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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

17
Mar22

Flaira Ferro, muito além do frevo

Talis Andrade

Com os dois pés fincados nos terreiros da dança e do teatro, Flaira Ferro resolveu mostrar também sua faceta de cantora e compositora. “Cordões umbilicais”, seu disco de estreia, é um álbum autoral e autobiográfico, em que a artista dá roupagem pop a diversos elementos de sua formação cultural: frevo, cavalo marinho, caboclinho e maracatu, pernambucanidades temperadas com pitadas de erudito.

Flaira veio ao mundo no meio do carnaval do Recife, tendo se iniciado na dança ainda criança, aos seis anos de idade. Filha de pais foliões, foi aluna do lendário Nascimento do Passo, formou-se em Comunicação Social pela Unicap (Recife) e hoje é professora, pesquisadora, dançarina, atriz e cantora, ufa!, do Instituto Brincante, de Antonio Nóbrega, sediado em São Paulo, onde está radicada desde 2012.

No refrão de atriz, cantora ou dançarina? (letra e música dela), a pergunta que muitos lhe fazem e farão, este repórter inclusive: “ô menina/ o que é que você vai ser?/ atriz, cantora ou dançarina?”. “Mundo, continente, país, estado,/ cidade, bairro, casa, eu./ Somos tantos mundos/ dentro de outros mundos mais/ e estamos ligados por/ cordões umbilicais”, comunga a letra da faixa-título, parceria de Flaira e Igor Bruno.

Ela assina letra ou música em 10 das 11 faixas, incluindo “Contra-regra” (pré-novo acordo ortográfico), calcada em versículos bíblicos. A única música que não assina é (mais ou menos) sobre ela. Na verdade é sobre “Filhos” – o título – em geral. A letra é do ex-deputado federal Fernando Ferro, seu pai: “Filhos são frutos,/ filhos são parte do nosso caminho,/ filhos são flores e são espinho,/ filhos são nós, e nós que atam e desatam./ Filhos são nossa parte, fazendo arte,/ filhos são doces pimentas do ser,/ filhos são nosso prêmio e pranto,/ filhos são surpresas,/ em cada canto./ Filhos não pedem pra nascer…”, reza a letra.

Em “Me curar de mim” (letra e música dela), literalmente desnuda-se: “E dói, dói, dói me expor assim/ dói, dói, dói, despir-se assim/ Mas se eu não tiver coragem/ pra enfrentar os meus defeitos/ de que forma, de que jeito/ eu vou me curar de mim?”, indaga-se/nos.

cordc3b5es-umbilicais-capa-reproduc3a7c3a3oDisponível para download gratuito no site da artista, “Cordões umbilicais” foi gravado entre agosto de 2013 e abril de 2014 e lançado no Recife em janeiro passado, dentro da programação do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, em cuja 17ª edição Flaira já havia sido premiada como melhor bailarina, por “O frevo é teu?”, seu primeiro espetáculo solo, dirigido por Bella Maia.

O disco tem produção musical e arranjos de Leonardo Gorosito e Alencar Martins (seu parceiro em “Lafalafa” e “Contra-regra”) e participações especiais do maestro Spok (saxofone) e Léo Rodrigues(percussão). Por e-mail, ela conversou com o blogue sobre o álbum, seu trânsito livre entre a música, o teatro e a dança, a porção autobiográfica de sua obra e projetos futuros.

 

Zema Ribeiro entrevista Flaira Ferro

 

A artista no clique de Patrícia Black

A artista no clique de Patrícia Black

Zema Ribeiro – O que melhor define você: atriz, cantora ou bailarina?
Flaira Ferro – Essa resposta está na letra da música que te inspirou a pergunta. Meu caminho é o da busca. Nela procuro os lugares onde moram meus desafios. Quem se dispõe a olhar para dentro de si, na tentativa de entender seu papel no mundo, há de se deparar com muitas questões da existência. A dança está na minha vida há mais tempo, mas ela foi um pontapé inevitável para o teatro e para o canto. O que me interessa mesmo é a ponte que existe entre as três linguagens. Todas elas têm o corpo como instrumento e o movimento como impulso para ações e intenções. A possibilidade de me expressar misturando tudo isso é o que me define hoje.

 

ZR – Com uma consolidada carreira como bailarina e atriz foi preciso cortar algum cordão umbilical com aquelas artes para dedicar-se à música enquanto cantora? Ou tudo se soma e uma expressão ajuda a outra?
FF – Elas são complementares e sem dúvida uma ajuda a outra, principalmente na compreensão de execução. Pra cantar é preciso respirar corretamente, coisa que a dança trabalha bastante. Pra interpretar uma dança ou música a atuação é um recurso importante na escolha das intenções, enfim.

 

ZR – “Cordões umbilicais” traduz uma reelaboração pop de ritmos tipicamente pernambucanos, como frevo, cavalo marinho, caboclinho e maracatu, e traz além de pitadas eletrônicas, referências eruditas. Como foi o processo de composição e gravação do álbum?
FF – Tudo começou no final de 2012. Em um processo lento e atento às minhas verdades, juntei todas as composições que eu tinha feito ao longo da minha vida e convidei, por afinidade e entrosamento, os músicos Alencar Martins e Leonardo Gorosito para pensarmos na elaboração das músicas. Durante um ano nos encontramos semanalmente na casa de Alencar. Eu mostrava as letras e melodias e os dois criavam os arranjos. Dessa brincadeira saíram duas parcerias, “Lafalafa” e “Contra-regra”, com letras de minha autoria e música de Alencar. Depois de tudo arranjado, eles escolheram a dedo os músicos que formariam a banda para gravar no estúdio e foi quando conheci Jota Jota de Oliveira (baixo), Gabriel Zit(bateria) e Ciro de Oliveira (teclado). Fizemos alguns ensaios e gravamos o disco em dois estúdios: Cia do Gato e Ilha da Lua, ambos em São Paulo. Gustavo do Vale foi o técnico responsável pela gravação, mixagem e masterização. Além da banda, o disco contou com a participação especial dos músicos maestro Spok, Léo Rodrigues, Taís Cavalvanti, Danilo Nascimento, Sandra Oakh, Ramiro Marques e meus pais. Também tive parceiros fundamentais na autoria de algumas letras, são eles: Camila Moraes, Igor Bruno, Ulisses Moraes e minha irmã Flávia Ferro. Apesar de eu ter idealizado o projeto, “Cordões Umbilicais” foi feito por muitas mãos e jamais teria a cara que tem se não fossem todas as pessoas que mencionei acima. Tive a sorte de contar com músicos, familiares e profissionais que foram verdadeiros portais para esse sonho ser compartilhado.

 

ZR – Em “Templo do tempo” se indaga: “será que saberei um dia/ o que vou ser quando crescer?”. Nenhum risco de “Cordões umbilicais” ser teu único disco, não é? Ainda é cedo, mas já se pegou pensando no sucessor da estreia?
FF – Sem dúvida. A composição é um exercício e uma necessidade constante. Tem muita música nascendo e em algum momento irei desaguá-las em um novo disco. Mas ainda vai levar tempo. Quero curtir esse primeiro filho com calma, rodar com shows, digerir e processar essa descoberta com carinho.

 

ZR – A letra de “Contra-regra” tem versículos bíblicos, sem nem de longe pagar de gospel. Você é religiosa? É católica? Que papel tem a Igreja em sua vida?
FF – Até o mais ateu dos ateus não nega: deus é um tema irresistível. Não sou católica, muito menos religiosa. Levo uma vida sem misticismos ou superstições. A meu ver, dignidade vem com trabalho, bom humor e uma boa dose de teimosia. Acredito na espiritualidade como um tipo de inteligência que qualquer um pode ou não desenvolver e, para mim, a conexão com o divino é um estado de discernimento e expansão de consciência sobre o todo. Nasci num país onde os preceitos da cultura judaico-cristã predominam e de alguma forma me sinto influenciada por isso. Sou fascinada pela mensagem intrigante de amor incondicional pregada por Jesus Cristo. Quem consegue amar ao próximo como a si mesmo? Quem é capaz de dar a outra face se alguém o bater? Eu não consigo. A meu ver, o verdadeiro artista é um devoto às questões da alma. Neste sentido Jesus é pra mim um artista revolucionário e transgressor da maior ordem e, por isso mesmo, acredito que sua mensagem está longe de ser compreendida pela ganância e hipocrisia que regem o sistema político e cultural do Ocidente. Fico imaginando o que Jesus faria se presenciasse as atrocidades irreparáveis que os homens fazem em seu nome. É tanta intolerância, homofobia, racismo e violência dentro das igrejas que tenho dificuldade de me sentir representada plenamente por alguma instituição. Mas acho importante compartilhar experiências coletivas de fé para fortalecer a crença individual, seja ela qual for. Procuro me cercar de pessoas generosas que estejam dispostas a olhar a vida sem dogmas e moralismos e são nestas relações que minha igreja reside em essência. Identifico-me profundamente com a lógica de agradecimento presente nas manifestações populares como o Cavalo-marinho e o Reisado [maiúsculas dela]. Fui batizada em igreja batista, sempre que dá frequento a IBAB, o templo budista da Monja Coen e as sambadas do Instituto Brincante.

 

ZR – Diversas faixas têm um quê autobiográfico. O quanto dói se expor assim, como você afirma em Me curar de mim?
FF – Não sei se existe uma dimensão para medir nossas dores. Acredito que todo processo de transformação demanda algum tipo de sofrimento, o que é saudável e natural. No meu caso, a exposição de minhas fraquezas dói o necessário para me fazer perceber o que preciso trabalhar.

 

ZR – Por falar em exposição, sua participação no projeto Apartamento 302, do fotógrafo Jorge Bispo, ganhou repercussão na seara política, ao que parece com veículos de comunicação querendo atingir seu pai. O que achou de participar do projeto e qual a sua opinião sobre essa repercussão enviesada?
FF – Participar do projeto foi uma experiência interessante para lidar com a auto-imagem, o lugar do feminino e o julgamento externo. Sinto que a repercussão distorcida e maldosa só fortaleceu a importância de agir a partir da fidelidade às minhas próprias questões. O artista nem sempre vai ser compreendido, então, avante. Quando a gente se entrega de coração a alguma coisa, a paz que vem da escolha feita com verdade é absurda. O autoconhecimento é um tema que me seduz muito, desde pequena. Procuro viver atenta às minhas necessidades e todos os dias me faço a pergunta: estou investindo meu tempo tentando ser o melhor de mim mesma? A partir dela vou encontrando respostas para tomar decisões que independem do que os outros vão dizer ou achar.

 

ZR – Em “Atriz, cantora ou dançarina” você afirma: “Por ora agora gosto de cantar/ mas se amanhã isso bastar/ serei fiel ao que me der vontade”. O que Flaira ainda não fez e tem vontade?
FF – Muita coisa, né? Mas das que estão no topo da lista, tenho muita vontade de organizar uma viagem intensa pelo Brasil para fazer uma pesquisa de campo sobre os ritmos e as danças populares de cada região do país.

17
Mar22

Flaira Ferro a mais completa musicista brasileira hoje e sempre

Talis Andrade

flaira.jpeg

 

Redação Maah Music!

 

Além
de cantora, compositora você é bailarina. Conte para os leitores, como foi o
seu envolvimento com cada uma dessa área?

A
memória mais viva sobre meu envolvimento com a dança e com a música vem aos
seis anos de idade, quando brinquei meu primeiro carnaval em Recife, em 1996.
Sou de Recife e lá fevereiro é mês de tradição carnavalesca, a cidade fica em
função da festa. Há uma explosão de manifestações populares, ritmos, danças e
fantasias, o que me seduziu desde o primeiro contato.

A
dança, em especial o frevo, foi minha porta de entrada para o universo das artes.
Fui me interessando, me dedicando, e entrei na Escola Municipal de Frevo do
Recife, tive aulas com o Mestre Nascimento do Passo e nunca mais parei. Aos
poucos, conheci outras linguagens, fiz sapateado, ballet, dança contemporânea e
a dança virou profissão.

Meu
envolvimento com a música e a composição foram consequências diretas dessa
relação com o movimento corporal. Sinto que essas linguagens conversam o tempo
todo entre si, tudo passa pelo corpo.

 


Queria saber um pouco mais sobre seu passado pré-musica. O que você ouvia
quando era pequena? E quando você descobriu seu amor pela musica e composição?

Por
influência dos meus pais, ouvi muita música regional na infância. Coco,
ciranda, maracatu, bumba-meu-boi, forró e frevo sempre foram ritmos presentes
na prateleira de CDs da minha casa. Só vim conhecer música internacional na
adolescência. Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Elis Regina e Raul Seixas eram
os artistas que mais tocavam no som do carro durante as viagens da família pro
interior de Pernambuco.

Meu
pai é um poeta tímido. Apesar de não seguir carreira artística, sempre gostou
de declamar poesias e escrever versos e rimas. Acredito que por influência dele
tomei gosto pela palavra escrita, falada e cantada. Compus minha primeira música
aos 8 anos e descobri esse amor quando percebi que através da composição eu
conseguia desafogar minha energia criativa. Coisas que eu não conseguia dizer
numa conversa ou ideias que eu não desenvolvia na escola iam acumulando na
minha cabeça e desaguavam em poesias e canções. Até hoje é um tipo de escape
que me ajuda a entender meus sentimentos.

 


Há pouco tempo você lançou seu álbum “Cordões Umbilicais”. Como foi a escolha
do nome do álbum e do repertorio do seu novo trabalho?

O
nome do álbum veio da necessidade de dar uma imagem ao afeto. Quando vim morar
em SP tive que me reinventar para me adequar a uma cidade na qual eu não tinha
vínculos afetivos. Conheci a solidão e aliada a ela, paradoxalmente, o
sentimento de não estar só, de estar conectada com todas as pessoas, com a
criação de algo maior, o divino.

Além
das questões existenciais, minha mãe é obstetra e assisti muitos partos feitos
por ela. Um certo dia, após presenciar uma cesariana, saí inspirada e compus
uma música que nomeei Cordões Umbilicais e é também uma faixa do disco.

Quanto
ao repertório, percebi que a temática do autoconhecimento era predominante na
maioria das minhas letras. Selecionei as músicas que mais representavam meu
momento de vida e  organizei o
repertório. O disco é um estado de espírito.Luíza Boê lança “Amanheci” com as participações de Illy e Flaira Ferro -  Gazeta da Semana


No seu álbum você traz 11 faixas de autorais. Qual música do seu cd mais te
representa?

Por
se tratar de um disco inteiramente autoral no qual a maioria das letras são
minhas, cada música é um pedaço do que sinto e penso. Sou tudo que tá lá, o que
muda é a intensidade, eu acho. Tem dias que me vejo mais numa música do que
noutra, por exemplo. Depende.

 


O álbum vem com ritmos bastante brasileiros e você mistura esses ritmos.
Qual  ritmo musical mais te encanta ou
chama sua atenção?

Além
do frevo, eu tenho um carinho especial pelo caboclinho perré e pelo batuque de
umbigada. São ritmos que adoro dançar e me tocam de maneira mais visceral. 

 

Como
foi o processo de composição para o álbum “Cordões Umbilicais”? Alguma
influencia em especial?

Tom
Zé, Elis Regina, Gilberto Gil, Lenine e Bjork são artistas que me influenciam
muito. Mas não teve nenhuma música que pensei em um artistas específico para
compor. Eles estão presentes de maneira inconsciente, tudo que escuto é
referência e alimenta meu processo de composição.

 


No disco você contou com algumas participações especiais.  Como maestro Spok e do pandeirista Léo Rodrigues entre outros. Como foi a escolha das participações especiais?

