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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Jul18

CANDIDATOS PEDEM BÊNÇÃO AO EMBAIXADOR DOS EUA E AO COMANDANTE DO EXÉRCITO

Talis Andrade

Com o país de joelhos depois do golpe, o Brasil é surpreendido com notícia da fila do beija-mão dos presidenciáveis ao representante do poder do império no Brasil, o embaixador dos EUA, Peter Michael McKinley.

 

O pedido de bênção ao representante do poder militar, o comandante do Exército, já era conhecido.

 

A romaria ao representante dos Estados Unidos e de Trump foi revelada com a notícia da visita sigilosa de Bolsonaro, duas semanas atrás

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247 - Com o país de joelhos depois do golpe, o Brasil é surpreendido com a notícia de uma fila de beija-mão dos candidatos a presidente ao representante do poder do império no Brasil, o embaixador dos EUA, Peter Michael McKinley. Da mesma forma, há uma fila diante do representante do poder militar, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. A romaria ao representante dos Estados Unidos e de Trump foi revelada hoje, com a notícia da visita sigilosa de Jair Bolsonaro, duas semanas atrás. A fila para a bênção do general acontece sem maior pudor e tem sido noticiada aqui e ali.

 

Flagrada, a embaixada americana admitiu a reunião de McKinley com o candidato de extrema-direita e informou que estão acontecendo reuniões com outros candidatos, mas não especificou quem mais recebeu. De maneira cínica, a nota afirmou que os EUA respeitam a "independência do processo eleitoral" e que está se reunindo com os principais presidenciáveis do país, mas não especificou quem mais recebeu. Bolsonaro não ficou satisfeito com o encontro: quer ir aos EU para encontrar com Donald Trump -seria uma oportunidade de apresentar sua garantia de obediência e conseguir os que os americanos chamam de "photo opportunity" (uma imagem arranjada para obter repercussão midiática).

 

Os Estados Unidos têm interferido de maneira discreta nas eleições em toda a América Latina. Na Venezuela, entretanto, a discrição foi jogada às favas e o governo Trump tem ameaçado os venezuelanos com uma invasão militar, descontentes com a reeleição de Nicolás Maduro em maio passado. 

 

A interferência dos EUA no processo eleitoral de 1962, o último pleito antes do golpe de 1964, é hoje fartamente documentada. Os arquivos inéditos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada em 1963 pelo Congresso Nacional para investigar a intromissão americana ficaram sob censura por anos e, em 2016, tornaram-se de acesso público pela internet (acesse aqui). A investigação do Congresso Nacional tratou do financiamento, em escala nacional pelo Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), de candidatos ao parlamento nas eleições de 1962, com recursos norte-americanos. A atuação do Ibad e do Ipes era financiada por empresas multinacionais, coordenada pelo governo norte-americano"; os dirigentes das entidades trabalhavam como agentes da Agência Central de Inteligência (CIA) -leia aqui. Nos últimos anos, tem acontecido um processo semelhante, com o patrocínio por empresas e fundações dos EUA a vários grupos de direita no Brasil, que agora começam .a lançar seus candidatos às eleições (leia aqui o exemplo do MBL).

 

Quanto aos militares brasileiros, desde a redemocratização do país eles tinham sido mantidos afastados da vida política nacional, voltados aos quartéis e às suas funções constitucionais. Desde o golpe de 2016, eles avançam sobre atividades antes reservadas ao poder civil e passaram a exercer uma "tutela branda" sobre a política nacional, com ameaças mais ou menos veladas à democracia. 

 

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27
Jun18

Vice-presidente dos EUA chega ao Brasil, dá bronca em Temer que, covarde, não retruca e não fala de crianças brasileiras presas em gaiolas nos EUA

Talis Andrade

 

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O Brasil rendido. De quatro.

 

Sergio Moro cansado de dizer: O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil. Apenas repete Juraci Magalhães, um vendido, um lacaio. 

 

Como país vassalo, que resta o Brasil entregar e/ou fazer em benefício dos Estados Unidos, como império? O vice-presidente veio com as ordenações.

 

O vice Mike Pence tratou Michel Temer como um assessor. Em pleno escândalo humanitário e diplomático de manter 51 crianças brasileiras detidas nos EUA, Pence ‘cobrou’ de Temer uma solução para a ‘crise migratória’ no continente e pressionou o emedebista a isolar a Venezuela.

