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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Abr20

Brasil não cumpre nenhuma das medidas recomendadas pela OMS para sair do isolamento

Talis Andrade

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A OMS, observando países que começam a afrouxar as orientações de isolamento social, preparou uma relação de critérios para deixar mais segura a decisão e embasar em resultados concretos. O Brasil não cumpre nenhum dos critérios.

Para encerrar ou modificar o isolamento, é preciso que a comunidade toda esteja engajada e educada para tal. Do mesmo modo que todos precisam levar a sério as recomendações no isolamento, todos precisam também manter as regras em caso de mudança. Confira a lista dos critérios propostos:

1. a transmissão da Covid-19 deve estar controlada;
2. o sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de traçar todos os contatos;
3. os riscos de surtos devem estar minimizados em condições especiais, como instalações de saúde e casas de repouso;
4. medidas preventivas devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e outros lugares aonde seja essencial as pessoas irem;
5. os riscos de importação devem ser administrados;
6. as comunidades devem estar completamente educadas, engajadas e empoderadas para se ajustarem à nova norma.

O órgão reforça que os cuidados aprendidos e utilizados durante a pandemia devem se tornar culturais, assim como as estratégias de testagem, isolamento, higiene e distanciamento social nas ruas. O uso de máscaras por exemplo, não são garantia de não contrair uma infecção, mas deve ser feita junto a um combinado de manutenção das medidas de higiene e contenção. Em suma, é preciso uma mudança de comportamento da comunidade para a garantia que o vírus não se espalhe.

A OMS disse que deve lançar um estudo completo com recomendações estratégicas para o novo momento da pandemia do coronavírus, e que é importante que não saiam todos os países juntos da quarentena, mas que haja um cuidado e que a saída seja progressiva, para que haja controle e acompanhamento dos países, e assim, seja possível cuidar de novos casos com tranquilidade. Caso contrário, o sistema de saúde pode saturar novamente e ocorrer uma nova epidemia, afirma a líder técnica do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove. Transcrito do Ninja

01
Abr20

Lento e sem testes, Brasil escolhe a roleta russa do coronavírus

Talis Andrade

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por Andrei Ronan/ El País

O Brasil passou essa última semana consumido pela polêmica em volta ao último pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro. Contra todas as evidências e estatísticas sobre o contágio exponencial do coronavírus e as fatalidades relacionadas a ele desde a China, até Itália e Estados Unidos, contra os argumentos e conselhos técnicos de epidemiologistas e especialistas em saúde pública, alguns do seu próprio Governo, contra a preocupação da imensa maioria dos brasileiros com a saúde e a vida de amigos e familiares, o presidente atacou o fechamento das escolas e do comércio e pediu para os brasileiros não deixarem uma “gripezinha” atrapalhar o seu dia-a-dia.

As críticas e os panelaços não tardaram. Infelizmente, a polêmica em relação a postura do presidente tira o foco de um problema muito maior: a falta de estratégias e de decisões cruciais para enfrentar a crise é uma receita segura para uma catástrofe de dimensões incalculáveis. Enquanto o fla-flu nas redes sociais corre solto, o país continua tendo na prática e não somente no discurso uma das mais fracas e lentas reações à pandemia de todo planeta. Se trata de uma política de Estado que freou e continua freando ações essenciais na fase inicial do combate ao contágio com o coronavírus e que poderá resultar no colapso simultâneo do SUS, da atividade econômica e da coesão social.

Enquanto debatemos se é mais importante focarmos nos aspectos de saúde pública ou na crise econômica, uma discussão outrora completamente irracional, já que nunca haverá como salvar a economia de um país com milhares de cadáveres espalhados pelas ruas, outros países vêm adotando medidas enérgicas para limitar a extensão geográfica do contágio e conter o crescimento do número de casos em três linhas essenciais de atuação: o controle do fluxo de movimento das pessoas, o rastreio e o estrito isolamento dos casos potenciais, e a testagem maciça das comunidades mais afetadas. China, Cingapura, Coreia do Sul e Hong Kong demonstraram que uma estratégia de prevenção amparada nesses 3 eixos pode conter a epidemia em menos de três meses. Infelizmente, o Brasil não prestou suficiente atenção.

