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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

13
Jun21

Piso e a narrativa sobre a “cloroquina da maloca”

Talis Andrade

por José Ribamar Bessa Freire

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“Submeti ao exame e à praxe tudo o que do amplíssimo teatro da natureza observei ou recebi dos indígenas” (Guilherme Piso, História da Medicina Brasileira, 1648)

 

Supunhetemos que a CPI da Pandemia que ouve os vivos, especialmente os vivíssimos, tenha o poder de convocar também os mortos, entre eles o médico Guilherme Piso, considerado o pai da medicina tropical. Advertido que poderia ter sua alma presa no inferno se mentisse, ele jurou dizer a verdade. Deram-lhe, como de praxe, 15 minutos para se apresentar:

– Meu nome é Willem Pies, em português Guilherme Piso. Nasci em Leiden, Holanda, em 1611, e morri em Amsterdã numa segunda-feira, 28 de novembro de 1678. Viajei em 1637 para Pernambuco como médico particular do príncipe Maurício de Nassau e ali vivi oito anos, com o salário pago em florins pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais. Orientei a política sanitária nos serviços públicos como coleta de lixo, drenagem de terrenos, construção de jardins e praças, pavimentação de ruas, construção de pontes. Ajudei a sanear e a urbanizar Recife.

Piso faz breve pausa para beber água (e para poupar o leitor de um parágrafo demasiado longo). Prossegue:

– Retornei a Amsterdam, lá me casei e passei a clinicar. Ocupei o cargo de inspetor do Colégio Médico, do qual fui deão – a autoridade máxima deste órgão colegiado. Sou autor da primeira História da Medicina Brasileira (1648) e da História Natural e Médica da Índia Ocidental (1658) edição impressa em latim. Descrevo lá 22 doenças e as propriedades de 114 plantas Todo esse saber fitoterápico aprendi com os índios, o uso de plantas adstringentes, afrodisíacas, venenosas e até abortivas. Dito isto, coloco-me à disposição dos senhores senadores.

Omar Aziz – Com a palavra o nobre relator.

Renán Calheiros –  Sim ou não, o senhor teve experiência na luta contra alguma epidemia?

Guilherme Piso – Sim.

Renán – Qual?

Piso – A epidemia de varíola, conhecida popularmente como “bexiga”, matou em 1641 muitos escravos dos engenhos e milhares de índios, cujos corpos ficavam cheios de manchas vermelhas, pústulas e bolhas com pus que atingiam as mucosas nasal e da boca. Era como se estivessem atacados por uma lepra mortal, que deformava o corpo inteiro. Quem escapava da morte podia ficar cego e com a cara esburacada.

Renán – O senhor fez tratamento precoce? Usou cloroquina? Salvou algum paciente?

GP – A varíola não tinha cura, senador. Os remédios não matavam o vírus, mas aliviavam os sintomas parecidos com os da gripe – febre, dor de cabeça, dor muscular, mal-estar. O contágio se dava através de secreções e da saliva.  A gente isolava os doentes. Foi o que fiz com Margarida, filha do pastor Soler, que se salvou e que era, por sinal, muito gostosinha. Não gosto de fofoca, mas preciso dizer que ela era amante do Príncipe Nassau e, quando  ficou com a cara de areia mijada, cicatrizes e olhos chorões, foi por ele abandonada. Só um século após minha morte é que descobriram a vacina.

Omar – Quero foto da “gostosinha” para anexar ao relatório. Depois falo com o senhor em particular. Agora passo a palavra ao senador Oto Alencar.

Oto Alencar – Sou também médico e já vi que, ao contrário do general Pazuello e da doutora Nise, o senhor sabe a diferença entre o vírus e o protozoário.  Gostaria que comentasse o deboche de Jair Bolsonaro, quando em vez da vacina recomendou contra a covid-19 o “chá de carapanaúba, saracura ou jambu dos índios Balaios”, um povo que nem sequer existe.

Piso – Senador, minha resposta está no meu livro editado em 1957 pelo MEC. Permita-me ler um trecho curto do que escrevi:

– “De fato, creio ser não só indigno, mas detestável, num assunto tão sério de que depende a salvação de tantos homens, ensinar coisas não acordes com os experimentos, expondo assim a perigo a vida dos doentes” (pg.8).

Oto – Não podia ser mais atual. A cloroquina, muito boa no combate à malária, é ineficaz para a covid. O chá seria, então, uma espécie de “cloroquina da maloca”? Existe mesmo medicina indígena?

