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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

23
Fev24

‘Israel conclamou os líderes do mundo a criticarem as falas de Lula. Não aconteceu nada.’

Talis Andrade
Cientista político e professor da UFMG, Dawisson Lopes minimiza efeitos diplomáticos da declaração de Lula sobre Holocausto

 


A declaração do presidente Lula, ao comparar o genocídio em Gaza ao Holocausto contra judeus, abalou as relações diplomáticas entre Brasil e Israel e rendeu uma longa – senão histérica – a cobertura da imprensa nacional. A fala foi feita durante um encontro da União Africana, na Etiópia, após Israel prometer novos ataques em Rafah, local onde os palestinos tentam fugir dos inúmeros bombardeiros. 

Desde então, o governo israelense considerou Lula “persona non grata” no país. O presidente brasileiro, por sua vez, convocou de volta o embaixador que estava em Tel Aviv. Israel seguiu com provocações nas redes sociais, usando contas oficiais de governos e autoridades.

Ainda que a grande mídia brasileira tenha gastado quase dois dias inteiros criticando Lula e o estremecimento das relações entre os países, Dawisson Lopes, cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, não vê preocupação – tampouco novidade – nesse impasse diplomático. 

“Essa é uma não crise. Quando se liga a televisão no Brasil, você é bombardeado por vários aspectos – pouca factualidade, mas muita análise moral e histórica. Mas esse não é um tema internacional de grande relevância”, argumentou. 

Em entrevista ao Intercept Brasil, Lopes relembrou outros momentos de tensão entre os dois países, desde 1975. E avaliou positivamente o discurso de Lula. “A fala dele, da forma estridente como foi, chegou a muitos lugares, isso é inegável. Não tenho dúvida de que o Lula levou em conta esse alcance da sua voz, e essa possibilidade de se tornar um guardião dos interesses do sul do planeta, quando comparou o que acontece agora em Gaza com o Holocausto na II Guerra Mundial”.

 

Carol Castro entrevista Dawisson Lopes 

 

Intercept – Qual o impacto da fala de Lula sobre o Holocausto internacionalmente? De fato, existe uma pressão da comunidade internacional sobre isso?

Dawisson Lopes – A crise que envolve Brasil e Israel deslanchou no último domingo, mas já vinha, de certa maneira, crescendo. Já havia um tensionamento prévio entre as partes há algum tempo e envolve apenas Brasil e Israel. Não é uma crise internacional, não tem escalabilidade, não tem razão para enredar outros atores. E, de resto, não há nenhum sinal, nenhum vestígio de que a comunidade internacional possa abraçar as reivindicações de Israel. 

Isaac Herzog, presidente de Israel, conclamou os líderes do mundo a criticarem as falas de Lula e não aconteceu rigorosamente nada. Essa é uma não crise. Embora se tenha essa impressão quando se liga a televisão no Brasil e você é bombardeado por vários aspectos – pouca factualidade, mas muita análise moral e histórica. Mas esse não é um tema internacional de qualquer relevância e o que está acontecendo com essa chamada dos diplomatas, isso é o beabá da diplomacia. Acontece o tempo todo em todos os lugares.

Não há nada de extraordinário nessa troca verbal. E acho que em algum momento futuro, não agora, mas em algum momento futuro os países retomam relações em níveis mais altos, os governos mudam. O governo de Israel na atualidade é muito contestado. Não tem muita popularidade internamente. Então, talvez esse seja um horizonte possível, havendo mudanças, sobretudo em Israel, da coalizão que governa, que é de ultradireita, acho que as relações tendem a ser retomadas num patamar mais elevado. Óbvio, fica condicionado ao fim da guerra em Gaza, de um equacionamento minimamente justo do que está acontecendo hoje naquela parte do mundo.

 

Por que a mídia brasileira tem explorado isso tão exageradamente?

