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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

O CORRESPONDENTE

24
Nov23

Carta aberta a Francisco Mesquita Neto, diretor do Estadão e da ANJ

Talis Andrade

 

Os autores de dois dos maiores furos recentes do jornal foram demitidos logo após a publicação das reportagens.

16
Nov23

Repórter é condenada a 1 ano de prisão e R$ 400 mil de multa por revelar o Caso Mari Ferrer - IV

Talis Andrade
Sentença coloca jornalismo sob risco

As sentenças da juíza Studer colocam em risco a atividade jornalística e a imprensa livre no país e ameaçam danificar a confiança pública na integridade dos tribunais.

 Agora o caso de Schirlei irá para a segunda instância, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que é o “mando de campo” dos juízes Marcos e Studer e do promotor Oliveira. 

Cada vez mais, nossas batalhas estão sendo lutadas no judiciário e não na corte de opinião pública. Apesar do cenário desfavorável e os altos custos, é claro que levaremos esse caso até o fim e lutaremos com todas as nossas forças. Vamos defender o direito de Schirlei de exercer sua profissão, o nosso direito de revelar o que fazem os poderosos e seu direito de saber. 

Neste ano, já obtivemos vitórias contra arbitrariedades de membros do Judiciário, como a queda da censura da reportagem sobre a luta de Mãe Bernadete pelo STF. São vitórias que ampliam a proteção de todos os jornalistas e toda a sociedade. Esta é a nossa batalha incansável, mas sozinhos não podemos vencer em todas as frentes que surgem. 

Importantes organizações da sociedade civil têm se manifestado repetidamente contra essa situação perigosa e ultrajante. Elas são peça fundamental em nossa luta contra os abusos e perversidades cometidos por membros do Judiciário brasileiro, que não querem prestar contas dos seus atos. 

E também somos fortalecidos pelo apoio público de pessoas como você, que decidem não ser passivas e participar dessa batalha, levantando a voz, espalhando a conscientização e ajudando a financiar essas longas e custosas batalhas. Somente juntos poderemos nos opor a esses abusos.

 

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Cláudio Gastão da Rosa Filho, advogado. "Argumentação a que ele recorreu em tribunal é um perigo civilizatório", definiu Reinaldo Azevedo

 
CASO MARI FERRER. Associação Catarinense de Imprensa (ACI) manifestou em nota sua indignação e revolta com a decisão judicial, assinada pela juíza Andrea Cristina Rodrigues Studer, da 5a Vara Criminal de Florianópolis, que condenou à prisão e pagamento de indenização a jornalista Schirlei Alves. Pagamento de R$ 400 mil. Coisa ruim que nunca aconteceu com um juiz, desembargador, promotor, coronel e delegado de polícia. 
 
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Continua

01
Out23

Que seja o fim do terror judicial

Talis Andrade

redação liberdade prisão Vladimir Kazanevsky

 

LIBERDADE DE IMPRENSA

STF derruba ações de retaliação ajuizadas por juízes contra jornal e jornalistas

Por Danilo Vital

O ajuizamento de dezenas de ações padronizadas contra jornalistas de uma mesma publicação com o intuito de retaliação e imposição de mordaça representa abuso do direito de acesso à Justiça e fere a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Rosa Weber
Ministra Rosa Weber reconheceu abuso praticado por meio da série de processos. Desenho de J. Bosco

 

Com esse entendimento, e por maioria de votos, o Plenário do STF julgou procedente uma reclamação constitucional e derrubou uma série de processos movidos por juízes contra o jornal Gazeta do Povo e jornalistas que atuam ou atuaram no veículo.

As ações seriam uma retaliação contra uma série de reportagens publicada pelo jornal mostrando que juízes e promotores recebem salários abaixo do teto, mas se beneficiam de auxílios e benefícios como forma de "indenização", que não se submetem a esse limite.

Todos os processos estão paralisados ou com seus efeitos suspensos desde 2016, por decisão da ministra Rosa Weber. A alegação dos autores da reclamação é de que o objetivo é punir jornalistas e empresa e, assim, evitar novas reportagens desfavoráveis ao Judiciário do Paraná.

Votaram com a relatora os ministros André Mendonça, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Abriu a divergência e ficou vencido o ministro Alexandre de Moraes, seguido pelo ministro Kassio Nunes Marques.

O jornal Gazeta do Povo foi representado na causa pelo advogado Alexandre Jobim.  

 

ADPF 130

As ações foram derrubadas por meio de reclamação constitucional. O STF entendeu que elas ofenderam o que a corte decidiu na ADPF 130, em que declarou inconstitucional a Lei de Imprensa de 1967, aprovada sob uma ótica cerceadora da liberdade de expressão e que permitiria tais exercícios judiciais.

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Para ministro Alexandre de Moraes, reclamação foi ajuizada antes de existir qualquer decisão a violar a ADPF 130. Desenho de Cícero

 

Relatora, a ministra Rosa Weber apontou que as ações são padronizadas, foram ajuizadas em um diminuto espaço de tempo e em diferentes comarcas, o que só foi possível porque os autores escolheram usar os Juizados Especiais.

Com isso, jornal e jornalistas se viram obrigados a lidar com audiências em diversas comarcas paranaenses em datas e horários próximos, senão simultâneos, o que indica uma ação dolosa para prejudicar o exercício do fundamental do direito de defesa.

