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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Jun18

FUP processa Pedro Parente por improbidade administrativa

Talis Andrade

Ação pede anulação do pagamento antecipado de R$ 2,2 bilhões

feito ao banco J.P. Morgan, que venceria só em 2022

 

parente moro foto vanessa carvalho.jpg

Parente com o casal Moro em Nova Iorque  

 

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ingressou segunda-feira, 04/06, com Ação Civil Pública contra o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, por improbidade administrativa. A ação cobra a anulação do pagamento de US$ 600 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) que a estatal fez em maio ao banco J.P. Morgan, como antecipação de quitação de uma dívida que só venceria em setembro de 2022. A transação foi autorizada diretamente por Parente, que é sócio do presidente do banco, José de Menezes Berenguer Neto, o que revela conflito de interesses.

 

Além disso, a esposa do ex-presidente da Petrobras, Lúcia Hauptman, é procuradora de Berenguer, com quem a família tem estreitas relações. O casal é sócio do banqueiro em pelo menos duas empresas (Kenaz Participações Ltda. e Viedma Participações Ltda.), sendo que uma delas tem como sede um imóvel que pertence a Pedro Parente.

 

Na Ação, além da nulidade da antecipação do bilionário pagamento feito ao banco J.P. Morgan, a FUP cobra a responsabilização de Pedro Parente e do banqueiro José Berenguer, bem como a indisponibilidade imediata de seus bens.

 

“Conclui-se que os Réus violaram, além dos princípios constitucionais que regem a administração pública, os deveres de imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, previstos no artigo 11, caput e inciso I, da Lei 8.429/92, por terem se valido do patrimônio de empresa estatal na consecução de interesses pessoais”, ressalta a FUP na Ação.

 

A Federação também destaca o péssimo negócio que representou para a Petrobras a antecipação do pagamento autorizado por Pedro Parente. “A antecipação de valores cujo vencimento ocorreria apenas em cinco anos não se justifica sob a ótica da eficiência – aqui, convém frisar os resultados negativos que a Petrobras vem apresentando nos últimos anos”, alerta a FUP.

 

Gestão de Parente foi marcada por conflitos de interesses


Esse não é o primeiro caso de conflito de interesses envolvendo a tenebrosa passagem de Pedro Parente pela Petrobras. Sua gestão foi repleta de ações que beneficiaram diretamente seus negócios privados, como a FUP denunciou várias vezes, inclusive ao Ministério Público Federal, em representação feita no dia 08 de junho de 2017.

 

Quando assumiu a presidência da estatal, Parente continuou acumulando a Presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, cujos índices foram altamente impactados pelas decisões que ele tomou na condução dos negócios da petrolífera ao beneficiar o mercado, com vendas de ativos e desinvestimentos.

 

Outra empresa bastante favorecida pela passagem de Pedro Parente pela Petrobras foi a Prada Administradora de Recursos Ltda, grupo de gestão financeira e empresarial presidido por sua esposa, Lucia Hauptman, e especializado em maximizar os lucros dos detentores das maiores fortunas do país. Parente é sócio fundador da empresa que, não por acaso, teve o maior boom de clientes e carteiras de investimento em 2016, após ele assumir o comando da estatal. Para se ter uma ideia, o volume de compras de ações feitas pela Prada saltou de R$ 403 mil, em dezembro de 2015, para R$ 3,2 milhões, em dezembro de 2016. Uma movimentação maior do que a comum no mercado.

 

Tudo isso foi relatado pela FUP ao Ministério Público Federal, mas nenhuma providência foi tomada. Soma-se a estes fatos, os R$ 137 bilhões de prejuízos que a Petrobras amargou durante os 11 dias de protestos dos caminhoneiros e os R$ 40,9 bilhões que perdeu com o comunicado de demissão feito por Parente em pleno funcionamento do pregão, antes do fechamento do mercado, como é padrão em todas as empresas de capital aberto.

