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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

09
Mai21

O assassinato do Brasil

Talis Andrade

bolsonaro uma dia tocará piano.jpg

 

 

 

por Alvaro Penteado Crósta

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Enquanto o número de casos e de mortes por COVID19 avança sem controle pelo país, vemos o presidente da República crescer o tom em suas ameaças à democracia. Da mesma forma, aumentam os ataques de seu governo a outros países, notadamente à China.

Ao final da primeira semana de maio as mortes ultrapassaram o chocante número de 420 mil, com mais de 15 milhões de pessoas infectadas. Já a vacinação, em um país que contava há décadas com um sistema-modelo de imunização operado pelo SUS, continua avançando a passos de tartaruga. Apenas 15,7% da população recebeu até agora a 1ª. dose e 7,5% a segunda dose.

Ao analisar essa lentidão vê-se que o motivo é basicamente a insuficiência de vacinas importadas, ou do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) igualmente importado, usado na fabricação local de vacinas pelo Butantan e pela Fiocruz. Como a China é o país fornecedor da maior parte do IFA, torna-se algo absurdo e incompreensível que o presidente, seus filhos e seu ministro da economia, entre outros membros do governo, persistam nos ataques praticamente diários dirigidos à China.

Esses ataques, além de serem baseados em comprovadas mentiras, vêm solapando as relações diplomáticas e comerciais com o maior parceiro internacional do Brasil. A China, por sua vez, reage com reciprocidade, atrasando a exportação do IFA para o Brasil, o que faz com que a vacinação evolua lentamente. A China é também a principal fornecedora de outros itens utilizados na prevenção da doença, como materiais de proteção individual (máscaras cirúrgicas, luvas, aventais, entre muitos outros), e no seu tratamento, como equipamentos respiradores e medicamento usados nos procedimentos de intubação.

Assim, além de praticar internamente uma necro-política que está levando seus cidadãos à morte, o governo, em uma atitude aparentemente desconexa e absurda, pratica também uma política suicida no plano externo.

Ainda nesse mesmo plano externo, enquanto o presidente Biden anuncia que os Estados Unidos enviarão 10% do seu estoque de vacinas a outros países1, o jornal The Washington Post publica no dia 30/04 matéria cuja manchete já antevê o que se descortina para o país: “Bolsonaro insultou a maior parte do mundo. Agora o Brasil precisa da sua ajuda” 2. Não resta dúvida de que o Brasil, caso venha a ser considerado para receber parte desse estoque de vacinas, certamente estará no final da lista. 

Recorde-se ainda que Bolsonaro e seus filhos sempre prestaram subserviente apoio a Donald Trump. Ao comentar o ataque e a invasão do Congresso norte-americano por um grupo de fanáticos apoiadores de Trump quando da homologação da eleição de Joe Biden, Bolsonaro justificou aquele ato insano dizendo que havia ocorrido fraude na eleição de Biden. Não satisfeito, o presidente brasileiro delongou por várias semanas o envio de mensagem ao novo presidente eleito dos Estados Unidos, período em que continuou a prestar apoio a Donald Trump e a reafirmar a ocorrência de fraude.

Uma análise feita pela revista científica Nature no dia 04 de maio3 mostra o altíssimo custo que dois países estão pagando com vidas humanas vítimas da COVID19. Os casos analisados, não surpreendentemente, são os do Brasil e da Índia. Em ambos, destaca a revista, os respectivos dirigentes falharam em não seguir as recomendações dos cientistas, provocando desnecessariamente mortes que, somados os dois países, ultrapassam 660 mil pessoas até agora.

Isso leva à reflexão sobre as causas por detrás dos atos e discursos do presidente do Brasil, seus filhos e sua equipe de governo. Somente uma combinação dos seguintes fatores me vem à cabeça nessa reflexão.

