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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

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247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

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11
Set20

Ataques à advocacia são ataques à democracia

Talis Andrade

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Editorial do Portal Vermelho

Os recentes acontecimentos de criminalização da advocacia por parte da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro são mais um aberto atentado ao Estado Democrático de Direito. Faz parte da escalada autoritária no país, um processo de regressão a práticas que precederam a Constituição de 1988. A regulação democrática das normas que regem a sociedade é uma conquista irrevogável, a síntese de uma história de lutas pelo direito como régua da justiça que remontam aos primeiros saltos civilizatórios que conferiram a este país status de nação conduzida pelos avanços do processo histórico mundial.

Chama atenção especial a investida contra os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que há muito se confrontam com práticas que afrontam os direitos e garantias individuais, e que ferem o devido processo legal. É nítido o objetivo da referida Operação de tentar retaliar e intimidar os advogados.

Regressões civilizatórias não são raras por aqui. O direito à justiça nunca foi aceito como norma incontestável pelas classes dominantes por ser uma premissa que coíbe seus abusos e impõe limites às relações políticas e econômicas obscuras como norma para impedir a instauração, de forma sólida, de um projeto de sociedade baseado na democracia de massas. Esses setores estão constantemente tentando sabotar a institucionalidade democrática e social do país, a destruição do Estado Democrático de Direito como pilar central da construção da nação.

Esse atentado à advocacia, uma verdadeira histeria denuncista, faz parte desse contexto. Ele fere a Constituição naquilo em que ela tem de mais sagrado – o seu papel de guardiã dos direitos iguais para todos. A denúncia por si só - sem a compreensão mais ampla do problema, sem a definição clara dos objetivos - é mero instrumento persecutório, mais um daqueles fatos que conferem ao processo um verniz de moralismo para obscurecer o sentido de justiça e agredir os princípios da democracia.

Seus agentes se apresentam como dotados de um poder que a Constituição nunca pretendeu que tivessem e que vai muito além do que é aceitável numa democracia. Trata-se de uma prática que não passa no teste básico de cumprimento das regras exigidas para o devido processo legal. E atinge uma categoria que agora e historicamente tem cumprido o papel de se levantar para proclamar que o Estado Democrático de Direito é inviolável.

O representante maior dessa categoria, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), defensora da lei, da justiça, dos direitos humanos, da ética e da Constituição, está inscrita na história como entidade inserida no rol dos construtores do Brasil como nação e ostenta uma das mais combativas páginas das lutas dos povos por independência, democracia e progresso social.

De suas fileiras emergiram e se agigantaram personalidades destemidas sempre que o arbítrio e as agressões aos direitos do povo tomaram forma e marcharam contra a institucionalidade democrática. Agora, em pronunciamento oficial a OAB disse que vai tomar as medidas jurídicas cabíveis contra o que considera uma clara iniciativa para criminalizar a advocacia brasileira.

O rigor da lei é pressuposto fundamental em um país que conseguiu selar um pacto social tão sólido e elevado como a Constituição de 1988. Qualquer atentado a ele deve ser visto como algo muito grave, uma atitude que compromete inclusive o combate efetivo a desvios de condutas – algo que essa Operação praticou, alegadamente para atacar um vilão vago e difuso mal definido como “suspeita de corrupção”.

O pano de fundo dos praticantes dessa conduta tem cores ideológicas. No seu mundo, o Estado como principal executor das normas democráticas é um anátema. Visa a supressão, com golpes de mão, das cores progressistas da legislação democrática do país, ancorada na Constituição. Daí a sua pregação ideológica e taxativa, de viés golpista, sobre os mais variados assuntos de interesse público, tradução de um profundo desprezo pelas regras democráticas e fertilização do terreno para soluções autoritárias. De resto, uma ameaça constante desde que Bolsonaro assumiu a Presidência da República.
 
06
Abr20

Questão de desordem. Por Janio de Freitas

Talis Andrade

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Renúncia de governante costuma ser um gesto espontâneo à força

É uma necessidade premente, não a convicção, que faz Bolsonaro desafiar as evidências, o saber científico, a indignação do bom senso e o coronavírus. Se está convencido, mesmo, do que acusa no isolamento contra o vírus, não é irrelevante. Mas é outra questão, não o que o move.

É para salvar sua pele que Bolsonaro, contraditoriamente, a expõe à contaminação. “Há gente poderosa em Brasília que espera um tropeço meu”, disse na última quinta. Engana-se, não com a gente poderosa, mas com o motivo da espera.

E tropeço é uma imagem modesta para o que menos falta em cada dia, vá lá, presidencial.