Enquanto países vizinhos muito menos afetados pela pandemia como Argentina, Peru e Colômbia seguem o exemplo asiático e tomam medidas drásticas para impor toque de recolher, fechar fronteiras e paralisar os transportes, milhares de passageiros oriundos de zonas de alto risco transitam diariamente pelos aeroportos brasileiros sem qualquer tipo de fiscalização. Parece surreal, mas estados como Ceará, Maranhão e Bahia, que tentaram pelo menos medir a temperatura dos passageiros no ponto de chegada, foram acionados na Justiça pela ANVISA, que conseguiu barrar os procedimentos. No Brasil, a agência cuja missão é liderar os esforços de contenção do contágio está se valendo das suas prerrogativas para fazer exatamente o oposto. Mesmo com mais de 100.000 casos confirmados nos EUA, o maior número do mundo, passageiros de Nova York estão pousando hoje em aeroportos pelo Brasil inteiro. Em quase qualquer outro país do mundo, esses passageiros ou já estariam barrados de viajar, ou estariam obrigados a permanecer por 14 dias em centros de quarentena do Estado, ou no mínimo seriam obrigados a permanecer em isolamento domiciliar durante esse período e multados caso desrespeitarem esse compromisso. No Brasil, eles estão sendo incentivados a saírem pelas ruas para movimentar o comércio. Como surpreender-nos então que o vírus se espalhou por todo o território nacional, já chegando até em aldeias indígenas? (Continua)

27
Mar20

Bolsonaro comete crime de epidemia

Talis Andrade

 

 
 

 

 
A OMS manteve-se muito cautelosa antes de admitir que a epidemia de coronavírus se tornasse uma pandemia, termo empregado em caso de propagação internacional de uma doença, ao menos dois continentes.

O termo pandemia não deve ser usado em qualquer situação, já que quando empregado pode gerar uma ideia equivocada de que o combate está perdido, gerando sofrimento e mortes inúteis. Assim, descrever uma situação como pandemia não muda a avaliação da ameaça imposta pelo COVID-19. Muito pelo contrário, é sinal máximo de alerta especialmente para os mandatários tomarem as medidas essenciais, especialmente quando o vírus já tomou proporções globais, com presença em quase todos os países, como no caso do coronavírus.

A OMS sustenta que, passando de epidemia para pandemia, as mensagens-chave da luta contra o COVID-19 permanecem as mesmas, ou seja, os países devem se preparar e estar prontos, o que significa detectar, proteger e tratar, reduzir a transmissão, inovar e aprender. Tais ações são dependentes de decisões governamentais emergenciais.

As decisões e estratégias erráticas do Governo Bolsonaro caminham em sentido contrário ao que determina a OMS que denominou a pandemia no Brasil de apocalíptica, mas há uma conduta que encontra tipificação na legislação penal brasileira ainda mais grave.

O crime de Epidemia, inserido no âmbito dos Crimes contra a Saúde Pública, no artigo 267 do Código Penal pátrio, estabelece: “Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos: Pena – reclusão, de dez a quinze anos. § 1o Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro. § 2o No caso de culpa, a pena é de detenção, de um a dois anos, ou, se resulta morte, de dois a quatro anos.”

O crime se consuma com a propagação da doença, mesmo que dela não advenha casos de morte. O crime de epidemia, quando praticado de forma intencional tem pena que varia entre 10 e 15 anos. Em caso de morte, todavia, a pena é dobrada e considera-se o crime como hediondo, previsto no art. 1º, VII, da Lei nº 8.072/90, intitulada “Lei dos Crimes Hediondos”, cujo inciso foi incluído pela Lei nº 8.930/94.

Observe-se que o “crime de epidemia” é praticado por qualquer pessoa que contribua para espalhar um germe patogênico. Trata-se de um crime contra a saúde pública, que atenta contra a saúde da coletividade em geral.

E quando o crime é praticado pelo chefe do Poder Executivo de um país, em meio a um contexto de “pandemia” assim enquadrado pela máxima instituição internacional dedicada às questões de saúde, a OMS?

Ao que tudo fortemente indica, Bolsonaro está contaminado. Sua comitiva aos EUA foi praticamente toda atingida e o hospital não divulgou justamente dois nomes. Seu motorista também não escapou. Mesmo sem os sintomas, esteve em manifestações, entrevistas e reuniões sem qualquer preocupação. Pela transparência, deveria divulgar o seu resultado. Ao se omitir, está claramente assumindo o risco de contaminação de todos os que entram com ele em contato.

O direito internacional dos direitos humanos age como proteção dos indivíduos contra o poder soberano. Os responsáveis pela elaboração das políticas relativas à saúde pública devem se deixar guiar por normas universalmente reconhecidas em matéria de direitos humanos, essas normas devendo ser partes integrantes das ações nacionais de luta contra o COVID-19 em todos os aspectos e deve, sobretudo, respeitar os protocolos de isolamento, seja para salvar as vidas do seu entorno, mas sobretudo como referência e respeito ao direito à vida.

