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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

18
Jun18

Depois de sete meses Moro abriu mão de processo que investiga empresa controlada por familiar. Falta esclarecer o grau de parentesco com o corrupto Luiz Fernando Wolff Carvalho

Talis Andrade

 

luiz fernando carvalho .jpg

 Luiz Fernando Wolff Carvalho

 

Luiz Fernando Wolff Carvalho, parente da esposa de Sergio Moro, Rosângela Wolff, aparece no noticiário ora como ora como tio, ora como primo-irmão, e primo em segundo grau.

Veja lista de processos ligados a Wolff, presidente da empresa Triunfo, sua ligação com PC Farias, com o governo Beto Richa, inclusive na cobrança de pedágios.

Transcrevo das notícias do Superior Tribunal Federal - STF:

O deputado paranaense José Carlos Martinez (PTB/PR), seu sócio e irmão, Flávio de Castro Martinez, e o empresário, Luiz Fernando Wolff de Carvalho, foram interrogados pelo Ministro Ilmar Galvão, relator da Ação Penal 331. Leia mais aqui sobre o bando ligado a PC Farias do qual também faz parte Eduardo Cunha julgado por Moro. 

 

Escreve Celso Nascimento: Um parentesco que se torna incômodo.

O dono da construtora Triunfo, principal alvo nas investigações que deflagraram a Operação Anel da Integração, o empresário Luiz Fernando Wolff de Carvalho. Ele é primo-irmão da advogada Rosângela Wolff Moro, esposa do juiz Sérgio Moro, que acatou os pedidos de prisão e de buscas e apreensão feitas pelo Ministério Público Federal.

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O empresário, apontado como um dos articuladores de esquemas de superfaturamento e de distribuição de propinas oriundas do sistema de pedágio rodoviários e que, direta ou indiretamente, mantinha ligações com os operadores Adir Assad e Tacla Durán, foragido na Espanha. Outros indícios apontam ligações de Durán com o advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro e ex-sócio de Rosângela, que se apresentava como “facilitador” de contatos com o juiz.

Quando surgiram os primeiros rumores sobre estas ligações, Rosângela Moro preferiu encerrar a página que mantinha no Facebook." Leia mais aqui 

 

Fim da página Eu Moro com ele.jpg

 

Escreve Amanda Audi, em Congresso em Foco: Moro abriu mão de processo que investiga empresa controlada por familiar.

 

Responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba (PR), o juiz federal Sérgio Moro abriu mão, na última segunda-feira (11), do processo que apura esquema de corrupção nos contratos de pedágio no Paraná durante a gestão do governador Beto Richa (PSDB). Ele alegou excesso de trabalho e que o caso não tem relação direta com a Petrobras, cujo esquema de corrupção é o objeto central das investigações do petrolão. Mas não citou que tem relação de parentesco com o presidente do conselho administrativo do grupo Triunfo, a principal empresa investigada por suspeita de fraudes nos contratos de pedágio.

 

A esposa de Moro, Rosângela Wolff Moro, é prima em segundo grau de Luiz Fernando Wolff de Carvalho, que ocupa o posto mais alto na Triunfo. O conselho está acima dos diretores-executivos e é responsável por decidir questões estratégicas do grupo, que controla a Econorte (concessionária de pedágio do Paraná alvo da investigação) e o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), entre outros empreendimentos.

 

 

A relação de parentesco foi levantada pelo professor Ricardo Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que pesquisa a genealogia da elite paranaense para detectar conexões. Ele conta que Rosângela e Luiz Fernando têm os mesmos bisavôs: Bernardo Wolff e Silvina do Amaral Wolff.

 

Além disso, Rosangela e Luiz Fernando são primos distantes de Beto Richa e Rafael Greca de Macedo, atual prefeito de Curitiba. “Todos descendem de Manoel Ribeiro de Macedo, um potentado do início do século 19″, informou o professor da UFPR ao Congresso em Foco.

 

Suspeição

Moro não é impedido de julgar o caso, pois o Código do Processo Penal (CPC) proíbe apenas a atuação de magistrados em casos com partes que têm até três graus de parentesco de si ou do cônjuge. Nesse caso, o parentesco é maior que isso. Especialistas consultados pelo Congresso em Foco, porém, acreditam que ele deveria se declarar suspeito. O CPC diz que há suspeição quando o juiz tem algum tipo de proximidade com alguma das partes do processo.

