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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Mai20

Conheça os primeiros nomes das milícias digitais que estão sendo investigados a partir de hoje

Talis Andrade

Shahrokh Heidari  assédio.jpg

 

A corrupção da informação precisa ser combatida, punindo os financiadores, e todos os pseudos jornalistas que propagam mentiras, meias-verdades e, principalmente, injúrias,  difamações, ameaças, bullyng, assédio, calúnia, abusos e falsidades. 

Sem nenhum compromisso com a ética, com a verdade, as principais fontes de informações criminosas hoje estão a serviço de Jair Bolsonaro (a família presidencial) e de Sérgio Moro (a lava jato, a república de Curitiba). 

Nas eleições de 2018, estes dois núcleos de informações persuasivas influenciaram os resultados das urnas, tornando vitoriosas as campanhas de candidatos da extrema direita para presidente-e-vice, para governadores estaduais, senadores e deputados federais e estaduais mais votados. 

A propagação do ódio, do medo, o terrorismo da informação vão aparecer no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal  — conhecido como Inquérito das Fake News, que apura a produção de informações falsas e ameaças aos ministros do STF. 

É preciso também investigar se esses bandos possuem braços armados, que as eleições de 2018 foram marcadas por agressões físicas e assédios judicial e policial. 

Discursando em seminário da Abraji, os ministros do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes foram enfáticos na defesa da liberdade de expressão como valor central da democracia, mas alertaram que ela não deve ser usada como preceito para disseminar desinformação. Os magistrados também defenderam o fortalecimento do jornalismo profissional.

Já foram identificados quatro financiadores das milícias digitais: Edgard Corona, Luciano Hang, Reynaldo Bianchi Júnior e Winston Rodrigues, e determinada a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos quatro para o período entre julho de 2018 e abril de 2020.

O ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, fez uma retomada histórica. “Minha relação com a imprensa é intensa e antiga. Descobri o Brasil ‘não oficial’ por meio do jornalismo, em 1975, com o assassinato do jornalista Vladimir Herzog e a simulação desonrosa da prática de suicídio. Descobri um país no qual, por trás da retórica do milagre econômico, faltavam liberdades essenciais e se torturavam adversários do regime. Foi um choque de realidade. A partir dali, comecei a ser um pensador crítico do regime e da sociedade”.

Barroso reforçou que, após o período de redemocratização, “houve tropeços” na manutenção da liberdade de imprensa, mas que também houve êxitos. O ministro citou como exemplo a revogação, em 2009, da Lei de Imprensa, mecanismo do período ditatorial vigente no país décadas após a promulgação da Constituição Cidadã, e reafirmou o compromisso do STF com a manutenção da liberdade de imprensa como pressuposto decisivo na preservação da cultura, da memória e da história do país.

“Convivi anos com a censura, que se impunha em nome da moral, da família, dos bons costumes e de outros pretextos de intolerância. Desde cedo me convenci de que a censura oscila entre o arbítrio, o capricho, o preconceito e o ridículo”, disse.

O ministro também lembrou uma tendência mundial de fragilização das democracias. “O mundo vive hoje um surto de democracias iliberais, que são a conjugação do conservadorismo intolerante, do populismo e do autoritarismo. Em grande parte desses regimes, líderes eleitos pelo voto popular vão desconstruindo regras da democracia, entre elas a liberdade de imprensa”.

O ministro Alexandre de Moraes, que encerrou o seminário, defendeu "o dever da imprensa de levar informações à população para que, dentro de um mercado livre de ideias, haja possibilidade de se chegar a consensos". Mas fez uma ressalva: "essa liberdade não pode se confundir com irresponsabilidade, ou com a possibilidade de, sob o falso manto da liberdade de expressão, fazerem-se associações criminosas”, disse.

“Ao mesmo tempo, não podemos confundir a responsabilização desses atos com qualquer possibilidade de censura prévia ou cerceamento do direito de a pessoa se expressar”, completou.

“Não é possível que novas formas de mídia se organizem com a finalidade de propagar discursos racistas, discriminatórios, de ódio ou contra democracias”, exemplificou o magistrado.

Moraes também reafirmou que as instituições do Judiciário devem ser firmes na responsabilização de agressores da imprensa e de jornalistas. “Se tivermos jornalistas amedrontados por ameaças, sejam físicas, sejam virtuais, estamos abrindo mão da liberdade de imprensa. Ela não é construída por robôs. O que é disseminado por robôs são as fake news”.

