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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

26
Jan22

A Lava Jato acabou, mas o lavajatismo continua forte no MP e ameaçando as instituições (vídeos)

Talis Andrade

www.brasil247.com - Moro, Júlio Marcelo e Lucas Furtado

Moro, Júlio Marcelo e Lucas Furtado

 

Recurso no CNMP protelou demissão de Castor de Mattos, ex-estagiário de Dallagnol, e no TCU fã de Sergio Moro tumultua processo referente à Alvarez & Marsal

 

por Joaquim de Carvalho

Dois fatos esta semana mostram que a Lava Jato deixou formalmente de existir, mas continua fortalecida no seio das instituições da república. Um deles é o pedido do subprocurador Lucas Furtado, do Tribunal de Contas da União, para que seu colega, o procurador Júlio Marcelo, seja declarado suspeito. O outro é o processo que decidiu pela demissão do procurador Diogo Castor de Mattos, acusado de violação constitucional ao fazer autopromoção, num outdoor de Curitiba, um caso que apresenta indícios de crime de falsidade ideológica.

Castor de Mattos já deveria estar fora do Ministério Público Federal, como decidiu o Conselho Nacional do Ministério Público em outubro. Mas uma manobra de seus advogados impediu a aplicação imediata da sentença, como prevê a jurisprudência do órgão. Castor de Mattos apresentou embargos de declaração na sentença que decidiu pelo seu afastamento definitivo do MPF.

Sem que os embargos tivessem sido julgados, os advogados de Castor de Mattos, ex-estagiário de Deltan Dallagnol, apresentou no recesso do CNMP pedido de efeito suspensivo da sentença. O conselheiro plantonista, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, que não é relator do caso, concedeu a medida, e Castor de Mattos continuou no exercício pleno de suas funções, e recebeu até verbas extras no valor de R$ 158 mil, em deembro.

O efeito suspensivo da sentença de Castor de Mattos contraria decisão do CNMP em caso similar, o afastamento por 45 dias sem vencimentos de um promotor do Mato Grosso que fez acusações contra o ministro Gilmar Mendes, do STF. 

Ao detectar que o procurador-geral de Justiça daquele Estado estava protelando o cumprimento da decisão, o relator do caso se manifestou em dezembro passado nos seguintes termos: "Em regra, todas as decisões do Conselho têm cumprimento imediato”. E acrescentou: "Essa sistemática resta prevista no próprio regimento interno, ao estabelecer que nem mesmo os embargos de declaração têm efeito suspensivo.”

O conselheiro plantonista ignorou essa jurisprudência ao suspender a demissão imediata do ex-estagiário de Dallagnol, mas decidiu levar o recurso ao plenário, na sessão prevista para ocorrer amanhã. “Vamos acompanhar e usar todos os instrumentos legais para evitar que Castor de Mattos seja blindado e fique impune”, disse a advogado Tânia Mandarino, do Coletivo de Advogadas e Advogados pela Democracia, que atua no caso.

Já no TCU o procurador da república Júlio Marcelo tem tentando tumultuar o processo em que Sergio Moro é investigado por conflito de interesses na celebração de contrato com a Alvarez & Marsal, responsável pela administração da recuperação judicial de empresas arruinadas pela força-tarefa de Curitiba, que  esta semana o ex-juiz assumiu ter comandado.

Júlio Marcelo, que atua no TCU a exemplo de Lucas Furtado, se considera o procurador natural para atuar no caso e, nessa condição, requereu ao relator do processo, ministro Bruno Dantas, que retire dos autos todas as manifestações do colega, responsável pela abertura do caso. Lucas Furtado atua em caráter extraprocessual, o que é admitido pelos regulamentos do TCU.

"Assombra-me o fato de colega desse Parquet se incomodar tanto com possíveis colaborações no âmbito do processo. Como já havia dito, minha atuação se encontra respaldada nos regulamentos internos, não havendo empecilhos para que ofícios sejam encaminhados ao relator. Não existe suspeição de minha parte, mas acredito existir possível conflito de atuação do Sr. Júlio Marcelo nos autos em epígrafe visto ele ser amigo do responsável em análise (ex-juiz Sérgio Moro)”, afirmou, em ofício dirigido ao ministro Bruno Dantas.

Lucas Furtado recorda algumas manifestações públicas de Júlio Marcelo, como esta: "Fazer a coisa certa sempre! Moro saiu do governo como entrou. Íntegro, correto, leal ao país. Um gigante que sempre se colocou a serviço do Brasil. Que Deus o abençoe e proteja.” Ou esta: "Assistindo à excelente entrevista com o juiz Sergio Moro no Roda Viva, exemplo de magistrado e homem público.”

Ele também se apresentou como fã em outros momentos. ”Neste Dia Internacional de Combate à Corrupção, tive a honra de discursar na Câmara dos Deputados, na sessão solene em homenagem a Sérgio Moro, e de receber a Medalha Patriótica, conferida pelos Movimentos da Sociedade Civil. O Ministro Sérgio Moro merece todas as homenagens!”, disse.