"Nesse diapasão, e porque independente de configuração de culpa, entendo caracterizada, no caso dos autos, a prática do exercício disfuncional — e ilegítimo — do direito de ação em desfavor dos ora reclamantes, utilizada com o propósito intimidatório da imprensa", afirmou a ministra.

 

Ação antecipada

Abriu a divergência o ministro Alexandre de Moraes, com base em óbices processuais. Em sua análise, o uso da reclamação é inviável porque, quando ela foi ajuizada, não havia nenhum ato decisório proferido pelos juízos reclamados.

"Ou seja, no momento em que provocada a corte, não seria possível sequer falar em eventuais violações aos paradigmas apontados como violados, tendo em vista a ausência de qualquer manifestação de méritos."

Assim, segundo Alexandre, o receio do jornal e dos jornalistas sobre a possibilidade de os juizados ferirem o que o STF decidiu na ADPF 130, ainda que justo e fundado, não autoriza que eles usem a reclamação constitucional para acionar o tribunal.

Clique aqui para ler o voto da ministra Rosa Weber
Clique
aqui para ler o voto do ministro Aleandre de Moraes
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25
Set23

Mãe Bernadete e a luta quilombola censurada pelo juiz George Alves de Assis

Talis Andrade
 

Quem mandou matar mãe Bernadete deseja a posse da ilha quilombola de Boipeba na Bahia

 

Em nova decisão, o juiz George Alves de Assis impôs outra censura ao Intercept. Agora, não podemos falar nada a respeito da luta de Mãe Bernadete.

Flavio VM Costa

A luta pela liberdade de imprensa nunca termina. E nossa trincheira agora é na justiça da Bahia.

O juiz George Alves de Assis impôs nova censura ao Intercept, em mais uma decisão que viola a Constituição vigente no país. 

Neste texto, que você agora não pode ler, nós informamos a censura anterior imposta pelo mesmo juiz nos autos do processo 8120612-07.2023.8.05.0001, que corre na 7ª Vara Cível e Comercial de Salvador. É uma censura em dobro!

11
Nov22

MPF convoca audiência pública sobre assédio judicial contra jornalistas

Talis Andrade

A Inquisição em foco, dois séculos após sua extinção: Estruturas,  personagens, vítimas e possibilidades de análise | Mnemosine Revista | 2021  - Resenha Crítica

 

Ele foi processado por mais de cem pastores porque disse "o brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal"

 

O Ministério Público Federal convocou, para o dia 13/12, uma audiência pública sobre "Liberdade de imprensa e assédio judicial contra jornalistas". O evento acontecerá a partir das 10h no auditório da Procuradoria da República no Rio de Janeiro.

A audiência contará com a presença de autoridades públicas, entidades particulares, movimentos sociais e demais cidadãos. O objetivo é contribuir para a elaboração de diagnósticos e aprofundar as discussões em andamento sobre o tema. O debate do assunto com organizações da sociedade civil e especialistas é uma demanda da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

O evento faz parte de um inquérito civil, em curso na Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, que busca apurar suposto assédio judicial promovido por meio do uso inadequado do acesso ao Judiciário para constrangimento individual.

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No inquérito em questão, a ABI relatou um caso de possível assédio judicial contra o escritor e jornalista João Paulo Cuenca. Ele foi processado por diversos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) devido a uma publicação no Twitter. Até julho do último ano, já existiam mais de cem processos, vindos de diversas partes do país.

Cuenca disse, no tweet: "O brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal". A frase faz referência a uma citação famosa de Jean Meslier, sacerdote francês do século XVII: "O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre".

Também será discutida, na audiência, a Recomendação 127/2022 do Conselho Nacional de Justiça, que recomenda aos tribunais a adoção de cuidados para coibir a judicialização predatória que possa cercear o direito de defesa e limitar a liberdade de expressão. Com informações da assessoria de imprensa do MPF.