Piso – “Cada qual, sobretudo os velhos, preparam sem dificuldades remédios de diversos gêneros obtidos por toda parte nas florestas. Usam remédios simples e se riem dos nossos. Nisso merecem vênia. […]. Todos os íncolas das Índias exercem a medicina e pesquisam o conhecimento das doenças e tendo ambas as Índias mais providas de medicamento do que de médicos teóricos, ninguém se admire de que até agora não estejam divulgadas as propriedades de muitíssimos remédios de notáveis virtudes, ocultos em seu seio e dignos de sair à lume. […] São utilíssimos e podem até impressionar os médicos mais eruditos [pg.74]

Humberto Costa – Sou médico pós-graduado em medicina geral comunitária e não sabia. Na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco nunca me falaram disso. Gostaria de ouvi-lo sobre como os pajés curaram soldados com pernas gangrenadas, depois do ataque da armada luso-espanhola aos holandeses, em 1640.

Piso – Senador, responderei com outro trecho do meu livro:

– “Lembro-me que os bárbaros, nos acampamentos, por meio de gomas frescas, sucos e bálsamos, livraram do ferro e do fogo e restabeleceram com êxito os membros dos soldados feridos por balas de espingardas, que estavam para ser amputados por cirurgiões europeus, lusitanos e batavos… Na preparação, prescindem de laboratórios e, ademais, sempre tem à mão sucos verdes e frescos de ervas… (pg. 9).

Humberto Costa –  Embora trate os índios de “povos ignorantes, bárbaros, atrasados e de nenhumas letras”, o senhor se maravilhou ao descobrir como os pajés indígenas impediram que soldados com pernas gangrenadas virassem saci como receitava a medicina oficial europeia da época. 

Omar – Isso acontece ainda hojeQuando eu era governador do Amazonas, uma menina de 12 anos, LB, foi picada por uma cobra jararaca em Pari Cachoeira. Os médicos do Hospital João Lúcio, que queriam amputar o pé esquerdo dela, não permitiram a pajelança, ela foi então transferida para o Hospital Universitário Getúlio Vargas, onde foi tratada por pajés e por um cirurgião e de lá saiu caminhando normalmente. Ocorreu caso semelhante com Fernando José Baniwa, 62 anos. Médicos queriam decepar a perna dele, a família resistiu, levou-o de volta à comunidade e lá não deixaram que virasse saci.

Marcos Rogério – Protesto. Indubitavelmente essa é uma narrativa po-li-ti-ca para desmoralizar a narrativa robusta do presidente Bolsonaro, mas nós temos outra narrativa técnica robusta sobre a “cloroquina da maloca” que se contrapõe à narrativa do depoente. Não perderemos essa guerra de narrativas.   

Piso – Senador, nunca ouvi falar o nome de Bolsonaro, no entanto, a estratégia dele aqui exposta parece demonstrar um discurso que já era obscurantista no séc. XVI, produto de mentes colonizadas. Suas opiniões retrógradas me fazem pensar que ele viveu em séculos anteriores e desapareceu há muito tempo.

Randolfe Rodrigues – Segundo as atas dessa CPI, o senador bolsonarista Marcos Rogério já usou 16.853 vezes a palavra “narrativa”, que ele descobriu recentemente, por ela se deslumbrou e por ela morre de paixão, assim como pela palavra “robusta”. Suplico que se contenha. Que seja argumentativo em lugar de narrativo.  Doravante, ele será multado em R$ 50,00 reais cada vez que “narrativizar” e “robustizar”, destinando-se a multa ao pagamento da dívida externa brasileira. O troco será aplicado em obras sociais. (Randolfe, que substituiu Omar na presidência, faz uma pausa e bebe água. Prossegue)

– Na qualidade de historiador formado pela Universidade Federal do Amapá, reconheço a importância do depoimento do médico Guilherme Piso, cujo livro foi lembrado na segunda-feira (7) no evento Raízes-RJ – I Encontro de Saberes Populares e Tradicionais em Saúde, organizado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com a participação de Célia Xacriabá (APIB), Cleonice Pankararu (Aldeia Cinta Vermelha), e do autor do Taquiprati. Declaro a sessão suspensa.

P.S. 1 A abertura do evento Raízes, que contou com a fala do sábio Carlos Tukano, foi feita por José Jorge de Carvalho (UnB): “Encontro de Saberes. Uma aliança entre a Academia, o SUS e os Mestres e Mestras dos Saberes”. No encerramento, Antônio Bispo dos Santos discorreu sobre “Colonização e a Resistência dos Saberes Tradicionais”.

P.S. 2 – Referências bibliográficas:

a) Guilherme Piso. História Natural e Médica da Indias Ocidentais (escrito em 1648). Coleção de Obras Raras. Rio. MEC – Instituto Nacional do Livro. 1957 (Traduzida e anotada por Mário Lôbo Leal, com esboço crítico do historiador José Honório Rodrigues.

b) CHAMBOULEYRON, Rafael; BARBOSA, Benedito C.; BOMBARDI, Fernanda A.; SOUSA, Claudia R. de. ‘Formidável contágio’: epidemias, trabalho e recrutamento na Amazônia Colonial (1660-1750). História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 18, n. 4, p. 987-1004.

