Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Abr19

O desmonte do programa nuclear brasileiro

Talis Andrade

O ENTREGUISMO DA LAVA JATO

angra 3.jpg

 

por Thiago Flamé 

 

Alvo de dez inquéritos, Michel Temer já esperava ser preso. Segundo informações divulgadas na imprensa, porém, foi uma surpresa a ordem de prisão ter partido do juiz Marcelo Brettas, por conta dos contratos que envolvem a usina Angra 3 e não pela questão dos portos ou pela delação de Joesley da JBS.

A estatal Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, é alvo da Lava Jato desde o início da operação. Na sua primeira derrota importante no STF, ainda em 2015, a operação foi desmembrada, e a parte relativa à Eletronuclear saiu de Curitiba e foi para o Rio de Janeiro, ficando nas mãos de juiz Marcelo Brettas. Na época ainda não se tinha uma dimensão que essa operação surgida nos laboratórios do Departamento de Estado dos EUA estendia seus tentáculos muito além de Curitiba, e que Brettas seria um dos maiores cruzados da operação.

Tendo como alvo principal a Petrobras, a Lava Jato na sua cruzada pró EUA também bombardeou a programa nuclear brasileiro. A obra da usina Angra 3, paralisada desde a década de oitenta, foi retomada como parte do PAC ao final do segundo governo Lula. A reativação das obras em Angra faziam parte da retomada do programa nuclear, a cargo da Eletronuclear, que tomou impulso com os acordos assinados com a França em 2008 para a construção de um submarino nuclear, projeto acalentado pela marinha e pelas forças armadas desde a década de setenta. Os contratos envolvendo o submarino nuclear com a França, o maior na história das forças armadas brasileiras em valores não podia deixar de incomodar os EUA.

A Lava Jato tem três operações em curso que investigam as obras de Angra 3. A Operação Radiotavidade, Irmandade e Pripyat. Os maiores contratos para a construção da usina, os mesmos da década de oitenta que foram reativados pelo governo Lula sem novas licitações, envolvem multinacionais europeias, alemãs, suecas, holandesas, mas principalmente francesas, com as empreiteiras brasileiras envolvidas nos escândalos da Petrobras, Odebrecht e Camargo Correia e Andrade Gutierrez.

A operação que levou o ex-presidente Michel Temer à prisão na última quinta feira, que se encerrou com a sua liberação na noite de ontem, é um desdobramento dessas três operações. O esquema de corrupção era um sistema de repasse de verbas através de empresas laranjas que levavam o dinheiro da propina para o MDB, via Argeplan, a empresa do coronel Lima, e para a diretoria da Eletronuclear, entre outras formas, através da empresa Aratec, ligada ao Almirante Othon, presidente da Eletronuclear desde 2005.

Se Michel Temer e Moreira Franco são os políticos ilustres presos pela Lava Jato, o coronel Lima é o operador que liga os caciques do MDB às obras de Angra 3, o almirante Othon é a peça que liga as prisões desta quinta feira ao conjunto do programa nuclear, uma disputa geopolítica que remonta aos anos setenta. Apesar do MPF pedir a prisão do almirante, o juiz Brettas negou o pedido. O início das obras em Angra, contou com o apoio inicial dos EUA, que pouco tempo depois reviu a posição de fornecer material radioativo ao Brasil, que se voltou à Alemanha para seguir o projeto nuclear, sob protesto dos EUA. A mesma Alemanha boicotou o acordo de transferência tecnológica com o Brasil, o que levou no final do governo Geisel a Marinha lançar o chamado programa nuclear paralelo, um programa secreto à época. Othon não é qualquer pessoa. Foi um dos líderes desse programa nuclear paralelo, sigiloso, que levou o Brasil a dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, apesar da resistência dos EUA.

Submarino nuclear brasileiro.jpg

Submarino-Riachuelo.jpg

Submarino .jpg

 

A Lava Jato também investiga o programa do submarino nuclear e o consórcio entre a estatal francesa DCNS com a Odebracht, que passaria por esquemas parecidos com os de Angra 3, envolvendo também o almirante Othon. Essa linha de investigação surge das delações da Odebrecht e de Antonio Palloci. Outra operação em curso, a Operação Submarino, deflagrada agora em fevereiro de 2019, com mandados de busca e apreensão no Centro Tecnológico da Marinha, investiga contratos firmados com a holandesa Bilfinger Maschinembau GMBA & CO (MAB).

As prisões deflagradas pela Lava Jato na última quinta tem um duplo objetivo. No plano imediato é uma demonstração de força da operação que vinha acumulando derrotas no STF e tendo o pacote de segurança de Moro secundarizado por Rodrigo Maia. Essa disputa entre a Lava Jato e Maia como representante da casta política, marca o embate diante de dois métodos distintos para seguir com um mesmo objetivo do golpismo em derrotar o movimento de massas: uma que utiliza os métodos da Lava Jato para disciplinar o Congresso e garantir os votos à reforma da previdência (com Moro e os procuradores de Curitiba); e outra que quer garantir esses votos com os velhos métodos do "toma lá dá cá" da velha casta política. Ao mesmo tempo é um prosseguimento dos objetivos mais estratégicos da Lava Jato, que é golpear todas as tentativas do Brasil sob o lulismo em barganhar maiores margens, ainda que pequenas, de autonomia. O programa nuclear e as relações de troca de tecnologia com a França, na alça de mira da Lava Jato, eram peças importantes destas tentativas.