O seminário foi uma realização da Abraji e do Conselho Federal da OAB, com apoio da ESPM e da Faculdade de Direito da USP.

A Polícia Federal realizou buscas e apreensões nesta quinta-feira (27) no âmbito do Inquérito das Fake News.

São investigados:

  • Luciano Hang (SC): empresário, dono da Havan, apoiou Bolsonaro durante a eleição de 2018 e segue aliado do presidente
  • Roberto Jefferson (RJ): ex-deputado federal preso no Mensalão. Seu partido, o PTB, declarou apoio a Bolsonaro em 2018. Nas redes, tem defendido o presidente e criticado o STF, pedindo que Bolsonaro aposente compulsoriamente os ministros
  • Allan dos Santos (DF): blogueiro, é apoiador de Bolsonaro e um dos fundadores do site "Terça Livre"
  • Sara Winter (DF): blogueira. Em uma rede social, se define como "ativista pró-vida e pró-família, analista política e conferencista internacional"
  • Winston Lima (DF): blogueiro, dono do canal no YouTube "Cafezinho com Pimenta", onde transmite diariamente as falas de Bolsonaro na saída do Palácio do Alvorada. Promove manifestações de apoio ao presidente
  • Edgard Corona (SP): empresário, dono das redes de academia SmartFit e BioRitmo (SP)
  • Edson Pires Salomão (SP): assessor parlamentar do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP)
  • Enzo Leonardo Suzi (SP): youtuber no canal no YouTube "Enzuh" e apoiador do governo Bolsonaro
  • Marcos Bellizia (SP): um dos líderes do movimento "Nas Ruas", que foi fundado em 2011 por Carla Zambelli, hoje deputada federal. O grupo organizava manifestações populares, em geral contra a corrupção
  • Otavio Fakhoury (SP): Investidor do setor imobiliário, um dos fundadores do partido Aliança para o Brasil, que está sendo formado em torno de Bolsonaro, e colaborador do site conservador  "Crítica Nacional"
  • Rafael Moreno (SP)
  • Rodrigo Barbosa Ribeiro (SP): assessor parlamentar do deputado Douglas Garcia (PSL) e líder do "Movimento Conservador" em Araraquara
  • Paulo Gonçalves Bezerra (RJ)
  • Reynaldo Bianchi Júnior (RJ): humorista, músico e palestrante
  • Bernardo Kuster (PR): em uma rede social, se define como diretor de opinião do jornal "Brasil Sem Medo". O veículo tem como presidente de seu conselho editorial Olavo de Carvalho, ideólogo do qual Bolsonaro se declarou, em 2019, um admirador
  • Eduardo Fabris Portella (PR)
  • Marcelo Stachin (MT): nas redes sociais, é defensor de Bolsonaro e com frequência se manifesta contrário ao STF
     
     
    William De Lucca
    @delucca
     
    O nome do Fernando Holiday é Fernando Silva Bispo. O nome da Sara Winter é Sara Fernanda Giromini. Essa gente da direita não é só colonizada, mas também é brega na hora de escolher o nome político, né?
 

 

 

15
Ago19

Deltan não poupou nem os próprios colegas procuradores das suas trapaças

Talis Andrade

deltan holiday e bolsonaro

              

Deltan Dallagnol, o trapaceiro que usou o cargo de procurador da República para praticar crimes e satisfazer suas ambições pessoais e de poder, está totalmente desmascarado.

As mensagens do Intercept oferecem características suficientes para se traçar um perfil consistente e completo – psicológico, sociológico e ideológico – deste embusteiro de traços messiânicos que empregava um discurso falso-moralista em proveito próprio e, simultaneamente, em benefício de um projeto fascista de poder.

O cardápio de trapaças do Deltan é bastante diversificado. Abarca desde desvio funcional, prevaricação e fraude processual até ilegalidades, farsas jurídicas e formação de quadrilha.

O que as mensagens do Intercept também demonstram é que Deltan, um trapaceiro total e em tempo integral, não poupou nem mesmo os próprios colegas das suas trapaças.