Clique aqui para ler a representação da ABI
Inquérito 1.30.001.004961/2020-41

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28
Out22

HOMENAGENS A DITADORES, ATAQUES À DEMOCRACIA E SINAIS DO FASCISMO

Talis Andrade

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1. LIBERDADE E CENSURA

2. ATAQUES AO STF

3. ATAQUES ÀS URNAS

4. ATAQUES À IMPRENSA

5. HOMENAGEM A DITADORES E TORTURADORES

6. SINAIS DO FASCISMO

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1. LIBERDADE E CENSURA


    1. Moro pede investigação de Lula por "calúnia" a Bolsonaro (Folha, fevereiro de 2020)
    2. Artistas de festival punk do Pará são investigados por suposta apologia à violência contra Bolsonaro (G1, fevereiro de 2020)
    3. Em defesa da honra de Bolsonaro, ministério de Moro pede abertura de inquérito contra punks (CONJUR, fevereiro de 2020)
    4. Moro vai atrás de punk e porteiro, mas não de miliciano. (UOL, fevereiro de 2020)
    5. Governo usa Lei de Segurança Nacional para investigar jornalista Ricardo Noblat por publicação de charge de Renato Aroeira com suástica usada para criticar Bolsonaro (Folha, junho de 2020)
    6. Ministro da Justiça requisita inquérito da PF para investigar artigo de colunista da Folha (Folha, julho de 2020)
    7. Ministro da Justiça diz que vai requisitar inquérito policial para apurar textos de jornalistas (Folha, janeiro de 2021)
    8. PF intima advogado Marcelo Feller em inquérito de Lei de Segurança Nacional por críticas a Bolsonaro (Isto É, janeiro de 2021)
    9. André Mendonça, então ministro da Justiça e Segurança Pública, acionou PF contra sociólogo que comparou Bolsonaro a “pequi roído” (UOL, março de 2021)
    10. Felipe Neto é intimado a depor com base em Lei de Segurança Nacional, herança da ditadura (El País, março de 2021)
    11. PF abre inquérito para investigar Ciro Gomes sob suspeita de crime contra a honra de Bolsonaro (Folha, março de 2021)
    12. Jovem é preso em flagrante após publicação sobre visita de Bolsonaro a Uberlândia (G1, março de 2021)
    13. Manifestante detido por estender faixa que chama Bolsonaro de genocida no DF permanecerá preso (G1, março de 2021)
    14. Manifestantes são detidos por faixa com frase “Bolsonaro genocida” e suástica (Poder 360, março de 2021)
    15. Professora é alvo de investigação da PF por causa de outdoor com críticas ao governo Bolsonaro (G1, março de 2021)
    16. Por mensagem contra Bolsonaro, 25 pessoas são intimadas pela PF de Uberlândia (Poder 360, março de 2021)
    17. PF vê ameaça de Boulos a Bolsonaro em tweet e abre investigação com base na Lei de Segurança Nacional (Yahoo, abril de 2021)
    18. PF intima líder indígena Sonia Guajajara por críticas ao governo Bolsonaro (CNN, abril de 2021)
    19. Conheça 20 atingidos por investigações de crimes da Lei de Segurança Nacional e críticas a Bolsonaro (Folha, maio de 2021)
    20. Ministro de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, move ações contra opositores do governo na CPI da Pandemia (CNN, janeiro de 2022)
    21. Carlos Bolsonaro processa Porchat por danos morais após postagem no Twitter que chama os filhos do Presidente de “corruptos” (UOL, abril de 2022)

 

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2. ATAQUES AO STF


 

    1. Atos pró-Bolsonaro defendem reformas e atacam Congresso e STF (Exame, maio de 2019)
    2. No Twitter, Bolsonaro identifica Supremo Tribunal Federal como um de seus inimigos (Conjur, outubro de 2019)
    3. Julho-Agosto de 2021: Linha do tempo da escalada da tensão entre STF e Bolsonaro em um mês (CNN, agosto de 2021)
    4. Bolsonaro fala de Moraes após inquérito das fake news: “a hora dele vai chegar” (CNN, agosto de 2021)
    5. Secretário da Pesca de Bolsonaro defende alvos do STF, ofende ministros e convoca para atos do 7 de setembro (Folha, agosto de 2021)
    6. Bolsonaro repete ameaça golpista e diz que 7 de Setembro será ultimato a ministros do STF (Folha, setembro de 2021)
    7. Ano foi marcado por ataques de Bolsonaro ao STF, que respondeu à altura (VEJA, dezembro de 2021)
    8. “Canalha”, otário”: relembre os ataques de Bolsonaro contra Moraes e entenda o vaivém do presidente (Estadão, dezembro de 2021) 
    9. “Bolsonaro ataca o STF desde que sentou na cadeira do Palácio do Planalto em 2019” (CBN, janeiro de 2022)
    10. Presidente Bolsonaro defende golpe de 64 e Daniel Silveira e ataca ministros do STF (CNN, março de 2022)
    11. Graça a Daniel Silveira foi “exemplo ao STF” afirma Bolsonaro (Poder 360, maio de 2022)
    12. Jair Bolsonaro processa Alexandre de Moraes no STF por suposto “abuso de autoridade” (Jota, maio de 2022)
    13. Bolsonaro chama Barroso de “sem caráter” e ataca Moraes (Poder 360, junho de 2022)
    14. Oficializado candidato, Bolsonaro ataca STF e chama para 7 de Setembro (Veja, julho de 2022)
    15. Cinco vezes em que Bolsonaro Atacou Moraes, novo Presidente do TSE (Congresso em Foco, agosto de 2022)
    16. Bolsonaro ataca STF e desqualifica carta em defesa da democracia (Correio Braziliense, agosto de 2022)

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3. ATAQUES ÀS URNAS


 

    1. 'Não temos provas', diz Bolsonaro em live para mostrar provas de fraudes (Estado de Minas, julho de 2021) 
    2. Bolsonaro não tem provas sobre fraude de urnas, mas insiste em ilação já desmentida por TSE (El País, agosto de 2021)
    3. Em live, Bolsonaro repete desinformação sobre urnas eletrônicas e Barroso (UOL, agosto de 2021)
    4. Bolsonaro ataca urnas eletrônicas com inquérito desmentido pelo TSE (Congresso em Foco, julho de 2022)
    5. Bolsonaro espalha fake news contra sistema eleitoral para embaixadores (Brasil de Fato, julho de 2022)
    6. Um dia após Bolsonaro atacar urnas, embaixada dos EUA diz que eleições no Brasil são 'modelo' para o mundo (G1, julho de 2022)
    7. Bolsonaro ataca urnas eletrônicas - coletânea de reportagens (Istoé Dinheiro, agosto de 2022) 
    8. A eleição em que Bolsonaro defendeu urna eletrônica como antídoto contra fraude no voto impresso - 1993 (BBC, agosto de 2022)
    9. Em podcast, Bolsonaro ataca urnas, minimiza ditadura e defende remédios ineficazes (Carta Capital, agosto de 2022) 