Júlio também fez declarações apaixonadas pelo trabalho de outros membros da Lava Jato: ”Deltan Dallagnol, os colegas da Lava Jato e Sérgio Moro são exemplos de pessoas de bem, éticas, corretas e corajosas. Enfrentam o maior caso de corrupção do mundo com profissionalismo e dedicação invejáveis. Basta ver as decisões esmagadoramente mantidas pelo TRF4 e pelo STJ.”

Lucas Furtado sugeriu ao relator do processo que atue junto à procuradora-geral do Ministério Público do Tribunal de Contas da União para que avoque os autos ou promova novo sorteio dentre os demais procuradores e subprocuradores (um degrau acima na hierarquia da instituição) para atuar no caso. Ele não reivindica para si o processo, mas que o interesse público seja observado na atuação do Ministério Público. 

Um lavajatista ou fã de Sergio Moro e Deltan Dallagnol não tem isenção para desempenhar o papel de fiscal da lei e investigar os indícios veementes de conflito de interesses em favor da multinacional norte-americana Alvarez & Marsal, que pode ter lucrado com as ações abusivas da Lava Jato.

 

21
Jan22

Marlus Arns, amigo de Moro e Rosângela, entra no Prerrogativas, alvo de ataque do ex-juiz

Talis Andrade

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Marlus está no grupo do Telegram de que participa Tacla Durán, advogado que o acusa de ter extorquido dinheiro para evitar que Moro decretasse sua prisão. Propina de cerca de R$ 3,5 milhões

 

por Joaquim de Carvalho

- - -

Num esforço desesperado para ocupar espaço, o ex-juiz Sergio Moro, julgado parcial e suspeito pelo STF, atacou o Prerrogativas, grupo de advogados que se tornou marco na luta em defesa da Constituição.

"Vejo que o clube dos advogados pela impunidade quer debater. Desculpem, mas este é um clube do qual não quero participar", disse no Twitter.

O ataque de Moro não encontra eco nem mesmo em seus amigos mais próximos. 

O advogado Marlus Arns faz parte da rede do Prerrogativas no Telegram, mas, ao que parece, não tem se manifestado. Ele, no entanto, acompanha as discussões.

Excluindo a hipótese de que esteja ali como infiltrado, o advogado não concorda com Moro, marido de Rosângela, parceira dele em pelo menos um caso do que ficou conhecido no Paraná como “Máfia das Falências”, comandada pela família Simão.

"Há um grupo de advogados, como esse Prerrogativas, trabalhando pela impunidade de corruptos. Esses mesmos advogados se arvoram de alguma espécie de ética, de alguma espécie de superioridade moral em relação ao Ministério Público e em relação aos juízes que participaram desses casos. No fundo a vergonha está neles”, injuriou Moro, em entrevista à revista Veja.

Arns, que foi um dos advogados do pequeno grupo que conseguiu que seus clientes celebrassem acordos de delação sob jurisdição de Moro, tem explicações a dar.

Não apenas sobre a Máfia das Falências — que começou a ser investigada por uma CPI na Assembleia Legislativa no Paraná, interrompida por decisão do Tribunal de Justiça daquele Estado.

Mas, quando procurei Marlus Arns, optou pelo silêncio.

O advogado Rodrigo Tacla Durán o acusou de extorquir dinheiro para impedir que Moro decretasse sua prisão, em 2016.

Tacla Durán apresenta pelo menos uma prova: o comprovante de transferência bancária no valor de 612 mil dólares (cerca de R$ 3,5 milhões) para a conta do escritório de Arns.

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“Se o Marlus disser que são honorários por ter advogado para mim, eu o desafio a apresentar contrato ou procuração que tenha passado para ele. Não existe. Foi extorsão”, disse Tacla Durán a amigos num grupo do WhatsApp.

Em 2019, numa audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Moro ficou irritado quando a deputada Gleisi Hoffmann, presidente do PT, questionou a relação dele e da esposa com Marlus Arns.

“Não tem nenhuma relação, disse, o que contraria o fato dos dois terem atuado juntos no caso da Máfia das Falências. "Até onde tem presente, é uma pessoa com absoluta correição (sic)”, afirmou, exaltado.

Ao entrar na rede do Prerrogativas, contrariando o antigo amigo Moro, Arns pode estar tentando se reciclar, como fazem muitos que colaboraram com a violação da democracia no País, que teve a Lava Jato como protagonista.

E é importante registrar que o grupo do Prerrogativas no Telegram é aberto, tem mais de 5 mil inscritos. A participação de Marlus revela o interesse dele pelo grupo, e não o contrário.

Para a sociedade brasileira, importa passar a limpo o período de retrocesso institucional comandado por Moro,  que uniu setores do sistema de justiça, mídia e operadores do direito e teve, de outro lado, a resistência de democratas, inclusive os que fundaram o Prerrogativas.

É preciso investigar a fundo o que representou a Lava Jato e punir eventuais criminosos o quanto antes, para evitar o que ocorreu depois da ditadura de 64. Quando o Brasil decidiu expor a verdade daquele período tenebroso, já era tarde.

A criação da Comissão da Verdade, em 2011, foi o estopim do movimento desencadeado por setores das Forças Armadas que resultaram na eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

A seguir, as perguntas enviadas a Marlus Arns, até agora não respondidas.