29
Mai18

TEM CAROÇO NESSE ANGU DE PARENTE NA PETROBRAS

Talis Andrade

Não há outra explicação, que não a suspeita de corrupção da grossa

 

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por Luis Nassif, no GGN

 

A crise do combustível é a comprovação prática dos males do pensamento monotemático na economia, temperado com uma dose excessiva (por isso suspeita) de ideologismo, do qual o presidente da Petrobras Pedro Parente tornou-se o caso mais simbólico.

 

A visão desse pessoal é que, se cada ponto se concentrar na sua própria busca de eficiência, o resultado final será uma economia mais eficiente. A de Parente é mais tosca. Ele lembra CEOs dos anos 90, capazes de comprometer o futuro da empresa apenas para salvar os resultados trimestrais.

 

Especialistas em petróleo sabem que a lógica econômica de uma petroleira reside na interação das diversas atividades que compõem a cadeia produtiva: prospecção, refino, distribuição e transporte.

 

Com uma commodity exposta à volatilidade das cotações, a problemas políticos internacionais e aos problemas internos - administrando um preço-chave da economia – a lógica econômica é reduzir a vulnerabilidade através da integração dos diversos setores.

 

Nem esse princípio foi seguido por Parente, que passou a desmontar a empresa, vendendo-a em pedaços.

 

Pior.

 

Com o petróleo em alta, teoricamente aumentam seus lucros, pelos ganhos com a produção interna e pelo refino. E vice-versa. A queda dos preços do petróleo reduz o valor dos seus ativos. Tanto assim que o grande prejuízo da Petrobras, em 2015, foi decorrente da reavaliação do balanço, em função da redução dos preços dos derivados – que obrigou a reduzir contabilmente o valor dos ativos da empresa – e não da corrupção, conforme foi ventilado na época.

 

Surpreendentemente, Parente definiu a seguinte estratégia, conforme revelado por estudos da Associação dos Engenheiros da Petrobras:

 

1. A partir de outubro de 2016, passou a praticar preços mais altos para os combustíveis, viabilizando a importação de derivado.

 

2. Com essa política, a Petrobras perdeu mercado e a capacidade ociosa das refinarias saltou para 25%.

 

3. Com menos refino, explodiram as exportações de óleo cru e as importações de derivados.

 

4. O maior beneficiado foram os Estados Unidos: enquanto as importações de diesel se multiplicaram por 1,8 desde 2015, a importação de diesel dos EUA dos EUA aumentou 3,6 vezes. Passou de 41% em 2015 para 80% do total de importados pelo Brasil, ao mesmo tempo em que a Petrobras abria mão da refinaria de Pasadena.

 

Os grandes ganhadores foram os “traders” internacionais, dentre as quais o maior é a Trafigura, a gigante que montou o maior esquema de corrupção da história de Angola, estava envolvido até o pescoço com os escândalos da Petrobras e foi surpreendentemente liberada pelos procuradores da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro.

 

A política de preços de Parente acabou provocando uma crise política de proporções, com o blackout dos caminhoneiros. A saída encontrada pelo governo Temer foi garantir o lucro dos investidores com recursos orçamentários.

 

Primeiro, pensou-se em eliminar os tributos sobre a gasolina; depois, a de ressarcir a Petrobras pela redução de ganhos que viesse a ter com a diminuição dos preços dos combustíveis. Ou seja, o país imerso em uma crise fiscal gigantesca, criando uma enorme conta fiscal para impedir a redução dos dividendos dos acionistas da Petrobras.

 

Não há outra explicação, que não a suspeita de corrupção da grossa.

 

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28
Mai18

A Petrobras do jeito que Moro gosta: a de Pedro Parente o entreguista

Talis Andrade

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O juiz Sergio Moro, sob o falso pretexto de combater a corrupção, maculou a imagem da Petrobras. Desvalorizada, a empresa, em pedaços, foi colocada à venda pelo governo entreguista de Michel Temer.