O primeiro deles é um total e absoluto desprezo pela vida humana, já amplamente demonstrado por Bolsonaro com relação às minorias étnicas (indígenas, quilombolas), às mudanças nas leis para permitir o fácil acesso a armas de fogo, às suas declarações públicas sobre a COVID19, bem como sobre as mortes por ela causadas (“É só uma gripezinha.”, “E daí? Eu não sou coveiro!”, “Somente os maricas ficam em casa.”, entre inúmeras outras), bem como sua famigerada ligação com as milícias cariocas. Este vínculo com tais organizações criminosas é agora reforçada pelo massacre ocorrido esta semana na comunidade do Jacarezinho no Rio de Janeiro. Em mais uma ação policial, desta vez pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, 28 cidadãos foram assassinados no que já é chamado de “A chacina de Jacarezinho”, amplamente repercutida pela mídia nacional e internacional. 

Vale lembrar que o massacre de Jacarezinho foi feito em clara afronta à decisão do STF, de que operações policiais em comunidades só poderiam ser feitas em casos absolutamente excepcionais. Mais ainda, esta ação letal foi precedida de uma reunião, ocorrida no dia anterior à operação no Jacarezinho, entre Bolsonaro e Claudio Castro, governador do Rio, a quem se subordina a Polícia Civil. Merece ser lembrada a existência da guerra pela conquista de territórios em curso no Rio de Janeiro, guerra essa que tem, de um lado, bandos de traficantes e, pelo outro, as milícias cariocas, ambas igualmente assassinas.

O segundo fator é algo sobre o qual se comenta desde que Bolsonaro surgiu na vida pública há mais de três décadas, mas que parece não ser devidamente levado a sério. Trata-se do evidente quadro mental do presidente, já analisado por especialistas médicos4,5 e apontado como um caso de psicopatia grave por muitos deles. Assim, na mesma semana que é instalada pelo Congresso a CPI para investigar responsabilidades pelas mortes causadas pela COVID19, dois anúncios devem ser destacados: o da realização de um curso ministrado por psiquiatras que analisará a saúde mental do presidente6, e um discurso feito pelo deputado Fausto Pinato que, paradoxalmente, pertence à base aliada do presidente na Câmera dos Deputados, no qual ele afirmou que Bolsonaro pode ter uma doença mental grave e sugere uma interdição para tratamento médico7!

Que a chacina do Jacarezinho possa ter sido usada por Bolsonaro e seu fiel aliado Claudio Castro como uma “cortina de fumaça” para desviar o foco da CPI que ele e seus ministros tanto temem não é uma hipótese a ser desconsiderada.

Está, portanto, nas mãos, mentes e corações dos senadores e deputados o encargo de evitar que se consume o assassinato do Brasil, cometido por seu próprio presidente. 

- - -

1 Biden: U.S. to Send 10% of Coronavirus Vaccines to Other Countries By July 4 | National News | US News 

2 Bolsonaro’s Brazil seeks coronavirus aid as US, EU help India - The Washington Post

3 India, Brazil and the human cost of sidelining science (nature.com)

4 Psicanalistas veem Bolsonaro com atitude paranoica e onipotente diante da pandemia - 04/04/2020 - Poder - Folha (uol.com.br)

Psiquiatra forense Guido Palomba faz análise preliminar das condutas do presidente Jair Bolsonaro | Diário da Manhã (dm.jor.br)

6 Comitê de psiquiatras anuncia curso para analisar saúde mental de Bolsonaro - Politica - Estado de Minas

7 Deputado fala em doença mental e pede interdição de Bolsonaro (msn.com)

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26
Abr21

Associação de Bolsonaro com milicianos mostra que Escritório do Crime ocupa o coração do poder

Talis Andrade

 

dono da casa de vidro.jpg

 

Por Jeferson Miola   

Reportagem do Intercept sobre contatos mantidos por comparsas de Adriano da Nóbrega com o presidente Bolsonaro após a execução do miliciano no interior da Bahia é uma revelação bombástica. Apesar disso, nenhum jornal ou TV da mídia dominante noticiou.

