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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

17
Fev22

Mais de cem cadáveres em Petrópolis e Bolsonaro ameaça com mais mortes pelo golpe e tortura de uma ditadura militar

Talis Andrade

Capa do jornal Meia Hora 17/02/2022

 

A Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informaram que, pelo menos, 140 pessoas seguem desaparecidas após a forte chuva que atingiu Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O número deve ser maior, mas os nomes já cadastrados foram passados por familiares.

Até o momento, são 117 mortes confirmadas pela Defesa Civil e o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

As forças armadas ainda não apareceram para ajudar os civis. Do governo militar de Bolsonaro a ameaça de golpe. Golpe significa mais mortes. 

Não se dá golpe sem mortes, sem presos políticos, sem tortura, sem desaparecidos, sem exilados, retirantes da morte por balas ou espancamentos ou cadeira do dragão. 

Lá nas lonjuras da Europa, Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (16) que as Forças Armadas serão "fiadoras" do processo eleitoral. A declaração foi concedida à Jovem Pan após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgar o documento com as perguntas das Forças Armadas sobre o processo eleitoral e as respostas da corte. Um país democrático não pode viver sob ameaça de golpe. Veja vídeos:

 

"Estou aguardando — todo o Brasil está aguardando — o que as Forças Armadas dirão sobre a resposta do TSE. Se procede, se o TSE tem razão ou se não tem razão e o porquê. E os próximos passos serão dados pelas nossas Forças Armadas”, disse Bolsonaro.

As Forças Armadas fizeram 74 perguntas à Justiça Eleitoral. As respostas foram dadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), do TSE. Pobre Brasil ajoelhado pelo poder militar. Pela ocupação militar do governo. São mais de 8 mil e 454 cargos de civis. Um trem da alegria desgovernado.

E o governo militar de Bolsonaro é o governo da morte pelas bestas do Apocalipse. Pela Fome. São milhões de desempregados. O Brasil dos sem terra. Dos sem teto. Dos moradores de rua. Dos moradores de áreas de risco. O Brasil dos sem nada.

Mortos pela Peste. Pela covid. Milhares e milhares morreram porque tomaram remédios ineficazes, recomendados pelo charlatanismo assassino de Bolsonaro. Muitos morreram porque não tiveram acesso a um teste, não tiveram acesso a uma máscara (máscaras faltam ainda hoje), não tiveram acesso à vacina, que o governo fez campanha negacionista, demorou a comprar, permitindo a corrupção dos coronéis. O Ministério da Saúde militarizado, comandado pelo general da ativa Eduardo Pazuello, ofereceu remédios comprovadamente ineficazes. Fez propaganda do kit cloroquina que me engana e mata. O povo procurou as UTIs sem vaga. Na fila da morte,  sem direito a uma maca, sem direito a um leito hospitalar. Um povo que morreu sem ter acesso à intubação. Que morreu sem ar. Asfixiado. Vide o morticínio de Manaus. 

Os mortos da Morte morrida pela lama tóxica das barragens em Minas Gerais, pelas águas dos rios contaminados pelo mercúrio do garimpo ilegal na Amazônia. No fogo que desmata a floresta amazônica, para a passagem da boiada de Ricardo Salles. As mortes das doenças do Terceiro Mundo: malária, leishmaniose visceral, doença de chagas, doença do sono, tuberculose e as diarreicas. AS enfermidades causadas por agentes infecciosos ou parasitas, que atingem principalmente as populações mais pobres.

A morte pela Guerra das milícias que governam Petrópolis. Milícias que elegem os senadores, os deputados federais, os deputados estaduais, os vereadores, os prefeitos, os governadores do Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família Bolsonaro. Milícias que mataram Marielle Franco, Moïse Kabagambe, que apóiam o golpe de Bolsonaro, as milícias eleitorais armadas em expansão, lideradas por partidos da extrema direita e células nazistas. 

Capa do jornal O Dia 17/02/2022Capa do jornal Correio Braziliense 17/02/2022

02
Jan22

"Moro faz delação premiada de si mesmo em livro", diz o professor João Cezar de Castro Rocha

Talis Andrade

 

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Em entrevista à TV 247, professor da UERJ explica as contradições do ex-juiz parcial em sua relação com o doleiro Alberto Youssef

 

 

247 -  Em entrevista à TV 247, o professor de literatura comparada da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) João Cezar Castro Rocha fez uma análise da autobiografia do ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos contra o ex-presidente Lula (PT) na Lava Jato. O professor revelou que Moro fez uma delação premiada de si mesmo no livro ao se contradizer sobre sua relação com o doleiro Alberto Youssef.