Quais as consequências para um chefe do executivo que comete crime de pandemia? É possível que siga impunemente no poder?

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Carol Proner, Larissa Ramina e Gisele Ricobom, Professoras de Direito Internacional

23
Mar20

E se Bolsonaro sabia que estava com coronavírus em 15 de março?

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

O Hospital das Forças Armadas [HFA], que é subordinado ao Ministério da Defesa, se recusa terminantemente a fornecer à vigilância epidemiológica do governo do DF a lista nominal das pessoas com teste positivo para coronavírus.

Com esta postura, o HFA deixa de cumprir decisão judicial liminar [aqui] e a legislação sanitária.

Além disso, também descumpre protocolos nacionais e internacionais que classificam como “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional” a infecção humana pelo coronavírus; “um evento de saúde pública de notificação imediata”.

A omissão de pessoas contaminadas é um atentado gravíssimo perpetrado contra toda a sociedade, porque compromete a cadeia de controle epidemiológico e favorece a disseminação do COVID-19, que se propaga em escala exponencial.

Com esta postura ilegal, o HFA alimenta a suspeita de que o governo está escondendo a lista completa dos testes positivos dos integrantes da comitiva do Bolsonaro-vírus a Miami, dentre eles os laudos do Jair, do Eduardo e da Michele Bolsonaro.

Esta suspeita é reforçada pela quantidade de contaminados na comitiva – 24 casos divulgados até o dia 20/3, que representam um foco de infecção maior que a contaminação confirmada em 16 Estados da federação até esta data.

Dentre as pessoas da comitiva com o COVID-19, algumas delas, no exercício da função, mantêm contato próximo e direto com Bolsonaro. É o caso, por exemplo, dos ministros da cozinha do Planalto e do ajudante-de-ordens. É grande a probabilidade, portanto, de ter havido transmissão do vírus ao presidente, à esposa e ao filho “Bananinha”.

Aliás, se de fato o resultado do teste do Bolsonaro tenha dado negativo para o COVID-19, por que então ele age como o HFA, sem transparência, e se recusa a mostrar o laudo oficial à imprensa?

E o que dizer se, em 15 de março passado, Bolsonaro já sabia que tinha coronavírus e, mesmo assim, participou dos protestos inconstitucionais e ilegais, fez selfies e se roçou na matilha bolsonarista em frente ao Planalto?

A recusa em comprovar que não estava contaminado em 15 de março, assim como que não está contaminado atualmente, agrava a suspeita de que Bolsonaro comete os crimes contra a saúde pública previstos no Capítulo III do Código Penal:

Art. 267 – Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos:

Pena – reclusão, de dez a quinze anos.

1º – Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro.

2º – No caso de culpa, a pena é de detenção, de um a dois anos, ou, se resulta morte, de dois a quatro anos.

Art. 268 – Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:

Pena – detenção, de um mês a um ano, e multa”.

Bolsonaro a todo momento evidencia sua pulsão mórbida, macabra. No enfrentamento da pandemia, comporta-se como um genocida que adota exclusivamente medidas para proteger o capital e abandona a população, os trabalhadores e a maioria do povo que fica condenada ou ao extermínio sanitário ou ao extermínio econômico ou a ambos.

A Medida Provisória que autoriza empresários a demitirem e a não pagarem salários é prova cabal da monstruosidade de um governante que conduz o país à catástrofe humanitária.

Se não comprovar que não estava contaminado em 15 de março e que não está contaminado hoje, Bolsonaro deverá ser processado pelo STF, nos termos do artigo 86 da Constituição: “admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns”.

Bolsonaro é um criminoso de guerra que agride e mata seu próprio povo. O afastamento do Bolsonaro da presidência do país é uma urgência humanitária e civilizatória.

 

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23
Mar20

‘A pandemia agrava ainda mais a desigualdade do Brasil’, critica procuradora

Talis Andrade
Procuradora critica adoção exclusiva de ações individuais de proteger do Covid-19 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Deborah Duprat, do Ministério Público Federal, cobra do Ministério da Saúde um plano de ação para combater o coronavírus em favelas e periferias

 

por Arthur Stabile

 

O que o governo brasileiro pretende fazer para evitar a contaminação em larga escala de pessoas moradoras de favelas e periferias pelo coronavírus? Essa questão foi feita pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, na forma de um pedido de informação enviado ao Ministério da Saúde na última quinta-feira (19/3). O Ministério tem até terça (24) para responder ao ofício da procuradora.