 

29
Mar19

O ÚNICO ASSUNTO QUE NÃO SAI DOS HOLOFOTES: A PREVIDÊNCIA, E OS PERSONAGENS QUE GIRAM EM TORNO DELA

Talis Andrade

_edcarlos governo militar bolsonaro.jpg

 

por HELIO FERNANDES

---

Paulo Guedes, depois de fugir da Câmara e ser amplamente repudiado

pelos senadores: "Não sou de abandonar a luta na primeira derrota.

Continuarei a lutar "Primeira derrota?". Posso contar de 1 a 8 sem o

menor esforço.

son paulo guedes apego dinheiro aposentadorias.jpg

 

Do presidente Bolsonaro, cada vez mais surpreendente e despreparado:                            

"O destino e o futuro da reforma da Previdência, estão cada vez mais

com o Congresso". Ele fala muito nos compromissos de campanha. Mas só

começou a dizer, "governarei com o Congresso", a partir de 28 de

outubro, quando venceu o segundo turno.

 

Rodrigo Maia, cada vez mais incisivo, elucidativo, definitivo: "Está

na hora do presidente Bolsonaro sentar e começar a governar". Não

precisa nem de interpretação. Só registrar: todas essas manifestações,

ao mesmo tempo e no mesmo dia.

 

PS- Primeiros dias de abril se completam os primeiros "100 dias do meu

governo". Prometeu faze reavaliação  completa dele como presidente. e

como chefe do governo, Se fosse "líder da oposição", seria consagrado

e triunfante.

 

O ROMPIMENTO ENTRE PERSONAGENS, 
AMEAÇA SE TRANSFORMAR
EM LUTA ABERTA
ENTRE PODERES, CONFLAGRADA

quinho militar.jpg

 

100 milhões sabiam que Bolsonaro era incompetente e 
despreparado não votaram nele. Os que votaram, por causa
das fortunas gastas nas enxurradas de mensagens nas redes, (financiadas por bandidos como os irmãos Batista,que doaram 23 milhões só no primeiro turno, como revelei durante a
campanha)votaram no escuro e cegamente.
 
Se tivessem examinado o candidato, constatariam que ele era um tremendo desagregador. Agora, votando na pesquisa do 
Ibope, começaram a abandoná-lo. 15 por cento DESAPROVARAM
seu estilo de governar. 13 por cento não concordam com seu jeito pessoal de se comportar como presidente.
 
Na verdade, merece que sua atuação de quase 3 meses, seja 
chamada usualmente de DESGOVERNO e não de GOVERNO. Mas
quando essa incompetência, despreparo ,irresponsabilidade, ameaça os Três Poderes, que pela Constituição,(e temos 
muitas, ao contrario dos EUA, que só têm uma)estabelece
que o país "é governado por Três Poderes, harmônicos e
independentes entre si".
 
Quando um capitão, expulso do Exercito e proibido de 
frequentar quartéis, transformado em presidente, ameaça a
Constituição, os fatos começam a se agravar. (Mesmo
aquele finja pacificação e reconciliação, sua palavra não
vale nada).

aroeira bolsonaro.jpg

 

13
Mar19

BOLSONARO SE AUTO IMPOPULARIZA, IRRESPONSÁVEL E IRREFLETIDAMENTE

Talis Andrade

bozo.jpg

 

por Helio Fernandes

___

Chegou ao poder de forma inesperada e fraudulentamente, conspurcando a eleição, desde o inicio. Acumpliciado com o então magistrado Moro, eliminaram Lula, que as pesquisas diversificadas, apontavam como candidato invencível. Reconheçamos: foi o primeiro presidenciável a descobrir e utilizar vergonhosamente, o poder e a importância da Internet.

Mas custava fortunas, não era problema. Como revelei na época, só a JBS, (dos irmãos bandidos Batista) contribuiu com 23 milhões de reais, no primeiro turno. E mais no segundo, junto com outros financiadores interessadíssimos.

(Antes dele, Putin, que comanda a Internet mais poderosa e importante do mundo, investiu de forma colossal na vitoria de Trump. Isso não era prioritário. O objetivo era derrotar Hilary. Só que a derrota dela, levava a vitoria dele. Agora divergem e brigam).

Mesmo usando e abusando do dinheiro ilegal e ilegítimo, não conseguiu o voto de 100 milhões de cidadãos.

Inscritos com direito (e obrigação) de votar: 148 milhões. Votaram nele: 48 milhões.

