Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

23
Jun21

Justiça Militar isenta PMs por estupro dentro de viatura: 'vítima nada fez para se ver livre da situação'

Talis Andrade

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e ao ar livre

 

O juiz militar Ronaldo Roth ignorou os relatos da vítima, que disse ter sido forçada a fazer sexo vaginal e oral em um dos policiais dentro do carro em ronda policial, e que se sentiu ameaçada e coagida pelos oficiais armados. "A vítima poderia sim resistir à prática do fato libidinoso, mas não o fez", condenou o magistrado.

 

247 - Em 2019, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, uma jovem de 19 anos afirmou ter sido forçada a fazer sexo vaginal e oral em um policiail durante o deslocamento dentro de uma viatura da Polícia Militar, que estava com o giroflex (sirene visual e sonoro de emergência) ligado. Em 8 de junho, a Justiça Militar entendeu que não houve estupro no caso.

Para o juiz militar Ronaldo Roth, da 1ª Auditoria Militar, o que ocorreu foi sexo consensual. Ele absolveu o policial que estava na direção do veículo. O soldado que fez sexo com a vítima foi condenado pelo crime previsto no artigo 235 do Código Penal Militar, que prevê até um ano de detenção por libidinagem ou pederastia em ambiente militar. Ele não será preso.

Na decisão de Roth, obtida pelo G1, o juiz argumenta que a jovem "nada fez para se ver livre da situação" e que "não reagiu", ignorando o fato de que a vítima poderia ter sido facilmente coagida pelos policiais armados dentro do carro. "Não houve nenhuma violência ou ameaça. A vítima poderia sim resistir à prática do fato libidinoso, mas não o fez", disse ele.

À época, a vítima disse ter sido forçada a fazer sexo com o policial "sob emprego de força física". Ela relatou ter se sentido ameaçada e que os PMs estavam armados. Segundo o que contou a jovem, ela foi obrigada ainda a engolir sêmen.

justiça-militar

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "A Justiça Militar estadual pode arquivar investigações quando for reconhecida a legítima defesa praticada por policiais militares, inclusive na investigação de homicídio doloso em serviço!!! Juiz Ronaldo João Roth"

21
Jun21

Nova explosão de cólera de Bolsonaro tem como alvo a imprensa

Talis Andrade

 

“Essa Globo é uma merda de imprensa. Cala a boca! Vocês são uns canalhas que não ajudam em nada”, dispara o presidente, sem máscara

 

 

Fazia tempo, embora nem tanto tempo assim, que o presidente Jair Bolsonaro se esforçava para esconder o descontrole emocional e político, marca registrada de sua trajetória desde que se elegeu vereador e depois deputado federal pela primeira vez. Hoje, em Guaratinguetá, São Paulo, em mais uma viagem como candidato à reeleição, voltou a exibir-se tal como é e sempre foi.

O presidente que, no ano passado, ameaçou encher de porrada a boca de um jornalista, perdeu as estribeiras porque uma repórter de emissora afiliada à Rede Globo de Televisão perguntou o que grande parte dos brasileiros gostaria de saber: por que Bolsonaro não usa máscara contra a Covid-19? Ele, que na ocasião estava de máscara, retirou-a e respondeu possesso:

“Eu chego como quiser, onde quiser, eu cuido da minha vida. [Tira a máscara] Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria. Cala a boca! Vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha. Vocês não ajudam em nada. Vocês destroem a família brasileira. Você tinha de ter vergonha de prestar esse serviço porco à Rede Globo”.

Sobrou também para a CNN Brasil que, segundo Bolsonaro, “soltou fogos” para as manifestações contra o governo que, no último sábado, atraíram mais de 700 mil pessoas às ruas de todas as capitais do país. O ronco das ruas, que sempre assusta os políticos, explica a explosão de cólera do presidente. De pouco tem adiantado a ajuda que ele dá à imprensa sua amiga.

Bolsonaro ainda não entendeu que mesmo a imprensa de aluguel não pode fazer de conta que certas coisas não aconteceram. A ela não basta ser contemplada com favores por seu comportamento exemplar e cúmplice. É a audiência, por menor que possa ser, que mantém viva a imprensa sabuja. E a audiência passa pela impossibilidade de ignorar o que está às vistas de todos.