1)O advogado Rodrigo Tacla Durán o acusa de extorsão num caso da Lava Jato. Como o senhor responde a ele?

2) Tacla Durán apresenta o comprovante de transferência de 612 mil dólares para a conta do seu escritório, em julho de 2016. A que se refere essa transferência?

3) O senhor faz parte da rede do Prerrogativas no Telegram. Isso significa que o senhor discorda de Sergio Moro quando ele diz que o Prerrogativas é um grupo de advogados que defende a impunidade dos corruptos?

4) Há pelo menos um caso de administração de falências em que o senhor atua com Rosângela Moro. O senhor tem outros casos compartilhados com ela? O senhor já foi sócio da Dra. Rosângela Moro?

5) Fique à vontade para outros esclarecimentos.

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20
Jan22

Mesmo fora do MPF, Deltan Dallagnol recebeu R$ 207 mil de verba extra

Talis Andrade

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Parceiros de Dallagnol na Lava Jato, como Diogo Castor e Januário Paludo, também tiveram contracheque bem gordo em dezembro

 

por Joaquim de Carvalho

Mesmo depois de se demitir, Deltan Dallagnol teve rendimentos brutos extras de R$ 207 mil do Ministério Público Federal em dezembro.

Ele não foi o único da Lava Jato contemplado com um contracheque bem mais gordo no último mês de 2021. 

O notório Januário Paludo teve acréscimo de R$ 306 mil brutos em seu salário. Isabel Cristina Groba Vieira, que exigiu que Lula a chamasse de doutora em um dos depoimentos do ex-presidente a Moro, teve vencimentos brutos acrescidos de R$ 174 mi.

Orlando Martello, que Dallagnol considerava um dos estrategistas da Lava Jato, teve um extra de R$ 158 mil. 

Letícia Pohl Martello, esposa dele, que como coordenadora da área criminal do MPF de Curitiba criou com Dallagnol a força-tarefa, teve rendimentos brutos a mais de R$ 105 mil.

Diogo Castor de Mattos, que teve a pena de demissão aplicada pelo Conselho Nacional do Ministério Público pelo caso do outdoor que envolve crime de falsidade ideológica, teve um extra bruto de R$ 158 mil.

Outros membros da Lava Jato e de todo o Ministério Público Federal também foram contemplados com essas verbas extras, cujo pagamento foi autorizado pelo procurador-geral, Augusto Aras.

O maior rendimento extraordinário foi pago ao procurador Mário Lúcio de Avelar, da Procuradoria da República de Goiás: R$ 471 mil brutos, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo — que, no entanto, não citou os lavajatistas.

Depois da reportagem, Aras explicou a razão do pagamento dos extras.

"Trata-se da quitação de dívidas da União para com membros do MPF, tais como licença-prêmio, abonos e indenizações de férias não usufruídas. Parte dessas dívidas é antiga (algumas da década de 1990) e foi reconhecida por decisões judiciais, que determinaram a respectiva quitação. Referem-se, portanto, a direitos previstos em lei, reconhecidos e disciplinados pelos órgãos superiores e de controle, caso do CNMP”, disse, por meio de nota oficial.

Dallagnol pediu demissão do MPF em novembro e se filiou ao Podemos em dezembro, para disputar um cargo nas próximas eleições, possivelmente o de deputado federal, que tem salário menor do que a média do Ministério Público.

Castor de Mattos tem tentado adiar a pena aplicada pelo CNMP e, portanto, como membro ativo da instituição, continua a usufruir dos mesmos direitos que os demais.

Ele e outros procuradores da força-tarefa estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União por conta de diárias que receberam ao longo do funcionamento da Lava Jato, mesmo possuindo residência em Curitiba.

Alguns procuradores embolsaram mais de R$ 700 mil ao longo de sete anos a título de diárias.

Nesse caso, há indícios de irregularidades e até mesmo de ilegalidades. Já o contracheque de dezembro, a julgar pelo esclarecimento de Aras, não é ilegal. Mas, em tempo de pandemia e consequente restrição orçamentária, é inegavelmente imoral.

Para quem quiser conferir os valores extras que cada procurador embolsou, clique aqui.

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18
Jan22

Bancada do Podemos se rebela contra candidatura de Moro e ameaça com desfiliação em massa

Talis Andrade

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247 - A pré-candidatura do ex-juiz Sergio Moro, declarado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) parcial e suspeito nos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato, abriu uma crise no interior do Podemos que poderá resultar em uma debandada por parte da bancada do partido no Congresso. De acordo com a Carta Capital, dos onze parlamentares do partido, ao menos sete são contrários à candidatura de Moro. 

Segundo a reportagem, os parlamentares alegam que Moro possui perfil individualista e que “a campanha majoritária irá dizimar a bancada federal. Os motivos vão desde os arranjos regionais à divisão do fundo eleitoral de 229 milhões. Pesam ainda o desempenho mediano de Moro nas pesquisas e o pouco tempo de televisão”. A pressão da bancada de deputados federais do Podemos partido é para que o ex-juiz migre para o União Brasil ou se candidate ao Senado pelo partido.