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4. ATAQUES À IMPRENSA

 

    1. Quem são os youtubers recomendados por Jair Bolsonaro. Os “excelentes canais de informação” para Bolsonaro são conhecidos disseminadores de mentiras e teorias da conspiração (The Intercept, novembro de 2019)
    2. Sem banheiro ou água, jornalistas relatam restrições em posse de Bolsonaro (Exame, janeiro de 2019)
    3. Bolsonaro usa declaração falsa para atacar imprensa (Estadão, março de 2019)
    4. Jornal Francês desmente Jair Bolsonaro e artigo de leitor que ataca jornalista do Estadão. Autor do texto usado em fake news contra repórter “não tem nada a ver com nosso portal”, diz editor do Mediapart (The Intercept, março de 2019)
    5. 'Única coisa positiva na matéria do Intercept é o HIV', diz ex-assessor do MEC. Fundador do site, Glenn Greenwald é gay assumido (O Globo, junho de 2019)
    6. Bolsonaro ataca marido de Greenwald e chama Jean Willys de “menina” (Paraná Portal, junho de 2019)
    7. 'Talvez pegue uma cana aqui no Brasil', diz Bolsonaro sobre Glenn Greenwald (G1, julho de 2019)
    8. Bolsonaro usa informações falsas para atacar a jornalista Míriam Leitão. Em café da manhã com a mídia estrangeira, presidente acusa a colunista do GLOBO de mentir sobre ter sido torturada e afirma, equivocadamente, que ela integrou a luta armada (O Globo, julho de 2019)
    9. Em 10 dias, declarações de Bolsonaro têm preconceito, dados falsos e sarcasmo. Presidente atacou jornalistas, nordestinos e vítimas da ditadura militar (Folha, julho de 2019)
    10. Jair Bolsonaro faz ataque homofóbico contra jornalista vencedor do Pulitzer (Sputnik, setembro de 2019)
    11. Bolsonaro ataca a imprensa, em média, duas vezes por semana (Poder 360, novembro de 2019)
    12. Bolsonaro atacou a imprensa 117 vezes desde que virou presidente (Congresso em Foco, janeiro de 2020)
    13. Bolsonaro ofende jornalista da Folha: “Queria dar o furo” (IstoÉ, fevereiro de 2020)
    14. Jornalista Marco Villa relata que a Secom telefona para os veículos de comunicação para coagir quem critica o governo Bolsonaro (Teleguiado, fevereiro de 2020)
    15. Jornalista Vera Magalhães, do ‘Estado’, é alvo de ataques nas redes sociais após divulgar que o presidente Jair Bolsonaro havia usado seu celular pessoal para convocando a população para manifestações contra o Congresso Nacional (IstoÉ, fevereiro de 2020)
    16. Bolsonaro defende boicote a mídia 'que mente', diz que vai à Fiesp e pedirá que empresários não anunciem na Folha. (Folha, fevereiro de 2020)
    17. Na Fiesp, Bolsonaro sugere a empresários que anunciem suas marcas na imprensa alinhada ao governo (Gaúcha ZH, março de 2020)
    18. Para evitar responder sobre PIBinho, Bolsonaro coloca humorista para humilhar jornalistas (Jornal GGN, março de 2020)
    19. Quebra de sigilo liga gabinete de Eduardo Bolsonaro à conta que fazia ataques virtuais a jornalistas e o STF (UOL, março de 2020)
    20. Bolsonaro volta a atacar imprensa e a negar que tenha convocado protestos (BBC, março de 2020)
    21. "CALA A BOCA, NÃO PERGUNTEI NADA", disse Bolsonaro a um repórter que o questionou sobre as mudanças que fez na Polícia Federal visando proteger seus filhos no RJ (Folha, maio de 2020)
    22. Após crítica de Bolsonaro à imprensa, apoiadores hostilizam jornalistas. Os xingamentos contra profissionais da imprensa pela claque bolsonarista se tornaram rotina no Palácio da Alvorada, em Brasília (CNN, maio de 2020)
    23. Apoiador do presidente agride um jornalista em frente à PF, local onde Sérgio Moro iria prestar depoimento (Ivan Valente, no Twitter, maio de 2020)
    24. Repórter fazia matéria sobre militares com COVID-19. Ele foi atacado e teve a mão fraturada por um bolsonarista. Além da agressão, ele teve o equipamento destruído (Vídeo disponível no Twitter, maio de 2020)
    25. Apoiadores de Bolsonaro reviram lixo do Alvorada para atacar jornalistas. Homens fizeram vídeos dizendo que imprensa era suja; segurança do palácio disse ter feito eles apagarem imagens (Folha, maio de 2020)
    26. Em manifestação de apoio ao presidente, uma manifestante bateu com o mastro de uma bandeira do Brasil na cabeça de uma repórter (Metrópoles, maio de 2020)
    27. Apoiadores de Bolsonaro atacam repórteres: "Lixo! Filhos da puta! Mentirosos! Vocês são mentirosos! Comunistas! Achacadores da República" (Folha, maio de 2020). 