A morte do miliciano Adriano da Nóbrega em 3 de fevereiro de 2020 foi uma queima de arquivo. Ele foi morto num confronto com a Polícia Militar da Bahia, que o cercara com 70 policiais e poderia, perfeitamente, tê-lo rendido e capturado com vida. Mas aquela operação estava predestinada a executá-lo [aqui].

Em 12 de fevereiro de 2020, apenas 3 dias após a execução do Adriano, o então ministro da Justiça Sérgio Moro reconheceu que “A pessoa [Adriano] foi assassinada” [aqui e aqui].

O professor e pesquisador José Cláudio Souza Alves, autor de estudos sobre as origens das milícias e dos grupos de extermínio, afirmou que “Não há plausibilidade na situação descrita pela polícia de que ele teria reagido, se ferido e acabado morto. Na minha visão, é uma operação suspeita”.

Para o professor da UFRRJ, “Como o fator surpresa estava nas mãos dos investigadores, se o objetivo fosse prendê-lo, os policiais poderiam eleger o momento ideal para isso e fazer um cerco”. Ele suspeita, enfim, de queima de arquivo: “Por isso a suspeita de que a morte de Adriano é um desfecho deliberado, que a operação foi feita com essa intenção” [aqui].

Até certa etapa da vida, Adriano foi útil e funcional ao clã dos Bolsonaro. Inclusive recebeu medalhas, homenagens e honrarias parlamentares do Flávio e do Jair, e garantiu emprego para a mãe e esposa no gabinete do Flávio na ALERJ.

Enquanto Fabrício Queiroz atuava como uma espécie de capataz, arrecadador e gerente-geral dos Bolsonaro, Adriano se desempenhava no braço “operacional”, de “geração de renda” e de lavagem de dinheiro do Escritório do Crime, milícia especializada em achacar comunidades do Rio no fornecimento de serviços de gás, internet, luz e em assassinatos de aluguel.

Adriano repassava dinheiro a Queiroz – leia-se, ao esquema do clã dos Bolsonaro. O MP/RJ rastreou pelo menos R$ 400 mil depositados por ele nas contas do Queiroz [aqui].

A participação do Adriano na concepção, preparação e execução do assassinato da Marielle Franco teria tido chances de ser elucidada, caso ele fosse capturado com vida.

O fato concreto é que Ronnie Lessa, assassino de Marielle – e, por coincidência, vizinho de poucos metros de distância de Carlos e Jair Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra – trabalhava como matador do Escritório do Crime.

Com a descoberta dos esquemas de corrupção e organização criminosa do Flávio na ALERJ, Adriano – na época já foragido da polícia – passou a ser um incômodo para os Bolsonaro.

É intrigante que em dezembro de 2019 o então ministro Moro tenha excluído Adriano da lista de procura internacional da Interpol. Terá sido uma arapuca a serviço dos Bolsonaro para enganar o miliciano, levá-lo a relaxar as precauções na fuga para ser morto? [aqui].

Por uma destas frequentes coincidências que envolvem os Bolsonaro, no domingo da execução do Adriano, que coincidentemente ocorreu no sítio de um vereador do PSL, Eduardo Bolsonaro – também coincidentemente – visitava Salvador/BA pela 1ª vez [aqui]. Estaria o filho Zero2 supervisionando in loco a execução do serviço de queima de arquivo?

Para simular comoção perante a família do miliciano, Bolsonaro, mesmo sendo o presidente do país, chegou a dizer que “Adriano era um herói” [15/2/2020]. Em seguida [18/2/2020] Flávio Bolsonaro publicou um vídeo falso de um corpo necropsiado como se fosse de Adriano. Ele tinha o objetivo de simular indignação com suposta crueldade sofrida pelo “amigo-herói” sacrificado por PM’s [sic].