 

Comanda a feira o presidente da Petrobras, Pedro Parente, amigo de Miriam Leitão, que escreveu, para o filho assinar, a biografia autorizada de Moro, que foi homenageado em Nova Iorque, pelos sócios Parente e José Berenguer. Como canta o poema: Moro que ama Miriam que ama Parente que ama Berenguer que ama Temer que não ama ninguém do povo. 

 

A Petrobrás sob o controle dos especuladores e a greve dos caminhoneiros, por Bruno Lima Rocha

 

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O país roda a diesel e os preços praticados pela Petrobrás levaram algumas categorias de transportadores ao desespero. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), rodam no país 2,7 milhões de caminhoneiros. Deste total, os chamados caminhoneiros autônomos são proprietários de cerca de 70% da frota e os demais, 30%, pertencem a empresas de logística e outros setores. De acordo com o Cadastro Geral de Emprego (CAGED) trabalham nas transportadoras 360 mil motoristas de carga, enquanto os autônomos são 1,8. Tal condição aproxima a maioria dos caminhoneiros de algumas reivindicações das empresas do setor, mas essa é uma aproximação. Os interesses não são os mesmos e menos ainda as representações.

 

Vale repetir. O governo ilegítimo tratou de “negociação” quem estava fazendo locaute e depois compôs com as emissoras de TV e conglomerados de mídia a “grande narrativa”. Houve locaute e segue havendo! A alegação é do núcleo duro de MT. E quem seriam os operadores máximos do locaute? Justo os autônomos, que trabalham por conta ou como locatários de donos de caminhões. O discurso de “minoria radical” não colou nada bem e a revolta se somou com a necessidade da luta. O apoio popular para a causa, não baixou, de jeito algum. Os dias seguintes foram intensos: sexta dia 25, sábado 26, domingo 27 de maio; e a pressão continuou. É necessário reafirmar. Em Brasília, as duas entidades presentes na reunião do dia 24 de maio, no Palácio do Planalto, onde teriam chegado a algum tipo de acordo, não representavam a maioria dos caminhoneiros autônomos. É como se o “representante não representasse”. O mesmo pode-se afirmar quanto à Petrobrás. Sua diretoria indicada após o golpe parlamentar que levou Michel Temer ao Poder Executivo não representa nem os interesses do país e, menos ainda, tem o respaldo dos trabalhadores do setor.

 

Não resta sombra de dúvida. A primeira reação de Pedro Parente já merecia a demissão sumária e imediata dele e de toda sua diretoria. Depois, em rede nacional, outra pérola do entreguismo a favor dos especuladores.

 

“Nosso objetivo é gerar valor para os acionistas no médio e no longo prazo”, afirmou o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, ao vivo, no Jornal Nacional, de 24 de maio.

 

Parente opera contra os interesses do país. Correu o país o texto da Associação de Engenheiros da Petrobrás (AEPET) e é necessária a sua repetição: A partir de outubro de 2016, passou a praticar preços mais altos para os combustíveis, viabilizando a importação de derivado. Com isso, a Petrobras perdeu mercado e a capacidade ociosa das refinarias saltou para 25%. Com menos refino, explodiram as exportações de óleo cru e as importações de derivados. O maior beneficiado foram os Estados Unidos: enquanto as importações de diesel se multiplicaram por 1,8 desde 2015, a importação de diesel dos EUA dos EUA aumentou 3,6 vezes. Passou de 41% em 2015 para 80% do total de importados pelo Brasil, ao mesmo tempo em que a Petrobras abria mão da refinaria de Pasadena. Os grandes ganhadores foram os “traders” internacionais, dentre as quais o maior é a Trafigura, a gigante que montou o maior esquema de corrupção da história de Angola, estava envolvido até o pescoço com os escândalos da Petrobrás e foi surpreendentemente liberada pelos procuradores da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro.