 

“Ele [Moro] deveria se declarar suspeito neste caso e em qualquer outro que houver relação de amizade com os envolvidos”, afirma Alvaro Quintão, presidente do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro. Para ele, o juiz declinou do caso para evitar questionamentos sobre o parentesco.

 

A Operação Integração, como foi batizada, apura ilegalidades na relação entre concessionárias de pedágio do Paraná e o Departamento de Estradas de Rodagem do estado. Segundo a investigação, os serviços de pedágio entraram em acordo com o órgão estadual para cobrar tarifas elevadas de forma ilegal. A ação é um desdobramento da Lava Jato. O elo era a atuação dos mesmos operadores financeiros, como Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran.

 

 

Via assessoria de imprensa, Moro negou que o parentesco tenha relação com sua decisão de recusar o processo. “As razões da declinação da competência da Operação Anel da Integração estão escritas na decisão da exceção de incompetência. Parentescos remotos e pessoas que o juiz não conhece não têm qualquer relevância”, diz a nota.

 

No despacho, Moro cita falta de vínculo do processo com a Petrobras. “A ação penal 5013339-11.2018.404.7000 não tem como objeto acertos de corrupção em contratos da Petrobras, o que, juntamente com as posteriores revelações e crimes praticados no âmbito do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, constitui o cerne da Operação Lava Jato, sendo também razoável o entendimento de que a separação dos processos não geraria grandes dificuldades para o processo e julgamento, já que as provas podem ser compartilhadas entre as Varas Criminais Federais de Curitiba.”

 

Excessos

Em outro trecho, fala sobre excesso de trabalho: “Outra questão diz respeito à sobrecarga deste juízo com as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. O número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldade para o processamento em tempo razoável”.

 

Deslocamentos

O processo do qual Sérgio Moro abriu mão foi enviado para o juiz da 23ª Vara Federal, Paulo Sergio Ribeiro. A determinação de Moro atendeu a pedido dos advogados de defesa para que a ação fosse remetida para a Vara de Jacarezinho, onde a investigação começou. Leia mais aqui

 

Sete meses de Anel da Integração

 

Indaga Cíntia Alves: Moro sabe há 7 meses que não era o juiz da Operação Integrada. Por que insistiu?
Em despacho de dezembro de 2017, Moro deixou claro que sabia que a corrupção de agentes do governo Richa não tinha conexão com Petrobras, mas insistiu em ser o juiz do caso "provisoriamente"

 

O Sergio Moro de dezembro de 2017 fazia questão de julgar um processo que tem como pano de fundo um esquema de corrupção nos pedágios do Paraná - incluindo funcionários do governo Beto Richa (PSDB) - que teria usado como operadores financeiros dois conhecidos da Lava Jato: Adir Assad e o desafeto público do juiz, Rodrigo Tacla Duran. Mas o Sergio Moro de junho de 2018, generosamente, decidiu atender ao apelo dos réus da chamada Operação Integrada e retirou-se de campo. A pergunta inicial é: por quê? 

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Carlos Nasser 

 

Que fez Moro nesses 7 meses? Escreve Cíntia Alves: Anulou o depoimento de Carlos Nasser, da Casa Civil de Beto Richa desde 2013. O testemunho descartado afirmava que o dinheiro encontrado em contas de uma das empresas de sua família seria destinado à campanha de Richa. Moro anulou afirmando que ninguém leu os direitos de Nasser antes de interrogá-lo. A decisão será mantida?

 

Em menos de quatro meses, o juiz Sergio Moro tomou três decisões favoráveis ao réu Carlos Felisberto Nasser, informa Vinícius Segalla. Vide benesses aqui.

 

Sobre o porquê do afastamento repentino de Moro, o Paraná Portal revelou, nesta semana, um provável motivo: sua esposa, a advogada Rosângela Moro, é prima em segundo grau do presidente do conselho administrativo do Grupo Triunfo. Ou sobrinha.  O empresário não foi denunciado pelo Ministério Público Federal e Moro negou, à reportagem, que tenha se declarado suspeito por causa do parentesco "distante". Leia mais aqui