A reportagem do Intercept mostra diálogos de comparsas de Adriano com um interlocutor tratado como “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro”. O MP/RJ não respondeu ao Intercept se o encerramento das escutas telefônicas autorizadas se deveu à citação de alguém com foro privilegiado, como Bolsonaro.

Mas, “para os investigadores, o conteúdo das novas transcrições sugere que a amizade entre o miliciano e o presidente não seria mera bravata entre os seus comparsas. Os Bolsonaro têm uma relação antiga com o ex-caveira”, diz a reportagem.

Coincidentemente, a investigação da vida e da morte do miliciano Adriano segue o mesmo padrão obscuro e clandestino de outros episódios que cruzam a vida do Bolsonaro, como aconteceu com os esquemas do Queiroz e o esconderijo dele na casa de Frederick Wassef, os 39Kg de cocaína no avião da FAB, a ultralucrativa franquia de chocolates, a compra da mansão em Brasília e outros negócios imobiliários, os terroristas que atentaram contra o Porta dos Fundos, a suposta facada do Adélio Bispo, o assassinato da Marielle, a gravação do interfone da portaria do Vivendas da Barra, o arsenal de 117 fuzis do Ronnie Lessa etc etc.

A reportagem lembra que “o MP do Rio levou 406 dias para denunciar parte da rede de apoio ao miliciano”. E afirma que a instituição somente agiu “após o Intercept ter revelado a disputa em torno dos bens do miliciano, em 19 de fevereiro deste ano”.

Matéria do jornal Zero Hora de abril de 2020 destaca que por ocasião da intervenção federal no Rio, na qual o general Braga Netto foi interventor, “o Exército conseguiu usufruir dos bancos de dados das polícias Civil e Militar fluminenses e também montou um mapa das ações criminais no Rio. Isso vale tanto para facções criminais convencionais (Comando Vermelho, Amigos dos Amigos e Primeiro Comando) como para as milícias paramilitares formadas por ex-policiais”.

A reportagem diz ainda que “Não à toa, Braga Netto ganhou dos amigos a reputação de ter o CPF, nome e endereço de cada miliciano no Rio”.

Ora, é muito difícil acreditar que Braga Netto e os generais não soubessem dos vínculos do clã Bolsonaro não só com Queiroz, Adriano da Nóbrega e o Escritório do Crime, mas com o submundo do crime. Do mesmo modo, é impossível crer que ainda hoje os generais desconheçam os vínculos do clã com ilícitos [aqui].

O Brasil nunca tinha conhecido nível tão deplorável de rebaixamento como o legado pelos governo dos generais. A associação de Bolsonaro com o miliciano Adriano da Nóbrega e seus comparsas mostra que o Escritório do Crime ocupa o coração do poder.

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16
Mar21

“Bolsonaro Genocida” explode no Twitter após intimação a Felipe Neto

Talis Andrade

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A hashtag #BolsonaroGenocida ficou no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter

Internautas se revoltaram contra a intimação recebida pelo youtuber Felipe Neto nesta segunda-feira (15), para prestar depoimento por crime contra a Lei de Segurança Nacional, por ter chamado Jair Bolsonaro de genocida. 

A hashtag #BolsonaroGenocida ficou no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter. Segundo Felipe Neto,  policiais estiveram presentes em sua residência portando a intimação, fruto de uma queixa-crime noticiada à polícia pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