Agora, sozinho, Bolsonaro empreende uma caminhada suicida, num roteiro escrito por ele mesmo, que em 71 dias, comprovou o que mesmo os que votaram nele, já sabiam: "È despreparadissimo, não tem o mínimo de condições para ser presidente da Republica". Nas mais diversas oportunidades em que se manifestou publicamente, teve que ser defendido, perdão, INTERPRETADO, por auxiliares constrangidissimos.

Exigiu do Ministro Moro, que demitisse a importante socióloga, Ilona Szabó, respeitadíssima, nomeada num dia demitida 24 horas depois. Pouco antes, dois filhos alvejaram violentamente a socióloga.

A tentativa de destruir o carnaval, providencia leviana de afastar ou criar um fato que afastasse as criticas contra ele. Foi desclassificado pelos maiores jornais do mundo, desgaste tremendo para o país.

Não dá para relacionar tudo, pois ele fala muito e desmente logo em seguida. A citação do suposto poder dos militares, "só existe democracia e liberdade, quando eles querem", provocou constrangimento em 2 generais, que tiveram que vir a publico, JUSTIFICA-LO. O vice presidente eleito, general Mourão, e o Chefe do GSI, também general, Augusto Heleno.

PS- Augusto Heleno chegou a se confundir, "depois da ditadura, as Forças Armadas, (usou o coletivo, não falou Exercito) apoiaram integralmente a democracia e a liberdade". Qual ditadura, general?

PS2- O vice, general e eleito, saiu em defesa de Bolsonaro, com a frase feita, "o presidente foi mal interpretado".

PS3- Surpreendente mas efetivamente, já se fala em substituição presidencial, agora ou dentro de algum tempo. E ninguém, mesmo ou principalmente dos que o apoiaram, fala em resistência ou protesto.

PS4- Existem varias formas ou formulas de afastamento. Mas todas baseadas nos 71 dias de espantoso desgoverno.

PS5- E a constatação e convicção de que só vai piorar.

PS6- Bolsonaro já pensa (?) em não fazer a prometida e garantida, "análise dos 100 dias". Deveria ocorrer nos 10 primeiros dias de abril.

 

TERMINOU O RECESSO-DESCANSO DE JUÍZES E PARLAMENTARES. QUEM PRECISAVA DE RECESSO, BOLSONARO. Leia aqui

29
Jan19

SERGIO MORO VIROU UM SOLDADO RASO DO BOLSONARISMO

Talis Andrade

O presidente tem ligações com as milícias do Rio de Janeiro

 

NOS ÚLTIMOS ANOS, Sergio Moro se tornou o grande herói brasileiro do combate à corrupção. Ganhou prêmios, deu muitas entrevistas, viajou pelo mundo contando seus feitos, enfim, se sentiu muito bem no papel de salvador da pátria. Depois de se dedicar em apressar a prisão do candidato que liderava as pesquisas presidenciais e, consequentemente, pavimentar o caminho para o desfile vitorioso da extrema direita, topou fazer parte do novo governo.

 

Mas o nosso herói já conhecia o histórico da família Bolsonaro na distribuição de tetas para amigos e parentes no serviço público. Sabia que Jair Bolsonaro encaminhou R$ 200 mil recebidos da JBS para o partido mais investigado pela Lava Jato. Sabia que a Wal do Açaí era uma funcionária fantasma. Sabia que o presidente sonegou e incentivava a população a sonegar impostos. E também sabia da simpatia dele e de seus filhos pelas milícias. Bolsonaro chegou a defender grupos de extermínio da Bahia em plena Câmara dos Deputados. Como diria Jair, basta fazer uma “retrospectiva do passado” para concluir que o juiz topou integrar um governo cujas credenciais éticas do seu líder eram amplamente conhecidas. Moro sabia de tudo.

 

27
Nov18

Jeito político de Bolsonaro já naufragou

Talis Andrade

 

 
por João Filho, no site The Intercept-Brasil:
 
Nunca existiu um político eleito que tenha cumprido todas as expectativas oferecidas durante a eleição. É natural da política, mas Bolsonaro certamente levará o chamado “estelionato eleitoral” para um novo patamar. O presidente eleito justificou a nomeação de ministros envolvidos em denúncias afirmando que a “questão ideológica é mais grave do que a corrupção”. Sobre a nomeação de um réu no Supremo, debochou: “Eu também sou réu no Supremo. E daí?”
 

bolso_rico corrupcao ideologia.jpg

 

 
A estupidez dos comentários já não choca mais ninguém. “Nós já fomos nos acostumando”, como tantas vezes recomendaram os militantes bolsonaristas. Mas vai ficando cada vez mais claro que a bravata moralizadora - a principal arma da campanha eleitoral - serviu apenas para ludibriar os eleitores que acreditaram que o capitão representaria um novo marco ético no país.
 

ykenga ideologia versus corrupcão.jpg

 