Em entrevista à Ponte, a procuradora aponta que nenhuma das ações incentivadas até agora pelo governo, como isolamento dos cidadãos em suas casas e o uso contínuo de álcool em gel, servem para as periferias. “O saneamento básico não existe, água falta, como é que vai lavar as mãos? Não tem nada de álcool em gel, os espaços superocupados. Nós não resolvemos”, afirma a procuradora, que afirma não escutar mais as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o coronavírus: “Uma hora eu tenho que sublimar”.

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Ponte  A senhora entrou com pedido para o Ministério da Saúde apresentar um plano para enfrentamento da pandemia nas favelas e periferias. O que a motivou a tomar esta atitude?

Deborah Duprat – Para ser honesta, foi uma publicação de um coletivo de favelas, o G10 das Favelas, que conseguiu tornar visível essa situação absurda de que as recomendações feitas para a população geral são impossíveis de serem aplicadas nas favelas. Algumas delas têm falta crônica de água. A história do álcool em gel, que já era uma impossibilidade mesmo antes do coronavírus… Enfim, a situação de pandemia agrava ainda mais o quadro de desigualdade do Brasil, portanto é preciso de uma providência para enfrentar isso.

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Ponte – Qual risco específico gera mais apreensão da pandemia atingir as comunidades?
Deborah Duprat – Não é só favelas. O corona nos revela o quão doente a nossa sociedade está, porque todas as providências são tomadas em caráter individual. Eu não falo só do Brasil, do mundo ocidental de uma maneira geral. Todas as providências são pensadas em caráter pessoal: você vai, se tranca em casa, faz um teletrabalho, se limpa com álcool em gel e não recebe ninguém. E a população de rua, como é que fica? Como ficam as pessoas que não têm possibilidade de fazer teletrabalho? É muito essa sensação de que nós somos uma sociedade atravessada historicamente em desigualdades e as soluções sempre acentuam essa desigualdade.

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Ponte – Qual tipo de ação poderia ser feita nas favelas, um ambiente em que, como dito, não se tem algumas das estruturas mínimas de combate ao vírus e há a aglomeração de pessoas em pequenos espaços?
Deborah Duprat – Confesso que não tenho a menor ideia, mas acredito que o Ministério, que está combatendo essa pandemia, deva ter. Nós pedimos exatamente isso: qual é o planejamento? Porque, em algum momento, alguém [o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo] falou que essas populações iam para um navio em alto mar. Pera aí. Em que momento essas pessoas perderam a dignidade, têm que ser afastadas do restante da coletividade de uma maneira tão drástica? Quero crer que isso não é verdade, que há algum tipo de solução que vai preservar a dignidade e igualdade dessas pessoas

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Ponte – Há um caso no Rio de Janeiro de uma mulher infectada com o coronavírus que não avisou a empregada doméstica, a manteve trabalhando e a trabalhadora morreu em decorrência da contaminação. A procuradoria pode atuar nesse caso?
Deborah Duprat – A Procuradoria da República não tem condições de tomar providências nesse caso porque só atua no plano federal. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro certamente terá que adotar uma providência no sentido da responsabilização, inclusive criminal, dessa patroa.

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Ponte – Com um olhar externo, como avalia esse caso específico?
Deborah Duprat – Vejo o gesto dessa patroa como aquilo que falei da doença da sociedade brasileira: o máximo do egoísmo, da desigualdade e a adoção de providências que favorecem os que sempre já foram beneficiados desde sempre. Enfim, é um pouco de tristeza o que sinto com isso tudo.

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Ponte – O Ministério da Saúde respondeu ao seu pedido?
Deborah Duprat – Não, mas ainda não esgotou o prazo de cinco dias corridos. Esgota no início dessa semana.

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Ponte – De modo geral, das medidas adotadas e o que vem sendo dito pelo governo e cobrado pela sociedade, o que mais chama a sua atenção?
Deborah Duprat – Eu vi na Folha [de São Paulo] de hoje que há uma aprovação grande das medidas e acho que elas são importantes, sim, as de isolamento. Nos não conseguimos pensar em medidas coletivas porque já somos uma sociedade que vive o máximo da individualidade. Então nós não conseguimos encontrar uma solução coletiva, por exemplo, para atender a população de rua. Quem vai dar o sopão, oferecer o café da manha se está todo mundo dentro de casa? Quem vai fazer isso? E a questão das favelas: o saneamento básico não existe, água falta, como é que vai lavar as mãos? Não tem nada de álcool em gel, espaços superocupados. Nós não resolvemos. A pandemia só acentua a perversidade da nossa sociedade, de como nós vivemos na atualidade, o máximo egoísmo.

