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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Mar19

BOLSONARO, O PROPAGANTISTA DO FAKE NEWS

Talis Andrade

Marielle: PRESENTE
Mandante: AUSENTE

quem matou marielle.jpg

por Helio Fernandes

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Surpreendentemente eleito com a invasão das redes sociais, não se envergonha nem se constrange, de governar, (perdão, desgovernar) através delas. Ocupa diariamente a Internet, sua comunicação como presidente da Republica é registrada ali, como fosse o seu Diário Oficial. O porta-voz não aparece mais, sua função foi usurpada de forma melancólica, deprimente e lamentável.

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Bolsonaro manifesta toda a satisfação em degradar a realidade, tentando implantar a indignidade dos seus próprios pensamentos e convicções, rasteiros, medíocres, sem grandeza, verdadeiras ofensas á comunidade, que não tem como se livrar dele, e de suas rajadas. Insiste nas mensagens negativas para ele mesmo, como aconteceu na monstruosa deturpação de um episodio policial do carnaval, que ele transformou num fato "que exigia a participação da mais alta figura da Republica". Os mais importantes jornais do mundo, trataram Bolsonaro, não como Chefe de Estado, e sim como personagem desprezível. A desmoralização e o desgaste para o país, impressionante.

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Agora, para atacar jornais, jornalistas, instituições de Comunicação, recorre á mentira, á mistificação, á farsa verbal, através da Internet, usando o que se identifica nas redes como Fake News. E o que é mais grave, insustentável e indefensável. Sabendo que era Fake, foi alertado para isso.

Nas mais diversas oportunidades, Bolsonaro exalta a democracia e a liberdade de Imprensa e de Expressão como o grande roteiro para a união do país. Mas irresponsavelmente, critica matérias que não existiram, mesmo depois que o Estadão, (um dos jornais atacados) retificou tudo e ratificou a total impropriedade das acusações.

Bolsonaro continuou passando recibo na sua indignidade, sendo criticado de todos os lados. Depois do brilhante e contundente discurso do senador Randolf Rodrigues, Bolsonaro só tinha uma saída; de joelhos e respeitosamente, pedir desculpas á comunidade. Mas como apaixonado pelo Fake, continuou, até ser desmentido pelo órgão da França, que ele afirmou que publicou matéria da jornalista Constance Resende, envolvida mentirosamente por Bolsonaro.

PS- Para concluir o desmonte da sua credibilidade, insultou o grande jornalista investigativo, Chico Otávio, acima de qualquer acusação.

Marielle: PRESENTE
Mandante: AUSENTE

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Essa é a realidade de 1 ano, que os fatos revelados (?) ontem, não modificaram. Prenderam dois personagens altamente comprometidos e conhecidos como pistoleiros de aluguel. A comunidade do Brasil e do exterior, protestou e se surpreendeu com dados pessoais sobre os que receberam fortunas pelo assassinato. Os que mataram, criminosos perigosos, são profissionais do crime, não deveriam estar soltos, e "trabalhando", a clientela é vasta e o pagamento, sedutor. Mas sem os que pagam, contratam e encomendam a execução, não teria acontecido nada.

Duas perguntas sem resposta, complicam muita gente, com uma semana, tiveram que fazer "a investigação da investigação". As perguntas.

1- Por que Marielle?

2- Quem seria atingido pelas denuncias dela?

Dados pessoais dos que mataram. Um deles mora num condomínio de alto luxo da Barra. O mesmo personagem guardou na casa de um amigo, 117 fuzis. Lógico, não havia espaço no apartamento, e poderia comprometer o excelente relacionamento que mantinha com os outros condôminos. O ex-policial não foi preso lá.

Num caso ESTARRECEDOR como esse, nada surpreendente que os criminosos soubessem com antecedência, que iriam ser presos.