Se depender do presidente, caberá à Justiça Militar julgar civis por supostas ofensas a instituições militares e às Forças Armadas. É o que sugeriu na semana passada ao Supremo Tribunal Federal a Advocacia-Geral da União com base em pareceres elaborados pelas áreas jurídicas do Ministério da Defesa, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O principal alvo da ação é a imprensa.

Sem chances de a ação ser acolhida pelo tribunal. Ela é só uma prova a mais de que Bolsonaro seguirá esticando a corda até às vésperas das eleições do ano que vem. Se a corda não se romper a seu favor, seu último lance, caso seja derrotado, será a denúncia de que houve fraude. E ainda há muita gente que ainda se recusa a acreditar que a democracia brasileira corre perigo.

discurso golpe ameaça politicians_over_the_world

 

02
Jul20

Violência da polícia contra a população negra e periférica precisa ser punida

Talis Andrade

 

_policia _  constituiçao .jpg

 

A violência policial contra jovens negros e moradores de regiões pobres no Brasil é algo recorrente há anos e explodiu de forma espantosa agora em meio à pandemia da Covid-19

 

por Carlos Zarattini

Uma onda de indignação tomou conta do mundo diante do assassinato do George Floyd durante uma abordagem policial em Minneapolis, Minnesota, nos Estados Unidos. Sua morte provocou manifestações pelo mundo todo, inclusive no Brasil, e reaqueceu a luta contra o racismo e indignação diante do crescimento da violência policial. Porém, todos os dias, centenas de pessoas como George Floyd são mortas no Brasil sem qualquer repercussão ou ação da sociedade, da mídia, das autoridades. Precisamos acabar com esse silêncio e essa paralisia do Estado.

A violência policial contra jovens negros e moradores de regiões pobres no Brasil é algo recorrente há anos e explodiu de forma espantosa agora em meio à pandemia da Covid-19. A brutalidade das ações, alvo de críticas frequentes, atingiu o seu ápice em abril. As agressões se multiplicaram e cresceu também a letalidade dos ataques. Ou seja, a polícia está matando mais.

De acordo com estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de janeiro a abril de 2020, aumentou 31% o número de pessoas mortas por policiais em São Paulo. Só em abril deste ano foram 119 mortes, um crescimento de 53%. Em 2019, de janeiro a abril, 291 pessoas foram mortas e agora já são 381 no período.

Infelizmente, é histórica a diferença de abordagem realizada por policiais militares e civis nas periferias e nos bairros de classe alta e também o estilo de investida ao lidar com cidadãos brancos e negros. Em geral, as operações nas favelas e bairros pobres são marcadas por chutes em portas, gritos, agressões despropositadas, tiros, ou seja, muita violência sem qualquer respaldo ou suspeita evidente.

Aliás, são mais que recorrentes os depoimentos de pessoas confirmando que primeiro os policiais batem, depois perguntam. Há anos somos espectadores dessas abordagens violentas tanto fisicamente como verbalmente. Agora, elas também são cada vez mais letais. A verdade é que os mais vulneráveis no Brasil sofrem com a fome, com o medo da bandidagem e das abordagens policiais.

Alguns desses casos de violência policial tiveram grande repercussão diante do surgimento de vídeos evidenciando o envolvimento de policiais e dos protestos denunciando as mortes, mas boa parte dos episódios ainda cai no esquecimento.

Em junho, por exemplo, um vídeo mostrou policiais militares espancando um jovem já rendido no Jaçanã, Zona Norte de São Paulo. Outro vídeo que ganhou repercussão mostra policiais militares agredindo um homem negro já caído em Barueri, na Grande São Paulo. Ele foi abordado sem representar qualquer risco e depois rendido, imobilizado e espancado.

Em outra gravação, vemos um policial militar pressionando o joelho contra o peito de um jovem negro de apenas 19 anos, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Um episódio que faz alusão clara ao fato ocorrido com George Floyd. Dessa vez, o ato não gerou morte.

Solicitei ao Ministério Público de São Paulo que investigasse duas ações da Polícia Militar: a que prendeu Daniel dos Santos na favela do Areião, região do Jaguaré, e logo depois ele apareceu morto e a operação violenta na favela do Moinho, no centro da cidade. Ambas ações foram deflagradas com violência, levando pânico e medo para os moradores das favelas.