P.S. 3 – O livro de Piso está esgotadíssimo, tinha alguém vendendo na internet por R$ 650,00. Sugiro à Editora Valer, de Manaus, que o publique (está isentado de direitos autorais) e chame para fazer o prefácio (aí sim, pagando) o tukano João Paulo Barreto, cofundador do Centro de Medicina Indígena da Amazônia e doutor em antropologia.

P.S. 4 – A gente sente vergonha do Brasil quando ouve na CPI as falas oportunistas, medíocres e mentirosas de Eduardo Girão (Phodemos-CE), Jorginho Melo (PL-SC), Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Marcos Rogério (DEM-RO). Nesta sexta (11) sentimos orgulho de ser brasileiro com a aula dada por Natália Pasternak e Cláudio Maierovitch, acusados de buscarem a fama. “Natália, com fama ou sem fama, nós te ama”.

09
Jun21

A lista falsa, reduzida pela metade, dos mortos da pandemia

Talis Andrade

 

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Auditor do TCU suspeito de ter feito nota mentirosa sobre Covid foi indicado por filhos de Bolsonaro para BNDES

 

por Valdo Cruz

O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, suspeito de ter feito um estudo paralelo sobre mortes por Covid, foi indicado pelos filhos do presidente Jair Bolsonaro para uma diretoria no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A indicação, contudo, foi barrada pelo próprio tribunal.

O blog não conseguiu localizar o auditor. Procurados, os filhos do presidente não responderam até a última atualização deste texto.

O relatório sobre a Covid, apontando suposta "supernotificação" no número de mortes, foi usado por Bolsonaro nesta segunda (7). No mesmo dia, o TCU desmentiu o presidente e negou ter produzido o documento.

Nesta terça, o tribunal informou que vai apurar a conduta do servidor que publicou o texto, uma vez que o documento representa "análise pessoal" do auditor.

Segundo o blog apurou com ministros do TCU, quando a indicação do auditor para o BNDES foi barrada, Bolsonaro ligou para o então presidente do tribunal, José Múcio, e pediu que o servidor fosse liberado. Mesmo assim, isso não aconteceu.

A presidência do TCU avaliou na ocasião que não seria possível ceder o servidor para o BNDES. E que, se ele quisesse ir para o banco, teria de se desligar em definitivo do tribunal.

"Como um servidor de um tribunal que investiga o governo é cedido para comandar uma diretoria do banco, [haveria] conflito de interesses. Na época, o presidente José Múcio não autorizou que o servidor fosse cedido", disse ao blog um ministro do tribunal.

Dentro do tribunal, à época, a informação era que Alexandre Marques havia sido indicado para assumir a diretoria do BNDES por filhos do presidente. O auditor é considerado um aliado do presidente Bolsonaro no tribunal.

 

Mortes por Covid

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O TCU abriu uma investigação para analisar a conduta do auditor, que teria tentado convencer os colegas a fazer uma fiscalização, alegando que os dados de mortes por Covid estavam supernotificados.

Segundo um técnico, ele não queria contar como mortes por coronavírus os pacientes que faleceram por complicações da doença.

"O argumento dele não fazia nenhum sentido. Afinal, não é o governador que dá o atestado de óbito, mas o médico. Essa tese de que os números estão inflados pelos governadores teria de ter a conivência de centenas de médicos", disse um técnico do tribunal ao blog.

 

CPI da Covid

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O senador Humberto Costa (PT-PE) pediu a convocação do auditor na CPI da Covid e a quebra de seus sigilos telefônico e telemático.

No requerimento, o senador diz que é preciso investigar a informação de que o auditor teria passado o estudo paralelo para os filhos do presidente da República, que teriam passado para Bolsonaro.

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21
Mai21

Pouca vacina e muita cloroquina os males do Brasil são

Talis Andrade

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por Alex Solnik

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Números não mentem jamais.

Desde o dia em que assumiu até o dia em que foi gentilmente defenestrado, período de dez meses, Pazuello, mais que ministro da Saúde foi o ministro da cloroquina, o que está devidamente registrado em posts, lives e imprensa em geral e em protocolos por ele assinados.

Os dois primeiros ministros da Saúde da era pandêmica foram para a rua por se recusarem a adotar a cloroquina como tratamento contra o coronavírus, exigência de Bolsonaro, o único líder mundial que se transformou em curandeiro na maior pandemia dos últimos 100 anos.

De 12 de março de 2020 – quando morreu o primeiro brasileiro - até 20 de maio de 2020 – cinco dias depois de Pazuello assumir o ministério, interinamente – 5.363 brasileiros haviam morrido de covid-19. Até 21 de março de 2021 – seis dias depois de Pazuello ser demitido – foram a óbito 294 mil.

Se a cloroquina tivesse alguma eficácia, o número de óbitos deveria ter caído e não aumentado mais de 40 vezes.