“Não vamos fazer caricatura do Sergio Moro, vamos respeitar o que ele escreveu e vamos ler no texto dele como, em alguma medida, este livro é uma delação premiada de si mesmo. Alberto Youssef era o artífice do maior escândalo de corrupção do Brasil, que ao contrário do que repete a militância bolsonarista sem parar, não é nem Mensalão nem Petrolão, mas aconteceu no Paraná. O maior escândalo de corrupção do país de lavagem de dinheiro e evasão de divisas foi o Banestado. E quem foi o juiz? Sergio Moro”, lembra o professor. 

Rocha destaca que o primeiro caso emblemático de delação premiada no Brasil foi no Banestado e o favorecido foi Youssef. Ou seja, Moro e Youssef já se conheciam desde então, conforme o ex-juiz parcial relata no segundo capítulo de seu livro. Desde o início dos anos 2000 o doleiro já vinha escapando de mandados de prisão. 

“É evidente que o Alberto Youssef no ecossistema político do Paraná é conhecido antes de 1998. O Sergio Moro está dizendo com todas as palavras que Youssef corrompeu a Polícia Federal de Londrina, que recebia informação privilegiada e por isso nunca era preso e essa informação já circulava no início dos anos 2000”, destaca.

Na análise do professor, Youssef já era uma “estrela” dentro do ecossistema político e financeiro do Paraná por ser considerado “o homem do dinheiro", que realizava a evasão de divisas transformando dinheiro de corrupção em dólar no exterior. “Ele era o cérebro de toda a operação em Curitiba”, afirma.  

Onze anos depois, em março de 2014, Youssef foi novamente preso por Moro. No livro, o ex-juiz descreve que a notícia de que o doleiro tinha voltado a cometer os mesmos crimes "não foi exatamente uma surpresa para mim. Já tinha ouvido rumores de que o antigo doleiro, apesar de acordo de colaboração na Operação Farol da Colina, assinado por ele, teria voltado ao mundo do crime”. 

Rocha questiona que se não era surpresa para o então juiz Sergio Moro que Alberto Youssef havia voltado a delinquir, rompendo o seu acordo de delação premiada, por que não mandou investigar?  

Moro permitiu, então, a segunda delação premiada de Youssef, alegando que foi essencial para dezenas de indiciamentos e prisões de importantes figuras, possibilitando a comprovação de desvios bilionários. [Foi assim criada a indústria da delação premiada. Indústria dos novos ricos da lava jato, notadamente advogados amigos dos procuradores e delegados da polícia federal, polícia política da autodenominada República de Curitiba. Onde foi parar o dinheiro das multas dos delatores? E a grana dos acordos de leniência das principais empresas do Brasil falidas pela Lava Jato? E a bufunfa de 2 bilhões e 500 milhões, colocada pela 'vítima' Petrobras, numa conta gráfica na Caixa Econômica Federal, no dia 30 de janeiro de 2019 para Deltan Dallagnol sacar e gastar ao deus-dará? Youssef é chefe da máfia libanesa, desde os tempos de Romeu Tuma, primeiro carcereiro de Lula, e do irmão de Lula José Ferreira da Silva, Frei Chico. Tuma, que tinha gabinete de trabalho anexado ao quarto do dedo-duro e espião Cabo Anselmo, biografado por Urariano Mota um dos maiores romancistas do Brasil. Os ergastulários, os aljubeiros, os cadeeiros de Lula da Lava Jato foram mais cruéis que os poliças e milicos da Ditadura Militar de 1964. Recordem o comportamento de juízas e procuradores e procuradoras quando da morte da primeira-dama do Brasil Marisa Leticia Lula da Silva e do seu neto Artur Lula da Silva de 7 anos.Tirem as conclusões lendo Luiz Antônio Araujo:

O chefe do Dops, delegado Romeu Tuma, concedeu ao sindicalista permissão para deixar a cadeia e participar do funeral da mãe, Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu. Depois de passar um período internada em decorrência de um câncer no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Caetano, ela acabou por morrer no dia 12 de maio de 1980. Lula assistiu ao sepultamento, escoltado por policiais. Na véspera, a greve terminara. Seu líder seria libertado oito dias depois.