Quanto mais vai chegando perto da posse, mais a realidade vai se impondo sobre a bravata. Aos poucos, é possível que parte do seu eleitorado perceba que não é possível “varrer a corrupção” quando quem está com a vassoura na mão distribuiu tetas no serviço público para parentes e repassou grana da JBS para o partido mais corrompido na operação Lava Jato. Não sei se vai adiantar Sergio Moro conceder o perdão para todos os ministros. Um dos youtubers de estimação do bolsonarismo, Nando Moura, por exemplo, já mostrou insatisfação com a escolha de nomes envolvidos em corrupção nos ministérios.
 

moro perdão duke.jpg

 



A promessa de não negociar cargos com partidos também deve naufragar. A demagogia eleitoral não resistirá à realidade. As primeiras tentativas de emplacar um novo tipo de relação entre Executivo e Legislativo já não estão dando certo, como parecia óbvio.
 
Partidos aliados e o próprio partido de Bolsonaro já se mostram incomodados como excesso de nomeações de políticos do DEM para o primeiro escalão. Segundo a deputada Joice Hasselmann, comenta-se dentro do PSL que o futuro governo parece “ser do DEM”, haja vista os três democratas já nomeados. Bolsonaro tentou acalmar seus correligionários: “gente, por um acaso, por uma coincidência, essas pessoas são do DEM”. A tal coincidência se deu porque os nomes não foram discutidos com partidos, mas com as bancadas. Tereza Cristina (Agricultura) foi indicada pela bancada do agronegócio, enquanto Mandetta (Saúde) foi indicado pela bancada da saúde (leia-se bancada dos planos de saúde).

caetano-veloso-e-tereza-cristina-.jpg 

musa veneno.jpg


Negociar apenas com bancadas e deixar os partidos de fora serve apenas para aplacar as expectativas de parte do seu eleitorado que demoniza a política partidária. Na prática, não ajuda a formar uma base de apoio no Congresso. Apesar de ter abocanhado o maior número de ministérios até agora, o DEM elegeu apenas 29 deputados e é a 4ª menor bancada da Câmara. Essa desproporção terá um custo alto para quem pretende aprovar grandes reformas. A bancada evangélica, por exemplo, vota junto em questões caras às suas religiões, mas se divide quando o assunto é reforma da previdência. Não se governa um país negociando somente com frentes parlamentares conservadoras e ignorando outras frações representativas da sociedade.

A promessa demagógica de acabar com o famoso toma-lá-da-cá, que nada mais é do que a forma com que se faz política em todas as democracias do mundo, não vai resistir por muito tempo. Negociar com partidos invariavelmente significa indicações de cargos em trocas de apoio. E é bom que seja assim. Apenas regimes ditatoriais dispensam esse tipo de negociação. Os próprios líderes das bancadas já estão dizendo que não é possível governar sem negociar com os partidos. Tanto Marco Feliciano, líder da bancada evangélica, quanto Alberto Fraga, líder da bancada da bala, já disseram que a estratégia é equivocada e deve ser corrigida. A insatisfação entre as lideranças partidárias já está instalada.

Muitos reclamam que até agora não tiveram uma conversa com nenhum representante do governo eleito. É incrível imaginar que um parlamentar que atuou na Câmara por quase 30 anos, chegando a apoiar os governos do PT em respeito às negociações partidárias, queira agora como chefe do Executivo negociar apenas com seus clubinhos conservadores.

Me parece óbvio que a estratégia não terá futuro e logo será abandonada. Isso pode fazer com que Bolsonaro passe a ser questionado por quem votou nele acreditando que haveria um novo jeito de fazer política dentro de um presidencialismo de coalizão.
 

O novo ministro da Educação fomentou boatos em seu blog

ó lavo o carvalho.jpg

 

 O nome dos sonhos de Bolsonaro para comandar o MEC era Olavo de Carvalho, o mentor intelectual do bolsonarismo, o filósofo youtuber que denuncia o avanço do “globalismo marxista” no Brasil. Graças a Zeus, Olavo rejeitou o convite e pediu publicamente o cargo de embaixador do Brasil nos EUA, onde reside.

A influência da bancada evangélica na escolha do novo ministro da Educação foi decisiva. Os religiosos vetaram a nomeação do educador Mozart Ramos, um nome com perfil técnico e com experiência na administração pública. Mozart tem uma visão liberal da educação e sempre foi muito criticado pelas esquerdas, mas nem isso foi suficiente para agradar a bancada evangélica, que exigia alguém que defendesse com fervor neopentecostal essa insanidade chamada Escola Sem Partido.

Depois de muitas idas e vindas, Bolsonaro afirmou na última quinta-feira pela manhã que não estava cogitando escolher Mozart para o MEC e que tudo não passava de “fake news” da imprensa para “criar intriga com a bancada evangélica”. Disse ainda que procurava “um bom nome técnico” para a pasta. Mas uma das marcas registradas do presidente eleito é desmentir à noite o que foi dito pela manhã. Foi o que aconteceu. À noite, ele anunciou um ministro sem nenhuma experiência administrativa e com perfil altamente ideológico. Bolsonaro cedeu à pressão do fundamentalismo religioso e escolheu Ricardo Vélez Rodriguez, uma indicação de Olavo de Carvalho.