Nesses mesmos dez meses fatídicos as vacinas foram solenemente ignoradas por Bolsonaro e seu ministro de estimação, sob os argumentos mais canhestros, como preço, falta de medidas legais, desconfiança, soberania, efeitos colaterais adversos

Enquanto esse pesadelo acontecia no Brasil, países mundo afora – como Israel, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e até o Chile, para não sairmos da América Latina – compraram vacinas em meados do ano passado, como era de esperar de estados que têm como prioridade proteger seus cidadãos e a essa altura do campeonato apresentam números declinantes de casos e de mortes porque já vacinaram mais da metade da população.

Se for necessário exibir mais provas de que vacinas salvam, basta olhar os Estados Unidos.

Enquanto o presidente foi Trump – que comprou vacinas, mas era um notório negacionista e saiu da presidência quando a vacinação apenas engatinhava – o país chegou ao pico de 5 mil mortos em 24 horas; hoje, com a vacinação em massa liderada por Biden, caiu para em torno de 300.

A estupidez, a arrogância e o obscurantismo continuam, no entanto, a prevalecer em nosso país. Bolsonaro e seu ministro não compraram vacinas quando foram ofertadas e agora a vacinação está devagar, quase parando, enquanto o chefe da nação continua promovendo a cloroquina.

E matando nossos conterrâneos e a nossa economia.

 

18
Jul20

A gestão militarizada do Ministério da Saúde não trouxe nenhum ganho em eficiência

Talis Andrade

 

Sete ex-ministros da Saúde divulgaram carta aberta nesta sexta-feira (17) em que criticam a política de enfrentamento de Jair Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus.

"O Presidente da República entregou o Ministério da Saúde (MS) a um interino militar que nomeou dezenas de outros militares para cargos estratégicos no MS", escreveram Alexandre Padilha, Arthur Chioro, Barjas Negri, Humberto Costa, José Gomes Temporão, José Saraiva Felipe e Luiz Henrique .

Na carta condenam a militarização, e pedem que o "Ministério seja devolvido à saúde pública": 

A doença avança pelo país deixando um rastro de dor e sofrimento

O Brasil sucumbe de modo trágico à pandemia do coronavírus e o luto cobre a nação brasileira. Ao ultrapassar as 75 mil mortes causadas pela COVID 19, número inferior apenas ao dos EUA, a doença avança pelo país deixando um rastro de dor e sofrimento. Mas poderia ter sido diferente se o governo federal tivesse guiado suas ações ouvindo a ciência, mobilizando a sociedade, construindo estratégias com estados e municípios e assumindo sua responsabilidade de liderar e coordenar o esforço nacional de enfrentamento da pandemia.

O Presidente da República, após demitir dois ministros por discordarem de sua condução negacionista e irresponsável, entregou o Ministério da Saúde (MS) a um interino militar que nomeou dezenas de outros militares para cargos estratégicos no MS, em atitude ofensiva à saúde pública brasileira, que conta com técnicos e gestores experientes, dedicados e capacitados.

O MS tornou-se uma instituição desacreditada e vista com reservas pela opinião pública, seja ao distorcer estatísticas oficiais, seja por aprovar protocolo que não se baseia em evidências científicas para o manejo da doença.

inistériologística e sequer tem sido capaz de adquirir os testes necessários ou de executar os recursos orçamentários disponibilizados, já que apenas 30% foram gastos até agora. O fato é que o governo federal abriu mão de seu papel constitucional de coordenação e condução do esforço nacional de combate à COVID 19 com evidentes prejuízos à capacidade do país em reduzir os impactos da doença.

O SUS tem sido fundamental para evitar uma situação de barbárie e caos social. Como explicar a resiliência do SUS apesar do desfinanciamento e seus problemas estruturais?

Na prática, a partir da decisão do STF sobre a autonomia dos entes da federação no enfrentamento da epidemia, estruturou-se no país uma “autoridade sanitária alternativa” embora não formalizada enquanto tal, composta por governadores, prefeitos, sanitaristas e outros especialistas, entidades das áreas da saúde pública, da ciência, da medicina, partidos políticos, Congresso Nacional, Poder Judiciário e grande mídia; que vem se dedicando com grandes limitações ao enfrentamento da situação sanitária.

Não se trata apenas, de uma atuação equivocada ou incompetente do presidente e do governo federal. As decisões tomadas nos campos sanitário, econômico e social expressam uma lógica perversa que rege todo o governo e que subjuga as necessidades da população ao princípio da austeridade fiscal, indiferente aos danos que isso possa causar na vida das pessoas.

Que o governo federal assuma suas responsabilidades intransferíveis! Que o Ministério da Saúde seja devolvido à saúde pública! Que se ponha fim à omissão no enfrentamento da pandemia! Que possamos finalmente unir esforços e enfrentar de forma obstinada a pandemia de COVID-19 e seus graves efeitos sociais e econômicos, sobre a nação.