Em 20 de outubro de 2016, depois de conter o ego e acatar o conselho do “Assessor 1” de imprensa para não participar de solenidade do Fórum de Liberdade e Democracia, do direitista Instituto de Formação de Líderes de São Paulo [IFL], na qual os “leprosos” Jair Bolsonaro e Fernando Holiday estariam presentes, Deltan sacanamente pediu que o colega Roberto Livianu o representasse para receber a homenagem.

deltan pede a livianu para substituí-lo

Livianu, outro personagem cuja vaidade é infinitamente superior à estatura intelectual e profissional, e sem ser informado por Deltan das presenças “leprosas”, aceitou representá-lo no evento.

Livianu

Envaidecido, depois da cerimônia um orgulhoso Roberto Livianu publicou o seguinte tweet: “Prêmio Liberdade 2016 do IFL para a Força-Tarefa do MPF na Lava Jato. A pedido de Deltan compareci honrado para receber em nome dos colegas.

O que Roberto Livianu não sabia, entretanto, é que Deltan o fez de tolo; soube tirar proveito da vaidade do perfumado, paulista e branco promotor.

Tempos depois, quando Livianu encaminhou a “honraria” a Curitiba pelas mãos do Roberson Pozzebon, o Robito, sócio do Deltan no lucrativo mercado de palestras, um debochado Deltan fez chacota de Livianu com seus colegas no Telegram: “Prêmio bonitão heim??? Esse é aquele em que ele [ele é Roberto Livianu, feito de tolinho] nos representou quando cancelei a ida para SP porque é um instituto liberal e estariam lá Bolsonaro e outros radicais de direita… guiness!! Kkkk kkkk”.

deltan faz chacota de livianu

Deltan, assim como seu chefe e comparsa Sérgio Moro, só sobrevivem porque, se eles caem, cai a casa da oligarquia e cai também a casa do governo miliciano.

18
Mar19

FRACASSA MOBILIZAÇÃO DA EXTREMA-DIREITA CONTRA O STF E A DEMOCRACIA

Talis Andrade

247 - A ofensiva do bolsonarismo contra o Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (17) foi um fracasso; grupos de extrema-direita como MBL e Vem pra Rua prometeram grandes mobilizações em todo o país contra a Suprema Corte, pedindo "o impeachment" de todos os seus membros, uma possibilidade inexistente nos marcos da Constituição. No entanto, nas principais cidades do País, as manifestações foram marcadas pela presença de apenas dezenas de pessoas. 

Centro-oeste

O fiasco das manifestações começou logo no início da manhã de domingo, em Brasília. Em frente ao STF, um grupo de no máximo 50 pessoas gritava que o "STF era um puxadinho do PT". Em Goiás, a cena não era diferente. Dezenas de pessoas gritavam "fora STF".

Sudeste

O fiasco foi saudado com ironia:

Vídeo incorporado
v.torres@vitortorres
 

São BILHÕES de pessoas nas ruas do RJ nesse momento. O clima de protesto é contagiante!

No Rio de Janeiro apenas  alguns gatos pingados gritavam "vergonha, vergonha nacional", fazendo uma paródia com a música de Ivete Sangalo, como se vê no vídeo acima.

Em São Paulo, nem mesmo as vias fechadas e as "personalidades" do MBL como "Mamãe falei" e Fernando Holiday atraíram a multidão para a causa da Lava Jato e contra o STF. No local, centenas de pessoas aglomeravam-se no vão do Masp para ouvir os jovens de extrema-direita.

Em Belo Horizonte, a manifestação também não ultrapassou a barreira das centenas de pessoas. 

Sul

No sul, região com grande apelo conservador, a manifestação em Florianópolis também seguiu murcha e não passou de 50 pessoas. Já em Curitiba, escreve  Fernando Morais:

a metralhadora da velha senhora.jpg

 

Manifestação pedindo intervenção militar no STF - Supremo Tribunal Federal - reuniu uma dúzia de pessoas em Curitiba neste domingo. Uma das manifestantes, esta senhora só aceitou ser fotografada desde que pudesse exibir o pingente que carrega no pescoço, preso a um cordão: a miniatura dourada de uma submetralhadora Uzi. (Foto Eduardo Matysiak)

O que esta em jogo 

O movimento "pelo fim do STF" ganhou impulso depois que Bolsonaro (presidente da República) postou vídeo de um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, com ataques ao STF.