 

Cabe perguntar, porque a Federação Única dos Petroleiros (a FUP) e mesmo os setores dissidentes à esquerda desta entidade, não coordenaram esforços para lançar uma campanha em defesa da Petrobrás, da composição nacional de preços e não subordinada aos especuladores transnacionais (os chamados traders). Seria o momento perfeito para tentar uma greve de trabalhadores do setor de óleo e gás, visando à retomada do controle nacional sobre o setor mais importante do país.

 

A falta de alianças políticas no nível social é proporcional ao abandono do trabalho na base da sociedade complexa que se formou no período do boom econômico, fomentado tanto pelo auge das commodities como pela dominação do capitalismo pós-fordista no regime de extração de mais valia coletiva e acumulação flexível. A identificação imediata dos caminhoneiros autônomos é com motoristas de vans – como os transportadores escolares – motoboys, taxistas e até condutores de aplicativos. A sociedade brasileira tem uma complexidade nas relações econômico-produtivas e o sindicalismo verticalizado sozinho já não dá conta da organização do mundo do trabalho.

 

Mesmo com todas estas dificuldades somadas à confusão e o oportunismo ideológico da tentativa de captura pela extrema direita da justa luta dos caminhoneiros autônomos, o momento é de mais crise para o governo ilegítimo, aproximando o debate de necessidade de projeto de país e defesa incondicional dos interesses da maioria do povo brasileiro. A legitimidade dos grupos de mídia também se fragiliza nesta semana de paralisação de caminhoneiros, pois a partir de 6ª dia 25 de maio, começaram a fazer o infame esforço de criminalizar a luta e acusar de locaute justamente quem trabalha por conta.

 

É o momento ideal para popularizar o tema da defesa da Petrobrás pública e a serviço da soberania popular. Razões para esta luta não faltam, embora sejamos bombardeados, 24 horas por dia, com mentiras em relação ao Petróleo e o Pré-Sal.

 

O roteiro da greve dos caminhoneiros: um filme já visto?,

por Wilson Ferreira

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Panelas e camisetas amarelas
Pegue os exemplos das panelas que batiam e as camisetas amarelas da CBF como táticas para criar climas de opinião artificiais nos meses que antecederam o impeachment de 2016. Ouvia-se aqui e ali em varandas de prédios sons de um suposto “panelaço”. Era o suficiente para criar uma percepção de onda de descontentamento. Enquanto qualquer um que aparecesse vestindo uma camiseta da seleção era confundido com um “coxinha” protestando contra o governo petista.

 

Simples panelas e camisetas amarelas ajudaram a criar uma profecia autorrealizável – a espiral do silêncio que levou milhares a urrar de ódio ocupando avenidas nos domingos, amplificado pela cobertura ao vivo da grande mídia.

 

Mas essa engenharia do clima de opinião não se presta apenas para atingir alvos específicos. Também pode criar atmosferas difusas de medo, pânico, emergência, instabilidade. Para criar uma conjuntura política visando efeitos de médio a longo prazo.

 

E, como sempre, o petróleo é o pivô de tudo.

 

Estranha letargia

Em 2013 o governo Dilma foi incapaz de perceber o sentido das primeiras manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus em 2012. Por exemplo, a passeata Candelária-Central do Brasil no Rio ou a “Revolta do Busão” em Natal, RN. Assim como no atual governo do desinterino Temer, os movimentos representativos dos caminhoneiros alertavam desde o início de maio a possibilidade de uma paralisação diante dos aumentos sucessivos no preço do diesel – as constantes oscilações de preços prejudicava o cálculo do valor do frete.