 

Para vergonha nossa, a imprensa internacional registra o servilismo e a covardia do Brasil. Leia aqui "Pense brusco com Temer".

 

O vácuo de poder no Brasil foi devidamente processado pela chancelaria e pelo governo americano. Um vice presidente jamais falaria em tom grave de cobrança a um chefe de estado soberano como Pence falou a Temer.

 

Da parte do governo brasileiro, as percepções estão tão anestesiadas pela repulsa da opinião pública que um mero aceno de um vice-presidente já é um alento e dispensa interpretações qualificadas.

 

O país ajoelhou diante de um obscuro vice-presidente que, no entanto, demarcava uma diferença importante para o governo que o recebia: é um vice-presidente legítimo.

 

A fala de Pence, fria e protocolar, traduz, no entanto, o tom americano com relação ao Brasil: ameaçador e hierárquico. Leia trechos:

 

“Para as pessoas da América Central, tenho um recado para vocês, do coração: queremos que suas nações prosperem e vocês não arrisquem suas vidas e as de seus filhos tentando vir para os EUA. Se vocês não conseguem vir legalmente, não venham; cuidem de suas crianças e construam suas vidas em seus países de origem.”

(...)

Deixe-me ser claro: os Estados Unidos têm sido o país mais acolhedor para imigrantes em toda a história da humanidade.

(...)

“Queremos que as pessoas do nosso hemisfério possam construir uma vida melhor para elas no país onde elas nasceram.”

(...)

“Por isso, hoje digo ao nosso aliado Brasil: chegou a hora de vocês fazerem mais.”

 

O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e/ou em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista. Transcrito do Plantão Brasil 

 

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28
Mai18

EUA ASSUMEM CONTROLE DE 83% DA IMPORTAÇÃO BRASILEIRA DE ÓLEO DIESEL

Talis Andrade

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Por Miguel do Rosário

 

Em agosto de 2015, o juiz Sergio Moro estava em plena campanha em favor do golpe. Dava palestras onde quer que lhe chamassem e suas decisões seguiam uma agenda estritamente conectada às forças de oposição que conspiravam para derrubar o governo Dilma.

 

No dia 31 daquele mês, Moro proferiu uma palestra com o tema “Corrupção sistêmica: as lições da operação Mãos Limpas”, num evento organizado pela editora Abril, em São Paulo.

 

O juiz responsável pela operação Lava Jato, então no auge de sua popularidade, explicava aos executivos que se dispuseram a pagar R$ 1.800 por um ingresso, o que, na sua opinião, eram investimentos não baseados em razões de “ordem econômica e racional”.

 

Como exemplo, ele cita a refinaria Abreu e Lima, lembrando que o custo inicial da obra, estimado em 2 bilhões de dólares, passara para 18 bilhões de dólares.

 

Moro conta que alguns “colaboradores” capturados pela Lava Jato lhe disseram que a obra jamais se pagaria.

 

Trajando seu tradicional terno preto, com uma expressão aflita no rosto, o juiz de Curitiba conclui que tudo isso “leva a uma natural suspeição: será que o fator de recebimento de propina não foi o agente motivador dessas decisões de investimento mal sucedidas?”

 

Neste mesmo evento, ele admitiu que a operação Lava Jato poderia causar transtornos a economia. Mas ele acreditava que, no longo prazo, o enfrentamento da corrupção sistêmica traria ganhos “às empresas” e “a economia”. Ele faz uma pausa e completa: “e a todos, de uma forma geral”. Transcrevi trechos.  

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P.S. deste correspondente: Fique sabendo: Desde 1980 que o Brasil estava proibido de construir refinaria dentro do território nacional, mas podia, assim fez, levantar refinarias nos países que os Estados Unidos ordenavam: na Argentina, durante a ditadura militar, na Bolívia, antes da eleição do índio Evo Morales, no Equador, no Peru, no Iraque, no Irão, e outros países.

 

Podia construir refinaria em qualquer parte deste velho mundo. Só não podia construir no Brasil.

 

Lula não aceitou a ordem unida acatada por Figueiredo, por Sarney, por Collor, por Itamar, por FHC durante oito anos.

 

Lula iniciou a construção da refinaria Abreu e Lima, que Temer e Parente já colocaram na feira para vender.

 

Lula construiu Abreu e Lima, e pagou o preço: está preso, impedido de ser candidato a presidente, pelo poder do império, que Jânio chamava de "forças ocultas".