    28. No dia seguinte, Bolsonaro disse que era tudo vitimismo dos repórteres (link para vídeo)
    29. 9 ataques de Bolsonaro a jornalistas - e quais temas que levaram presidente a perder a linha (BBC, maio de 2020)
    30. PF intima colunista da Folha a depor sobre texto que tratou de Bolsonaro e Covid (Folha, agosto de 2020)
    31. Bolsonaro ameaça jornalista: 'Minha vontade é encher tua boca na porrada'. Presidente não gostou de ser questionado sobre cheques que teriam sido depositados por Queiroz e a mulher na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro (Fantástico, agosto de 2020)
    32. Bolsonaro critica fala de Maju Coutinho e apoiadores reagem: “Mentirosa”. Com a hashtag "Majumentirosa", o nome da apresentadora da TV Globo virou um dos assuntos mais comentados no Twitter (Metrópoles, agosto de 2020). 
    33. Detalhe: A jornalista não mentiu.
    34. Justiça proíbe TV Globo de exibir documentos do caso Flávio Bolsonaro (Veja, setembro de 2020)
    35. Secom de Bolsonaro faz ataques a Marcelo Adnet após paródia a vídeo ultranacionalista. O secretário de Cultura, Mário Frias, também publicou ofensas ao humorista; para o ex-ator de Malhação, Adnet é um “palhaço decadente" (Revista Fórum, setembro de 2020) 
    36. Bolsonaro atacou a imprensa 299 vezes nos últimos nove meses, dia Fenaj (O Globo, outubro de 2020)
    37. Relembre série de ataques de Bolsonaro à Folha desde a campanha eleitoral de 2018. Além de ofender repórteres do jornal, presidente já disse que "o certo é tirar de circulação" (Folha, novembro de 2019)
    38. Bolsonaro ataca a imprensa e sugere tirar jornais de circulação (Estado de Minas, fevereiro de 2021)
    39. Bolsonaro volta a atacar jornalistas: “Ridículo, nasça de novo” (Correio Braziliense, junho de 2021)
    40. Bolsonaro insulta repórter e a manda “calar a boca” (DW, junho de 2021)
    41. Furioso, Bolsonaro tira máscara, manda repórter e equipe calarem a boca, reclama da CNN e ataca a Globo (Folha, junho de 2021)
    42. Como análises matemáticas afastam hipótese de fraude nas urnas, ao contrário do que diz Bolsonaro (BBC, julho de 2021) 
    43. Bolsonaro atacou imprensa 87 vezes no primeiro semestre de 2021, aumento de 74%, diz entidade (Folha, julho de 2021)
    44. Jornalistas são agredidos por seguranças de Bolsonaro em Roma (UOL, outubro de 2021)
    45. Imprensa internacional repercute agressão a jornalistas brasileiros em ato com Bolsonaro em Roma (BBC, novembro de 2021)
    46. Jornalistas são agredidos por segurança de Bolsonaro na Bahia. Segurança do presidente deu um "mata-leão" em repórter da TV Bahia, afiliada da TV Globo, em Itamaraju (Metrópoles, dezembro de 2021)
    47. Bolsonaro minimiza agressões de seguranças a jornalistas (Metrópoles, dezembro de 2021)
    48. Bolsonaro se consolida como maior agressor de jornalistas, aponta relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Uol, janeiro de 2022)
    49. Bolsonaro é responsável por uma a cada três violações contra imprensa em 2021 (Abraji, janeiro de 2022)
    50. Ataques do governo minam imprensa no Brasil, dia RFS (DW, maio de 2022)
    51. Bolsonaro é condenado a pagar R$ 100 mil de indenização por ataques à imprensa (Carta Capital, junho de 2022)
    52. Bolsonaro ataca imprensa, volta a duvidar de urna e defende desobedecer STF (Uol, junho de 2022)
    53. Brasil é 3º país que mais perdeu em liberdade de expressão na década (UOL Notícias, junho de 2022)
    54. Bolsonaro é condenado a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello da Folha por danos morais. (Uol, junho de 2022)
    55. Clã Bolsonaro ataca imprensa uma vez a cada 14 horas (Yahoo, julho de 2022)
    56. Bolsonaro barra veículos de imprensa de reunião com embaixadores (Folha, julho de 2022)
    57. Bolsonaro diz que empresários que defendem golpe é notícia falsa e ataca jornalista Guilherme Amado (Folha, agosto de 2022)
    58. A Jovem Pan e o golpe. Como a emissora tornou-se o braço mais estridente do bolsonarismo (Revista Piauí, agosto de 2022) 
    59. Sob Bolsonaro, verbas de publicidade oficial para a Rádio Jovem Pan triplicaram (Revista Piauí, agosto de 2022)

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5. HOMENAGEM A DITADORES E TORTURADORES


 

