. A má circulação sanguínea provoca perdas de memória, problemas de equilíbrio, convulsões e derrames.

 

Dieta Nutricional

 

Basicamente a dieta nutricional é ingerir alimentos nutritivos e não ingerir alimentos ricos em gorduras. A dieta consiste em:

 

- Baixo teor de gordura: O que é bom para o coração é bom para o cérebro. A gordura prejudica a circulação sanguínea e “apodrece o cérebro”. Exclua das refeições gorduras saturadas (carnes vermelhas, manteiga, leite gordo e alimentos já preparados). As gorduras insaturadas em quantidades moderadas são consideradas boas (linhaça, soja, azeite, peixe);

 

- Não ter hipoglicemia: O único combustível do cérebro a glicose. Quando a taxa de glicose baixa demais, os neurónios morrem. Uma dieta de “fome” deixa o cérebro com inanição, chegando até a definhar. Faça pequenas refeições a cada 3 horas;

 

- Dieta balanceada e rica em nutrientes: A ingestão de todos os tipos de fibras (cereais e pães), feijões, e consumir vegetais, frutas, soja, carne magra e lacticínios magros;

 

- Elimine comidas em conserva ou processada: Alimentos processados e industrializados, na maioria dos casos, são compostos de gordura e açúcar. Os vegetais congelados são compostos por pesticidas, corantes, conservantes, herbicidas e agrotóxicos. Estes tipos de alimentos não são saudáveis ao organismo.

 

Suplementos Vitamínicos

 

Além de exercício, dieta nutricional e controle de estresse, o uso de medicação farmacêutica também ajuda na regeneração cerebral (Khalsa, 1997). A ingestão de fosfatidilcolina (400mg), ginkgo biloba e complexo vitamínico B (100mg) auxilia a mente a trabalhar com maior clareza, aguçando as funções executivas (Khalsa, 1997). A fosfatidilcolina fornece colina para que se produza acetilcolina, um neurotransmissor essencial para a memória e aprendizagem. A suplementação com este fosfolípido tem o objetivo de melhorar os níveis de acetilcolina e assim influenciar positivamente a performance cognitiva e rapidez de raciocínio. Há muito que se testa o efeito da fosfatidilcolina na performance cerebral e continuam a encontrar-se estudos recentes que corroboram a esta conclusão. Mapstone et al. (2014) demonstraram que a utilização de fosfolipídios (fosfatidilcolinas e acilcarnitinas) acarretou uma acurácia acima de 90% na predição, com dois a três anos de antecedência, em indivíduos idosos normais que se converteriam em Défice Cognitivo Ligeiro ou na patologia da doença de Alzheimer. A junção destes 3 medicamentos (fosfatidilcolina, ginkgo biloba e o complexo vitamínico B) permitem que o organismo produza um pouco mais do neurotransmissor acetilcolina, do que costuma produzir. E isto causa uma sensação de melhor clareza cognitiva (Khalsa, 1997).

 

Fundamental nutrir os neurotransmissores. São importantes para a memória, concentração, aprendizado, energia e coordenação motora. As substâncias que compõem os mais importantes neurotransmissores são (e.g., acetilcolina, noradrenalina e dopamina). A acetilcolina é o principal transportador do pensamento e da memória. A ingestão de suplementos com colina (fosfatidilcolina) ou lecitina ajudam a melhorar os níveis de acetilcolina e previnem a deterioração do cérebro. A noradrenalina e dopamina são neurotransmissores da energia. A noradrenalina auxilia as lembranças duradouras de momentos vividos, além de ser uma das principais substâncias químicas da felicidade que residem no cérebro. Também eleva o humor e o otimismo. A dopamina é o transmissor principal que controla o movimento do corpo. O seu declínio é responsável pela perda da coordenação e do controle muscular. A ingestão de suplementos de tirosina e fenilalanina promove melhora destas funções motoras.

 

Conquista da longetividade cerebral

 

Há múltiplos fatores associados ao processo de envelhecimento, que regulam tanto o funcionamento típico quanto o atípico do indivíduo que envelhece (e.g., fatores moleculares, celulares, sistêmicos, comportamentais, cognitivos e sociais). Fundamental que o profissional, assim como os próprios idosos, seus familiares e cuidadores tenham uma visão integrada destes fenômenos. Muitos avanços têm sido feitos no sentido de apoiar medidas que propiciem um funcionamento saudável nesta faixa etária, inclusive o de retardar os fenómenos associados ao envelhecimento patológico, nutrindo os neurotransmissores adequadamente. Com o planeamento precoce desta época da vida, levando em consideração a qualidade e o estilo de vida - dietas de baixa caloria, atividades físicas e mentais -, possível conquistar longevidade cerebral e saúde.