E não é só em São Paulo que se registram esses episódios. No Rio, por exemplo, teve o caso triste do menino João Pedro, de apenas 14 anos, morto em casa durante operação policial no Complexo do Salgueiro. Os jovens Iago César, 21 anos, da Favela de Acari, e Rodrigo Cerqueira, 19 anos, do Morro da Providência, também viraram estatísticas após serem mortos durante abordagens policiais suspeitas. No Rio, no mês de abril, registrou-se um aumento de 43% no número de casos registrados de mortes em comparação a março.

Esse cenário poderá ser ainda mais trágico diante dá falta de investimentos em formação e na redução do efetivo policial nas ruas. Para além disso, ainda tem a drástica redução no número de policiais de altas patentes (superiores hierárquicos) na supervisão das abordagens. Ou seja, parte do efetivo de sargentos e capitães está sentada cuidando da parte administrativa.

Outro elemento que ajuda no aumento da violência é a relação com o bolsonarismo de boa parte da tropa. Com discurso agressivo e genocida, Bolsonaro estimula e valida o comportamento violento e pouco eficaz no combate ao crime. São recorrentes os episódios em que ele minimiza agressões e até mortes de inocentes cometidas por policiais. O presidente, de certa forma, corrobora com os assassinatos. Tanto é assim que insiste em impedir que os policiais violentos sejam punidos. Bolsonaro tenta aprovar no Congresso projeto de Lei ei 882/19, que prevê ampliação do “excludente de ilicitude”. Uma verdadeira licença para matar sem qualquer possibilidade de punição pela Justiça.

É hora dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atuarem de forma efetiva no combate à política enraizada no Brasil de segurança pública estruturada no confronto, na ocupação territorial, ainda mais em país de dimensões continentais como Brasil, e no encarceramento. O primeiro passo é criar uma força-tarefa que coloque policiais mais preparados nas ruas e que se rediscuta o formato das abordagens e, especialmente, que os policiais violentos e assassinos sejam punidos de forma rápida e eficaz. É com punições exemplares que vamos acabar com os assassinatos de inocentes.

 

05
Mai19

Os 80 tiros disparados no Rio simbolizam à perfeição o cataclismo que varre o feroz manicômio chamado Brasil

Talis Andrade

80 tiros_thiagolucas2.jpg

duke 80 tiros .jpg

80 tiros _zedassilva.jpg

Salve-se quem puder

por Nino Carta

---Diz Eduardo Bolsonaro, chanceler in pectore do papai Jair, que também os anjos carregam espadas e flechas porque sabem ser preciso andar armado. Estou no aguardo de que asas surjam espontaneamente dos ombros dos policiais nativos e dos milicianos cariocas, tão chegados à família do capitão, bem como dos militares prontos a disparar 80 balas contra um carro inofensivo, para matar um inocente e ferir mais dois.

 

O episódio é altamente representativo do alcance terrificante do cataclismo que se abate sobre todos nós, tenhamos ou não consciência da monstruosa intensidade do fenômeno gerado pela demência em estado puro transformada em forma de governo. O fato haveria de gerar, além do espanto geral, a pronta intervenção do presidente da República, do ministro da Justiça, do Supremo Tribunal Federal, do comandante do Exército, etc., etc. Estamos, porém, no país que elegeu Bolsonaro, inescapável resultado do golpe de 2016. E quem porta armas tem licença para matar. No fim do ano verificaremos que nossa guerra interna multiplicou brutalmente o balanço dos homicídios.

 

 

Aqueles que haveriam de condenar o acontecido apressam-se a tomar distância. As chamadas autoridades preferem deixar que a Justiça Militar apure e decida, graças à medida antidemocrática de Michel Temer ao lhe entregar poderes para tanto. O congede dona Rosângela lamenta em entrevista na Bandeirantes, e confia no julgamento dos fardados pelos fardados. Enquanto isso, entrevistado pela Jovem Pan, o capitão que governa pela internet declara: “Quero explorar a Região Amazônica em parceria com os EUA”. Sublinha Guilherme Boulos de bate-pronto: “Ou seja, quer entregar a Amazônia como entregou a Base de Alcântara”. O jovem líder em quem vale a pena apostar clama contra o escândalo e propõe o indiciamento do capitão por crime de lesa-pátria.