09
Mar19

Onyx atribuiu a Obama louvação ao soldado que ele não fez

Talis Andrade

AROEIRA: APÓS BOLSONARO, MILITARES TAMBÉM ENQUADRAM ONYX

aroeira camisa de força .jpgO chargista Aroeira, um dos maiores do País e membro do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); pelo Twitter, Onyx atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem

 

247 - O chargista Aroeira, um dos maiores do País e membros do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

aroeira camisa de força .jpg

Pelo Twitter, o ministro Onyx Lorenzoni atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem. "É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar. A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio", escreveu Lorenzoni. Ocorre que Obama nunca disse tal frase (leia mais). 

 

Em charge anterior para o Jornalistas pela Democracia, Aroeira já havia retratado Bolsonaro numa camisa de força, em sátira à transmissão pelas redes sociais em que Bolsonaro não apresenta propostas para gerar mais emprego e reclama da repercussão da declaração que deu de que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem (veja aqui). 

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"É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar”, escreveu Lorenzoni. 

O ministro afirmou que fez uma citação de frase supostamente dita pelo ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. "A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio. Aí não teve polêmica. Mas com o presidente Bolsonaro vcs viram que aconteceu", disse Onyx. 

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Pouco depois, desmentido pela Imprensa, e enquadrado pelos generais, o ministro corrigiu a autoria das frases, atribuindo-as a "um pensador chamado Charles Province".   

Este Correspondente considera: "Que discuso infeliz.
Soldados crucificaram Jesus.
Soldados martirizaram os Apóstolos.
Ghandi lutou pela independência da Índia sem usar armas.
O amor muda qualquer pessoa.
A paz muda uma nação.
Apesar dos países invadidos, e das guerras nas estrelas, jamais haverá uma Terceira Guerra Mundial.

 

Comentou Karina Cerqueira Andrade Lima, mestra em Psicologia: "Concordo totalmente contigo. A primeira coisa que me veio à mente foram os soldados torturando Jesus. Graças ao povo que se lutou contra as tiranias dos governos. Graças aos poetas, escritores, artistas que arriscaram suas vidas pela liberdade. Só me lembro de um lugar onde os militares lutaram a favor da democracia e não à ditadura, em Portugal. Onde um jornalista deu a senha na rádio e alguns militares saíram para lutar contra outros a favor da ditadura, e sem disparar nenhuma bala, o diretor Salazar foi deposto.
Graças também ao povo que foi às ruas". 

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09
Mar19

MÍDIA NÃO SABE MAIS O QUE FAZER COM SEU OGRO BOLSONARO

Talis Andrade

bolso naro falta de decoro.jpg

 

 

247 - Em pouco mais de dois meses do atual governo, a mídia conservadora e ligada às elites, que por causa do ódio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por medo do PT, apoiou a candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, caiu em si de que sua aposta foi uma fraude. Em editoriais fortíssimos, os maiores jornais do país, O Globo, o Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, dispararam duras críticas contra Bolsonaro e seu governo, ou melhor, a falta dele. Em todos uma linha comum: que Bolsonaro deixe as redes sociais, desça do palanque que ainda acha que está e comece, de fato, a governar o país. As revistas semanais Veja e IstoÉ, que chegam às bancas neste final de semana, também questionam em suas capas o decoro por parte de Boslonaro em função da postagem do vídeo obsceno feita por ele nas redes sociais como forma de rebater as críticas de milhões de foliões durante o Carnaval. 

 

Para o jornal o Globo, "o desastrado tuíte do presidente Bolsonaro, com cenas pornográficas do carnaval de rua, recebeu o merecido repúdio e deflagrou incontáveis análises sobre quais seriam as motivações do presidente", ressalta o editorial. "Bolsonaro precisa descer de vez do palanque, arregaçar as mangas e trabalhar com afinco para executar o que prometeu na campanha", diz o texto mais à frente. "Ser presidente exige postura e também trabalho duro", ressalta o editorial do jornal da família Marinho.

 

Também em seu editorial, o jornal O Estado de S. Paulo diz que "vai mal um país cujo presidente claramente não entende qual é seu papel, especialmente quando não consegue dominar os pensamentos que, talvez, lhe venham à mente". "A julgar pelo comportamento muitas vezes grosseiro e indecoroso de Bolsonaro, o presidente provavelmente se considera acima do cargo que ocupa, dispensado dos rituais e protocolos próprios de tão alta função. Até à disseminação de pornografia pelas redes sociais ele tem se dedicado, para estupefação nacional e internacional", dispara o texto.