“Diante disso, deputados federais avisaram a Moro e a presidente do partido, Renata Abreu, que irão se desfiliar caso uma solução não seja encontrada”, destaca a Carta Capital. Atualmente, a bancada do Podemos é dividida entre bolsonaristas (cerca de 80% votam com o governo) e lulistas, com ao menos dois deputados, Bacelar (BA) e Ricardo Teobaldo (PE), mais próximos da esquerda em seus estados. 

“É possível que alguns deputados não queiram devido aos acordos regionais, mas quem não quiser ir com o Sergio Moro pode sair e, a partir daí, o partido fecha a questão”, disse o senador Oriovisto Guimarães (PR) sobre o assunto. [Candidato na onda lavajatista bolsonarista do golpe eleitoral de 2018, que prendeu Lula para eleger um candidato da extrema direita presidente. 

Os três senadores do Paraná são conservadores podres de ricos. À Justiça Eleitoral, Oriovisto declarou um patrimônio de R$ 240 milhões. Não é cousa pouca para quem começou a vida como um simples professor de matemática do ensino médio. 

Os três senadores da direita defenderam a reforma trabalhista de Temer mais retrocessos do Governo Bolsonaro. 

COM SAÍDA DE FLÁVIO ARNS DA REDE, PODEMOS TERÁ OS TRÊS SENADORES DO PARANÁ  - A Política Paraná

Flávio Arns e Oriovisto Guimarães continuam senadores até 2026. Álvaro Dias vai disputar mais um mandato de oito anos, e talvez ofereça para Moro uma suplência. Se  Moro, pelo Paraná, disputar um cadeira na Câmara dos Deputados, resta para Deltan Dallagnol se candidatar a deputado estadual]

 

13
Jan22

Internautas se revoltam e cobram que Twitter notifique postagem falsa do mentiroso Carlos Bolsonaro atacando Lula

Talis Andrade

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Fake news grotesca contra o ex-presidente foi postada há quase 14 horas e o Twitter ainda não tomou providências a respeito

 

Informa o portal 247, que o nome do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que reside em Brasília, é um dos assuntos mais comentados no Twitter, após o filho 02 publicar uma postagem falsa com foto de um homem em cima de uma lancha, com o escrito “Lulalu”, afirmando se tratar de Lula, candidato a presidente em 2 de outubro próximo, e favorito nas pesquisas que indicam, as eleições realizadas hoje, seria eleito, consagradamente, no primeiro turno.Image

Na manhã desta quarta-feira (12), no entanto, o próprio Lula citou a fake news ao afirmar pelo Twitter que Bolsonaro “não trabalha, não resolve problemas e dificuldades do povo, só cria confusão e espalha fake news”.

“Denunciem esse tuiter mentiroso! Esse cidadão é uma vergonha, um palhaço sem graça! Carlos bolsonaro é um palhaço ridículo”, disse um internauta. “o @TwitterSeguro vai deixar isso barato? permitindo essas vigarices dá a impressão que o twitter apoia. mais um que já deveria ter sido banido do twitter há tempos”< defendeu outro internauta.

Joaquim de Carvalho
Carlos Bolsonaro publica mentira sobre Lula. Não é erro, é método. E eles vão continuar. boatos.org/politica/lula-
 
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Jornalistas procuraram o vereador geral do Brasil na casa do primo Léo Índio, em Brasília, mas não foi encontrado.
Izanildo Sabino -13.580 #ForaBolsonaroEBando 
Efeito Lula deixa Carluxo desesperado, já está vendo em todos os lugares. Faz o L que passa! #LulaPresidente13Image
 
 
 
Primo amigo de Carlos Bolsonaro 'conquista' emprego no Senado. Salário: R$  22,9 mil - Rede Brasil Atual
 
Léo Índio esconde Carlos Bolsonaro.
 

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Marcio Macedo
Com Base na pesquisa divulgada pela Quaest, a primeira de 2022, o Presidente continua liderando com mais de 20 pontos a frente do 2º colocado e mantem possibilidade de vitoria em 1º Turno. #LulaPresidente13
06
Jan22

Assessor bolsonarista pivô no Escândalo do Laranjal do PSL é encontrado morto

Talis Andrade
Gilberto Figueiredo
Antes das eleições de 2022 muita gente da milícia vai "se morrer".Image
 

Haissander Souza de Paula, próximo do ex-ministro do Turismo e deputado Marcelo Álvaro Antônio, chegou a ser preso pela PF por cobrar a devolução da verba pública de campanha por candidatas da legenda em 2018

 
 

Haissender Souza de Paulo, que foi assessor do ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro e deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, acusado pela Polícia Federal de ser o operador do Escândalo do Laranjal do PSL, um esquema de desvio de verbas de campanha na eleição de 2018, foi encontrado morto nesta quarta-feira (5) numa propriedade de sua família em Aimorés (MG).

Ainda não ficou claro em que circunstâncias Haissander morreu. De acordo com pessoas da região, ele teria sido encontrado desorientado há alguns dias, perambulando pelas ruas de Governador Valadares (MG), a 180 km de Aimorés, também na região do Vale do Rio Doce, o que motivou a realização de um vídeo que foi postado nas redes sociais no intuito de localizar algum parente do ex-assessor parlamentar.