 

Mas uma diferença importante: lá em 2012-13 o início foi silencioso e fragmentado. E aqui nesse ano, as ameaças dos caminhoneiros foram explícitas. Mas o Governo estranhamente se manteve letárgico, até chegar ao ápice das paralisações e desabastecimento. Para depois ameaçar com decisões da Justiça publicadas no Diário Oficial e acenar com a risível possibilidade de colocar soldados nas boleias dos caminhões para fazê-los chegar ao destino – tão risível que lembra o episódio da caça do boi no pasto por agentes federais com o desabastecimento proposital de empresários do setor durante o Plano Cruzado em 1986.

 

Apropriação da narrativa
Como sempre, protestos surgem por motivos reais e justos: em 2013 o aumento de um transporte público sem qualidade; e hoje, a escalada diária do aumento dos combustíveis numa política de preços voltada exclusivamente para satisfazer os acionistas da Petrobrás.

 

Se as manifestações de junho foram contra as tarifas dos ônibus, logo a grande mídia se apropriou do movimento para impor sua agenda: PECs 37 e 33, fim da corrupção, contra os gastos da Copa das Confederações e o “Não Vai Ter Copa”.

 

No início os manifestantes eram avaliados pela mídia como “baderneiros”, “ignorantes políticos” e “rancorosos”. Depois se transformaram no “novo na política” contra “tudo que está aí” na avaliação dos colunistas da grande imprensa.

 

E também, para a Globo, os caminhoneiros nada mais eram do que “arruaceiros”, “baderneiros” e “perigosos”. Nesse momento, os analistas da emissora voltam seus canhões para a passividade e demora do governo Temer esboçar uma reação. Enquanto as câmeras seletivamente enquadram faixas de caminhoneiros contra os impostos, a corrupção na Petrobrás e pedindo “intervenção militar já!”. E nada de mostrar protestos contra a política de preços pró-acionistas do presidente Pedro Parente.

 

 

28
Mai18

Greve caminhoneiros/ prejuízos passam de 17 bilhões

Talis Andrade

pedro parente de moro e temer.jpg

 

 

Estimativas preliminares apontam que os prejuízos causados por Pedro Parente, com sua política de preços irresponsável na Petrobras, que visa criar condições para a entrega do pré-sal e ativos da companhia, já custaram R$ 10 bilhões ao Brasil; no setor avícola, mais de 50 milhões de aves já morreram por falta de ração; diante do caos, o ministro Carlos Marun sinaliza que pode mudar a política de Parente; no Distrito Federal, a população pobre saiu no tapa para tentar conseguir alguns litros de gasolina; vídeos: brasileiro compra gasolina na Venezuela por 30 centavos o litro. 

 

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247 – Pedro Parente, indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, depois do golpe de 2016, para presidir a Petrobras e organizar uma política de preços que visa garantir a entrega do pré-sal a grupos internacionais e preparar a venda de ativos da companhia, produziu um cenário apocalíptico no Brasil. Em apenas cinco dias de paralisação dos caminhoneiros, como decorrência da política insana de Parente, os prejuízos já somam ao menos R$ 10,2 bilhões, conforme as primeiras estimativas de diferentes setores, levantadas pela jornalista Joana Cunha.

 

Isso sem contar nos R$ 5 bilhões que o governo usará para cobrir a perda que a Petrobras terá por reduzir o preço do diesel e suspender os reajustes diários. O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins, estima que 40% das atividades do setor tenham sido atingidas, comprometendo negócios de R$ 2,4 bilhões. Na indústria de frangos e suínos, o cálculo chega a R$ 1,8 bilhão perdido em cinco dias, diz Ricardo Santin, vice-presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal)", informa a jornalista. "Todo dia estão morrendo pintinhos ou ovos que não nascem. Já morreram mais de 50 milhões de aves", diz Santin.

 

Coloque na conta mais R$ 2 bilhões que Pedro Parente adiantou ao JP Morgan, por um empréstimo que venceria apenas em 2022, para benefício de José Berenguer, que preside o banco no Brasil. Os sócios José Berenguer e Pedro Parente rumaram para Nova Iorque para os aplauzos, antes da greve, a Sergio Moro, que nos Estados Unidos deitou falação. Moro sempre aplaudiu o novo presidente da Petrobras, cuja política entreguista aprova.   
  