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Artur Lula da Silva, na porta da cadeia da juíza Carolina Lebbos, proibido de ver o avô. Escreve Alceu Castilho: Carolina é filha do médico libanês Elie Lebbos, que atendia José Janene chefe da mafia libanesa, capo do bandido Youssef seu sucessor

 

No ano seguinte, Lula ouviu pelo rádio, em casa, o julgamento de seu processo na 2ª Auditoria Militar, de São Paulo. Como os outros réus e seus advogados, decidira não comparecer à audiência em protesto contra a arbitrariedade do processo. Esperava que sua desobediência diante da corte naquele momento pudesse voltar a levá-lo à prisão.

O repórter Ricardo Kotscho foi à casa de Lula naquele dia e testemunhou a tensão do petista com ouvidos colados ao rádio. Sobre a situação, Kotscho escreveu: "Um amigo perguntou a Lula se ele já havia preparado sua mala para levar para a cadeia, e ele achou graça: 'Na cadeia ninguém precisa de roupa. Eu não vou passear...' Também não estava preocupado com a família, em caso de condenação. 'Aqui em casa cada um sabe o que precisa fazer'".

Lula e outros 10 dirigentes foram condenados a penas entre dois anos e seis meses de prisão por "incitação à desobediência coletiva das leis". Em virtude do não-comparecimento da defesa, o julgamento foi anulado pelo Superior Tribunal Militar (STM), mas um novo juízo, em novembro, confirmou as sentenças. Ao julgar um recurso dos condenados, o STM anulou todo o processo] 

 

31
Dez21

Freguês de Moro e Dallagnol: Quantas vezes o traficante Alberto Youssef foi preso e solto?

Talis Andrade

 

 

 
 

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João Cezar de Castro Rocha no Twitter
 
João Cezar de Castro Rocha
1. O ex-juiz e ex-ministro de bolsonaro, @SF_Moro afirma que em 1998 ninguém sabia quem era Alberto Youssef.
Podemos rastrear a cronologia do instante em que, sim, todos deveriam saber quem era Youssef? Claro: basta ter lido o livro do Moro. Vem comigo!Image
A Lava Jato ressuscitará, nas palavras de @SF_Moro, “nosso velho conhecido Alberto Youssef”. E piora: sempre piora: ao saber que ele voltou a delinquir, o que Moro diz? “Não foi exatamente uma surpresa para mim. Já tinha ouvido rumores”. POR QUE NÃO AGIU? Não era então juiz?
 

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Escreve Rubem Berta: O ex-ministro e pré-candidato à presidência Sérgio Moro (Podemos) procurou minimizar a doação feita pelo doleiro Alberto Youssef a um de seus principais aliados, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR). Reportagem da Folha de São Paulo mostrou que a campanha de Dias ao Senado, em 1998, recebeu R$ 21 mil de duas empresas de Youssef, um dos principais pivôs da Lava Jato, que chegou a ser preso pelo próprio Moro. O ex-juiz afirmou que, na época da doação, "ninguém sabia quem era Alberto Youssef": "Eu nem conhecia o senador (Álvaro Dias). Ninguém sabia quem era Alberto Youssef na época. Ele começou a ser processado em 2003, no caso Banestado. Depois foi condenado, preso na Lava Jato. Eu decretei a prisão do Alberto Youssef duas vezes: em 2003 e depois em 2014. Qual criminoso de colarinho branco fica quatro anos preso no Brasil? Ninguém protegeu ninguém ali (na Lava Jato)". [Quem engraçado Youssef, bandido de estimação, jamais pagou pelos seus crimes. Está livre, leve e solto, folha corrida limpa, a grana bem aplicada, os bens legalizados e uma vida de luxo e riquezas milionárias. Fica provado que Moro mentiu]

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Sergio Moro perdoou Youssef traficante de drogas. Perdoou por falta de provas. A pedido do procurador Deltan Dallagnol. Pois é, Youssef, chefe da máfia libanesa, considerado inocente para todo sempre. 
 