Entre os que esperam, renúncia é a palavra da moda. Mais sussurrada do que sonora, pode ser vista como a transferência, para o próprio Bolsonaro, da iniciativa desejada contra ele. O cúmulo do comodismo. Ainda assim, indício de esgotamento.

O alarme soou para os Bolsonaros com sinais acumulados na semana entre 15 e 21 de março, ao se acentuarem os choques com governadores e as acusações de “histeria” à prevenção e ao noticiário.

Até então, tratava-se de seguir Trump na contestação às recomendações contra o vírus já fulminante na Europa. A percepção da fuga de apoios políticos abalou os Bolsonaros e suas redondezas.

Carlos, o 02, abandonou os melindres que o distanciaram do pai e voltou para Brasília. Dos três filhos maiores, é o mais ouvido para condutas políticas de Bolsonaro. Vieram novos pronunciamentos na linha de acirrar os ataques, em vez da esperável busca de reduzir as reações. À distância em quarentena de idoso contaminado, o irado general Augusto Heleno deu-se alta para recompor às pressas o chamado Gabinete do Ódio. Da outra parte, um sinal eloquente: o general-vice Hamilton Mourão também saiu do seu retiro, com renovada receptividade a microfones e câmeras.

A crescente repercussão negativa da campanha de Bolsonaro foi acompanhada, também, das adesões, inclusive com carreatas, de donos de empresas ansiosos por voltar ao faturamento. Estímulo bastante para mais avanços, como a imersão de Bolsonaro no contato físico com aglomerações em áreas públicas. E aí, no trigésimo ano de vida na política, sua estreia com as expressões “meu povo”, “salário contra a pobreza”, “direitos do povo”.

A mais recente fala de Bolsonaro em rede nacional criou uma situação extravagante. Militares obtiveram que essa fala, em 31 de março, não incluísse as divergências sobre o coronavírus. Seja lá pelo que for, e o que for não é bom, a imprensa deu à fala o sentido de louvável (até em editorial) recuo de Bolsonaro no confronto com a Organização Mundial da Saúde, quase todos os governadores, muitos prefeitos, a ciência e o seu aplaudido ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde.

Na manhã daquele dia, Bolsonaro atacara o isolamento preventivo e os governadores, com uso de imagens falsas de desabastecimento. Pouco depois, reunira-se com médicos sem incluir o médico Mandetta. Logo, de manhã era Bolsonaro como é. À noite, Bolsonaro era os redatores da sua fala. No dia seguinte, Bolsonaro de volta e a imprensa no recuo, encabulado.

Bolsonaro não voltou só ao que é. Voltou à defesa de sua pele, ao recurso de eficácia já comprovada, sugerido pela inteligência ferina de Carlos 02. A defesa inflexível e demagógica da reativação do trabalho e de sua remuneração é estimuladora de massas mobilizáveis nas ruas e por todas as formas.

Greves de caminhoneiros, violências de trabalhadores necessitados de dinheiro, rebeldias de Polícias Militares, manifestações de multidão: a ameaça de desordem como resposta à ameaça do mandato. Não por acaso, as ajudas aos carentes da crise sanitária são muito faladas por Bolsonaro e Paulo Guedes, mas não saem dos cofres.

Renúncia de governante costuma ser um gesto, digamos, espontâneo à força. Entre o esgotamento do desgaste e os receios da ação, a força espera, indecisa.

 

05
Abr20

O ônus da recessão será dividido, como sempre, entre os mais pobres

Talis Andrade

 

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V - O vírus somos nós (ou uma parte de nós)

POR ELIANE BRUM  

O poder de devastação do vírus é determinado pelas escolhas dos governos e da população que elegeu os governantes. Neste momento, os brasileiros estão tendo que se haver com a escolha de sucatear o SUS, com a escolha de reduzir o investimento em programas sociais que pudessem reduzir a desigualdade, com a escolha de não fazer reforma agrária nem redistribuição de renda, com a escolha de não priorizar o saneamento básico e a moradia digna. Com a escolha de fazer teto para gastos públicos também em áreas essenciais como saúde e educação.

Os brasileiros estão sendo obrigados a se haver, principalmente, com a escolha de fazer do “Mercado” um deus-entidade que se autorregula. Se o Mercado foi a explicação de tudo para as medidas mais brutais defendidas por essa praga persistente chamada “economistas neoliberais” ou “ultraliberais”, que se autodeclararam com autoridade e poder para determinar todas as áreas de nossa vida, cadê o Mercado agora? Por que não pedem que o Mercado resolva a pandemia? Ao contrário, os representantes do Mercado estão demitindo e dispensando os empregados e pedindo ajuda emergencial do Governo para não falir.