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Ponte – E a previsão é que o pico da pandemia no Brasil será entre abril e maio…
Deborah Duprat – Pois é, eu acho bacana falar que o mercado resolve tudo. Cadê o mercado, caramba? Onde está? Parado. E os empreendedores, cadê? Estão vivendo como, sem proteção social nenhuma? São um pouco as nossas escolhas como sociedade.

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Ponte – Em relação às declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), algumas contrariando o próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Elas interferem no combate ao vírus?
Deborah Duprat – Olha, eu confesso que não acompanho mais, nem posso falar nada sobre isso porque uma hora eu tenho que sublimar isso, eu não escuto mais.

 

 

21
Mar20

Salvar as pessoas, não os lucros

Talis Andrade

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(Texto em espanhol in Rebelión

e Correspondencia de Prensa )

por Esquerda Online

A humanidade depara-se com o avanço acelerado do novo coronavírus, que já provocou milhares de mortes pelo mundo. Junto com a perigosa pandemia, explodiu uma nova crise econômica global de desdobramentos imprevisíveis. Nem mesmo na grande de crise de 1929, as Bolsas de Valores caíram tanto em tão pouco tempo como agora.

A crise da saúde pública e da economia internacional não atinge a todos igualmente. Ela afeta mais a classe trabalhadora, especialmente seus setores mais pobres, idosos, oprimidos e vulneráveis, que não contam com planos de saúde privados e estão ameaçados de perder seus empregos e sua renda com a paralisação das atividades econômicas. 

Os governos, em vez de alocar todos recursos emergenciais na saúde pública e em garantias econômicas e sociais para as trabalhadoras e trabalhadores, priorizam as demandas dos banqueiros e grandes capitalistas, injetando dinheiro público no mercado financeiro e salvando bilionários em dificuldade.  

No Brasil, a situação é ainda pior. Bolsonaro faz reiteradas declarações subestimando e desdenhando do perigo da disseminação do novo vírus, além de descumprir protocolos sanitários, ao expor pessoas ao contágio (Bolsonaro é suspeito de  estar infectado) — o que configura crime contra a saúde pública. O presidente neofascista prefere, como fez nesse domingo (15), dar continuidade aos seus planos golpistas e autoritários. 

Ante o estouro da crise, o governo, o Congresso e a burguesia intensificarão as medidas neoliberais com o argumento de “combater” a crise econômica. Por outro lado, não estão tomando as medidas necessárias para proteger a saúde da maioria da população, particularmente dos mais pobres.

Segundo especialistas e estudos mais consistentes, há duas medidas principais para diminuir a velocidade do contágio do vírus: distanciamento social e testes em massa. A imperiosa necessidade de isolamento social (em particular, das pessoas diagnosticadas com o vírus) não pode, porém, virar pretexto para imposição de quarentenas militarizadas e outras medidas repressivas.

Nesse momento crítico, o mais importante é a solidariedade e a empatia com o próximo, em especial com quem mais precisa. Os sindicatos, os movimentos populares e os partidos de esquerda precisam estar mobilizados e unificados no combate ao novo coronavírus e na defesa intransigente dos interesses e direitos do povo trabalhador e oprimido. 

Nesse sentido, defendemos um plano de 15 medidas sociais e econômicas emergenciais:

1) Com o fim da PEC do Teto, liberar imediatamente verbas à saúde pública (SUS), em quantidade suficiente para a contratação emergencial de profissionais da saúde e compra de equipamentos e estrutura necessários, como aparelhos respiratórios, leitos de UTI, medicamentos etc. 

2) Garantia de testes gratuitos em massa em todos hospitais e postos de saúde. 

3) Distribuição gratuita de álcool gel e máscaras para a população, assim como o congelamento dos preços nas farmácias e mercados desses e outros itens de primeira necessidade, como alimentos, remédios, produtos de higiene e limpeza e gás de cozinha. 

4) Suspensão das aulas em todos níveis, setor público e privado, por tempo indeterminado. Licença remunerada do trabalho para todas as mães e pais que tiverem filhos com aulas suspensas. Distribuição de cesta básica para as famílias que dependem de merenda para não passar fome.

5) Utilização da estrutura da rede privada de saúde para acolher gratuitamente as pessoas que necessitam de atendimento, sem distinção entre os que tem e os que não tem plano de saúde privado e com entrada coordenada pelo SUS por uma única porta.