 

Continue lendo Miguel do Rosário, e veja que Moro e Parente e Temer são responsáveis pelo entreguismo da Petrobras.   

 

 

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Meme Facebook 

 

27
Mai18

Quem são os barões do transporte que querem que a população pague por seus subsídios?

Talis Andrade


Quem são os dirigentes dessas associações que estão sugando a disposição de luta contra o aumento dos combustíveis para defender interesses exclusivamente patronais?

por Ítalo Gimenes

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De branco, José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam 

 

O acordo proposto pelo governo Temer aos caminhoneiros foi negociado diretamente com dirigentes de associações, federações e sindicatos da categoria. Dentre elas, os maiores nomes são CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Abcam e CNTA. Todas elas sentaram à mesa com um mesmo propósito: reduzir os custos do diesel aumentando impostos pagos indiretamente pela população. Não falaram da gasolina ou do gás de cozinha, da jornada exaustiva e do salário precário da categoria.

 

José da Fonseca Lopes, presidente de Abcam, em mesa de negociação na Casa Civil, disse que a greve só será encerrada quando ver zerado o PIS-Cofins sobre o diesel e publicado em Diário Oficial, e não assinou o acordo. Nenhuma palavra sobre a melhoria das condições de vida e de trabalho dos próprios caminhoneiros; apenas sobre mais e mais subsídios a seus lucros.

 

A Abcam é uma entidade afiliada da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), apoiadora do golpe institucional, defensora da privatização da Petrobrás, e que é presidida pelo ex-senador investigado no mensalão tucano, Clésio Andrade (MDB), assinante do acordo. O dirigente da Abcam, José da Fonseca Lopes, presidente da fundação desde o seu surgimento, defende a redução da tributação do diesel há anos.

 

Ou seja, tanto a Abcam como a CNT são comandadas por uma casta corrupta encastelada há anos dedicada a uma mesma briga, a não tributação de óleo diesel. Nunca levaram a frente demandas trabalhistas, sindicais, apenas insistem em ter o diesel cada vez mais barato, custe o que custar, utilizando de métodos asquerosos que pressionam a categoria bloquearem as estradas por um acordo que não beneficiará nem mesmo os autônomos e pequenos proprietários.

 

Conseguiram o que queriam. A custo de R$ 5 bilhões, o governo irá subsidiar o Diesel através principalmente da redução do PIS/Cofins, alguns outros descontos e promessa de novas negociações. Os R$5 bilhões serão pago com aumento no custo de vida da população pela tributação de diversos outros setores da economia.

 

A política de preços dos combustíveis manteve-se intacta, permitindo que estes oscilem diariamente conforme a variação do mercado internacional, de modo que seguirão exorbitantes para atrair os olhos imperialistas da Shell, Exxon, para as refinarias e recursos naturais que Temer está pondo a venda. O acordo prevê ainda que o governo pagará a Petrobras toda vez que necessitar aumentar o Diesel, garantindo uma via de onerar o governo que arcará com os custos e tornar ainda mais vantajosa uma negociação de privatização da empresa.

 

 

Ganha o imperialismo, ganha os donos das transportadoras, o agronegócio. Quem não ganha nada são os caminhoneiros e os trabalhadores

 

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Nenhuma palavra sobre as condições de trabalho exaustivas, a baixa remuneração, o preço da gasolina ou do gás de cozinha. A patronal dos transportes, assim, busca expropriar o interesse mais geral da população em acabar com o aumento nos preços do conjunto dos combustíveis (especialmente o que afeta o gás de cozinha e a gasolina), usando o movimento para negociar lucros com Temer.

 

Bolsonaro, MBL e outros setores mais podres da direita apoiam esses métodos reacionários da patronal que só servem para a briga de quem lucra mais com a crise dos combustíveis e o encarecimento da vida da população.

 

Ao mesmo tempo que a greve empolga aqueles que, como na greve geral do dia 28 de Abril de 2017, acham que “tem que parar tudo mesmo” contra o aumento dos combustíveis, essas patronais expropriam esse anseio, pouco se lixando com os caminhoneiros e com as necessidades da população. Roubam a independência política dos caminhoneiros e impedem que eles assumam os rumos da sua própria luta.