O filósofo, que considera Einstein um “farsante”, Isaac Newton um “burro” e Galileu um “charlatão”, também considera Rodriguez “o maior conhecedor de pensamento político brasileiro do mundo”. Apesar de ter uma trajetória acadêmica, Ricardo Velez-Rodriguez está longe de ter um perfil técnico. É um homem religioso e reacionário. Isso fica claro em uma breve leitura do seu blog.

Assim como o novo chanceler, o novo ministro da Educação também é um blogueiro obcecado por produzir conteúdo antiesquerdista. O seu blog, chamado de Rocinante em alusão ao cavalo de Dom Quixote, se dedica a fazer um proselitismo ideológico e a espalhar notícias mentirosas. Nada muito diferente dos youtubers do Bolsonaro e tão cafona quanto. Para Rodriguez, petistas são “petralhas”, e o dia 31 de março - dia do golpe militar de 1964 - é um dia para o brasileiro “lembrar e comemorar”. Talvez o livro de Ustra também seja o de cabeceira desse valoroso acadêmico.

No dia 7 de novembro, Rodriguez escreveu um texto intitulado “Um roteiro para o MEC” em que diz aceitar a indicação de Olavo e dá uma ideia do que serão suas diretrizes no comando da pasta. É um texto essencialmente ideológico, sem praticamente nenhuma proposta de cunho técnico e administrativo. Ele considera que os brasileiros viraram reféns de um sistema de ensino calcado na “doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana'”. O estilo rebuscado não é capaz de disfarçar o que o texto de fato traz em sua essência: chorume conspiratório.

O futuro ministro da Educação também já usou seu blog para espalhar notícias falsas que circulavam no submundo da internet. Quando Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora, Rodriguez escreveu um texto que é praticamente um pot-pourri das fake news que circulavam à época. Apreciem um trecho:

“Falta que sejam cumpridas outras providências, como prender os outros membros da quadrilha que certamente estava na rua dando apoio ao criminoso-mor, como revelam vários vídeos postados nas redes sociais. Sabe-se que até uma funcionária pública do setor bancário teria participado, entregando a faca ao executor, pois foi identificada num desses vídeos. Falta que seja esclarecido de onde provieram os fartos recursos financeiros que pagaram a turma dos meliantes da Rua Halfeld e quem contratou em tempo recorde a banca de advogados para defender o criminoso.”

Esse contador de histórias é o homem que vai comandar um ministério fundamental para o país, que é altamente complexo, com demandas administrativas complicadas e que está cercado por disputas políticas. Não tem como dar certo. Como diria Eduardo Cunha, o bom e velho aliado de Bolsonaro, “que Deus tenha misericórdia dessa nação”.

18
Nov18

Aécio Neves já pediu desculpas a Moro?

Talis Andrade

sergio_moro_aecio_istoe.jpg

 

 

por Altamiro Borges

 

O tucano Aécio Neves, um dos principais responsáveis pelo Brasil ter ingressado na era das trevas – com o golpe do impeachment, a quadrilha de Michel Temer, as hordas fascistas e a vitória do troglodita Jair Bolsonaro –, é recordista em denúncias de corrupção no país. Apesar disto, ele nunca foi seriamente incomodado pela seletiva “Justiça”. O cambaleante sempre teve grandes amigos neste poder elitista – basta lembrar os afagos e risadas entre ele e o "justiceiro" Sergio Moro em um convescote da revista QuantoÉ. Agora, porém, sua situação ficou mais complicada. Ele virou pó na política e aspira pouco na carreira. Nesta sexta-feira (16), o jornal O Globo publicou uma matéria ácida contra o ex-chefão do falido PSDB.

 

A reportagem de Aguirre Talento traz trechos do depoimento sigiloso de Waldir Rocha Pena, dono de um supermercado em Belo Horizonte. O empresário afirma que seu estabelecimento foi usado pela JBS para pagar propina a políticos e que ele pessoalmente fez entregas de dinheiro vivo a um primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, e a um ex-assessor do senador Zezé Perrella (MDB-MG), Mendherson Souza. Essas entregas, relatou o empresário, foram feitas em caixas de sabão em pó. Como aponta o jornal, o depoimento dado à Receita Federal e enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) corrobora a delação da JBS e constitui mais uma prova contundente do pagamento de propina ao grão-tucano e ao famoso dono do “helicoca”.