 

Referências Bibliográficas

 

 

Draganski, B., Gaser, C., Busch, V., Schuierer, G., Bogdahn, U., & May, A. (2004). Neuroplasticity: chang matter induced by training. Nature, 427(6972), 311–312. http://doi.org/10.1038/427311a/

 

 

Forlenza, O. V., & Almeida, O. P. (1997). Depressäo e demência no idoso: tratamento psicológico e farmacológico. In Depressäo e demência no idoso: tratamento psicológico e farmacológico.

 

 

Lima, R. R. D. (2015). O uso de biomarcadores sanguíneos e do líquido cefalorraquidiano nos estágios pré-clínico e prodrômico da Doença de Alzheimer.

 

 

Mapstone, M., Cheema, A. K., Fiandaca, M. S., Zhong, X., Mhyre, T. R., MacArthur, L. H., ... & Nazar, M. D. (2014). Plasma phospholipids identify antecedent memory impairment in older adults. Nature medicine, 20(4), 415-418.

 

 

Njegovan, V., Man-Son-Hing, M., Mitchell, S. L., & Molnar, F. J. (2001). The hierarchy of functional loss associated with cognitive decline in older persons. The Journals of Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences, 56(10), M638-M643.

 

Santos, F. H. D., Andrade, V. M., & Bueno, O. F. A. (2009). Envelhecimento: um processo multifatorial. Psicologia em estudo, 3-10.

 

 

Santos, H. (2012). Fosfolípidos: essenciais ao funcionamento do cérebro. Recuperado em Novembro, 28, 2012, através da EsmeraldAzul. Revista online de Cristina Sales Medicina funcional integrativa em 03 de maio de 2017 através de http://www.esmeraldazul.com/pt/blog/fosfolipidos-essenciais-ao-funcionamento-do-cerebro/

 

 

12
Jul17

Síntese sobre solidão na velhice

Talis Andrade

 por Karina Cerqueira de Andrade Lima

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                                          Charles Spencelayh

 

Solidão e Modernidade

 

Qual o tipo de solidão é mais comum nos tempos atuais?

 

Segundo Avila (2012), aproximadamente vinte milhões de brasileiros, cerca de 9%, são formados por pessoas que moram sozinhas. Na Suécia cerca de 40%, na Dinamarca 36%, na Inglaterra 35%, na Alemanha e França 30%, nos Estados Unidos cerca de 26% da população.

  

O fato de estar sozinha não significa exatamente sentir-se só. A pessoa solitária é aquela que estar só, que gosta de viver sozinha.

 

Frazão (2006) afirma que existem dois tipos de solidão: a interpessoal e a intrapessoal. A solidão interpessoal tem a ver com a ausência de relacionamento entre pessoas, enquanto a solidão intrapessoal tem a ver com um afastamento de si mesmo (um estar desacompanhado de si mesmo).

 

O sentimento de solidão baseia-se em uma persistente sensação de separação do outro (Wood, 1986, como referido em Bispo, 2014).

 

 

 

Solidão e Velhice

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 Edward Hooper

 

O sentimento de ser produtivo se esvai juntamente com a reforma. A dificuldade de inserção do idoso num grupo, obriga-o a fechar-se e isolar-se socialmente, evitando os conflitos que possam surgir desta diversidade de interesses e hábitos entre ele e as gerações mais novas (Vieira, 2004, como referido em Fernandes, 2012).

 

O idoso torna-se cada vez mais isolado e esquecido. O sentimento de não pertença ao mundo, de abandono e desvinculação, muitas vezes é a dita sociedade que lhe vira as costas, em uma renúncia feita de derrotismo, quietismo, resignação. Pais (2006).

 

Solidão e Institucionalização

 

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Perpetuum Immobile, por Berman Eugene 

 

 

Espera-se que, além de ser bem cuidado, adquira convívio com outras pessoas na mesma situação.

 

Segundo Moragas (1997), pode existir uma morte social do idoso derivada de um processo de internamento em uma instituição, pela mesma limitar convívios e os laços sociais com o exterior.

 

Melo (2015) afirma que as instituições tentam estar atentas às necessidades sociais dos indivíduos, todavia poderão contribuir para o isolamento social, podendo pôr em risco o bem-estar. Isto se deve ao fato de que algumas instituições não possuem muitos recursos financeiros, faltam profissionais e opções de lazer. 

 

Solidão e Dinheiro

 

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                    Mendigo, por Isabel Haro Simon 

 

Normalmente, o idoso tem um declínio no seu padrão de vida, devido a reforma, dificuldade em empregar-se próximo aos 60 anos, pela perda da renda do cônjuge com a viuvez. E por consequência, deixa de ser reconhecido como responsável pelo sustento da família, o líder.

 

Acarretando perda no contato social, prestígio, insegurança com o futuro, depressão e solidão.

 

Existe, também, uma conjuntura económica que retira vantagens por se ter idade avançada. A reforma negociada, baixas pensões, restrições em arrendar uma casa ou fazer um empréstimo bancário.