Felipe Neto
@felipeneto
1) Um carro da polícia acaba de vir na minha casa. Trouxeram intimação p/ q eu compareça e responda por CRIME CONTRA SEGURANÇA NACIONAL Pq chamei Jair Bolsonaro de genocida. Carlos Bolsonaro foi no mesmo delegado q me indiciou por "corrupção de menores". Sim, é isso mesmo.
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Deputada Isa Penna #VacinaJá
E o Julio que tá marcando o perfil da Polícia Federal nos tweets do #BolsonaroGenocida! Vai passar uns 3 dias sem sair do twitter
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𝐁𝐨𝐥𝐬𝐨𝐧𝐚𝐫𝐨 𝐆𝐞𝐧𝐨𝐜𝐢𝐝𝐚
#BolsonaroGenocida não pode? Porque vcs não abrem processo por calúnia e difamação de chamar genocida de genocida ?
União Nacional dos Estudantes - UNE
Entende-se por genocídio a promoção de dano grave físico ou mental com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional; e ainda a submissão intencional do grupo a condições de existência que lhe ocasionem a destruição física. Alguma dúvida? #BolsonaroGenocida
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Ghiri
Ficou famoso nacionalmente falando em fuzilar o Fernando Henrique e agora vai ficar famoso internacionalmente por ser o responsável pela morte de 250 mil pessoas. #BolsonaroGenocida Incoerência total, falava contra privatizações e se elegeu falando em liberalismo.
Fábio Yabu
O #BolsonaroGenocida quer de novo interditar o debate e pautar a mídia. Ele está cagando em ser chamado de genocida, o que ele não quer é que você leia isso aqui:
Anatomia da rachadinha : Quebra de sigilos do Caso Flávio revela indícios do esquema ilegal nos...
Quebra de sigilos do Caso Flávio revela indícios do esquema ilegal nos gabinetes de Jair e...
noticias.uol.com.br
Sonia Meneghetti
Bolsonaro não quer ser chamado de genocida. Vamos obedecer, não é? #BolsonaroGenocida.Image
Juliana Brizola 
Felipe Neto sendo denunciado pela família Bolsonaro por “crime contra a segurança nacional” é a melhor piada do dia. Quem representa a verdadeira ameaça? Um youtuber ou um presidente negligente responsável por milhares de mortes? #BolsonaroGenocida
Lindbergh Farias
Parece que Bolsonaro não gosta de ser chamado de GENOCIDA, mas nenhuma palavra cabe tão bem para classificar esse ser tosco, desumano, boçal e abjeto do que GENOCIDA.
Gilmar
@CartDasCavernas
Não pode chamar o bolsonaro genocida de #BolsonaroGenocida NÃO PODE!!!!
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Alexandre Aguiar PFF2 
Efeito Streisand. Carluxo não deseja que o papai seja chamado de genocida e foi até a polícia. #BolsonaroGenocida lidera o Trending Topics.
 
 
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Emanuel Arêbolo
Se intimaram uma pessoa a depor, por chamar o Genocida de genocida, quero ver intimarem esses 14,9 mil pessoas que estão subindo a hastag #BolsonaroGenocida, em ?
15
Mar21

Bloomberg diz que Bolsonaro fez do Brasil uma "colônia de leprosos" com suas "decisões imbecis"

Talis Andrade

vacina chacina.jpg

 

 

247 – A Bloomberg, uma das maiores agências de notícias do mundo, afirma que o negacionismo de Jair Bolsonaro transformou o Brasil numa colônia de lepresos. "Em extensa reportagem enviada de Letícia, na Colômbia, mas listando quase todos os 'vizinhos nervosos' que estão fechando as fronteiras, da Venezuela ao Uruguai, a Bloomberg destacou no fim de semana", segundo informa a coluna de Nelson de Sá, na Folha de S. Paulo.

"Para o resto da América Latina, o Brasil sempre foi uma nação à parte. Hoje, é algo diferente: uma ameaça que espalha Covid e está rapidamente se tornando uma espécie de colônia de leprosos", destaca a reportagem da Bloomberg. A mesma Bloomberg, em newsletter, selecionou como sua frase da semana no mundo, de Lula (acima): "Este país não tem governo. Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente ou do ministro da Saúde. Tome vacina".