 
 
30
Dez21

Alberto Youssef, Álvaro Dias e Sergio Moro, corrupção e Lava-Jato, tudo junto e misturado

Talis Andrade

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A Lava-Jato, a corrupção e a luta de classes

 

Por Jair de Souza /VioMundo

As recentes revelações feitas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre a participação do doleiro Alberto Youssef, envolvido em enormes golpes e falcatruas, no financiamento da campanha eleitoral de Álvaro Dias, prócer da Operação Lava-Jato e principal mentor político do ex-juiz suspeito Sérgio Moro, vem apenas confirmar aquilo que já era bem sabido por todos os que se dedicam a estudar nossa história política com certo nível de isenção e seriedade.Jair de Souza: Alberto Youssef, Álvaro Dias e Sergio Moro, corrupção e Lava-Jato, tudo junto e misturado

Ou seja, o papo furado do combate à corrupção foi sempre um pretexto utilizado pelos grandes corruptos para eliminar da cena política a qualquer pessoa ou força política que pudesse pôr em perigo o sacrossanto desejo que as classes dominantes nutrem de usar e abusar das estruturas do Estado em seu único e exclusivo benefício.

Sendo assim, o final desta brincadeira não podia ser diferente. Os fatos trazidos à tona vão deixando muito evidente que a chamada Operação Lava-Jato, desde seus primeiros instantes, estava organizada, composta e orientada por gente que demonstrou ter sempre vivido e crescido em função de benesses extraídas da própria corrupção.

Portanto, ao longo de nossa história, sempre que surgia algum dirigente político com alguma preocupação em redistribuir as riquezas produzidas pelo conjunto da sociedade de uma maneira mais equitativa que viesse a beneficiar um pouco mais às maiorias populares, sua presença e atuação eram vistas e tachadas como inaceitáveis por parte dos encarregados de zelar pelos interesses dos poderosos.

E, a partir daí, a máquina de formação de opinião das classes dominantes entrava em ação.

No entanto, as motivações que levam à tomada de decisões na vida política, muitas vezes, não podem ser expostas como elas são em realidade.

Em consequência disto, a hipocrisia passou a ser um dos instrumentos preferidos daqueles que não podem revelar as razões reais que estão por trás de sua campanha de lutas.

E, como forma de camuflar os verdadeiros motivos que insuflam sua revolta contra a concessão de direitos aos mais pobres, o combate à morte contra a corrupção foi alçado à categoria de argumento principal para garantir uma justificativa moral para aqueles que dele participam.

Também é certo que, para lograr algum êxito significativo em seu empenho, os propulsores da ideia chave desta hipocrisia precisam contar com a predisposição da base de seu público alvo a aceitar sem questionamentos a narrativa que lhe está sendo transmitida.

Ou seja, dá-se, então, aquilo que em linguística costuma-se chamar de “pacto ficcional”, no qual o autor e o receptor da mensagem fazem de conta que a ficção que está sendo transmitida é de fato uma realidade.

Em outras palavras, todos fingem que acreditam nas razões que estão sendo dadas para justificar sua atuação porque todos têm interesse que assim seja.

Desde uma perspectiva popular, é preciso reduzir ao máximo o número daqueles que estejam dispostos a aceitar como verdadeira a hipocrisia da centralidade da corrupção como o fator propulsor da luta encampada pelas classes dominantes contra as maiorias trabalhadoras.

Neste sentido, é muito importante que a corrupção seja vista e tratada como uma questão da luta de classes, e não como um tema de falso moralismo, no qual a honestidade pessoal prevaleceria por sobre todo e qualquer interesse das classes sociais envolvidas na disputa.

Para os trabalhadores, o fim da corrupção é de suma relevância, mas não é a essência do problema que padecem. Para quem vive de seu trabalho, a luta contra a corrupção nunca pode estar dissociada da luta por uma repartição mais justa e mais equitativa das riquezas.

Ou seja, devemos exigir e cobrar que nem um mero centavo dos recursos do Estado seja desviado para fins não previstos legalmente. Mas, tão somente isto não basta!

Nós queremos acabar com a corrupção porque almejamos uma vida mais digna e justa para as maiorias.