    1. 7 fatos sobre o ditador — e pedófilo reiterado — elogiado por Bolsonaro: Pedófilo, estimulador de narcotráfico, promotor do contrabando de uísque, torturador, realizador de eleições fake... este é um brevíssimo curriculum vitae do ditador paraguaio Alfredo Stroessner (O Globo, fevereiro de 2019). 
    2. Todos os heróis de Jair Bolsonaro. No altar de Jair Bolsonaro, há uma lista com ladrões, assassinos, torturadores e um pedófilo que ganharam elogios públicos do presidente da República (The Intercept Brasil, março de 2019)
    3. Bolsonaro chama coronel Brilhante Ustra de “herói nacional” (G1, agosto de 2019)
    4. "Pela memória de Carlos Alberto Brilhante Ustra, terror de Dilma Rousseff". Antes mesmo de chegar à presidência, Bolsonaro já elogiava ditadores e torturadores. Em seu voto durante o impeachment de Dilma Rousseff, ele homenageou o coronel Ustra, que a torturou. Ustra foi condenado pelos crimes cometidos na ditadura militar. (Estadão, setembro de 2019)
    5. Bolsonaro exalta ditadura de Pinochet no Chile e ataca pai de Bachelet. Pai da ex-presidente chilena e atual comissária da ONU foi torturado e morto pela ditadura que vigorou até 1990 (VEJA, setembro de 2019)
    6. Bolsonaro diz que tem ‘certa afinidade’ com príncipe da Arábia Saudita. Mohammed bin Salman é acusado internacionalmente de ser o mandante do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi (VEJA, outubro de 2019) 
    7. Os crimes cometidos por Major Curió, torturador recebido por Bolsonaro no Planalto. Ex-prefeito no Pará, militar é acusado de assassinato, tortura e ocultação de cadáveres na Guerrilha do Araguaia (Brasil de Fato, maio de 2020)
    8. Bolsonaro debocha de tortura sofrida por Dilma, que responde: “Sociopata” (Valor, dezembro de 2020)
    9. Bolsonaro homenageia NOVAMENTE Alfredo Stroessner em 2022, exaltando o ditador pedófilo e estuprador por ser um “homem de visão”. (Metrópoles, fevereiro de 2022)
    10. Bolsonaro elogia coronel condenado por tortura: 'Lutou por democracia' (Estado de Minas, março de 2022)

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6. SINAIS DO FASCISMO




 

    1. Pesquisadora encontra carta de Bolsonaro publicada em sites neonazistas em 2004 (Intercept Brasil, julho de 2021)
    2. Neonazistas ajudam a convocar "ato cívico" pró-Bolsonaro em São Paulo (Uol, abril de 2011)
    3. Neonazista de Belo Horizonte é condenado pela Justiça: “A magistrada determinou a devolução de bens pessoais dos três, como celulares, roupas camufladas e sapatos. Itens como livros sobre Hitler, uma carta enviada por Jair Bolsonaro, fichas de inscrição do movimento Pátria Livre e pen drives serão encaminhados ao MPF.” (O Tempo, maio de 2016)
    4. 'Ele soa como nós': David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan, sobre Bolsonaro (BBC, outubro de 2018)
    5. Bolsonaro determinou que Defesa faça as “comemorações devidas” do golpe de 64, diz porta-voz (G1 Política, março de 2019)
    6. Exército brasileiro homenageia major alemão que defendeu exército nazista (Exame, julho de 2019)
    7. Israelenses condenam fala de Bolsonaro sobre Holocausto: Memorial Yad Vashem e presidente de Israel dizem que ninguém tem o direito de determinar se os crimes do regime nazista contra os judeus podem ser perdoados, como sugeriu Bolsonaro em evento com evangélicos (DW Brasil, abril de 2019)
    8. Bolsonaro debocha de tortura sofrida por Dilma, que responde: “Sociopata” (Valor, dezembro de 2020)
    9. Neta de ministro de Hitler, deputada de extrema-direita alemã sugere 'internacional conservadora' com Bolsonaro (BBC Brasil, agosto de 2021)
    10. “Deus, Pátria, Família”: Bolsonaro usa o lema da Ação Integralista Brasileira em carta à nação. Presidente assinou o documento com a expressão do movimento fundado na década de 1930 (Brasil de Fato, setembro de 2021)
    11. Secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim faz discurso sobre artes semelhante ao de ministro da Propaganda de Hitler (G1, janeiro de 2020)
    12. Bolsonaro elogiou Alvim em live horas antes de anúncio com fala nazista (UOL, janeiro de 2020)
    13. Uma brincadeira macabra: Instituto pró-Bolsonaro que gravou o “templário” brasileiro e foi recebido por Bolsonaro e Weintraub tem um nazista em suas fileiras (Revista Fórum, março de 2020)
    14. Cinco vezes que Bolsonaro, ou pessoas ligadas a ele, recorreram a símbolos nazistas (Brasil de Fato, março de 2021)
    15. Bolsonaro publica vídeo com frase atribuída a Mussolini, ditador fascista (Correio Braziliense, junho de 2020)
    16. Onze vezes em que o bolsonarismo flertou com o nazismo (Congresso em Foco, junho de 2022)
    17. Episódios neonazistas crescem sob o governo Bolsonaro, aponta relatório. (Carta Capital, Agosto de 2022)
    18. Bolsonaro repete lema de inspiração fascista em Marcha de Prefeitos (Correio Braziliense, junho de 2022)

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17
Jun22

Não existem ataques virtuais, existem ataques e ponto, diz Jamil Chade sobre ameaças de morte

Talis Andrade

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Os ataques deixaram de ser insultos — o que já é grave o suficiente, para ser ameaças de morte, o que é um crime muito claro

 

O jornalista Jamil Chade afirma que já foram coletados os dados dos perfis que o ameaçaram de morte nas redes sociais nos últimos dias, após a publicação de um artigo sobre a “difusão do ódio como instrumento de poder”, no Portal UOL.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, na Rádio Metropole, o jornalista e correspondente internacional afirmou que os ataques foram feitos depois de uma série de matérias críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro. 