 

Em sua delação premiada, Ricardo Saud, ex-diretor da JBS, havia relatado que garantiu os repasses para Aécio Neves por meio de operações financeiras com um supermercado de Belo Horizonte e da entrega de dinheiro a Frederico Pacheco, primo do tucano. Ele revelou ter repassado cerca de R$ 4 milhões ao tucano nessas operações. Waldir Pena, sócio do Supermercado BH Comércio de Alimentos, confirmou as denúncias e apenas deu novos detalhes. Ele não citou valores, mas a investigação obteve documentos contábeis que apontam que as entregas em dinheiro vivo totalizaram cerca de R$ 6 milhões, informa O Globo.

moro aécio brinde.png

 

Agora como superministro da Justiça de um governo neofascista, o ex-juiz Sergio Moro talvez nem se pronuncie sobre a nova denúncia contra Aécio Neves. Mas se for incomodado pela mídia chapa-branca, ele pode usar o mesmo argumento utilizado para aliviar a barra de Onyx Lorenzoni, que também foi acusado de usar caixa dois em campanhas eleitorais. O implacável justiceiro afirmou que seu novo coleguinha de ministério “já admitiu o erro e pediu desculpas”, o que já garantiria a sua inocência. Como ironizou o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, criou uma nova norma penal. “É a extinção de punibilidade se houver pedido de desculpas. Talvez ele possa colocar isso nas tais medidas que está dizendo que vai aprovar contra a corrupção".

Sergio-Moro-com-Aecio.png

 

27
Out18

CAIXA 2 "Bolsonaro se esconde atrás de uma sigla oportunista. Financiada pelos bandidos Batista, da JBS"

Talis Andrade

Eleição regida e dominada pelo medo

 

voto militar ditadura bolsonaro.jpg

 

 

por Helio Fernandes

___

Imposto pelo candidato favorito, sem programa, sem ideias ou convicções. Suas convicções (que deviam estar entre aspas) lembram o nazismo-fascismo-racismo, que ele faz questão de exaltar até exageradamente. É retrogrado tudo o que ele prega. Realmente assustador. Não pelo fato de lembrar as piores fases de ditaduras militares. Equivoco, ele nem chegou a ser militar.

 

E até o Alto Comando tem restrições (publicas) a ele. Se dermos uma volta pelo passado, chegaremos a 1945, e a primeira eleição direta. E constataremos um fato inédito, que jamais aconteceu. Nem antes nem depois. A eleição presidencial foi disputada por dois militares, um general (Dutra) e um brigadeiro (Eduardo Gomes), totalmente civilistas.

 

Dutra, apesar de 8 anos ministro da Guerra da Ditadura, era candidato do PSD, (o maior partido do país), e do PTB. Os dois fundados por Getulio Vargas. Foi administrativamente um fracasso completo. Mas rigorosamente democrático. Ele chamava a Constituição de "livrinho". E toda iniciativa dele, dos ministros, de deputados e senadores, tinha que se enquadrar no "livrinho".

 

Eduardo Gomes foi derrotado, liderou a oposição, novamente derrotado pela volta de Vargas, encerrada com a tragédia, do "deixo a vida para entrar na Historia". Em 45 e 50, os candidatos representavam os 3 maiores partidos nacionais. Bolsonaro se esconde atrás de uma sigla oportunista. Financiada pelos bandidos Batista, da JBS.

 

E por outros empresários que financiaram com muito dinheiro, as mensagens que inundaram a Internet. Crime visível e punível, não fosse a omissão, também culposa, do TSE. Tudo comandado dos EUA, pelo "gênio da Internet", que tramou e executou o apoio de Putin a Trump. Custou mais de 1 bilhão de dólares, mas elegeu Trump.

 

PS - Aqui teria custado "apenas" 300 milhões de reais mas também valeu a vitoria.

PS2 - Que era o que interessava, dinheiro não é problema.

PS3 - A partir de segunda feira, que segundo se fala nos bastidores, ficará lembrado como 29 de outubro.

 

ANTES DA ELEIÇÃO, A GRANDE BATALHA PELA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

 

quinho bolsonaro moro.jpg

 

 

Logo que um dos filhos de Bolsonaro se reelegeu deputado, com grande votação, o pai imaginou colocá-lo como presidente da Câmara. (E o outro filho, presidente do senado, revelei tudo com exclusividade).

 

Encontrou muita dificuldade, até entre os lideres da campanha. Não recuou, achou que superaria os obstáculos. Mas o próprio filho se encarregou de fortalecer a oposição, agredindo, desprezando e insultando o STF. Grande repercussão negativa.

 

A oposição se articulava, considerava que se Bolsonaro conseguisse o imaginado, seria acumular muito poder nas mãos de um homem só. Isso fortaleceu a candidatura de Rodrigo Maia, que já trabalhava a própria eleição. Pretendia ficar mais 2 anos no cargo. Não com o mesmo poder de agora, mas ainda com muita força. Excelente coordenador, já começa com o apoio do "centrão". 207 votos, muito mais que os 52 do PSL.

 

PS - Falam que dos 243 deputados, que disputaram a eleição, 5 ou 6 estariam dispostos a presidir a Câmara.

PS2 - Também existe o rumor: Bolsonaro não ficaria com um presidente da Câmara hostil.