Por isso, queremos o fim da corrupção para que nosso povo possa mais facilmente ter acesso à saúde pública ampla e de boa qualidade; para que todas as nossas crianças, jovens e adultos recebam uma educação pública que os qualifique adequadamente para as exigências de nossa vida social; para que ninguém tenha de viver ao leu pelas ruas por falta de moradia; para que tenhamos salários que possibilitem aos trabalhadores adquirir os bens necessários para uma vida digna e confortável.

Portanto, devemos manifestar nossa repulsa a todos aqueles que se imbuíram do espírito do lavajistismo hipócrita; a todos os que pregam a luta contra a corrupção, mas se enriqueceram com a corrupção; aos que expressam seu rancor contra a corrupção apenas quando os acusados não pertencem às classes dominantes. Evidentemente, devemos repudiar com veemência a todos os exploradores dos tipos citados. Porém, não podemos nos limitar a isto.

Nossa luta contra a corrupção precisa sempre incluir nossa determinação de cobrar uma política pública que atenda prioritariamente as necessidades das maiorias populares.

Então, neste momento em que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Álvaro Dias e os demais expoentes do lavajatismo são desmascarados publicamente, devemos nos empenhar para que as estruturas e os recursos do Estado sejam usados para priorizar a atenção daqueles que vêm sendo brutalmente espoliados ao longo de toda nossa história, em outras palavras, as maiorias trabalhadoras de nossa nação.

Resumindo, a luta contra a corrupção faz parte da luta contra as classes dominantes.

Devemos travá-la sempre tendo em conta que nosso objetivo é fazer com que os recursos produzidos pelo conjunto da sociedade sejam disponibilizados para o atendimento das necessidades de todos.

Não combatemos a corrupção simplesmente por um falso moralismo.

 

14
Dez21

Joaquim de Carvalho lança documentário sobre como Moro e Dallagnol enriqueceram na Lava Jato, enquanto brasileiros empobreceram

Talis Andrade

Juízes federais acumulam benefícios e recebem até R$ 482 mil em um único  mês | Asmetro-SN

 

247 – novo projeto de documentário da TV 247 vai mostrar a evolução patrimonial de Sergio Moro e de Deltan Dallagnol depois da Lava Jato. Apoie clicando neste link.

Há sinais de que enriqueceram, enquanto os brasileiros, na média, empobreceram.

Deltan Dallagnol tem dois apartamentos de um andar numa das áreas nobres de Curitiba, o Juvevê

Seus parentes também abriram negócios depois que ele coordenou a força-tarefa em Curitiba.

Dallagnol diz que os negócios da família são independentes, embora sua filha de três anos de idade seja sócia em um dos empreendimentos.

É obrigação da imprensa sem vínculos com a Lava Jato verificar todos essas  "tenebrosas transações", em razão da atuação de Dallagnol como agente público. E candidato a deputado federal do partido Phodemos.

Sergio Moro também deixou a magistratura — e vencimentos que, em média, superavam o teto do funcionalismo público — quando decidiu se aliar a Bolsonaro.

Ele próprio declarou que fez uma única exigência a Bolsonaro: como estava abrindo mão da aposentadoria, queria algum tipo de compensação. 

Nunca ficou claro que compensação seria esta, já que o Poder Público só garante proventos previdenciários a quem cumpre períodos específicos de serviço.

Apesar disso, seu padrão de vida melhorou. Sergio Moro deixou seu apartamento em Curitiba para morar, inicialmente, num condomínio de luxo.

Depois que se demitiu do Ministério da Justiça, numa queda de braço com Bolsonaro pelo controle da Polícia Federal, Moro se mudou para os Estados Unidos.

Lá, oficialmente, trabalhava como consultor da Alvarez & Marsal, um dos maiores escritórios de advocacia do mundo, que prestou ou presta serviços para empresas em recuperação judicial abaladas pela Lava Jato, entre as quais OAS e Odebrecht.

Apesar de residir em um duplex milionário, Moro sempre tentou mostrar uma forma espartana de vida, embora seus amigos digam que consome vinhos e charutos caros, longe do público. 

Sua esposa, no entanto, sempre ostentou em público jóias e acessórios caros, como bolsa de mais de R$ 20 mil.