6) Com exceção dos serviços essenciais e das lojas e fábricas de produtos de primeira necessidade, suspensão de todas atividades de trabalho — com licença remunerada e garantia de estabilidade no emprego para todos trabalhadores. Liberação do trabalho para tod@s que façam parte do grupo de risco, ainda que em serviços essenciais.

7) Higienização freqüente do transporte público (ônibus, trens, metrôs) e demais equipamentos de uso público.

8) Oposição a qualquer tentativa de quarentena militarizada diante da propagação do vírus. 

9) Medidas emergenciais de proteção à saúde das trabalhad@ras, com atenção especial aos do setor de saúde, transporte, da limpeza e dos demais equipamentos de uso público. O eventual isolamento ou quarentena deve ser equiparado à doença contagiosa com internação hospitalar, sendo assegurados salário integral e demais direitos. Liberação imediata das aposentadorias e auxílio doença paralisadas por causa da “ fila” do INSS.

10) Garantia de benefício extraordinário (de 1,5 salário mínimo mensal enquanto durar a crise) a tod@strabalhador@s informais e precários afetados pela crise e/ou desempregados.

11) Por meio dos bancos públicos, garantir apoio financeiro a todas pequenas e micro-empresas ameaçadas pela crise.

12) Extensão imediata do benefício do Bolsa Família para todas famílias de baixa renda afetadas pela crise, bem como isenção do pagamento das contas de água, luz e aluguel para elas. 

13) Para garantir recursos para esse investimento social emergencial, defendemos o fim do Teto dos Gastos, taxação dos lucros dos bancos e grandes fortunas e suspensão do pagamento da dívida pública para os grandes credores.  

14) Retomada dos investimentos públicos para gerar emprego e renda, a começar pela saúde pública (construção de hospitais, ampliação dos leitos, contratação de servidores etc.) e saneamento básico. 

15) Retirada das propostas de desvinculação orçamentária, PEC Emergencial 186, Reforma Administrativa, privatizações e demais medidas que retiram direitos trabalhistas e sociais. Pela Manutenção da decisão do Congresso sobre o Benefício de Prestação Continuada.

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18
Mar20

São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Distrito Federal registram panelaço contra Bolsonaro

Talis Andrade

Por G1 — São Paulo

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Belo Horizonte e Recife registraram panelaços na noite desta terça-feira (17) contra o presidente Jair Bolsonaro. Além de bater panelas, as pessoas gritavam "fora, Bolsonaro".

Os protestos ocorreram depois de Bolsonaro falar, mais de uma vez, em "histeria" em relação ao novo coronavírus e dizer que ações de governadores sobre isolamento prejudicam a economia. À noite, o governo anunciou que pedirá ao Congresso para reconhecer estado de calamidade pública em razão da pandemia.

No domingo (15), o presidente descumpriu monitoramento por coronavírus, participou de um ato a favor do governo e cumprimentou apoiadores no Distrito Federal. Nesta terça, Bolsonaro disse que o segundo teste para o coronavírus deu negativo.

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, há 291 casos confirmados de coronavírus, mais de 8 mil suspeitos e uma morte.

 
Panelaço contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é realizado no bairro de Santa Cecília, no centro de São Paulo — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDOPanelaço contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é realizado no bairro de Santa Cecília, no centro de São Paulo — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Panelaço contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é realizado no bairro de Santa Cecília, no centro de São Paulo — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

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17
Mar20

Se o coronavírus infectar milhares de brasileiros nas próximas semanas, o maior culpado já tem nome: Jair Bolsonaro

Talis Andrade

 

O Brasil é governado por um psicopata que age de forma criminosa, escreve Philipp Lichterbeck

 

Jair Bolsonaro participa de protestos no dia 15 de março

Em 15 de março, Bolsonaro participou de protestos que havia pedido para serem cancelados

 

Antes das eleições de 2018, escrevi aqui sobre a hostilidade do bolsonarismo em relação à ciência. Agora, está comprovado aonde isso leva. Direto para a catástrofe. A situação no Brasil pode muito bem ser comparada à Idade Média na Europa. Naquela época, o fanatismo religioso fez com que fossem esquecidos os conhecimentos dos gregos e romanos no campo da higiene. Um resultado: a peste negra atravessou a Europa e matou milhões que nem sabiam como pegaram a doença, porque o veículo de transmissão – pulgas que passavam de ratos para humanos – era desconhecido.