PS3 - Nesse caso, apoiaria Rodrigo Maia, com quem tem bom diálogo.

 

BOLSONARO NA CONTRAMÃO

simanca bolsonaro deus.jpg

 

 

Ontem fez duas afirmações, nada a ver com ele.

 

1- "O Brasil precisa de dialogo e pacificação".

 

2- "Precisamos de segurança e confiança"

 

Só faltou garantir: "Eu sou a esperança"

 

HADDAD TENTA OS ÚLTIMOS APOIOS

democracia contra nazismo haddad.jpg

 

È muito tarde e são votos indefinidos. Conversou com FHC, que fingiu, como sempre: Alem do mais, não tem o que transferir. Seu potencial é inexistente, apenas tergiversa, que palavra.

 

Continua acreditando em Joaquim Barbosa, já mostrei a inutilidade.

 

Recebeu um apoio política e moralmente solido de Alberto Goldman, mas eleitoralmente, apenas sofrível. Ele foi governador de SP. No passado fiz criticas a ele, não por ser comunista, e sim estalinista.

 

Inacreditável, a posição de Ciro Gomes. Entre os candidatos foi o maior critico do capitão. Tem potencial para transferência de votos. No dia seguinte viajou para o exterior. Ha dias anunciou a volta, não voltou.

 

30
Jun18

Xadrez de Fachin e da JBS

Talis Andrade

JBS bancou candidatura de Fachin a ministro do STF. Pagou 30 milhões para os senadores

 

joesley & fachin.png

 

 

 

por Luis Nassif
---

Peça 1 – as dúvidas sobre Fachin e a Lava Jato. 

 

No artigo “Fachin comete suicídio de reputação” mostro os incríveis malabarismos do Ministro Luiz Edson Fachin e e a subordinação total à Lava Jato, despertando críticas generalizadas de políticos e jornalistas.

 

1. O voto de Rosa Weber sobre prisão após sentença em segunda instância que julgava especificamente o caso Lula. Todos os juristas citados eram familiares a Fachin, e nenhum anteriormente havia sido citado nos votos de Weber.

 

2. A retirada de pauta do HC de Lula no julgamento da 2a Turma, de forma canhestramente combinada com o TRF4.

 

3. A remessa do novo julgamento de HC de Lula para plenário, evitando assim que entrasse na pauta da 2a Turma, quando tudo indicava que a tese da libertação seria vitoriosa, e postergando ainda mais o julgamento.

 

3. Ontem, no julgamento de José Dirceu, o pedido de vista depois que a libertação havia conquistado maioria.

 

4. Votou a favor da decisão absurda de um juiz de 1a Instância, de ordenar busca e apreensão no apartamento funcional de uma Senadora da República.

 

É uma submissão tão ostensiva à Lava Jato que ensejou um conjunto de dúvidas. O artigo é inconclusivo: “Tem-se uma certeza e uma incógnita. A certeza é quanto ao suicídio de reputação perpetrado por Fachin; a incógnita é quanto aos motivos”.

 

No artigo, mostramos vídeo de apoio de Fachin à candidatura Dilma Rousseff em 2014.

 

Peça 2 – Fachin em relação à JBS


Já em relação à JBS, as decisões do Ministro têm sido confusas.

 

O PGR Rodrigo Janot acerta um acordo de delação com a JBS. O acordo é fechado em tempo recorde e aprovado por Fachin em decisão monocrática, sem submetê-lo ao pleno e sem se debruçar sobre as provas apresentadas.


Fachin foi acusado de beneficiar a JBS indevidamente. Primeiro, por assumir a investigação na condição de relator da Lava Jato. O caso nada tinha a ver com a Lava Jato. Depois, pela rapidez com que homologou o acordo, sem aprofundar em nada a investigação. Finalmente, pela extensão dos benefícios concedidos, que incluiu até uma anistia geral aos delatores, benefício inédito na história da Lava Jato. Nem Alberto Yousseff nem Marcelo Odebrecht mereceram privilégio semelhante. E logo ele, que se notabilizaria como o mais contundente defensor do punitivismo no Supremo.


A perícia da Polícia Federal expôs de forma contundente a pressa tanto do PGR Rodrigo Janot quanto de Fachin, ao identificar os trechos de conversas gravadas inadvertidamente entre os delatores. Fachin não teve outra alternativa que não a de decretar a prisão dos delatores, entre os quais, a do advogado Ricardo Saur.


A nova PGR propõe a anulação do acordo com a JBS – sem perda das provas levantadas. Fachin atende ao pleito dos advogados da JBS e leva a questão da anulação ou não da delação ao pleno do Supremo.


Peça 3 – JBS e a indicação de Fachin


Fachin havia se notabilizado como advogado do MST (Movimento dos Sem Terra). Havia dúvidas se o Supremo aprovaria a indicação, devido à forte influência da bancada ruralista. Fachin tinha contra si o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e o PSDB inteiro, além dos ruralistas.