De uns tempos para cá, e acho que essa é uma tendência das últimas duas décadas, temas de política exterior ganharam saliência. As partes – os partidos políticos, os atores da sociedade civil, começaram a explorar mais a política exterior no valor político eleitoral que essa agenda pode ter. 

A literatura de relações internacionais e a ciência política vão sugerir que essa não é uma relação tão objetiva e imediata. As pessoas não votam, não formam suas preferências políticas a partir de posições do governo de políticas exteriores. Ainda assim ganhou saliência.Isaac Herzog, presidente de Israel, conclamou os líderes do mundo a criticarem as falas de Lula e não aconteceu rigorosamente nada. Essa é uma não crise.

A grande imprensa brasileira, a imprensa liberal e hegemônica, acaba tendo uma postura hoje muito de oposição política muito entrincheirada e que utiliza essa política exterior, temas internacionais para questionar o governo e contestar as orientações desse governo. Acho que essa é uma razão importante. 

A outra razão importante é que estamos falando de um grupo de interesse, a comunidade judaica organizada no Brasil, os judeus no Brasil são cerca de 150 mil, mas que conseguem se organizar e fazer pressão, tem um lobby muito bem organizado por meio de organizações ostensivamente voltadas para busca dos interesses de Israel. Estou falando de Instituto Brasil Israel, Conib, StandWithUs. Existe uma organização da busca por interesses desses grupos por pressão que ajuda a explicar porque foi feito tanto barulho. São atores poderosos com boas alavancas de poder que conseguiram pautar e imprimir um viés muito claro nessa discussão.

 

A fala de Lula pressiona Israel a rever o posicionamento em relação à guerra? Estimula outros líderes mundiais a subirem o tom?

Israel parece blindado nesse momento. Aconteça o que acontecer, Tel Aviv não está muito sensível às reivindicações, tem dito o tempo todo que o processo que se desenrola na Corte Internacional de Justiça não será observado, não balizará a tomada de decisão. 

Então, não vejo a fala de Lula como algo que irá mudar o jogo. Mas o Lula conseguirá se projetar a partir desse momento como talvez a principal liderança do sul global. Ao lado de Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, o Lula é quem tem as melhores condições de vocalizar as pautas desse grande consórcio de países, uns 130 ou 140 países no mundo, a que se convencionou chamar de sul global. Estou falando de América Latina e Caribe, África, Ásia, Oceania e Pacífico Sul. 

Esses países encontram numa personalidade como o Lula uma representação forte. E a fala dele, da forma estridente como foi, chegou a muitos lugares, isso é inegável. O que vem na sequência é uma incógnita, mas não tenho dúvida de que o Lula levou em conta esse alcance da sua voz, e essa possibilidade de se tornar um guardião dos interesses do sul do planeta quando construiu de forma retórica a comparação do que acontece agora em Gaza com o Holocausto na Segunda Guerra Mundial. [continua] 

29
Out23

Israel não tem solução para Gaza depois da guerra, alertam especialistas

Talis Andrade
 

Palestinos estão sem comunicação — Foto: EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK

Palestinos estão sem comunicação — Foto: EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK

Por Paul Adams, BBC News

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu “mudar o Médio Oriente”. O presidente americano Joe Biden disse que “não há como voltar atrás”. Mas a medida que as forças israelenses intensificam os seus ataques à Faixa de Gaza e emitem novos e urgentes avisos aos palestinianos irem para o sul, para onde vai a guerra e o que vem a seguir?

Israel continua dizendo que pretende destruir o Hamas “militar e politicamente”.

Mas, para além da aplicação de um poderio militar implacável e esmagador, não está claro como esta ambição sem precedentes será alcançada.

“Você não pode tomar uma atitude tão drástica sem um plano para o dia seguinte”, afirma Michael Milshtein, chefe do grupo de estudos palestinos do Centro Moshe Dayan, da Universidade de Tel Aviv.

Ex-membro da inteligência militar de Israel, Milshtein, teme que não tenha existido esse planejamento.