07
Fev21

Lava-Jato e a criminosa prisão de Lula

Talis Andrade

moroex heroi JotaCamelo.jpg

 

por Umberto Martins /Vermelho

Em entrevista a jornalistas da CBN na terça-feira (2), o deputado federal Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, afirmou que a prisão de Lula por determinação do ex-juiz Sergio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato, em abril de 2018, foi um artifício armado para impedir a participação do líder petista nas eleições presidenciais.

“Nunca teve prisão em segunda instância no Brasil. Só teve para prender o Lula e tirá-lo da eleição. Foi um casuísmo”, comentou o parlamentar, que não poupou críticas ao que chamou de “quadrilha da Lava-Jato”.

“Não vamos permitir que as conversas do Intercept da Lava-Jato, que foram autenticadas pelo ministro Lewandowski, desapareçam. São crimes cometidos pela quadrilha da Lava-Jato”, asseverou.

Bolsonaro e EUA

Apesar de ser líder do governo da extrema direita, doutor em negacionismo e fake news, o deputado está dizendo a verdade. Só que, por conveniência política, não falou tudo. Esqueceu-se de dois detalhes fundamentais.

O primeiro detalhe é que a condenação sem provas e a execução da pena após julgamento em segunda instância, sem o trânsito em julgado previsto na Constituição, foi feita sob medida para garantir a eleição de Jair Bolsonaro. A ilegalidade foi eludida e festejada pela mídia burguesa.

Lembremos que Moro, o herói da Lava Jato e algoz de Lula, foi recompensado por Jair Bolsonaro com o Ministério da Justiça.

O segundo detalhe é que a operação levada a cabo pela República de Curitiba pavimentou o caminho do golpe de 2016, foi instruída pelos EUA, e fartamente municiada pelos serviços de inteligência do imperialismo. No frigir dos ovos, Tio Sam foi o maior beneficiário dos prejuízos econômicos e políticos causados pela “quadrilha da Lava Jato” e pelos golpistas.

Ganhou bilhões de dólares com acordos absurdos e abusivos celebrados com a Petrobras após o golpe de 2016. Desta grana, a força tarefa da Lava Jato em Curitiba, coordenada pelo procurador Deltan Dallganol (um expert em power point), tentou abocanhar R$ 2,5 bilhões, mas a apropriação indébita foi frustrada pelo ministro Alexandre Morais, do STF.

Engenharia nacional

As multinacionais estadunidenses lucraram muito também com a destruição da Odebrecht e outras grandes empreiteiras, responsáveis pelo desenvolvimento da engenharia nacional, um feito da Lava Jato que resultou, direta ou indiretamente, no desemprego de centenas de milhares, senão milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

O enfraquecimento e a progressiva privatização da Petrobras é outra obra que está em curso e vai ao encontro dos propósitos imperialistas. Mas provavelmente o lucro maior dos EUA – e propósito que orientou a ação de suas embaixadas nos golpes não só do Brasil como também em Honduras (2009), Paraguai (2012) e Bolívia (2019) – foi a danosa mudança da diplomacia do Itamaraty, totalmente a serviço da Casa Branca.

Esses são os detalhes (implícitos nos famosos colóquios entre os procuradores e o ex-juiz revelados pelo jornalista Glenn Edward Greenwald) convenientemente olvidados pelo líder de Bolsonaro na Câmara Federal. O diabo mora nos detalhes, conforme diz o ditado.

A Lava Jato foi uma operação ilegal conduzida por uma nefasta “quadrilha”, como notou com muita propriedade o deputado Ricardo Barros durante a entrevista à rádio CBN.

Mídia burguesa

Desmascará-la neste reino da fake news não é tarefa fácil.

Na empreitada golpista de 2016, Moro e Dallagnol foram alçados à condição de heróis da luta contra a corrupção pela mídia burguesa (TV Globo à frente).