"Difícil saber se é só esse artigo, ou se é simplesmente a decisão de algum algorítmo ou de algum grupo específico de virar a artilharia dessa vez contra o que eu escrevo e começar a atacar. Na verdade, os ataques são frequentes e os insultos são frequentes. A grande diferença é que, desde a semana passada, eles deixaram de ser insultos — o que já é grave o suficiente, para ser ameaças de morte, o que é um crime muito claro", afirma. 

Chade afirma ainda que não faz sentido normalizar as agressões feitas através das redes sociais. "Tem uma situação que acho que a gente precisa colocar de uma forma muito clara: é que não existem ataques virtuais, existem ataques e ponto. O impacto desse ataque é intimidar, calar, constranger, e isso é real", diz. 

O processo já corre nos meios legais, e as autoridades estão investigando os culpados. "A gente não pode dizer que isso é a nova vida, o novo mundo, e vida que segue. Não é assim. Se você tivesse num bar, num restaurante, escola ou qualquer outro lugar, você provavelmente ou denunciaria ou pelo menos chamaria a policia. Algo similar tem que acontecer no mundo virtual", afirma o jornalista.

“Espero te ver em uma geladeira de algum IML [Instituto Médico Legal] por ai”, diz um dos perfis que atacou o jornalista. 

O jornalista também cobrou providências do governo brasileiro em nome da defesa dos direitos humanos, da democracia e de tratados assinados junto à ONU (Organização das Nações Unidas).

"O governo brasileiro promove e assina declarações na ONU pela proteção dos jornalistas. Mas se não agir dessa maneira diante de ameaças que tantos de nós sofremos, o que a diplomacia faz é mentir para a comunidade internacional sobre quais são suas políticas de direitos humanos e de defesa da democracia", afirmou.

Também nas redes sociais, políticos se posicionaram em solidariedade a Jamil Chade.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por exemplo, disse que a situação é “uma conduta abominável e covarde”.

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17
Jun22

Morte de Dom e Bruno deixa imprensa de luto e em alerta

Talis Andrade

 

 

 
05
Abr22

Fenaj pede cassação de Eduardo Bolsonaro e Abraji repudia ataque a Miriam Leitão

Talis Andrade

Sobre cobras e tortura

 

 Por Hora do Povo  

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), representação máxima da categoria no País, lançou nota na segunda-feira (4) defendendo a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por apologia à tortura.

A entidade defendeu a abertura “imediata” de um processo contra o parlamentar no Conselho de Ética da Câmara, “para que não haja relativização em favor dos criminosos”.

O filho de Jair Bolsonaro publicou domingo (3) uma mensagem no Twitter debochando da jornalista Miriam Leitão, que foi perseguida e vítima de tortura durante o regime militar.

Miriam fez uma postagem no Twitter compartilhando o texto de sua coluna no jornal “O Globo”. Na publicação, ela escreveu que o erro da terceira via “é tratar Lula e Bolsonaro como iguais. Bolsonaro é inimigo confesso da democracia”.

Logo após, Eduardo Bolsonaro usou o post para atacar a jornalista: “ainda com pena da cobra”, escreveu o filho do presidente, fazendo referência a um episódio em que a jornalista, que, durante o período em que esteve presa pela ditadura militar, foi trancada nua em um quarto escuro junto com uma jibóia, mesmo estando grávida.

“Não foi a primeira vez que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, tratou a tortura como uma prática banal e defensável. Também não foi a primeira vez que a jornalista Miriam Leitão foi desrespeitada pela família Bolsonaro, em sua história de militante e presa política”, afirmou a Fenaj.

A Federação frisou ainda que Jair Bolsonaro e os filhos demonstram absoluta falta de empatia e compaixão, “sentimentos normalmente partilhados entre os seres humanos”.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também divulgou nota condenando a atitude do deputado. No texto, a entidade destacou que esse tipo de ataque é recorrente por parte de Eduardo Bolsonaro.

“Causa indignação que um parlamentar, detentor de cargo e salário públicos, use sua voz para ofender mais uma vez a jornalista, citando de forma desqualificada e jocosa o período em que ela foi presa e torturada sob o regime militar no Brasil”, diz a nota.

Segundo a Abraji, o ataque do parlamentar, “notadamente defensor desse período sombrio da história do País, causa indignação não só no meio jornalístico como no político e econômico”.

O comentário do deputado foi repudiado por pré-candidatos à Presidência, deputados e senadores, além de gerar repercussão negativa entre influenciadores, artistas e jornalistas.