Alexandre Padilha

Arthur Chioro

Barjas Negri

Humberto Costa

José Gomes Temporão

José Saraiva Felipe

Luiz Henrique Mandetta

17
Mai20

Polícia Federal uma dama oferecida antes de Bolsonaro ser presidente

Talis Andrade

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Na Castanhola, zona de meretrício da minha cidade natal Limoeiro, Pernambuco, havia um dancing ao som de radiola. Na parede um letreiro: Atenção. As damas não são obrigadas aos cavaleiros". 
 
Ricardo Noblat: Entrevista explosiva de empresário agrava a situação dos Bolsonaro
Senador Humberto Costa: Suplente de Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho, confirma que integrantes da Polícia Federal anteciparam informações sobre a operação que investigava o escândalo "rachadinhas". Entenderam o interesse de Bolsonaro na PF do Rio de Janeiro?
Randolfe Rodrigues: A matéria da Folha revela que a interferência de Bolsonaro e de sua família na Polícia Federal, já ocorria antes mesmo do início de seu governo. As revelações feitas por Paulo Marinho são gravíssimas!
PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador
 
Empresário afirma que revelação foi feita a ele em 2018 pelo filho do presidente, que demitiu assessor para tentar prevenir desgaste
folha.uol.com.br
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Para ajudar a campanha de Bolsonaro de combate à corrupção, Sergio Moro vazou para a imprensa a delação mentirosa de Antonio Palocci contra o PT de Fernando Haddad que disputava a presidência com o candidato de Sergio Moro, dos procuradores e delegados da Lava Jato, a falsa delação de Palocci contra Lula, que foi preso por Moro, para não disputar as eleições de 2018.
 
Durantes as eleições, Paulo Guedes foi o pombo-correio do namoro de Moro com Bolsonaro. 
 
Eleito, Bolsonaro sela a negociação criminosa de dois ministérios para Moro. Ministério da Justiça. Ministério da Segurança. Pelos serviços prestados, Moro acha pouco. Exige uma pensão. Não existe legado, melhor espólio que ser ministro do Superior Tribunal de Justiça, STF, com pensão vitalícia para a esposa e a filha. 
 
Bolsonaro entrega a Moro o comando das forças policiais do Brasil. 
 
Para comandar a Polícia Federal, Moro convence Bolsonaro nomear Maurício Valeixo, o delegado que tentou sequestrar Lula numa prisão ilegal sob vara, e que depois prendeu Lula condenado por Moro, e que se negou a cumprir a soltura do ex-presidente, rasgando habeas corpus concedido pelo desembargador Rogério Favreto.
 
Com Sergio Moro ministro, Maurício Valeixo no comando da Polícia Federal, Fabrício Queiroz, Adriano Magalhães da Nóbrega e parceiros ficaram de fora da lista dos criminosos mais procurados do Brasil: Lista dos criminosos mais procurados do Brasil
 
 
 
 
 
 
06
Mai20

Brasil enfrenta pandemia sem governo, alertam Lula e ex-ministros da Saúde

Talis Andrade

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“O papel de um governo não é fazer encrenca, é tentar fazer com que administração funcione como uma orquestra”, advertiu o ex-presidente Lula em live na terça-feira (5), com participação dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa, José Gomes Temporão, Arthur Chioro e Alexandre Padilha. “Estamos desgovernados na pandemia, na economia e na governança mundial”, definiu Lula.

O ex-presidente Lula e os ex-ministros da Saúde defenderam a formação de um grande pacto nacional em defesa da vida, mobilizando toda a sociedade em torno de políticas econômicas, sociais e sanitárias. Todos defenderam o isolamento, com apoio social e econômico aos trabalhadores e aos mais pobres. “É preciso transmitir para a sociedade um sentimento de seriedade e de esperança”, disse Lula.

“Pela primeira vez na história da República, o Brasil está enfrentando uma epidemia, que ameaça à segurança da Nação e dos seus cidadãos, sem a participação e a presença do governo federal”, denuncia Temporão. Para o ex-ministro entre 2007 e 2010, além de não ajudar, como já identificaram as pesquisas, Bolsonaro atrapalha a luta contra a pandemia. “Quando o governo federal aparece é para piorar a situação, através da postura irresponsável e criminosa do presidente da República”.

País enfrenta dois inimigos

Para Humberto, o país enfrenta dois inimigos no combate à pandemia. “O primeiro é o próprio vírus que já demostrou sua capacidade de infectar as pessoas. O segundo inimigo, lamentavelmente, é o presidente da República”, destacou. “Ele sabota, desacredita e desobedece todas as recomendações feitas por autoridades internacionais e nacionais da área da saúde”, disse. Para o ex-ministro, a situação não é mais grave devido à mobilização de governadores e prefeitos.

“Diferentemente de outros chefes de Estado, o presidente tem sido um obstáculo para o enfrentamento a essa pandemia”, reafirmou Humberto Costa, o primeiro ministro da Saúde do governo Lula, entre 2003 e 2005. Para o atual senador pelo PT de Pernambuco, Bolsonaro “procura minimizar a gravidade do momento em que estamos vivendo”, denuncia o senador. Humberto destacou o papel das bancadas do PT no Senado e na Câmara na defesa de medidas para apoiar a população no combate à pandemia.