O estopim da mobilização da extrema-direita foi a decisão do STF de determinar que os processos relativos a uso de caixa 2 nas campanhas eleitorais sejam julgados pela Justiça Eleitoral e não mais pela Justiça Comum. Na decisão, na última quinta-feira (14), o STF definiu a  competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes comuns - como corrupção e lavagem de dinheiro - conexos com delitos eleitorais; no dia seguinte, nesta sexta, em outra contundente derrota da Lava Jato, o STF  suspendeu todos os efeitos do acordo entre a força-tarefa, a Petrobrás e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que previa a criação de uma fundação com R$ 2,5 bilhões. O ministro Alexandre de Moraes disse que os procuradores, liderados por Deltan Dallagnol, "exorbitaram das atribuições que a Constituição Federal delimitou". Leia mais aqui

30
Set17

MBL, o pornô do golpe e a arte de arrecadar propinas para combater a corrupção

Talis Andrade

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Uma performance realizada durante a abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, foi acusada de pedofilia nas redes sociais. No vídeo que circula na internet, o artista Wagner Schwartz aparece nu, no centro de um tablado, e uma criança interage com ele.

 

No Facebook e no Twitter, muitos usuários se manifestaram contra as imagens. Um dos principais críticos à performance, o Movimento Brasil Livre (MBL), que já havia atuado na censura à exposição Queermuseu, acusou o MAM de promover a "erotização infantil" usando dinheiro público.

 

Um dos líderes do MBL, que promoveu nas ruas a campanha do golpe para derrubar Dilma Rousseff, tendo o pato da Fiesp como Mascote, é o ator e ativista nazifascista Alexandre Frota, que participou de um protesto na frente da instituição nesta sexta-feira, 29.

 

Alexandre Frota fez uma transmissão ao vivo no Facebook e algumas postagens também em sua conta no Twitter para protestar contra "a pedofilia na arte".


"Esses vagabundos receberam R$ 6 milhões para ficarem fazendo conchavo entre eles. Agora me diz se isso é arte", diz ele em vídeo postado em seu Facebook. "Na porta estava cheio daqueles esquerdistas mas ninguém falou nada pra mim. O que iam falar também? Se esse homem nu estivesse aqui hoje, eu ia ‘levantar ele'", ameaçou.

 

Frota não teve a coragem de denunciar que governo financiava a exposição: se os golpistas federal (Michel Temer), estadual (Geraldo Alckmin) ou municipal (prefeito Dória).

 

As campanhas puritanas do MBL, orquestradas pela imprensa, visam valorizar pedidos de intervenção militar de generais de pijama, que pretendem entregar a Amazônia, conforme política antinacionalista de Temer. E despistes para o povo esquecer a fome, as doenças, o desemprego, e não discutir a reforma trabalhista, o salário mínimo do mínimo de operários e camponeses, o salário base dos professores, dos jornalistas escravos dos Marinho, dos Frias, dos Mesquita. Idem dos magnatas da imprensa da ditadura militar: os Sarney no Maranhão, os ACM na Bahia, os Alves no Rio Grande do Norte, os Coelho em Pernambuco, os Collor nas Alagoas, que o golpe de Temer foi cria da mesma turma da intervenção militar de 64 que derrubou Jango. Os mesmos generais Mourão. A mesma Fiesp. Os mesmos puritanos da TFP católica - Tradição, Família e Propriedade, da cura gay dos pastores evangélicos, que nem sequer perguntam como vão as 500 mil prostitutas infantis do Brasil cristão, cordial e dos bons costumes. Toda esses crentes tementes a Deus ( juram) jamais fizeram sexo com essas 500 mil crianças. A nudez dessas 500 mil crianças não ofende a ninguém. Antes elas do que as filhas da sociedade que perdem a virgindade cedo, e realizam casamentos ostentação de véu e grinalda, símbolos da pureza, prova do hímen intacto.