Encontrado pelos familiares e de volta à cidade natal, Haissander teria passado mal na última noite (4) e vomitando sangue, o que o levou a buscar ajuda num hospital local. Após ser medicado e liberado, ele voltou para a residência de sua família e para ser encontrado já sem vida na manhã desta quarta-feira (5).

Em junho de 2019, Haissander chegou a ser preso durante uma operação da PF e disse em depoimento que “parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”, envolvendo o presidente da República no esquema ilegal de caixa 2.

Meses depois, os investigadores descobriram que R$ 690 mil de verbas do fundo partidário chegaram a ser repassados à ex-esposa de Álvaro Antônio, Janaina Cardoso, que foi candidata. Em depoimento à PF, Jandir Siqueira, presidente do PSL em Belo Horizonte, contou que o valor foi repassado para a campanha de Janaina por determinação do próprio ex-marido dela.

Em suas redes sociais, o ex-assessor encontrado morto nesta manhã ostentava fotos com figuras influentes do bolsonarismo, como o empresário Luciano Hang, conhecido como Véio da Havan, o apresentador Ratinho, parlamentares e com o próprio chefe de Estado.Carlos Heraclio #LulaLivre on Twitter: &quot;Charge : Moro diz que suspeitas  sobre &#39;laranjas&#39; do PSL serão apuradas e eventuais culpados serão  responsabilizados. https://t.co/HyzPBrd6h3&quot; / Twitter

Laranjal dos bolsonarista do PSL

Nas eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República pelo PSL, um esquema de desvio de recursos do fundo partidário foi descoberto pela Polícia Federal envolvendo o candidato eleito pelo partido em Minas Gerais Marcelo Álvaro Antônio, que seria nomeado no início do mandato pelo líder radical como ministro do Turismo.

Segundo a investigação dos federais, Álvaro Antônio e o assessor Haissander liberavam candidatura de mulheres pelo PSL, mesmo não tendo qualquer intenção de realizar campanha para elas ou elegê-las, em troca do compromisso de que repassariam à empresa ligada a um outro assessor os valores recebidos do fundo partidário, a verba pública destinada por lei aos que pleiteiam um cargo em eleições.

A I9 Minas e Assessoria, que recebeu R$ 267,2 mil do partido apenas de janeiro a abril de 2020, pertence a Reginaldo Donizete Soares, irmão de Robertinho Soares, também assessor do ex-ministro e atualmente deputado Marcelo Álvaro Antônio. Robertinho chegou a ser preso durante a operação que investigava o esquema de candidaturas de fachada no PSL.

Alvo de busca e apreensão no ano passado, a I9 foi apontada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público como parte fundamental do esquema de desvio de recursos de candidatas laranja na eleição de 2018.

Notícias relacionadas

 
05
Jan22

"É altamente suspeita a troca do delegado do caso Adélio", diz Joaquim de Carvalho

Talis Andrade

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247 - O jornalista Joaquim de Carvalho, em participação no programa Bom Dia 247 desta quarta-feira (5), falou a respeito da Polícia Federal, que escolheu um delegado que já investigou o PCC (Primeiro Comando da Capital) para dar continuidade ao inquérito sobre as circunstâncias do suposto atentado contra Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

De acordo com o jornalista, que foi a Juiz de Fora (MG) em 2021 produzir um documentário sobre a suposta facada contra Bolsonaro, a movimentação requer atenção. 

“É preciso ficar de olho no inquérito sobre o caso da facada ou suposta facada em Juiz de Fora. Não conheço o delegado nomeado para o caso, em substituição a Rodrigo Morais, que foi para os EUA. Mas trocar o titular do inquérito em um caso complexo como este é altamente suspeito”, disse Joaquim. 

O jornalista ainda explicou que acompanhou a atuação de Rodrigo e que ele estava “buscando informações mais consistentes sobre o episódio”. 

“Numa investigação complexa como essa, jamais podemos trocar o condutor da investigação”, completou.Geuvar on Twitter: &quot;Para que servem as forças armadas? Apoie o trabalho do  cartunista Tocantinense *Geuvar Oliveira* (clique no link):  https://t.co/5992OBs9nn #golpe #charge #bozonaro #BANESTADOleaks #CC5gate  #cloroquina #covid19 #viralatismo ...

 

Bolsonaro contra atestado de doido

 

O delegado em questão, Martin Bottaro Purper, está há 17 anos na corporação. Caberá a  ele buscar informações que possam esclarecer se Adélio Bispo de Oliveira cometeu o atentado sozinho ou contou com a ajuda de alguém.

A Justiça o considerou doente mental e, por isso, inimputável.

Bolsonaro insiste na tese de que a PF não fez uma investigação correta e de que houve um mandante. O objetivo é político, levantar a bandeira de que foi vítima de um atentado político a mando da esquerda. A narrativa sobre a facada volta ao cenário da disputa eleitoral de 2022.É só um meme - 9GAG

 
 
 [Por que Adelio Bispo, que treinou armas de fogo na mesma escola de tiro dos filhos de Bolsonaro, preferiu usar uma arma branca no meio de uma multidão de bolsonaristas exaltados em Juiz de Fora, MG?]
04
Jan22

E da outra obstrução, ninguém diz nada?

