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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

17
Set22

Líderes evangélicas declaram apoio a Lula e Haddad

Talis Andrade

Ana Estela Haddad, Lu Alckmin e Lúcia França

Da esquerda para a direita: Ana Estela Haddad, Lu Alckmin e Lúcia França

 

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito entregou carta para Lu Alckmin, Ana Estela Haddad e Lúcia França

 

 

- - -

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito entregou nesta 4ª feira (14.set.2022) uma carta de apoio às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República e de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo para Lu Alckmin, Ana Estela Haddad e Lúcia França. 

Lu é mulher do candidato à vice-presidência na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB). Ana Estela é casada com o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad. Já Lúcia, mulher do ex-governador do Estado Márcio França (PSB), concorre a vice na chapa de Haddad.

A carta é assinada por Nilza Valéria Zacarias e Fernanda Fonseca, da coordenação nacional da Frente.

Afirma que a frente religiosa trabalha “para que seus companheiros [Geraldo Alckmin e Fernando Haddad] sejam eleitos”. Segundo o texto, o mesmo é feito para que “Lucia França seja eleita vice-governadora do estado de São Paulo”. Eis a íntegra do documento (33 KB). 

O documento também pede para que Lu Alckmin, Ana Estela Haddad e Lúcia França compartilhem a carta “com a futura primeira-dama, Janja, e o presidente Lula”

Ao receber a carta, Lúcia França afirmou que “Jesus disse amai-vos uns aos outros e não armai-vos uns ou outros”

No geral, a carta defende a importância da participação de mulheres nos governos. Cita também: 

 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360Jornalismo, com recursos próprios. Os resultados são divulgados em parceria editorial com a TV Cultura. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.500 entrevistas em 331 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-02548/2022.
 
 

20
Jun22

O futuro é feminino (por Gustavo Krause)

Talis Andrade

genero oportunidades igualdade sahar ajami.jpeg

A energia do feminino é a força de atributos capazes de operar uma paz transformadora

 

 

por Gustavo Krause

- - -

Longe de mim a pretensão da profecia, até porque o ofício de profeta é perigoso. As previsões de grandes pensadores sobre o curso da história universal revelaram-se erradas. A minha referência independe de gênero. Trata-se de uma energia, de forças que circulam, de forma complementar, dentro de cada ser humano.

O título do artigo pode soar estranho e remeter para a o conflito político entre os gêneros, uma luta que revelou, ao longo de séculos, a mais violenta opressão do homem em relação à mulher. Violenta, culturalmente predominante e institucionalmente legitimada.

Atualmente, apesar das conquistas e avanços, todos os dados relativos à renda, ao emprego, à remuneração, à pobreza, à multifacetada violência, recaem sobre a mulher com novas responsabilidades e séculos de preconceitos. O mundo que aparentemente fora construído por homens e para homens vem mudando, reivindicando e ampliando o nobre espaço para emprestar ao feminino o significado de que não pertence, apenas, às mulheres.

Importante o registro por uma simples razão: não fora um embate permanente, conquistas graduais e um empoderamento social crescente, a energia a que nos referimos seria um apanágio a se revelar no ser masculino provavelmente em doses insignificantes.

A força a que me refiro é a que envolve paciência, afeto, acolhimento, compaixão, subjetividade, intuição, resiliência, e tantas outros atributos, gerando sociedades que exaltam, generosamente, feitos heroicos dos homens, mas são avarentas em reconhecer a jornada das heroínas.

É perceptível o desejo de viver a vida com a leveza proporcionada pelas virtudes do feminino: novo padrão civilizatório que não será uma dádiva dos antigos dominadores. Exige firmeza e coragem das mulheres para quebrar paradigmas

Eis o que diz a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), construída a partir dos resultados da Rio+20, em 2015, por 193 países: meta 5.5 Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública.

Pois bem, o Brasil, politicamente dividido, partidariamente fragmentado e socialmente empobrecido, parecia caminhar para o aprofundamento da crise político-institucional. Para o eleitorado, restava optar entre o atraso e o risco autoritário.

A terceira via ou o centro democrático eram dados como liquidados. Não é bem assim. Na semana passada, uma brisa refrigerou o ambiente: a energia feminina é a Senadora Simone Tebet por uma paz transformadora.

O eleitor não precisa fugir da urna.