Defendendo o afastamento de Bolsonaro, o ex-ministro Arthur Chioro alertou que o país está sendo alvo de uma política de desmonte do Estado, na saúde pública e na economia. Sem políticas sociais e econômicas, as pessoas tem dificuldades de cumprir com as medidas de isolamento. Em consequência, “a periferização do Covid-19 está matando nas periferias”, denuncia Chioro, ministro da Saúde em 2014 e 2015.

Subordinação à ordem econômica

Na mesma direção, ex-ministro entre 2007 e 2010, Temporão afirma que o país vive um descolamento total entre a política econômica e a politica de saúde. “Nós tínhamos que ter nesse momento uma política econômica a serviço da saúde para dar sustentabilidade ao processo de isolamento social, à manutenção da vida das pessoas. Há uma subordinação à ordem econômica”.

Ex-ministro entre 2011 e 2014, Padilha defendeu a necessidade de uma articulação mundial para enfrentar a pandemia. Infelizmente, lamenta, “temos um presidente que a ONU classifica como genocida”.

Os ex-ministros acusaram Bolsonaro junto a ONU de violar o direito humano à saúde e à vida e de potencial genocídio por não cumprir as recomendações de autoridades sanitárias e da Organização Mundial da Saúde para a pandemia de Covid-19.

Hoje deputado federal, Alexandre Padilha (PT-SP) defendeu a proteção aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde e serviços essenciais que correm o risco da contaminação para atender às necessidades da população. Junto a Lula, Padilha convocou a solidariedade com os profissionais da saúde, afastados ou mesmo mortos pela infecção.

Só o Estado garante direitos

Para Lula e os ex-ministros, a superação da crise impõe a afirmação do papel estratégico do Estado na saúde e na economia, com o reconhecimento e a valorização do SUS, investimentos em educação, ciência e na produção. “Será que a gente vai passar mais um século vendo o mercado dizer como vai viver a sociedade”, questionou Lula. “Somente o Estado pode garantir os direitos de todos, independente do berço em que nasceram”.

Para os ex-ministros dos governos Lula e Dilma, diante da nova realidade mundial, o país precisa de investimentos, reconversão de indústrias e novas plantas industriais para produzir respiradores, máscaras, álcool em gel e medicamentos.

Os ex-ministros também ressaltaram a necessidade de debater o tema da propriedade das patentes da nova vacina, em pesquisa por mais de cem empresas, laboratório e governos do mundo. “A vacina tem que ser disponibilizada para todos os seres humanos”, sentenciou Lula.

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13
Fev20

Hans River é alvo de queixa-crime por mentir na CPMI das fake news

Talis Andrade

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Por Gabriel Valery

RBA

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News contou com uma atuação especial da bancada bolsonarista na sessão de ontem (11). Os deputados ligados ao presidente não fizeram questionamentos, apenas defenderam o depoente Hans River do Rio Nascimento, que comprovadamente mentiu sobre diversos temas.

Já na sessão de hoje, que recebeu dirigentes de empresas de telecomunicações e órgãos de regulamentação do setor, não apareceu ninguém da extrema-direita. Mesmo sem os bolsonaristas, as afirmações de Hans seguiram elevando a temperatura do debate na Casa. Uma série de parlamentares, incluindo a relatora da comissão, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), anunciou que entrará na Justiça contra Hans.

Além de mentir na CPMI, o que é crime, Hans difamou e fez ataques misóginos contra a jornalista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello, responsável por reportagem que revelou sua atuação na empresa Yacows, ligada ao disparo em massa de fake news durante as eleições de 2018. A profissional foi convidada para falar no Congresso sobre o tema na próxima terça-feira (18).

“A jornalista que foi aqui atacada contestou ponto por ponto as acusações feitas pelo depoente. Isso constitui, no mínimo, uma possibilidade de testemunho falso. Nessa situação comunico que a Comissão deveria tomar um posicionamento. Vamos encaminhar uma representação ao Ministério Público por falso testemunho”, disse Lídice.

Hans disse que Patrícia teria oferecido favores sexuais em troca de informações, fato que foi prontamente desmentido pela jornalista em matéria da Folha, com provas, como as fotos das telas de conversas entre os dois. A ofensa baixa foi, imediatamente após dita, abraçada por um dos filhos do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que ecoou a mentira tanto em suas redes sociais como na tribuna do Parlamento. Eduardo já fora delatado na CPMI como um dos principais articuladores de fake news durante o último processo eleitoral.

Efeito Bolsonaro

A deputada Natalia Bonavides (PT-RN), que ajudou a desmascarar as mentiras de Hans na sessão anterior, definiu a atitude do depoente como “representação do desrespeito com que o governo Bolsonaro trata a imprensa e os jornalistas”, disse, ao apontar as atitudes de bolsonaristas como tática de “desqualificar quem expõe os escândalos”.