Diplomatas europeus dizem que estão conduzindo discussões intensas com Israel sobre o futuro, mas que até agora nada está claro.

"Você pode esboçar algumas ideias no papel, mas torná-las reais exige semanas, meses de diplomacia”, disse um deles, que pediu anonimato.

Planos militares existem - desde a destruição da capacidade militar do Hamas até a tomada de boa parte da Faixa de Gaza. Mas fontes ouvidas pela BBC com longa experiência em crises do tipo dizem que o planejamento não vai além disso.

“Não creio que exista uma solução viável e funcional para Gaza para o momento seguinte ao da evacuação das nossas forças”, afirma Haim Tomer, ex-membro do Mossad, o serviço secreto de Israel.

Os israelenses são praticamente unânimes sobre o desejo de derrotar o Hamas e não permitir mais que eles governem Gaza.

Mas o Hamas, diz Milshtein, é uma ideia - não algo que Israel possa simplesmente apagar.

Ele faz um paralelo com o Iraque em 2003, quando as forças lideradas pelos EUA tentaram remover todos os vestígios do regime de Saddam Hussein. O plano foi um desastre, diz.

Deixou centenas de milhares de funcionários públicos iraquianos e membros das forças armadas sem trabalho, lançando as sementes para uma insurreição devastadora.

Veteranos americanos desse conflito estão em Israel, conversando com os militares israelenses sobre as suas experiências em lugares como Falluja e Mosul.

“Espero que expliquem que cometeram alguns erros enormes no Iraque”, diz Milshtein.

"Israel não pode ter a ilusão de erradicar o partido no poder ou mudar a opinião das pessoas. Isso não vai acontecer."

Os palestinos concordam.

“O Hamas é uma organização popular de base”, diz Mustafa Barghouti, presidente da Iniciativa Nacional Palestina. “Se quiserem remover o Hamas, terão de fazer uma limpeza étnica em toda Gaza.”

Essa ideia - de que Israel pretende forçar centenas de milhares de palestinianos a sair da Faixa de Gaza e a entrar no Egito - está despertando os medos palestinianos mais profundos.

Para uma população já constituída em grande parte por refugiados - que fugiram ou foram expulsos das suas casas quando Israel foi fundado - a ideia de outro êxodo em massa evoca memórias dos acontecimentos traumáticos de 1948.

“Fugir significa uma passagem só de ida”, diz Diana Buttu, ex-porta-voz da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Giora Eiland, ex-chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, diz que a única forma do país concretizar as suas ambições militares em Gaza sem matar muitos palestinianos inocentes é a evacuação dos civis.

O pedido de Joe Biden de financiamento ao Congresso para apoiar Israel e Ucrânia é outro fator que gera temor entre os palestinos.

Até agora, Israel não disse oficialmente que quer que os palestinianos atravessem a fronteira. As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram repetidamente aos civis que se deslocassem para “áreas seguras” mal definidas no sul.

Mas o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sissi, alertou que a guerra de Israel em Gaza pode ser “uma tentativa de forçar os habitantes civis a migrar para o Egipto”.

Supondo que ainda existam palestinos em Gaza quando a guerra acabar, quem irá governá-los?

“Essa é a pergunta de um milhão de dólares”, diz Milshtein.

Israel, diz ele, deveria apoiar a criação de uma nova administração, dirigida pelos habitantes de Gaza, com a adesão dos líderes locais e o apoio dos EUA, do Egito e talvez da Arábia Saudita. A nova administração deveria também incluir líderes do Fatah, o grupo palestino que hoje controla Autoridade Palestina (ANP) na Cisjordân ia e que o Hamas expulsou de Gaza.

Hoje, no entanto, a ANP e seu presidente Mahmud Abbas são impopulares entre os palestinianos na Faixa de Gaza.

Diana Buttu diz que a ANP pode até querer regressar a Gaza, mas não “nas costas de um tanque israelense”.