 

Não podemos aceitar que isso aconteça assim. Se o conjunto da classe trabalhadora, que protagoniza lutas mesmo nesse cenário nacional, entra em cena coletivamente, é possível derrotar o governo Temer. Será possível batalhar por coisas que José Fonseca ou Clésio jamais irão negociar com Temer, como o aumento do preço dos fretes conforme a inflação e estatização de toda frota das grandes empresas para construir uma grande empresa estatal sob controle dos caminhoneiros que garanta transporte mais barato e melhores condições de trabalho e salário para todos caminhoneiros.

 

Por isso as centrais sindicais CUT e CTB devem abandonar seu imobilismo frente aos ataques de Temer e o avanço do imperialismo no país e encabeçar a mobilização colocando a classe trabalhadora em cena, independentemente das entidades patronais. A começar pelos petroleiros, que já aprovaram greve em todas as unidades da Petrobras país afora, mas que a FUP-CUT (Federação Única dos Petroleiros) se recusa a organizar. O início dessas greves pode ser parte de um plano de luta que coloque os trabalhadores e não os patrões a frente de uma resposta para a crise dos combustíveis.

 

Uma resposta que deve se enfrentar com a política de preços de Temer e sua sanha privatista ligada ao capital internacional para a Petrobras. A única forma de abaixar os preços dos combustíveis todos é com uma Petrobras 100% estatal, mas gerida pelos próprios petroleiros e controladas pela população, não por agentes corruptos da burocracia do Estado.

 

 

 

21
Dez17

Lula da Silva dice que la hostilidad judicial que vive es parte de una tendencia regional

Talis Andrade

 

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En diálogo con varios medios, entre ellos PáginaI12, el ex mandatario de Brasil afirma que Estados Unidos nunca aceptó la independencia de América del Sur, que en Brasil se vive “una anomia jurídica” y que su caso se puede comparar con las mentiras sobre Irak.

 

por Dario Pignotti

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Luiz Inácio Lula da Silva denuncia la hostilidad de un juez, Sergio Moro, responsable de Lava Jato, que “miente” para dejarlo fuera de las elecciones de octubre de 2018 en las que se perfila como favorito. Su situación es comparable a la de Cristina Fernández de Kirchner, afirma ante una pregunta de PáginaI12. “Creo que hay muchas semejanzas (...) Cristina es víctima de una situación muy semejante a la que está ocurriendo acá en Brasil, y no sólo en Argentina y Brasil, esto está ocurriendo en Honduras… es una cosa muy latinoamericana ese comportamiento de la Justicia y la policía, es algo que merece un estudio. La única diferencia entre Cristina y nosotros es que el adversario de ella (Mauricio Macri) fue elegido por el voto del pueblo y acá no fue así (Temer surgió tras el “golpe” a Dilma). Yo creo que los norteamericanos nunca aceptaron la independencia de América del Sur, el Mercosur, es importante recordar que el Alca fue desmontado en Mar del Plata (Cumbre de las Américas 2005), es importante recordar que creamos Unasur, el Consejo de Defensa de Unasur, la Celac (Comunidad de Estados Latinoamericanos), nosotros habíamos avanzado en la construcción de una serie de mecanismos institucionales que fortalecían a América del Sur y esto no es importante para Estados Unidos. Entonces, frente a todo esto digo que no tengo pruebas, pero tengo desconfianza de que alrededor de todo esto que está ocurriendo haya intereses de afuera”. Lula toma un sorbo de café, saborea un pan de queso y ahora con tono optimista pregunta “¿cuántos años tiene Cristina?”, 64 le informan, a lo que agrega “ah, es una niña… yo espero que vuelva… ella tiene que decir lo mismo que digo yo: tengo 72 años, tengo la energía de 30 y el vigor de 20”.

 

–¿Usted sospecha de la presencia de Washington detrás de la caída de Dilma?

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Uncle Sam in Action, Marian Kamensky

 