15
Abr18

A máfia de PC Farias e a conexão do Paraná com Wolff e Martinez

Talis Andrade

O dinheiro de PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor, chefe do tráfico de drogas (vide livros de Geneton de Moraes Neto, Lucas Figueiredo), também floresceu nos laranjais do Paraná com os capos Luiz Fernando Wolff Carvalho, José Carlos Martinez, e passou pelo Banco do Estado do Paraná - BanEstado.  O curioso é que a Operação Lava Jato foi criada para investigar o tráfico de drogas e de diamantes. O juiz Sérgio Moro e delegados da Polícia Federal, estranhamente, como sempre sem dar qualquer explicação, mudaram o roteiro, e os traficantes continuam em liberdade, ou melhor são como as bruxas. A lava jato não acredita em bruxas, mas que elas existem, existem. Por golpes de sorte, são pegas. Como aconteceu com o helicoca do senador José Perrella. Mas o general interventor de Temer prefere pegar traficantes de cocaína nas mil e cem favelas do Rio de Janeiro, quando residem em condomínios fechados e do mais alto luxo.

 

O livro "Morcegos Negros" narra o sumiço da fortuna de PC Farias, o esquema de achaques e negociatas, a impunidade que protege até hoje corruptos e corruptores envolvidos no caso, os “filhotes” de PC Farias e os novos esquemas de corrupção em Brasília e como os mandantes da morte de PC e Suzana conseguiram escapar ilesos da Justiça…

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Escreve Márcio C. Coimbra: "Lucas Figueiredo desvenda, desmistifica e esclarece muitos fatos ocorridos com PC Farias. O relato vai desde sua fuga do Brasil em 1993 e sua captura na Tailândia, passando por uma interessante abordagem acerca das várias equipes que tentaram desvendar sua morte e deságua no principal: a conexão de Paulo César Farias em um grande esquema de lavagem de dinheiro.

 

Este esquema, muito provavelmente, era o mesmo usado pelos grandes cartéis de droga para a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes.

 

Qual a rota seguida pelo dinheiro de PC e onde ele se encontra hoje?" Ou melhor, quem sucedeu PC Farias? Moro nem aí. 

 

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Luiz Fernando Wolff Carvalho é parente da esposa de Sergio Moro, Rosângela Wolff,  e aparece no noticiário ora como primo-irmão, ora como tio. 

 

Veja lista de processos ligados a Wolff, presidente da empresa Triunfo, e sua ligação com PC Farias, inclusive na cobrança de pedágios.

 

Transcrevo das notícias do Superior Tribunal Federal - STF: 

 

O deputado paranaense José Carlos Martinez (PTB/PR), seu sócio e irmão, Flávio de Castro Martinez, e o empresário, Luiz Fernando Wolff de Carvalho, foram interrogados hoje (4/11) pelo Ministro Ilmar Galvão, relator da Ação Penal 331.

 

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Ministro Ilmar Galvão interroga Martinez que recebeu um "empréstimo de mais de 4 bilhões de PC Farias 

 

Na Ação Penal, o parlamentar é acusado pelo Ministério Público Federal por crime de sonegação fiscal, evasão de divisas, falso testemunho e falsidade ideológica. O deputado, junto com seu irmão, é sócio e proprietário de uma empresa de comunicação, detentora de vários canais de televisão e rádio.



Martinez negou as acusações apresentadas pelo MP. A principal é a de que o parlamentar sonegou informações à Receita Federal, na declaração de Imposto de Renda de 1991 a 1993, quando omitiu valores de um empréstimo pedido ao tesoureiro da campanha de Fernando Collor à presidência da República, Paulo César Farias - morto em 1996 - para a compra da TV Corcovado, do Rio de Janeiro.



O parlamentar confirmou a existência do empréstimo feito em 1991, no valor de 4 bilhões e oitocentos e noventa e sete cruzeiros, porém negou a acusação de que a origem do dinheiro fornecido por PC Farias fosse desconhecida da Receita Federal.



Ao ser questionado sobre a razão pela qual PC Farias não confirmara o empréstimo, Martinez afirmou desconhecer o fato. Afirmou, ainda, que, ao fazer a declaração à Receita em 1992, procurou o tesoureiro de campanha de Collor para informá-lo, mas que o mesmo o ignorara.



Martinez também foi acusado de remessa ilegal de dinheiro ao exterior, manutenção de contas correntes não declaradas fora do país e omissão à Receita Federal de empréstimo canalizado para compra da Rádio Eldorado, no Paraná.

O empresário Luiz Fernando Wolff de Carvalho, que também responde à Ação Penal, é o proprietário da Construtora Triunfo, participante das transações de Carlos Martinez, objeto da fiscalização da Receita Federal.




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