“O filho do presidente prontamente reproduziu e buscou amplificar as mentiras do depoente com objetivo cristalino de tentar desqualificar uma jornalista que fez um trabalho serio e que expôs o submundo da campanha do Bolsonaro (…) Como foi contra mulher, tinha que ter crueldade, de objetificação, sexualização. Um machismo canalha a Patrícia foi vítima”, completou.

Mais escândalos

Afeto de Bolsonaro durante o período eleitoral, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) fez duras críticas ao contexto da CPMI. Antes da base do governo, Frota se distanciou após ser vítima das fake news do bolsonarismo. “Esse é o reflexo de ter no poder o Bolsonaro. Um caso sistêmico de um governo do mal, hipócrita”, disse.

O deputado direcionou suas críticas à bancada do PSL que defendeu Hans. “Corja de mentirosos, falsos moralistas e hipócritas que estavam aqui ontem. Inconsequentes e covardes (…) Assistimos a um sujeito tendencioso, mentiroso, um falso moralista engraçadinho que fez graça com quem aqui estava. Um covarde chamado Hans River que atacou a jornalista Campos Mello, que fez da CPMI um circo, aplaudido por aquela turma da Disney que fica aqui”, disse.

Entre os defensores de Hans, está o deputado Filipe Barros (PSL-SP). Um dos bolsonaristas mais extremistas, Barros foi alvo de uma nova denúncia da Folha. O parlamentar, pessoalmente, é administrador de grupos de WhattsApp que disseminam fake news e mensagens de ódio contra parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos grupos, ainda há espaço para fake news sobre o coronavírus, mensagens homofóbicas, teorias da conspiração e mensagens religiosas.

“Junto aos ataques e fake news, as mensagens compartilhadas trazem principalmente defesas e elogios a integrantes do governo federal e intensa campanha para coleta de assinaturas para a criação do novo partido de Bolsonaro”, afirma a matéria, assinada por Aiuri Rebello.

Sobre mais este flagrante de disseminação de fake news por grupos bolsonaristas, o senador Humberto Costa (PT-CE) cobrou ações. “Parlamentares, inclusive integrantes dessa CPI, são administradores de grupos de WhatsApp que são especializados na divulgação de notícias falsas, inclusive sobre parlamentares, membros do STF, presidentes da Câmara e do Senado. Algo incompatível com o decoro parlamentar. Estamos entrando com representação junto ao Conselho de Ética contra o parlamentar que faz parte dessa CPI e é um dos administradores deste grupo”, disse.

 

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28
Nov19

TRF-4 persegue Lula, desafia STF e desacredita a Justiça

Talis Andrade

Desembargadores "dobraram a aposta na mentira, chegando ao cinismo de responsabilizar Lula pela eleição de Bolsonaro e pela ascensão do terraplanismo"

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A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF-4) atuou hoje (27) não como corte de Justiça, mas como um pelotão de fuzilamento contra o ex-presidente Lula. Além de ignorar as nulidades do processo do Sitio de Atibaia e de mais uma vez combinar previamente o aumento da sentença injusta, a Turma desacatou abertamente o Supremo Tribunal Federal, num verdadeiro motim contra a hierarquia do Poder Judiciário e contra a ordem constitucional democrática do país.

A 8ª. Turma fez pior do que desobedecer a decisão do STF sobre a ordem das alegações finais, que garante ao réu o direito de falar por último, sob pena de nulidade do processo. O relator Gebran Neto simplesmente julgou e condenou o STF, alegando que a Corte Suprema teria criado indevidamente nova norma jurídica. E ainda ousou normatizar a decisão do STF, decidindo que só valerá para o futuro, em clara invasão de competência.

O julgamento desta tarde confirma o total descrédito em que o sistema judicial brasileiro foi lançado pela Lava Jato e seus principais operadores: Sérgio Moro e os procuradores de Curitiba, os membros da 8ª. Turma e o Ministério Público da 4ª. Região. Para julgar Lula, apenas 19 dias depois de ele ter saído da prisão, atropelaram 1.941 outros recursos semelhantes que estavam na frente. Sem amparo dos fatos, da lei ou do Direito, recorreram à manipulação de argumentos políticos, sem qualquer disfarce, ao invés de enfrentar o debate jurídico.

O objetivo sempre esteve claro desde o início dessa farsa judicial: é impedir o ex-presidente Lula de exercer a liberdade e seu direito de participar do processo político brasileiro. É mandar Lula de volta à prisão, sem crime, sem culpa, sem provas. É impor pela força a supremacia da Lava Jato sobre a ordem jurídica, sobre as instituições da República. É submeter o país ao arbítrio de um grupo político-ideológico que despreza o estado democrático de direito.