Vamos mostrar o patrimônio de Sergio Moro, diretos e indiretos, e depois do BanEstado e, principalmente da Lava Jato, uma vivência requintada, faustosa, nababesca, de viagens internacionais e férias em balneários no exterior. Assim como vamos mostrar o patrimônio de Deltan Dallagnol, e como ele vive em um eterno ócio, praticando esportes principescos.Novo Estatuto da Magistratura diviniza o juiz e faz do contribuinte um  pagador de promessas, auxílios e ajudas – andradetalis

O documentário ficará a cargo do jornalista e documentarista Joaquim de Carvalho, autor de “Bolsonaro e Adélio — Uma Fakeada no Coração do Brasil”, “Fakeadas - Bolsonaro e a guerra da extrema direita contra o Brasil” e “Walter Delgatti - o Hacker que Mudou a História do Brasil”, entre outros.

João Cezar de Castro Rocha
Terminei a leitura do livro de Terei de fazer vários fios para revelar seus truques. Devo? O que acham? Um aperitivo: moro assume que foi sondado para assumir ministério no governo bolsonaro 5 DIAS ANTES do segundo turno das eleições. É ou não CRIME? Sigo com os fios?Image
 

Orçamento

Joaquim de Carvalho terá em sua equipe um cinegrafista e um produtor. Os recursos arrecadados, a partir da meta de R$ 80 mil, serão utilizados para custear viagens, deslocamentos para entrevistas, o trabalho de investigação e edição do documentário, que não terá fins lucrativos. Em nome da TV 247, agradecemos antecipadamente pelo apoio de todos os internautas, que terão seus nomes divulgados como patrocinadores do filme. (PS: aqueles que não queiram ter seus nomes divulgados, por favor enviem email para contato@brasil247.com.br)

Assine o 247apoie por Pixinscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

 
01
Set21

Como falar em fuzil e feijão?

Talis Andrade

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A sociedade está profundamente sensível por carregar os dramas de 18 meses de pandemia, temores, perdas e um futuro incerto. O pior governo a enfrentar esta tragédia foi o brasileiro, tanto no aspecto sanitário como econômico. Quem anda pelas ruas vê a miséria entristecendo os rostos das famílias vivendo nas calçadas

 

por Jandira Feghali 

As frases de efeito não deveriam nos pautar, pois são lançadas para desviar a atenção do que mais importa para a maioria e para unificar a base que está sempre a postos para os levantes insanos e irracionais diante de um governo em descenso. O problema é que os conteúdos das declarações são muito chocantes e tem como autor o principal mandatário da nação, que insiste em expressar seu desprezo pelas pessoas, pela miséria que sua gestão provoca, pelo sofrimento e morte, cuja responsabilidade é absolutamente sua.

A sociedade está profundamente sensível por carregar os dramas de 18 meses de pandemia, temores, perdas e um futuro incerto. O pior governo a enfrentar esta tragédia foi o brasileiro, tanto no aspecto sanitário como econômico. Quem anda pelas ruas vê a miséria entristecendo os rostos das famílias vivendo nas calçadas. Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, 19 milhões de pessoas passam fome, no Brasil. Mas aquele que deveria se comportar como líder do nosso País declara que as pessoas deveriam comprar fuzis e debocha da necessidade de comprar feijão. Por mais chocante e cruel que seja a situação, precisamos olhar para além do caráter desumano e bélico de tal declaração.

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Bolsonarismo

Como diz o professor João Cezar de Castro Rocha, em seu livro Guerra Cultural e retórica do ódio, estamos presos num paradoxo. O bolsonarismo se estrutura por uma guerra que impede a existência do governo. Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, Damares e seus principais aliados precisam manter seus seguidores em constante excitação, com inimigos mortais definidos. Isso porque não possuem conteúdo e capacidade de diálogo para construir nada além do ódio. Quando o sr. presidente abate um inimigo, como um Ministro, por exemplo, para ele esse deixa de existir, tornando necessária a criação de novos.

O Supremo Tribunal Federal é o alvo da vez. A eleição de um pilar da nossa democracia como antagonista, no entanto, deflagra mais uma perigosa tentativa de ruptura institucional, o que tem sido seu projeto desde que chegou ao Planalto. Mas, até aqui, todas as tentativas fracassaram. O STF não se acovardou, o voto impresso foi derrotado pela Câmara dos Deputados, o Senado da República não encaminhou o impeachment do Ministro Alexandre de Moraes, nem tampouco do Ministro Luís Barroso, após várias ofensas desferidas contra os dois. O desfile de tanques na Esplanada dos ministérios virou chacota internacional, levando à humilhação desnecessária e à reação saudável de parlamentares valorizando a democracia brasileira.