A veterana palestina Hanan Ashrawi, que foi membro da ANP na década de 1990, irrita-se com a ideia de que estrangeiros, incluindo Israel, tentarão mais uma vez determinar como os palestinianos conduzem suas vidas.

“As pessoas pensam que é um tabuleiro de xadrez e que podem mover alguns peões aqui e ali e dar um xeque-mate no final. Isso não vai acontecer”, diz ela.

Entre aqueles que já lidaram com guerras em Gaza antes, há uma profunda apreensão e uma sensação de que quase tudo já foi tentado antes.

O ex-oficial do Mossad Haim Tomer diz que suspenderia as operações militares por um mês, num esforço para retirar os reféns primeiro.

Em 2012, após uma ronda anterior de combates em Gaza, ele acompanhou o diretor da Mossad ao Cairo para conversas que resultaram num cessar-fogo. Os representantes do Hamas, diz ele, estavam presentes, com as autoridades egípcias fazendo o meio campo. Um mecanismo semelhante deveria ser utilizado novamente, diz ele, mesmo que Israel tivesse que libertar prisioneiros.

"Não me importo se libertarmos alguns milhares de prisioneiros do Hamas. Quero ver os reféns voltando para casa."

Israel, diz ele, poderia então decidir se retoma as operações militares em grande escala ou optaria por um cessar-fogo de longo prazo.

Vídeo: Embaixadas dos Estados Unidos e de Israel foram alvos de protestos e ameaças após o bombardeio de um hospital na Faixa de Gaza que deixou quase 500 mortos na noite desta terça-feira (17).
 

Vídeo: Aconteceu sexta-feira última (27) uma série de protestos pró-Palestina. A comunicação foi cortada da Faixa de Gaza, num gesto considerado por diplomatas estrangeiros como um sinal de que existe um risco iminente de uma ofensiva militar ainda maior sobre a região.
 
Vídeo: Manifestações pró-Palestina se espalham pelo mundo inteiro
 

 Vídeo: Milhares de pessoas foram às ruas pelo mundo, neste sábado (28), para protestarem a favor da Palestina. Os manifestantes, que exibem bandeiras pró-palestina, pedem o fim dos bombardeios na Faixa de Gaza, que já mataram mais de 7 mil palestinos.
 

Vídeo: Uma manifestação de apoio à Palestina, e que pedia o cessar-fogo do governo israelense, acabou em confronto com a polícia, no último sábado (21) em Nova York, EUA. A 'marcha' pelo povo palestino, que atravessou bairros como Queen e Brooklyn de forma pacífica, terminou com confronto entre manifestantes e policiais.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28
Out23

Nações Unidas aprovam resolução por cessar-fogo em Gaza

Talis Andrade
Membros da Assembleia Geral das Nações Unidas votam uma resolução na 10ª Sessão Especial de Emergência sobre a situação no Território Palestino Ocupado. Foto: United Nations

 

Encabeçada pela Jordânia foi aprovada por 120 votos a favor e 14 contra

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (27/10) uma resolução liderada pela Jordânia apelando por uma “trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada” entre o exército de Israel e os militares do grupo extremista Hamas na região de Gaza.

O texto foi aprovado por 120 votos a favor, 14 contra (entre eles Estados Unidos e Israel) e 45 abstenções, naquela que é a primeira resposta formal às hostilidades em curso na Palestina desde os ataques de 07 de outubro, após quatro reuniões sem consenso por parte do Conselho de Segurança.

A proposta exige ainda o fornecimento “contínuo, suficiente e sem entraves” de fornecimentos e serviços vitais para os civis presos dentro do enclave, uma vez que as notícias sugerem que Israel expandiu as operações terrestres e intensificou a sua campanha de bombardeamentos.

Apela também à “libertação imediata e incondicional” de todos os civis mantidos em cativeiro, bem como exige a sua segurança, bem-estar e tratamento humano, em conformidade com o direito internacional.

