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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

07
Jul17

BALEIA AZUL O linchamento de um negro

Talis Andrade

A polícia que mata jovens negros apresenta o curador do jogo da morte no Brasil e em vários países. 

 

Cantanhede chefe curador da baleia.jpg

 

 

Jardson Catanhede Amorim, 19 anos, um pobre morador de uma comunidade rural quilombola, formada por descentes de escravos, em Cumbila, povoado de Bequimão, no Maranhão, uma região atrasada do Brasil terceiromundista (veja no vídeo a moradia miserável do acusado, semi-analfabeto, monoglota, camponês, trabalhador de enxada). 

 

Desse coitado diz uma delegada, em um programa sensacionalista de televisão comprada com o dinheiro do tráfico da Colômbia:


"O local simples não impediu que aspectos negativos propiciados pelos avanços das tecnologias da informação, a exemplo da internet, propiciem aos criminosos revelar a extrema crueldade que um ser humano pode cometer se escondendo através de um perfil falso nas redes sociais, de forma a lhe garantir 'anonimato' e, assim, orientar jovens a se mutilarem fisicamente e psicologicamente para depois subtraírem sua vida", acusa a delegada Vanessa Lee, gaguejante e insegura.

 

"O local" mostra um Brasil real da mais extrema miserabilidade.  

 

Jardson Catanhede foi denunciado por uma adolescente de Belém, capital do Pará, que confessa desejar o suicídio, porque não se sente amada pela mãe. Estudante, 17 anos, não revela os motivos de se sentir abandonada.

 

A TV mostra a vítima que veste blusa de mangas curtas e short curt. No lindo corpo, nenhuma marca do jogo.

 

Desafio 1: Com uma navalha, escrever "a sigla F57" na palma da mão.

 

Desafio 2: Cortar o braço com uma lâmina. "Três cortes grandes".

 

Desafio 5: Escrever "Sim", com uma gilete, na perna. 

 

São 50 desafios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

04
Jul17

Ameaçado de morte o adolescente negro preso como curador internacional do Baleia Azul

Talis Andrade

Boatos registram vítimas em diferentes países. Monoglota, o brasileiro conseguiu o feito de convencer jovens na Sérvia, Itália, Geórgia, China e países de língua espanhola

 

 No Brasil, o garoto semi-analfabeto, de 19 anos, aliciou e induziu a inteligente, criativa e poeta Thalia Mendes Meireles se enforcar, depois de 50 dias de exercícios masoquistas, inclusive autoflagelação, conforme denuncia a corrupta polícia do Maranhão.

 

thalia mendes nova foto.jpg

 Poeta Thalia Mendes Meireles 

 

 

Também para a polícia bandida do Pará, o garoto camponês, monoglota, morador em Cumbila, um povoado quilombola da atrasada e pequena cidade de Bequimão, no estado do Maranhão, persuadiu crianças e adolescentes em países de diferentes continentes, inclusive universitários, a praticar o jogo da baleia azul.

 

O comandante em chefe do Baleia Azul está preso em Belém, capital do estado do Pará, e proibido de falar com jornalistas, e sem advogado. 

 

Quando um coitado é escondido da imprensa, com certeza está sendo torturado.

 

Dizem que vai ser morto pela lei de talião que existe em presídios para quem pratica abusos contra crianças e adolescentes.

 

Eis o sem terra, trabalhador de enxada e plantador de macaxeira Jardson Catanhede Amorim, 19 anos, chefe comandante do Baleia Azul

Cantanhede chefe curador da baleia.jpg

trabalhador de enxada.jpg

 

 

 

O jornal O Globo publica a seguinte farsa: A primeira pessoa a ser presa acusada de atuar como "curador" do jogo Baleia Azul foi preso no interior do Maranhão e trazido para Belém, capital do estado do Pará, na noite de quinta-feira (29). Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (30) pela Polícia Civil, ele teve mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça paraense após ser identificado como intermediador do Grupo “Blue Whale”, página no Facebook que era usada para orientar crianças e adolescentes a cumprirem o jogo que conta com uma série de desafios, desde a mutilação do próprio corpo com cortes e até provas que podem levar ao suicídio.


O crime tem duas penas previstas. Uma delas é de 1 a 3 anos, caso resulte em lesão corporal da vítima, ou de 2 a 6 anos, caso resulte na morte. Após prestar depoimento, o preso foi conduzido para o Sistema Penitenciário para ficar recolhido à disposição da Justiça.


A operação “Blue Whale” foi deflagrada por policiais civis da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT) do Pará, na zona rural do município de Bequimão, a 77 quilômetros de São Luís, capital do Maranhão. No local, foi preso o estudante maranhense Jardson Cantanhede Amorim, 19 anos. Ele foi trazido a Belém e prestou depoimento nesta sexta-feira, na sede da DPRCT, no bairro do Telégrafo, pela delegada Vanessa Lee.