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Escândalos expostos na CPI

Depois dos escândalos expostos na CPI, o governo Bolsonaro sequer pode sustentar o discurso da honestidade, porque vários de seus integrantes, inclusive militares, estão sob investigação de grandes esquemas de corrupção na compra de vacinas. Imagine, um governo que rouba dinheiro público na compra do que pode salvar vidas, enquanto brasileiras e brasileiros morrem nas UTIs ou por falta de acesso a elas.

A recente convocação para transformar o 7 de Setembro em algo às avessas do que sempre foi pode aproximar o líder medíocre de sua cartada final.

Essa data nunca teve outra marca que não a celebração da independência e da soberania. Uma data em que militares em todo o país marchavam respeitosamente em homenagem à sua pátria, em que escolas faziam desfiles e cantavam o hino nacional em homenagem à criação de uma nação a partir do ato de independência assinado por uma mulher, D. Leopoldina, que, resguardado o contexto histórico em que se deu, tirou o Brasil da condição de colônia, em 1822. Mas o mandatário que está no governo quer dar a esta data, 199 anos depois, um sentido destruidor, desrespeitoso com as instituições e com o povo. Um governante violento, agressivo, causador de desordem, mobilizando gente armada e financiada para atingir o objetivo de promover o caos.

Um presidente que comete crimes sucessivos contra a vida, contra o Estado brasileiro, contra o erário, contra o meio ambiente e principalmente contra a democracia e a Constituição, que comete crimes de responsabilidade. Neste 7 de setembro às avessas de Bolsonaro é preciso resgatar o sentido de nossa tão cara independência. Recuperar os valores que Bolsonaro tenta destruir. É preciso que uma resposta fundamental seja dada pelo parlamento brasileiro, o impedimento!

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25
Mai21

"Eles têm um pênis na porta da Fiocruz", "fazem cocô em crucifixo" - esta é a Capitã Cloroquina

Talis Andrade

Mayra Pinheiro, Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde

247 - Convocada para depor nesta terça-feira (25) na CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, gravou um áudio criticando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ao afirmar que a instituição tem um "pênis" em sua porta e é pautada somente por questões relativas a minorias. O áudio começou a circular entre gestores da área de saúde no início de maio do ano passado e teria sido gravado em 2019, sendo um exemplo do que pensa a dirigente. 

"Eles têm um pênis na porta da Fiocruz. Todos os tapetes das portas são a figura do Che Guevara, as salas são figurinhas do Lula Livre, Marielle Vive. É um órgão que tem um poder imenso, porque durante anos eles controlaram, através do movimento sanitarista, que foi todo construído pela esquerda, a saúde do País", disse. 

"Eles dão as regras, mandam no Ministério da Saúde. O Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) é a mesma coisa, o presidente do Conep é nomeado pelo Conselho Nacional de Saúde, que é uma representação popular. A gente paga pra cinco mil pessoas virem a Brasília para tirar a roupa, andar nu, fazer cocô em crucifixo", complementou. 

CPI da Covid

A secretária foi alvo de quatro requerimentos de convocação aprovados pela CPI. Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito querem que dirigente explique o colapso da saúde de Manaus (AM).

Em janeiro deste ano, pacientes morreram por falta de oxigênio na capital amazonense. Pouco antes do colapso, Mayra esteve na cidade e defendeu o "tratamento precoce".

João Cezar de Castro Rocha
Não é apenas a corajosa ignorância, a expressão grosseira, o português claudicante, o horizonte-avestruz, o cérebro-casca-de-noz, mas a MENTIRA DESAVERGONHADA como forma de ação autoritária! A Fiocruz deveria processar esta senhora. Aí o mais acabado retrato do governo Bolsonaro.

Alvaro quer vacina
@alvaroborba
Esse é nível da Capitã Cloroquina. Seria delicioso se alguém a questionasse sobre o pinto na porta da Fiocruz durante a CPI.
 

 

 

 
 

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