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 Fotos de diferentes reportagens sobre a prostituição infantil

 

 

Renovação Liberal: a associação familiar para onde vai o dinheiro do MBL

 

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Renan Santos, um dos líderes do grupo, e seus irmãos são os associados da entidade fascista que controla os recursos e as doações ao movimento MBL. Família Santos é ré em 125 processos

 

Reportagem publicada no El País, Espanha, destaca: O MBL se autodenomina uma entidade sem fins lucrativos, segundo consta em sua página no Facebook. Porém, há um lado nebuloso sobre como se organiza e se mantém financeiramente este movimento, que conta com 2,5 milhões de fãs em seu perfil na rede social. Todos os recursos que recebe por meio de doações, vendas de produtos e filiações são destinados a uma "associação privada" — como consta no site da Receita Federal — , chamada Movimento Renovação Liberal (MRL), registrada em nome de quatro pessoas, sendo três deles irmãos de uma mesma família: Alexandre, Stephanie e Renan Santos. Este último é um dos coordenadores nacionais do MBL e um dos rostos mais conhecidos do grupo.

 

A família Santos responde atualmente a 125 processos na Justiça, relativos a negócios que tiveram antes da criação do MRL. O EL PAÍS teve acesso a estes processos. A maioria é relativa à falta de pagamento de dívidas líquidas e certas, débitos fiscais, fraudes em execuções processuais e reclamações trabalhistas. Juntos, acumulam uma cobrança da ordem de 20 milhões de reais, valor que cresce a cada dia em virtude de juros, multas e cobranças de pagamentos atrasados.

 

Agentes da CIA

 

A falta de transparência para divulgar suas contas já gerou uma série de teorias sobre quem patrocina o MBL. De testas de ferro da CIA a fantoches dos Irmãos Koch, um grupo empresarial norte-americano que apoiou o presidente Donald Trump nas últimas eleições. Os jovens do grupo não perderam tempo de capitalizar sobre as teses que os cercam para atrair doadores. Os interessados em colaborar com o MBL podem se filiar ao movimento de acordo com diversas escalas de valores, que variam de 30 reais a 10.000 reais. Pelo valor mais baixo, o doador se registra na categoria chamada Agente da CIA. Segundo informa a página cadastral, este plano dá direito a acesso a fóruns de debates, votações em questões internas e participação em sessões de videoconferências. Por 100 reais, é possível tornar-se um doador Irmãos Koch.

 

Com patrocinadores mil, e milhões de sócios pagantes o MBL vem sendo disputado por vários picaretas natural que outros artistas pornôs do pastoril profano entrasse na disputa dessa fortuna jamais investigada pela polícia, notadamente pela Lava Jato que tem uma fixação em Lula.

 

A briga pelo dinheiro do picareta MBL 

 

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Precisamos de cidadãos de bem como Frota coluna do meio

 

 

Um ator pornô campeão da moral e dos bons costumes: Frota é a cara do Brasil

 


Por Nathalí Macedo 

 


Acredite se quiser: estão brigando pela logomarca do MBL.

 

Se fôssemos um país sério, estariam brigando para desvincularem-se no MBL, a empresa – ou seria melhor dizer quadrilha? – mais risível do cenário político brasileiro na atualidade.

 

Mas, considerando o circo que o Brasil tem se tornado, nada mais natural que conservadores brigando pela marca – e pela liderança – do Movimento especialista em inspeção de cu liderado, sabe-se lá até quando, por Holiday, Kim Catupiry e Alexandre Frota.

 

O INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial – já recebeu três pedidos sobre a marca do movimento, que garante categoricamente não ser uma empresa.

 

Movimentos políticos bem intencionados e sem fins lucrativos – como se autoproclama o MBL – não brigam por marca, brigam por justiça. Justiça, ao que nos parece, é tudo o que o MBL não quer.

 

Kim, que enviou recentemente a foto da bunda mais feia que meus olhos já alcançaram para o meu colega de ofício Pedro Zambarda, garante ser o fundador do Movimento, mas o analista político Vinícius Carvalho Aquino – nota: o MBL não é analista de coisa alguma – diz ser o verdadeiro fundador, junto com um grupo de amigos de Maceió-AL.

 

O Kim bunda murcha diz que “O MBL tem cara e sempre teve seus líderes, o resto é papo de oportunista”.

 

Por falar em oportunismo, Alexandre Frota entrou na briga.

 

O ator pornô e agora fervoroso militante de direita – oportunamente – une-se a Vinícius Aquino para tomar para si a preciosa marca do MBL.

 

Vale fazer vídeo xingando senadora, vale dizer que já namorou pastor homofóbico (nota: não duvido), vale até tentar roubar a marca do movimento mais patético da história desse país.

 

 

 

 

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