Durante toda mi vida fui poco afecto a las teorías conspirativas, pero cada día surgen más datos, por ejemplo hace unos días leí una historia que dice que en 2012 desapareció un contenedor de Petrobras donde había secretos del pre-sal (pozos de petróleo ultraprofundos), es decir robaron informes secretos y sólo fueron presos cuatro personas del sistema de seguridad de Petrobras. ¿Pero quién estaba a cargo de la seguridad del contenedor?, una empresa de seguridad norteamericana. Yo conocía esa historia pero la había olvidado y ahora hablé del tema con (Sergio) Gabrielli (ex presidente de Petrobras). También es importante recordar que enseguida después de que descubrimos el área de pre sal (mayores reservas mundiales encontradas en primera década siglo XXI) los compañeros norteamericanos anunciaron el retorno de la IV Flota al Atlántico Sur. Puede ser coincidencia o no, pero ocurrió. Yo creo que tanto nuestro Ministerio Público como nuestro juez (posiblemente Sergio Moro, no lo citó) del proceso Lava Jato están muy subordinados a la Secretaría de Justicia norteamericana. Yo creo hay cosas (relacionadas a la caída Dilma) fuera de las fronteras de Brasil, sobre todo cosas relacionadas con el pre-sal. Yo sé las presiones que sufrimos para impedir que aprobemos la ley de petróleo, yo sé que no agradaba el régimen de Participación (con más peso a Petrobras).

 

 

– Si es electo, ¿cuál será su política económica?

– (Remarcando cada sílaba) El pueblo pobre tiene que volver a la economía, tiene que volver el empleo, tiene que volver el crédito, tiene que volver la inversión del Estado. ¿Eso es posible? Claro que lo es, solo es imposible para el sistema financiero que quiere que el Estado trabaje para él, seamos francos ya es hora de que el sistema financiero aprenda a ganar dinero invirtiendo en la producción, nadie quiere invertir. A los banqueros los traté de la forma civilizada que siempre los traté, y ellos tienen que saber que si soy electo voy a gobernar para que los más pobres tengan más ventajas en sus vidas. Para que los pobres puedan volver a comer pechuga de pollo, que puedan hacer un viajecito en avión, puedan ir al teatro. Nosotros queremos crear un país de oportunidades.

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30
Nov17

País ameaçado, país com armas atômicas

Talis Andrade

O Brasil para deixar de ser um país vassalo, ameaçado de perder a Amazônia, as riquezas principais do planeta:  o Mar Doce, os aquíferos, os minérios, principalmente o nióbio que só existe em nosso país, devia seguir os exemplos de Israel, da Índia, do Paquistão, do Irão, da Coréia do Norte. 

 

Publica hoje Le Figaro: Inspirado pelos países atacados depois de concordar em se livrar de seu arsenal nuclear, Kim Jong-un fez da bomba nuclear sua "grande causa histórica".

 

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Kim Jong-un afirmou pela primeira vez: a Coréia do Norte tornou-se hoje "um estado nuclear por direito próprio".

 

Na verdade, há quatro meses que o país alcançou o status de poder dotado, integrando assim de fato o clube muito pequeno dos principais detentores de armas.

 

Especificamente, uma vez que a Agência de Inteligência dos EUA (DIA) confirmou, em agosto passado, depois de analisar os últimos testes norte-coreanos, que o regime era capaz de miniaturizar uma ogiva nuclear e dominar a tecnologia de mísseis balística intercontinental.


"Não só a Coréia do Norte decidiu continuar sua estratégia provocativa, mas aparentemente conseguiu disparar seu míssil sem a detecção dos americanos" disse Valérie Niquet, especialista da Fundação para Pesquisa Estratégica da Ásia(FRS)

12
Ago17

A guerra pelo petróleo ameaça a Venezuela

Talis Andrade

Escreve Marcelo Zero que  "não é possível se entender a atual crise da Venezuela e tampouco o regime chavista sem se compreender como era esse país antes da revolução bolivariana e qual o seu significado geopolítico para os EUA.

 

A Venezuela está sentada na maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo do mundo. Este petróleo está a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas. Em comparação, o petróleo do Oriente Médio está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta".

 

O petróleo do Brasil vem sendo entregue sem nenhum tiro de espingarda, nem foi preciso os Estados Unidos realizar os pedidos de inter√enção militar dos golpistas que promoveram a queda de Dilma Rousseff. 

 

Temer no poder, com um Congresso comprado a peso de ouro, e a submissão do judiciário, promove a quermesse do que resta das estatais e a entrega das riquezas do Brasil. Dos minérios, notadamente o cobiçado nióbio traficado pelos senadores Aécio e Jucá; da água, traficada pela filha do senador José Serra (estão em jogo os dois maiores aquíferos do mundo: o Guarani e o Amazonas); e de terras e mais terras da Floresta Amazônica, cada vez mais internacionalizada.