A covid-19 é a peste negra do Brasil. Se o novo coronavírus fizer com que milhares de brasileiros adoeçam nas próximas semanas e levar não apenas o sistema de saúde, mas também a sociedade brasileira à beira do caos, haverá para isso um principal culpado. O nome dele é Jair Bolsonaro, ele é chefe de Estado de 210 milhões de pessoas e disse que não se importa com o coronavírus. Ele age de forma criminosa. O Brasil é liderado por um psicopata, e o país faria bem em removê-lo o mais rápido possível. Razões para isso haveria muitas. Também não parece mais absurdo que os generais já estejam fartos do caos que o presidente está causando, enquanto uma pandemia ameaça o Brasil.

O problema não é apenas a maldade do presidente, que, por vaidade e cálculo político, coloca em risco a vida de centenas de pessoas e desrespeita acintosamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde. É, antes, sua limitação cognitiva. A visão de mundo de Bolsonaro e de seus seguidores é, na sua primitividade, algo difícil de superar. Tudo o que é complexo demais para eles, descrevem como invenção da mídia e dos comunistas. Foi o que o bispo Edir Macedo, chefe da medieval IURD, acabou de dizer, literalmente, sobre o coronavírus.

O colunista da DW Brasil, Philipp Lichterbeck

O colunista da DW Brasil, Philipp Lichterbeck

Já em 2019 foi possível ver até onde a hostilidade à ciência do bolsonarismo pode levar, quando o presidente demitiu um dos cientistas mais respeitados do país ao ficar contrariado com seus dados sobre os incêndios florestais na Amazônia. Isso deveria ter sido um aviso. Porque decisões responsáveis são tomadas com base no conhecimento, e não no delírio. Quando se trata de resolver problemas reais, como a pandemia do coronavírus, a verdade tem uma clara vantagem prática: ela funciona. E, da mesma forma: quem sabe muito, se torna humilde; quem sabe pouco, arrogante. E arrogância é, definitivamente, algo que não falta a este presidente e à sua turma.

Na Europa e, especialmente, na Ásia, vê-se agora como a ciência é importante para lidar com a pandemia do coronavírus. Aumenta novamente a demanda por cientistas e políticos sóbrios, enquanto os populistas, com suas mentiras e teorias da conspiração, são postos de lado. A situação é extrema demais para ser relegada a extremistas. Mas no Brasil, o extremista ocupa o mais alto cargo do Estado.

O governo brasileiro teve tempo suficiente para evitar o pior quando os dois primeiros casos de covid-19 foram notificados em São Paulo. Se o governo cuidasse do bem-estar dos brasileiros, rapidamente teria começado a restringir a vida pública e a preparar a população. Hoje, se conhece, a partir dos exemplos de China, Itália, Espanha e França, a forma rápida e devastadora com que o coronavírus pode se espalhar. Também está claro que isso não interessa ao presidente e a seus seguidores.

O filósofo Harry G. Frankfurt escreve em seu livro On Bullshit (Sobre falar merda) que o "bullshitter" é pior que o mentiroso, porque este último ainda tem pelo menos uma conexão com a verdade que ele nega. Já o bullshitter não se importa com nada. Ele diz qualquer absurdo para agradar seus seguidores e satisfazer sua vaidade.

Se o bullshitter é seu vizinho José ou sua tia Márcia, pode até ser bastante divertido. Mas se o bullshitter é o presidente do Brasil e se, ao mesmo tempo, o país enfrenta uma pandemia, então realmente é possível que venha o pânico contra o qual todos estão alertando. O problema não se chama coronavírus. Ele se chama Bolsonaro. O tempo está voando.

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Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para jornais na Alemanha, Suíça e Austria. Ele viaja frequentemente entre Alemanha, Brasil e outros países do continente americano. Siga-o no Twitter em @Lichterbeck_Rio.

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas

 

 

17
Mar20

+ Coronavírus: Brasil registra primeira morte +

Talis Andrade

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Brasil registra primeira morte por coronavírus. País contabiliza 234 casos confirmados de covid-19 nesta segunda-feira. Bolsonaro volta a minimizar pandemia e diz que vai celebrar aniversário com festa. Alemanha, França e UE intensificam medidas de combate à disseminação da doença

por DW

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta terça-feira que há "histeria" na forma como a pandemia de coronovírus vem sendo divulgada e combatida. Em entrevista à Rádio Tupi, Bolsonaro também criticou medidas tomadas por governadores, que vêm cancelando eventos e fechando escolas. "Esse vírus trouxe uma certa histeria e alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia"

"Essa histeria leva a um baque na economia. Alguns comerciantes acabam tendo problemas. Não é por que tem uma aglomeração de pessoas aqui ou acolá esporadicamente, tem que atacar exatamente isso. O cara não vai ficar em casa, vai se juntar", completou o presidente.