Vítimas


Segundo a delegada, até o momento, duas vítimas já foram identificadas. Uma delas é uma jovem de 18 anos, moradora em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, que chegou a cortar as mãos e braços durante os desafios. A outra vítima é uma jovem que mora em Portugal, que também se lesionou com cortes. Ouvido em depoimento, o preso negou ser curador do jogo da Baleia Azul. As investigações foram iniciadas há três meses, após a mãe da jovem de 18 anos ter procurado inicialmente a Seccional Urbana de Ananindeua, de onde foi encaminhada para a DPRCT, em Belém. Ouvida pela delegada Vanessa Lee, a mãe da jovem informou que a filha estava cumprindo desafios do chamado jogo da Baleia Azul e que chegou a cortar o próprio corpo com uma navalha para cumprir as provas repassadas em uma página na rede social Facebook.

 

[A página possuía mais de um curador do jogo...]

 


Após ouvir os depoimentos, a delegada apurou, na época, que a página possuía mais de um curador do jogo. Um deles, que seria o maranhense, explica a delegada, efetuou o aliciamento da vítima paraense pelo Facebook, por meio de um perfil falso e, posteriormente, enviou um convite para a vítima para participar do grupo.

Os jovens eram orientados a acessar uma outra rede social de origem russa denominada “VK”. Segundo informações coletadas na rede mundial de computadores, além do Pará, ocorreram casos semelhantes nos estados do Mato Grosso e Minas Gerais. Ao todo, as investigações identificaram no grupo um total de 88 participantes, mas o número de pessoas com as quais ele se comunicou nas redes sociais não pode ser mensurado.


Mutilação


As investigações realizadas mostraram que os criminosos, através da internet, cooptaram crianças e adolescentes, em geral, fragilizados emocionalmente por traumas e em estados depressivos, por problemas familiares, a participarem dos jogos. "Facilmente, elas foram impressionadas pelas exigências e orientadas a realizarem as tarefas, caso contrário eram ameaçadas ou tinha os familiares ameaçados", explica.

 

[Os traumas não mencionados, sem que a polícia investigue os criminosos: incestos, desvirginamentos, estupros, curras, bullying, assédio sexual, assédio moral, gravidez indesejada, abortos, abondono dos pais, trabalho escravo, prostituicão infantil, castigos físicos e outros abusos] 

 

A dinâmica do jogo começava por links contidos em grupos no Facebook, os quais redirecionam os jovens para a rede social russa. Depois, os adolescentes eram selecionados a participar do jogo e a cumprir 50 desafios. Neste jogo, detalha a delegada, o “curador” convidava os jovens para o jogo e enviava os desafios a serem cumpridos por meio de um bate-papo. 

 

[Como é possível um jovem negro, pobre de marré deci, passar o dia no celular? isolado em uma comunidade rural, ameaçar de morte os participantes do jogo e seus familiares em distantes capitais do Brasil e diferentes países?] 


Nas conversas, os jovens eram instigados a pegar uma navalha ou faca e riscar a palma da mão com uma numeração fornecida pelo "curador". Depois, tinham que enviar a foto da mão para mostrar que haviam cumprido a prova para poder passar para a próxima prova.


Investigações


A equipe policial da DPRCT efetuou a identificação de IPs e de dados telemáticos para localizar e identificar o endereço do “curador” responsável pelo jogo. Jardson Amorim foi preso na casa onde mora com os pais, em uma comunidade rural, no interior do município maranhense. No local, detalha a delegada, o acusado acessava a internet por meio do telefone celular. Para realizar as investigações, a equipe policial da DPRCT contou com apoio da Coordenação Geral de Inteligência (CGI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do programa Cyberlab.


As investigações resultaram na decretação de mandados judiciais pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Ananindeua no Pará. A operação policial no Maranhão, que foi coordenada pela delegada Karina Campelo, da DPRCT, foi realizada em conjunto com a equipe de policiais civis da Delegacia de Bequimão coordenada pela delegada titular do município maranhense, Martha Dayanne. O preso vai responder pelo crime previsto no artigo 122, do Código Penal, por induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.


O preso é natural de Bequimão e morador de uma localidade do interior deste município chamada Cumbila. Esse fato chamou a atenção dos policiais civis. "O local simples não impediu que aspectos negativos propiciados pelos avanços das tecnologias da informação, a exemplo da internet, propiciem aos criminosos revelar a extrema crueldade que um ser humano pode cometer se escondendo através de um perfil falso nas redes sociais, de forma a lhe garantir 'anonimato' e, assim, orientar jovens a se mutilarem fisicamente e psicologicamente para depois subtraírem sua vida", ressalta a delegada Vanessa Lee.

 

[A delegada faz que não sabe, pelo jogo, cada candidata ou candidato ao suicídio tem que ser fiscalizado, pessoalmente, por uma baleia escolhida pelo curador, para quem prova está realizando os exercícios do jogo. São 50 exercícios. Não foi presa nenhuma baleia. Há uma diferença entre curador e baleia. O curador ordena. A baleia testemunha, vigia. No fantasioso caso relatado, que comprova quanto a polícia é incompetente, existe um curioso colegiado de curadores com suas baleias e suas vítimas]

 

 

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