6 mulheres empoderadas para você se espelhar no dia da mulher

30
Abr21

As mulheres não aceitam o desrespeito de Bolsonaro

Talis Andrade

 

bolsonarogenocida.jpg

 

Somos nós, as mulheres, que podemos por fim governo genocida de Bolsonaro. Governo incompetente e irresponsável

 

por Vanessa Grazziotin /Brasil de Fato

Na semana em que comemoramos o Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, Jair Bolsonaro volta a dar demonstrações do desprezo e do ódio que nutre pelas mulheres.

O primeiro ataque veio através das manifestações e ações que dizem respeito ao Projeto de Lei 130/2009, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres. O projeto é fundamental, pois garantiria, na prática, a proibição da diferenciação salarial entre homens e mulheres que cumprem uma mesma função.

Ocorre que o projeto foi devolvido à Câmara dos Deputados na última segunda-feira (26). Essa era a data limite para que Bolsonaro se posicionasse, sancionando ou vetando o referido projeto. Mas essa atitude nos mostra uma manobra claramente combinada entre o Presidente da República e o Presidente da Câmara de Deputados, apoiados por uma maioria de parlamentares machistas representantes dos interesses do mercado. 

O próprio Bolsonaro, durante uma live na semana passada, já havia, de forma grosseira e desrespeitosa, se manifestado sobre o assunto. Destacou que, se aprovada, a lei poderá “gerar um custo aos empresários” e insinuou ainda que as mulheres trabalhadoras poderiam exigir pagamento igual em situações em que “supostamente é a mesma atividade”. Ou seja, Bolsonaro sugeriu que mulheres são desonestas. 

Além de defender abertamente os interesses do mercado e do empresariado contra a maioria das trabalhadoras, Bolsonaro, quando insinua que mulheres podem fraudar a lei, nada mais faz do que tentar medir as atitudes das trabalhadoras pela sua própria régua. Não, Bolsonaro! Nós mulheres não aceitamos tamanho desrespeito!

Lembro aqui que o PL 130 nada mais faz do que garantir o cumprimento do que já estabelece a legislação brasileira que, desde 1999 proíbe a diferença salarial entre gêneros, pelo desempenho de uma mesma função. Ocorre que hoje a multa é tão pequena que as empresas preferem não cumprir a lei, o que faz com que persista a trágica realidade no mundo do trabalho brasileiro, onde mulheres recebem em torno de 77% dos salários dos homens.

Com suas atitudes, Bolsonaro não apenas escancara sua misoginia, mas também revela a pessoa covarde que é, pois foi por medo da reação das mulheres que tramou a devolução do PL à Câmara. Ele próprio afirmou que, se vetasse o projeto, poderia virar alvo de uma “campanha das mulheres“ contra ele, e que poderia ser “massacrado”. 

O medo de Bolsonaro não é à toa. Somos nós, as mulheres, que podemos por fim a seu governo genocida. Governo incompetente e irresponsável.

O segundo fato se refere a mais uma manifestação de ódio, a mais uma agressão que o presidente fez diretamente a uma mulher jornalista. 

Na mesma segunda feira (26), durante uma visita na Bahia, quando a repórter Driele Veiga, da TV Aratu, relatou que ele estava sendo muito criticado nas redes sociais pelo fato de ter tirado uma foto em Manaus, ao lado de um apresentador de televisão, onde ambos seguravam um cartaz com os dizeres “CPF Cancelado”, Bolsonaro, visivelmente irritado, respondeu somente chamando-a de “idiota”.

Bolsonaro anda pelo Brasil dando mal exemplo, aproximando-se das pessoas, não usando máscara e afagando o general, ex-ministro da Saúde. Bolsonaro distribui seu ódio e agressões contra os governadores, prefeitos e trabalhadores, sobretudo contra as mulheres.

Enquanto tudo isso acontece, o Brasil segue perdendo vidas, segue com limitações gravíssimas no enfrentamento e no combate à pandemia da covid-19. Seguimos vendo o aumento da carestia, onde a maioria da população passa fome. Vemos a ausência de um auxílio emergencial digno e vemos os direitos sendo jogados pelo ralo enquanto o patrimônio público está sendo dilapidado.

O Brasil de Bolsonaro não é o Brasil das brasileiras e dos brasileiros. O nosso Brasil precisa voltar a ser construído.

Basta, Bolsonaro! Fora Bolsonaro!

Capa do jornal Folha de S.Paulo 30/04/2021

Capa do jornal Estadão 30/04/2021

Capa do jornal O Globo 30/04/2021

Capa do jornal Extra 30/04/2021

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