 

Sua aprovação foi creditada à pressão do governo Dilma sobre os senadores. Curiosamente, na mesma sessão o Senado derrotou o governo rejeitando a indicação de um diplomata para ser embaixador na Organização dos Estados Americanos (OEA). Era óbvio que, se tivesse poder, o governo Dilma teria conseguido as duas indicações.

 

Com o tempo, vazou a informação de que a candidatura de Fachin foi bancada pela JBS. O advogado Ricardo Saur visitou diversos gabinetes de senadores acompanhado de Fachin.

 

Duas questões saltam à vista:

 

Os métodos da JBS sempre incluíram financiamento de campanha aos políticos cooptados.


Certamente o que motivou a JBS não foram os reconhecidos conhecimentos jurídicos de Fachin. É óbvio que havia uma promessa de contrapartida futura. Era questão de tempo para a JBS entrar no olho do furacão.


Peça 4 – as hipóteses em jogo


Juntando todas as peças, chega-se à seguinte teoria do fato, isto é, a uma narrativa que pode explicar esse conjunto de fatores. É o método com o qual a Lava Jato trabalha. Não se trata de uma versão definitiva, mas de uma hipótese de trabalho, que poderá ser confirmada ou desmentida na medida em que novos fatos apareçam.

 

A suspeita é de que a JBS ofereceu apoio financeiro aos senadores, para obter seu apoio. Nos corredores do Supremo, fala-se que investiu até R$ 30 milhões na candidatura de Fachin.


O acordo teria sido identificado pela Lava Jato e pela própria Procuradoria Geral da República.


Fachin teria ficado refém de ambos, da Lava Jato e da JBS. Nos casos em que não houve conflito entre eles – no episódio da delação – tomou decisões rápidas e surpreendentes que atendiam às duas pontas. Na proposta de anulação da delação, comportou-se como Pilatos. Se ficasse a favor da anulação, se exporia às represálias da JBS. Se a favor da manutenção do acordo, reforçaria as hipóteses de subordinação à JBS. Por isso, remeteu a decisão ao plenário.


Em qualquer hipótese, tem-se um Ministro vulnerável, refém do seu passado recente.

 

 

29
Jun18

O dependente Brasil todo dominado

Talis Andrade

camelo moro nos estados unidos .jpg

 

 

Tudo se faz no Brasil para acabar com as grandes e médias empresas brasileiras. O poder da dominação estrangeira torna o Brasil dependente, incrivelmente mais dominado que nos tempos de Colônia de Portugal. Basta exemplificar que onze empresas são donas de todos os produtos encontrados nos supermercados. São elas: Nestlé, Coca-Cola, Mars, Kellogg’s, Pepsico, Associated British Foods, Unilever, Kfratz-Heinz, Mondelez, Danone e General Mills. 

 

Até a água engarrafada deixou de ser brasileira, que a água uma riqueza mais preciosa que o ouro, porque o bem que está se tornando escasso, sendo nossos aquíferos, os maiores do mundo, junto com as represas das hidroelétricas que controlam os rios, mercadorias das quermesses do golpista Michel Temer, lacaio e chefe de quadrilhão.

 

A Lava Jato faz parte de uma trama, executada por juizes e procuradores e delegados treinados nos serviços de inteligência e espionagem dos Estados Unidos, nas Escolas das Américas que formaram os ditadores da América Latina.

 

A Lava Jato uma operação que visa destruir as grandes empresas brasileiras: principalmente, e o que resta das estatais consideradas estratégicas para a segurança nacional: Petrobras, BR Distribuidora, Eletrobras, Correios,  Embraer. Para tanto, o conluio da corriola de Curitiba com a grande imprensa, a trama do golpe que derrubou Dilma Rousseff, empossou Temer e prendeu Lula da Silva, o candidato eleito presidente das eleições de outubro próximo.  

 

camelo temer sam.jpg

 

 

25
Jun18

XICO SÁ PROTESTA CONTRA INJUSTIÇA ESCANCARADA: LULA PRESO, AÉCIO SOLTO

Talis Andrade

xico sá.jpg

 

247 – O jornalista Xico Sá, um dos mais influentes do País, não mediu palavras para protestar contra a injustiça que paira sobre o Brasil. "O vagabundo do filho da puta do Aécio livre pelos ordinários do STF e o maior presidente da Republica do Brasil preso, q injustiça, porra", escreveu ele no twitter.

 

De um lado, Lula, que lidera todas as pesquisas presidenciais, está preso por reformas num imóvel que jamais lhe pertenceu. De outro, o tucano Aécio Neves, que comandou o golpe contra a democracia, pediu e recebeu uma propina de R$ 2 milhões da JBS, está solto.

 

No comando do circo, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, manobrou para prender Lula e também para preservar o mandato de Aécio. Em entrevista ao Jornal do Brasil, o ministro Marco Aurélio Mello disse que Lula está preso ilegalmente por culpa da ministra Cármen Lúcia

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D