Talis Andrade

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Por Eric Nepomuceno /Jornalistas pela Democracia

No primeiro dia útil de 2022 o inútil Jair Messias acordou internado num hospital de luxo em São Paulo. Desta vez, como a situação parece mais séria, nada de hospital militar.

Aliás, me apresso para corrigir a tremenda injustiça que acabo de cometer: Jair Messias é de insuperável utilidade. Mas apenas para destroçar o país, atentar contra as instituições e proteger cúmplices, filhos e outros quetais que giram à sua volta.

Pois bem, voltando ao assunto: até o final da tarde não havia notícias concretas sobre seu estado de saúde. Sabia-se apenas que se trata de uma obstrução intestinal. E que tais obstruções podem, como tudo aliás nesta vida, ser menos ou mais grave. 

Enquanto seu médico preferido, o doutor Antônio Luiz Macedo, vinha do Caribe onde passava férias supostamente em avião da FAB – portanto, voando às custas do erário – corriam rumores de diversos tipos. 

Já o doutor em questão disse que o avião não era da FAB coisa nenhuma: tinha sido enviado pelo hospital paulistano. 

Leio que o jornal Folha de S.Paulo levantou orçamento em duas empresas de voos fretados. Resultado: um mínimo de 340 mil e um máximo de 680 mil reais. 

Resta saber se o hospital vai pagar do próprio bolso, digo, do próprio cofre, ou se o voo será pago pelo bolso de cada um de nós. Do senhor doutor, nem pensar. Do de Jair Messias, menos ainda. 

Voltando aos rumores, eles indicavam que seu quadro poderia ser bem mais grave do que aparece no boletim do hospital, ou apenas preocupante. Resumindo: de concreto, ninguém sabia nada ao certo, a não ser, claro, os médicos que atendem o obstruído.  

Como não poderia deixar de ser, os bolsonaristas, os sabujos do governo e o mais desequilibrado do quarteto de filhotes, Carluxo, o vereador do Rio que mora em Brasília, logo associaram a obstrução intestinal à famosa facada de 2018.

Mas sabe-se que há anos Jair Messias padece de doenças abdominais, especialmente nos intestinos. Nisso, ninguém fala. 

Pois há uma reportagem redonda aqui no 247, de autoria de Joaquim de Carvalho, rigorosa e imperdível, revelando essa questão.

Mestre soberano na arte de manipular, Jair Messias, a senhora primeira-dama, filhotes e cúmplices sempre trataram de esconder este fato.

Bem: a exemplo de milhões e milhões de brasileiros minimamente lúcidos, espero com todas as minhas forças que Jair Messias se recupere o mais rápido possível, e que essa recuperação seja sólida. 

Só assim ele poderá ser defenestrado nas urnas de outubro, perder a impunidade e ser levado para os tribunais onde responderá por um robusto rosário de crimes.

O que me espanta, em meio ao caos em que o Brasil naufraga e diante das cenas dantescas protagonizadas por Jair Messias nos últimos dias no belíssimo litoral de Santa Catarina, é que ninguém fale de outra obstrução padecida pelo senhor presidente, menos grave para ele, mas mortal para todo o país.

Estou me referindo à sua cada vez mais bestial e evidente e concreta obstrução cerebral. Do cérebro de Jair Messias só sai maldade, crueldade e desejo incontrolável de destruição.

Pensando bem, uma obstrução até pode ser resultado do efeito colateral da outra.

Como o conteúdo de seu cérebro dá, a cada dia, mais e mais claros e sólidos indícios de ser exatamente o mesmo de seu intestino, essa é uma hipótese bastante consistente.

De tudo isso, ao menos uma certeza é clara de toda claridade: caso ocorra – e reitero meu mais forte desejo de que ocorra, e o mais rápido e firme possível –, a recuperação de Jair Messias será infinitas vezes mais fácil e menos dolorosa que a recuperação do país que ele destroça cada vez mais dia a dia, hora a hora, com persistência insuperável.

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04
Jan22

Bolsonaro já estava doente antes da suposta facada, mas seus seguidores insistem na farsa

Talis Andrade

www.brasil247.com - Bolsonaro já estava doente antes da facada ou suposta facada

Bolsonaro, doente antes da facada ou suposta facada, participa de prática de cura mística-religiosa 

 

O pregador do Evangelho Adélio Bispo não era militante de esquerda quando houve o episódio em Juiz de Fora e Bolsonaro já tinha sido internado duas vezes

 

por Joaquim de Carvalho

- - -

Bolsonaro tem problemas gastrointestinais que o levam para hospitais desde antes da facada ou suposta facada em Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018. Mas ele e aliados continuam a usar o caso Adélio com um enredo político que não se sustenta nos fatos.

"A turma do ódio do bem ou ódio permitido invade mais uma publicação! Crer que a facada de antigo filiado do PSOL foi um fato isolado não é inocência”, escreveu Carlos Bolsonaro, em resposta à postagem na qual o pai anunciou que foi internado às 3 da madrugada, em São Paulo.