Uma proposta enviada pelo Canadá, que adicionava a condenação inequívoca aos ataques terroristas do Hamas em Israel a partir de 7 de outubro e o sequestro de reféns, não obteve apoio suficiente e foi rejeitada.

Na Assembleia Geral, os 193 Estados-Membros têm direito a um voto cada, e, ao contrário do Conselho de Segurança, não existem vetos.

 

Posição brasileira

Sérgio França Danese, embaixador e representante permanente do Brasil na ONU, expressou “condenação inequívoca” aos ataques terroristas hediondos do Hamas, incluindo o sequestro de reféns.

Ele também “condenou claramente” os ataques que indiscriminadamente matam e ferem civis e destroem casas na Faixa de Gaza, privando-os de ferramentas básicas para sobrevivência.

Danese saudou a sessão de emergência depois o Conselho de Segurança não aprovar nenhuma das quatro propostas de resolução sobre a crise, incluindo a proposta brasileira, que recebeu 12 votos a favor.

O país votou a favor dos dois textos apresentados na Assembleia Geral nesta sexta-feira.

O apoio dado pelos membros do Conselho à resolução “indica que se tratava de um texto equilibrado”, descreveu a resolução como “firmemente fundamentada” no direito humanitário internacional e nos direitos humanos e “fundamentalmente comprometida com o imperativo humanitário”.

26
Out23

Filho de Benjamin Netanyahu está nos Estados Unidos e reservistas de Israel questionam por que ele não foi convocado

Talis Andrade

filho ditador yair-benjamin-netanyahu.jpg

Benjamin Netanyahu e o filho Yair — Foto: Instagram (@yair_netanyahu)

 

Yair Netanyahu continua na Florida, onde vive, apesar de ter idade para atuar no conflito

 

Soldados israelenses reclamam a presença do filho do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O motivo: enquanto o Estado judeu vive o maior confronto desde a data de sua criação, em 1948, Yair Netanyahu, de 32 anos, segue em Miami, no estado da Flórida (EUA), de acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico "The Times".

Os soldados israelenses contestam o porquê do filho do premier não ter sido chamado à guerra, apesar de ter idade para atuar no conflito. Cerca de 360 mil reservistas foram convocados para defender Israel no conflito. De acordo com a publicação inglesa, Yair Netanyahu vive nos Estados Unidos desde abril deste ano, atuando como voluntário em ONGs.

"Yair está aproveitando a sua vida em Miami enquanto eu estou na linha de frente", afirmou um soldado, que atua no conflito, ao "Times".

O mesmo soldado, cujo nome não foi revelado pelo jornal, afirma que Yair Netanyahu faz parte do grupo responsável pela guerra. Os soldados israelenses também afirmam que a ausência do filho do premier causa um vácuo na confiança deles no governo israelense.

— Somos nós quem deixamos nosso trabalho, nossa família e crianças para proteger nossas famílias em casa, e não as pessoas que são responsáveis por essa situação — diz o soldado não identificado. — Nossos irmãos, nossos pais e nossos filhos estão todos indo para a linha de frente, mas Yair ainda não está aqui. Isso não ajuda a construir confiança na liderança do país.

ditador filho yair-netanyahu.jpg

Yair Netanyahu vive nos Estados Unidos desde abril, apesar de ter idade para atuar na guerra — Foto: Instagram (@yair_netanyahu)

 

Nas redes sociais, o filho de Netanyahu não se abstém de comentar a situação pela qual Israel vive. Desde o início da guerra entre o Estado judeu e o grupo terrorista Hamas, em 7 de outubro deste mês, ele vem publicando homenagens a amigos que morreram vítimas do conflito, além de mensagens de apoio ao país.

"Estamos unidos. Nós vamos vingar. Nós vamos vencer", escreveu em 11 de outubro, na primeira publicação sobre a guerra. Além das mensagens de apoio, ele vem divulgando links para vaquinhas online, cujo objetivo, segundo ele, é ajudar soldados feridos.

Leia sobre as mortes dos fihos inocentes:

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