Leia as notas na íntegra:

 

Deputado Eduardo Bolsonaro deve perder o mandato pelo crime de apologia à tortura

 

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima de representação da categoria no país, vem a público repudiar a apologia à tortura, um crime que é também uma manifestação inequívoca de desumanidade.

E, para que não haja relativização em favor dos criminosos, a FENAJ defende a imediata abertura de processo ético contra o deputado Eduardo Bolsonaro, que neste domingo, 3 de abril, quis debochar da jornalista Míriam Leitão, colunista do jornal O Globo e comentarista da Globo News, citando um episódio de tortura a que ela fora submetida, quando presa durante a ditadura militar.

Não foi a primeira vez que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, tratou a tortura como uma prática banal e defensável. Também não foi a primeira vez que a jornalista Míriam Leitão foi desrespeitada pela família Bolsonaro, em sua história de militante e presa política. Portanto, passa da hora de os demais poderes constituídos da República brasileira, agirem para garantir o Estado de Direito, com a punição cabível para autoridades que insistem em agir fora dos preceitos legais e democráticos. Algumas dessas autoridades, como Bolsonaro pai e filho, também demonstram absoluta falta de empatia e compaixão, sentimentos normalmente partilhados entre os seres humanos.

Na oportunidade, a FENAJ defende ainda a punição para os torturadores, militares e civis, que cometeram seus crimes durante a ditadura militar e que continuam impunes, com base numa interpretação equivocada da Lei da Anistia. Lembramos que a tortura é crime equiparado aos crimes hediondos e é imprescritível.

Punição para os torturadores e para os que fazem apologia à tortura!

Nossa solidariedade à jornalista Míriam Leitão, às vítimas da ditadura militar e aos familiares das vítimas que não resistiram às torturas e sucumbiram nos porões dos cárceres.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

 

Abraji repudia ataques de Eduardo Bolsonaro a Míriam Leitão

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudia os ataques do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à jornalista Míriam Leitão. Causa indignação que um parlamentar, detentor de cargo e salário públicos, use sua voz para ofender mais uma vez a jornalista, citando de forma desqualificada e jocosa o período em que ela foi presa e torturada sob o regime militar no Brasil (1964-1985). É um tipo de ataque recorrente, praticado não só pelo deputado, mas por seu pai, o presidente da República, a uma profissional da imprensa, na busca para desvalorizar seu trabalho e tentar silenciá-la no debate político.

Míriam Leitão tem contribuído para o jornalismo político e econômico há mais de 40 anos, sendo uma das profissionais mais respeitadas do país. O ataque de Eduardo Bolsonaro, notadamente defensor desse período sombrio da história do país, causa indignação não só no meio jornalístico como no político e econômico. É de se lamentar que um parlamentar eleito com os mecanismos democráticos use seu discurso para atacar profissionais que se colocaram sempre na defesa da democracia e apoie um período em que direitos civis foram suprimidos no Brasil. A Abraji se solidariza com Míriam Leitão e com todos os profissionais, sobretudo as mulheres, que têm sido constantemente atacadas e ofendidas nas redes sociais por agentes públicos.

Diretoria da Abraji, 4 de abril de 2022

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O irmão 02, Carlos Bolsonaro, botou na cabeça que é o vereador geral do Brasil. Recebe salário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro para morar em Brasília junto do pai, comandando o gabinete do ódio. O irmão 03, Eduardo Bolsonaro, acredita ser o embaixador geral do Brasil. Perambulava pela Casa Branca nos tempos de Trump, acompanha o pai nas viagens internacionais, e não pára na Câmara dos Deputados que paga as viagens além dos mares para uma vida fácil de marajá. Turista deslumbrado com os encantadores de serpentes

Encantador de serpentes morre após ser atacado por cobra (vídeo) - Caarapó  Online

 

17
Mar22

O jornalismo vence a obscuridade. Parabéns, Auler

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Sete anos atrás, quando ele ingressou no perigoso mundo do jornalismo independente, comemorei a chegada de Marcelo Auler à blogosfera com uma saudação nada animadora: “Bem vindo ao inferno que é nossa razão de viver, Marcelo Auler“.

Quantas vezes, estes anos, trocamos ideias e nos ajudamos – muito mais ele a mim que eu a ele – em conseguir os meios de nos defender de gente poderosa e com todos os meios para usar a Justiça contra a verdade.

Quem não se atemorizaria com ações movidas por uma delegada da Lava Jato e depois personagem do próprio Ministério da Justiça?

Eu, notificado pela família Marinho sei como a espinha tremeu.

É o “manda o advogado fazer” contra o “será que eu acho um amigo advogado que me ajude sem cobrar?”

E, não fossem estas boas almas, estaríamos arruinados.

Pois acho que me posso dar ao direito de pegar uma “casca” na grande vitória do jornalismo que Auler representa quando ele, afinal, e depois de anos, consegue a vitória na Justiça contra aquela delegada – Érika Maria Marena, responsável pela operação que desembocou no suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Cataria, Luiz Cancellier, que procurou (e conseguiu) censurar o que ele escrevia pela simples razão de que contava a história.

Detalhista e meticuloso, como sempre é, Auler conta esta saga em seu blog, meio deixado de lado por conta de suas participações nos sites do Nassif e do Brasil 247.

Vale a leitura, porque gente como Auler ainda nos faz sentir orgulho da profissão que é a razão de nossas vidas.

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