Mas, não se iludam. Assim que a pandemia passar, o Mercado voltará com todo o seu poder de oráculo para, por meio de suas sacerdotisas, os economistas neoliberais ou ultraliberais, nos ditar tudo o que temos que fazer para sair da recessão. Este ônus, como sempre, será dividido igualmente entre os mais pobres.

O vírus —e não as péssimas escolhas— será o culpado de todas as mazelas. Até o corona, como sabemos, a economia do mundo capitalista e do Brasil de Paulo Guedes estava uma maravilha, parece até que domésticas estavam planejando uma excursão para a Disney quando foram impedidas pelo maldito vírus com nome de ducha. E, claro, o maníaco do Planalto vai dizer que não é nem ele nem seu Posto Ipiranga os incompetentes, mas “a histeria” com a “gripezinha”.

Nada está dado, porém. (Continua)

25
Mar20

"Incendiário", "inacreditável" e "contraditório": imprensa europeia analisa pronunciamento de Bolsonaro sobre coronavírus

Talis Andrade

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A imprensa europeia destaca, nesta quarta-feira (25), as declarações do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão realizado na noite de terça-feira (24). Para os jornais, as declarações do líder da extrema direita do Brasil são "incendiárias", "difíceis de acreditar" e vão de encontro com as próprias recomendações do Ministério da Saúde do país.

Para o jornal francês Le Mondeo presidente "minimiza os riscos relacionados à pandemia da Covid-19 ao criticar as medidas tomadas em diversas cidades e Estados do país, em um momento em que um terço da população mundial é colocada em confinamento".

O diário também destaca que Bolsonaro acusou as mídias do país de propagar "histeria", diante da pandemia que já causou mais de 18 mil mortos no mundo. "O Brasil está protegido da doença, segundo ele, devido ao clima quente e a população majoritariamente jovem", reitera a matéria.

O jornal Le Parisien lembra que, no momento do discurso de Bolsonaro, o Brasil contabilizava 2.201 casos de coronavírus e 46 mortes. "Mas as deficiências do sistema de saúde, além da pobreza e a insalubridade nas quais vivem uma grande parte da população, ameaçam agravar a epidemia na primeira economia da América Latina", afirma o diário.

 

Discurso resultou em "panelaços"

O jornal britânico The Guardian destaca que o presidente brasileiro declarou que "nada sentiria" caso fosse contaminado pela Covid-19. A matéria classifica as afirmações do presidente como "incendiárias" e ressalta que o discurso provocou grandes "panelaços" no Rio e em São Paulo.

The Guardian lembra que as duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio e muitas outras em todo o país, confinaram seus moradores "para salvar vidas". O jornal também destaca que muitos opositores de Bolsonaro acreditam que sua resposta à epidemia de coronavírus no Brasil "vai ser o fim de sua carreira política".

Em editorial, o jornal espanhol El País analisa como a América Latina lida com a pandemia e afirma que Bolsonaro "é o pior caso" entre alguns líderes da região que tentam minimizar a situação. Para o diário, o presidente está mais preocupado com a briga política com os governadores de São Paulo e do Rio – estados que concentram 60% dos casos de coronavirus do Brasil – do que com os riscos da pandemia.

"E os riscos são gigantescos!", afirma o editoralista. "As declarações oficiais de que o Brasil dispõe de recursos suficientes para enfrentar esse tsunami são difíceis de acreditar", reitera o artigo. Para El País, a situação catastrófica de falta de material médico, hospitais e profissionais da área da saúde que vivem atualmente a Europa e os Estados Unidos pode se repetir no Brasil. "O vírus se comporta de maneira similar em todas as latitudes", conclui.

 

Contra recomendações do Ministério da Saúde

Na live que faz diariamente em seu site, o jornal português Público lembra que o apelo de Bolsonaro pela reabertura das escolas e o restabelecimento do funcionamento do comércio contrariam as recomendações do próprio governo brasileiro. "No site, o Ministério da Saúde brasileiro aconselha a população a evitar aglomerações, a reduzir os deslocamentos para o trabalho, defendendo o ‘trabalho remoto’ e a ‘antecipação de férias em instituições de ensino’, especialmente em regiões com transmissão comunitária do vírus".

O jornal também destaca que Bolsonaro subestima a pandemia, ao afirmar que se fosse contaminado "não precisaria se preocupar". "O chefe de Estado do Brasil já se submeteu a dois exames ao novo coronavírus, ambos de resultado negativo, segundo o próprio. A imprensa pediu a divulgação pública dos resultados, mas sem êxito", conclui o diário. 