Adélio se filiou ao PSOL em 2007, assim como um dos seguranças de Bolsonaro em Juiz de Fora, o militar da reserva Hugo Ribeiro. Este deixou o partido para se filiar ao PTN e integrar o grupo chamado Direita Minas.

Hugo Ribeiro foi encontrado morto no início do ano passado no edifício onde trabalhava, em Juiz de Fora. Segundo laudo médico, ele foi vitima de enfarte fulminante.

Adélio deixou formalmente o PSOL em 2014, quando era pregador evangélico, mas antes disso já militava com a direita. Participou de manifestações contra Dilma Rousseff em Brasília em 2013 e frequentava o diretório do PSD em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Era tão próximo do partido que acreditava ter sido filiado. Tanto que a Polícia Federal encontrou na pensão onde se hospedou em Juiz de Fora uma carta de janeiro de 2016 com pedido de desfiliação, com o protocolo de recebimento assinado por um representante do PSD.

No âmbito nacional, o PSD é um partido de centro-direita, mas, em Uberaba, está mais à direita, sob a liderança do ex-deputado e médico Marcos Montes. Ele era da bancada ruralista e hoje é secretário-executivo do Ministério da Agricultura.

Nos pertences de Adélio, além da carta ao PSD, foi encontrado um cartão com os telefones de Marcos Montes.

A Polícia Federal em Juiz de Fora tinha essas informações ao elaborar o auto de flagrante de Adélio, mas as omitiu. Registrou, no entanto, sua filiação ao PSOL.

Dois agentes da PF na cidade, que atuaram no esquema de segurança informal de Bolsonaro, foram promovidos depois da eleição. Marcelo Bormevet se tornou chefe de um departamento da Abin e Felipe Arlotta Freitas foi nomeado assessor do diretor-geral, Alexandre Ramagem.

Outros três policiais federais que estavam em Juiz de Fora naquele dia também foram promovidos, dois deles para cargos no exterior da alçada do Itamaraty. 

Se efetivamente houve a facada, e não foi autoatentado, hipótese não investigada pela PF, a promoção dos policiais é tão bizarra quanto nomear um médico que comprovadamente falhou numa cirurgia para dirigir um hospital.

E por falar em médico, chama a atenção que a Força Aérea Brasileira tenha deslocado um avião para buscar o cirurgião Antônio Macedo para atender Bolsonaro no hospital Vila Star, em São Paulo. 

"Estranho um paciente com complicações gostar tanto do mesmo médico”, disse um cirurgião que prefere não ser identificado. 

"A gente atende obstrução quase todo dia. Eu até entendo que ele queira ir para um hospital maior. O que é incomum é um paciente ter tantas complicações, mesmo que sejam complicações conhecidas e descritas na literatura, e gostar tanto do mesmo médico”, acrescentou.

No caso, hospital não é o mais importante, mas efetivamente o médico. Até porque, depois que atendeu Bolsonaro, Antônio Macedo se desligou ou foi desligado do Albert Einstein, mesmo tendo trabalhado lá por muitos anos, e foi para o Vila Nova Star.

O prontuário de Bolsonaro no Albert Einstein não foi entregue à Polícia Federal, apesar de solicitado. Em vez disso, o hospital entregou uma folha que parece ser um boletim médico, que tem a assinatura de Carlos Bolsonaro como recebedor.

A análise do prontuário é importante do ponto de vista de uma investigação médica ou policial a respeito da doença preexistente de Bolsonaro. No dia 7 de fevereiro de 2018, sete meses antes do episódio em Juiz de Fora, ele foi levado para uma clínica particular de Cascavel, onde participava de atos de pré-campanha, porque teve problemas gastrointestinais, segundo divulgado por sua assessoria de imprensa na época.

No dia 13 de abril, Bolsonaro passou mal no aeroporto de Boa Vista, Roraima, e foi levado para o Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro. No dia 29 do mesmo mês, Bolsonaro participou do evento Gideões Missionários da Última hora, em Blumenau, e se levantou quando o pastor pediu oração de cura para as pessoas com doenças no abdômen. Nas imagens registradas em vídeo, Michelle e um homem de terno colocam a mão sobre a barriga de Bolsonaro (foto acima).

No dia 6 de setembro, Adélio supostamente desferiu um golpe de faca no local que, coincidência ou não, é o mesmo em que os dois colocaram a mão. Digo "supostamente" porque não há nenhuma imagem que mostre a faca penetrando o corpo do então candidato. E havia um drone gravando toda a caminhada. A íntegra dessas gravações, realizadas por uma empresa contratada pelo Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora, desapareceu.

O médico que estranhou o apego de Bolsonaro ao cirurgião Macedo comentou que dificilmente a doença preexistente fosse câncer, já que, se houve facada, o risco de atingir o tumor era grande e, em consequência, as células se espalhariam e tornaria a doença muito mais difícil de ser curada. “Se havia doença preexistente e se houve facada, talvez ele tivesse diverticulite”, afirmou.

Que Bolsonaro estava doente, parece restar poucas dúvidas. Duas horas antes da facada ou suposta facada, ele mesmo se exibiu diante de fotógrafos e cinegrafistas que faziam a cobertura em Juiz de Fora tomando antiácido e ingerindo um comprimido que disse, em tom de galhofa, não ser “viagra”.