Além disso, mais R$ 1 bilhão deixou de ser faturado no setor farmacêutico, estima o Sindusfarma (da indústria de medicamentos). "Se faltam remédios, as doenças crônicas e as agudas podem se agravar, elevando despesas hospitalares", diz Nelson Mussolini, presidente da entidade. Outro R$ 1,3 bilhão é a conta da Anfavea, que parou a produção de veículos. Se não bastasse, mais de 100 voos foram cancelados apenas no dia de ontem.

 

Neste cenário de filme de terror, brasileiros pobres saíram no tapa, ontem, na cidade de Taguatinga (DF), para conseguiu alguns litros de gasolina. Inscreva-se na TV 247 e confira a barbárie criada pelos golpistas no Brasil:

 

 

 

 

 

26
Mai18

BANCO PRESIDIDO POR SÓCIO DE PEDRO PARENTE RECEBEU R$ 2 BI DA PETROBRAS

Talis Andrade

Parente em Nova Iorque com Moro.jpeg

Pedro Parente foi a Nova Iorque homenagear o amigo Sergio Moro 

 

Pelas cousas cabeludas que vêm acontecendo, a lava jato parou as investigações da corrupção na Petrobras.

 

Parou sim. Algo de podre existe no reinado de Pedro Parente, amigo de Sergio Moro.

 

A Petrobras realizou pagamento de R$ 2 bilhões ao banco JP Morgan, por um empréstimo que venceria apenas em 2022.

 

No Brasil, o banco é presidido por José Berenguer, que é sócio de Pedro Parente, responsável pela política de reajuste de preços dos combustíveis que provocou o caos no País com a greve dos caminhoneiros.

 

O presidente da Petrobras também é dono da Prada Ltda., especializada em gestão financeira de famílias milionárias; sua esposa, que já teve passagem pelo JP Morgan, é sua sócia. 

 

Do Jornal do Brasil/ 247 - José Berenguer preside o JP Morgan no Brasil. O banco recebeu pagamento no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras. Segundo a revista eletrônica Crusoé, Berenguer e Parente, na prática, são sócios.

 

A informação é do repórter Filipe Coutinho, da revista eletrônica Crusoé. "Um cruzamento de pessoas jurídicas mostra que, na prática, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, é sócio do presidente da JP Morgan no Brasil, José Berenguer", diz a reportagem.

 

Ainda de acordo com Crusoé, os R$ 2 bilhões teriam sido um adiantamento de um empréstimo que venceria apenas em 2022.

 

Conflito de interesses na BRF

 

O presidente da Petrobras já esteve envolvido em outras questões polêmicas. Ao assumir o conselho de administração da BRF, disse não haver "conflito de interesses".

 

O nome de Parente, que está à frente da Petrobras desde junho de 2016, foi proposto pelo empresário Abilio Diniz, no comando do colegiado desde 2013, e teve apoio da gestora brasileira Tarpon, e dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil).

 

Pedro Parente também é dono da Prada Ltda., especializada em gestão financeira de famílias milionárias. Sua esposa, que já teve passagem pelo JP Morgan, é sua sócia.

 

Antes de assumir a presidência da Petrobras, a Prada atendia 20 famílias. Depois de ter sido nomeado presidente da estatal, o número de famílias atendidas pela Prada aumentou consideravelmente. Até mesmo bilionários passaram a requisitar os serviços. Além disso, empresas também entraram na lista de clientes da especializada em gestão financeira.

 

Berenger foi com Parente para NY

 

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Paulo Henrique Amorim fala dos comes & bebes de Moro em Nova Yorque, e entre os convidados retratados está José Berenger.

 

Escreve PHA: Olha a tchurma do Moro! Que chic!

Código de Ética da Magistratura? Ora, isso é uma bobagem!
 

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