 

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17
Mar20

+ Coronavírus: Brasil registra primeira morte +

Talis Andrade

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Brasil registra primeira morte por coronavírus. País contabiliza 234 casos confirmados de covid-19 nesta segunda-feira. Bolsonaro volta a minimizar pandemia e diz que vai celebrar aniversário com festa. Alemanha, França e UE intensificam medidas de combate à disseminação da doença

por DW

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar nesta terça-feira que há "histeria" na forma como a pandemia de coronovírus vem sendo divulgada e combatida. Em entrevista à Rádio Tupi, Bolsonaro também criticou medidas tomadas por governadores, que vêm cancelando eventos e fechando escolas. "Esse vírus trouxe uma certa histeria e alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia"

"Essa histeria leva a um baque na economia. Alguns comerciantes acabam tendo problemas. Não é por que tem uma aglomeração de pessoas aqui ou acolá esporadicamente, tem que atacar exatamente isso. O cara não vai ficar em casa, vai se juntar", completou o presidente.

Nos últimos dias, Bolsonaro já havia afirmado que a pandemia de coronavírus, que provocou mais de 7.000 mortes pelo mundo até o momento, era uma "fantasia" propagada pela mídia e que a "questão do coronavírus" não é "isso tudo". Na entrevista desta terça, ele também voltou a fazer afirmações que contrariam o Ministério da Saúde, que recomenda evitar aglomerações. O presidente disse que pretende comemorar seu aniversário com uma "festinha" no próximo fim de semana.

"Agora eu faço 65 daqui a quatro dias. Vai ter uma festinha tradicional aqui até porque eu faço aniversário dia 21 e minha esposa dia 22. São dois dias de festa." No último domingo, Bolsonaro, que chegou a figurar entre casos suspeitos da doença, foi alvo de críticas por cumprimentar e tocar apoiadores em uma manifestação pró-governo em Brasília.  

Nesta terça-feira, o presidente deve ser submetido a um novo exame para detectar qualquer possível infecção pelo novo coronavírus. Na última sexta-feira, o Planalto informou que um teste inicial deu resultado negativo. Mais de uma dúzia de pessoas que estiveram com o presidente nos últimos dez dias testaram positivo.

Risco devido ao coronavírus na Alemanha é classificado como alto

O Instituto Robert Koch (RKI), a agência de controle e prevenção de doenças do governo alemão, alterou a classificação de risco à saúde da população alemã representado pelo coronavírus Sars-Cov-2 de "moderado" para "alto", afirmou o presidente do RKI, Lothar Wieler. O motivo para a nova classificação são o rápido aumento no número de casos e os alertas emitidos por clínicas e órgãos de saúde no país. De acordo com levantamento da Universidade John Hopkins, a Alemanha já registrou mais de 7,6 mil casos de covid-19 e 20 mortes em decorrência da doença.

Medidas anunciadas pela chanceler federal Angela Merkel na noite de segunda incluem o fechamento de boa parte do comércio. Apenas supermercados, farmácias, bancos, correios, postos de gasolina, lojas de produtos de higiene e de material de construção continuarão funcionando. Restaurantes podem funcionar apenas entre 6 h e 18 h, se mantiverem uma distância de segurança entre os clientes. A Alemanha recomendou ainda que viagens de turismo pelo país e no exterior sejam canceladas. Foram determinadas restrições de visitas a hospitais e asilos. "Precisamos de medidas drásticas para diminuir as infecções", disse Merkel. Leia a notícia completa

Alemanha planeja repatriar cidadãos e desaconselha viagens

O ministro do Exterior alemão, Heiko Maas, anunciou um plano para repatriar milhares de turistas alemães retidos em países estrangeiros devido à crise do coronavírus. Segundo Maas, 50 milhões de euros serão disponibilizados para o programa de repatriação. O governo alemão fará todo o possível para trazer as pessoas afetadas de volta à Alemanha nos próximos dias e está em contato com companhias aéreas.

Os primeiros a serem repatriados devem ser os alemães que se encontram em regiões particularmente afetadas pelo coronavírus, incluindo Marrocos, Egito, República Dominicana, Filipinas e Maldivas.

Maas também desaconselhou viagens turísticas por todo o mundo para evitar que mais cidadãos alemães fiquem retidos no exterior.

Volkswagen anuncia suspensão da produção

A montadora alemã Volkswagen anunciou que suspenderá a produção de veículos na grande maioria de suas fábricas na Alemanha e no restante da Europa a partir de sexta-feira. Os trabalhos deverão ser interrompidos por até três semanas. Transcrevi trechos

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