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Mais adiante, o editorial destaca que diante dos desatinos cometidos por Bolsonaro, "a ala adulta do governo parece ter decidido trabalhar por conta própria, tentando reparar os danos da comunicação caótica e imprudente de Bolsonaro – desde os prejuízos econômicos causados pelo despropositado antagonismo público do presidente em relação à China e aos países árabes, até a dificuldade de arregimentar apoio a uma reforma da Previdência na qual Bolsonaro parece não acreditar".

 

Nesta quinta-feira (7), a Folha de S. Paulo já havia publicado um editorial intitulado "Governe, presidente", onde ressaltava que o atual governo age feito criança e está recheado de ministros que prezam mais o cunho ideológico do que uma administração voltada para os interesses do país.

 

"O governo infante, ademais, demonstra dificuldades precoces no modo de lidar com um Congresso Nacional que bateu na eleição o recorde de fragmentação partidária. Ministros que agradam ao círculo ideológico, como o da Educação e o das Relações Exteriores, exibem estrepitosa inapetência técnica", diz o texto.

 

"No Brasil, um presidente da República há 66 dias no cargo tem mais a fazer do que publicar boçalidades e frases trôpegas numa rede social", destaca o editorial do jornal da família Frias.

 

 

09
Mar19

“Bolsonaro, golden shower e a incontinência digital”, analisa Libération

Talis Andrade

bolsonaro vício .jpg

 

 

A publicação de um vídeo obsceno pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, continua a repercutir na imprensa internacional. O tuíte motivou um artigo de análise do editor-chefe do jornal francês Libération, publicado na edição desta sexta-feira (8). Em “Bolsonaro, golden shower e a incontinência digital”, Laurent Joffrin divagou sobre o quanto o uso desenfreado das redes sociais expõe a “banalidade” intelectual de certos governantes.

“Já sabíamos que Bolsonaro sofria de incontinência digital há muito tempo – ele fez disso a sua arma de campanha -, que ele era adepto de declarações grosseiras, racistas, homofóbicas e antidemocráticas. Agora, ele acrescenta à sua coleção a escatologia: o verbo populista progride continuamente”, afirma o texto.

O artigo começa com a ironia de que Bolsonaro, “mais uma vez, se distinguiu por sua elegância e seu delicado sentido de nuance”, e observa que a redução do  Carnaval a uma prática “ultraminoritária” não agradou à maioria dos brasileiros. “O vídeo foi julgado indigno de um chefe de Estado – e isso é o mínimo que podemos dizer”, completa.

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Joffrin ressalta que a popularidade de Bolsonaro vem despencando nas pesquisas de opinião pública, passando de 60% de aprovação, quando foi eleito, para 39%, após “o discurso calamitoso e ridículo que ele pronunciou no Fórum de Davos”.

“Parece que os brasileiros perceberam que, votando em qualquer um, deixamos o eleito dizer qualquer coisa e governar de qualquer jeito”, escreve o editor do Libération.

 

 

Tema de programa jornalístico francês

O tema também não foi ignorado pelo programa jornalístico Quotidien, que vai ao ar em horário nobre no canal TMC. Ancorado pelo famoso apresentador Yann Barthès e marcado por ironizar a atualidade, o programa da noite de quinta-feira (7) sugeriu que, ao “atacar o Carnaval, maior evento cultural do Brasil e a maior festa popular do mundo”, o presidente reagia às críticas que recebeu desde o início das festividades, seja nos blocos de rua e ou nos desfiles das escolas de samba.

A reportagem detalhou o samba-enredo político da Mangueira, vencedora do Carnaval do Rio, e exibiu diversas imagens de foliões cantando ofensas a Bolsonaro, “o Donald Trump tropical”, lembrou.

Quotidien julgou ainda que publicação do vídeo significa mais um ataque homofóbico de Bolsonaro, antes de relembrar polêmicas declarações do presidente sobre os homossexuais. 

 

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