 

Solidão e Saúde

 

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                  A Convalescente, por María Blanchard 

 

Saúde não é apenas a ausência de doença ou enfermidade, é também, o estado completo de bem-estar físico, mental e social (OMS, 2005).

 

É comum a solidão desencandear sintomas de depressão

 

Em uma pesquisa fenomenológica e transcultural realizada nos Estados Unidos, Brasil e Chile, verificou-se que a solidão é relatada como algo inerente ao ser, e sem explicações situacionais concretas, vivida pelas pessoas como sintoma, e não como causa da depressão.

 

Para alguns, a solidão é quase sinônimo de depressão, descrita com sentimentos de angústia, abandono, sofrimento (Moreira e Callou, 2006). Em alguns casos, chegando a questões graves como depressão e suicídio.

 

A solidão também afeta o físico, aumenta a pressão do corpo e os riscos de doenças cardiovasculares, diminui a imunidade do nosso organismo e facilita o ataque de bactérias e de vírus como o da gripe (Cacioppo, 2010).

 

Segundo Neto (1992), algumas pessoas podem proteger-se do sofrimento de solidão negando a sua experiência por temor do estigma ou para não ter que confrontar com a realidade.

 

Solidão e Sociedade

 

edward hooper.jpg     por Edward Hooper 

 

 

A solidão na velhice é provocada pelo idatismo. Há uma discriminação social etária manifesta por meio de afirmações, condutas e atitudes preconceituosas contra a pessoa idosa.

 

Caducos

Conservadores

Assexuados

Tem problemas de adaptação

Ranzinzas

Dependentes

Lentos

Surdos

 

Tais características afastam o idoso do mercado de trabalho, do convívio adequado com seus familiares, vizinhos e até de profissionais de saúde.

 

Outro causador da solidão é o fato de pessoas idosas serem mais vulneráveis e sofrerem eventos considerados de violência, maus tratos, abusos, negligências por parte da sociedade, na maioria dos casos, provocados por seus familiares e cuidadores.

 

Conclusão

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          Trabalho com agulha, por Leo Gestel 

 

A velhice, mesmo quando não associada à pobreza ou invalidez, tende a ser vista como uma época dramática e indesejada, seja pela sociedade ou governo. Estudos sobre discriminação chamam atenção para ações voltadas à educação sobre o envelhecimento, a fim de que pessoas idosas, especialmente as menos favorecidas, deixem de receber os efeitos da discriminação etária e possam viver com mais dignidade e respeito a velhice, contribuindo, dessa forma, a uma sociedade adequada a todas as idades.

 

A ressocialização um dos aspectos fundamentais para o envelhecimento ativo, para que o idoso não se sinta marginalizado pela sociedade que, em geral, está voltada para outros interesses (e.g. o culto à beleza e ao dinheiro).

 

O facto de os idosos terem uma qualidade de vida aceitável propícia ao convívio e ao contacto com o exterior. Os sentimentos de pertença e aceitação são fundamentais para uma vida com bem-estar, de realização pessoal e de motivação para viver.

 

Referências Bibliográficas

 

Avila, R., N., P. (2017). Um Estudo da Solidão Humana e sua Explicação nas Ciências Psiquicas e na Teologia – Um Estudo Comparativo. Faculdade Integrado INESUL. Araucaria.

Bispo, R. (2014). Retratos da Solidão: Sofrimentos e Moralidades Femininas na Velhice. Sociedade e Cultura. Vol. 17, núm. 1, enero-junio, pp. 41-50.

Cacioppo, J. T. & Patrick, W. (2010). Solidão. Rio de Janeiro: Record.

Fernandes, A., C., O. (2012). A solidão nos idosos. Escola Superior de Educação João de Deus. Lisboa

Frazão, L. M. (2006). A SOLIDÃO NA CONTEMPORANEIDADE Revista da Abordagem Gestáltica: Phenomenological Studies, XII, 93-95.

Melo, C., (2014). Bem-estar Psicológico e Qualidade de Vida em Pessoas Idosas. Dissertação

Moragas, R. (1997). Gerontologia Social: Envelhecimento e Qualidade de Vida. São Paulo. Paulinas

Moreira, V., & Callou, V. (2006). Fenomenologia da solidão na depressão. Mental, IV, 67-83.http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci:arttext&pid=S1679-44272006000200005&Ing=pt&tlng=pt.

Neto, F. (1992). Solidão Embraço e Amor. Porto. Centro de Psicologia Social.

Pais, J., M. (2006). Nos rastos da solidão: de ambulações sociológicas. Porto. Ambar

 

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Síntese Sobre Solidão na Velhice, apresentado oralmente, com slides. In Curso de Mestrado, disciplina Psicologia Social do Envelhecimento, ministrada pelo professor doutor Félix Neto. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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