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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Abr21

Escândalo: hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares e 85% de leitos ociosos sem atender civis

Talis Andrade

Heleno atribui a ‘revisão de rotina’ de cirurgias ida de Bolsonaro a hospital de BrasíliaUnidades militares de saúde consumiram pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento da União em 2020

 

247 - As Forças Armadas divulgaram, pela primeira vez na pandemia, os dados sobre ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 nos hospitais militares, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com as planilhas, as Forças bloquearam leitos à espera de militares em enfermarias e em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e que há unidades com até 85% de vagas ociosas e elas não são abertas a pacientes civis. Os hospitais militares são mantidos com dinheiro público. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo

O TCU investiga possíveis irregularidades por parte de Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha, porque essas instituições não ofertaram a civis leitos destinados a pacientes com Covid-19 em unidades militares de saúde. As unidades consumiram pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento da União em 2020, apontou uma auditoria do tribunal.

Os auditores afirmaram que os hospitais militares deveriam fazer convênios com o Sistema Únido de Saúde (SUS) para ampliar atendimentos à população durante essa fase mais crítica da pandemia.

Segundo o tribunal, a reserva de vagas aos militares contraria os princípios da dignidade humana e viola o dever constitucional do Estado de oferecer acesso à saúde de forma universal.

O Ministério da Defesa pediu mais 10 dias para sistematizar os dados, o que foi autorizado pelo plenário do TCU no dia 24.

A pasta disse ter fornecido todos os dados ao TCU, a partir da determinação feita. "Os hospitais militares estão com número limitado de leitos, assim como os hospitais públicos. Esses dados estão disponíveis na internet e podem ser acessados, de maneira irrestrita, nos sites do HFA e das Forças Armadas".

O Exército afirmou que seu sistema é voltado aos militares, mas não afirmou se abriu alguma exceção a civis. A instituição divulgou a disponibilidade geral de leitos, não apenas para Covid-19. Segundo a força, 23 unidades de saúde têm 366 leitos, um terço do total. Em 14 delas, a ocupação geral é de 50% ou menos.

A Aeronáutica listou 27 unidades de saúde, das quais 14 têm leitos reservados a pacientes com Covid-19. Em quase todas não há vagas em UTIs, que estão lotadas, apontaram números atualizados na segunda-feira (5). Na UTI do Hospital de Aeronáutica de Recife, onde a ocupação é de 71,43%. 

Maior média de mortes

Nessa terça-feira (6), o Brasil bateu um novo recorde de mortes por Covid-19 e registrou 4.211 óbitos em 24 horas. São pelo menos 337,3 mil falecidos no País em decorrência da pandemia. 

A média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 2.775, uma variação de +22%, em comparação com a média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Jair Bolsonaro ainda fez ironias sobre o alto número de mortes por causa do coronavírus no Brasil. "O pessoal entrou naquela pilha de homofóbico, racista, fascista, torturador. Agora é o quê? Agora eu sou, que mata muita gente, como é que é o nome? Genocida. Agora eu sou genocida", disparou, dando risadas.

18
Mar21

O ministro que veio que nada mude

Talis Andrade

Três dias depois de indicado e em meio à maior crise sanitária da história, Queiroga não tem data para assumir; e não quer mudar nem “política” que produz a tragédia, nem a equipe militarizada que herdará.. E mais: a geopolítica de Lula por vacinas

18
Mar21

Traidores do povo são traidores da pátria

Talis Andrade

por Fernando Brito

- - -

Um país tem Forças Armadas para defender o seu povo, não para formar um clube de vantagens e cargos.

Com povo brasileiro em perigo, elas o estão defendendo?

Se estivéssemos perdendo quase três mil cidadãos a cada dia por bombardeiro inimigo, talvez (eu ia escrever certamente, mas já tenho dúvidas) o Exército Brasileiro estaria ensarilhando armas. Mas o Exército Brasileiro está mais preocupado com a preservação de um general patusco e incapaz, e com terceirizar para um civil colaboracionista o ônus do massacre que a população civil do Brasil está submetida.

Nem me ocupo da figura minúscula de Marcelo Queiroga, tão miúda que se presta a dar a cara, no dia mais terrível para os brasileiros, para dizer platitudes como “use máscara”, “use álcool em gel” e “precisamos salvar a economia”.

Você precisa salvar é vidas, seu oportunista sem caráter, que saiu de sua insignificância para ser o “sr. Ministro”.

Porque se tivesse caráter teria dito, ao menos dito, que era preciso mudar a rota do fracasso e não “dar continuidade” ao desastre Pazuello.

Mas ele é o capacho disponível para esta “desoneração” de responsabilidade dos generais que, na ânsia de engolir todo o poder, têm agora de vomitar os cargos que tomaram para si, mas não conseguiram digerir e administrar.

Está evidente que do novo ministro exigiram, além da submissão às ideias imbecis do presidente da República, também a defesa daquele general que, por submeter-se a elas, tornou-se inseparável cúmplice da mortandade.

Que é maior do que a se noticia, pois estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro estão, claramente, represando os dados de um morticínio que, com toda a certeza, já passaram de 3 mil.

As “instituições” estão mentindo descaradamente, e mentira inútil, porque os cadáveres brotam aos borbotões.

A verdade é que não tem política de isolamento, não tem vacina e as pessoas responsáveis estão brincando com isso, estão brincando de dizer que há uma vacinação no Brasil, com vacinas de não sei quem e não sei quando.

Não há.

Há uma tragédia anunciada. Há meio milhão de brasileiros mortos no horizonte não distante.

Militares que desdenham disso, que não reagem a isso, não venham dizer como disse Mourão, que a responsabilidade é do Presidente.

Foram vocês que os colocaram lá e devem satisfações ao país. Digam não , freiem o monstro que vocês criaram.

Porque, ainda que seja o último suspiro dos que amam este país e seu povo, vocês pagarão por isso.

18
Mar21

Forças Armadas são investigadas por não ofertar leitos de unidades militares de saúde durante pandemia

Talis Andrade

Hospital das Forças Armadas (HFA)

O Tribunal de Contas da União está investigando as Forças Armadas por não ofertar leitos de hospitais militares durante a pandemia. Acontece a mesma desumanindade com os hospitais das polícias

247 - O TCU (Tribunal de Contas da União) investiga irregularidades por parte das Forças Armadas por não terem ofertado a civis leitos destinados a pacientes com Covid-19 em unidades militares de saúde.

Essas unidades de saúde se recusam a divulgar a ocupação e a disponibilidade de leitos para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, informa a Folha de S.Paulo.

O Ministério da Defesa e as três Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica -devem informar a disponibilização diária de leitos de enfermaria e UTI, em cada unidade de saúde militar, destinados a pacientes com Covid-19, segundo determinação do ministro Benjamin Zymler do TCU.

Esses dados devem ser fornecidos num prazo de cinco dias úteis ao Ministério da Saúde, às secretarias estaduais de Saúde e à população em geral. 

O TCU constatou por exemplo que existiam leitos ociosos em unidade militar de saúde em Manaus, reservados a militares, enquanto a rede pública local vivia em janeiro um colapso generalizado. 

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