 

Como encarar este Brasil passivo, inerte, insensível diante de sua própria desgraça? De certa maneira, tem o que merece. Em boa parte, receio, o que deseja. De resto, não há como escapar a uma triste consideração: o primeiro aniversário da prisão de Lula, único líder popular brasileiro de dimensão nacional, um ano de infâmia, passa quase despercebido, inclusive pelo próprio PT. CartaCapital continua a enxergar no Nordeste a terra prometida do retorno à saúde mental.

 

Dois aspectos da situação apontam para a sua imensa gravidade. De um lado, a vitória do avanço tecnológico que mais contribui para a imbecilização coletiva. Do outro, o nacional-entreguismo de um governo que depena progressivamente o País. De minha parte, digo alto e bom som, como os editoriais do velho Estadão, que não tenho celular e jamais me aproximei de um computador, na certeza de que me engoliria com sua bocarra escancarada. Certo é que engoliu o Brasil e foi instrumento fatal da eleição de Bolsonaro. Sempre convém evocar Umberto Eco, um pensador capaz de apontar como o avanço é, de verdade, o atraso, em primeiro lugar porque no espaço virtual todos podem proclamar besteiras inomináveis ou mentiras desbragadas para formar com êxito opinião pública. E, não esqueçamos, o Brasil é comprovadamente um dos países mais mal-ensinados do mundo.

 

Bolsonaro, por exemplo, é um atilado usuário do instrumento, ignorante ele e ignorante a plateia, com satisfação recíproca. E vamos em frente, de velas cheias de vento, e a cabeça também. Na outra frente do desastre em progressão, os efeitos da prática desassombrada do nacional-entreguismo, que nada tem a ver com o neofascismo que alguns analistas brasileiros atribuíram ao capitão. Muitos, aliás, cuidam de perpetuar o engano, o qual, como tantos outros, se deve ao desconhecimento das coisas da história e do mundo. Teimamos estupidamente em medir as circunstâncias com um metro inadaptável ao Brasil medieval da casa-grande e da senzala. Deste ponto de vista, cabe acentuar a eficácia do desempenho dos lacaios de Washington, capitaneados por Sérgio Moro, o vilão-mor.

 

Os EUA apoderam-se do País entregue de graça, e com intenções bem mais profundas do que qualquer previsão pessimista. Não soa impossível o abastecimento de armas ao nosso Exército de ocupação para torná-lo apto à invasão da Venezuela e a funcionar como um cão de guarda no quintal de Tio Sam. Há razões para crer que a CIA já elabora planos para incentivar o nosso nacional-entreguismo. Atenção, contudo: o torquemadazinho curitibano não é candidato a um assento no STF, muito menos à chefia da Central de Inteligência, que frequenta com assiduidade, e sim à Presidência da República.

 

Está de pé a pergunta: Bolsonaro chega até o fim? Há óbvias dúvidas a respeito, mesmo porque, despida das benesses do apoio publicitário governista e outras mais ao sabor do toma lá dá cá, uma porção importante da mídia nativa assume uma posição, às vezes até irada, em relação ao capitão e o seu governo. Nada destinado, está claro, a abrandar o preconceito social e racial nutrido por ricos e aspirantes à riqueza, o ódio desvairado e visceral a uni-los contra a senzala e contra aqueles que apontam no insuportável desequilíbrio o maior problema do Brasil. Mas a vocação golpista permanece em todos os sentidos e patamares, donde, de improviso, pode alvejar o capitão, por ora protegido pela militarização do seu governo, conquanto ali more também o seu risco.

 

Impossível, de todo modo, imaginar por enquanto um desfecho positivo, o lado negro da força, diria George Lucas, está contra os cidadãos ainda habilitados a pensar e almejar um Brasil melhor. E a perceber a interferência do ridículo e do grotesco no desenvolvimento de um enredo de inaudita parvoíce. Temo que não sejam muitos, mas continuo a voltar meus olhos e minha esperança na direção do Nordeste.

 

Permito-me, ao cabo, citar o capitão, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, e, dulcis in fundo, Sérgio Moro. “Queremos uma garotada que não se interesse por política”, diz Bolsonaro. E o ministro, abençoado por Olavo de Carvalho: “Em 1964, houve ruptura, mas dentro das regras”. Enfim, o conge de dona Rosângela usa a palavra rugas em lugar de rusgas. Eis um pessoal credenciado para educar o País.

pele 80 tiros.jpg

quinho 80 tiros.jpg

tiros arma .png

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub