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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Abr20

Valeixo, o delegado que vale dois ministérios e a cabeça de Moro

Talis Andrade

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Sergio Moro interferiu, quando juiz, quantas vezes na Polícia Federal, para vazar conversas dos presidentes Lula da Silva, Dilma Roussef? Quem gravou ilegal e criminosamente a presidenta do Brasil, a Polícia Federal ou algum serviço de inteligência estrangeiro, caracterizando vários crimes de traição, de lesa-pátria, de quinta-coluna? A atuação do FBI, da CIA, na Lava Jato, quebrou a soberania, a segurança nacional? Até onde foi a espionagem na Petrobras, no Pré-Sal, nas estatais? Depois de quebradas pela Lava Jato, quantas empresas públicas e privadas foram colocadas à venda nas feiras, nas quermesses de Michel Temer e Bolsonaro? Qual foi a participação do delegado Maurício Valeixo, que foi adido policial em Washington, de 2013-15? 

Valeixo e Moro estiveram juntos na investigação do assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, que livrou a cara dos banqueiros, dos grandes traficantes de moedas. 

Publica a revista Época: "Em Curitiba, Valeixo atuou em várias fases da Lava Jato, operação pela qual Sergio Moro era responsável quando juiz federal. Uma das tarefas de Valeixo à frente da Superintendência da PF no Paraná foi coordenar os trâmites para a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril de 2018.

Foi também em sua gestão que foi fechada a delação de Antonio Palocci com a PF em Curitiba". O vazamento da delação de Palocci ajudou a eleger Jair Bolsonaro presidente. Moro jamais reclamou dessa interferência política-eleitoreira na Polícia Federal.  

A imprensa inglesa, BBC News, noticia: "Palocci tentou negociar um acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF), que recusou a oferta dele no começo de 2018. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integrava a força-tarefa da Lava Jato à época, chegou a dizer que a proposta de delação de Palocci era mais um 'acordo do fim da picada' do que uma 'delação do fim do mundo'.

Apesar das críticas dos procuradores, Palocci fechou a negociação com a PF, e o acordo foi aceito pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre (RS), em junho de 2018.

Ao aceitar o acordo de Palocci, o desembargador federal João Pedro Gebran Neto escreveu que a homologação não é o momento 'adequado para aferir a idoneidade dos depoimentos dos colaboradores".

Gebran, pelos serviços prestados, para Lula "apodrecer na cadeia", permanece cotado para uma vaga no STF e para suceder Moro no Ministério da Justiça. 

Moro também ia além da sua atuação como juiz, na gana de condenar Lula & interesses outros, como bem denuncia e comprova a operação vaza jato. Uma série de reportagens publicadas pelos principais jornais e portais da imprensa, expõe a subserviência de procuradores do Ministério Público Federal, comandados por Deltan Dallagnol, criador de um fundo nababesco, com dinheiro desviado da Petrobras, para gastar com "caridade" e eventos

No dia 30 de janeiro de 2020, numa conta gráfica, foram depositados, pela Petrobras, 2 bilhões e 500 milhões na Caixa Econômica Federal de Curitiba, para gastança de seis procuradores.

Dallagnol propôs que os procuradores explorassem em proveito próprio a fama da lava jato, que as esposas dos magistrados ficassem responsáveis pelas faturas. Leia a denúncia aqui, que a Justiça faz que não sabe, e o Congresso teme investigar. Rosangela Wolff Moro, inclusive, fundou uma oportuna empresa de eventos.

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05
Fev20

Folha distorce, falseia e defende a censura da Globo

Talis Andrade

A Terra é redonda, a Petrobrás foi espionada pelos Estados Unidos, a Globo censura a Vaza Jato: esses são os fatos que Lula aponta e incomodam tanto

 

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Por José Chrispiniano e Ricardo Amaral 

A Folha de S. Paulo deveria informar-se melhor, lendo suas próprias reportagens, antes de advogar a censura praticada pela Rede Globo, como fez na manchete falsificada deste primeiro fim-de-semana de fevereiro de 2020. Não há outra palavra para definir a cobertura da Globo sobre a Vaza Jato como um todo, e não apenas no breve período que a emissora selecionou para disfarçar sua parcialidade e que a Folha empurrou aos leitores, sem checar, defendendo quem a censurou.

A Folha publicou 25 reportagens em parceria com o The Intercept Brasil, editado pelo jornalista Glenn Greenwald, e o site UOL produziu outras 8. De 9 de junho até 24 de julho de 2019, período selecionado pela defesa da Globo, foram 5 reportagens da Folha, mas só uma foi reproduzida pela TV e não tratava da parcialidade de Sergio Moro e da Lava Jato no caso Lula. O tema é tabu na Globo, como foram as Diretas na década de 1980 e como a liberdade de imprensa era tabu para o nazismo. Por isso censuraram todas as provas de que Moro agiu para prender Lula e eleger Bolsonaro.

Se a Folha tivesse lido a Folha antes de defender a Globo (e difamar Lula), registraria que o Jornal Nacional censurou a matéria “Lava Jato desconfiou de empreiteiro pivô da prisão de Lula, indicam mensagens” (30/06/19). Nela se comprova que o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, quando preso, mudou seu depoimento e criou um enredo sobre Lula para ter sua delação aceita pelos procuradores. Contou uma história sem provas, da qual até os procuradores desconfiaram, para sair da cadeia e condenarem Lula.

A Globo censurou “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro” (8/9/19). A Folha mostrou, e a Globo não, que Moro e a força-tarefa esconderam, do STF e do país, conversas nas quais Lula explicava a razão de assumir a Casa Civil de Dilma Rousseff, em março de 2016 – e não era para buscar foro privilegiado, mas para salvar o governo e consertar a economia. Moro voltaria a mentir sobre o assunto no Roda Viva, semanas atrás, quando disse ter enviado ao STF “todos os áudios” grampeados de Lula ao STF. A Folha revelou que a Lava Jato grampeou os advogados de Lula e fez relatórios para Moro. A Globo censurou a notícia.

O JN fez alarde da delação mentirosa de Antonio Palocci vazada pelo ex-juiz a uma semana do primeiro turno de 2018, mas não noticiou “Moro achava fraca delação de Palocci que divulgou às vésperas de eleição, sugerem mensagens” (Folha 29/07/19). A Lava Jato espionou Lula e seus familiares ilegalmente, porque ele era o alvo. Mas a Globo censurou “Lava Jato driblou lei para ter acesso a dados da Receita, mostram mensagens” (Folha, 18/08/19).

A nota da Globo que a Folha reproduziu em editorial terça-feira e na manchete de hoje é uma empulhação. Se é fato que o JN e o Fantástico deram 103 minutos de reportagens sobre a Vaza Jato nos primeiros 46 dias, não é menos fato que 66 minutos foram dedicados à defesa de Moro e ao esforço de criminalizar a série desde o nascedouro. E que em apenas 5 dias, de 24 a 28 de julho, JN e Fantástico bombardearam o país com 68 minutos sobre a Operação Spoofing, que associa a Vaza Jato a pessoas acusadas de crime cibernético, incluindo notícias falsas que tentavam envolver o PT.

O editorial da Folha em defesa do mau jornalismo da Globo soou como um ato de contrição do jornal pela entrevista de Lula ao portal UOL. O texto é axiomático: “governantes não gostam de imprensa livre”. Livre do contraditório? Livre da obrigação de checar o que publica? A Folha deu-se a liberdade de publicar mentiras como a de que, no governo, “Lula flertou com dispositivos para controlar a mídia”, sem dizer quais, pois nunca existiram. Que seu governo “deu preferência, inclusive financeira (…) a veículos em torno do petismo”, sem dizer quais, como e quanto, pois essa é outra mentira repetida à moda Goebbels.

A Folha quer igualar Lula a Bolsonaro porque o ex-presidente diz que o atual tem razão em algumas queixas sobre a imprensa. É um reducionismo desonesto. Lula não ameaçou cassar concessões, não fez retaliação econômica. Denunciou o mau jornalismo do qual todos podem ser vítimas. A mesma imprensa que critica Bolsonaro (por várias razões) defende a desconstrução do estado, a desnacionalização do país e a revogação de direitos que ele impõe. Jamais farão com seu governo o que fizeram com Lula, Dilma e o projeto de desenvolvimento com inclusão. Iguais são Folha, Globo, Veja, Estadão, todos alinhados com o projeto de Paulo Guedes, mesmo que o preço seja conviver com Bolsonaro.

O fato é que essa “imprensa livre” muitas vezes fabrica manchetes para amparar sua opinião. É perfeitamente legítimo externar estranheza e associar, como fez Lula, o roubo de informações sigilosas da Petrobrás num container da Halliburton, em 2008, à espionagem da NSA na estatal e nos telefones de Dilma Rousseff, noticiada no mundo inteiro em 2013 com farta documentação provida por Edward Snowden. Não é teoria, é fato que o golpe do impeachment, a prisão de Lula, a destruição da indústria brasileira de óleo e gás e a desnacionalização da Petrobrás e do pré-sal atendem a interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos. Como é fato que Moro e a Lava Jato atuaram em fina sintonia – e fora da lei – com agentes daquele país.

Procuradores do Brasil fizeram a Petrobrás pagar 3,8 bilhões de dólares em multas e acordos judiciais nos Estados Unidos. É muita vezes mais do que a Lava Jato teria recuperado no Brasil, mas isso nem a Folha consegue ver na Globo. Tampouco se vê a terra arrasada em que Moro transformou o pais, como denuncia Lula, pois a Folha está ocupada em esclarecer o terraplanismo alheio.

É simplesmente ocioso checar, como faz a Folha, se um picareta como Olavo de Carvalho acredita mesmo que a terra é plana ou tem apenas dúvidas a respeito. Fato relevante é a destruição do ensino público, do meio ambiente e da soberania nacional por obra dos pupilos que ele nomeou no desgoverno de Bolsonaro. Lula distorceu Olavo? Olavo distorce a inteligência. E a Folha distorce o conceito de checagem de dados – que seria importante contribuição do jornalismo frente à pandemia de mentiras – porque precisa desqualificar Lula.

A Folha pode negar que Lula tenha ficado numa solitária, como o ex-presidente se referiu à prisão num dos discursos checados pela reportagem. Lula ficava sozinho 22 horas por dia, com exceção das quintas-feiras, quando tinha visita de amigos e familiares, e dos fins de semana, quando ficava sozinho 24 horas por dia. Tecnicamente não se chama solitária o regime prisional a que ele foi submetido por Sergio Moro, até o Supremo Tribunal Federal restabelecer, para todos, o princípio constitucional da presunção de inocência que havia sido negado a Lula. Mas não há como checar, tecnicamente, o sentimento de uma pessoa de quem tomaram uma eleição como favorito à presidência da República, a honra pessoal e 580 dias da existência, num processo farsesco, uma condenação injusta e uma prisão inconstitucional. A dor da gente não sai no jornal. Nem na Globo.

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21
Jan20

Vitória do entreguismo de Moro: Guedes vai anunciar em Davos abertura do Brasil para empreiteiras internacionais

Talis Andrade

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247 – O golpe de misericórdia nas constutoras brasileiras, que eram multinacionais e foram destruídas pela Operação Lava Jato, será dado por Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. "O governo Jair Bolsonaro pretende aproveitar a presença de megainvestidores nesta semana, em Davos, para fazer um anúncio de abertura inédita aos estrangeiros interessados em participar de licitações e concorrências públicas no mercado brasileiro.  A ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, é divulgar nos Alpes suíços a adesão do Brasil ao Acordo de Compras Governamentais da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com isso, ele deseja mandar um sinal claro à elite política e econômica global de que o país se compromete com a agenda de liberalização", informa reportagem de Daniel Rittner, no Valor Econômico.

"O acordo, conhecido pela sigla em inglês GPA (Government Procurement Agreement), garante o acesso dos signatários a um mercado estimado em US$ 1,7 trilhão por ano. Seus integrantes ficam obrigados a dar isonomia de tratamento entre empresas nacionais e estrangeiras que entram em contratações públicas nas áreas de bens, serviços e infraestrutura", aponta o texto. A reportagem destaca que fica praticamente impossível reeditar algumas políticas industriais adotadas no passado recente. O governo Dilma Rousseff, por exemplo, tinha como um dos pilares do Plano Brasil Maior a concessão de margem de preferência de até 25% a produtos nacionais em licitações nas áreas de defesa, medicamentos, maquinário e até têxteis, como uniformes fornecidos às Forças Armadas.

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13
Jun19

Lava Jato contribuiu para a devastação da economia brasileira, diz associação de economistas

Talis Andrade

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São Paulo – A Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (Abed) divulgou nota nesta segunda-feira (16)  manifestando “indignação” com a parcialidade e instrumentalização política da Operação Lava Jato, que ficaram demonstradas a partir das conversas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, reveladas pelo The Intercept Brasil.  Agindo politicamente, a operação “contribuiu decisivamente para o processo de devastação da economia e da sociedade brasileira que assistimos nos últimos anos”, afirmam os economistas.

Segundo a Abed, a Lava Jato colaborou negativamente para o criar ambiente de incertezas econômicas que paralisaram o consumo e os investimentos, “num círculo vicioso de retração que alimenta ainda mais incertezas”. Eles também dizem que os procuradores da Lava Jato não tiveram o cuidado de “preservar” empresas e setores envolvidas nas investigações.

“É esse o caso da construção civil, que vinha apresentando desenvolvimentos de escala e tecnológicos e gerando empregos, e hoje apresenta retração de 28%, em relação a 2014. Por sua vez, uma empresa como a Petrobras, que vinha sendo responsável por grande parcela dos investimentos produtivos no país, investimentos esses portadores de inovação tecnológica, foi totalmente desestruturada”, dizem os economistas.

Confira a íntegra da nota da Abed

A Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (Abed), como uma entidade que defende a democracia, sempre irá posicionar-se favoravelmente a ações de combate à corrupção. No caso específico da Operação Lava Jato, saliente-se se que ela só foi possível com o fortalecimento das instituições de Estado, em particular a Polícia Federal e o Ministério Público. Assim, não poderia ser maior a nossa indignação diante da divulgação de conversas nada republicanas entre destacados membros da Lava Jato, mostrando vergonhosa parcialidade e instrumentalização política da operação.

Lamentamos que essa operação tenha se transformado em um instrumento para demonizar e perseguir partidos e líderes de forma seletiva, agindo politicamente e ocupando um espaço que não lhe era devido. Ao fazê-lo, contribuiu decisivamente para o processo de devastação da economia e da sociedade brasileira que assistimos nos últimos anos, com a reversão de conquistas democráticas que foram obtidas desde a promulgação da atual Constituição e que favoreceram setores vulneráveis da população.

Repudiamos, adicionalmente, o fato de que a operação Lava Jato tenha sido protagonista da interminável crise política em que o país foi jogado desde 2014.  Os palanques da campanha eleitoral daquele ano de fato nunca foram desmontados, gerando um ambiente de incerteza de tal magnitude que paralisa planos de consumo e projetos de investimento, num círculo vicioso de retração que alimenta ainda mais incertezas.

Apontamos, ainda, que do ponto de vista de seus efeitos microeconômicos, a operação Lava Jato sequer teve o cuidado de investigar e acusar pessoas, mas preservar – como deveria ter sido feito – empresas e setores essenciais. É esse o caso da construção civil, que vinha apresentando desenvolvimentos de escala e tecnológicos e gerando empregos, e hoje apresenta retração de 28%, em relação a 2014. Por sua vez, uma empresa como a Petrobras, que vinha sendo responsável por grande parcela dos investimentos produtivos no país, investimentos esses portadores de inovação tecnológica, foi totalmente desestruturada.

Diante disso, esta Associação manifesta-se pela necessidade de apuração célere dos indícios de prática criminosa que vieram a público e pela necessidade de reversão das penas a que foram submetidos os que foram julgados em operação que se desenrolou sem a lisura necessária e, assim, ao arrepio da lei.

26
Jun18

Os golpistas desafiam o povo brasileiro

Talis Andrade

por Emanuel Cancella

 

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Todas as saídas democráticas estão sendo travadas de forma ilegal, já que rasgaram nossa Constituição.
 
Com a Reforma trabalhista, acabaram com os direitos previstos na CLT e caminhamos para 14 milhões de desempregados.
 
Nosso petróleo está sendo entregue, além dos ativos da Petrobrás. Entregam descaradamente nosso pré-sal: leia o que diz a geóloga, diretora do Sindipetro-RJ e da Aepet, Ana Patrícia Laier (1): “Como pode um Congresso ameaçar saquear seu próprio país?”.
 
A lava Jato destruiu a engenharia nacional e a indústria naval,  segundo o Clube de Engenharia, a Aepet, Fisenge, FUP e FNP. (2 a 6)
 
A Lava Jato, com o seu combate à corrupção destrutivo e falacioso, é a grande responsável pela maioria dos quase 14 milhões de desempregados do Brasil.
 
A presidenta do STF é a cara da nossa justiça. A presidenta do STF, Carmem Lúcia, que foi indicada por Lula, deu o voto de minerva contra o seu habeas corpus, desempatando e permitindo assim a prisão do ex-presidente. A votação foi 6X5 contra Lula, mesmo sabendo que há provas atestando a inocência do ex-presidente.
 
“O voto de Carmen Lúcia não surpreende, mas é importante observar que há menos de três meses ela também ficou em posição de decidir a favor ou contra o senador Aécio Neves (PSDB) e, depois de muito circular na sua argumentação, votou a favor do tucano” (7).
 
A mídia golpista, principalmente a Globo, tem a desfaçatez de dizer que o país está em recuperação (8). Para a Globo golpista realmente não existe crise, também pudera, pela primeira vez, no governo do golpista de MiShell Temer, ela tem o monopólio da transmissão na Copa do Mundo.
 
Veja a trajetória da Globo em Copa do mundo da Fifa e se ela sendo uma concessão pública merece este monopólio:
 
- A Globo sonegou o Imposto de Renda da transmissão da copa do mundo de 2002 (9).
 

- A Globo, mesmo sendo a emissora mais corrupta em Copa do Mundo, no Brasil nem sequer é investigada. Só em uma investigação nos EUA, no “Fifagate”, a Globo foi citada 14 vezes. Os partidos PT, PDT e Psol pediram para a PGR, Raquel Dodge, abrir investigação. Isso em novembro de 2017, a PGR então mandou essa investigação da justiça americana para o MPF do Rio. Até hoje sem resposta (10).

 

O povo brasileiro, através de todas as pesquisas de intenção de voto, aponta Lula como líder e o único que pode dar jeito no país.

 

Entretanto, como disse, todas a saídas institucionais estão fechadas ilegalmente. Lula está preso pela Lava Jato por uma reforma no tríplex de Guaruja. Essa prisão tem como base somente a delação do dono da OAS, Leo Pinheiro, que esta preso e para diminuir sua pena, afirmou que a reforma de R$ 2.2 milhões foi feita como pagamento de propina, a pedido do presidente Lula. Entretanto, fotos e vídeos provam que essa reforma nunca foi feita (11,12).

 

Com o agravante de que Moro, pessoalmente, por várias vezes, impediu os advogados de Lula de terem acesso à citada obra e às notas fiscais da reforma, o que de cara comprovaria que o dono da OAS estava mentindo. Hoje sabemos que não houve obra e que todas as notas fiscais são falsas, algumas têm origem em Curitiba e estamos falando numa reforma no Guarujá, SP.

 

Aliás, além de não ter havido reforma, é bom frisar que a lava Jato nunca provou a propriedade de Lula no tríplex de Guarujá, seja através de registro do imóvel ou qualquer outro documento válido.

 

Lembramos aos golpistas o exemplo do gato, que se atacado, e tiver uma saída, ele foge, porém se trancarmos o felino num quarto e atacá-lo ele enfrenta o agressor.

 

Será que os golpistas estão provocando o povo brasileiro buscando uma reação para justificar um golpe dentro do golpe?

 

Fonte:

1https://www.viomundo.com.br/denuncias/ana-patricia-laier-como-pode-um-congresso-ameacar-saquear-seu-proprio-pais.html

2https://jornalggn.com.br/noticia/para-engenheiros-lava-jato-promovo-desmonte-da-industria-nacional

3https://jornalggn.com.br/noticia/documentario-mostra-como-a-lava-jato-destruiu-a-economia-em-poucos-meses

4https://jornalggn.com.br/noticia/para-engenheiros-lava-jato-promovo-desmonte-da-industria-nacional

5http://www.aepet.org.br/w3/index.php/artigos/noticias-em-destaque/item/919-lava-jato-e-desmonte-do-pre-sal-a-combinacao-que-levou-o-rio-a-falencia

6https://www.oantagonista.com/brasil/exclusivo-em-crusoe-pa

7https://www.revistaforum.com.br/apos-voto-de-minerva-de-carmem-lucia-lula-pode-ser-preso/

8https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/quem-comemora-recuperacao-nao-conhece-economia-nem-historia-afirma-economista/

9https://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/06/28/globo-sonegou-i-renda-a-dilma-vai-cobrar

10https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2017/11/raquel-dodge-envia-denuncia-contra-globo-para-mpf-do-rio/

11https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/351698/Lula-foi-condenado-por-reforma-que-nunca-existiu.htm

12https://jornalggn.com.br/noticia/rovai-video-mostra-que-triplex-nao-tem-nada-que-possa-ser-chamado-de-luxuoso

 

21
Jun18

Lava Jato acusada de destruir a Engenharia Nacional e a Indústria Naval

Talis Andrade

 

 

 

MORO, O JUIZ DAS MÃOS LIMPAS, INDO PARA A MERDA!

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Responsável pela maioria dos 13 milhões de desempregados

Cancelou as refinaria do Ceará e Maranhão. Paralisou Comperj

 

 

Eu sou admirador do poeta Gentileza e creio piamente que gentileza gera gentileza, mas não com Moro, que tem dado prejuízos imensuráveis a nossa justiça, economia, democracia. E não são poucos!

 

O juiz Sergio Moro, que ganhou fama empunhando a bandeira do combate à corrupção, cada vez mais chafurda. Seus cúmplices, como o STF, começam abandonar o “Moro-Mania”, timidamente.

 

O Supremo proibiu a “Condução Coercitiva” que Moro usou e abusou, inclusive contra o ex- presidente Lula. Nas vésperas da votação desse entulho autoritário, “Condução Coercitiva”, o jurista Técio Lins e Silva deu um show no plenário do STF.

 

Técio falou do constrangimento de levar à força um brasileiro inocente, como acontecia na ditadura militar, para depor como Moro fez com Lula, com o jornalista, Eduardo Guimarães, entre outros. Veja, na íntegra, Técio, no STF, denunciando a “Condução Coercitiva” (6).

 

Técio falou de famílias que lhe contataram profissionalmente buscando remédio para enfrentar este entulho autoritário, que Moro usou contra pessoas inocentes expondo-as ao ridículo, de serem levadas por uma condução coercitiva de suas casas pela policia.

 

A Lava Jato, chefiada por Moro, é acusada pelo Clube de Engenharia, Fiseng, Aepet, FUP e FNP de destruir a engenharia Nacional e a Indústria Naval (2 a 5). A Lava Jato, com o combate à corrupção, alegando superfaturamento, cancelou várias obras, entre elas as refinarias do Ceará e Maranhão e paralisou o Comperj.

 

Ora, quem quisesse realmente combater à corrupção, e não afundar o país, favorecendo a concorrência externa, tinha que punir os gestores, até prendê-los, mas que ficassem mantidas as obras, pois no final quem acabou pagando o pato foram os trabalhadores. Por isso a Lava Jato é responsável pela maioria dos 13 milhões de desempregados.

 

Além disso, Moro, chefiando a Lava Jato, foi cúmplice dos tucanos na Petrobrás. Em novembro de 2016, denunciei formalmente ao MPF a omissão da Lava Jato em relação à gestão criminosa de FHC e Pedro Parente na Petrobrás, até hoje sem resposta. Veja a denúncia na íntegra (7).

 

Além do apoio criminoso da mídia, principalmente a Globo, que inclusive até o premiou, Moro também foi premiado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Talvez por retribuição, já que a Lava Jato, chefiada por Moro, omitiu-se também quando o tucano Pedro Parente pagou R$ 10 milhões a acionistas americanos, mesmo sem a Petrobrás ter sido condenada (9,10).

 

Por decisão de Moro, os ladrões da Petrobrás estão cumprindo suas penas em casa, em verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira, entre outros: o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa; Fernando Baiano, lobista do PMDB; Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás e o doleiro Alberto Youssef. Pasmem! Youssef está em casa apesar de condenado a 82 anos e 8 meses de prisão (1).

 

Para favorecer ainda mais os ladrões presos pela Lava Jato, Moro:

 

“Proibiu o uso de provas obtidas pela Operação Lava Jato contra delatores e empresas que reconheceram crimes e passaram a colaborar com os procuradores à frente das investigações; a decisão atinge a AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco Central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de Contas da União)” (12)

 

Moro, além de colocar em descrédito a justiça em nosso país, suas práticas são criticadas até pelo papa Francisco, que disse em homilia:

 

“Criam-se condições obscuras p/ condenar uma pessoa. A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes; com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas. Depois chega a Justiça, as condena, e no final, se faz um golpe de Estado”(Francisco)” (13).

 

Para não deixar dúvida de sua insatisfação com a justiça no Brasil e com a prisão de Lula, o sumo sacerdote ainda mandou ao Brasil, o país de maior número de católicos no mundo, um emissário para visitar Lula, mas que foi barrado, sabe por quem? Pelo juiz Sergio Moro!

 

Encerro com o depoimento de Técio Lins e Silva, no STF, lembrando o advogado Sobral Pinto (6). Recordando, mesmo sendo conservador, Sobral Pinto defendeu o comunista senador Luis Carlos Prestes, preso pela ditadura militar. Segundo Técio, Sobral Pinto, num determinador momento em sessão no Superior Tribunal Militar, disse: “Vou denunciá-los à nação!” O presidente do Tribunal Militar mandou então prendê-lo.

 

E encerro com um recado do saudoso Sobral Pinto aos advogados: “A advocacia não é profissão para covardes!”.

 


Fonte:
1
https://www.youtube.com/watch?v=hAzFEQYt0cA

2
https://jornalggn.com.br/noticia/para-engenheiros-lava-jato-promovo-desmonte-da-industria-nacional
3
https://jornalggn.com.br/noticia/documentario-mostra-como-a-lava-jato-destruiu-a-economia-em-poucos-meses
4
https://jornalggn.com.br/noticia/para-engenheiros-lava-jato-promovo-desmonte-da-industria-nacional
5
http://www.aepet.org.br/w3/index.php/artigos/noticias-em-destaque/item/919-lava-jato-e-desmonte-do-pre-sal-a-combinacao-que-levou-o-rio-a-falencia
6
https://www.youtube.com/watch?v=VZWsBq4pvgo
7
http://www.fnpetroleiros.org.br/noticias/3901/petroleiro-denuncia-a-operacao-lava-jato-ao-mpf-veja-na-integra-teor-da-denuncia-protocolada-ontem
8
https://oglobo.globo.com/brasil/moro-ve-premio-como-reconhecimento-privado-anti-corrupcao-22686705
9
https://www.brasil247.com/pt/247/artigos/174167/Moro-e-o-pr%C3%AAmio-da-Globo.htm
10
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/parlamentares-vao-a-justica-contra-entrega-de-r-10-bi-por-presidente-da-petrobras
11
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml
12
https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/358196/Moro-usa-lei-dos-EUA-para-blindar-delatores.htm
13
https://jornalggn.com.br/noticia/criam-se-condicoes-obscuras-para-condenar-a-pessoa-disse-o-papa

 

16
Mai18

Moro em NY: o bom filho à casa torna, por Aline Piva

Talis Andrade

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Sérgio Moro foi alvo de protestos nesta terça-feira, 15, em Nova York, contra sua premiação como "Pessoa do Ano" pela Câmara do Comércio Brasil-EUA; organizados pelo coletivo BRADO-NY, dezenas de brasileiros e norte-americanos que levaram cartazes que denunciam o golpe parlamentar no Brasil e a perseguição política ao ex-presidente Lula; em um dos cartazes, Moro é descrito como "criminal of the year" (criminoso do ano) e uma faixa em frente ao Museu de História Natural em Manhattan pedia Lula Livre; "Moro pratica lawfare", diz outro cartaz

 

 

O GRITO DAS RUAS. Sergio Moro foi recebido por sindicalistas dos Estados Unidos aos gritos de "golpista", "vergonha", "Moro salafrário", "juiz partidário", com faixas com os dizeres "Lula livre"

 

 

 

O juiz de primeira instância Sérgio Moro foi agraciado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos com o prêmio “Homem do Ano 2018”, ao lado do ex-prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg. Os participantes desembolsaram de US$ 1.200 a US$ 26.000 por um lugar no jantar de gala.

 

Bloomberg é um dos homens mais ricos dos Estados Unidos. Agora, o que justifica que um juizinho de uma cidade relativamente insignificante do ponto de vista do comércio entre Brasil e Estados Unidos receba tal prêmio? Segundo Alexandre Bettamio, presidente da BrazilCham e de um dos maiores bancos dos Estados Unidos, Moro e Bloomberg foram escolhidos por sua “coragem, determinação e capacidade de mudar a vida das pessoas” e também por não diferenciar seus cidadãos “na aplicação da Justiça”.

 

Pois bem. Bloomberg foi prefeito de Nova Iorque por três mandatos consecutivos. Nesse período, ele aprofundou a chamada política de “tolerância zero” instituída por seu antecessor. Essa política essencialmente incentiva o combate intensivo de pequenos crimes como meio de prevenir crimes maiores. Isso levou com que os policiais começassem a parar e revistar qualquer pessoa que eles considerassem suspeitos – ou as “pessoas certas”, como a Polícia de Nova Iorque gosta de descrever. Na prática, o alvo era claro: jovens negros e latinos. Somente em 2013, depois que mais de 5 milhões de jovens de minorias raciais foram revistados sem nenhuma justificativa, é que essa política ilegal e discriminatória foi considerada inconstitucional.

 

Se é absurdo afirmar que Bloomberg não diferencia seus cidadãos “na aplicação da Justiça”, isso chega a beirar o ridículo quando se trata de Moro. À frente de uma operação ilegal desde sua origem, Moro não só empreende uma verdadeira cruzada contra seus inimigos políticos, mas também ataca frontalmente o Estado Democrático de Direito ao cooperar com os Estados Unidos “informalmente”. O caso contra Lula seria, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, um exemplo de sucesso dessa prática, repito, ilegal. Não por acaso, vemos Moro uma e outra vez impor ações e entendimentos típicos da legislação estadunidense, à revelia da nossa própria Constituição.

 

Moro foi recebido em Nova York com protestos que contaram com a participação dos principais sindicatos dos Estados Unidos, além de ativistas e representantes da sociedade civil estadunidense. Mas retomo a pergunta inicial: porque uma Câmara de Comércio homenagearia Moro? A Lava Jato abriu as portas não só para o desmonte da nossa incipiente indústria nacional, mas também para a derrocada da nossa soberania. Se é certo que ainda não sabemos a real extensão da participação dos Estados Unidos no golpe de 2016, a história nos mostra que a ascensão de regimes fantoches beneficia amplamente os interesses políticos e econômicos de Washington. E talvez seja isso que tenha sido realmente homenageado pela BrazilCham nessa semana, na figura de Sergio Moro.

 

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