Ainda hoje, esta mídia persiste na narrativa falaciosa sobre os enganosos méritos da operação e negligenciam os impactos objetivos da Lava Jato na economia (indústria e PIB) e na política interna (eleição de Bolsonaro) e externa (sujeição ao imperialismo), as ilegalidades e abusos cometidos, as conversas comprometedoras entre Moro e Dallagnol, as ligações perigosas com os EUA.

Promoveram e promovem, sobre o tema, um jornalismo meia boca, parcial, adequado à ideologia política das famílias que monopolizam os meios de comunicação no Brasil. Um fake news requintado.

Inferno astral

Apesar da blindagem midiática, a máscara de mocinho e herói criada para o bandido e testa de ferro Sergio Moro está caindo, seja por efeito das suas “rugas” com Jair Bolsonaro (uma prova de que quando dois ladrões brigam algo de bom acontece, como diz o ditado) ou das revelações da chamada Vaza-Jato. De acordo com a revista Carta Capital “o lavajatismo perdeu forças e, nos últimos dias, minguou para apenas 7% das interações na rede quando a pauta é o ex-magistrado”. A força tarefa da Lava Jato já não existe.

Sergio Moro, que virou sócio de uma multinacional dos EUA, pode estar ingressando no inferno astral. O Supremo Tribunal Federal (STF) está em vias de julgar um habeas corpus em que o ex-presidente Lula pede a suspeição do ex-juiz. O resultado pode ser mais uma pedra sobre a sepultura de sua reputação, mas o mal que ele cometeu à nação e ao povo brasileiro merece castigo maior.

ponta2 moro heroi.jpg

 

15
Mar20

Políticos condenam Bolsonaro por expor seus seguidores ao coronavírus

Talis Andrade

coronavirus bolsonaro.jpg

 

247 - O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) criticou Jair Bolsonaro por ter chamado apoiadores a se manifestarem contra o Congresso Nacional e contra o Supremo Tribunal Federal, em aglomerações que podem aumentar os casos de coronavírus no País. 

"Bolsonaro é um irresponsável. O país com risco de espraiar a epidemia do coronavírus e ele chama as suas bases para concentração de rua. Expõe seus próprios seguidores à epidemia. Aliás, ele não tem apreço e não cuida do povo brasileiro", escreveu o parlamentar no Twitter.

De acordo com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOl-RJ), "Bolsonaro é um irresponsável que está se lixando p/ a vida dos brasileiros". "Enquanto autoridades sérias em todo mundo recomendam evitar aglomerações p/ frear a pandemia, o presidente da República divulga e comemora nas redes oficiais os atos deste domingo contra Congresso e STF"

 
 
Enio Verri
 
@enioverri
 
O único compromisso de Bolsonaro é com ele mesmo. A população e a democracia foram, mais uma vez, agredidas pelo presidente. Bolsonaro descumpriu quarentena para participar de manifestação contra a democracia. Atentou contra a saúde pública e as instituições da República.
 
Paulo Pimenta
@DeputadoFederal:
 
Este é o presidente do Brasil! Já era um perigo para a democracia, agora também é para a saúde do povo. Em vez de anunciar mais recursos para a saúde combater o coronavírus, expõe seus apoiadores. #Irresponsável #EuApoioADemocraciaImage
"Bolsonaro sai de casa pra espalhar o vírus do fascismo! Na hora da crise e da pandemia, o país precisa de um governo responsável, sério e que pense primeiro na populaçao. Mas o que temos no Planalto é um covarde fanfarrão, que se comporta como cafajeste", escreveu a parlamentar no Twitter.
 
 
Ivan Valente
@IvanValente
 
Boçal,irresponsável,fascista é o mínimo q se pode dizer de Bolsonaro q rompeu o isolamento e passeia pela esplanada numa carreata pequena q pede o fechamento do Congresso e do STF.Ele mesmo usou $ público p/desaconselhar depois de convocar.O contaminador precisa ser interditado.
1:15 PM · Mar 15, 2020Twitter for iPhone

Veja vídeo:

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