O julgamento atende ao inconformismo do governo de extrema-direita, de setores da mídia e do sistema judicial, pelo reconhecimento, pelo STF, do direito de Lula recorrer em liberdade da sentença injusta e ilegal do tríplex. Está em sintonia com as pressões para que o Congresso altere cláusula pétrea da Constituição. A partir de hoje não há mais como esconder que o projeto legislativo de prisão em segunda instância é, de fato, o projeto da prisão política de Lula.

Nunca foi tão claro o medo que eles têm de Lula livre, falando ao povo brasileiro como sempre fez. Por isso rejeitaram as gritantes nulidades da sentença que condenou o ex-presidente: a falta de juiz natural, o copia-e-cola da juíza Gabriela Hardt, o cerceamento da defesa, as provas de inocência. Por isso dobraram a aposta na mentira, chegando ao cinismo de responsabilizar Lula pela eleição de Bolsonaro e pela ascensão do terraplanismo.

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Enquanto prevalecerem os julgamentos de exceção e as condenações políticas, como vimos nessa tarde, o Judiciário brasileiro carregará a mancha do descrédito. Esse é o preço que o Brasil paga pelo sentimento de ódio e vingança dos que perseguem o ex-presidente Lula.

O Partido dos Trabalhadores lutará sem tréguas para que a verdadeira justiça seja feita e para que o país reencontre a plenitude do estado democrático de direito.

Gleisi Hoffmann, presidenta do Diretório Nacional do PT
Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados
Humberto Costa, Líder do PT no Senado Federal

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02
Nov19

Caiu na rede o currículo “secreto” de Sérgio Moro; assista

Talis Andrade

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Youssef bandido perdoado moro.jpg

 

 

por Esmael Moraes

Circula nas redes sociais um vídeo com o currículo “secreto” do ex-juiz Sérgio Moro. Na verdade, a peça não traz grandes novidades. Mas apresenta de forma resumida a trajetória meteórica do juiz.

O vídeo foi compartilhado pelo Senador Humberto Costa (PT-PE). Ele comentou que se trata de um currículo de ilegalidades. “Toga suja, agora aposentada. Trocada por um emprego dado por Bolsonaro.” Confira:

Este comentarista: O vídeo não revela que Sergio Moro safada e escandalosamente, conforme solicitação de Deltan Dallagnol, perdoou, alegando falta de provas, o chefe da máfia libanesa, Alberto Youssef, do tráfico internacional de drogas, diamantes e moedas. 

youssef opera de malandro.jpg

 

Lava-Jato  Youssef.jpg

 

20
Jun19

Senador diz que membros da Lava Jato obstruíram Justiça ao apagar mensagens do Telegram

Talis Andrade

Moro-dallagnol-telegram-.jpgSenador Humberto Costa, do PT-PE, diz que membros da Lava Jato obstruíram a Justiça ao apagar as mensagens no Telegram, que poderiam passar por perícias, após as revelações do The Intercept sobre os bastidores da Lava Jato.

O senador recorda que os celulares dos Procuradores eram celulares funcionais.  

Moro também se  esquivou dos pedidos de resgatar as conversas dele no Telegram, que ficam em servidor na nuvem .

 

Humberto Costa@senadorhumberto
 

Com essa informação, a gente descobre que a Força-tarefa da Lava Jato APAGOU todos os diálogos havidos no Telegram, muitos deles em celulares funcionais, para que as ilicitudes dos seus atos não viessem à tona. A isso, dá-se o nome de obstrução de justiça https://oglobo.globo.com/brasil/forca-tarefa-de-curitiba-diz-que-nao-ha-como-recuperar-historico-de-mensagens-23751970 

Força-tarefa de Curitiba diz que não há como recuperar histórico de mensagens

Procuradores da Lava-Jaton afirmam que tudo foi apagado no celular e na nuvem

Na nota, eles afirmam que desde abril vários de seus integrantes vêm constatando ataques criminosos às suas contas no aplicativo “Telegram”, inclusive com sequestro de identidade virtual, e que, por isso, descontinuaram o uso e desativaram as contas do aplicativo.

Mentira. Apagaram (ou tentaram apagar) depois da publicação da primeira reportagem do Intercept, no dia 13 de junho último, revelando os porões da república de Curitiba, e as mensagens secretas da corriola, que criou uma fundação secreta com o capital inicial de 2 bilhões e 567 milhões. Dinheiro desviado da Petrobras, depositado no dia 30 de janeiro último em uma conta gráfica na Caixa Econômica Federal de Curitiba. Vide comprovante:

Deltan DD fundão.png

A política de privacidade do aplicativo, contudo, informa que as mensagens só são excluídas dos servidores caso o interlocutor da pessoa - nesse caso o ministro da Justiça Sergio Moro - também delete as mensagens. No Senado,  Moro afirmou que as suas mensagens foram deletadas de seu aparelho .

LEIA MAIS : O que Moro disse no Senado sobre mensagens com Deltan Dallagnol

 
 

 

 

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