 

Diz Marcelo Zero: 

 

"Lamentável, em todo esse processo, é a posição do governo golpista e sem voto do Brasil. Desde que assumiu ilegitimamente o poder, esse governo fez da suspensão da Venezuela do Mercosul e da derrubada do governo chavista a sua diretriz principal em política externa, atuando como braço auxiliar dos EUA no subcontinente. Ao fazê-lo, o governo golpista apequenou o Brasil e retirou qualquer possibilidade do nosso país atuar como mediador de conflitos na região, como vinha fazendo nos governos do PT.

 

O empenho do Brasil contra a Venezuela foi de tal ordem que a suspendeu duas vezes do Mercosul. Com efeito, antes da última decisão de utilizar a cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia, a Venezuela já estava suspensa, na prática, do Mercosul desde dezembro do ano passado, sob a escusa, sem embasamento jurídico, de que o país não havia internalizado todas as normas do bloco, situação que se verifica em todos os Estados Partes. Assim, a decisão de utilizar a cláusula democrática representa mera peça propagandística contra o governo legitimamente eleito da Venezuela.

 

Além de empenhado nos retrocessos socais e políticos internos, o governo do Brasil está empenhado também em forçar retrocessos na região.

 

Nosso principal produto de exportação é hoje o golpe". 

 

Para entender a Venezuela leia mais aqui

 

A campanha de intervenção dos EUA é realizada na Venezuela pela imprensa quinta-coluna e países vassalos. Atentem para o uso internacional do mesmo slogan de guerra:

 

VENEZUELA

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 COLÔMBIA

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 ARGENTINA

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12
Ago17

Pedido de intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil vale para a Venezuela

Talis Andrade

Os traidores da Pátria, na campanha para derrubar Dilma Rousseff da presidência, pediram uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. 

 

Tudo começou com o grito de Dilma "vá tomar no cu" em um camarote do estádio da Copa do Mundo, reunindo os candidatos a presidente João Doria, Luciano Huck e a herdeira do Banco Itaú Maria Alice Setubal, a Neca, patrocinadora de Marina Silva. 

 

A campanha de ódio, tendo como apoio as operações do judiciário Mensalão e Lava Jato, era liderada nas ruas pelos direitistas do Congresso Nacional, as bancadas da bala (Bolsonaro, pai e filhos deputados), do boi (senador Ronaldo "Sepulcro" Caiado) e da bíblia (presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, senador Crivella e outros pastores), os candidatos derrotados a presidente Aécio Neves e vice Aloysio Nunes. Além dos deputados e senadores comprados por Michel Temer. Relembre aqui

 

Com o entreguismo gratuito do Brasil por Temer e o dupla nacionalidade Henrique Meireles, o mesmo pedido de intervenção militar, de vassalagem e dependência, tem agora a Venezuela como alvo. 

 

Uso do mesmo slogan internacional de guerra dos EUA comprova o engajamento da imprensa brasileira hoje:

 

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09
Ago17

Venezuela o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe

Talis Andrade

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a Venezuela é o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe.

 

"Estamos perante um momento especial e um palco complexo. O império empreendeu a grande batalha para recolonizar a América Latina e o Caribe, e a Venezuela é o elo estratégico", afirmou Evo Morales em um ato com militares, indígenas e camponeses no planalto de La Paz, por ocasião do 192º aniversário das forças armadas.

 

Para o governante boliviano, aliado de Nicolás Maduro, "a Venezuela é um elo estratégico" para os EUA porque "possui a maior reserva de petróleo do mundo."

 

"Domínio geopolítico e energia petrolífera é o que o império procura na Venezuela. Primeiro derrubar, depois dominar e depois apossar-se do petróleo venezuelano".

 

"O pretexto é o mesmo de sempre: democracia, direitos humanos, terrorismo, tudo com o mesmo verniz, a mesma comédia midiática que [os EUA] usam desde sempre para se apropriar dos recursos naturais", disse o primeiro índio a presidir um país das Américas depois de quinhentos anos.

 

Segundo Morales, "a pior vergonha para a região" não é só que "alguns governos" se ponham "de joelhos perante a conspiração da CIA contra a Venezuela", senão que "alguns dirigentes antipátria façam os penosos papeis de Felipillos e Malinches".

 

O nome Felipillo é uma referência ao indígena que acompanhou os conquistadores espanhóis Francisco Pizarro e Diego de Almagro nas suas expedições ao Peru, enquanto Malinche foi a mulher indígena, companheira e tradutora do conquistador Hernán Cortés, também considerada uma traidora.

 

 

 

 

 

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