Conheço
Spok há 12 anos, trabalhamos juntos em vários projetos. Além de excelente
maestro e instrumentista, ele é um grande amigo que a vida me deu. Eu queria
que o disco tivesse um frevo e ninguém melhor do que ele para compor o arranjo
instrumental na faixa Bom dia, doutor cuja letra é de outro grande amigo,
Ulisses Moraes. Já Léo Rodrigues eu o conheci no Instituto Brincante e
tornamo-nos amigos rapidamente. Quando vi ele tocar fiquei encantada com a
propriedade e o domínio do pandeiro de couro. Admiro muito o trabalho dele e o
convidei pra participar na música Mundo invisível. 

 


Como você descrever no geral o seu álbum?

É
uma obra de afeto e um retrato do tempo.

 


Gostaríamos de saber mais sobre seu gosto musical. Quais as 6 músicas
preferidas e o por que?

Como
falei antes, cada música me representa com muita verdade e não tem nenhuma que
eu ache menos importante. Elas estão dentro de um conceito e a ideia de cada
uma agrega à mensagem do disco como um todo. Mas se eu fosse fazer um pocket
show e tivesse que escolher seis músicas, eu escolheria: Templo do tempo, Atriz
Cantora ou dançarina?, Pondera, Me curar de mim, Bom dia, doutor e
Lafalafa.  

 


Fiz duas matérias sobre você aqui no blog. E as criticas foram muito positivas.
Como é para você ver  o carinho do
publico e até mesmo dos críticos musicais falando bem do seu álbum?

É
bom né? Um estímulo, sem dúvida. É gostoso compartilhar algo que ressoa em
outras pessoas de maneira positiva. A coisa vai ganhando outras dimensões,
interpretações e significados. Mas acredito que a aceitação do público nunca deve
ser o objetivo de um artista. A opinião dos outros, positiva ou não, deve ser
apenas consequência daquilo que nasce da verdade de quem cria.

 


Como é seu contato com o publico? Você usar muito as redes sociais para bate um
papo com os fãs? Você acha importante esse contato?

Não
gosto muito da palavra fã como denominação de alguém. Tenho a impressão de que
ela cria uma fronteira entre o público e o artista que não deveria existir.
Tenho pavor desse endeusamento do artista, essa coisa de colocá-lo num pedestal
para se admirar e contemplar, como algo inalcançável.

Sim,
uso muito as redes sociais e quem se interessa pelo meu trabalho e entra em
contato eu adoro trocar ideia. Respondo, pergunto, leio, opino, etc. E é isso
que rola, uma troca constante com quem chega junto.

 


Entrevista quase no final. Quais as próximas novidades, lançamento e agenda de
show?

Recentemente
gravei dois clipes. Um da música Lafalafa, dirigido por Patrícia Black e outro
da música Me curar de mim. Em breve estarei lançando eles nas redes sociais.
Quanto aos shows, as agendas são divulgadas na fanpage e no meu site
flairaferro.com.br

 


Qual mensagem você deixa para os fãs e leitores do blog?

Leiam
a autobiografia de Gandhi.    

 

 

Agora Flaira lança um
clipe, no qual pode, de alguma forma, unir música e dança. Escolheu a canção
“Lafalafa” para inspirar esse primeiro vídeo que foi gravado em junho de
2015, entre as ruas de São Paulo e o Instituto Brincante, espaço onde atua como
artista e professora. 

Os vídeos de dança solo da bailarina
Sylvie Guillem foram grandes fontes de inspiração. O minimalismo, a
simplicidade estética e a pesquisa de intenções de movimento de seu trabalho
clarearam o rumo do que seria o clipe e a performance de Flaira. Como venho da dança
popular e o ritmo de ‘Lafalafa’ é o cavalo-marinho, mergulhei numa pesquisa de
movimentos que partissem dessa matriz. Decidimos que minha atuação se basearia
no improviso, sem coreografia definida
 
explica ela. Quando a música termina, o clipe ainda continua por alguns
instantes. Fique por dentro de todas as novidades sobre a cantora: 

 

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