Nos últimos dias, Bolsonaro já havia afirmado que a pandemia de coronavírus, que provocou mais de 7.000 mortes pelo mundo até o momento, era uma "fantasia" propagada pela mídia e que a "questão do coronavírus" não é "isso tudo". Na entrevista desta terça, ele também voltou a fazer afirmações que contrariam o Ministério da Saúde, que recomenda evitar aglomerações. O presidente disse que pretende comemorar seu aniversário com uma "festinha" no próximo fim de semana.

"Agora eu faço 65 daqui a quatro dias. Vai ter uma festinha tradicional aqui até porque eu faço aniversário dia 21 e minha esposa dia 22. São dois dias de festa." No último domingo, Bolsonaro, que chegou a figurar entre casos suspeitos da doença, foi alvo de críticas por cumprimentar e tocar apoiadores em uma manifestação pró-governo em Brasília.  

Nesta terça-feira, o presidente deve ser submetido a um novo exame para detectar qualquer possível infecção pelo novo coronavírus. Na última sexta-feira, o Planalto informou que um teste inicial deu resultado negativo. Mais de uma dúzia de pessoas que estiveram com o presidente nos últimos dez dias testaram positivo.

Risco devido ao coronavírus na Alemanha é classificado como alto

O Instituto Robert Koch (RKI), a agência de controle e prevenção de doenças do governo alemão, alterou a classificação de risco à saúde da população alemã representado pelo coronavírus Sars-Cov-2 de "moderado" para "alto", afirmou o presidente do RKI, Lothar Wieler. O motivo para a nova classificação são o rápido aumento no número de casos e os alertas emitidos por clínicas e órgãos de saúde no país. De acordo com levantamento da Universidade John Hopkins, a Alemanha já registrou mais de 7,6 mil casos de covid-19 e 20 mortes em decorrência da doença.

Medidas anunciadas pela chanceler federal Angela Merkel na noite de segunda incluem o fechamento de boa parte do comércio. Apenas supermercados, farmácias, bancos, correios, postos de gasolina, lojas de produtos de higiene e de material de construção continuarão funcionando. Restaurantes podem funcionar apenas entre 6 h e 18 h, se mantiverem uma distância de segurança entre os clientes. A Alemanha recomendou ainda que viagens de turismo pelo país e no exterior sejam canceladas. Foram determinadas restrições de visitas a hospitais e asilos. "Precisamos de medidas drásticas para diminuir as infecções", disse Merkel. Leia a notícia completa

Alemanha planeja repatriar cidadãos e desaconselha viagens

O ministro do Exterior alemão, Heiko Maas, anunciou um plano para repatriar milhares de turistas alemães retidos em países estrangeiros devido à crise do coronavírus. Segundo Maas, 50 milhões de euros serão disponibilizados para o programa de repatriação. O governo alemão fará todo o possível para trazer as pessoas afetadas de volta à Alemanha nos próximos dias e está em contato com companhias aéreas.

Os primeiros a serem repatriados devem ser os alemães que se encontram em regiões particularmente afetadas pelo coronavírus, incluindo Marrocos, Egito, República Dominicana, Filipinas e Maldivas.

Maas também desaconselhou viagens turísticas por todo o mundo para evitar que mais cidadãos alemães fiquem retidos no exterior.

Volkswagen anuncia suspensão da produção

A montadora alemã Volkswagen anunciou que suspenderá a produção de veículos na grande maioria de suas fábricas na Alemanha e no restante da Europa a partir de sexta-feira. Os trabalhos deverão ser interrompidos por até três semanas. Transcrevi trechos

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16
Mar20

"Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha", diz Bolsonaro sobre expor brasileiros ao risco

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que não tem "poder de impedir o povo de fazer nada", referindo-se aos protestos bolsonaristas em defesa do fechamento das instituições democráticas.

Não tenho poder de impedir o povo de fazer nada. Não houve protesto nenhum. Eles estavam, em grande parte, fazendo um movimento pelo Brasil, ponto final. Não convoquei ninguém para ir", afirmou o presidente em entrevista à rádio Bandeirantes, como informa o portal UOL. 

Quem empulhação, mentira, incompetência, despreparo, abuso de autoridade. Conforme a Lei, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara decretou o cancelamento de todos os eventos com mais de 500 pessoas.

 

Apesar de dizer que não influenciou na convocação das manifestações, Bolsonaro usou suas redes para estimular os atos e ontem, na porta do Palácio do Planalto, cumprimentou simpatizantes e chegou a manusear celulares. 

Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha. Ninguém tem nada a ver com isso", acrescentou. 

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