Essas dúvidas poderiam ser esclarecidas no inquérito que foi reaberto recentemente pela Polícia Federal, com autorização do Tribunal Regional Federal da 2a. Região. Mas essa possibilidade parece ter ficado mais distante com a transferência do titular da investigação, Rodrigo Morais, para uma força-tarefa nos EUA.

31
Dez21

Pelo andar da carruagem, Moro não chega às urnas em 2022

Talis Andrade

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Moro está no centro de dois escândalos: confessou ter combatido o PT como juiz e lavou mais branco os crimes do doleiro e contrabadista Alberto Youssef financiador de campanha eleitoral do senador  Álvaro Dias

 

por Joaquim de Carvalho

Esta quarta-feira pode ter selado o destino de Sergio Moro: seu nome fora das urnas em 2022, e de volta para os EUA, onde estará protegido, inclusive pelo contrato milionário com a Alvarez & Marsal, que lhe beneficiou quando juiz. 

Duas empresas que Moro quebrou com suas ações judiciais, a OAS e a Odebrecht, viriam a ser administradas judicialmente por esse escritório de advocacia norte-americano. Quando deixou de servir a Bolsonaro como ministro, Moro assinou contrato com a Alvarez & Marsal.

A Folha de S. Paulo detonou o primeiro escândalo desta quarta-feira, ao jogar holofotes para um caso que já havia sido revelado em 2015, mas que, como tudo o que se referia a Moro e a seus aliados nessa época, foi devidamente ignorado pela velha imprensa. 

Alberto Youssef havia assumido na CPI da Petrobras que fez doações eleitorais para Álvaro Dias, na campanha de 1998. Pelo menos parte delas constou da contabilidade oficial da campanha do senador, como mostrou a Folha.

Tanto Moro quanto Álvaro Dias se apressaram a rebater a reportagem, com um discurso unificado: na época da doação, ninguém sabia que Youssef era criminoso. Mentira: o doleiro que viria a ser conhecido como “delator de estimação” do ex-juiz já tinha sido preso nos anos 80 por contrabando.

O segundo escândalo foi detonado pelo próprio Moro, na entrevista que deu para uma rádio do Mato Grosso. Ele confessou que, como juiz, combateu o PT. 

"Como é que a gente pode defender um governo desse? Com pessoas [com fome] da fila de ossos, um governo que foi negligente com as vacinas, um governo que ofende as pessoas, um governo que desmantelou o combate à corrupção. Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato", disse Moro.

É claro que a intenção do ex-juiz não era admitir o que até as pedras de Curitiba sabem: que ele agiu com objetivo político na condução da Lava Jato e que, na verdade, o que sempre quis foi prender Lula e tirá-lo da disputa eleitoral em 2018 e abrir caminho para a vitória de um adversário do ex-presidente.

Mas, como não tem habilidade no manejo das palavras, se entregou.

Moro já foi declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas a confissão dele agrava a conduta e cabe ao Ministério Público tipificá-la. Tudo parece levar a um caso de venda de sentenças.

A atuação política de Moro como juiz era evidente. O candidato dele a presidente, como escrevi no início de 2018, era Álvaro Dias, que havia trocado o PSDB pelo Podemos para disputar a eleição. 

Como Álvaro nunca deixou de ser nanico na campanha, os frutos do trabalho aparentemente criminoso de Moro foram colhidos por Bolsonaro, que, através de Paulo Guedes, lhe ofereceu — quando um era magistrado e o outro candidato — o Ministério da Justiça e a possibilidade de nomeação para o Supremo Tribunal Federal.

Mais tarde, a disputa pelo controle da Polícia Federal entre Bolsonaro e Moro acabou alterando a rota dos dois.

Ao que tudo indica, o Podemos, que é controlado nacionalmente pela família Abreu e regionalmente no Paraná por Álvaro Dias, passou a ser a legenda para os planos de poder de Moro.

Alvaro foi blindado na Lava Jato e, no único depoimento que prestou depois de ser citado em mais de uma delação, Moro se comportou como cordeirinho. 

Nem ele nem o procurador designado por Deltan Dallagnol para a audiência, o notório Diogo Castor de Mattos, fizeram perguntas. Apenas o advogado de Álvaro fez indagações, e o senador, naturalmente, negou que tivesse recebido recursos desviados. O caso morreu por aí.Charges: 12/09/19

 

Sem toga e com poucas semanas de pré-campanha a presidente, Moro aparece agora com as canelas metidas na lama e o que poderia significar uma alavanca para o partido da família Abreu e de Álvaro Dias toma o formato de um âncora ou de um fardo que nenhum político experiente quer carregar.

Moro pode ir para a cadeia, e levar com ele a turma que apontava o dedo para adversários políticos enquanto escondia os seus crimes no armário. O ex-juiz poderá ser aconselhado a voltar para o abrigo de seus amigos nos EUA.

Vamos realizar documentário sobre o patrimônio de Moro e de Deltan Dallagnol e, para isso, contamos com a colaboação de vocês.

Para fazer uma doação, acesse o Catarse e escolha um dos valores sugeridos, a partir de R$ 10. Desde já, muito obrigado.

 

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